Reunião feita no Salão da Coluna Prestes em Condeúba/BA.
*Encontro reuniu representantes de associações rurais, trabalhadores do campo, sindicato, Câmara de Vereadores e Prefeitura para esclarecer a importância do levantamento e mobilizar a participação da população.*
Na manhã desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, foi realizada, no salão da Coluna Prestes, antigo prédio da Intendência, em Condeúba, uma reunião promovida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o objetivo de discutir o *12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola*.
O encontro teve como tema central: “Ajude o IBGE a retratar a realidade agropecuária do seu município”. A apresentação foi conduzida pelo coordenador Leidson Moreau Cruz Júnior, acompanhado de outro coordenador de área, que esclareceram dúvidas e orientaram os participantes sobre os objetivos, a metodologia e a importância do levantamento para o município e a região.
A reunião contou com expressiva participação de representantes de associações rurais, trabalhadores do campo, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Câmara Municipal, representada pelo vereador José de Fernando, além de representantes da Prefeitura de Condeúba.
Durante a discussão, os presentes tiveram a oportunidade de apresentar questionamentos e buscar esclarecimentos sobre as diferentes etapas do censo. Entre os assuntos abordados estavam os critérios para a escolha das pessoas que serão entrevistadas, a participação nas reuniões censitárias, os locais e períodos de realização dessas atividades e as vantagens de colaborar com o levantamento.
Os representantes do IBGE ressaltaram que a participação da população é fundamental para que os dados coletados retratem, com fidelidade, a realidade da produção agropecuária, florestal e aquícola. Essas informações são importantes para conhecer melhor as condições de trabalho no campo, a produção rural e as necessidades dos municípios, contribuindo para o planejamento de políticas públicas e ações voltadas ao desenvolvimento do setor.
IBGE anuncia previsão de seleção de recenseadores
Outro ponto de destaque foi o anúncio de que deverá ser publicado, nos próximos dias, um edital de seleção para o recrutamento de *43 recenseadores e quatro coordenadores*, com previsão de atuação nos municípios de Belo Campo, Tremedal, Piripá, Cordeiros e Condeúba, que funcionará como sede da operação regional.
Conforme as informações apresentadas durante a reunião, Condeúba deverá contar com aproximadamente 12 vagas para recenseadores. A previsão de contratação desperta o interesse de pessoas que poderão participar diretamente dos trabalhos de coleta de informações em campo.
Ao final, os representantes do IBGE reforçaram a necessidade de empenho e colaboração de todos os envolvidos nesta nova etapa do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. A mobilização das entidades rurais, dos trabalhadores, do poder público e da comunidade será essencial para garantir a qualidade das informações e contribuir para que Condeúba e os demais municípios participantes tenham sua realidade rural devidamente retratada.
*A iniciativa representa um passo importante para ampliar o conhecimento sobre o campo, valorizar os produtores rurais e fornecer informações que ajudem a orientar o futuro da agropecuária regional.*
Momento inicial da execução do Hino Nacional Brasileiro – Foto: Oclides/JFC
Nesta quinta-feira a noite, 22 de outubro de 2026, a Câmara Municipal de Condeúba realizou sua 29ª Sessão Ordinária, na sua sede própria localizada na Av. Aurora n° 205 bairro Paulo VI – Condeúba. Iniciando os trabalhos às 19h com uma pauta bem suave.
REFLEXÃO:-
Vereadora Bell do Alegre
A reflxão da noite foi conduzida pela vereadora Bell. Em seguida, a edil convidou a todos para juntos professar a Oração do Pai-Nosso. A sessão teve início às 19h e seguiu até às 20h27min., sob a presidência do vereador Lucas Ruan Nascimento Porto, que disse: “Invocada a proteção de Deus e, havendo número legal de vereadores, declaro aberta a Sessão”.
PEQUENO EXPEDIENTE:-
Leitura do Convite da Comunidade do Sapé para assistir a “Carreata de Carro de Boi”, que acontecerá no dia 1° de novembro de 2026.
Leitura do Ofício n° 241/2026, da Prefeitura pedindo urgência na tramitação do PL. n° 028/2026.
Leitura do Projeto de Lei n° 028/2026 que “Cria a Política Municipal de Alfabetização, composta pelo Plano Municipal de Alfabetização – PMA e pelo Plano de Trabalho de Alfabetização – PTA do Município de Condeúba – Bahia e dá outras providências”.
GRANDE EXPEDIENTE:-
Vereadora Maria da Conceição Nascimento Santos (Conceição – PT)
A vereadora Conceição fez discurso contundente na tribuna da Câmara de Condeúba e questionou: “Qual é o Brasil que você quer?”
Durante pronunciamento na Câmara Municipal de Condeúba, a vereadora Conceição que é professora, cumprimentou o presidente Lucas Ruan e os demais parlamentares e as pessoas que acompanhavam a sessão pelas redes sociais. Inicialmente, agradeceu aos eleitores que atenderam ao apelo de seu grupo político, destinando cerca de 1.522 votos aos deputados Valdenor e Zé Raimundo. Segundo ela, os parlamentares estiveram no município na sexta-feira anterior e solicitaram que os agradecimentos fossem transmitidos à população.
Na sequência, a vereadora mudou o tom do discurso e apresentou uma reflexão sobre o futuro político do Brasil e os rumos que, em sua avaliação, o país não deveria seguir.
“Eu subo hoje a este púlpito, senhor presidente, senhoras e senhores, para dizer o que eu não quero para o meu Brasil. E o que eu não quero para o meu país também não quero para Condeúba”, declarou.
Em uma fala marcada por críticas a propostas que atribuiu a um possível futuro governo, a parlamentar defendeu a preservação da Constituição Federal, destacando sua importância como instrumento que norteia os direitos dos cidadãos e assegura o funcionamento das instituições, inclusive do Poder Legislativo municipal.
