Categoria: Rio de Janeiro

Concerto de banda em igreja no Rio chama atenção para encontro mundial

Apresentação marca o quarto aniversário da Rio Brass Band

Agência BrasilBrasília (DF), 05/07/2026 – Conferência Internacional de Bandas Sinfônicas.Foto: Karoline Lamblet/Divulgação© Karoline Lamblet/ Divulgação

A Rio Brass Band é uma das bandas que vão participar da 21ª edição da Conferência Internacional da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE) – ou Associação Mundial de Bandas e Conjuntos Sinfônicos, em português, Rio 2026. O festival vai reunir músicos de vários países entre os dias 20 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, e dia 26 em Niterói.

Para abrir os caminhos da Conferência, a Rio Brass Band fez um concerto na quinta-feira (1º), na Igreja de São Francisco de Paula, no Largo de São Francisco de Paula, centro da cidade, espaço considerado pelo professor Marcelo Jardim, diretor executivo do Comitê Organizador Local da WASBE Rio 2026 e vice-diretor e diretor artístico da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como uma das igrejas com melhor acústica no Rio.

“É uma sonoridade única poder assistir um concerto nessa igreja com grupos como o Rio Brass Band”, comentou à Agência Brasil, acrescentando que a Igreja São Francisco de Paula alia a beleza do espaço à aceitação da administração do local em permitir o desenvolvimento de uma ação musical cultural no seu interior e ao som muito especial.

O concerto marcou o quarto aniversário da Rio Brass Band e teve a regência do maestro Elias Campos, que chamou atenção para a formação deste tipo de banda, segundo ele, bem específica, com apenas instrumentos de metais e percussão. A Rio Brass Band, conforme contou, é a única com esta formação no Rio.

“É uma banda formada praticamente só por solistas, cada instrumentista é um solista. O que na orquestra os metais funcionam como instrumentos coadjuvantes, prestando apoio para as cordas, na Brass Band assume protagonismo incrível”, explica à Agência Brasil.

“É uma sonoridade que toca ao coração porque os instrumentos de metais são feitos em formato cônico e não agridem por mais que na música tenha um ponto forte. Soam como verdadeiros corais e isso mexe com a emoção, como os antigos corais renascentistas”, analisa o maestro.

Repertório

O concerto teve um repertório especialmente escolhido para a Igreja de São Francisco de Paula. “O público desfrutou de um momento histórico por conta de ser o pontapé da WASBE, mas, ao mesmo tempo, de um repertório feito para tocar neste ambiente que é a igreja”, detalha.

O maestro dá como exemplo do repertório a música Horizon, de Paul Lovatt-Cooper. “Ela é uma música que divide a Brass Band em dois corais diferentes e esses corais tocam um de cada lado da igreja”, pontuou.

Criação

Ao criar a Rio Brass Band em 2022, o 3º sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Kenneth Anderson Gomes de Araújo, que também é diretor musical do grupo onde toca eufônio, popularmente conhecido como bombardino, tinha na lembrança as bandas de metais da Europa e do seu berço musical que são as bandas marciais de Pernambuco, onde nasceu.

Ao chegar ao Rio de Janeiro, após ingressar na banda sinfônica dos Fuzileiros Navais, deixou de tocar em grupos de metais e percussão. O passado de participação em uma banda marcial que virou um grupo de metal em Pernambuco provocava o desejo de ter, na cidade, uma banda profissional. Conseguiu, depois passar em um outro concurso e de ser transferido para banda sinfônica do Corpo de Bombeiros do Rio.

“No coração havia a vontade de ativar um grupo não mais de escola, mas profissional e trazer pela primeira vez aqui para o Rio de Janeiro uma Brass Band brasileira, pegar a tradição europeia que explora o que os metais podem fazer e dessa vez com músicas brasileiras também”, conta em entrevista à Agência Brasil.

