Categoria: Saúde Pública

Com toque de recolher, prefeitura de Jequié flexibiliza comércio na cidade

Foto: Divulgação/Prefeitura de Jequié

A prefeitura de Jequié, cidade no sudoeste da Bahia, publicou na segunda-feira (03) novo decreto com ações referentes à pandemia do novo coronavírus. A prefeitura renovou o toque de recolher, mas flexibilizou o funcionamento de alguns seguimentos do comércio. Com o toque de recolher, a população não pode circular pelas ruas da cidade das 18h às 5h.

Apesar disso, fica permitida a reabertura dos estabelecimentos de artigos esportivos; tecidos, armarinhos e afins; centros de formação de condutores; salões de beleza, barbearias e similares; clubes de serviços; igrejas e templos religiosos; e museu. As missas e cultos poderão ocorrer desde que para menores de 60 anos e pessoas sem comorbidades.

Ainda segundo o decreto, nos templos religiosos, deve ser observado o limite de 20% da capacidade do local, com distância mínima de dois metros entre os participantes. Conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura, na noite de segunda-feira, o município do sudoeste baiano possui 97,4% da ocupação de UTI para tratamento de pacientes da Covi-19.

Ainda segundo o boletim, foram registrados 71 novos casos na cidade nas últimas 24 horas. Jequié registra 3.485 casos de pacientes com Covid-19, 2.015 recuperados e 85 mortes.

Apenas 8 municípios baianos ainda não possuem casos confirmados da Covid-19

Foto: Lay Amorim

Apenas oito municípios baianos ainda não possuem casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, conforme dados publicados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). De acordo com o Bahia Notícias, todas as cidades sem registros da Covid-19 no estado têm população menor que 20 mil habitantes, segundo o último censo realizado pelo IBGE.

A macrorregião oeste possui a maior concentração de cidades sem casos da Covid-19: Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Canápolis, Ipupiara e Sítio do Mato. Mais distante da capital (Salvador), o oeste baiano demorou a registrar um grande avanço da pandemia. Entretanto, municípios da região, como Barreiras, com 1.761 contaminados, e Luís Eduardo Magalhães, com 1.057, já possuem alerta ligado.

O sudoeste, com Tanque Novo e Érico Cardoso, e o centro-leste, com Novo Horizonte, são as outras macrorregiões que ainda possuem municípios sem casos confirmados da doença.

Relatório da FIEB atualiza estimativas sobre impactos da Covid na economia baiana

Foto – Divulgação

Passados quatro meses desde que a FIEB lançou relatório com estimativas sobre os impactos da pandemia nas atividades econômicas, a Gerência de Estudos Técnicos acaba de publicar um novo documento, atualizando as previsões. A estimativa é de queda de 7,2% para o PIB da Bahia, considerando que o auge da pandemia já passou e haverá uma recuperação lenta da economia.

“Esse estudo não pretende exaurir o tema e deve ser reavaliado constantemente. Assim, espera-se que ele possa contribuir no combate aos efeitos econômicos da epidemia do coronavírus na Bahia”, explica o superintendente da FIEB, Vladson Menezes, lembrando que a análise está baseada em dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI/SEPLAN-BA) e do IBGE, além de projeções das consultorias Datamérica e Focus.

Pelo relatório, é possível verificar os efeitos da suspensão de atividades na indústria baiana a partir de abril. Comparando-se o quarto mês de 2020 com o de 2019, verifica-se queda de 26,2% da Indústria de Transformação e Extrativa. A produção de automóveis parou e a de Plásticos e Borracha, que se caracteriza na Bahia pela produção de pneus, teve queda de 70,8%.

Foram registradas quedas expressivas também nos segmentos produtores de bens de consumo final de Calçados (-69,9%) e de Bebidas (-57%). O resultado do bimestre abril-maio de 2020 apresentou queda de 23,4% na comparação com igual período de 2019.

OMS prevê que pandemia do coronavírus será ‘muito longa’

Foto: Tai’s capture/Unsplash

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, neste sábado (1), que a pandemia do novo coronavírus será provavelmente “muito longa”. Seis meses depois de declarar a emergência internacional, o comitê de emergência da OMS destacou que “continua avaliando como muito elevado o nível de perigo global [provocado] pela Covid-19”. O comunicado foi anunciado na sexta-feira (31) após a quarta reunião do comitê de emergência da OMS.

A nota da entidade também reforçou “o perigo de que a resposta diminua em um contexto de pressões socioeconômicas”. Está previsto que o comitê volte a se reunir em três meses.