A vereadora Conceição também manifestou oposição ao que classificou como ameaças aos direitos trabalhistas, à licença-maternidade e às políticas públicas de proteção social. Criticou, ainda, a valorização das armas, argumentando que as verdadeiras conquistas de uma sociedade devem ser representadas pela educação, pelo emprego formal e pela garantia de alimentação às famílias.
“Uma arma não é troféu. Arma mata. O que o povo quer como troféu é diploma, carteira assinada e comida na mesa”, afirmou.
*Defesa das políticas públicas e dos direitos sociais*
Outro ponto de destaque foi a defesa das políticas públicas voltadas às famílias de baixa renda. Conceição se posicionou contra eventuais medidas de extinção do Bolsa Família e de redução do auxílio destinado à compra do gás de cozinha, ressaltando a importância desses benefícios para milhões de brasileiros.
Na área da saúde, criticou possíveis cortes de recursos, especialmente aqueles que poderiam comprometer o fornecimento de medicamentos, a vacinação e o atendimento aos pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Um governo que nega vacina não pode governar um país que criou uma das maiores campanhas de vacinação do mundo”, declarou.
A vereadora Conceição também defendeu os investimentos em ciência e pesquisa, a autonomia das universidades públicas e as políticas de cotas no ensino superior, que, em sua avaliação, representam uma oportunidade de reparação histórica e de ampliação do acesso à educação.
“Cota não é esmola, é reparação histórica. É o filho do pedreiro, da empregada doméstica, do agricultor virando doutor”, enfatizou.
Ao abordar o SUS, a vereadora criticou a contradição que, segundo ela, existiria entre prometer um sistema de saúde de excelência e defender sua privatização ou a cobrança pelos serviços. Para a parlamentar, o sistema brasileiro precisa de fortalecimento, financiamento adequado e acesso universal e gratuito.
*“Não quero esse Brasil para minhas filhas e meus netos”*
Na parte final do pronunciamento, a vereadora Conceição voltou suas críticas às propostas de cortes de gastos públicos que, segundo sua avaliação, poderiam atingir aposentadorias, pensões, salário mínimo, remuneração dos professores e recursos destinados à assistência farmacêutica básica.
“Isso não é corte de gasto, isso é crueldade. É tirar de quem tem fome para dar banquete para quem já tem demais”, declarou.
Em um dos momentos mais enfáticos da sua ala, a parlamentar afirmou que não deseja esse cenário para suas filhas, seus netos nem para qualquer cidadão brasileiro. Ressaltou que a compreensão do sofrimento alheio exige sensibilidade e consciência social.
Ao concluir, lançou uma pergunta ao público, convidando os cidadãos a refletirem sobre o futuro que desejam para o país:
“E você, eu deixo aqui a minha pergunta: qual é o Brasil que você quer? Ainda dá tempo de escolher. Qual é o Brasil que você quer para você, para seus filhos, para seus netos e para todos os brasileiros?”
A vereadora Conceição encerrou reafirmando sua defesa de um Brasil comprometido com o cuidado das pessoas, a preservação das políticas públicas e o respeito à liberdade de expressão.
“Eu quero um Brasil que cuida, um Brasil que não mata as políticas públicas, um Brasil do povo, um Brasil que me permita o direito de falar, o direito de me expressar.”
Ao final, agradeceu a atenção de todos e encerrou sua participação desejando boa noite aos presentes.
Vereador Weberson Rodrigues Chaves – MDB
O vereador Weberson usando a tribuna da Câmara, criticou discurso sobre programas sociais e cobrou responsabilidade dos eleitores nas urnas.
Senhor presidente, cumprimento todos os presentes nesta Casa de Leis, a verdadeira Casa do Povo, e também aqueles que nos acompanham pelas redes sociais.
Senhor presidente, estive hoje na praça e fiquei triste ao ouvir um cidadão anunciar que determinado presidente iria cortar programas sociais e retirar benefícios da população. Isso me causou indignação, e não poderia permanecer calado diante de uma declaração dessa natureza.
Quero deixar claro que os programas sociais e os benefícios públicos não pertencem exclusivamente a um governo, seja ele de esquerda ou de direita. São políticas que, ao longo da história, foram criadas, ampliadas, modificadas e mantidas por diferentes governos, independentemente de suas orientações políticas.
O décimo terceiro salário foi instituído em 1962, durante o governo de João Goulart. O crédito rural recebeu regulamentação importante em 1965, no governo de Castelo Branco. O SUS foi estabelecido pela Constituição Federal de 1988, promulgada durante o governo de José Sarney. O Plano Real foi lançado em 1994, no governo de Itamar Franco.
Também tivemos, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, iniciativas como o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Auxílio-Gás e o Cadastro Único, além da criação do FIES, em 1999. O Bolsa Família foi criado posteriormente, em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a partir da unificação de programas sociais anteriores.
O Minha Casa, Minha Vida foi criado em 2009, durante o segundo mandato de Lula. Já o Pix foi desenvolvido pelo Banco Central e lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro.
Esses exemplos mostram que as políticas públicas atravessam diferentes governos. Um presidente assume, outro deixa o cargo, os programas podem mudar de nome, passar por reformulações ou receber novos investimentos, mas muitos deles permanecem porque atendem às necessidades da população.
Senhor presidente, outra questão que me deixou indignado foi ouvir declarações segundo as quais o Brasil seria saqueado e seus recursos enviados para os Estados Unidos ou para a China. Considero esse tipo de afirmação extremamente grave e que merece ser tratada com responsabilidade.
Também é necessário que a sociedade acompanhe e cobre esclarecimentos sobre os casos de corrupção investigados ao longo da história brasileira. Escândalos como o mensalão, as irregularidades relacionadas à Petrobras, os casos envolvendo a JBS, as investigações sobre o INSS e outros episódios que chegaram ao conhecimento público demonstram a importância da fiscalização, da transparência e da responsabilização de quem comete crimes.
Mais recentemente, vieram à tona denúncias e investigações relacionadas ao Banco Master, que também precisam ser apuradas com rigor, respeitando-se o devido processo legal e a presunção de inocência.
