Loteamento de chácaras aeroporto - Seu paraíso particular

Justiça torna réus 12 denunciados por queda de avião da Voepass

Entre eles estão diretores e membros da alta administração da empresa

Agência BrasilSão Paulo (SP) 10/08/2024 - Destroços do acidente aéreo que envolveu avião da Voepass que ocorreu em Vinhedo interior de São Paulo.Foto: Secretária de Segurança de São Paulo/DivulgaçãoFoto: Secretária de Segurança de São Paulo/Divulgação

A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 integrantes da Voepass por envolvimento na queda do avião da empresa. O acidente ocorreu em agosto de 2024, em Vinhedo, no interior paulista, e matou 62 pessoas.

Os réus vão responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo. 

Segundo o MPF, os crimes estão relacionados não somente com as causas do acidente, mas também à cultura organizacional da empresa, que priorizava a economia de recursos e o lucro em detrimento da manutenção das aeronaves.

Entre os réus estão diretores e membros da alta administração da Voepass e que, segundo o Ministério Público, eram responsáveis pelas decisões que propiciaram as condições para a queda do avião. Um deles é o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho. Também vão responder pelos crimes dois funcionários que, embora não tivessem cargos de comando, contribuíram para o acidente, segundo o MP.

Relatórios

Em agosto, a Polícia Federal concluiu seu relatório e indiciou 16 pessoas pelo acidente. No entanto, quatro dos indiciados firmaram acordos de não persecução penal com o MPF e, por isso, não foram denunciados.

Em seu relatório, a PF apurou que a aeronave não tinha condições técnicas de realizar o voo na situação a que foi submetida, sob formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos imprescindíveis para essas condições, como o sistema de degelo e o limpador do para-brisa do avião, estavam inoperantes. Mesmo assim, a empresa decidiu por autorizar a decolagem do avião.

“O desastre não consistiu em um evento fortuito ou isolado, mas no desfecho previsível de um processo continuado de omissões deliberadas na manutenção preventiva, de descumprimento de normas regulatórias e de degradação consciente do gerenciamento de segurança operacional no âmbito da Voepass”, afirma a procuradora da República Viviane de Oliveira Martinez, autora da denúncia à Justiça.

De acordo com a denúncia, a empresa sabia que o modelo ATR 72-500 não possuía certificação ou homologação da fabricante para operar em condições críticas de gelo e, mesmo assim, escalou a aeronave para cumprir o trajeto entre Cascavel, no Paraná, e Guarulhos, em São Paulo, naquele dia 9 de agosto, quando alertas indicavam para a formação de gelo severo ao longo da rota. 

À incapacidade técnica do avião se somaram os problemas no sistema de degelo que provocaram a perda de sustentação do veículo no ar.

Em julho, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também concluiu suas investigações sobre o acidente e divulgou que ele ocorreu devido a falhas no sistema, alertas ignorados, revisões mecânicas insuficientes e uma cultura organizacional de não reportar falhas em voos anteriores.

Procurada pela Agência Brasil, a Voepass informou que seguirá colaborando com o Poder Judiciário e com as demais autoridades competentes, “fornecendo os documentos e as informações que forem solicitadas ao longo do processo”. 

“Ao longo de mais de três décadas de atuação na aviação brasileira, a Voepass manteve a segurança operacional como princípio fundamental, com procedimentos de manutenção, operação e treinamento orientados pela regulamentação aeronáutica e por suas diretrizes internas de segurança e conformidade”, diz a nota da empresa. 

Ainda na nota, a defesa do presidente da empresa, José Luiz Felicio Filho, disse ter tomado conhecimento do recebimento da denúncia pela Justiça Federal e que seu cliente se manifestará nos autos. 

“À época do acidente com o voo 2283, Felício integrava o Conselho da Voepass e estava afastado da gestão direta e cotidiana da operação, tendo retomado a gestão executiva após o acidente”, diz a nota. 

Segundo a defesa, “Felício tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações e seguirá à disposição da Justiça para contribuir com o completo esclarecimento dos fatos. O executivo mantém sua confiança no devido processo legal e reitera seu respeito às autoridades e sua solidariedade aos familiares das vítimas do voo 2283″. 

