A Intronização da Bíblia foi feita pela Pastoral da Criança da comunidade, que estiveram uniformizados de anjos
Nesta noite de domingo, dia 2 de agosto de 2026, a comunidade de Olho d’Água encerrou com chave de ouro o tríduo preparatório para a festa do seu padroeiro, Senhor dos Passos. Foram três noites marcadas por oração, fé, devoção, fraternidade e pela participação expressiva dos fiéis, fortalecendo ainda mais os laços entre as comunidades que se unem em torno da fé em Cristo e da devoção ao seu padroeiro. O encerramento oficial da festa acontecerá no próximo dia 6 de agosto, às 8h30 da manhã, com a celebração da Santa Missa. Na mesma ocasião e horário, será realizada a tradicional entrega da bandeira ao próximo grupo de festeiros, que assumirá a missão de conduzir os festejos do Senhor dos Passos no próximo ano. Na abertura desta última noite do tríduo, a representante do 3º Grupo de Festeiros, Angelina, atual festeira, deu as boas-vindas a todos os presentes, fazendo questão de destacar, de maneira especial, a presença das comunidades visitantes que vieram celebrar juntamente com o povo de Olho d’Água: Capão da Ripa, Comunidade São Roque e Comunidade Riacho Seco. A participação das comunidades foi um dos grandes destaques da celebração. A comunidade de Capão da Ripa presidiu a celebração por meio de sua fiel representante, Geraldina (Dina). A Comunidade São Roque participou com a primeira leitura, proclamada por Dimas. Já a Comunidade Riacho Seco esteve presente na segunda leitura, realizada por Nivaldo, enquanto Edna entoou com muita devoção o Salmo Responsorial. As preces da celebração ficaram sob a responsabilidade de Hélio Carlos, integrante do Grupo do Terço dos Homens da comunidade de Olho d’Água, conduzindo os pedidos e agradecimentos da assembleia em um momento de profunda espiritualidade. A animação litúrgica ficou por conta do grupo de mulheres que formam o Coral Senhor dos Passos, liderado por Kawane Silveira. Com cânticos de louvor e devoção, o coral ajudou a tornar a noite ainda mais especial, proporcionando aos fiéis um ambiente de oração e comunhão com Deus. Também tiveram participação especial as ministras da Eucaristia, senhoras Adelina e Rosa Silveira, que contribuíram para o bom andamento da celebração e para que todos pudessem vivenciar aquele momento de fé com serenidade e devoção. “A palavra do momento é gratidão” Ao final da celebração, o coordenador Hélio Carlos fez um emocionado agradecimento a todos que participaram do tríduo, especialmente às comunidades que se fizeram presentes durante os três dias de preparação para a festa do Senhor dos Passos. Em sua mensagem, Hélio resumiu o sentimento que tomou conta da comunidade em uma única palavra: “Gratidão”. Gratidão a Deus, em primeiro lugar, pela oportunidade de celebrar a fé; gratidão ao Senhor dos Passos, padroeiro querido da comunidade; gratidão aos festeiros, ministros, leitores, cantores, organizadores e a todos os homens, mulheres, jovens e famílias que contribuíram para que o tríduo acontecesse de forma tão bonita e participativa. E como a noite ainda reservava mais um momento de confraternização, Hélio Carlos convidou todos os presentes para degustarem uma animadíssima quermesse, encerrando a programação com muita alegria, fraternidade e aquele clima de união que marcou os três dias de celebrações. Assim, o Tríduo do Senhor dos Passos 2026 chega ao fim, mas deixa na comunidade de Olho d’Água a certeza de que a fé continua viva, renovada e fortalecida. Foram noites em que o povo se reuniu para rezar, cantar, agradecer e celebrar Jesus Cristo, nosso Senhor, tendo no Senhor dos Passos um símbolo de amor, entrega, esperança e confiança em Deus. Agora, todos aguardam com expectativa o grande encerramento da festa, na manhã do dia 6 de agosto, às 8h30, quando a comunidade se reunirá novamente para a Santa Missa e para a entrega da bandeira aos próximos festeiros. Viva o Senhor dos Passos! Viva a comunidade de Olho d’Água! Viva a fé que nos une em Cristo!