Por isso, faço um apelo a cada cidadão: quando chegar o dia da votação, no próximo domingo, 25 de outubro, procure informações, pesquise o histórico dos candidatos, conheça os partidos e os grupos políticos aos quais estão ligados. Não vote apenas por promessas, discursos inflamados ou ataques aos adversários. Vote com consciência, responsabilidade e compromisso com o futuro do Brasil.
Quando o dinheiro público é desviado, quem mais sofre é a população. Faltam recursos para a saúde do seu pai, da sua mãe e dos seus filhos. Faltam investimentos na educação, comprometendo o futuro das nossas crianças e de toda a nossa família. E, quando os recursos que deveriam fortalecer os serviços públicos são mal utilizados, toda a sociedade pode sofrer as consequências, inclusive na área da segurança.
Por isso, senhor presidente, reforço meu pedido: antes de escolher seu candidato, pesquise, confira as informações e avalie o histórico de cada um. O eleitor precisa saber quem são aqueles que defendem os interesses do povo e quem deve responder por eventuais irregularidades comprovadas.
A democracia exige consciência, fiscalização e responsabilidade. O voto é uma das ferramentas mais importantes que o cidadão possui para cobrar mudanças e defender seus direitos.
Muito obrigado, senhor presidente. Uma boa noite a todos!
Presidente do Legislativo Condeubense, vereador Lucas Ruan Nascimento Porto – PSD
O presidente da Câmara de Condeúba, vereador Lucas Ruan usando a tribuna, agradeceu apoio e a confiança dos vereadores, destacou reformas e reafirmou compromisso com a população.
Boa noite, Condeúba! Boa noite a todos os presentes.
Senhor presidente em exercício, vereador Weberson, cumprimento todos os colegas vereadores, as pessoas que estão aqui presentes e todos aqueles que nos acompanham pelas redes sociais da Câmara Municipal de Condeúba.
Inicio este pronunciamento disse Lucas Ruan, agradecendo primeiramente a Deus, ao povo de Condeúba e a cada um dos vereadores que me apoiaram e me ajudaram na condução dos trabalhos desta Casa Legislativa.
Agradeço a Deus pela oportunidade de disputar uma eleição e ao povo de Condeúba, que confiou em mim por meio do voto e me concedeu a oportunidade de estar aqui representando a nossa população. Agradeço também aos colegas vereadores, que contribuíram para que eu chegasse à Presidência desta Casa.
Tenho procurado me dedicar intensamente ao trabalho em favor do nosso povo e ao fortalecimento desta Câmara. Quero agradecer, de maneira especial, a todos os funcionários desta Casa, que não medem esforços para me ajudar diariamente, assim como a todas as assessorias que trabalham conosco. Faço um agradecimento especial à doutora Geórgia, nossa assessora jurídica, que tem desempenhado um papel importante, sempre nos orientando e contribuindo para o bom andamento dos trabalhos legislativos.
Desde que assumi a Presidência, tenho procurado trabalhar em benefício de todos os vereadores, buscando representá-los da melhor maneira possível. Sabemos das dificuldades enfrentadas por quem exerce um mandato parlamentar, especialmente em um município pequeno como Condeúba. Muitas vezes, diante das dificuldades, a primeira porta que o cidadão procura é a do vereador. Por isso, sempre que um colega, independentemente de ser da situação ou da oposição, me procura, busco forma de atendê-lo com respeito e atenção.
Também temos trabalhado para melhorar a estrutura física da nossa Câmara. Realizamos uma reforma importante, que já era necessária havia muito tempo, e continuamos promovendo melhorias em diferentes espaços, como o plenário e a sala de reuniões. Nosso objetivo é modernizar cada setor, oferecer mais conforto e proporcionar melhores condições de trabalho aos vereadores e a todos que frequentam esta Casa.
Deixo também meu agradecimento à Mesa Diretora, que está sempre ao meu lado, contribuindo com ideias, sugestões e apoio. É por meio desse trabalho conjunto, com a participação dos colegas vereadores e dos servidores, que temos conseguido avançar.
Quero reforçar a importância do trabalho que vem sendo realizado nesta Casa Legislativa, que considero um dos espaços mais importantes do nosso município. É aqui que nascem as discussões, são apresentados os projetos e são votadas matérias fundamentais para o desenvolvimento de Condeúba e para a melhoria da qualidade de vida da nossa população.
Reafirmo, portanto, meu compromisso de continuar trabalhando pelo povo de Condeúba, procurando honrar a confiança recebida e representar dignamente esta Câmara Municipal e todos os seus vereadores.
Para concluir, lembro que, no próximo domingo, teremos o segundo turno das eleições para presidente da República. Em nosso estado, a eleição para o Governo da Bahia já foi definida no primeiro turno. Desejo que o povo brasileiro faça sua escolha com consciência, responsabilidade e sabedoria, pedindo, primeiramente, a orientação de Deus para que seja tomada a melhor decisão para o futuro do nosso país.
Que aquele que vencer as eleições tenha o compromisso e a responsabilidade de trabalhar verdadeiramente pelo povo brasileiro, pelo desenvolvimento do Brasil e pelo bem-estar de todos os cidadãos.
Que Deus abençoe o nosso Brasil, o nosso estado da Bahia e, de maneira muito especial, a nossa querida Condeúba.
Uma boa noite a todos! Recebam meu abraço e minha gratidão.
Muito obrigado!
TEMPO DE LIDERANÇA:-
Vereador Líder a situação, José Carlos Batista dos Santos (Zé de Fernando – PSB)
O tempo de liderança foi usado pelo vereador Líder da situação Zé de Fernando. Vereador cobrou respeito à Câmara e questionou urgência na tramitação do Plano Municipal de Educação.
O vereador solicitou à Mesa Diretora um esclarecimento sobre o Projeto de Lei nº 028, referente ao Plano Municipal de Educação, após identificar uma inconsistência na numeração do documento encaminhado à Câmara, posteriormente corrigida.