Homem foi preso em flagrante por ameaça e injúria contra companheira em Condeúba

Homem é preso em flagrante por ameaça e injúria contra companheira em Condeúba

Um homem foi preso em flagrante pela 80ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) na tarde desta segunda-feira (19), suspeito de ameaça e injúria no contexto de violência doméstica e familiar, na zona rural de Condeúba.

A ação foi iniciada por volta das 14h, quando policiais foram acionados pela vítima. A mulher relatou aos agentes que havia sido ameada e ofendida pelo companheiro, que estaria sob o efeito de bebidas alcoólicas. Segundo a vítima, episódios semelhantes de violência verbal e psicológica já haviam ocorrido anteriormente.

Após conduzir a mulher à Delegacia de Polícia Territorial para o registro formal da ocorrência, os policiais militares iniciaram diligências pela região e localizaram o suspeito no município vizinho de Cordeiros.

O homem foi detido e apresentado na Delegacia de Polícia de Condeúba, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante. Ele permanece à disposição da Justiça para a adoção das medidas legais cabíveis.

Idoso de 80 anos morreu após carro capotar na BA-263, em Urandi

Idoso de 80 anos morre após carro capotar na BA-263, em Urandi
Foto – Divulgação / Polícia Militar

Um homem de 80 anos morreu após um capotamento registrado na manhã de segunda-feira (19), na rodovia BA-263, na zona rural de Urandi, no sudoeste da Bahia. A vítima conduzia um Volkswagen Gol prata quando teria perdido o controle da direção, provocando o acidente.

De acordo com informações da Polícia Militar, uma equipe do 17º Batalhão foi acionada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para atender à ocorrência. Ao chegar ao local, os profissionais de saúde constataram a morte do motorista.

A suspeita inicial é de que o veículo tenha sofrido aquaplanagem, situação em que os pneus perdem aderência ao entrar em contato com uma camada de água na pista. Com o capotamento, o condutor foi lançado para fora do automóvel. Segundo o registro da ocorrência, ele não utilizava o cinto de segurança.

A guarnição da Polícia Militar sinalizou a rodovia, organizou o fluxo de veículos e preservou a área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia e pela remoção do corpo.

Homem armado com machado instiga pitbull contra PMs e foi preso em Brumado

Homem armado com machado instiga pitbull contra PMs e é preso em Brumado

Um homem visivelmente embriagado foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira (19), no bairro Bom Jesus, em Brumado. Ele é acusado de violência doméstica, ameaça e resistência após tentar invadir a própria residência armado com um machado e incitar um cão da raça pitbull contra os policiais militares que atendiam a ocorrência.

A ocorrência foi registrada por volta das 23h30, quando a guarnição do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom). Segundo informou a corporação, no local, os agentes constataram que o homem, em estado de extrema alteração e agressividade, fazia ameaças diretas à esposa e a outros familiares.

Durante a tentativa de abordagem, o suspeito reagiu com violência física contra os policiais e passou a instigar reiteradamente o cão pitbull para atacar a equipe de segurança.

Diante da resistência e do risco à integridade física das vítimas e dos agentes, a PM utilizou força moderada e algemas para imobilizar e conter o agressor. Após ser dominado, o homem foi conduzido à Delegacia Territorial de Brumado para a adoção das medidas cabíveis.

MPE pede providências para garantir voto de indígenas no segundo turno

Há casos falta de transporte e mesários que falem línguas indígenas

Agência BrasilSão Paulo (SP) 24/09/2026 - O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) , durante demonstração para a imprensa do fluxo de votação das Eleições 2026. Além de uma apresentação sobre o chamado “derrame de santinhos” e o novo provimento da Corregedoria do Tribunal que disciplina a fiscalização e a repressão desse crime eleitoral. O evento realizado na sede do TRE-SP. Urna Eletrônica . Foto: Paulo Pinto/Agência BrasilFoto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, providências para garantir que a população indígena possa votar no segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).

De acordo com o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, diversas lideranças indígenas relataram falta de transporte gratuito para o deslocamento dos eleitores no primeiro turno.

Além disso, a falta de mesários que falam línguas indígenas também teria contribuído para a abstenção na votação.

