Categoria: Saúde Pública

Ministério da Saúde disponibiliza teste de rastreamento de câncer colorretal no SUS

Ministério da Saúde disponibiliza teste de rastreamento de câncer colorretal no SUS
Foto: Agência Brasil

O Ministério da Saúde formalizou a inclusão do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreamento do câncer colorretal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (10). O novo protocolo é voltado para a atenção básica e foca na detecção precoce da doença em homens e mulheres assintomáticos com idades entre 50 e 75 anos.

A norma já está em vigor, mas o procedimento começará a ser registrado nos sistemas oficiais do SUS a partir do próximo mês. O exame consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes e deve ser realizado a cada dois anos. A expectativa da pasta é de que a ampliação do rastreamento alcance mais de 40 milhões de brasileiros. O câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de tumor mais frequente no país, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Diferente das metodologias antigas, o teste FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que reduz interferências com alimentos e garante uma sensibilidade de 85% a 92% na identificação de lesões pré-cancerígenas e pólipos. A coleta é simples e feita pelo próprio paciente em casa: basta retirar uma pequena amostra do material com uma haste e armazená-la no tubo coletor antes de enviá-la para análise laboratorial.

A adoção do exame é vista como uma estratégia mais acessível e conveniente para o rastreamento populacional em massa do que a aplicação de colonoscopias em pessoas sem sintomas. No entanto, caso o teste apresente resultado positivo, o paciente será encaminhado para a realização da colonoscopia diagnóstica para a confirmação e o tratamento adequado da lesão.

Paulistanos enfrentam filas para tomar vacina contra sarampo

Dos 62 postos de aplicação, 57 tinham longas filas

Agência Brasil Fila nos postos para vacinação. Foto: Bruno Bocchini/Agência BrasilBruno Bocchini/Agência Brasil

Os paulistanos que buscaram se imunizar contra o sarampo neste sábado (8), na capital paulista, encontraram filas grandes nos postos de vacinação. Segundo o portal De Olho Na Fila, da prefeitura de São Paulo, dos 62 locais de aplicação da vacina abertos, 57 estavam com fila grande por volta das 13h.

Nesse mesmo horário, dois postos – a AMA UBS Pari (na zona Leste) e a AMA UBS Massagista Mário Américo (na Casa Verde) – estavam com filas médias; e a AMA UBS Jardim São Jorge Paulo Eduardo Elias (na Raposo Tavares) tinha fila pequena. Já os dois postos em que o portal apontava “sem fila” – AMA UBS Fazenda do Carmo (na Cidade Tiradentes) e AMA UBS Vila Medeiros (na Vila Medeiros) – tinham as condições desatualizadas, com dados apenas do início da manhã.

Na AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, na região entre os bairros do Tatuapé e a Mooca, na zona leste, a fila começava do lado de fora do posto. A espera, por volta do meio-dia, era de mais de uma hora para conseguir tomar o imunizante.

Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, estava há cerca de meia hora na fila com as filhas gêmeas, de 12 anos, e o marido, de 47. Eles procuraram o imunizante após receberem informações sobre a necessidade da vacinação por meio das redes sociais e do colégio das meninas.   

“A escola pediu o reforço na vacinação, já que eles não podem obrigar os estudantes a se vacinar. Então, como nós todos estamos na faixa etária elegível para tomar a vacina, viemos. Nós já sabíamos que este posto de vacinação estaria aberto”, disse Ana Beatriz.   

Neste sábado, um número reduzido de postos de vacinação funciona no município de São Paulo. Dos 512 postos listados no portal De Olho Na Fila, apenas 62 estavam abertos hoje (8). O funcionamento de todos ocorre somente de segunda a sexta-feira. 

Hoje, a zona leste era a que tinha maior quantidade de locais de vacinação abertos: 24; a zona sul, 17; a zona Norte, 16; a zona Oeste, 5; e o centro, nenhum.

João Silva, de 21 anos, era o último da fila na AMA UBS Integrada Água Rasa. Ele disse que não teve dificuldade de localizar um posto aberto para tomar o imunizante. “Fiquei sabendo pela internet que havia um surto de sarampo chegando em São Paulo. Então procurei um posto para me vacinar antes que a doença avance”, disse. 

Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, apenas nessa sexta-feira (7) foram aplicadas 84.632 doses da vacina contra o sarampo e 24.952 doses de outros imunizantes. O total de 109.584 doses representa o maior número registrado em um único dia desde o início da mobilização, em 3 de agosto.

