Categoria: A Coluna Prestes

A Bahia deu um show nas celebrações do centenário da Coluna Prestes

Levon Nascimento

A Bahia deu um verdadeiro show nas celebrações do centenário da passagem da Coluna Prestes por seus sertões. Neste mês de setembro de 2026, universidade, escolas, prefeituras, pesquisadores, artistas, estudantes, comunicadores e comunidades transformaram a memória histórica em uma experiência viva. Vitória da Conquista, Condeúba, Cordeiros, Mortugaba e Jacaraci receberam Luiz Carlos Prestes Filho e promoveram encontros que ultrapassaram o formato convencional das solenidades. Foram rodas de conversa, palestras, apresentações musicais, visitas a lugares de memória, feira de artesanato, encontros com estudantes e transmissões pelas redes sociais. Em vez de confinar a História aos livros, a Bahia a devolveu ao território e ao povo.

Em Vitória da Conquista, no dia 9 de setembro, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia abriu essa jornada regional com a roda de conversa “A Coluna Prestes nos Sertões Baianos”, realizada no Auditório 1 do Módulo Luizão. O encontro reuniu Luiz Carlos Prestes Filho, professores, pesquisadores, estudantes e representantes da comunidade, numa parceria que envolveu o Colegiado do Curso de História, o Departamento de História, o ProfHistória e o LEDISAR. A atividade, também transmitida e disponibilizada em vídeo, demonstrou o papel que uma universidade pública deve desempenhar: produzir conhecimento, dialogar com a sociedade e contribuir para que a memória regional seja reconhecida como parte da História do Brasil.

Em seguida, a memória caminhou novamente pelos sertões. Cordeiros recebeu Luiz Carlos Prestes Filho em uma programação promovida pela Coordenação Municipal de Cultura, marcada pelo encontro com a história local e pela aproximação entre memória e educação. Em Mortugaba, no dia 14, estudantes, professores, profissionais da educação, autoridades e moradores participaram de uma manhã de conversa e aprendizado sobre a passagem dos revoltosos pela região. As imagens divulgadas mostram algo muito significativo: jovens diante de um personagem que carrega não somente o nome de Prestes, mas também décadas de trabalho dedicado à preservação dessa história. Foi a História saindo das salas especializadas e chegando aos estudantes, às comunidades e às novas gerações.

Condeúba, entretanto, tornou-se o coração simbólico dessas celebrações. Entre os dias 10 e 12 de setembro, a cidade recebeu Luiz Carlos Prestes Filho e realizou palestras, encontros com estudantes, visitas a espaços históricos, feira da economia criativa, apresentações musicais e diálogos com artesãos e moradores. No antigo Paço Municipal, utilizado pelo Estado-Maior da Coluna como quartel-general em abril de 1926, continuam preservadas as inscrições atribuídas a Siqueira Campos. Foi nesse lugar carregado de memória que participei, ao lado de Luiz Carlos Prestes Filho, Joandina Maria de Carvalho, Elton Soares de Oliveira e do prefeito Micael Silveira, da mesa de encerramento sobre a Coluna Prestes em Condeúba e no Norte de Minas Gerais. A transmissão realizada por Gilmar Garcia e a cobertura do Jornal Folha de Condeúba permitiram que a celebração alcançasse um público muito maior.

Essa movimentação ultrapassou os espaços onde as atividades presenciais foram realizadas. Convites, vídeos, transmissões, reportagens e publicações circularam intensamente pelas redes sociais, portais de notícias e meios de comunicação do sudoeste baiano. A cobertura do Jornal Folha de Condeúba, as transmissões audiovisuais e as divulgações feitas por instituições, gestores culturais, educadores e participantes permitiram que o centenário alcançasse um público muito maior. Formou-se, assim, uma verdadeira rede territorial de memória, unindo municípios e comunidades que, durante muito tempo, conservaram separadamente lembranças de um mesmo acontecimento histórico.