Carlão Maratonista si tornou bi-campeão desta prova, correndo na categoria de 50 anos ou mais
Foi realizada neste domingo, dia 2 de agosto de 2026, a corrida Running 5km 2ª edição, na cidade de Caculé. Os atletas condeubnense fizeram bonito e subiram ao pódio. Carlão Maratonista venceu mais uma e si tornou bi-campeão desta prova, correndo na categoria de 50 anos ou mais. José Carlos Dias foi o 3° colocado da categoria de 50 a 59 anos.
O atleta condeubense José Carlos Dias foi o 3° colocado da categoria de 50 a 59 anos.
Convenção em São Paulo formalizou a candidatura de Lula à reeleição, novamente em chapa com Alckmin (PSB) como vice. Em discurso, Lula fez 5 compromissos de campanha e disse que, aos 80 anos, está preparado para um novo mandato.
PT oficializou neste domingo (2) a candidatura de Lula à reeleição; o presidente busca seu quarto mandato.
O evento realizado em São Paulo confirma Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a chapa de 2022.
Para a disputa de 2026, a chapa Lula/Alckmin terá o apoio de PSB, PDT e das federações compostas pelo PT, com PV e PCdoB, além de PSOL e Rede.
As convenções partidárias ocorrem até 5 de agosto. O registro de candidaturas vai até 15 de agosto e a campanha começa no dia seguinte.
Lula e Janja na convenção do PT — Foto: Arthur Stabile/g1
O Partido dos Trabalhadores oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em convenção partidária realizada em São Paulo. Lula busca seu quarto mandato e terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a chapa eleita em 2022.
“Eu peço desculpas pelos erros que eu cometi, peço desculpas pelas coisas que eu não fiz, mas eu quero dizer para vocês que o nosso governo está dando a vocês armas, argumentos que vocês nunca tiveram na história desse país. Vocês têm um governo que entregou mais do que prometeu e que vai entregar muito mais. Só depende de vocês”, disse Lula em discurso para militantes reunidos em convenção no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. Havia representantes de PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede, aliados do PT na eleição presidencial.
No discurso de mais de uma hora, Lula anunciou cinco compromissos em um eventual quarto mandato:
“Resolver definitivamente o papel da educação”;
criar um programa para idosos;
fortalecer a indústria militar;
manter a riqueza das terras raras “para os brasileiros”;
programas para a transição energética.
Sobre a educação, Lula disse que é um dos motivos de ser candidato pela quarta vez: “Sou candidato pela quarta vez para resolver definitivamente o papel da educação no país”, disse.
Já a respeito dos idosos, o presidente afimou que a meta é criar um programa voltado a esse público.
“Nossa população envelheceu e nem sempre o filho que ela pariu cuida dela como ela cuidava dele. Nós precisamos criar um programa pro idoso. Mas não para ele ficar em um canto parado, é pra ele até namorar se encontrar uma parceira”, afirmou.
Se reeleito, segundo Lula, um dos novos focos será o investimento na indústia da defesa.
“Quero pedir para a esquerda parar com essa bobagem de achar que a gente não tem que se preocupar com a defesa. Quero estar preparado para que ninguem invada esse país para levar o presidente, para ninguem ousar se fazer de besta conosco. Precisamos investir na indústria da defesa”, disse.
Nesse momento, Lula citou Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, capturado pelos Estados Unidos em janeiro.
Sobre as terras raras, o petista afirmou que a propriedade é do povo brasileiro. “Vou levar a sério esse negócio de terras raras e minerais críticos. Isso é patrimônio do povo brasileiro e quem tem que lucrar com isso é o povo brasileiro. Nem chinês, nem americano, nem francês vão meter o dedo nas nossas terras raras”, afirmou.
Já sobre a transição energética, Lula voltou a defender a soberania: “O Brasil tem que aprender que nós não somos inferiores a ninguém. Isso é complexo de quem não acredita em si próprio”.
Ele disse que só vai divulgar o programa de governo a partir do dia 16, quando a campanha começa oficialmente.