Em seu pronunciamento, o parlamentar ressaltou que integra uma comissão formada por representantes de diversos segmentos da sociedade, responsável por acompanhar a elaboração do plano educacional do município, com vigência prevista para o período de 2026 a 2036.
Segundo o vereador Zé de Fernando, o processo de construção do plano vinha sendo acompanhado, mas, ao que tudo indica, foi interrompido para que o projeto seja submetido à votação em regime de urgência. O vereador manifestou preocupação com a condução do processo e voltou a criticar a falta de diálogo entre o Executivo e o Legislativo.
“Eu continuo achando que é uma falta de respeito com esta Casa, porque falta entendimento e diálogo com a gente por parte de quem encaminha os projetos para cá”, declarou.
O parlamentar também explicou que o regime de urgência reduz o prazo de tramitação dos projetos na Câmara, podendo comprometer o tempo necessário para a análise da matéria. Conforme destacou, o calendário estabelecido exige que o projeto seja publicado já na semana seguinte, o que torna ainda mais preocupante a rapidez imposta à sua apreciação.
“Quem manda os projetos para cá talvez não conheça esta Casa, não conheça as regras desta Casa e não nos respeite. Pelo menos até agora, não tem nos respeitado”, afirmou, em tom de cobrança o líder da situação vereador Zé de Fernando.
Ao concluir, o parlamentar pediu ao presidente da Câmara que a situação seja corrigida o mais rapidamente possível, enfatizando a importância institucional do Legislativo e a relevância de um plano que estabelecerá as diretrizes da educação municipal pelos próximos dez anos.
O parlamentar encerrou sua fala agradecendo ao presidente, pelo tempo concedido.
ORDEM DO DIA:-
Apreciação e votação do pedido de urgência ao Projeto de Lei n° 028/2026 que “Cria a Política Municipal de Alfabetização, composta pelo Plano Municipal de Alfabetização – PMA e pelo Plano de Trabalho de Alfabetização – PTA do Município de Condeúba – Bahia e dá outras providências”. Foi aprovada a urgência por 5 votos favoráveis, 3 contrários e uma abstenção.
O presidente Lucas Ruan justificou a ausência na Sessão, do vereador Arlindo Guarda por motivo de saúde.
Esgotada a pauta, e nada mais havendo a si tratar, o presidente Lucas Ruan declarou encerrada a Sessão, às 20h27min.
A Marinha do Brasil abriu, nesta quarta-feira (21), um novo concurso público oferecendo 18 vagas de nível superior para atuação na Bahia. As oportunidades dividem-se entre os municípios de Salvador e Porto Seguro, na região Sul do estado, com remuneração inicial fixada em R$ 9 mil.
O processo seletivo contempla diversas áreas do conhecimento, incluindo Engenharia, Fisioterapia, Enfermagem, Odontologia, Comunicação Social, Ciências Contábeis, Informática, Nutrição, Hotelaria e Serviço Técnico em Administração Pública (STAP). Para concorrer a uma das oportunidades, o candidato deve apresentar diploma de graduação na área pretendida, emitido por instituição regularmente reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
As inscrições podem ser efetuadas até o dia 10 de novembro exclusivamente por meio do site oficial da Marinha. A taxa de participação é de R$ 150 e a aplicação das provas está agendada para o dia 21 de fevereiro de 2027, em locais que serão divulgados posteriormente pela organização do certame.
Na capital baiana, Salvador, as vagas estão distribuídas em Enfermagem (3), Odontologia (3), Comunicação Social (2), Fisioterapia (2), Ciências Contábeis (1), Engenharia Civil (1), Engenharia Elétrica (1), Engenharia Mecânica (1), Hotelaria (1), Informática (1) e Nutrição (1). Já no município de Porto Seguro, há 1 vaga disponível para a área de Serviço Técnico em Administração Pública (STAP).
Dois idosos ficaram feridos após se envolverem em uma briga armada com facão e um pedaço de madeira na tarde de quarta-feira (21), no bairro São Francisco, em Guanambi. O confronto ocorreu em frente ao Hospital do Rim por volta das 15h33 e mobilizou uma guarnição do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), acionada por meio do Centro Integrado de Comunicações (Cicom).
No local da ocorrência, a solicitante relatou aos policiais que os dois homens haviam entrado em luta corporal utilizando as armas brancas, o que resultou em ferimentos na cabeça de ambos. Um dos envolvidos permaneceu no local da confusão sob custódia da equipe policial, enquanto o outro fugiu em um veículo.
Durante as diligências, o idoso que havia fugido foi localizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde recebia cuidados médicos pelos ferimentos sofridos. O facão utilizado no confronto foi apreendido pelos militares, e o caso foi registrado na Delegacia Territorial para a adoção das medidas legais cabíveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) – Foto: Reprodução
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra uma disputa apertada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a três dias do segundo turno das eleições presidenciais. No levantamento, Flávio aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%, resultado que configura empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais.
Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, os dois candidatos aparecem com 50% cada. O resultado indica equilíbrio na disputa às vésperas da votação.
Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 15 de outubro, Flávio Bolsonaro também tinha 47% das intenções de voto, enquanto Lula somava 45%. Na comparação entre os levantamentos, o senador manteve seu percentual, enquanto o presidente oscilou um ponto para cima.
Os números da pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistados respondem sem receber uma lista com os nomes dos candidatos, também mostram estabilidade. Flávio permaneceu com 46%, e Lula repetiu os 45% registrados anteriormente. Já o percentual de eleitores indecisos passou de 3% para 4%.
O levantamento também investigou as razões que levam os eleitores a escolher cada candidato. Entre os que declaram voto em Lula, 81% afirmam considerá-lo o melhor candidato, enquanto 13% dizem votar no petista com o objetivo de derrotar Flávio Bolsonaro.
No grupo de eleitores que apoia o senador do PL, 65% afirmam considerá-lo a melhor opção para a Presidência, enquanto 23% declaram votar nele para evitar a vitória de Lula.
