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Anvisa aprova primeira insulina inalável para diabetes do país

Nova insulina é comercializada em pó, com três tipos de dosagem; Substância é inalada pelo pulmão e absorvida pela corrente sanguínea.

Agência Estado 

Insulina é utilizada no tratamento de diabetes

PEXELS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização da primeira insulina inalável do País. A resolução que concede o registro ao produto foi aprovada na última quinta-feira, 30, e publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União.

Batizada de Afrezza, a nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. Para utilização, o paciente com diabete deve encaixar o cartucho no inalador e aspirar o pó. A substância chega ao pulmão e é absorvida pela corrente sanguínea, onde cumpre a função de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Hoje, as insulinas disponíveis no mercado brasileiro são todas injetáveis.

Segundo especialistas, embora represente uma alternativa no tratamento do diabete e um ganho na qualidade de vida por reduzir o número de injeções, a Afrezza tem limitações. Ela não é capaz de substituir todas as aplicações diárias de insulina, tem pouca variedade de dosagens e é contraindicada para pacientes com problemas pulmonares e menores de 18 anos. Por outro lado, por não exigir refrigeração, é mais fácil de transportar e armazenar e poderá reduzir o número de picadas de agulha a que o paciente tem que submeter-se diariamente. Continue lendo Anvisa aprova primeira insulina inalável para diabetes do país

Adenomiose, uma doença que pode afetar metade das mulheres

Foto: Thinkstock/Veja

Muitas pessoas sabem o que é a endometriose, doença que afeta entre 10% a 15% das mulheres, que menstruam, durante o período da vida e pode provocar muita cólica menstrual, dor durante as relações sexuais e, eventualmente, dificuldade para engravidar.

A endometriose é definida pela presença do endométrio (tecido que reveste o útero por dentro) fora do útero, formando lesões em locais como os ovários, o fundo vaginal, o intestino e a bexiga. De acordo com a Veja, há outro problema muito mais comum que a endometriose, também relacionado ao endométrio: a adenomiose.

Esta doença é caracterizada pela presença do endométrio infiltrando o músculo uterino e pode ocorrer em até metade das mulheres, principalmente após os 40 anos. Os principais sintomas que podem surgir são cólicas menstruais e aumento da quantidade e da duração do fluxo menstrual, além de também ter papel em alguns casos de infertilidade.

Porém, vale a pena saber que boa parte das mulheres que tem adenomiose não apresenta qualquer sintoma e, muitas vezes, esse diagnóstico aparece em exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal ou a ressonância magnética. E essa é uma informação importante.

Ao receber o diagnóstico de adenomiose, um tratamento hormonal pode ser indicado para mulheres com sintomas, mas não para aquelas assintomáticas. Por vezes, até procedimentos cirúrgicos são necessários, se as medicações não trouxerem resultados. Mas a mensagem final é: não se assustem caso esse problema apareça, adenomiose é comum e, muitas vezes, não requer tratamento.

Dia Mundial sem Tabaco é comemorado nesta quinta-feira com alertas

Nesta quinta-feira (31/05), é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, data que visa conscientizar a sociedade sobre os males causados pelo consumo do cigarro. Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema Tabaco e Doença Cardíaca para reforçar o alerta. A campanha destaca a ligação entre tabaco e doenças cardiovasculares, incluindo acidentes vasculares cerebrais, que, combinados, são as principais causas de morte do mundo (17,7 milhões de pessoas por ano).

Com o slogan “Com o coração não se brinca. Faça a melhor escolha para a sua vida: não fume!”, a ação busca alertar a população brasileira quanto aos danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Continue lendo Dia Mundial sem Tabaco é comemorado nesta quinta-feira com alertas

Nasce o rim biônico para dizer adeus à máquina de hemodiálise

Cientistas dos Estados Unidos estão preparando um rim artificial para implantar em doentes renais. Ele funcionará segundo a pulsação do coração dos pacientes e os liberará das máquinas de hemodiálise.

O rim biônico está prestes a entrar na fase de teste humano. Ele combinará elementos eletrônicos e orgânicos e terá um tamanho similar aos órgãos cuja função assumirá.

Este avanço significará uma grande melhoria na qualidade de vida para as pessoas que dependem do dispositivo de hemodiálise externo para sobreviver. Na hemodiálise, o sangue do paciente flui através de um filtro que remove resíduos prejudiciais, minerais e líquidos desnecessários. Desta forma, o sangue é retornado ao corpo do paciente, ajudando a controlar a pressão arterial e mantendo o equilíbrio adequado das substâncias químicas, como o potássio e o sódio.

O rim artificial está sendo desenvolvido por um grupo de universidades americanas sob o nome de Projeto do Rim (The Kidney Project – https://pharm.ucsf.edu/kidney) e será capaz de filtrar o sangue da pessoa com insuficiência renal continuamente, sem a necessidade de visitas ao hospital para sessões de 3 a 5 horas, como ocorre atualmente.