De acordo com o G1, a pandemia provocou a morte de pelo menos 680 mil pessoas no mundo e infectou mais de 17,6 milhões, segundo contagem feita pela AFP com base no levantamento da Universidade Johns Hopkins, dos EUA. Em todo o mundo, três países já superaram a marca de 1 milhão de diagnósticos: Estados Unidos (4,5 milhões), Brasil (2,6 milhões) e Índia (1,6 milhão).

Fiocruz pode produzir 100 milhões de doses da vacina contra o coronavírus a partir de dezembro

Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Nísia Trindade Lima, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disse, neste sábado (1º), em entrevista ao RJ1, que acredita na eficácia da vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida na Universidade de Oxford em cooperação com a farmacêutica Astrazeneca. Numa escala de 0 a 10, ela deu nota 9,5 para a vacina.

“Dou 9,5 exatamente pelo rigor que nós temos que ter. E por que isso? Baseado num artigo científico e todo o acompanhamento científico que nós temos feito. Agora, a vacina tem que ser combinada a outras estratégias de saúde pública. É muito importante dizer isso. Há que continuar a pesquisa, há que ter uma boa estratégia de imunização e pra isso nós temos um Programa Nacional de Imunização”, disse Nísia ao Jornal Nacional.

Na sexta-feira (31), a Fiocruz assinou o termo inédito para a produção da vacina no Brasil. A fabricação será feita pelo Instituto Tecnológico de Vacinas (Bio-Manguinhos) e começará em dezembro.

COVID-19: Homens são flagrados transportando quase 30.000 comprimidos de Ivermectina na BR 242 em Itaberaba

Foto – Divulgação / PRF-BA

Quase 30.000 comprimidos de Ivermectina foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal, na noite desta quinta-feira (30), em frente a unidade policial da PRF, localizada no Km 230 da BR 242, em Itaberaba (BA), na Região da Chapada Diamantina. Inicialmente foi dada ordem de parada a um FIAT/Doblo, com 02 ocupantes. Durante a entrevista, percebeu-se certo nervosismo do motorista e do passageiro, o que instigou os policias a fazerem buscas minuciosas no interior do veículo, onde encontraram 7.320 caixas de Ivermectina.

Logo foi solicitada a documentação legal para o transporte, porém, o condutor entregou uma nota fiscal que continha dados divergentes do material transportado. No documento apresentado, o local de destino dos medicamentos seria a cidade de Natal (RN), contudo, o veículo seguia uma rota contrária. Outro fato observado que o número de lote e data de fabricação dos produtos apreendidos, não eram condizentes com o discriminado na nota fiscal.

Aos policiais, os homens relataram que embarcaram a mercadoria na cidade de Barreiras (BA) a pedido de um caminhoneiro e durante o percurso da viagem estavam realizando a venda fracionada do medicamento para farmácias da região. A ivermectina é um medicamento prescrito para combater verminoses, porém vem sendo muito procurada pela população para minimizar os efeitos da COVID-19.

Projeto quer liberar R$ 800 logo após o auxílio emergencial de R$ 600

Deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB-BA)

O novo Projeto de Lei 2910/2020, que prevê um novo benefício a fim de garantir a subsistência familiar dos brasileiros, já tramita na Câmara dos Deputados. Trata-se do Programa Seguro Família, benefício que pretende liberar pagamentos de R$ 800 a partir de 1º de janeiro de 2021 para a parte da população em situação financeira desfavorável.

De acordo com o texto, o valor pago aos beneficiários não poderá ser menor do que 80% do salário mínimo vigente (R$ 1.045), o que resulta hoje no valor de R$ 800 por família. O pagamento do novo benefício visa cobrir despesas com saúde, alimentação e educação.

“O valor do benefício deve ser o mesmo para todos os beneficiários, suficiente para atender às despesas mínimas de cada segurado com alimentação, educação e saúde, ser maior ou igual a 80% do salário mínimo”, diz o texto do projeto.

O benefício terá duração de até doze meses, podendo ser prorrogado, a pedido do beneficiário e a critério do Poder Executivo. O benefício será considerado como renda não-tributável para fins de incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas.

De acordo com o autor da proposta, deputado Pedro Lucas Fernandes (PTB-BA), “diante dos impactos da pandemia de Covid-19, garantir o consumo dos mais pobres se constituirá em importante componente, para a estabilidade social e para revitalizar a economia”, afirmou.