Categoria: Aniversário

Com missa e desfile cívico, Livramento de Nossa Senhora comemora 105 anos de história

Com missa e desfile cívico, Livramento de Nossa Senhora comemora 105 anos de história

O município de Livramento de Nossa Senhora celebra nesta terça-feira (6) o aniversário de 105 anos de sua emancipação política. Para comemorar o marco histórico, a prefeitura preparou uma agenda especial aberta à população, reunindo atividades religiosas, atos solenes, tradição e manifestações culturais ao longo do dia.

As festividades começam logo cedo, às 7h, com a celebração de uma Missa em Ação de Graças na Catedral da cidade. Na sequência, às 8h, ocorre o tradicional ato solene de hasteamento das bandeiras em frente à sede do Poder Executivo municipal, seguido por um café da manhã comunitário oferecido aos presentes, às 8h30.

O encerramento do calendário comemorativo fica reservado para o final da tarde, a partir das 16h30, com o esperado Desfile Cívico na Avenida Presidente Vargas. O evento reunirá estudantes, entidades e moradores para homenagear a trajetória, a cultura e a identidade do povo livramentense.

BIOGRAFIA DO SENHOR GEROSINO CARLOS DE JESUS

Gerosino Carlos de Jesus nasceu no dia 18 de setembro de 1928 e faleceu no dia 9 de setembro de 2005, aos 76 anos de idade.

Uma vida dedicada à família, à fé, ao trabalho e à solidariedade

               Gerosino Carlos de Jesus, nasceu no dia 18 de setembro de 1928, se estivesse vivo estaria completando 98 anos de idade hoje, filho de Horosino Carlos de Jesus e Dona Maria Amália, integrantes de uma família humilde, porém marcada pelo trabalho, pela simplicidade e pelos valores que seriam levados por ele durante a sua vida. Seus irmãos foram José Carlos e Anésia, ambos já falecidos, permanecendo vivos na memória e no coração daqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-los.

            Desde muito cedo, Gerosino aprendeu o valor do trabalho e da responsabilidade. Ainda criança, ajudava seus pais nas atividades da lavoura, pois a família vivia da agricultura. Sua vida esteve profundamente ligada à terra e à comunidade da Fazenda Riacho Seco, município de Condeúba, Bahia, onde sempre residiu.

            Foi nesse ambiente simples e de muito trabalho que construiu sua história. Com dedicação e espírito empreendedor, em determinado período de sua vida exerceu também a função de professor leigo, ensinando em sua própria residência. Dessa maneira, contribuiu para que crianças e jovens da comunidade tivessem acesso ao conhecimento, desempenhando um importante papel na educação local.

            Além do trabalho na lavoura e da dedicação ao ensino, Gerosino foi também proprietário de uma venda, onde comercializava diversos cereais e outras mercadorias. Seu estabelecimento tornou-se um espaço conhecido pela comunidade, onde, além de comprar e vender produtos, as pessoas encontravam acolhimento, amizade e solidariedade.

            Uma das características mais marcantes de Gerosino era justamente o seu grande coração. Gostava de ajudar as pessoas, principalmente aquelas que mais necessitavam. Sua generosidade não fazia distinção: sempre que podia, estendia a mão a quem precisava de auxílio. Para ele, ajudar o próximo era uma forma de viver a vida e demonstrar o amor ao semelhante.

A família

            Gerosino Carlos de Jesus casou-se com Odília Caldeira de Oliveira, que passou a se chamar Odília Carlos de Jesus. Juntos, construíram uma família numerosa e cheia de histórias. O casal teve sete filhos: Eresina, Almerindo in memoriam; Gerosina, conhecida carinhosamente como Branca, Natalícia, José Aparecido, in memoriam, Anésia e Maria do Carmo, além de muitos netos, bisnetos e tataranetos. Como esposo e pai, ele deixou como maior legado os valores que transmitiu à sua família: o trabalho, a honestidade, a fé, a simplicidade, a união e, sobretudo, o amor ao próximo.

            Em muitas ocasiões, reunia sua família para participar juntas de momentos de confraternizações. Era uma verdadeira festa. Após as refeições, fazia as orações juntamente com todos para agradecer a Deus pelo pão de cada dia e à noite rezava o Terço com a família. Disso ele não abria mão.

A paixão pelo Reisado

            Entre as manifestações culturais que mais apreciava estava o Reisado. Gerosino era um grande entusiasta dessa tradição e chegou a organizar sua própria Folia de Reis. Todos os anos, a tradição se renovava. Durante seis noites consecutivas, os participantes saíam cantando e celebrando, levando música, fé e alegria às comunidades. O Reisado era muito mais do que uma manifestação cultural para ele: era uma tradição que ajudava a manter vivas as raízes, a religiosidade e a união das pessoas.

Um homem de fé

            A religiosidade foi uma das marcas mais profundas da vida de Gerosino. Homem de muita fé, esteve sempre ligado às atividades da Igreja Católica, participando ativamente de diversas funções e serviços religiosos. Por muitos anos, exerceu com dedicação a função de Ministro da Eucaristia, servindo à comunidade com responsabilidade, amor e devoção. Também participou da Irmandade do Santíssimo Sacramento, em Condeúba, fortalecendo ainda mais sua ligação com a Igreja e com a vida comunitária. Sua fé não se limitava às palavras. Era expressa em suas atitudes, no cuidado com as pessoas, na disposição para servir e na maneira como se fazia presente nos momentos importantes da comunidade.

Presença na comunidade

            Gerosino era uma pessoa ativa, participativa e querida. Estava sempre presente nos acontecimentos da zona rural e também nos eventos realizados na cidade de Condeúba. Sua presença era percebida nas celebrações religiosas, nas manifestações culturais, nas atividades comunitárias e nos encontros entre amigos e familiares. Era daqueles homens que não passavam despercebidos. Sua história foi construída junto com a história de sua comunidade, deixando marcas em muitas pessoas que tiveram o privilégio de conviver com ele. Realizava romarias para Bom Jesus da Lapa e sempre deixava reservadas algumas vagas para aquelas pessoas que não podiam pagar suas passagens

Participação na política

   Gerosino foi vereador por três mandatos consecutivos, mas sempre teve uma boa relação com seus adversários, tratando-os com muito respeito. Para ele, seus oponentes eram vistos como adversários e não       

   como inimigos. Dentre seus aliados ou não podemos citar a velha guarda da política condeubense como: José de Sousa in memoriam, Armando Coutinho, Joventino Pereira (Tininho) in memoriam, Nô do Alegre, entre    

   outros. O objetivo principal era ajudar a população que o procurasse. Sua casa estava sempre de portas abertas para servir ao próximo.                                      

Seu legado

            No dia 9 de setembro de 2005, aos 76 anos, Gerosino Carlos de Jesus partiu desta vida, falecendo no Hospital de Base em Vitória da Conquista, vítima de complicações respiratórias. Entretanto, a morte não foi capaz de apagar a história de um homem que viveu intensamente para sua família, sua comunidade e sua fé.