Casos

O estado de São Paulo tem 23 casos de sarampo confirmados, segundo a Secretaria da Saúde. Os dados indicam que 16 desses pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto. 

Do total de casos confirmados no estado, dois são importados e os demais estão relacionados a esses dois casos. Os registros estão distribuídos: dois em São Bernardo, um em Guarulhos e 20 casos na capital.

A Secretaria estadual convoca moradores da capital paulista, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo – com idade a partir de 6 meses até 59 anos – para tomar a vacina contra a doença, independentemente do histórico vacinal, desde que não apresentem contraindicações.

A população dos municípios indicados deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A vacinação indiscriminada foi adotada nesses locais por conta do risco de disseminação da doença, segundo orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.

Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar as ações de vacinação, verificando a situação vacinal da população, fazendo busca ativa e atualizando as doses em atraso conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.

Volume de cirurgias plásticas de mama no SUS cresceu 54% em dez anos

Volume de cirurgias plásticas de mama no SUS cresce 54% em dez anos
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O volume de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) registrou uma alta de 54,3% entre os anos de 2016 e 2025. O total de procedimentos saltou de 9 mil para 14.213 anualmente, somando 90.648 operações ao longo da década. O ponto mais baixo da série histórica ocorreu em 2020, durante a fase crítica da pandemia de Covid-19, quando apenas 4.547 intervenções foram efetuadas. Os dados foram revelados por um estudo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ).

A imensa maioria dos atendimentos prestados possui caráter funcional e reparador, longe de finalidades estéticas. A plástica mamária feminina não estética representou 82,3% do montante total de internações no período, cobrindo intervenções voltadas para corrigir assimetrias severas, malformações congênitas e quadros de hipertrofia mamária com limitações físicas. O levantamento também contabilizou 12.600 internações voltadas para a reconstrução mamária pós-mastectomia com prótese, somadas a 3.429 casos referentes à reconstrução pós-mastectomia total.

A Região Sudeste lidera os índices nacionais e responde isoladamente por 56,1% de todas as cirurgias mamárias feitas na rede pública, acumulando 50.848 procedimentos. O estado de São Paulo concentrou um terço de todas as operações do país, com 30.265 registros, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Bahia aparece na quinta posição do ranking nacional, com 5.731 atendimentos, figurando como o maior volume de cirurgias mamárias do SUS entre os estados do Nordeste.

Campanha Nacional de Multivacinação começou nesta segunda (3)

Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 teve início nesta segunda-feira (3), em todo o Brasil. A mobilização segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal.

A vacinação é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pontos de vacinação de todo o país. 

Quem está com o esquema vacinal incompleto pode aproveitar a campanha para tomar as doses.

A mobilização terá o ponto alto no Dia D nacional, realizado no sábado 22 de agosto em todo o país.

O Ministério da Saúde destaca que todas as vacinas oferecidas pelo SUS são seguras e eficazes. “A vacinação ajuda a reduzir a circulação de doenças e protege tanto quem recebe a vacina quanto as pessoas que não podem ser vacinadas por orientação médica”.

Entre as vacinas disponíveis estão: BCG (tuberculose); tríplice viral; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; Papilomavírus Humano (HPV), varicela; DTP, hepatites B e A.

SP: alta de casos de sarampo aumenta preocupação dos serviços de saúde

Mobilização especial começa na segunda-feira, dia 3

Agência Brasil Ministério da Saúde realiza Dia D da segunda fase da Campanha de Vacinação contra o Sarampo será neste sábado (30).Marcelo Camargo/Agência Brasil

O aumento dos casos de sarampo no estado de São Paulo – 15 já foram confirmados este ano – levou a recomendação por uma busca vacinal daqueles que não receberam imunização e por uma dose de reforço em crianças já vacinadas.

As cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, todas na região metropolitana, já estavam em atenção no começo da semana, quando o Ministério da Saúde recomendou a extensão da imunização para o público entre 6 e 59 anos, dentro da campanha de multivacinação que inicia na próxima segunda-feira, 03, e vai até o dia 1º de setembro. O governo estadual confirmou que esse grupo receberá imunização.

Em São Paulo a campanha ocorre em todos os 645 municípios. Além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, podem ser atualizadas outras imunizações, dentro do calendário normal.

Além da vacina tríplice estão disponíveis imunizantes para: BCG; hepatite B; pentavalente; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; varicela; DTP; hepatite A; e HPV.

Segundo a secretaria estadual de Saúde, dados preliminares de 2026 indicam cobertura de 77,5% para a primeira dose e de 65,5% para a segunda dose da tríplice viral no estado. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde é 95% para cada uma das doses.

