Loteamento de chácaras aeroporto - Seu paraíso particular

Adolescente de 14 anos envolvido em rede de ‘escravidão digital’ é apreendido em Caculé

Adolescente de 14 anos envolvido em rede de 'escravidão digital' é apreendido em Caculé
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um adolescente de 14 anos foi apreendido pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta terça-feira (15), na zona rural de Caculé. O jovem é investigado por envolvimento em atos infracionais análogos aos crimes de indução e auxílio ao suicídio de criança com resultado de morte, automutilação, associação criminosa e crueldade contra animais domésticos. A ação ocorreu em cumprimento a um mandado de internação provisória com prazo de 45 dias, expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Naviraí, em Mato Grosso do Sul.

A apreensão faz parte da Operação Lívia II, uma ofensiva de alcance nacional deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul após a morte de uma jovem de 13 anos. A partir da perícia em computadores e mídias apreendidos no início de agosto, na primeira fase da operação, os investigadores mapearam novas conexões e identificaram membros ativos de redes virtuais focadas na exploração de crianças e adolescentes. Durante o cumprimento das ordens judiciais na residência do investigado em Caculé, os agentes também apreenderam dois aparelhos celulares.

Adolescente de 14 anos envolvido em rede de 'escravidão digital' é apreendido em Caculé
Divulgação/Polícia Civil

De acordo com o coordenador da 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), delegado Zanderlan Fernandes, as apurações revelaram a atuação de grupos digitais ligados ao extremismo, misoginia, violência contra animais e práticas de chantagem conhecidas como “escravidão digital”. Os celulares recolhidos no interior baiano passarão por análise pericial para instruir o inquérito e ajudar na identificação de outros possíveis integrantes da rede.

Após a realização dos procedimentos legais na unidade policial, o adolescente foi colocado à disposição da Justiça para o cumprimento da medida socioeducativa. Além da Bahia e de Mato Grosso do Sul, a Operação Lívia II cumpriu mandados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, contando com a articulação do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Com representantes de 34 paróquias, Pascom Diocesana promove formação para agentes sobre uso de IA na Igreja

Com representantes de 34 paróquias, Pascom Diocesana promove formação para agentes sobre uso de IA na Igreja
Foto – Divulgação / Diocese de Caetité

A Diocese de Caetité realizou, neste sábado (12), no Centro Pastoral Diocesano São Joaquim, em Caetité, o Encontro Diocesano da Pastoral da Comunicação (Pascom). O evento reuniu mais de 60 agentes da comunicação de 34 paróquias, fortalecendo a integração, a partilha de experiências e a missão de comunicar o Evangelho. 

A inteligência artificial e os desafios para a comunicação católica foi o tema central do encontro, que teve início com oração conduzida pelo Pe. Paulo Henrique Neves de Souza, assessor espiritual da Pascom Diocesana, seguida da apresentação dos participantes.

A formação contou com a assessoria do Pe. Igor Gonçalves, assistente eclesiástico da Pascom da Diocese de Camaçari (BA) e professor da Universidade Católica do Salvador (UCSAL). O padre iniciou a apresentação questionando os participantes como utilizar a inteligência artificial sem perder a inteligência do Evangelho. Destacou que o uso da IA pode ser benéfica para a igreja se usada dentro de um contexto e desde que não se perca a identidade local e paroquial.

“A IA generativa não sabe nada sobre Caetité. Ela não conhece Dom Carvalho, não conhece os padres, nunca entrou na Matriz. Ela funciona por recomposição de padrões: aprendeu, a partir de milhões de imagens da internet, ‘o que costuma aparecer’ quando alguém digita ‘bispo’, ‘igreja’ ou ‘ostensório’, e monta uma média estatística disso”, explicou.

A Bahia deu um show nas celebrações do centenário da Coluna Prestes

Levon Nascimento

A Bahia deu um verdadeiro show nas celebrações do centenário da passagem da Coluna Prestes por seus sertões. Neste mês de setembro de 2026, universidade, escolas, prefeituras, pesquisadores, artistas, estudantes, comunicadores e comunidades transformaram a memória histórica em uma experiência viva. Vitória da Conquista, Condeúba, Cordeiros, Mortugaba e Jacaraci receberam Luiz Carlos Prestes Filho e promoveram encontros que ultrapassaram o formato convencional das solenidades. Foram rodas de conversa, palestras, apresentações musicais, visitas a lugares de memória, feira de artesanato, encontros com estudantes e transmissões pelas redes sociais. Em vez de confinar a História aos livros, a Bahia a devolveu ao território e ao povo.