            Hoje, sua lembrança permanece viva através de seus filhos, familiares, amigos e de todos aqueles que conheceram sua trajetória. Permanece também nas tradições que ajudou a cultivar, nas pessoas que ajudou, nos ensinamentos que transmitiu e nos valores que deixou como herança.

            Gerosino Carlos de Jesus foi agricultor, esposo, pai, comerciante, professor leigo, político, homem de fé, servidor da Igreja, amante do Reisado e, acima de tudo, um grande ser humano.

            Sua vida foi simples, mas sua história foi grandiosa. Foi um homem que soube transformar as dificuldades em força, o trabalho em dignidade, a fé em serviço e a solidariedade em gesto cotidiano.

Uma lembrança que permanece

            Passaram-se os anos desde sua partida, mas algumas pessoas jamais partem verdadeiramente. Elas continuam vivendo nas histórias contadas pelos filhos, nas lembranças dos amigos, nas tradições que ajudaram a construir e nos ensinamentos que deixaram.

            Assim é Gerosino Carlos de Jesus. Sua voz pode ter silenciada, seus passos podem ter parado, mas seu exemplo continua caminhando entre aqueles que o amaram.

Que sua memória permaneça sempre como símbolo de fé, trabalho, humildade, generosidade e amor à família e à comunidade.

Senhor Gerosino Carlos de Jesus, sua história continua viva.

Uma vida de trabalho.
Uma história de fé.
Um legado de amor.

Palmira Maria da Silveira: “Dona Palmira”, uma mulher à frente do seu tempo

Antiga sede da Fazenda Condeúba, conhecida por Casa Grande, onde Dona Palmira morou por vários anos
Casa Grande viste de frente, ao lado direito dá pra ver uma das duas senzalas antes de demolir

Palmira Maria da Silveira, chamada carinhosamente por “dona Palmira”

Palmira Maria da Silveira nasceu em Condeúba no dia 10 de setembro de 1913. Se estivesse viva, estaria completando hoje 113 anos. Dona Palmira, como era carinhosamente conhecida, faleceu em 11 de novembro de 1985 e deixou uma trajetória que ultrapassa os limites de uma história familiar e se confunde com parte importante da própria história social de Condeúba.
Ainda muito jovem, aos 14 anos de idade, contraiu seu primeiro casamento com o senhor Joaquim Alves da Costa, homem já idoso e conhecido como ex-senhor de engenho. A partir desse casamento, Dona Palmira passou a assumir grandes responsabilidades na condução da Fazenda Condeúba, propriedade de seu esposo, participando ativamente da organização dos trabalhos e da vida cotidiana daquela extensa propriedade rural.
Mas foi muito além da administração da fazenda que Palmira Maria da Silveira construiu sua marca. Ela se tornou uma verdadeira liderança social, especialmente pela maneira humana, generosa e responsável com que tratava os ex-escravos da Fazenda Condeúba e seus descendentes que viviam e trabalhavam naquela região.
Para aqueles que tinham condições de trabalhar, Dona Palmira oferecia serviço remunerado, garantindo-lhes uma oportunidade digna de sobrevivência. Para aqueles que, por idade, limitações ou outras circunstâncias, já não tinham condições de trabalhar, ela mantinha um compromisso que hoje impressiona pela dimensão humana: garantia-lhes alimentação gratuita.
Esse gesto não era apenas uma demonstração de generosidade. Representava uma postura permanente de solidariedade e responsabilidade social, numa época em que as condições de vida eram extremamente difíceis e em que poucas pessoas assumiam para si a responsabilidade de cuidar daqueles que mais necessitavam.
Dona Palmira foi, portanto, uma mulher de liderança, força e profundo compromisso com as pessoas. Sua história atravessou gerações e permaneceu viva na memória daqueles que conviveram com ela — sobretudo de seus 4 filhos, familiares e de tantas pessoas que conheceram de perto sua maneira firme, trabalhadora e, ao mesmo tempo, acolhedora de conduzir a vida. Dona Palmira após ficar viúva, contraiu seu segundo matrimônio com José Antônio Ribeiro, com quem teve 4 filhos: Olinto, Odílio, Oclides e Aulita (Ita).

A seguir, depoimentos de seus 4 filhos e de outras pessoas que conviveram com Dona Palmira ajudam a revelar, por diferentes olhares, a grandeza dessa mulher e o legado que ela deixou para Condeúba.

Olinto Ribeiro da Silveira, ele é o 1° filho de dona Palmira

Dona Palmira: uma mulher que transformou acolhimento em legado e fez da Fazenda Condeúba um lugar de amparo aos descendentes de ex-escravizados