Além dos compromissos, Lula reforçou o combate à violência contra a mulher, afirmou que, aos 80 anos, está em plenas condições físicas para disputar a reeleição, e disse que, se ganhar, “não vai disputar o penta”.
Leia frases de Lula no evento
“No quarto mandato, eu não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta.”
“Agrora que temos o básico garantido é a hora de dar um salto.”
“Nós vamos para uma campanha em que qualquer assunto, em qualquer estado, com qualquer governador, vocês podem ter orgulho de defender o que o governo federal fez naquele estado.”
“Fizemos tudo? Não. Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar o dia que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher.”
“Por isso, eu quero dizer a todo mundo não fique preocupado com pesquisa. Nem se tiver bom e nem se não tiver bom. A guerra não começou o campeonato não começou.”
“Esse negócio de fundo partidário não me agrada, está levando os partidos à promiscuidade. Fez todos nós iguais.”
“Minha quarta presidência é pra mudar muita coisa. Vai ter briga com emenda parlamentar.”
“Eu tô inteiraço.”
“Quero estar preparado para que ninguém invada esse país para levar o presidente. Para ninguém ousar se fazer de besta conosco. Precisamos investir na indústria da defesa.”
“Eu sei que muitas vezes vocês ficaram frustrados comigo em alguma coisa. Eu sei que nem sempre eu pude entregar tudo do jeito que vocês queriam.”
“É mais barato investir em educação do que manter alguém na prisão. E quem pode ir pra prisão é esse jovem, se a gente não investir nele.”
“Nem chinês, nem americano, nem francês vão meter o dedo nas nossas terras raras.”
“Não quero mais ser o Lulinha paz e amor. Quero ser o Lulinha porreta.”
“O traste prometeu Casa verde e amarela e não fez.”
Sem mulher escalada para falar, Lula chama Janja
Numa cerimônia que anunciou propostas, ressaltou medidas implementadas durante o terceiro mandato e destacou o papel das mulheres na sociedade, Lula passou por um constrangimento antes de discursar.
“Uma crítica a mim. Não é possível que a gente tenha esquecido de, no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar”, afirmou Lula. Em seguida, o presidente disse que a primeira-dama Janja da Silva não estava escalada para discursar e passou a palavra para ela. “É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada?”, disse Janja (saiba mais).
Antes de Lula, falaram Edinho Silva, presidente do PT, e Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT.
“O Brasil terá que fazer uma escolha de que legado vamos deixar, que Brasil vamos construir”, disse Edinho Silva, ao anunciar a oficialização da candidatura de Lula na convenção.
Fernando Haddad defendeu a reeleição de Lula. “O Brasil precisa de um marujo confiável, experiente, que saiba acionar as ferramentas necessárias para proteger a soberania do Brasil. Lula é motivo de inveja no mundo. Só que o Lula é brasileiro.”
O evento começou de manhã com uma entrevista com a deputada federal Benedita da Silva (PT). Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo; Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo; Aloizio Mercadante, ex-senador pelo PT; a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; e o senador Rogério Carvalho (PT) também estavam presentes na convenção.
Lula e Janja na convenção do PT — Foto: Arthur Stabile/g1
Estudiosas dizem que discursos machistas atacam sufrágio desde 1890
Agência BrasilAcervo Arquivo Nacional
Os ataques ecoam pelo tempo. “Minha mulher não irá votar”, disse o senador constituinte Coelho e Campos, em 1891. No mesmo ano, outro parlamentar, Serzedelo Corrêa, afirmou que jogar a mulher no meio das paixões e das lutas políticas é “tirar-lhe a santidade”.
Depois de 135 anos, mais discursos violentos reaparecem. “Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras. As casadas costumam acompanhar o marido”, afirmou o influenciador Paulo Figueiredo (neto do ex-presidente João Figueiredo).
Os reiterados discursos machistas que atacam o voto feminino ao longo da história do Brasil podem ser compreendidos em diferentes facetas como reações aos avanços da cidadania das mulheres, segundo afirmam estudiosas do tema do sufrágio em entrevistas à Agência Brasil. Elas explicam que, do ponto de vista histórico e político, o que chama a atenção não é o ineditismo do discurso, mas a continuidade e as ameaças.