O novo rim artificial oferecerá uma nova esperança às pessoas cujos rins já não podem atender às necessidades do corpo e que estão à espera de um transplante. Continue lendo Nasce o rim biônico para dizer adeus à máquina de hemodiálise

Conheça os perigos da MMS, substância que promete curar autismo

Foto: Reprodução/Veja

Grave em qualquer área de conhecimento, as fake news podem se tornar letais quando o alvo é a saúde. Por redes sociais, sites de busca e aplicativos de mensagens, espalham-se milhares de receitas infalíveis, alimentos superpoderosos, estudos inexistentes e tratamentos milagrosos.

O mais perverso: doenças graves, que demandam tratamento específico e contínuo, são justamente as mais usadas para fisgar leitores desavisados. A mais recente notícia falsa é também uma das mais perigosas.

Trata-se de uma suposta terapia natural que promete curar 95% das doenças existentes no mundo. Conhecida como MMS, sigla em inglês para solução mineral milagrosa, a substância popularizou-se entre familiares de pessoas com autismo. Mas seus defensores afirmam que seus efeitos vão muito além.

Com efeito antibiótico, antiviral, antifúngico, antiparasitário, entre outros, ela seria eficaz contra malária, infecções, aids, câncer e Alzheimer. O nome e a infinidade de usos já são suficientes para levantar suspeita sobre o produto.

Mas, além da ausência de efeitos terapêuticos, a MMS, é um líquido composto de dióxido de cloro, um alvejante usado no branqueamento de tecidos e no tratamento de água. Diz Renata Fonseca, gerente de fiscalização da Anvisa:

“É uma substância química com atividade corrosiva que pode causar males para a saúde. É um produto que também traz riscos pela inalação”. clik aqui e veja a reportagem completa na Revista Veja.

Defensoria Pública reconhece visão monocular como deficiência e garante reserva de vagas em concursos

Atendimento prioritário também será oferecido pelo órgão. Apenas cegueira ou baixa visão costumam ser consideradas deficiências.

Por Luiza Tenente, G1

Jornalista Amália Barros tem visão monocular — Foto: Reprodução/Instagram 

A Defensoria Pública da União decidiu, nesta quinta-feira (23), considerar a visão monocular como deficiência. Portanto, pessoas que enxergam apenas com um dos olhos terão direito à reserva de vagas em concursos públicos do órgão e ao atendimento prioritário.

Pela resolução, publicada no Diário Oficial da União, o grupo passará a ter esses benefícios previstos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Continue lendo Defensoria Pública reconhece visão monocular como deficiência e garante reserva de vagas em concursos

Vacinação contra Febre Aftosa na Bahia termina no dia 31 de maio

Foto: Lenito Abreu/Adapec

A vacinação contra a febre Aftosa na Bahia termina na sexta-feira (31), informou a Agência de Defesa Agropecuária do estado (Adab). A 1ª etapa é destinada a todos os bovinos e bubalinos, independente da faixa etária. Além de vacinar, o produtor deve declarar todo o rebanho para o órgão.

Os proprietários que não vacinarem o rebanho durante o período da campanha e não fizerem a declaração serão multados no valor de R$ 53 por cabeça não imunizada e R$ 160 por propriedade não declarada, ficando impedido de vender ou transportar o rebanho.

De acordo com o G1, a Bahia busca a garantia dos status de zona livre de aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), pelo 18º ano consecutivo. São 22 anos livre da doença. A novidade da campanha desse ano é a redução da dose da vacina dos atuais 5 ml para 2 ml.

De acordo com a Adab, a Bahia conta com cerca de 10 milhões de cabeças e mais de 261 mil produtores. Após a vacinação, os produtores têm até 15 dias para declarar a imunização junto a ADAB, pela internet, ou nos postos da agência distribuídos pelo estado.

A Adab informou que a mudança da dose é uma exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para minimizar as reações que ocorriam no local de aplicação da vacina. Foi retirada também da composição a substância Saponina, apontada por alguns especialistas como responsável pelas reações vacinais no local da aplicação.

As vacinas anteriores eram do tipo trivalente, protegendo os rebanhos contra os sorotipos A, O e C do vírus da Febre Aftosa. Como o sorotipo C foi considerado extinto no mundo, a vacina produzida passa a ser bivalente, com antígenos para os tipos A e O do vírus da Febre Aftosa.

Anvisa aprova nova medicação para tratamento do câncer de mama

Foto: Sebastian Kaulitzki/Getty Images

O câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns entre as mulheres. No Brasil, o percentual de novos casos por ano chega a 29%, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Por causa disso, muitas farmacêuticas têm voltado seus esforços na produção de medicamentos capaz de combater a doença.

Esta semana, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Herzuma, um medicamento biossimilar do trastuzumabe, indicado para o tratamento do câncer de mama HER2+, que são tumores agressivos capazes de se desenvolver muito mais rápido em comparação com outras formas de cânceres mamários.