O Datafolha realizou 2.520 entrevistas presenciais entre terça-feira e quinta-feira. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, tem nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-09709/2026.
Segundo ministro, decisão judicial não é necessária
Agência BrasilFlávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Foto: Renato Pizzutto/Band
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta quinta-feira (22) que as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) podem divulgar seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos.
Na decisão, o ministro afirmou que não cabe interferência da Justiça Eleitoral no caso e que os próprios candidatos podem revelar seus dados ao público.
“Ainda assim, para que não reste dúvida, reafirma-se que os candidatos e pessoas físicas e jurídicas a que se referiram estão autorizadas a divulgar, por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes, os dados de que são titulares”, afirmou.
O ministro ainda ressaltou que a divulgação espontânea dos dados dos candidatos não substitui as investigações formais.
“É de conhecimento público e assente na doutrina especializada que recursos de origem ilícita, procedentes de corrupção e lavagem de dinheiro, invariavelmente não transitam pelas contas de seus beneficiários, mas por interpostas pessoas: os chamados laranjas. Por isso, a divulgação espontânea e voluntária de extratos e declarações pessoais, embora legítima, não substitui as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e sob controle judicial, que existem justamente para esclarecer esses fatos.
Os direitos humanos são uma área que, historicamente, diferenciam de maneira significativa os candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais em 2026: o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Enquanto Lula ascendeu politicamente no fim dos anos 1970, fazendo o enfrentamento à ditadura militar e às graves violações de direitos humanos do regime, Flávio Bolsonaro é herdeiro político de seu pai, Jair Bolsonaro, um notório defensor da ditadura e admirador do coronel Carlos Brilhante Ustra, apontado pela Comissão Nacional da Verdade como responsável por diversos crimes no período ditatorial, incluindo torturas e mortes.
Os planos de governo dos dois candidatos também refletem suas diferenças. Enquanto Flávio aposta na defesa de direitos endurecendo as penas de quem comete crimes, Lula foca mais na garantia de direitos pelo fortalecimento de políticas públicas e o combate ao crime organizado por meio da asfixia financeira das facções.
Para comparar as propostas relacionadas aos Direitos Humanos do Plano de Governo de cada candidato, a diretora executiva da organização não governamental Conectas Direitos Humanos, Camila Asano, recomenda que a a eleitora e o eleitor pesquisem o que cada candidato já fez ou tem feito ocupando cargos públicos.
Ela ressalta que há elementos concretos dos dois candidatos para se avaliar e não só propostas futuras.
“Por exemplo, a posição deles sobre facilitar ou controlar o acesso a armas, lembrando que mais armas circulando aumentam as chances delas pararem, de forma legal ou ilegal, nas mãos do crime organizado ou até mesmo de agressores que cometem feminicídio.”
Em 2019, projeto de lei apresentado durante o governo de Jair Bolsonaro propôs alterações no Estatuto do Desarmamento. O texto, apoiado por Flávio Bolsonaro, elimina a exigência de identificação dos cartuchos, inclusive os destinados às forças policiais.
Flávio tem sido questionado justamente por ter advogado em favor de um policial acusado de, em 2021, matar a menina Ana Clara, de cinco anos, durante uma operação policial no Rio.
Violência
Uma das grandes preocupações da população hoje é a violência, tema que envolve vários aspectos de direitos humanos, conforme explicou a diretora da Conectas.
“Vemos com extrema preocupação as proposições relacionadas à segurança pública que têm apelo populista e parecem mais como frases de efeito para cortes nas redes do que políticas públicas”.
Segundo a entidade, uma proposta deve ser baseada em evidências e estatística, devem mirar a superação dos fatores que beneficiam a criminalidade. “Ao contrário do que muitos candidatos de extrema-direita pelo mundo afora querem fazer parecer, o endurecimento de penas não é o que efetivamente combate o crime. É algo já provado por estudos feitos em todo o mundo”, aponta Camila Asano.
“Propostas que vão na contramão disso, como redução da maioridade penal ou a simples construção de presídios, fazem parte do plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro”, mencionou a especialista. Segundo ela, o Brasil já prende muito, tem mais de 900 mil pessoas presas, e ainda assim os índices de criminalidade no país seguem alarmantes.
A Conectas ressalta que o uso de inteligência e o desmonte financeiro de facções é o que realmente combate o crime organizado, dentre outras ações mais estruturais. “As operações policiais matam a esmo nas favelas e fazem crianças perderem aula e idosos perderem suas consultas médicas”, lembra.
O plano de governo de Lula, segundo a especialista, aborda a segurança pública trazendo algumas medidas preventivas e de cidadania, para além das medidas de combate direto ao crime. “O plano fala da implementação das metas do Pena Justa, o estímulo ao uso de câmeras corporais pelos agentes de segurança e ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno e externo da polícia”, elencou Camila.
“Mas, no geral, elas foram apresentadas sem aprofundamento. Por exemplo, a criação de um Ministério de Segurança Pública precisa ser detalhada para entendermos, por exemplo, se isso não gerará problemas na integração de dados”, ponderou.
O Pena Justa foi lançado em fevereiro de 2025 com mais de 300 metas a serem cumpridas até 2027, sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O plano trata de temas como eliminação da superlotação prisional e garantia de condições básicas de higiene, saúde, acesso à água e alimentação; e ampliação da oferta de estudo e trabalho para pessoas encarceradas e criação de oportunidades para egressos.
Ela acrescentou que um ponto de atenção no plano do candidato Lula é a necessidade de um maior detalhamento sobre as garantias voltadas para os povos indígenas. “Uma descrição mais aprofundada de como o atual presidente, se reeleito, garantiria a demarcação e desintrusão de terras indígenas e a proteção aos seus territórios e modos de vida, como está escrito no documento.”
Flávio Bolsonaro (PL)
As propostas na área de direitos humanos do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, estão presentes em seu plano de governo, denominado Para o Brasil Vencer o Atraso, e pode ser lido, na íntegra, aqui.