Constituição de 1891, a primeira da República, rejeitou o sufrágio feminino – Foto: Acervo Arquivo Nacional
“Luta permanente”
Por outro lado, há inspirações concretas históricas, por parte das experiências da luta sufragista, para ações de resistência. “A linguagem mudou, mas a lógica patriarcal, misógina e machista é a mesma”, afirma a professora de direito Fernanda Abreu, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).
A estudiosa destaca que o voto feminino no Brasil foi uma conquista obtida contra a resistência do Estado e da sociedade machista. Não foi uma concessão espontânea. “Direitos não se mantêm sozinhos. Eles exigem luta permanente”, diz.
Fernanda avalia que essas manifestações questionando o voto da mulher ressurgiram, em 2026, com uma força “perturbadora”.
“Parece absurdo, mas é verdade. Do ponto de vista jurídico-constitucional, qualquer discurso que questione o voto feminino no Brasil viola o Artigo 14 da Constituição Federal de 1988, que estabelece o sufrágio universal sem distinção de sexo”, explica.
A professora acrescenta que o discurso ataca o Artigo 5º da Constituição, que veda qualquer tipo de discriminação. Além de inconstitucionais, as manifestações operariam um discurso criminoso. Ela pondera que há iniciativas para acionar a Procuradoria-Geral da República para tratar “dessa questão gravíssima”.
A pesquisadora diz que as falas do influenciador Paulo Figueiredo conectam-se diretamente com o movimento antifeminista norte-americano, que defende abertamente o fim do sufrágio feminino.
Inteligência diferenciada
Do ponto de vista histórico, a pesquisadora Cibele Tenório, da Universidade de Brasília (UnB), assinala que a recorrência dos ataques em mais de um século é “absurda”, mas não surpreende em uma estrutura de machismo estrutural.
“As sufragistas do século 20 lutaram e tiveram inteligência diferenciada para garantir o direito para todas nós”, afirma.
Almerinda Gama, sufragista alagoana – Foto: Acervo Arquivo Nacional
Jornalista e doutoranda em história, Cibele é biógrafa da sufragista alagoana Almerinda Gama (1899 – 1999). Almerinda foi uma das primeiras mulheres negras a atuar na política brasileira.
Cibele Tenório pondera que, diante de ataques que chegam ao tempo presente, é necessário manter atenção a toda e qualquer ameaça, ainda que não se transforme em uma hipotética e inimaginável proposta de revogação de direitos de mulheres. No entanto, as ofensivas antigênero podem fazer parte de uma estratégia que barre evoluções de direitos.
“Mas podem, de alguma forma, gerar incômodo ou desestímulo à participação, o que é muito perigoso.” Cibele lembra que, em 1890, a Constituinte brasileira rejeitou o sufrágio feminino, alegando incapacidade da mulher para a política.
Intimidações
Em 2026, em um cenário em que as mulheres representam mais de 53% do eleitorado brasileiro, atacar o voto feminino reveste-se também em uma estratégia de intimidação política, apontam as pesquisadores.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão aptas a votar, em 2026, 83.877.126 brasileiras. Os homens somam 74.845.001. Em relação ao nível educacional formal, a maior faixa das mulheres está no ensino médio completo (29,28%, contra 26,35% dos homens). Terminaram a faculdade 13,08% das eleitoras (contra 9,1% dos homens).
Eis um cenário de resistência: as mulheres são maioria da população brasileira (51,5%), minorizadas em direitos, e desestimuladas ao mercado de trabalho ou para a participação política. Conforme explica a professora Hildete Pereira, pesquisadora de economia e gênero da Universidade Federal Fluminense (UFF), a luta não se tornou simples porque, no Brasil, o estímulo às mulheres é para a função de cuidadora, e não de representante.
Entre as mulheres que vão votar neste ano, 51,76% são pardas, 10,96%, pretas e 35,71% brancas. Outras estatísticas divulgadas pelo TSE dão conta que 50% das eleitoras declararam-se solteiras.
As pesquisadoras ouvidas pela reportagem dizem que esses discursos integram o que a teoria feminista tem chamado de backlash (expressão que pode ser traduzida como “retaliação”) por parte dos homens. A cada evolução de direitos, surge pela estrutura misógina alguma tentativa de violação.