Kenneth acrescenta que desde o início a banda tem integrantes dos Fuzileiros e dos Bombeiros, que são muito comprometidos com o grupo. “Gosto muito de uma palavra que o maestro Elias fala: nós somos um ato de resistência musical”, ressalta, destacando que mesmo em dias de jogos do Brasil, os músicos se reuniram e ensaiaram para o concerto da Igreja de São Francisco de Paula.

“É um amor muito grande à música”, pontuou.

Entusiasmado, Kenneth Anderson conta que há compositores brasileiros que estão compondo músicas para este tipo de formação de banda. “Abriu oportunidade para compositores brasileiros como Gilson Santos, Jessé Souza e Hugo Rosa, que estão compondo músicas especialmente para Brass Band. Já tem umas que a gente estreou. Eles têm colaborado muito”, comenta.

O músico conta que que depois da banda criada no Rio surgiram outras três em São Paulo, Manaus e Curitiba.

Cantor americano e youtuber estão entre as vítimas de tragédia neste domingo

As autoridades no Rio de Janeiro divulgaram na tarde deste domingo (14) o nome das seis vítimas da colisão e queda de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes.

Entre os mortos estão o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi, ambos com pelo menos 2 milhões de seguidores.

As vítimas são:

Helicóptero PP-MAC

Alexandre Souza, piloto da aeronave;
Gaspar Prim, o Gaspi, youtuber argentino;
Lucas Brito Chaves, o Lucas Frota, produtor musical brasileiro;
Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino;
Nickel Oliver Tree, cantor e produtor americano.
Helicóptero PR-DJJ

Quem eram?
Oliver Tree era um músico norte-americano conhecido pela persona excêntrica com visual caricato, com cortes de cabelo e roupas exagerados. Leia perfil do cantor.

Entre os hits do artista estão “Miss You”, parceria com Robin Schulz, e “Life Goes On”. Somados, os clipes têm cerca de 800 milhões de visualizações.

Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, foi um criador de conteúdo argentino conhecido por seu humor irreverente e provocador, com vídeos de abordagens espontâneas a desconhecidos nas ruas de Buenos Aires, marcados pela saudação “buenass” e por sua voz grave. Confira quem era.

Em 2025, Gaspi ganhou ainda mais visibilidade internacional ao participar da “La Velada del Año V”, evento de boxe entre criadores de conteúdo organizado pelo streamer espanhol Ibai Llanos, no Estádio La Cartuja, em Sevilha. Informações do g1.

Operação Sem Refino: Cláudio Castro é alvo de busca e apreensão

Outro alvo é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit

Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 06/10/2023 - O secretário-executivo do ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, falam com a imprensa após reunião no Palácio Guanabara. Foto:Tânia Rêgo/Agência BrasilO ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15), durante a Operação Sem Refino, deflagrada para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis. Outro alvo da operação é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit (Refinaria de Manguinhos), que teve mandado de prisão preventiva.

A ação tem como objetivo apurar a atuação de um conglomerado suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública, nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Justiça também determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), além do bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A operação contou com o apoio técnico da Receita Federal.

Segundo a PF, as investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria vinculada ao grupo investigado.

Em nota, a corporação informou que a apuração integra as investigações conduzidas no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que trata da atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Defesas

Em nota, a defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, afirma que Castro está à disposição da Justiça. 

“Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes”, diz a defesa. 

Os advogados informam que, durante a gestão, Castro garantiu o pagamento de parcelas de dívidas da Refinaria de Manguinhos que somam quase R$ 1 bilhão. Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento.

A nota diz ainda que ao longo da gestão, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) moveu ações contra a Refit, “o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado”.

Já a Refit, também em nota, diz que as questões tributárias envolvendo a companhia “estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor”.

A companhia afirma ainda que a atual gestão “herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações”. A Refit confirma pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício, citadas pela defesa de Castro. 

“A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação. Causa estranheza a Receita Federal impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo”, diz em nota. 

A companhia acrescenta: “A Refit nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. Ao contrário, sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais”.