“A atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão”, afirmou em nota Tatiana Lang, da secretaria estadual de Saúde.

Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose (D2). Nos municípios contemplados pela recomendação, Guarulhos registrou coberturas de 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo atingiu 90,84% (D1) e 83,62% (D2), e o município de São Paulo apresentou 90,79% (D1) e 83,63% (D2).

Anvisa registra 5 novas canetas de semaglutida para tratar diabetes

Comparados ao Ozempic, injetáveis estimulam insulina e saciedade

Agência BrasilCanetas para aplicação de insulina,exame da curva glicêmicaMarcello Casal jr/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas de semaglutida, indicadas para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, sem controle suficiente. Popularmente, esses medicamentos são chamados de canetas emagrecedoras porque ajudam na perda de peso.

São eles:

  • Owozy – registro concedido para a empresa Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. (CNPJ nº 31.203.582/0001-37)
  • Seemasun – registro concedido para a empresa Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ: 05.035.244/0001-23)
  • Zempneo – registro concedido para a empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. (CNPJ: 05.161.069/0001-10)
  • Semavy – registro concedido para a empresa Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. (CNPJ: 61.082.426/0001-26)
  • Orsema – registro concedido para a empresa Ranbaxy Farmacêutica Ltda. (CNPJ 73.663.650/0003-52)

Os novos produtos injetáveis foram autorizados como complemento à dieta e aos exercícios, quando o uso do medicamento metformina (para diabetes tipo 2 e pré-diabetes) é inapropriado por intolerância do paciente ou contra indicações.

Resoluções

As duas resoluções da Anvisa foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (29). São elas:  2.941/2026 e 2.942/2026.

Princípio ativo

Os medicamentos injetáveis aprovados foram registrados por comparação com o produto biológico Ozempic e têm como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética. Ele é análogo ao GLP-1, hormônio natural que estimula a produção de insulina e atua no controle da saciedade.

A agência reguladora destaca que este é o maior volume de aprovações, pela vigilância sanitária, de registros de medicamentos do tipo agonistas do receptor do GLP-1. O crescimento de pedidos de aprovação destes injetáveis está relacionado ao desenvolvimento, em 2022, de versões sintéticas do hormônio natural, criadas em laboratório.

No total, 68% de todas as solicitações de registro de dispositivos injetáveis para o tratamento de obesidade e diabetes já protocoladas na Anvisa são para medicamentos sintéticos.

Anvisa não vende medicamentos

A Agência destaca que a sua competência é autorizar o registro de comercialização dos medicamentos sem qualquer relação com vendas.

O registro serve para autorizar a venda legal do produto no Brasil e proteger a saúde pública contra riscos, pois garante a segurança, a eficácia e a qualidade dos remédios antes que eles sejam vendidos e usados pelas pessoas.

Desta forma, são falsos os anúncios na internet em que golpistas dizem que a Anvisa comercializaria canetas emagrecedoras e outros produtos. A orientação das autoridades é para que o internauta denuncie o golpe à plataforma Fala.BR.

Retatrutida

A Anvisa reforça que o medicamento experimental Retatrutida, da farmacêutica Eli Lilly, ainda não está aprovado para uso em nenhum lugar do mundo. Atualmente, o produto está em fase de pesquisa. Os testes, já em fase final, ainda não foram concluídos.

No Brasil, especificamente, a Agência esclarece que a empresa que desenvolve os estudos clínicos sobre a eficácia e os possíveis benefícios da Retatrutida sequer solicitou o registro do medicamento à Anvisa ou a qualquer agência reguladora internacional.

O alerta é que o produto ainda não tem autorização para ser comercializado em nenhum país. Apesar disso, a Retatrutida tem sido vendida ilegalmente por sites e redes sociais na internet. Os produtos irregulares têm sido apreendidos nas fronteiras brasileiras como contrabando, alerta a Agência.

A Anvisa adverte que consumir produtos de origem desconhecida representa perigo devido à exposição a riscos imprevisíveis para a saúde de quem os usa clandestinamente.

Para orientar população, a Anvisa também publicou em seu site as explicações sobre medicamentos autorizados, importados, experimentais e falsificado.