Há histórias que pertencem às famílias, mas que, pelo significado de seus personagens e pelos efeitos de suas atitudes sobre uma comunidade inteira, acabam pertencendo também à própria história de um povo. A trajetória de Dona Palmira é uma dessas histórias.
Seu filho mais velho, Olinto, é uma das testemunhas mais importantes dessa trajetória. Primeiro filho do casal José e Palmira, ele afirma ter tido o privilégio de conviver com a mãe por mais tempo que os demais irmãos e, por isso, guarda na memória não apenas a figura materna, mas os valores, as decisões e as atitudes de uma mulher que deixou marcas profundas por onde passou.
Segundo seu depoimento, Dona Palmira era uma pessoa criteriosa, firme e extremamente dedicada. Honestidade, lealdade e compromisso eram, para ela, princípios inegociáveis. Não admitia atitudes erradas de ninguém e, muito menos, dos próprios filhos. Essa postura, segundo Olinto, ajudou a construir um legado de enorme riqueza moral e humana.
Mas é justamente quando sua história se encontra com a história social da região que a figura de Dona Palmira ganha uma dimensão ainda maior.
Muito jovem, aos 14 anos, Dona Palmira teria se casado pela primeira vez com Joaquim Alves da Costa, personagem apresentado no depoimento como um dos grandes proprietários escravistas da época anterior à promulgação da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.
Décadas mais tarde, em 1927, a chegada de Dona Palmira à Casa Grande, sede da Fazenda Condeúba, representaria um novo capítulo dessa história. Ali, conforme o testemunho de pessoas da época, ela assumiu o comando da fazenda e passou a desempenhar também uma importante função de acolhimento social junto aos ex-escravizados e, principalmente, aos seus numerosos descendentes que eram ligados à Fazenda Condeúba.
É nesse ponto que o depoimento de Olinto revela uma dimensão histórica particularmente significativa.
A Lei Áurea havia abolido oficialmente a escravidão no Brasil, mas a liberdade jurídica não significou, automaticamente, dignidade, trabalho, alimentação, moradia ou oportunidades para os negros libertos e suas famílias. A abolição não veio acompanhada de uma política ampla de inclusão social. Muitos ex-escravizados foram deixados à própria sorte, enfrentando pobreza, abandono e enormes dificuldades para reconstruir suas vidas.
É dentro desse contexto que, segundo o relato familiar, Dona Palmira teria exercido um papel de amparo junto às famílias negras que foram vinculadas à Fazenda Condeúba.
Ela acolhia. Para os mais jovens, oferecia oportunidades de trabalho remunerado. Para os idosos, garantia alimentação. Mais do que uma relação de trabalho, o depoimento descreve uma atitude de assistência e solidariedade que fez com que Dona Palmira conquistasse o respeito e o carinho daqueles que encontravam nela uma referência de proteção.
Assim, sua história pode ser compreendida como parte de um capítulo ainda pouco conhecido da história social da região: o período posterior à escravidão, quando os descendentes daqueles que haviam vivido sob o regime escravista precisavam encontrar meios para sobreviver e reconstruir suas famílias.
Nesse cenário, a Fazenda Condeúba, sob a liderança de Dona Palmira a partir de 1927, teria se tornado, para muitas dessas pessoas, um espaço de oportunidade e acolhimento.
O testemunho de Olinto é, portanto, mais do que uma lembrança de filho para mãe. É um documento de memória familiar que ajuda a iluminar uma parte da história daqueles que vieram depois da escravidão. Ao recordar a mãe, ele não fala apenas de suas qualidades pessoais, mas de uma mulher que, segundo sua memória e seu relato, estendeu a mão justamente a uma população que carregava as feridas sociais deixadas por séculos de escravidão.
Dona Palmira passou a ser conhecida e respeitada entre os negros que tinham vínculo com a Fazenda Condeúba. Sua presença, conforme o depoimento, ultrapassava os limites da administração da propriedade. Ela se tornou uma referência para aqueles que precisavam de trabalho, alimento, proteção e, sobretudo, de alguém disposto a olhar para suas necessidades.

Por isso, a história de Dona Palmira merece ser preservada e contada.
Não apenas como a história de uma mãe lembrada com amor por seu filho mais velho, mas como a trajetória de uma mulher cuja atuação, segundo esse testemunho, se entrelaçou com a vida de inúmeras famílias negras no período posterior à abolição.
Olinto e seus irmãos herdaram da mãe muito mais do que lembranças. Herdaram valores. E, ao contar sua história, ajuda a impedir que também se perca a memória daqueles que foram acolhidos por ela.
Dona Palmira permanece, assim, na memória de sua família e daqueles que conheceram sua atuação como uma mulher de firmeza, honestidade e solidariedade — uma mulher que, diante das dificuldades enfrentadas pelos descendentes de ex-escravizados, escolheu o caminho do amparo.
Sua história é, acima de tudo, uma história de memória, humanidade e legado.

Odílio Ribeiro da Silveira, ex-prefeito de Condeúba, ele é o 2° filho de dona Palmira

Dona Palmira: o legado de uma mulher privilegiada pelo saber
Odílio Ribeiro da Silveira, foi o segundo filho do casal Palmira e José, ele guarda na memória não apenas as lembranças de sua mãe, mas, sobretudo, a dimensão de uma mulher cuja inteligência, experiência e capacidade de compreender a vida fizeram dela uma verdadeira referência para toda a família.
Ao falar sobre Dona Palmira, ele começa justamente por uma das maiores limitações impostas às mulheres de sua geração: o acesso à educação formal.

“A mamãe foi uma pessoa que não teve oportunidade de ingressar numa escola, mesmo porque, na sua época de jovem, não havia aqui neste sertão o uso e o costume das meninas frequentarem escolas.”

Mas a ausência dos bancos escolares jamais significou ausência de conhecimento. Pelo contrário. Dona Palmira construiu sua formação na própria escola da vida. Aprendeu observando, convivendo com as pessoas, enfrentando as dificuldades de seu tempo e desenvolvendo uma capacidade rara de compreender as circunstâncias e encontrar caminhos para superá-las.
Conhecida por todos simplesmente como Dona Palmira, ela se tornou, dentro de sua família, um verdadeiro ponto de apoio e uma referência permanente. Era dela que partia grande parte do planejamento da casa e das decisões familiares. Tinha, segundo o filho, uma percepção extraordinária sobre aquilo que era possível realizar e aquilo que não passava de uma expectativa distante da realidade.
Dona Palmira possuía uma inteligência que não estava registrada em diplomas, mas que se revelava na prática, nas palavras, nas atitudes e na maneira como interpretava o mundo ao seu redor.
Sua experiência de vida e seu relacionamento com as pessoas lhe deram uma compreensão muito particular da realidade. Era observadora, crítica e, sobretudo, propositiva. Quando percebia que alguma coisa não estava funcionando corretamente, não se limitava a apontar o problema. Tinha a preocupação de apresentar também uma solução.
Essa característica se manifestava, inclusive, quando analisava questões relacionadas à administração pública. Dona Palmira tinha o hábito de criticar aquilo que, em sua visão, não estava caminhando bem nas administrações das cidades por onde passou. Mas suas críticas não eram vazias. Depois de identificar o problema, procurava mostrar qual seria, em seu entendimento, o caminho mais correto para solucioná-lo.

Era uma mulher que sabia enxergar além das aparências.
Nascida e criada em Condeúba, na Bahia, Dona Palmira posteriormente acompanhou a família em mudanças que a levaram para Santa Fé do Sul, no estado de São Paulo, e, mais tarde, para a capital paulista. Foram experiências diferentes, em lugares diferentes, que contribuíram ainda mais para ampliar sua visão de mundo e sua bagagem de vida.

