Categoria: Saúde Pública

Coronavírus: Mortalidade é 10 vezes mais alta em países onde maioria é obesa, diz estudo

Foto: iStock

O risco de morte pela Covid-19 é mais de 10 vezes maior em países onde a maioria da população adulta está acima do peso, segundo um relatório divulgado na quarta-feira (3) pelo Fórum Mundial de Obesidade. Os pesquisadores do Fórum examinaram dados de mortalidade compilados pela Universidade Johns Hopkins (JHU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Eles descobriram que, das 2,5 milhões de mortes pela Covid-19 relatadas até o final de fevereiro, 2,2 milhões ocorreram em países onde mais da metade da população está acima do peso. Países em que menos de 40% da população estava acima do peso tinham uma taxa de mortalidade de Covid-19 de 10 pessoas por 100.000. Já nos países onde mais de 50% da população estava acima do peso, a taxa de mortalidade de Covid-19 era muito mais alta – mais de 100 por 100.000.

A conclusão da pesquisa é que a taxa de mortalidade da Covid-19 aumentava junto com a prevalência de obesidade nos países, mesmo após o ajuste por idade e riqueza nacional. Por isso, o Fórum Mundial de Obesidade sugere priorizar as pessoas obesas nas campanhas de vacinação contra a Covid-19.

Os pesquisadores também ressaltam que o excesso de peso pode piorar outros problemas de saúde e infecções virais, como o H1N1, gripe e síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS). No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade é a terceira comorbidade entre as pessoas com menos de 60 anos que morreram de Covid-19, atrás de cardiopatia e diabetes.

Ministério da Saúde coloca presos antes de policiais na vacina e revolta secretários

Secretários estaduais de Segurança acionaram o Ministério da Justiça revoltados com documento da pasta de Eduardo Pazuello (Saúde) sobre grupos prioritários na vacinação contra a Covid-19.

No planejamento da Saúde, presos aparecem na 17º posição, na frente dos agentes que trabalham no sistema carcerário (18º) e também antes das forças de segurança e salvamento (21º).

O presidente do conselho de secretários estaduais, Cristiano Sampaio, secretário do Tocantins, lidera as discussões.

Alguns gestores disseram à reportagem que não vão cumprir a orientação do ministério.

“Aqui no estado nenhum preso vai vacinar antes. Não existe isso. Aqui são 20 mil servidores da força, foram 32 mortes por Covid-19. Temos aqui cerca de 23 mil presos. Foram 5 mortes. Nem estatisticamente isso se justifica. Nossos servidores estão muito mais expostos, sem dúvida”, afirmou Rodney Miranda, secretário de Segurança do Goiás.

O documento com uma mínima tentativa de esboçar um plano de imunização já tinha sido divulgado no fim de janeiro, mas ainda não era esclarecedor.

Por determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pasta decidiu colocar números ao lado de cada grupo para deixar claro que a lista era, sim, a ordem dos grupos prioritários na vacinação contra Covid-19.

Fonte: Bahia Notícias

Brumado: Jovens são mais atingidos por nova cepa do coronavírus, diz secretaria de saúde

O secretário de saúde de Brumado, Cláudio Soares Feres, declarou que estamos vivendo o pior momento da pandemia no município. Em boletim epidemiológico divulgado na quarta-feira (03), a cidade chegou a marca de 451 casos ativos da doença. Além disso, são 64 óbitos e mais de 30 pacientes hospitalizados. “O volume de pacientes internados vem aumentando a cada dia, a dificuldade de leitos… Enfim, uma situação muito delicada não só para Brumado, mas para toda Bahia”, avaliou.

Segundo o secretário, no ano passado, no pico da doença, entre julho e agosto, quando o sistema de saúde estava com a carga máxima de leitos implantados, o Centro de Atendimento Covid chegou ao máximo de 60% de sua capacidade. “Hoje, 300 pacientes aguardam por uma UTI na Bahia. É uma situação extrema. É duro, é triste o que estamos vivendo. Estamos fazendo o possível para minimizar essa situação”, completou.