O programa de governo, no que tange ao Combate ao Feminicídio e Proteção à Mulher, propõe uma política de tolerância zero para o feminicídio, estabelecendo que os agressores com medida protetiva serão monitorados por tornozeleiras eletrônicas e que assassinos e agressores cumprirão a pena de forma integral.
O texto prevê também a criação de uma plataforma de serviços de acolhimento, saúde, orientação jurídica e financeira por aplicativo. O documento prevê ainda garantir acesso universal a creches para dar suporte às mulheres. Na falta de vagas, a família receberá um voucher-creche para acesso à rede privada. O texto não informa o valor do voucher.
No tópico da Modernização e Integração dos Canais de Denúncia de Violência contra a Mulher, o texto prevê a unificação das ferramentas do Ligue 180, delegacias virtuais, botão de emergência e a assistente virtual (ClarIA) em uma plataforma única.
A respeito da Capacitação e Ensino Gratuito para Mulheres, o candidato propõe a instituição da iniciativa “Escola Brasil por Elas”, programa de formação profissional e ensino gratuito focado em áreas tecnológicas, gestão de negócios e empreendedorismo, desenvolvido em parceria com o Sistema S e a iniciativa privada.
No campo da Garantia da Segurança Pública, o programa de governo propõe a criação de um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais com a instalação de câmeras de vigilância em portos, aeroportos e vias públicas. O documento prevê também fim da progressão de regime para crimes hediondos, o agravamento de penas para roubo, furto e receptação de celulares.
O programa propõe também a implementação da castração química. O texto prevê a aprovação de legislação e a aplicação da medida punitiva para indivíduos condenados por estupro ou abusos sexuais contra mulheres, crianças e adolescentes.
Sobre a Redução da Maioridade Penal, o candidato propõe o apoio e a sanção para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, prevendo ainda a punição de jovens a partir dos 14 anos que cometerem infrações graves, como estupro, tráfico de drogas, tortura e homicídio.
O documento prevê ainda a criação do Complexo Federal de Segurança Máxima, chamado TREVA. Junto aos atuais cinco presídios, o complexo seria composto por mais cinco novas unidades de segurança máxima no modelo de El Salvador, com restrições e monitoramento de visitas. O candidato pretende ainda criar 500 mil novas vagas na rede prisional em parceria com os estados.
Brasília (DF) 10/04/2024 – Casa de prisão Provisória em Aparecida de Goiânia (GO). Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Também é citado o aumento de penas para furto e receptação de celulares. O plano de governo propõe o enquadramento rígido dessas condutas, determinando a quadruplicação da pena inicial para quem furtar ou revender aparelhos obtidos por meio de atividade criminosa.
Em relação à Assistência e Direitos das Vítimas de Crimes, o candidato propõe que os recursos hoje direcionados às famílias de detentos sejam redirecionados às famílias das vítimas de crimes.
Quanto aos Povos Indígenas e Quilombolas, o programa de governo propõe conferir às comunidades tradicionais autonomia para decidir sobre as atividades produtivas em suas terras, garantindo, segundo o texto, desenvolvimento sustentável, o cumprimento das regras ambientais e a previsão de indenizações ou compensações financeiras em casos de restrição de uso.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
As propostas do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para os Direitos Humanos estão presentes em quase todos os itens do seu programa de governo, chamado Programa de Transformação do Brasil: Um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponível, na íntegra, aqui.
Em relação aos Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais, o texto propõe a garantia de direitos territoriais para indígenas, quilombolas e ribeirinhos, com ações para demarcação e desintrusão de terras, além da proteção de suas culturas e modos de vida. Segundo o documento, são previstos também a implantação plena da Universidade Indígena, criada em 2026, e um modelo de atenção diferenciada à saúde indígena, com participação ativa dos próprios povos originários em sua gestão.
No que tange aos Direitos das Mulheres, o texto prevê a expansão das políticas de combate ao machismo, sexismo e feminicídio, utilizando a manutenção do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio como guia estratégico. Além disso, o documento estabelece que serão fortalecidos o monitoramento de agressores e a capacitação das forças de segurança. Segundo o plano, serão asseguradas ainda políticas que apoiem a inserção das mulheres em diversas atividades laborais e o cumprimento da Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres.
Quanto aos Direitos da População LGBTQIAP+, o programa de governo propõe o planejamento de políticas públicas inclusivas que considerem as dimensões de gênero, identidade, orientação sexual, aspectos étnico-raciais e de classe social. Segundo o documento, serão fortalecidas as ações de combate às discriminações racial, étnica, de classe, ao capacitismo e contra a população LGBTQIAP+ no acesso ao trabalho decente e na segurança pública.
Brasília (DF), 07/12/2025 – Ato para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No tópico dos Direitos da Criança e do Adolescente, o texto prevê a ampliação da proteção à infância por meio de benefícios especiais do Bolsa Família, expansão da educação em tempo integral, investimentos na construção de creches, proibição do uso de celular nas escolas e aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital. O plano estabelece que serão intensificadas as ações de enfrentamento à pobreza infantil e de erradicação do trabalho infantil em todas as suas formas.
Em relação a Migrantes, Refugiados e Apátridas, o candidato propõe a implementação plena da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA). O documento destaca que serão garantidos o acolhimento digno, o combate à xenofobia e o ampliação do acesso a serviços públicos e direitos fundamentais.
No âmbito dos Direitos Trabalhistas, Erradicação do Trabalho Escravo e Jornada, o programa prevê o combate rigoroso ao trabalho análogo ao escravo, ao trabalho infantil e à precarização laboral, incluindo a garantia de proteção previdenciária e trabalhista para quem atua em plataformas digitais. Segundo o documento, o candidato fará a defesa da aprovação do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial.
A respeito das Ações Afirmativas (Cotas) e Enfrentamento às Desigualdades Étnico-Raciais, o plano propõe a manutenção e o aperfeiçoamento das cotas no ensino superior e em concursos públicos, com especial atenção à inclusão de quilombolas. O texto prevê a aceleração da Política Nacional de Equidade e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), a ampliação de campi quilombo em Institutos Federais e a continuidade da titulação de territórios quilombolas, além de desapropriações por interesse social.