Em Vitória da Conquista, no dia 9 de setembro, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia abriu essa jornada regional com a roda de conversa “A Coluna Prestes nos Sertões Baianos”, realizada no Auditório 1 do Módulo Luizão. O encontro reuniu Luiz Carlos Prestes Filho, professores, pesquisadores, estudantes e representantes da comunidade, numa parceria que envolveu o Colegiado do Curso de História, o Departamento de História, o ProfHistória e o LEDISAR. A atividade, também transmitida e disponibilizada em vídeo, demonstrou o papel que uma universidade pública deve desempenhar: produzir conhecimento, dialogar com a sociedade e contribuir para que a memória regional seja reconhecida como parte da História do Brasil.

Em seguida, a memória caminhou novamente pelos sertões. Cordeiros recebeu Luiz Carlos Prestes Filho em uma programação promovida pela Coordenação Municipal de Cultura, marcada pelo encontro com a história local e pela aproximação entre memória e educação. Em Mortugaba, no dia 14, estudantes, professores, profissionais da educação, autoridades e moradores participaram de uma manhã de conversa e aprendizado sobre a passagem dos revoltosos pela região. As imagens divulgadas mostram algo muito significativo: jovens diante de um personagem que carrega não somente o nome de Prestes, mas também décadas de trabalho dedicado à preservação dessa história. Foi a História saindo das salas especializadas e chegando aos estudantes, às comunidades e às novas gerações.

Condeúba, entretanto, tornou-se o coração simbólico dessas celebrações. Entre os dias 10 e 12 de setembro, a cidade recebeu Luiz Carlos Prestes Filho e realizou palestras, encontros com estudantes, visitas a espaços históricos, feira da economia criativa, apresentações musicais e diálogos com artesãos e moradores. No antigo Paço Municipal, utilizado pelo Estado-Maior da Coluna como quartel-general em abril de 1926, continuam preservadas as inscrições atribuídas a Siqueira Campos. Foi nesse lugar carregado de memória que participei, ao lado de Luiz Carlos Prestes Filho, Joandina Maria de Carvalho, Elton Soares de Oliveira e do prefeito Micael Silveira, da mesa de encerramento sobre a Coluna Prestes em Condeúba e no Norte de Minas Gerais. A transmissão realizada por Gilmar Garcia e a cobertura do Jornal Folha de Condeúba permitiram que a celebração alcançasse um público muito maior.

Essa movimentação ultrapassou os espaços onde as atividades presenciais foram realizadas. Convites, vídeos, transmissões, reportagens e publicações circularam intensamente pelas redes sociais, portais de notícias e meios de comunicação do sudoeste baiano. A cobertura do Jornal Folha de Condeúba, as transmissões audiovisuais e as divulgações feitas por instituições, gestores culturais, educadores e participantes permitiram que o centenário alcançasse um público muito maior. Formou-se, assim, uma verdadeira rede territorial de memória, unindo municípios e comunidades que, durante muito tempo, conservaram separadamente lembranças de um mesmo acontecimento histórico.

Tudo isso começou a ganhar corpo com a audiência pública requerida pelo deputado estadual Leleco Pimentel (PT/MG) e realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, no dia 14 de abril de 2026. A partir daquele momento, integramos as celebrações realizadas no Alto Rio Pardo às iniciativas das colegas escritoras baianas Joandina Maria de Carvalho e Fátima Mariani. O encontro entre pesquisadores de Minas Gerais e da Bahia permitiu perceber que as fronteiras administrativas não poderiam continuar separando uma história que, em 1926, foi construída por caminhos contínuos. A Coluna passou por Condeúba antes de entrar no Alto Rio Pardo, entre 15 e 18 de abril daquele ano. Cem anos depois, refizemos o percurso em sentido inverso: levamos à Bahia o livro A Coluna Prestes nos Gerais de Minas, nossas pesquisas e as experiências das celebrações mineiras; e recebemos das colegas baianas documentos, narrativas, lugares de memória e a força mobilizadora de quem conhece e ama o próprio território.

A Bahia deu um show porque não realizou apenas homenagens protocolares. Fez pesquisa, educação, cultura, música, comunicação e participação popular. Mostrou que a História Pública acontece quando a universidade abre suas portas, a escola leva seus jovens, a imprensa registra, os artistas interpretam, o poder público apoia e a comunidade se reconhece como sujeito da própria trajetória. A maior homenagem à Coluna Prestes não é transformar seus integrantes em personagens imóveis do passado, mas compreender as perguntas que sua marcha ainda nos dirige: que Brasil construímos, quem participa das decisões nacionais e até quando permitiremos que o povo assista à própria História sem tomar parte nela? Em setembro de 2026, o sudoeste baiano respondeu de maneira exemplar: memória também é consciência, pertencimento e luta pelo direito de sermos senhores da nossa própria história.