MP aciona Município de Caém após sumiço de prontuário de paciente morta

MP aciona Município de Caém após sumiço de prontuário de paciente morta
Foto: Divulgação/PMC

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Jacobina, expediu uma recomendação, nesta quarta-feira (22), ao município de Caém e à Secretaria Municipal de Saúde exigindo a adoção imediata de medidas para garantir a correta guarda, conservação e integridade dos prontuários médicos e registros de enfermagem da rede pública municipal. A medida foi tomada após a constatação do desaparecimento dos registros assistenciais de uma paciente que faleceu no Hospital Municipal de Caém.

A investigação do MP-BA, instaurada no procedimento IDEA nº 702.9.192638/2023, apurava as circunstâncias do atendimento médico e do óbito de Deraldina Rosa de Jesus, ocorrido em 21 de setembro de 2019. No entanto, a própria direção da unidade hospitalar informou a ausência completa dos registros técnicos de enfermagem referentes à internação e à alta da paciente, o que inviabilizou a análise pericial e a devida apuração de eventuais responsabilidades pela morte.

No documento assinado pelo promotor de Justiça Jair Antônio Silva de Lima, o órgão ressalta que o extravio de documentos médicos constitui falha grave na prestação do serviço público e viola princípios constitucionais como eficiência e transparência. O Ministério Público enfatizou ainda que eventuais trocas de gestão municipal ou na direção dos hospitais não isentam a Administração Pública do dever de manter todos os acervos documentais e históricos clínicos dos pacientes devidamente organizados, preservados e inventariados.

Entre as recomendações, a Promotoria recomendou que o município implemente progressivamente o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), crie Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para a gestão de documentos e promova a capacitação periódica das equipes de saúde. Além disso, a gestão municipal deverá instituir rotinas formais de transição de acervo documental em mudanças de governo e abrir processos administrativos internos sempre que for detectado o sumiço ou danificação de qualquer prontuário.

A prefeitura e a Secretaria de Saúde de Caém têm o prazo de 10 dias úteis para manifestar o acatamento ou a rejeição dos termos da recomendação. O promotor alertou que a omissão ou o descumprimento das orientações poderá resultar na adoção de medidas judiciais e administrativas cabíveis, incluindo a responsabilização civil, administrativa e criminal dos agentes públicos envolvidos.

Anvisa suspende venda de energético Mister Hemp

Anvisa suspende venda de energético Mister Hemp
Foto – Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (16) a suspensão da venda de todas as bebidas energéticas da marca Mister Hemp e de dois lotes da água mineral Mamba Water.

Em resolução, a agência reguladora determinou o recolhimento e suspendeu a venda, a fabricação, a distribuição, a divulgação e o uso das bebidas energéticas de todos os sabores da marca Mister Hemp. O produto é fabricado pela G. Freitas Alimentos.

De acordo com a Anvisa, não foram realizados nos produtos estudos de estabilidade que garantem a manutenção das características de segurança, composição e qualidade até o final do prazo de validade.

“Além disso, o fabricante não comprovou a regularização dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS)”, informou a Anvisa.

Em relação à água mineral, a Anvisa informou que os lotes da Mamba Water foram fabricados em 3/4/2026 e 4/4/2026, com prazos de validade de 3/4/2027 e 4/4/2027. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos e utilizados.

A fabricante HNK BR Indústria de Bebidas Ltda, responsável pela marca, informou o recolhimento voluntário dos lotes 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water 350 ml. 

A empresa disse que testes revelaram a presença da bactéria Pseudomonas Aeruginosa no produto.

Vacinação de gestantes no SUS reduz à metade bronquiolite grave em bebês de até seis meses

Agência Brasil
Vacinação de gestantes no SUS reduz à metade bronquiolite grave em bebês de até seis meses

A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) , principal causador de bronquiolite em crianças, reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de 6 meses.

Disponível na rede pública desde dezembro, a vacina protege o bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior.

Os dados, apresentados nesta terça-feira (14) durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS, reforçam a importância da adesão de todas as gestantes à vacinação. Até agora, mais de 1,2 milhão de doses foram aplicadas no país.

No primeiro semestre de 2026, os casos graves em bebês menores de 6 meses caíram de 14.061 para 6.674, na comparação com o mesmo período de 2025. Nas demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, indicando um impacto mais expressivo justamente entre os bebês protegidos pela vacinação materna.

Além disso, um estudo em andamento estima que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses. A análise também mostra que, em 2026, os bebês nessa faixa etária responderam por cerca de 35% das hospitalizações entre crianças de até 4 anos durante o período de maior circulação do VSR, percentual inferior ao observado antes da introdução da vacina.

Estudo em andamento estima também que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses

A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação, protegendo-o nos primeiros meses de vida, quando o risco de hospitalização por VSR é mais elevado.