Em relação à Política de Habitação e Redução da Pobreza, o texto prevê a expansão do programa Minha Casa Minha Vida para todas as faixas de renda e preservando seu foco nas famílias de mais baixa renda. Segundo o documento, haverá continuidade de investimento em urbanização de favelas (programa Periferia Viva) e destinação de imóveis da União (Imóvel da Gente) para habitação social, além de regularização fundiária em ambos os programas.
O plano de governo cita ainda o fomento às lavanderias públicas, cozinhas solidárias e aos restaurantes populares, no âmbito da Política Nacional de Cuidados. O objetivo é garantir equipamentos públicos que ampliem os cuidados indiretos e comunitários.
Sobre o Combate a Ilegalidades e Gestão do Sistema Prisional, o candidato propõe atuar no sistema penitenciário com foco na garantia de direitos, redução da reincidência e combate ao crime organizado, além do apoio à modernização das penitenciárias estaduais. O texto prevê o cumprimento das metas do Plano Pena Justa e a instituição do Pacto Nacional de Execução Penal, fortalecendo a governança e estabelecendo padrões nacionais de gestão carcerária.
Em relação ao Uso de Câmeras Corporais na Atuação Policial, o documento estabelece o incentivo ao uso do equipamento pelas forças de segurança pública, acompanhado da definição de diretrizes nacionais para a gestão das imagens. Segundo o texto, haverá também incentivo ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.
No que refere à Reestruturação das Polícias, o programa prevê a valorização e qualificação dos agentes, como forma de fortalecer a atuação policial, assegurar o uso legítimo da força e ampliar a confiança da população nas instituições. Haverá ainda estímulo ao modelo de policiamento de proximidade junto aos estados e municípios. O texto prevê a criação do Ministério da Segurança Pública para coordenar a execução das políticas nacionais de segurança pública e a prevenção da violência no país.
Por Luiz Carlos Prestes FilhoASFATO JÁ: Condeúba-Mortugaba
A pavimentação asfáltica da estrada que conecta os municípios de Condeúba e Mortugaba consolidou-se como uma das principais pautas de infraestrutura e desenvolvimento do Sudoeste da Bahia e do Norte de Minas Gerais. Impactando diretamente a rotina de comunidades rurais, produtores regionais e munícipes de cidades vizinhas como São João do Paraiso e Montezuma, a melhoria dos 54 quilômetros de via de terra é apontada por moradores e lideranças locais como uma medida urgente para garantir segurança, integração econômica e acesso a serviços essenciais.
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“A mobilização em prol da obra ganha força por meio de um abaixo-assinado regional que busca articular apoio público e comunitário. Segundo o advogado, poeta e articulador do movimento, Leandro Flores, a causa ultrapassa os limites municipais e exige uma postura firme e propositiva de toda a população beneficiada. No setor produtivo, a infraestrutura é vista como o divisor de águas para o fortalecimento da economia local. O presidente da Associação dos Pequenos Agricultores do Alegre, Ozorino Neres, destaca que a pavimentação garantirá o escoamento eficiente da produção da agricultura familiar e de empreendimentos estratégicos, a exemplo da agroindústria de despolpamento de frutas localizada no distrito de Alegre.”
Atualmente, o deslocamento pelos 54 quilômetros que separam Mortugaba de Condeúba impõe severas dificuldades a motoristas e moradores. O relato de José Branco, motorista de ônibus e morador da comunidade Mandaçaia de Alegre, reforça que o tráfego enfrentado diariamente é marcado por buracos, poeira e “costelas de vaca” durante a estiagem, além de trechos intrafegáveis no período chuvoso. A obra, segundo ele, representa um direito dos contribuintes e trará redução nos custos com combustível e manutenção de veículos públicos e privados.
Estrada Condeúba e Alegre
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“As más condições da via impactam diretamente distritos estratégicos como Bela Vista e Alegre, além de isolar diversas comunidades rurais. O professor do Instituto Federal em Guanambi e produtor rural na Mandaçaia do Alegre, Fábio Martins, alerta que o isolamento provocado pelas chuvas compromete gravemente a locomoção e a integração territorial da zona rural. A importância do trecho também se estende ao acesso aos centros urbanos e à preservação patrimonial e social da região.”
Conforme aponta Jovino Coutinho, presidente do PT municipal, a ligação entre os distritos e a sede de Condeúba assegura a integração de territórios de relevante valor cultural e histórico, incluindo as comunidades quilombolas de Tamboril e Riacho Seco.
Com o asfalto a produção agricultura familiar entre Condeúba e Mortugaba seria beneficiada
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“Sob a ótica da gestão pública, a vereadora Bel do Alegre ressalta que a melhoria viária reflete diretamente na qualidade dos serviços básicos oferecidos à população rural, promovendo avanços no atendimento à saúde, no transporte escolar e no bem-estar social das famílias. Essa rotina de deslocamentos desgastantes é reforçada pela educadora popular e moradora da zona rural, Joandina Maria de Carvalho, que enfatiza a necessidade premente de superar os obstáculos impostos pelas variações climáticas ao longo de todo o ano.”