“Quanto mais as mulheres avançam, mais as estruturas que sustentam a misoginia, o patriarcado e o machismo resistem”, diz Fernanda Abreu, da UERN.
Espaços de violência
As pesquisadoras identificam que a primeira Constituição Republicana, a de 1891, rejeitou explicitamente o sufrágio feminino com o argumento oficial de que a mulher era intelectualmente incapaz para a vida pública e que ela deveria se limitar ao espaço doméstico.
Entre os ataques comuns, no plano social e cultural, as sufragistas eram ridicularizadas inclusive na imprensa, nas rodas sociais, e chamadas de “mulheres-homens”. Isso porque a mulher casada era legalmente definida como dependente do marido, e a solteira, dependente do pai.
A professora e historiadora Ana Prestes, da Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que a ridicularização na imprensa, inclusive, ocorria, por exemplo, de forma ilustrada.
“A gente tem, nessa época, muitas charges em que aparecem o homem de avental na casa e a mulher com o terno na rua para ridicularizar. Principalmente aqueles homens que chegaram a defender o voto da mulher.”
Leolinda Daltro foi uma das líderes mais combativas do sufragismo – Foto: Acervo Arquivo Nacional
Segundo contextualiza a professora Fernanda Abreu, da UERN, esse argumento era usado para negar às mulheres a capacidade do voto consciente. “No âmbito jurídico individual, em 1919, a Leolinda Daltro [1859-1935], que foi a fundadora do Partido Republicano Feminino e uma das líderes mais combativas do sufragismo, teve sua candidatura à Intendência Municipal do Distrito Federal negada pelo Poder Público.”
Inclusive, Leolinda Daltro foi uma das pessoas mais massacradas pela imprensa brasileira da época, segundo a professora e historiadora Ana Prestes. “[Os jornais] encontravam forma de colocar a atividade dela como se fosse praticamente uma baderneira, uma mulher que queria quebrar tudo”, afirma.
As pesquisadoras exemplificam que o Código Eleitoral de 1932 chegou a incluir a exigência de autorização do marido para que a mulher casada pudesse votar. A cláusula só foi retirada do texto final depois de muita pressão das sufragistas. “Nada ocorreu sem luta e inteligência estratégica para conseguir aliados nessa causa”, explica Cibele Tenório, doutoranda na UnB.
Elas são da opinião de que a resistência ao voto feminino não foi ligada à questão de um conservadorismo pontual. Foi institucionalizada como política pública e norma jurídica.
As estudiosas assinalam que a trajetória de pressão feminina tem um marco no ano de 1910 com o Partido Republicano Feminino, a primeira legenda desse gênero que, em 1917, promoveu uma marcha de 90 mulheres pelo centro do Rio de Janeiro defendendo a causa.
As sufragistas criaram jornais e escolas para debater o tema. Inclusive para contrapor os discursos machistas que escorriam pelas páginas dos jornais tradicionais.
Diante dessa efervescência cultural e científica das primeiras décadas do século 20, as mulheres buscavam diferentes direitos, segundo explica a professora de ciência política Marlise Matos, do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Ela explica que as mulheres lutavam por duas outras grandes agendas – maior acesso à escolarização e ao mercado de trabalho. “Mas, sem dúvida, a conquista do voto feminino era fundamental para a cidadania efetiva. Isso foi travado com muita tensão e disputas”, diz.
Bertha Lutz também lutou pelo voto feminino – Foto: Acervo Arquivo Nacional
Não por acaso que Bertha Lutz (1894-1976) ficou reconhecida como um dos principais nomes dessa batalha. “Ela sabia acionar pessoas e conversar inclusive com os mais conservadores em busca de aliados”, diz Cibele Tenório.
A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, articulou governadores, pressionou o Congresso e organizou manifestações. “Usou a imprensa nacional e internacional e estabeleceu muitas conexões com o movimento sufragista global”, acrescenta a estudiosa Fernanda Abreu, da UERN.