Levon Nascimento é professor de História na rede estadual de ensino de Minas Gerais, em Taiobeiras; mestre em Estado, Governo e Políticas Públicas pela FLACSO e doutorando em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Centro Universitário Dom Helder. Pesquisar e autor de vários livros.

Série Coluna Prestes

Mensagem do Padre Matheus de Condeúba

Pediram pro Padre Matheus
Abençoar um pedaço de chão
Uma moça desenganada
Pra livrar “das ilusão”
Com o peito cheio de dor
E a vida na escuridão

Trouxeram pra ele um rosário
Na fé de afastar as maldades
Um bocado de reza forte
Pra dar trégua e passagem
E uma pedra cheia de luz
Pra dar vigor e coragem.

O padre não se aperreou
Nem se fez irritar
Deu bença a quem era da terra
Sem nadinha recusar
Oxente, atendeu a toda gente
Que veio tudo que é bença buscar!

Avisou: “Não sou milagreiro
Não venha com essa ideia não!
Não faço o doente que acama
Levantar de sobressaltão
Nem mudo o tempero da janta
Pra fazer virar tudo bom.”

E completou o Padre Matheus
Sem frescura e sem engano:
“A bença que guarda o peito
E a alma do povo guia
É a força pura do perdão
Que cura qualquer agonia!”

“Não é acenar pra lá e pra cá
Nem mexer a mão pro ar
O negócio é limpar a mágoa
Pra vida recomeçar
Que o perdão é o maior dengo
Que a gente pode se dar!

Luiz Carlos Prestes Filho
Condeúba, 13.09.2026

Entenda: STF encerra sessão sem definir casos sobre Moraes e Mendonça

Flávio Dino, que pediu vista, tem 90 dias para devolver a questão
Agência BrasilBrasília - DF - 15/09/2026- Manifestação na esplanada dos ministério durante sessão do STF. Foto: Valter Campanato/Agência BrasilFoto: Valter Campanato/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Pelas regras internas da Corte, o ministro Flávio Dino, que pediu vista do caso, tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento.

O impasse entre os ministros ocorreu pela discordância sobre o rito que seria adotado no julgamento. Inicialmente, somente o caso de Moraes foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A análise das suspeitas contra André Mendonça estava marcada para a sessão do dia 23 de setembro.

Durante a sessão, os ministros ligados à ala de Moraes defenderam que a relação com Vorcaro deveria ser analisada em conjunto com as supostas irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça, antigo relator do caso, ao solicitar ao plenário a investigação.

Pelo entendimento, o mesmo rito deveria ser adotado nos dois casos. Dessa forma, o ministro Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem para incluir a análise das supostas irregularidades contra André Mendonça. 

A questão foi colocada em julgamento, mas não chegou a ser finalizada porque Dino pediu vista do processo após o bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça. O placar parcial ficou em 4 votos a 3.

Mendonça

O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo. 

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. 

No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

Moraes

O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou as conversas para Fachin.

A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

Fluminense leva susto, mas é 1º classificado à semi da Libertadores

Tricolor perde do Platense por 2 a 1, mas avança pelo placar agregado

Repórter da EBCBuenos Aires, 15/09/2026 - Lance de jogoe entre Platense e Fluminense pela Copa Libertadores da América. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FCFoto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC

O Fluminense é o primeiro classificado às semifinais da Libertadores. O Tricolor se garantiu nesta terça-feira (15), mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Platense no Coliseo de Victoria, em Vicente López, região metropolitana de Buenos Aires.

A equipe brasileira se beneficiou da vitória por 2 a 0 sobre os argentinos na partida de ida, há uma semana, no Maracanã. Na soma dos placares, 3 a 2 para o time carioca.

Esta é a terceira vez que o Fluminense se coloca entre os quatro principais clubes da América do Sul. Em 2008 e 2023, o Tricolor também foi à decisão, sendo campeão na edição de três anos atrás.

O adversário nas semifinais sai nesta quarta-feira (16), no duelo entre LDU e Palmeiras, que se enfrentam no Estádio Casa Blanca, na capital equatoriana Quito, a partir das 19h (horário de Brasília). O Verdão tem a vantagem do empate, pois venceu a partida de ida, uma semana antes, por 1 a 0 no Nubank Parque, em São Paulo.

Se na última terça-feira (9) o Fluminense construiu a vitória no primeiro tempo, o Platense necessitou dos mesmos 45 minutos iniciais para igualar o placar agregado. O time da casa acuou o Tricolor na defesa e obrigou o goleiro Fábio a trabalhar. Aos 24, o goleiro fez grande defesa após uma cabeçada do zagueiro Ignacio Vázquez, no canto.

Cinco minutos depois, Fábio nada pôde fazer. Na sobra de uma tentativa de drible que esbarrou no zagueiro Julián Millán, o meia Guido Mainero chutou quase da marca do pênalti, a bola desviou no volante Hércules e saiu do alcance do arqueiro da equipe carioca, abrindo o marcador.