PF encontra mensagens de violência em celular de deputado preso no RJ

Thiago Rangel planejava ataque a um homem que o criticou nas redes
Agência Brasil05/05/2026 - Deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso pela PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. • @thiagorangeloficial/ InstagramDeputado estadual Thiago Rangel (Avante) – Foto: @thiagorangeloficial/Instagram
A Polícia Federal (PF) encontrou mensagens com menções a atos violentos no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso pela Polícia Federal (PF)O parlamentar foi alvo nesta terça-feira (5) da quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado.

Durante as investigações, os investigadores da PF interceptaram, com autorização judicial, conversas entre o deputado e outros acusados de pertencer ao suposto esquema de desvios.

Os diálogos foram inseridos na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a deflagração da operação. 

Em 2021, em uma das mensagens enviadas pelo WhatsApp a Fábio Pourbaix Azevedo, braço direito do deputado, Thiago Rangel sugeriu “mandar uma surpresa” a um homem identificado como Felipe, que o criticou em uma rede social. Na época, Thiago exercia o cargo de vereador.

“Thiago Rangel, por sua vez, responde dizendo ‘vou dar jeito nele’, e pede a Fábio para descobrir o endereço de Felipe. Mais adiante, envia mensagem dizendo que vai mandar uma surpresa para ele, bem como [diz] que depois de 12 tiros no portão o recado está dado”, diz trecho da decisão.

Em 2022, outra mensagem com teor violento foi captada pela PF. No diálogo, segundo os investigadores, Thiago Rangel e Fábio arquitetam um ataque a uma pessoa não identificada.

“Vai se enforcar sozinho! Ta chegando a hora dele! Temos que ter sabedoria”, disse Fábio. Em seguida, Rangel respondeu: “Bati palma para ele aqui, botei a mãozinha batendo palma, para o filho da p* estressar logo”. 

Foto de dinheiro

A PF também encontrou uma foto de maços de dinheiro no celular de Thiago Rangel. Segundo as investigações, a imagem foi enviada pelo investigado Luis Fernando Passos após informar que um contrato havia sido assinado.

“Por sua vez, no dia 20 de setembro de 2024, às 14h51min06s, Luis Fernando enviou ao deputado Thiago Rangel uma imagem contendo cédulas de dinheiro em espécie, seguida da mensagem: Guardado”, informou a PF.

Defesa

Em nota à imprensa, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel disse que o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação.

“A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, declararam os advogados.

PDT aciona STF para anular eleição de Douglas Ruas na Alerj

Parlamentar pode vir a ser governador-tampão do RJ até fim de 2026
Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 17/04/2026 – DEPUTADO DOUGLAS RUAS É ELEITO NOVO PRESIDENTE DA ALERJ.Foto: Thiago Lontra/Alerj
© Thiago Lontra/ALERJ
O partido PDT ingressou entrou com um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a eleição da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que foi realizada na última sexta-feira (17). Assinada pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) foi protocolada nesta segunda-feira (20).

O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente Alerj, em meio a uma sessão com tentativas de obstrução. No plenário, dos 45 parlamentares presentes, 44 votaram a favor e houve uma abstenção. 

Na ação, o PDT defende que a realização de novo pleito seja feito por voto secreto e não aberto, como ocorreu.

Além disso, o partido solicitou que seja declarada a “inconstitucionalidade definitiva da prática de voto nominal aberto para a eleição, bem como de qualquer ato normativo ou administrativo que a fundamente, por violação aos preceitos fundamentais da Constituição Federal, em especial os princípios republicanos, da separação de poderes, da moralidade, e da simetria federativa”. 

“A condução ilegal do procedimento, em contexto de evidente instabilidade institucional, impediu que as deliberações se desenvolvessem em ambiente compatível com os postulados republicanos, especialmente aqueles relacionados à responsabilidade, à moralidade e à prevalência do interesse público sobre arranjos circunstanciais de poder”, acrescentou a petição.