Avanço legislativo
As pesquisadoras ouvidas pela Agência Brasil entendem que o marco mais importante é o Decreto 21.076 de 1932, o primeiro código eleitoral brasileiro a garantir o direito de as mulheres irem às urnas e também de votarem secretamente. O direito foi solidificado na Constituição de 1934. O Brasil tornou-se o quarto país do Ocidente a garantir o sufrágio feminino (depois do Canadá, Estados Unidos e Equador).
No Código Eleitoral de 1946, o voto feminino passa a ser obrigatório para mulheres alfabetizadas. Esse novo marco completou 80 anos em maio. A Constituição, promulgada em 18 setembro do mesmo ano, confirma a regra. A última Carta, a de 1988, eliminou o requisito da alfabetização.
Para a professora da UFMG Marlise Matos, o Estado brasileiro tem que reafirmar o seu compromisso com os direitos políticos das mulheres brasileiras e reforçar campanhas informativas e publicitárias sobre a participação nas eleições.
Ana Prestes, da UnB, aponta que um caminho da resistência é o reforço nos processos de educação formal. “Uma coisa que eu observo nas minhas pesquisas é que muitas sufragistas eram professoras ou atuavam em cursos.”
“Eram pessoas que defendiam o ensinamento e a criatividade também”, completa. Ela recorda que Bertha Lutz chegou a arrumar um avião para fazer um sobrevoo com panfletos, no Rio de Janeiro. “Eram ousadas, persistentes e hábeis articuladoras”, diz a professora e historiadora
Por isso, é necessário romper com o apagamento e com a invisibilidade de mulheres que lutaram por grandes causas, como a do voto feminino, a da educação e a do trabalho, defende a professora Hildete Pereira, pesquisadora da UFF.
A dependência financeira funcionaria como um obstáculo social de subalternidade, inclusive no tempo presente. Além disso, o próprio mercado de trabalho garante salários melhores aos homens em vista do machismo estrutural. Historicamente, segundo salienta, políticas públicas devem reforçar o papel da mulher na sociedade, como em relação à participação na política.
“Essas mulheres do final do século 19 e início do século 20 nos ensinam, tanto tempo depois, que é preciso participar e não desistir”, ressalta Hildete Pereira.
Sra. Laurinda Maria Dias “Guda”, faleceu aos 99 anos de idade
É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento da Sra. Laurinda Maria Dias popular “Guda” aos 99 anos de idade (incompleto), ocorrido na tarde deste sábado dia 1° de agosto de 2026 as 15h. Sra. Laurinda deixou viúvo o Sr. João da Silva Dias popular “Lega” que acabou de completar 100 anos dia 12/6/2026. Ela deixou ainda dois filhos de criação: Ilza e João. Segundo informaçoes de familiares, a causa morte foi complicações de Alzheimer e Pasrkinson.
O corpo está sendo velado no salão de velorios da Rua Aurora, o sepultamento será hoje a tarde domingo dia 2 às 15h, no Cemitério Municipal Jesus Bom Pastor.A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Laurinda, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Sra. Laurinda.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do promotor de Justiça Gilson Sacramento Amancio da Silva, expediu uma recomendação, na sexta-feira (31), à Prefeitura de Coribe para que suspenda e anule a Ata de Registro de Preços nº 22/2026, decorrente do Pregão Eletrônico nº 15/2026. O certame, voltado à futura contratação de estruturas para eventos, prevê gastos de até R$ 1,9 milhão em itens com dimensões desproporcionais para a realidade do município.
De acordo com o documento, neste sábado (01), investigação aponta disparidades graves entre os insumos contratados e a demanda local. Entre as estruturas registradas constam centenas de tendas, 800 grades de contenção, palcos de grande porte e 60 geradores de 260 KVA cada. O órgão destacou que a quantidade de geradores locados equivale a cerca de metade do total utilizado no Festival Rock in Rio de 2024 — evento voltado para um público diário de 100 mil pessoas, cerca de sete vezes a população estimada de Coribe.