Tudo isso começou a ganhar corpo com a audiência pública requerida pelo deputado estadual Leleco Pimentel (PT/MG) e realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, no dia 14 de abril de 2026. A partir daquele momento, integramos as celebrações realizadas no Alto Rio Pardo às iniciativas das colegas escritoras baianas Joandina Maria de Carvalho e Fátima Mariani. O encontro entre pesquisadores de Minas Gerais e da Bahia permitiu perceber que as fronteiras administrativas não poderiam continuar separando uma história que, em 1926, foi construída por caminhos contínuos. A Coluna passou por Condeúba antes de entrar no Alto Rio Pardo, entre 15 e 18 de abril daquele ano. Cem anos depois, refizemos o percurso em sentido inverso: levamos à Bahia o livro A Coluna Prestes nos Gerais de Minas, nossas pesquisas e as experiências das celebrações mineiras; e recebemos das colegas baianas documentos, narrativas, lugares de memória e a força mobilizadora de quem conhece e ama o próprio território.

A Bahia deu um show porque não realizou apenas homenagens protocolares. Fez pesquisa, educação, cultura, música, comunicação e participação popular. Mostrou que a História Pública acontece quando a universidade abre suas portas, a escola leva seus jovens, a imprensa registra, os artistas interpretam, o poder público apoia e a comunidade se reconhece como sujeito da própria trajetória. A maior homenagem à Coluna Prestes não é transformar seus integrantes em personagens imóveis do passado, mas compreender as perguntas que sua marcha ainda nos dirige: que Brasil construímos, quem participa das decisões nacionais e até quando permitiremos que o povo assista à própria História sem tomar parte nela? Em setembro de 2026, o sudoeste baiano respondeu de maneira exemplar: memória também é consciência, pertencimento e luta pelo direito de sermos senhores da nossa própria história.

Levon Nascimento é professor de História na rede estadual de ensino de Minas Gerais, em Taiobeiras; mestre em Estado, Governo e Políticas Públicas pela FLACSO e doutorando em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Centro Universitário Dom Helder. Pesquisar e autor de vários livros.

Série Coluna Prestes

Mensagem do Padre Matheus de Condeúba

Pediram pro Padre Matheus
Abençoar um pedaço de chão
Uma moça desenganada
Pra livrar “das ilusão”
Com o peito cheio de dor
E a vida na escuridão

Trouxeram pra ele um rosário
Na fé de afastar as maldades
Um bocado de reza forte
Pra dar trégua e passagem
E uma pedra cheia de luz
Pra dar vigor e coragem.

O padre não se aperreou
Nem se fez irritar
Deu bença a quem era da terra
Sem nadinha recusar
Oxente, atendeu a toda gente
Que veio tudo que é bença buscar!

Avisou: “Não sou milagreiro
Não venha com essa ideia não!
Não faço o doente que acama
Levantar de sobressaltão
Nem mudo o tempero da janta
Pra fazer virar tudo bom.”

E completou o Padre Matheus
Sem frescura e sem engano:
“A bença que guarda o peito
E a alma do povo guia
É a força pura do perdão
Que cura qualquer agonia!”

“Não é acenar pra lá e pra cá
Nem mexer a mão pro ar
O negócio é limpar a mágoa
Pra vida recomeçar
Que o perdão é o maior dengo
Que a gente pode se dar!

Luiz Carlos Prestes Filho
Condeúba, 13.09.2026

100 anos depois, a história da Coluna Prestes volta a percorrer os caminhos de Condeúba

Recepção do prefeito Devani de Cordeiros para Luiz Carlos Prestes Filho, juntamente com seus acompanhantes