E essa influência jamais se perdeu.
Quando Odílio assumiu a Prefeitura de Condeúba e exerceu dois mandatos de prefeito consecutivos, entre 2005 e 2012, os ensinamentos de sua mãe continuaram presentes. Diante dos desafios administrativos, das dificuldades e das decisões que precisavam ser tomadas, ele recorria muitas vezes àquilo que havia aprendido ao longo da convivência com Dona Palmira.
A mulher que não teve a oportunidade de frequentar uma escola acabou se tornando, para o filho que chegou a administrar o próprio município, uma de suas grandes referências de conhecimento.

É justamente aí que reside a grandeza de sua história.
Dona Palmira representa tantas mulheres sertanejas de sua geração que, privadas da educação formal, encontraram na própria existência os caminhos para construir uma sabedoria profunda. Mulheres que aprenderam com a família, com o trabalho, com a observação, com as dificuldades e, principalmente, com a vida.
Por isso, ao recordar sua mãe, Odílio não fala apenas de uma mulher que foi importante para sua família. Fala de uma mulher que deixou ensinamentos capazes de atravessar gerações.
E conclui com uma frase que talvez seja a melhor síntese de todo esse legado:
“Sinto até hoje a minha mãe como uma mulher que foi privilegiada pelo saber.”
Um saber que não veio dos livros, mas que nasceu da experiência. Um saber que não precisou de diplomas para se fazer respeitar. Um saber construído no sertão, na família, na convivência com o povo e na capacidade extraordinária de compreender a realidade.
Dona Palmira não frequentou uma escola, mas foi, para os seus filhos, uma verdadeira escola de vida.

Oclides Ribeiro da Silveira, Jornalista ele é o 3° filho de dona Palmira

Dona Palmira: uma jovem diante da história e do destino de uma grande fazenda.
Falar de Dona Palmira é fácil demais. A mamãe foi uma pessoa privilegiada no saber, dotada de uma larga experiência de vida adquirida desde muito cedo. Sua trajetória, entretanto, não pode ser compreendida apenas como a história de uma mulher dedicada à família. Sua vida esteve entrelaçada a um dos períodos mais marcantes da história social e rural de Condeúba, quando antigas estruturas ainda permaneciam vivas e a sociedade começava a atravessar profundas transformações.
Dona Palmira iniciou muito cedo sua vida de dona de casa. Aos 14 anos de idade, ainda uma menina, contraiu seu primeiro casamento com Joaquim Alves da Costa, então um senhor de aproximadamente 80 anos, antigo senhor de engenho e integrante de uma das famílias de maior influência econômica e social da região.
A união, segundo o depoimento familiar, não teria sido propriamente fruto de uma história de amor, mas resultado de um casamento arranjado, marcado pelas circunstâncias e pelas necessidades daquele tempo. Havia, naquele momento, uma razão de ordem familiar e social que ajudava a explicar a presença de Dona Palmira naquela casa: a casa-grande, sede da Fazenda Condeúba, encontrava-se sem uma referência feminina depois da morte da primeira esposa de Joaquim Alves da Costa.
Foi então que uma adolescente de apenas 14 anos, pertencente à tradicional família Silveira, passou a ocupar um espaço de enorme responsabilidade dentro daquela estrutura familiar e rural. Dona Palmira, ainda tão jovem, assumia o papel de esposa de um homem que, pela posição econômica e influência que exercia, poderia ser considerado, à luz daquele contexto histórico, uma espécie de “lorde” da sociedade rural condeubense.
Joaquim Alves da Costa era herdeiro de uma grande fortuna e carregava consigo um peso histórico ainda maior: era filho do capitão Francisco Xavier da Costa, personagem associado à fundação do município de Condeúba. Assim, ao ingressar naquela família, Dona Palmira não estava simplesmente entrando em um novo lar. Ela estava adentrando um dos núcleos familiares que ajudaram a construir parte da própria história econômica, política e social do município.

E essa entrada, naturalmente, não teria sido recebida por unanimidade.
Dona Palmira, uma jovem de origem tradicional, passou a ocupar um lugar que certamente despertava olhares, expectativas, resistências e até desconfianças dentro da família de Joaquim. Mas foi justamente nesse ambiente, cercado por diferenças, responsabilidades e por uma realidade social ainda marcada pelas heranças do período escravocrata, que ela começou a revelar uma característica que acompanharia toda a sua vida: a capacidade de compreender as pessoas e exercer liderança mesmo diante das circunstâncias mais difíceis.

Uma jovem diante de uma sociedade em transformação
Um dos episódios mais importantes dessa primeira fase da vida de Dona Palmira está relacionado aos trabalhadores que permaneciam na Fazenda Condeúba.
Mesmo após o fim da escravidão, antigos escravizados continuavam ligados à terra e à atividade agrícola, agora trabalhando como meeiros, dentro de uma nova relação de trabalho que ainda carregava muitas marcas das estruturas sociais do passado.
Foi nesse cenário delicado que Dona Palmira desempenhou um papel que merece ser registrado pela história.
Ainda muito jovem, ela assumiu a administração da enorme Fazenda Condeúba por aproximadamente cinco anos, exercendo uma função que exigia não apenas capacidade de organização, mas sobretudo habilidade para lidar com pessoas, conflitos, interesses e com uma realidade social extremamente complexa. Seu papel foi fundamental na pacificação e na manutenção das relações com os antigos escravizados que continuavam trabalhando nas terras da fazenda. Em uma época em que as relações entre proprietários e trabalhadores rurais eram marcadas por profundas desigualdades, Dona Palmira conseguiu construir uma posição de respeito e autoridade.
A menina que havia chegado à casa-grande aos 14 anos começava, assim, a se transformar em uma mulher de referência.

A sua história revela uma contradição própria daquele período  Uma adolescente lançada precocemente às responsabilidades da vida adulta, mas que, ao mesmo tempo, encontrou naquele ambiente a oportunidade de demonstrar uma inteligência prática, uma capacidade de liderança e um senso de responsabilidade muito acima do que sua pouca idade poderia sugerir.
Durante cerca de cinco anos à frente da administração da Fazenda Condeúba, Dona Palmira não foi apenas uma presença feminina dentro da casa-grande. Ela participou diretamente de um capítulo da história social e econômica de Condeúba.
Sua atuação ocorreu em um momento em que o município ainda carregava as marcas de seu passado rural e escravocrata, e em que as relações de trabalho começavam a assumir novas formas. Por isso, sua trajetória precisa ser compreendida não somente no âmbito familiar, mas também como parte da memória histórica de uma sociedade que estava mudando.
Dona Palmira, portanto, não foi apenas uma mulher de seu tempo. Foi uma mulher que, ainda muito jovem, foi colocada diante das circunstâncias de seu tempo e soube enfrentá-las com coragem, inteligência e capacidade de liderança.
E talvez esteja justamente aí uma das maiores riquezas de sua história: quando a vida lhe impôs responsabilidades que pareciam grandes demais para uma menina de 14 anos, Dona Palmira respondeu com a grandeza de uma mulher que já começava a escrever seu próprio capítulo na história de Condeúba.