Entenda

Após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, em março, criou-se um vácuo na linha sucessória ao governo do Rio. Isso porque, o vice-governador, Thiago Pampolha, assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2025. Além disso, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.

O Supremo analisa uma ação na qual o PSD defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado. O plenário formou maioria em favor das eleições indiretas  para o mandato-tampão de governador fluminense. Neste caso, Ruas pode ser conduzido ao cargo de governador até 31 de dezembro deste ano.

Apesar do entendimento parcial formado, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino. Não há data para retomada da análise do caso.

Com a suspensão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, continuará exercendo interinamente o cargo de governador do estado.

Galeão foi arrematado por R$ 2,9 bilhões pela espanhola Aena

Valor representa ágio de 210,88% sobre o estabelecido em edital
Agência BrasilSão Paulo (SP), 30/03/2026 - Ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, participa do Leilão do Aeroporto Internacional do Galeão do Rio de Janeiro, na B3. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil© Paulo Pinto/Agência Brasil

O Aeroporto Internacional do Galeão – Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, foi leiloado nesta segunda-feira (30) por R$ 2,9 bilhões. O valor representa um ágio de 210,88% sobre o mínimo estabelecido em edital, de R$ 932 milhões. A empresa vencedora foi a espanhola Aena, que fez a melhor proposta sobre a oferta de contribuição inicial.

No Brasil, a Aena já controla aeroportos como o de Congonhas (em São Paulo), Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju. A vencedora concorreu com outras duas empresas: a Zurich Airport – que opera os aeroportos de Florianópolis, Macaé, Natal e Vitória – e a RIOgaleão, atual controladora do aeroporto.

O leilão foi vencido após 26 lances em uma etapa em viva-voz, já que, na primeira etapa, a de apresentação de envelopes, a Zurich Airport e a Aena fizeram exatamente a mesma proposta, de R$ 1,5 bilhão. Já a atual controladora do aeroporto, a RIOgaleão, ofertou R$ 934.045.874,00 durante a abertura de envelopes na primeira etapa).

O certame de venda assistida foi realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na sede da B3, no centro da capital paulista. O evento contou com a participação do ministro Silvio Costa Filho.

Atualmente, a gestão do aeroporto é da RIOgaleão (Rio de Janeiro Airport), controlada pela Vinci Airports (70%) e Changi Airports (30%).

O terminal foi concedido em um modelo de venda assistida, uma solução desenhada junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para modernização regulatória e reequilíbrio econômico-financeiro. A concessionária vencedora vai assumir o controle total do aeroporto, já que a Infraero, que hoje detém 49% da operação, deixará o negócio.

No leilão, a empresa vencedora também assumiu o compromisso de pagar à União uma contribuição variável anual correspondente a 20% do faturamento bruto da concessão até o ano de 2039.

O aeroporto do Galeão é uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no país e também desempenha papel relevante na malha doméstica. Em 2025, o terminal registrou a movimentação de cerca de 18 milhões de passageiros, o equivalente a 13% do tráfego aéreo nacional.

Dois homens morrem em queda de avião em Rio Claro, no sul fluminense

Princípio de incêndio foi controlado pelos bombeiros
Agência Brasil
Dois homens morreram na manhã deste domingo (29) depois da queda de um avião de pequeno porte em Rio Claro, no Sul Fluminense.

Segundo o Corpo de Bombeiro, o caso aconteceu por volta de 11h55 na altura da região de Passa Três, na Estrada de São João Marcos.

Houve um princípio de incêndio em uma área de matagal, que foi controlado pelos bombeiros. A área foi isolada por equipes do 28º Batalhão da Polícia Militar de Volta Redonda, município próximo de Rio Claro, e peritos compareceram ao local.

Causas da queda do avião e identidades das vítimas ainda não são conhecidas.

A investigação sobre o acidente fica sob responsabilidade da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). 