Chegou nesta quinta-feira, dia 10 de setembro de 2026, em Condeúba, Luiz Carlos Prestes Filho, o herdeiro histórico de seu pai, Luiz Carlos Prestes, comandante maior da Coluna Prestes, que passou por Condeúba há exatos 100 anos. Sua presença no município representa um daqueles momentos raros em que o passado e o presente se encontram diante dos olhos da história.
Um século depois de os integrantes da Coluna Prestes atravessarem estas terras — conhecidos popularmente em nossa região como “os revoltosos” —, os mesmos caminhos voltaram a ser percorridos, desta vez pelo filho de um dos personagens mais emblemáticos daquele movimento que marcou profundamente a história política e social do Brasil.
Luiz Carlos Prestes Filho foi recebido em Condeúba pelo padre Mateus, na Casa Paroquial, onde ficou hospedado. A acolhida deu início a uma jornada carregada de simbolismo: refazer, 100 anos depois, parte do percurso realizado pela Coluna Prestes, transformando antigas estradas e caminhos em verdadeiras páginas vivas da história.
A visita seguiu para Cordeiros, justamente pelo caminho que, há um século, foi utilizado pelos homens da Coluna. A passagem de Prestes Filho por esse trajeto ganhou, portanto, um significado especial. Não se tratava apenas de uma viagem entre dois municípios, mas de uma espécie de reencontro com uma memória que permaneceu durante gerações na lembrança dos moradores do Sudoeste da Bahia.
Em Cordeiros, Luiz Carlos Prestes Filho foi recebido pelo prefeito Devanir e sua equipe de trabalho, em um ambiente de grande entusiasmo, música, festa e alegria. A recepção demonstrou a importância que a comunidade atribui ao resgate dessa página centenária de sua história.
Após a acolhida, houve um almoço e, posteriormente, a comitiva realizou uma visita aos casarões históricos de Cordeiros, construções que ajudam a preservar a memória arquitetônica e social de uma época em que a região ainda vivia uma realidade muito diferente da atual.
O roteiro terminou com uma roda de conversa, acompanhada de muita música e da apresentação do tradicional grupo “Estrela Guia”, proporcionando um encontro singular entre memória, cultura popular e história.

UM SÉCULO ENTRE DUAS GERAÇÕES
A presença de Luiz Carlos Prestes Filho ganha uma dimensão ainda maior quando se considera que, exatamente há 100 anos, seu pai, Luiz Carlos Prestes, estava à frente da Coluna Prestes, movimento que percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil entre 1925 e 1927, levando consigo ideias, conflitos e questionamentos que fizeram daquele período um dos capítulos mais marcantes da história republicana brasileira.
Em Condeúba, a passagem da Coluna ficou registrada na memória coletiva, principalmente através das histórias transmitidas de geração em geração sobre os chamados “revoltosos”. Para muitos moradores antigos, aqueles acontecimentos não pertencem apenas aos livros: fazem parte da memória oral das famílias, dos caminhos rurais, das antigas fazendas e das narrativas que atravessaram décadas.
E é justamente por isso que a chegada do filho de Luiz Carlos Prestes, um século depois, adquire uma força histórica extraordinária.

O filho voltou a percorrer os caminhos que um dia foram percorridos pelo pai.
As mesmas terras, os mesmos horizontes e, em muitos trechos, os mesmos caminhos que testemunharam a passagem dos integrantes da Coluna Prestes voltaram a receber um descendente direto daquele personagem histórico.

CONDEÚBA E CORDEIROS: TERRITÓRIOS DE MEMÓRIA
O episódio também reforça a necessidade de preservar e estudar a história regional. A passagem da Coluna Prestes por Condeúba e Cordeiros não deve ser vista apenas como uma lembrança distante, mas como parte da própria formação histórica do Sudoeste da Bahia.
Ao longo de um século, muita coisa mudou. Estradas foram abertas, cidades cresceram, gerações se sucederam e novas histórias foram escritas. Mas determinados acontecimentos permanecem como marcas profundas na identidade de um povo.
A visita de Luiz Carlos Prestes Filho, portanto, representa muito mais do que uma agenda cultural. É um reencontro de gerações com a memória de um Brasil que passou por profundas transformações políticas e sociais.
Acompanhando Prestes Filho em Cordeiros estiveram a professora Joandina, historiadora; o historiador Ian, de Cordeiros; Paula Ferreira, de Vitória da Conquista; Cauê Procópio, artista de projeção internacional e condeubense; e o jornalista Oclides da Silveira.
Foi assim que, nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, exatamente um século depois de a Coluna Prestes deixar suas marcas por estas terras, a história voltou a caminhar pelos antigos caminhos do Sudoeste baiano.
E talvez esse seja o maior significado desse momento: 100 anos depois, Condeúba e Cordeiros não apenas lembram a passagem da Coluna Prestes — elas voltam a caminhar sobre a própria história.