A promotoria também chamou atenção para a capacidade operacional e financeira da empresa vencedora do certame, a Bida Show Ltda., cujo capital social declarado é de apenas R$ 10.000,00, valor tido como incompatível para atender a uma demanda milionária dessa escala. O MPBA destacou ainda a contradição da gestão municipal, que alegou escassez orçamentária em ações judiciais para evitar custos com portais de transparência pública, mas orçou mais de R$ 1,1 milhão em contratos de eventos com valores muito superiores aos gastos em festejos anteriores, como o São João local.
A recomendação fixa o prazo de cinco dias para que a prefeitura informe sobre a anulação do procedimento e a proibição de firmar contratos derivados da ata. A orientação foi estendida à empresa Bida Show Ltda., proibindo a assinatura de contratos, e preventivamente a produtoras, artistas e fornecedores de áudio e iluminação para que não recebam verbas decorrentes desse processo licitatório, sob pena de adoção de medidas judiciais por desvio de finalidade e lesão ao patrimônio público.
A Prefeitura de Guanambi, sancionou a Lei nº 1.882/2026, que impede a concessão de isenções tributárias e qualquer outro benefício fiscal municipal a pessoas condenadas definitivamente por crimes sexuais, violência doméstica contra a mulher e abusos contra crianças e adolescentes. O texto, que havia sido aprovado pela Câmara Municipal, foi assinado pelo prefeito Arnaldo Pereira de Azevedo e publicado na edição extra do Diário Oficial do Município na última quarta-feira (29).
A nova legislação impõe um freio rigoroso no acesso a incentivos fiscais, anistias, remissões e isenções tributárias concedidas pela administração local. Para que a restrição seja aplicada, a norma exige que haja decisão judicial transitada em julgado — ou seja, quando o processo criminal for finalizado e não couber mais nenhum tipo de recurso contra a condenação.
O alcance da lei abrange uma série de condutas graves tipificadas no Código Penal. Estão impedidos de receber os incentivos governamentais os condenados por crimes contra a dignidade sexual, violência psicológica ou tortura praticadas contra crianças e adolescentes, além daqueles enquadrados em delitos cometidos no contexto de violência doméstica e familiar regidos pela Lei Maria da Penha.
A proibição de acesso aos benefícios municipais vigorará por todo o período de cumprimento da pena estabelecido pela Justiça. A partir de agora, os órgãos e entidades da administração pública de Guanambi deverão exigir a apresentação de certidão negativa de antecedentes criminais em todos os processos de habilitação para programas de incentivo ou em pedidos individuais de isenção de impostos.
A prefeitura estabeleceu um prazo de 90 dias, a contar da data de publicação da lei, para regulamentar os detalhes operacionais do texto. Embora a norma já tenha entrado em vigor imediatamente, essa regulamentação servirá para padronizar os fluxos e procedimentos internos que serão adotados pelos setores fiscais do município na análise de cada pedido.
Minom Pinho defende políticas públicas para mudar o cenário
Agência BrasilDivulgação
Embora ainda sejam a maioria entre os que se formam em cursos audiovisuais, as mulheres não encontram representação em cargos de liderança das obras cinematográficas produzidas no Brasil. E esse cenário só será alterado por meio de políticas públicas, defende Minom Pinho, produtora de cinema e audiovisual, diretora da Associação Paulista de Cineastas (Apaci) e coordenadora e idealizadora do Festival Internacional de Mulheres no Cinema (FIM Cine).
“As grandes mudanças se fazem com política pública”, ressalta. “E para você alcançar a política pública, você tem que ter indicador e indutor. O que significa isso? Por exemplo, estipular que o número de mulheres em roteiro e direção em longas-metragens deve bater 30% até 2030. A gente vai ter que entender que é preciso estabelecer metas mais claras porque o cinema é uma zona de resistência muito grande”.
Em entrevista à Agência Brasil durante a realização do festival de cinema Bonito CineSur, Minom destacou que há anos a participação de mulheres em cargos de liderança no cinema e no audiovisual brasileiro não chega a ultrapassar 20%, mesmo as mulheres tendo maior formação que os homens e conseguindo atrair grandes públicos aos cinemas brasileiros.
Minon Pinho defende políticas públicas para ampliar participação feminina nas lideranças do setor cinematográfico – Divulgação
A produtora assegura que não há número que justifique o não crescimento da participação feminina em cargos de liderança.