Fonte: Achei Sudoeste

Conquista: Sem divulgação de áudios e vídeos, Herzem Gusmão não dá notícias há mais de 10 dias

A última vez em que alguma postagem acerca da saúde do prefeito licenciado Herzem Gusmão (MDB) foi há onze dias, no dia 21 de fevereiro, quando um áudio foi postado nas redes sociais do gestor.

Nesse intervalo, nem mesmo os boletins padrão do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, foram emitidos. Em vídeo, o prefeito só apareceu no dia de sua posse virtual, no dia 8 de janeiro.

Não é a primeira vez que os conquistenses ficam sem atualizações sobre o quadro clínico do prefeito. Nos mais de dois meses em que ele está internado na capital paulista, os lapsos de tempo entre a divulgação de informações foi se tornando cada vez maior.

A recuperação do prefeito tem sido lenta como em muitos casos de pacientes com sequelas da COVID-19, no entanto, tudo que se sabe é que ele tem recebido acompanhamento de um pneumologista e de um fisioterapeuta para tratar uma fibrose pulmonar.

Senado aprova Auxílio Emergencial para até 44 milhões de pessoas

PEC Emergencial foi aprovada em primeiro turno no Senado e deve ser votada agora na Câmara dos Deputados. Orçamento para o novo auxílio foi limitado em R$ 44 bilhões.

O Senado Federal aprovou ontem o texto-base da PEC Emergencial (PEC 186/19). Em sessão realizada na noite da última quarta, a proposta de emenda à Constituição recebeu 62 votos a favor e 16 votos contrários no Plenário. Após discussão entre os senadores e a retirada de alguns pontos, o texto aprovado já permite que o governo pague o Auxílio Emergencial em 2021 com créditos extraordinários, ou seja, fora do teto de gastos do orçamento, desde que a despesa com as novas parcelas não ultrapasse R$ 44 bilhões, valor definido como teto para o programa, que poderá ser menor, caso o governo decida.

O valor aprovado na PEC Emergencial é menor do que o destinado no ano passado, mas mesmo assim esse orçamento para o novo auxílio permitirá o pagamento de quatro parcelas de R$ 250 para cerca de 44 milhões de brasileiros. O governo ainda não informou como vai funcionar a cota dupla para mulheres chefes de família, que no ano passado receberam até R$ 1.200 por parcela.

Nos bastidores do Planalto, informações dão conta de que a equipe econômica de Jair Bolsonaro já está editando a medida provisória que vai prorrogar o Auxílio Emergencial em 2021. Conforme apurou o SBT News, o governo federal estaria estudando mofificações nos valores para as novas parcelas do benefício: R$ 250 para a maior parte dos beneficiários, um segundo valor de R$ 150 para pessoas que compõe família unipessoal e um benefício de R$ 375 para as mulheres chefes de família (monoparentais). Veja mais informações no post abaixo:

Auxílio Emergencial 2021 tem novo valor divulgado e pode chegar a R$ 375
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Auxílio Emergencial 2021 tem novo valor divulgado e pode chegar a R$ 375
O segundo turno de votação ocorrerá nesta quinta-feira, 4 de março, e após isso a proposto será encaminhada para a Câmara dos Deputados. A votação dos deputados está prevista para ocorrer na próxima quarta (10), permitindo que o governo federal sancione e libere o Auxílio Emergencial 2021 já no final da próxima semana.

Auxílio Emergencial pode começar em 18 de março
Considerando que a volta do Auxílio Emergencial deve se concretizar até o final da próxima semana, é possível que as novas parcelas do benefício comecem a ser pagas já no dia 18 de março para uma parte dos beneficiários. Isso porque o calendário do Bolsa Família inicia nesta data e, se o governo federal seguir o mesmo formato de pagamento do ano passado, os inscritos no BF receberão de acordo com o calendário específico do Bolsa Família em 2021.