Fotos: Oclides/JFC

A Coluna Prestes nos Gerais de Minas

Professor e Escritor Levon Nascimento

Há acontecimentos que não pertencem apenas ao passado. Eles atravessam o tempo porque permanecem vivos na memória do povo. Foi isso que descobri ao pesquisar a passagem da Coluna Prestes pelo Norte de Minas, especialmente pela região do Alto Rio Pardo.

Durante muito tempo, a história oficial conheceu a Coluna pelos documentos. Mas, nos sertões, ela sobreviveu de outra forma: nas lembranças dos mais velhos, nas narrativas transmitidas entre gerações, nas histórias sobre “a revolta” e “o tempo dos revoltosos”. Foi dessa escuta que nasceu o livro A Coluna Prestes nos Gerais de Minas.

Neste artigo, publicado pelo Catetear, procuro mostrar que as comemorações do centenário não foram apenas um ato de celebração histórica. Representaram um reencontro entre a pesquisa acadêmica e a memória popular, entre os registros escritos e aqueles que preservaram esse passado pela tradição oral. A grande resposta do povo não foi apenas recordar a passagem da Coluna, mas demonstrar que sua história continua viva na identidade regional.

Convido você a ler o artigo completo e conhecer um pouco dessa experiência de pesquisa, que busca aproximar universidade, comunidade e memória coletiva.

Lançamento do livro “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas”, marcou noite histórica e cultural em Taiobeiras (MG)

Capa do livro de autoria de Julia Marques/Taiobeiras
Levon Nascimento, autografou um exemplar do livro para este jornalista Oclides da Silveira

Na noite do último dia 18 de abril de 2026, a cidade de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais, foi palco de um importante momento histórico e cultural com o lançamento do livro “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas”, de autoria do professor historiador e escritor Levon Nascimento, com parceria de outros co-autores. O evento reuniu amantes da história, literatura e cultura regional e nacional, consolidando-se como um espaço de valorização da memória e das raízes do povo mineiro.

A obra do professor Levon, resgata a passagem da Coluna Prestes pela região dos gerais, trazendo relatos históricos, contextualizações e reflexões sobre um dos movimentos mais marcantes da história do Brasil. Com uma narrativa envolvente, o livro contribui para manter viva a memória desse episódio, aproximando o público contemporâneo dos acontecimentos que moldaram o país há cem anos atrás.

Durante o lançamento, o público presente teve a oportunidade de conhecer mais sobre o processo de construção da obra A Coluna Prestes, além de dialogar sobre a importância da sua preservação histórica e cultural. O evento também reforçou o papel da literatura como instrumento de educação e valorização da identidade local, regional e nacional.

Inicialmente, o professor Levon destacou-se a relevância de iniciativas como essa, que fortalecem a cultura local e incentivam a leitura, especialmente em tempos em que o acesso à informação é cada vez mais diversificado.

Pontuou-se Levon, ainda que revisitar episódios históricos, como a passagem da Coluna Prestes, é essencial para compreender os caminhos trilhados pela sociedade brasileira. O lançamento do livro “A Coluna Prestes nos gerais de Minas”, reafirma o compromisso com a difusão do conhecimento e com o incentivo à produção literária, colocando Taiobeiras em evidência no cenário cultural da região norte de Minas Gerais.