Aulita Maria da Costa (Ita), ela é o 4° filho de dona Palmira

“Minha mãe foi uma mãe maravilhosa”: o retrato de Palmira Maria da Silveira pelas palavras de sua filha Ita.

“Minha mãe foi uma mãe maravilhosa.” É assim que a filha Ita de Palmira Maria da Silveira começa a recordar a mulher que marcou profundamente a história de sua família e deixou, através de seus exemplos, uma herança de valores que atravessou gerações.
Segundo a filha, Palmira foi uma mãe extremamente cuidadosa, carinhosa e dedicada à educação dos filhos. Tinha um jeito próprio de proteger aqueles que amava. “Sempre cuidou muito de mim, me educou com muito carinho. Eu sempre fui meio poupada”, recorda. Ela conta que a mãe não permitia que trabalhasse na roça e procurava poupá-la também dos serviços mais pesados dentro de casa. Em contrapartida, aconselhava muito e esperava dos filhos respeito e obediência — valores que fazia questão de ensinar pelo exemplo.
Palmira era descrita como uma mulher trabalhadora, responsável, correta e verdadeira. Não gostava de meias palavras nem de situações mal resolvidas. Tinha o chamado “pavio curto” e não costumava mandar recados: quando precisava dizer alguma coisa, dizia diretamente à pessoa. E, com seu jeito franco e bem-humorado, costumava encerrar as discussões com um antigo ditado: “Se gostou, bem; se não gostou, come mais pouco.”
Dona Palmira era uma mulher sem “papas na língua”, como define a própria filha. Até mesmo ao reencontrar alguém depois de muito tempo, fazia questão de deixar registrada sua opinião de maneira espontânea e divertida. Se achasse que a pessoa havia envelhecido bastante, não hesitava em dizer: “Ê, fulano, mas você está um bagaço velho!” Era o jeito de Palmira: sincera, direta e absolutamente autêntica.
Mas por trás dessa personalidade forte havia uma mulher de princípios muito firmes. Palmira não gostava de dever dinheiro a ninguém. Não comprava fiado, não fazia questão de luxo e levava uma vida simples, organizada e responsável. E, acima de tudo, tinha um coração profundamente caridoso.
Sua visão sobre a caridade, entretanto, também carregava a firmeza de seus princípios. Costumava dizer que a ajuda deveria ser destinada principalmente àqueles que realmente não tinham condições de trabalhar. “Para dar esmola tem que ser para um cego, um aleijado ou uma pessoa idosa que não aguenta trabalhar”, ensinava. Para ela, ajudar alguém jovem e saudável que tivesse condições de trabalhar, mas escolhesse não fazê-lo, era incentivar a preguiça — algo que considerava inadmissível.
Palmira era inimiga da preguiça, mas amiga da necessidade. E essa diferença aparece com enorme força em uma das passagens mais marcantes de sua vida.

Uma jovem que entrou para uma nova história
Ainda muito jovem, aos 14 anos, Palmira viveu uma experiência que mudaria completamente os rumos de sua vida. Já órfã de pai, era uma moça descrita pela família como muito bela e formosa. Naquele período, um homem viúvo, o senhor Joaquim Alves da Costa, conhecido por possuir boas condições financeiras, procurava uma jovem para se casar.
Joaquim procurou João Silveira, tio de Palmira, e pediu que ele lhe apresentasse uma de suas sobrinhas. Foi então que João falou de Palmira e marcou um encontro para que os dois se conhecessem.

O encontro aconteceu e, pouco depois, o casamento foi marcado.
Entretanto, a vida reservou uma circunstância inesperada. No dia marcado para o casamento, Palmira ficou gravemente doente e não tinha sequer condições de se levantar da cama. Mas a cerimônia não foi cancelada. Diante da situação, o padre foi até a casa onde ela estava e ali mesmo realizou o casamento.
Depois de alguns dias, recuperando-se da enfermidade, Palmira seguiu para a residência de seu esposo, a sede da Fazenda Condeúba, onde iniciaria uma nova etapa de sua vida.
Na casa de Joaquim Alves, encontrou uma realidade muito diferente daquela que conhecera. Era uma residência grande, com muitos criados responsáveis pelos serviços da casa. Durante aquele período, Palmira viveu com conforto e, segundo o relato da filha, teve uma convivência muito boa com o marido e também com as pessoas que trabalhavam na residência.
Ela sabia ser amiga, mas também sabia ser justa. Tratava bem quem a tratava bem e não fazia distinção quando precisava reconhecer o que era certo.

A fome e a grandeza de um coração
Foi, porém, durante um dos períodos de maior dificuldade enfrentados pela região que o lado solidário de Palmira ganhou uma dimensão ainda maior.
A família recorda de uma época de grande fome, no início da década de 1920, quando muitas pessoas percorriam as casas em busca de alimento. Na propriedade de Joaquim Alves havia grande quantidade de mantimentos armazenados em alforges.
Diante da situação de miséria que chegava à porta de sua casa, Joaquim determinava que fosse preparada muita comida para alimentar aqueles que passavam. Dona Palmira estava ao seu lado nessa tarefa de solidariedade e ela mesma fazia a distribução dos alimentos.
As pessoas chegavam, muitas vezes, extremamente debilitadas. Algumas estavam havia dias sem comer. Primeiro recebiam comida e água. Eram acolhidas, colocadas para sentar ou descansar. Depois de recuperarem um pouco as forças, recebiam ainda uma sacolinha com mantimentos crus para levar para casa e ter o que comer no dia seguinte.

Não era simplesmente dar uma esmola.
Era acolher, alimentar, cuidar e devolver dignidade a quem estava sofrendo. Essa lembrança, transmitida pela filha, ajuda a compreender uma das características mais profundas de dona Palmira: ela nunca viveu pensando somente em si. Mesmo tendo conhecido momentos de conforto, não perdeu a sensibilidade diante da necessidade alheia.