“Ninguém pode alegar que as mulheres não têm competência. Elas estão fazendo um milagre. Foi dado a elas 20% [de cargos de liderança] nos filmes, mas elas estão pegando 44% do mercado. Isso quer dizer que elas estão fazendo muito com a pior situação possível”, enfatiza.
Por isso, defende, é importante estabelecer políticas públicas que estipulem metas para o aumento dessa participação. “Meu sonho é a gente chegar em equidade nos próximos 10 anos. Meu sonho é que a gente saia desse atual patamar”.
Dados apresentados pelo Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro de 2024, do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) – e publicado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), mostram que apesar de as mulheres serem maioria nas atividades de exibição (58%) e distribuição (54%), elas representam apenas 17% da direção de séries e filmes brasileiros.
O anuário também aponta que, enquanto 231 longas-metragens brasileiros produzidos em 2023 foram dirigidos exclusivamente por homens, apenas 52 foram feitos por mulheres. No caso dos roteiros, o domínio também era dos homens: 165 contra 41.
Enquanto isso, as mulheres eram maioria na direção de arte (99 contra 57) e na produção-executiva (110 contra 66).
“Esse é o lugar que a sociedade convencionou que é o nosso lugar, o lugar das mulheres. Temos aí a direção de arte ou figurino, por exemplo, porque ‘arte é coisa de mulher’. Isso é um estereótipo absurdo. Temos sim excelentes diretoras de arte. Mas o número de diretoras de filmes precisa crescer”, aponta Minom.
A produtora destaca que o cinema precisa de mais mulheres na condução das narrativas. “A gente quer estar em todos os lugares. Mas quando você tem uma ideia, escreve essa história e tem uma mulher dirigindo essas histórias e escolhendo as imagens que vão configurar naquela peça ou naquela obra audiovisual, isso faz muita diferença”.
Mesa de debates
No domingo passado, o festival de cinema Bonito CineSur promoveu uma mesa para debater o protagonismo feminino no cinema sul-americano.
Além de Minom Pinho, a mesa também contou com a presença da atriz chilena Paulina Garcia. Em sua fala, Paulina destacou que é preciso haver mais histórias contadas por mulheres e interpretadas por mulheres.
Para Paulina Garcia, é preciso haver mais histórias contadas por mulheres e interpretadas por mulheres. – Divulgação
“Para as mulheres, existem mais coisas do que desempenhar papéis de pessoas doentes ou que morrem a certa idade. Também há mais coisas do que se apaixonar por um homem mau ou um homem perdido ou ser filha de alguém. Precisamos contar com histórias mais complexas sobre quem somos ou sobre o que queremos fazer”, defende.
Também presente ao debate, Gabriela Sandoval, diretora e produtora de indústria do Festival Internacional de Cinema de Santiago (Sanfic), destacou que é preciso uma união das mulheres do continente para reforçar suas participações nas produções cinematográficas sul-americanas.
“Creio que essa construção de uma rede é importantíssima”, diz. “Quando se fala em mulheres em espaços de poder, sempre se vê como algo negativo. Mas o espaço de decisão é uma responsabilidade e abre caminhos para que se contem outras histórias”.
Sr. João Martins de Oliveira, faleceu aos 56 anos de idade
É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento do Sr. João Martins de Oliveira aos 56 anos de idade, ocorrido na tarde deste sábado dia 1° de agosto de 2026 por volta das 13h. Sr. João deixou viúva a Sra Ireni e filhos.
O corpo está sendo velado no salão de velorios da rua Aurora, o sepultamento será hoje domingo dia 2, às 17h no Cemitério Municipal Jesus Bom Pastor.A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.
NOTA:- Segundo informações de familiares, a causa morte do Sr. João Martins de Oliveira, foi um acidente de moto na zona rural, próximo a localidade de São Joaquim, saída de Condeúba em direção ao distrito de Feirinha.
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família do Sr. João, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dele, descanse em paz, nas graças de Deus Sr. João.
Medida foi oficializada no Diário Oficial da União deste sábado
Agência BrasilFoto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada neste sábado (1º), em portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Os consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito.
As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1 mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.
O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, entre os beneficiados estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.