O professor Levon Nascimento agradeceu a todos pela parceria e apoio, especialmente às autoridades presentes: o padre João Carlos Siqueira, — deputado federal por Minas Gerais; o deputado estadual Laleco Pimentel, também por Minas Gerais; Jéssica, gestora de Cultura, representando o prefeito de Taiobeiras, Danilo; os vereadores Edilson e Valmir Ferreira, pela presença; e o presidente do Legislativo Municipal de Taiobeiras, vereador Alessandro Correia Brito e principalmente a Luiz Carlos Prestes Filho que se fez presente para coroar de êxito esse encontro histórico, que na oportunidade estamos lançado esse livro que fala da história do seu pai e da Coluna Prestes.

A professora, historiadora e escritora baiana de Condeúba Joandina Maria de Carvalho

A professora, historiadora e escritora condeubense Joandina Maria de Carvalho, autora do livro Coluna Prestes em Condeúba, ao fazer uso da palavra, destacou a importância de celebrar os 100 anos da passagem da Coluna Prestes pela região.

Segundo Joandina, o momento é propício para que a população compreenda, de forma mais ampla e verdadeira, o que foi a Coluna Prestes e o quanto esse episódio contribui para o enriquecimento da história contemporânea brasileira. A professora ressaltou ainda a relevância da presença de Luiz Carlos Prestes Filho, apresentado como herdeiro de Luiz Carlos Prestes, considerado um dos maiores líderes nacionais.

Durante sua fala, Joandina reforçou, por diversas vezes, a necessidade de que, especialmente os professores de História, promovam debates em sala de aula sobre o tema, aproximando os estudantes desse importante capítulo da história. Ela destacou que essa prática já vem sendo desenvolvida por ela junto aos alunos das escolas municipais e do Colégio Estadual de Condeúba.

Por fim, a professora voltou a reivindicar do poder público municipal a destinação do antigo Prédio da Intendência — local onde integrantes da Coluna Prestes permaneceram por três dias — para a criação de um espaço voltado exclusivamente às atividades de valorização da memória e da cultura histórica do município.

Luiz Carlos Prestes Filho

Luiz Carlos Prestes Filho, em discurso com trechos de agradecimento e reflexão política, o herdeiro do grande líder nacional Luiz Carlos Prestes, (já falecido), que comandou a grande marcha “A Coluna Prestes” ou conhecida também pelos “Revoltosos”. Hoje estamos comemorando cem anos da passagem deste movimento revolucionário pelo Norte de Minas Gerais. Prestes iniciou cumprimentando os presentes, com menção à Igreja Católica através do padre João que se fez presentente, ele que é deputado federal por Minas Gerais, o deputado estadual Leleco Pimentel por Minas, Jéssica Gestora de Cultura representando ao prefeito de Taiobeiras Danilo, Levon Nascimento autor do livro ora lançado “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas” e à comunidade de Taiobeiras dentre outros. Em seguida, Luiz Carlos abordou a importância da Constituição, destacando-a como instrumento fundamental de luta, resistência e garantia de direitos para todos os brasileiros.

O pronunciamento do ilustre filho do grande líder da Coluna Prestes, também trouxe críticas e questionamentos sobre a aplicação e interpretação constitucional ao longo dos anos, mencionando a participação popular e processos de votação em diferentes regiões do país. O grande orador Luiz Carlos Prestes, citou ainda mobilizações políticas e jurídicas, além de referências a iniciativas em diversos estados.

Na parte final, o discurso assumiu tom mais pessoal, com menções à comunidade local, familiares e colaboradores, reforçando o reconhecimento e a importância do apoio coletivo. Concluiu, dizendo que todo o movimento histórico da Marcha Revolucionária e da Coluna Luiz Carlos Prestes, hoje pertence ao povo brasileiro. Foi muito aplaudido pelos convidado presentes que superlotaram as galerias da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

Veja vídeo abaixo de Luiz Carlos Prestes Filho falando em Taiobeiras.

Ao final das falas, foi concedida, por Leon Nascimento, a Medalha Luiz Carlos Prestes a lideranças, professores, alunos e a todos aqueles que já tiveram ou ainda mantêm algum envolvimento cultural com a Coluna Prestes. Na sequência, ocorreu o momento de autógrafos, seguido de um delicioso coquetel.

Fotos: Oclides/JFC