O presidente Jair Bolsonaro já garantiu que o Auxílio Emergencial começará a ser pago ainda no mês de março para todos os brasileiros que forem aprovados nesta retomada do benefício. As novas parcelas, com valor já confirmado de R$ 250, devem ser pagas entre março e junho para mais de 30 milhões de brasileiros. A expectativa é que o calendário do Auxílio 2021 seja conhecido logo após a aprovação da PEC Emergencial no Congresso Nacional.

Quem vai receber o Auxílio Emergencial 2021?
O governo federal aguarda ainda a aprovação da PEC Emergencial no Senado e na Câmara para confirmar quem terá direito ao Auxílio Emergencial 2021 e os demais detalhes da nova rodada de pagamentos. No entanto, já é possível afirmar que as novas parcelas do Auxílio serão pagas para um grupo menor, que deve ser formado por desempregados, trabalhadores informais, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e beneficiários do Bolsa Família. Os Microempreendedores Individuais (MEI’s) que receberam os valores no ano passado, devem ficar agora de fora do novo auxílio.

As regras para receber o Auxílio 2021 também não foram divulgadas, mas se forem as mesmas previstas na Lei nº 13.982/20 que regulamentou o auxílio no ano passado, o benefício será pago ao cidadão que comprovar que pertencia à família cuja renda mensal por pessoa não fosse maior que meio salário mínimo (R$ 522,50) ou cuja renda familiar total (soma da renda de todos os membros) não ultrapassasse três salários mínimos (R$ 3.135,00).

Durante o andamento do Auxílio Emergencial em 2020, o governo ainda restringiu um pouco mais a liberação do benefício com o intuito de garantir que o dinheiro chegasse às famílias que viviam de fato em situação de vulnerabilidade social. Assim, em setembro foi publicada a MP nº 1.000 que definiu quem não tem direito ao Auxílio Emergencial. Veja os critérios que deixou brasileiros de fora da lista de beneficiários:

possui emprego formal ativo;
recebe benefício previdenciário ou assistencial ou benefício do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal (com exceção do Bolsa Família);
possui renda familiar mensal per capita acima de meio salário-mínimo (R$ 522,50) e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos (R$ 3.135,00);
mora no exterior;
no ano de 2019, tenha recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70;
possuía, em 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, incluída a terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00;
no ano de 2019, tenha recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40.000,00;
tenha sido incluído, no ano de 2019, como dependente de declarante do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física enquadrado nas hipóteses previstas nos incisos V, VI ou VII, na condição de cônjuge, companheiro com o qual o contribuinte tenha filho ou com o qual conviva há mais de cinco anos ou filho ou enteado com menos de vinte e um anos de idade ou com menos de vinte e quatro anos de idade que esteja matriculado em estabelecimento de ensino superior ou de ensino técnico de nível médio;
esteja preso em regime fechado;
tenha menos de dezoito anos de idade, exceto no caso de mães adolescentes; e
possua indicativo de óbito nas bases de dados do Governo federal, na forma do regulamento.

Covaxin é 80,6% eficaz contra a Covid-19, diz dados preliminares

Foto: Reprodução/Instagram/Bharat Biotech

A Covaxin, vacina contra Covid-19 da empresa indiana Bharat Biotech, é 80,6% eficaz na prevenção de casos sintomáticos da doença, mostraram dados preliminares de um estudo clínico em larga escala de fase 3 divulgado nesta quarta-feira (3). O estudo foi realizado pelo órgão de pesquisa médica do governo da Índia e envolveu 25.800 voluntários, sendo 2.433 participantes com mais de 60 anos e 4.500 portadores de comorbidades. Desse total, foram registrados 43 casos de Covid.

Para encontrar a taxa de eficácia de 80,6%, a análise dos dados preliminares considerou que, dos 43 casos de infecção ocorridos em todo o grupo, 36 ocorreram em voluntários que receberam o placebo e 7 casos entre os que receberam a Covaxin. A análise preliminar também mostrou que efeitos adversos graves e que precisaram de atendimento médico “ocorreram em níveis baixos e foram equilibrados entre os grupos vacina e placebo”, disse a Bharat.