TSE condena Cláudio Castro e ex-governador fica inelegível até 2030

Ex-governador do Rio disse que vai recorrer da decisão
Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 06/10/2023 - O secretário-executivo do ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, falam com a imprensa após reunião no Palácio Guanabara. Foto:Tânia Rêgo/Agência BrasilO ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (24) condenar o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão. 

Com a decisão, Castro ficará inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030

Ontem (23), ele renunciou ao mandato e anunciou que é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.

saída ocorreu em função do prazo eleitoral para desincompatibilização. Pela regra, Castro precisava deixar o governo estadual seis meses antes das eleições para se candidatar a outro cargo.

Acusação

O TSE julgou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE)  para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu o ex-governador e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões. 

Julgamento

A inelegibilidade foi definida no processo no qual o TSE derrubou a decisão da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, que rejeitou a cassação do mandato de Castro e a consequente declaração de inelegibilidade.

Os votos pela condenação foram proferidos ao longo de várias sessões para decidir o caso.

Votaram pela inelegibilidade os ministros Maria Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia.

Cármen Lúcia

Durante o julgamento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, disse que o Judiciário voltou a julgar “práticas gravíssimas” cometidas por representantes dos eleitores do Rio.  

“Quero dar início [ao voto], no meu caso, com minha tristeza, mais uma vez, estarmos a votar um caso de práticas gravíssimas praticadas por governantes, que receberam do bom povo do Rio de Janeiro, a incumbência  de representá-lo, e que de novo se vê com um julgamento a desmerecer aquela belíssima terra”, afirmou.

Votos divergentes

O ministro Nunes Marques proferiu o primeiro voto contra a inelegibilidade de Castro. Segundo o ministro, não ficou comprovado o uso eleitoreiro das contratações pelo ex-governador.

Marques entendeu que não houve impactos negativos nas campanhas dos demais concorrentes na eleição.

“A candidatura dos recorridos, que alcançou a vitória no primeiro turno, obteve 58,67% dos votos, tendo conquistado mais que o dobro dos votos do segundo colocado. Foram 4.930.288 votos contra 2.300.980 votos”, afirmou.

Em seguida, André Mendonça também divergiu e entendeu que não houve participação direta de Castro nas irregularidades.

“Embora tenha colhido os dividendos eleitorais, o que de fato justificaria a cassação, caso não tivesse havido a renúncia ocorrida na data de ontem. Não se aplica a sanção de inelegibilidade”, afirmou. 

Defesa

Durante o julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.

Após o julgamento, Castro publicou uma mensagem nas redes sociais e disse que vai recorrer da decisão.

O ex-governador disse que comandou o estado dentro da legalidade, “com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.

“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, comentou.

 Outros acusados

O TSE também declarou inelegíveis: Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.

O tribunal determinou que os votos recebidos por Bacellar deve ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo de deputado. A medida não é imediata porque ainda cabe recurso.

O ex-vice-governador Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa.

Ministro suspende julgamento que pode cassar governador do Rio

Placar da votação está 2 votos a 0 pela cassação de Castro

Agência BrasilBrasília (DF), 25/10/2023 - O governador do Rio de Jnaeiro, Cláudio Castro fala com jornalistas na saída do ministério da Defesa, após reunião com ministro, José Mucio.Governador fala sobre crise na segurança do Rio de Janeiro Foto: Joédson Alves/Agência BrasilO governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista e suspendeu nesta terça-feira (10) o  julgamento do processo que pede cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 pela cassação de Castro. O julgamento será retomado no dia 24 de março. Faltam cinco votos.

Em novembro do ano passado, o primeiro voto pela cassação de Castro foi proferido pela relatora ministra Maria Isabel Galotti, mas a análise do caso foi suspensa por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira.

Na sessão de hoje, Ferreira acompanhou a relatora e também votou pela cassação.

Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos, e novas eleições para o governo do estado devem ser convocadas.

Os votos também condenam o ex-vice-governador Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.

Recurso

O Ministério Público Eleitoral (MPE) e coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pretendem reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024  absolveu o governador e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

Defesa

Antes da suspensão do julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.