Pensava no próximo.
E essa talvez seja uma das maiores marcas deixadas por sua passagem pela vida. Uma mulher de fé, sem precisar de muitas palavras. Na dimensão espiritual, Palmira permaneceu durante toda a vida ligada à fé católica. Não era uma mulher que estivesse constantemente frequentando a igreja, mas isso não significava ausência de religiosidade. Ao contrário: segundo a filha, era uma pessoa profundamente temente a Deus.
Sua fé não estava apenas nos gestos religiosos, mas na maneira como compreendia a vida, o próximo e a própria existência.
Palmira costumava dizer que a verdadeira religião era aquela em que a pessoa acreditava em Deus e reconhecia Jesus Cristo como Senhor. Para ela, mais importante do que discutir denominações era ter fé verdadeira.
“Se você acreditar em Deus, acreditar que Jesus Cristo é o nosso Senhor, então essa é a religião certa.”
Era assim que enxergava sua relação com Deus: de maneira simples, direta e sincera. E talvez esteja justamente aí uma das maiores riquezas de sua história. Palmira Maria da Silveira foi uma mulher de personalidade forte, de palavras francas, de princípios inegociáveis e de uma fé silenciosa, mas profunda. Foi mãe protetora, esposa, mulher trabalhadora e, sobretudo, alguém que aprendeu muito cedo que a vida só ganha verdadeiro sentido quando também se olha para a necessidade do outro.
As lembranças da filha revelam não apenas uma mãe, mas uma mulher de seu tempo que, mesmo vivendo em uma época de muitas limitações, soube construir uma trajetória marcada por responsabilidade, honestidade, coragem, fé, justiça e solidariedade.

Um legado que não ficou apenas nas paredes de sua antiga casa.
Ficou na memória dos filhos, na história da família e nas pessoas que, em algum momento de necessidade, encontraram em dona Palmira e em sua família não apenas alimento, mas acolhimento e humanidade.

Deraldino Benigno da Silveira e sua esposa Marcia Ferraz Silveira

TIA PALMIRA, PEQUENA, GRANDE MULHER!

Pensamos em chamá-la a “Pequena Notável”, mas nos lembramos que, já, uma grande Atriz do Cinema é chamada , dessa forma.
Apesar de que a Vida da Pequena Palmira seria digna de ser retratada, num bom, belo Filme.
O Deraldino que teve uma convivência maior, com ela, pois era seu Sobrinho direto .
Eu, Márcia, sua Esposa, conheci Tia Palmira, qando ela já morava, em São Paulo, com a Família, no Jardim Ângela, Bairro de Santo Amaro.
Muito da História de Vida de Tia Palmira tomamos conhecimento, através de seu Irmão, Augusto Benigno da Silveira, meu Sogro, pai do Deraldino.
Sr. Augusto se lembrava, com saudades, de seu tempo de Garoto. Mais precisamente, quando foi morar com a Irmã, Palmira, e seu Marido, o Coronel Joaquim Alves da Costa.
Ele adorava ir à feira, com eles, degustar as gostosuras, que lhe compravam.
Mas, voltando a São Paulo, graças à Força, Resiliência, Perseverança de Tia Palmira, a família pode conquistar melhores condições de vida, de estudos, trabalho, na Capital.
Como era bom, quando íamos visitá-los, e lá vinha ela, contando saudosas Histórias!
Servia-nos um Café ralinho, tipo “água de batata”, pois era assim que os filhos gostavam!
Uma palavra de seu Vocabulário que, jamais, esqueceremos é a tal “Livusia”!
Toda vez, que nos referimos à querida Tia, lembramo-nos, com saudades profundas, de quando ela a proferia.
Que lá do Céu, onde com certeza, ela está, olhe por nós!
Que tenha o merecido Repouso Eterno!
🙏😘🩷🌷

Erenita dos Santos Ribeiro, ex-nora de dona Palmira

Dona Palmira: uma mulher guerreira, acolhedora e pilar de sua comunidade

O depoimento revela a grandeza humana de Dona Palmira, lembrada com profundo carinho, respeito e gratidão por quem conviveu de perto com ela. Mais do que sogra, amiga e companheira de caminhada, Palmira foi considerada uma verdadeira mãe, uma mulher simples, batalhadora, cuidadosa e sempre disposta a amparar aqueles que estavam ao seu redor.
Sua trajetória ganha ainda maior significado quando compreendida no contexto de sua comunidade negra. Dona Palmira foi uma mulher de fibra, um verdadeiro pilar e um divisor de águas no acolhimento e no amparo às pessoas negras, especialmente no período posterior à Lei Áurea, quando a liberdade jurídica não significou, necessariamente, condições dignas de vida. Com sua força, solidariedade e capacidade de cuidar, ela ajudou a construir caminhos de dignidade, proteção e pertencimento para aqueles que mais precisavam.
Na vida familiar, seu cuidado também era uma marca incontestável: preocupava-se com os filhos, com a alimentação, as roupas e, sobretudo, com o bem-estar de todos. Mesmo depois de os filhos seguirem seus próprios caminhos, continuava exercendo seu papel de mãe cuidadosa e amorosa.
O testemunho é, portanto, uma declaração de amor e reconhecimento a uma mulher que deixou marcas profundas por onde passou. Palmira foi guerreira, trabalhadora, generosa e acolhedora; uma mulher que fez do cuidado uma forma de resistência e da solidariedade uma missão de vida. Ao retornar à sua terra natal para viver seus últimos dias ao lado do filho Odílio, encerrou seu ciclo deixando como legado não apenas lembranças familiares, mas a história de uma mulher que ajudou, amparou e abriu caminhos para os seus.