Os problemas ocorreram nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Amazonas e Pará.

“Ante o exposto, e com o propósito de afastar impedimentos ao exercício do sufrágio pelas populações indígenas, solicita-se a Vossa Excelência o apoio institucional a fim de que sejam saneadas as dificuldades verificadas durante o primeiro turno de votação”, solicitou o procurador.

No Amazonas, indígenas da Terra Indígena Vale do Javari ainda não têm transporte garantido para o segundo turno.

De acordo com a Justiça Eleitoral, a solicitação do serviço foi protocolada pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) fora do prazo legal.

Bolsa Família: pagamentos de outubro terminam nesta quarta-feira (21)

Bolsa Família: pagamentos de outubro terminam nesta quarta-feira (21)

Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de outubro começaram a ser feitos nesta segunda-feira (19), quando receberam os beneficiários com NIS terminado em 1. Nesta terça-feira (20), será a vez de quem tem NIS terminado em 2.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), os demais pagamentos do mês serão unificados a partir de quarta-feira (21) como medida preventiva para mitigar os efeitos do super El Niño sobre as famílias classificadas como mais vulneráveis.

Com isso, o calendário será unificado na próxima quarta-feira, quando ocorrem os pagamentos de beneficiários com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Em nota, a pasta reforçou que o formato de pagamento unificado valerá também para os meses de novembro e dezembro, considerados períodos críticos do El Niño.

Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome indicam que, nos meses de agosto e setembro de 2026, foram registrados 518 reconhecimentos federais de situação de emergência e estado de calamidade pública – mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado (253).

A alta, segundo a Secom, foi causada, sobretudo, pelas tempestades no Sul: chuva, granizo, vendaval e inundações foram responsáveis por 272 reconhecimentos este ano, contra 81 em 2025. O aumento também foi percebido no semiárido, onde reconhecimentos por estiagem e seca saltaram de 172 para 239.

A unificação de pagamentos do Bolsa Família já ocorreu em outros momentos emergenciais, como nas enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024. À época, o pagamento foi unificado para 497 municípios gaúchos, que puderam acessar o benefício no primeiro dia do calendário.

Justiça Eleitoral nega transporte, água e alimentação para indígenas

Juíza alega que não há recursos para bancar as despesas

Agência BrasilÍndios votando durante eleições. Foto: Agência Pública/DivulgaçãoFoto: Agência Pública/Divulgação

A Justiça Eleitoral do Amazonas negou a gratuidade de transporte fluvial, água e alimentação para indígenas de 43 aldeias da Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, no dia da votação do segundo turno das eleições. O pedido foi feito pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).   

Na decisão, a juíza Dálethe Borges Messias, titular da 42ª Zona Eleitoral do Amazonas, em Atalaia do Norte, disse que reconhece a pertinência e relevância do pedido, cita que o direito ao voto pelos indígenas em condição de igualdade é um valor constitucional, mas alegou, porém, que o pedido teria sido feito fora do prazo legal para organizar a operação. 

De acordo ainda com a juíza, a Justiça Eleitoral não possui os recursos necessários para custear o transporte e alimentação dos indígenas.  

Segundo a Univaja, nas últimas eleições houve uma articulação entre a Justiça Eleitoral e a entidade para garantir uma logística que permitisse a votação dos indígenas. Isso, porém, não ocorreu este ano, e por isso a abstenção dos indígenas no primeiro turno foi muito alta, em torno de 30% a 35%. 

A Univaja afirmou que a negativa causa preocupação e que é dever do Poder Público garantir que os indígenas tenham o direito de votar. 

Vale do Javari

A Terra Indígena do Vale do Javari é a segunda maior do Brasil, com 8,5 milhões de hectares, uma área maior que o estado da Paraíba. A terra indígena, homologada em 2001, fica no estado do Amazonas, em uma região de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, e abriga 74 aldeias, sete povos e mais de 6 mil indígenas. Também tem a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo. 

Por causa de sua riqueza natural e localização estratégica, o Vale do Javari é alvo constante de redes de narcotráfico, garimpo ilegal, biopirataria e extração ilícita de madeira. 

Foi na região que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Philips foram assassinados em 2022, vítimas de uma emboscada no Rio Itaquaí.