Por fim, o ex-vice-prefeito de Mortugaba e advogado, Manoelito Xavier Paixão Júnior, sintetiza que o asfalto entre Condeúba e Mortugaba representa a perspectiva de dignidade e novas oportunidades para milhares de cidadãos que trabalham e transitam pela região. Os interessados em apoiar a mobilização comunitária podem assinar o documento público por meio do Petição Pública: https://c.org/CD9mMJkB5K
Paisagem do Sertão do sul da Bahia
Entre as principais ações realizadas pela mobilização pelo asfalto Condeúba–Alegre–Mortugaba, destaca-se a criação do abaixo-assinado popular, uma petição pública lançada por iniciativa do condeubense jornalista e escritor Leandro Flores para reunir assinaturas em defesa da pavimentação da estrada e fortalecer a participação popular. No âmbito parlamentar, o deputado Bobô formalizou uma indicação solicitando providências para viabilizar a pavimentação da estrada Condeúba–Distrito do Alegre–Mortugaba, assim como o deputado Tiago Correia apresentou iniciativa parlamentar relacionada ao tema, contribuindo para levar a reivindicação ao poder público estadual. Em resposta oficial, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (SEINFRA) informou, após ser contatada, que existem estudos em andamento para a ligação Mortugaba–Alegre–Condeúba, ressaltando que a existência desses estudos ainda não significa que a obra esteja aprovada. Paralelamente, uma grande mobilização nas redes sociais por meio de campanhas, vídeos, publicações e compartilhamentos ampliou a visibilidade da causa, incentivando a participação popular e fortalecendo o debate regional. A pavimentação da estrada Condeúba–Distrito do Alegre–Mortugaba é de suma importância para o desenvolvimento regional, pois poderá proporcionar melhores condições de transporte, reduzir custos de deslocamento e facilitar o acesso da população à educação, à saúde e ao comércio. Além disso, a obra poderá favorecer o turismo regional, inclusive o acesso a atrativos como o Morro do distrito de Feirinha e as piscinas térmicas de Montezuma/MG., muito visitadas, e fortalecer a circulação de produtos agrícolas, mercadorias e serviços. Outro aspecto relevante é a possibilidade de ampliar a integração entre municípios baianos e mineiros, criando alternativas de deslocamento para a população e fortalecendo a conexão entre o Sudoeste da Bahia e o Norte de Minas Gerais, sendo esses benefícios potenciais que poderão ser dimensionados com maior precisão pelos estudos técnicos de viabilidade.
Luiz Carlos Prestes Filho na Cachoeira do Tauá, na Mandaçaia do Alegre.
Luiz Carlos Prestes Filho é diretor de cinema, compositor, poeta e jornalista; Especialista em Economia da Cultura e em Desenvolvimento Econômico Local; é autor dos livros “Economia da Cultura – a força da indústria cultural do Rio de Janeiro”, “Cadeia Produtiva da Economia da Música” e “Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval”
Entre eles estão diretores e membros da alta administração da empresa
Agência BrasilFoto: Secretária de Segurança de São Paulo/Divulgação
A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 integrantes da Voepass por envolvimento na queda do avião da empresa. O acidente ocorreu em agosto de 2024, em Vinhedo, no interior paulista, e matou 62 pessoas.
Os réus vão responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo.
Segundo o MPF, os crimes estão relacionados não somente com as causas do acidente, mas também à cultura organizacional da empresa, que priorizava a economia de recursos e o lucro em detrimento da manutenção das aeronaves.
Entre os réus estão diretores e membros da alta administração da Voepass e que, segundo o Ministério Público, eram responsáveis pelas decisões que propiciaram as condições para a queda do avião. Um deles é o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho. Também vão responder pelos crimes dois funcionários que, embora não tivessem cargos de comando, contribuíram para o acidente, segundo o MP.
Relatórios
Em agosto, a Polícia Federal concluiu seu relatório e indiciou 16 pessoas pelo acidente. No entanto, quatro dos indiciados firmaram acordos de não persecução penal com o MPF e, por isso, não foram denunciados.
Em seu relatório, a PF apurou que a aeronave não tinha condições técnicas de realizar o voo na situação a que foi submetida, sob formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos imprescindíveis para essas condições, como o sistema de degelo e o limpador do para-brisa do avião, estavam inoperantes. Mesmo assim, a empresa decidiu por autorizar a decolagem do avião.
“O desastre não consistiu em um evento fortuito ou isolado, mas no desfecho previsível de um processo continuado de omissões deliberadas na manutenção preventiva, de descumprimento de normas regulatórias e de degradação consciente do gerenciamento de segurança operacional no âmbito da Voepass”, afirma a procuradora da República Viviane de Oliveira Martinez, autora da denúncia à Justiça.
De acordo com a denúncia, a empresa sabia que o modelo ATR 72-500 não possuía certificação ou homologação da fabricante para operar em condições críticas de gelo e, mesmo assim, escalou a aeronave para cumprir o trajeto entre Cascavel, no Paraná, e Guarulhos, em São Paulo, naquele dia 9 de agosto, quando alertas indicavam para a formação de gelo severo ao longo da rota.
À incapacidade técnica do avião se somaram os problemas no sistema de degelo que provocaram a perda de sustentação do veículo no ar.
Em julho, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também concluiu suas investigações sobre o acidente e divulgou que ele ocorreu devido a falhas no sistema, alertas ignorados, revisões mecânicas insuficientes e uma cultura organizacional de não reportar falhas em voos anteriores.
Procurada pela Agência Brasil, a Voepass informou que seguirá colaborando com o Poder Judiciário e com as demais autoridades competentes, “fornecendo os documentos e as informações que forem solicitadas ao longo do processo”.
“Ao longo de mais de três décadas de atuação na aviação brasileira, a Voepass manteve a segurança operacional como princípio fundamental, com procedimentos de manutenção, operação e treinamento orientados pela regulamentação aeronáutica e por suas diretrizes internas de segurança e conformidade”, diz a nota da empresa.
Ainda na nota, a defesa do presidente da empresa, José Luiz Felicio Filho, disse ter tomado conhecimento do recebimento da denúncia pela Justiça Federal e que seu cliente se manifestará nos autos.
“À época do acidente com o voo 2283, Felício integrava o Conselho da Voepass e estava afastado da gestão direta e cotidiana da operação, tendo retomado a gestão executiva após o acidente”, diz a nota.
Segundo a defesa, “Felício tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações e seguirá à disposição da Justiça para contribuir com o completo esclarecimento dos fatos. O executivo mantém sua confiança no devido processo legal e reitera seu respeito às autoridades e sua solidariedade aos familiares das vítimas do voo 2283″.