Fotos: Arquivo Folha de Condeúba

Parmenio Ferreira da Silva — 100 anos de uma história que permanece

Por Paula Ferreira

Se estivesse entre nós, Parmenio Ferreira da Silva completaria hoje 100 anos de idade. Um século de uma história que o tempo não conseguiu apagar, porque foi construída sobre os alicerces do amor, da dignidade, dos princípios e do respeito ao próximo.
Casado com Anísia Rosa de Souza Ferreira, Parmenio foi pai de Jorge Ferreira (in memoriam), Carlos Ferreira, Lúcia Ferreira, Ricardo Ferreira (in memoriam) e Paula Ferreira. Homem de família, de palavra e de princípios, deixou em seus filhos e em todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo um legado que permanece vivo.
Parmenio Ferreira da Silva também escreveu seu nome na história política de Condeúba, exercendo o cargo de prefeito municipal entre 1951 a 1954, período em que dedicou parte de sua vida ao serviço público e à sua terra.
O tempo passou. Sua ausência física tornou-se presença constante em cada fase da vida daqueles que o amaram. Aquilo que plantou, porém, nunca morreu. Permaneceu nas ações, nos valores, nos ensinamentos, na amizade, na devoção e, sobretudo, no exemplo de homem que foi.
Olhar para sua trajetória é compreender o verdadeiro significado da palavra dignidade. Parmenio soube viver com intensidade, honrou seus princípios, cultivou amizades, espalhou amor e alegria e deixou marcas profundas em todos nós.
E, quando chegou a hora de partir, partiu com a grandeza de quem havia cumprido uma missão bonita: a missão de viver com honra e deixar um legado capaz de sobreviver ao próprio tempo.
Hoje, aos 100 anos que seriam celebrados, a Folha de Condeúba presta esta homenagem a um homem cuja história continua sendo contada não apenas pelos registros do passado, mas principalmente pelo coração daqueles que tiveram o privilégio de tê-lo em suas vidas.
Feliz aniversário na eternidade, Parmenio Ferreira da Silva, meu grande amor.
Que sua memória continue sendo altar sagrado, fonte de inspiração e exemplo de dignidade para as gerações que vierem depois de nós.

Social: Está completando idade nova hoje (22/8), a popular “Neném de Abdias”

 

Grande Neném de Abdias!!!

Custódia Maria de Oliveira a popular “Neném de Abdias”

Está completando idade nova neste sábado dia 22 de agosto, a nossa muito amiga querida e exuberante, Custódia Maria de Oliveira a popular “Neném de Abdias”, seus pais Sr. Abdias e a professora Laura ambos (In memoriam). Neném que comemora essa data juntamente com sua filha Miriam e os netos Giovana e o caçula Yan Daniel, além de uma grande leva de amigos.

 

Nós do Jornal Folha de Condeúba, deixamos nosso abraço fraternal e parabenizamos a querida amiga “Neném”, pela passagem de seu aniversário, que você continue sendo essa pessoa autêntica e bondosa que sempre foi, Felicidades a você e que o bom Deus lhe dê muitos anos de vida, muitas vitórias com bastante saúde juntamente com sua maravilhosa família. Sucesso sempre “Neném”!!!

SOCIAL: O vereador Arlindo Guarda completou idade nova dia 19 de agosto

Vereador Arlindo Guarda comemorando seu aniversário com sua maravilhosa família

Ontem, 19 de agosto de 2026, celebramos com alegria o aniversário do vereador Arlindo da Silva Cruz, carinhosamente conhecido como Arlindo Guarda, por sua trajetória como membro da Guarda Municipal. Ele completou 53 anos de vida, sendo exemplo de dedicação à família e à comunidade.

Arlindo está em seu terceiro mandato consecutivo como vereador. Filho da dona Gerolina, casado com Izete, é pai orgulhoso de Isabelly e Bruna, avô de Maithê, que compartilham com ele tanto os desafios quanto as conquistas de sua jornada do dia a dia.

Comprometido com o bem-estar da população condeubense, Arlindo é reconhecido por sua incansável atuação. 

Nós do Jornal Folha de Condeúba, deixamos nosso fraternal abraço e parabenizamos ao vereador Arlindo Cruz pela passagem de seu aniversário, felicidades e que o bom Deus lhe dê muitos anos de vida, juntamente com sua família. Sucesso sempre  Arlindo!!!

Riacho de Santana 148 anos: Prefeito garante ‘momento ímpar’ com R$ 100 milhões em obras

Riacho de Santana 148 anos: Prefeito garante 'momento ímpar' com R$ 100 milhões em obras
O prefeito de Riacho de Santana, João Vitor Martins Laranjeira

O município de Riacho de Santana está comemorando 148 anos de emancipação política nesta quinta-feira (13). Para celebrar, a Prefeitura Municipal irá promover entre os dias 14 e 16 de agosto uma grande festa.

Em entrevista, nesta quarta-feira (12), o prefeito João Vitor Martins Laranjeira destacou que a gestão tem trabalhado incansavelmente para decorar e preparar a cidade para o início da festa de aniversário de Riacho de Santana.

O evento contará com diversas atrações de renome nacional. Na sexta-feira (14), o cantor Igor Kanário fará abertura da grade de programação dos shows. Além disso, Léo Santana, Tayrone e Boteco das Amigas completam a noite de apresentações.

No sábado (15), Swing da RM, Sabrina Monteiro, Klessinha, Kiko Chicabana e Bruno Abreu estão entre as atrações da festa. Por último, no domingo (19), para encerrar o evento com chave de ouro, Paulo e Paulino, Neto Brito, Luan Estilizado e Michele Andrade prometem muita música e animação.

Riacho de Santana 148 anos: Prefeito garante 'momento ímpar' com R$ 100 milhões em obras

O prefeito disse que a programação foi pensada para agradar a todos os públicos, de “mamando a caducando”. Aproveitando a oportunidade, ele convidou toda população regional para prestigiar a iniciativa. “É com muita alegria que quero recepcionar cada um de vocês na nossa cidade. Faço esse convite caloroso para que vocês possam vir. Acredito que todos que forem vão gostar”, afirmou.

Além de promover lazer, a festividade busca coroar um período de grande desenvolvimento na cidade de Riacho de Santana. O gestor ressaltou que o município atravessa um momento histórico de avanço. “Graças a Deus, temos evoluído bastante com um jeito novo de governar, promovendo obras estruturantes importantíssimas para o desenvolvimento local”, apontou.

Entre essas obras destacam-se pavimentação asfáltica na sede e zona rural, cobertura do mercado, reforma do hospital municipal, construção de unidades de saúde e de ensino, reformas de praça e construção de complexos esportivos e de casas populares. São mais de 20 obras em andamento na cidade, muitas das quais executadas em parceria com o Governo do Estado e com o Governo Federal.

O prefeito salientou que são quase R$ 100 milhões de investimentos injetados no crescimento de Riacho de Santana “Em todos os cantos se vê investimento em nosso município. Hoje, vivemos um momento ímpar, onde o desenvolvimento é expressado claramente pelas nossas ações. Estamos em festa em todos os sentidos”, finalizou.