De acordo com a Veja, o Herzuma é um anticorpo monoclonal considerado uma terapia-alvo, ou seja, tem a capacidade de bloquear a multiplicação das células cancerígenas, sem atingir as células sadias. A medicação é recomendada tanto para casos de câncer de mama em estágio inicial como para metastáticos, mesmo para as mulheres que já tenham recebido outras terapias.

Além disso, o novo biossimilar pode ser utilizado em diferentes fases do tratamento: após cirurgia, quimioterapia e radioterapia ou em conjunto com esses tratamentos e outras medicações para a doença. “Essa modalidade de câncer de mama corresponde a 20% dos tumores diagnosticados.

[Portanto,] a possibilidade de ampliar o acesso da paciente é fundamental para garantir um tratamento moderno, seguro e eficaz para uma doença cada vez mais presente no dia a dia das mulheres”, comentou Heraldo Marchezini, CEO da Biomm, farmacêutica brasileira que, em parceria com a sul-coreana Celltrion Healthcare (CHTC), traz a novidade para o Brasil.

O próximo passo é receber a aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que analisará o preço do produto antes que ele possa ser comercializado no Brasil. De acordo com Marchezini, todo esse processo deve acontecer nos próximos meses e em breve o medicamento estará disponível para comercialização, permitindo uma nova opção de tratamento para a paciente brasileira.

Jacobina: Lavrador de 51 anos tem pedra de 1,3 Kg e 18 cm retirada da bexiga durante cirurgia

Foto: Renan Oliveira Barreto

Um lavrador de 51 anos passou por uma cirurgia em um hospital de Jacobina, na região norte da Bahia, para a retirada de uma pedra de mais de 1,3 Kg e com 18 cm de comprimento que estava na bexiga. O procedimento ocorreu no Hospital Antônio Teixeira Sobrinho, na segunda-feira (20).

O médico que realizou o procedimento, o cirurgião João Cleber Coutiunho, disse que essa é uma das maiores pedras em bexiga já registradas no mundo. O médico afirmou que o paciente relatou que há 10 anos sentia ardência ao urinar e um peso no pé da barriga, mas somente em janeiro ele procurou saber as causas.

Exames identificaram um cálculo de 10 cm na bexiga e o paciente, então, foi encaminhado para Salvador, onde foi alertado sobre a necessidade de realização da cirurgia. Segundo o G1, o procedimento cirúrgico durou cerca de 1h e, além do médico João Cleber, outros cinco especialistas participaram da operação.

O paciente, que não teve nome divulgado, ainda está internado, mas segundo os médicos, está bem e falando. O médico explica que as pedras na bexiga geralmente são causadas pela inflamação do órgão. Isso ocorre quando o corpo está desidratado ou a urina está muito concentrada, fazendo com que ela forme cristais na bexiga, que podem acumular ao longo do tempo e criar uma pedra cada vez maior.

Brasileira inventa ‘caneta’ que detecta câncer durante cirurgia

Foto: iStock

Uma cientista brasileira desenvolveu um pequeno equipamento, semelhante a uma caneta, capaz de detectar células tumorais em poucos segundos. Livia Schiavinato Eberlin explicou que a MacSpec Pen, como foi nomeada, tem como principal objetivo certificar, durante uma cirurgia oncológica, que todo o tecido tumoral foi removido do corpo do paciente.

A ‘caneta’ é um avanço muito importante para a comunidade médica, especialmente na área da oncologia, pois deve revolucionar a forma de localizar uma lesão cancerosa no tecido saudável. “Muitas vezes o tecido é retirado e analisado por um patologista ainda durante a cirurgia para confirmar se todo o tumor está sendo retirado, mas esse processo leva de 30 a 40 minutos e, enquanto isso, o paciente fica lá, exposto à anestesia e a outros riscos cirúrgicos”, explicou Livia, que é chefe de pesquisa na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, onde mora.

O equipamento usa uma técnica de análise química para dar essa mesma resposta que um patologista daria. “A caneta tem um reservatório preenchido com água. Quando a ponta dela toca o tecido, capta moléculas que se dissolvem em água e são transportadas para um espectrômetro de massa, equipamento que caracteriza a amostra como cancerosa ou não”, disse a cientista.

Essa caracterização da amostra pode ser feita porque a tecnologia usa, além dos equipamentos de análise química, técnicas de inteligência artificial para que a máquina “responda” se as células são tumorais. Para chegar a este resultado, foram usadas, na criação do modelo, centenas de amostras de tecidos cancerosos que, por meio de suas características, “ensinam” a máquina a identificar tecido tumoral.

“Na primeira fase da pesquisa analisamos mais de 200 amostras de tecido humano e verificamos uma precisão de identificação do câncer de 97%”, contou Livia, que está no Brasil para apresentar os resultados iniciais de sua pesquisa no congresso Next Frontiers to Cure Cancer, promovido anualmente pelo A.C. Camargo Cancer Center.