Cantor e compositor João Bosco completou 80 anos

Artista tem mais de 50 anos de carreira e 40 álbuns gravados
Rádio NacionalCantor e compositor João Bosco. Foto: Leo Aversa/DivulgaçãoO cantor e compositor João Bosco, celebrou 80 anos de vida nesta segunda-feira (13) – Foto: Leo Aversa Divulgação
O cenário artístico nacional celebra uma das mais importantes trajetórias da música brasileira. O cantor e compositor João Bosco, celebra 80 anos de vida nesta segunda-feira (13), grande parte deles dedicados à construção de uma das obras mais sofisticadas e influentes da MPB. Além do aniversário, Bosco esteve viajando pelo país com a turnê do álbum de inéditas e releituras Boca Cheia de Frutas, festejando 54 anos de carreira.

Para este segundo semestre, o cantor e compositor tem novidades: o lançamento de um álbum especial, que revisita a obra em diálogo com artistas de diferentes gerações como Mart’nália, Tiago Iorc e Zeca Pagodinho. Após o novo trabalho, ele inicia a nova turnê, João Bosco 80 Anos.

Carreira

Mineiro da cidade de Ponte Nova, Bosco migrou ainda jovem para o Rio de Janeiro, após uma temporada de estudos e apresentações em barzinhos na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Foi em terras cariocas que ele construiu família e a discografia com mais de 40 álbuns, com um repertório que moldou gerações. 

Um destaque da vasta obra são as canções fruto da parceria com Aldir Blanc. A cocriação musical, que começou curiosamente por correspondência, onde eles trocavam as letras das composições antes mesmo de se conhecerem pessoalmente, deu ao cancioneiro nacional patrimônios sonoros como Falso Brilhante, O Mestre-Sala dos Mares, Bala com Bala, Kid Cavaquinho, De Frente pro Crime e Dois pra lá, dois pra cá, músicas que mesmo após décadas de gravação, permanecem vivas no imaginário coletivo. 

Em um texto intitulado Auto Retrato, publicado em sua página oficial na internet, Bosco resume suas motivações em seguir ancorado e guiado pela música.

“Amamentado pelo meu violão, moro na estrada. Sem saber quem sou e nem porque vim, eu vou. O amor é o meu dia de folga. Meu melhor trabalho é a minha família, minha alegria é Rubro-Negra. Quem sabe de mim é o meu violão.”

 

SOCIAL: Lorena Avelar comemorou 8 aninhos com festa encantadora ao lado da família e amiguinhos

Lorena e Lourenço ladeados pelos pais Juari e Wanrleia, momento em que os convidados cantavam os parabéns pra aniversariante

Completou idade nova no último dia 10 de julho de 2026 a princesinha “Lorena Avelar do Nascimento” (8 aninhos). Dona de rara beleza, inteligência, simpatia e admirável desenvoltura, Lorena encanta a todos com seu jeito carinhoso e atencioso. Filha primogênita do casal de professores Juari e Vanrleia Avelar, ela também divide a alegria da infância com o irmãozinho Lourenço.
A comemoração aconteceu neste domingo, 12 de julho, na residência da família, reunindo parentes e amigos em uma belíssima festa, marcada por muito carinho, diversão e emoção. Um detalhe que chamou a atenção dos convidados, foi a família toda uniformizada com trajes na cor rosa, transmitindo elegância e união.
O momento mais emocionante ocorreu antes do tradicional “Parabéns”, quando Juari pai da pequena Lorena, agradeceu a todos pela presença, com muita simplicidade e doçura, Lorena agradeceu aos presentes dizendo: “Muito obrigada a todos.” Um gesto que emocionou familiares e amigos e coroou uma noite inesquecível.

Nós, da Folha de Condeúba, parabenizamos a encantadora Lorena pelos seus 8 aninhos. Rogamos ao Pai do Céu que a proteja sempre, iluminando seu caminho com muita saúde, sabedoria e felicidade. Que você, Lorena, continue sendo essa criança maravilhosa e se torne, no futuro, uma grande vencedora.

Fotos: Medonho/JFC

SOCIAL: Laurita da Cruz Prates celebra 80 anos cercada pelo carinho da família e o reconhecimento por uma vida de dedicação

Muitos parentes e amigos compareceram para o aniversário de 80 anos de Laurita da Cruz Prates
Laurita da Cruz Prates ao completer 80 anos de idade

Nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, data em que também se celebra o Dia de São Pedro, a senhora Laurita da Cruz Prates comemorou uma das mais belas conquistas da vida: seus 80 anos de idade. A data foi marcada por uma emocionante confraternização familiar, reunindo o filho, nora, netos, sobrinhos, irmãos, demais parentes e inúmeros amigos, todos unidos para homenagear uma mulher cuja história se confunde com a própria história de sua família.

Laurita foi a primeira filha adotiva de José Silveira e Maria Carolina, tornando-se a primogênita do lar. Ainda muito jovem, assumiu uma das mais nobres e desafiadoras missões: ajudar seus pais na criação dos 14 irmãos, tornando-se um verdadeiro alicerce da família. Com trabalho, amor, responsabilidade e espírito de renúncia, dedicou grande parte de sua vida ao bem-estar dos seus, contribuindo decisivamente para a formação de uma família unida e respeitada.

Ao longo das décadas, Dona Laurita consolidou-se como exemplo de coragem, humildade e compromisso familiar. Seu legado ultrapassa os laços de sangue, refletindo-se nos valores transmitidos aos irmãos, filho, netos e demais descendentes, que hoje reconhecem nela uma referência de dedicação, carinho e força.

Entre os presentes esteve seu único filho, Juari Francisco do Nascimento, diretor municipal de Transportes Escolar de Condeúba, com sua esposa professora Vanrleia Avelar e seus dois netos Lorena e Lourenço, o vereador José de Fernando e sua esposa Rosita que ao lado dos demais familiares e amigos, fizeram questão de prestar essa justa homenagem à Laurita, celebrando não apenas seus 80 anos de vida, mas toda uma trajetória construída com amor, sacrifício e união.

A comemoração foi marcada por momentos de emoção, abraços, recordações e gratidão, em um ambiente que refletiu exatamente aquilo que Laurita sempre cultivou: o valor da família.

Parabenizamos a senhora Laurita da Cruz Prates por seus 80 anos de uma vida honrada, repleta de exemplos que inspiram as novas gerações. Que Deus lhe conceda muita saúde, paz e felicidade, para que continue sendo esse grande esteio familiar, cercada pelo amor e pelo respeito de todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com sua bela história.

Feliz aniversário, Laurita! Que seu legado de amor e dedicação permaneça vivo por muitas gerações.

Fotos: Oclides/JFC