Nos acréscimos, Mainero cruzou pela direita e o atacante Bruno Sepúlveda apareceu às costas do zagueiro Thiago Silva para fazer, de cabeça, o segundo do Platense, deixando tudo igual na soma dos placares. Se a partida acabasse naquele momento, a decisão seria nos pênaltis.

A partida ficou mais brigada no segundo tempo. O Fluminense, que pouco conseguiu sair para jogar na etapa inicial, encontrou mais espaços. Aos 11 minutos, veio o respiro. Em contra-ataque, o volante Martinelli acionou Hulk, que abriu para o também atacante Agustín Canobbio na esquerda. O uruguaio entrou na área, driblou Vázquez e bateu cruzado, deixando o Tricolor novamente à frente no agregado.

Precisando do terceiro gol para forçar os pênaltis, o Platense se lançou com tudo ao ataque. Aos 36 minutos, Fábio brilhou novamente ao defender uma cabeçada forte de Vázquez. O time argentino empilhou bolas na área, mas a equipe brasileira conteve a pressão e garantiu a classificação.

O candidato a deputado estadual Léo de Neco (Avante), com chances de ser eleito

Leo de Neco

O candidato a deputado estadual Léo de Neco (Avante) vem ampliando sua presença política em diferentes regiões da Bahia e já reúne apoios e representações em mais de 100 municípios do estado.

Ex-prefeito de Gandu por dois mandatos, Léo de Neco construiu sua trajetória também à frente de entidades regionais, fortalecendo a relação com prefeitos, vereadores e lideranças políticas do interior baiano.

Na atual caminhada eleitoral, o candidato tem intensificado as articulações e buscado novas alianças. A estratégia inclui a aproximação com lideranças de diferentes municípios e grupos políticos interessados em fortalecer suas chapas para as eleições deste ano.

No Baixo Sul, sua principal base política, Léo mantém uma estrutura de apoio construída ao longo dos anos. Em Gandu, o grupo conta com a prefeita Dai de Léo de Neco (Avante), além de vereadores, ex-vereadores e outras lideranças locais.

Com a ampliação da rede de apoios, aliados avaliam que Léo de Neco chega à disputa pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) com potencial para alcançar uma votação expressiva. A expectativa é de que a presença em diferentes regiões do estado seja um dos principais fatores para o desempenho do candidato nas urnas.

Licínio de Almeida é investigada por aluguel irregular de carro e suposta improbidade

Licínio de Almeida é investigada por aluguel irregular de carro e suposta improbidade

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da Promotoria de Justiça, converteu uma apuração preliminar no Inquérito Civil nº 117.9.469535/2025 para investigar a ocorrência de suposto ato de improbidade administrativa e dano ao erário no município de Licínio de Almeida.

De acordo com documento publicado nesta segunda-feira (14), a investigação foca na contratação e locação do veículo Fiat/Argo Drive 1.3 sem o devido procedimento licitatório e sem instrumento contratual formalizado, ocorrida entre fevereiro e junho de 2025.

O contrato sob suspeita foi formalizado em nome de Diego Souza Lisboa e envolve pagamentos inicialmente documentados no valor de R$ 11.333,00 através do Fundo Municipal de Educação, somados a R$ 3.500,00 quitados via Nota Fiscal de Serviço Avulso.

As apurações da promotoria também buscam esclarecer se outros empenhos da Secretaria Municipal de Infraestrutura, no montante de R$ 15.172,00, possuem ligação com o mesmo arranjo financeiro e se a propriedade de fato do automóvel pertencia a um agente político, o que configuraria burla à vedação legal que impede a contratação de vereadores pelo município. A portaria foi instaurada pela promotora de Justiça Gabrielly Coutinho Santos.

BYD com 24% do mercado em Salvador: o dado que explica por que a capital baiana virou o laboratório do carro elétrico no Brasil

BYD com 24% do mercado em Salvador: o dado que explica por que a capital baiana virou o laboratório do carro elétrico no Brasil

Em janeiro de 2026, um em cada quatro carros vendidos em Vitória da Conquista era BYD. Em Salvador, a marca chinesa liderou o varejo pelo terceiro mês consecutivo com 15,1% de participação, superando Fiat, Toyota e Volkswagen. No acumulado do primeiro semestre, a BYD manteve a liderança absoluta no varejo da capital baiana e ficou em segundo lugar em todo o Nordeste. Os carros à venda em Salvador em 2026 contam uma história que o mercado automotivo nacional ainda está processando: a Bahia não está seguindo a tendência dos elétricos. Está liderando ela.

Isso não aconteceu por acaso.

O polo que mudou tudo

Em julho de 2025, o primeiro BYD Dolphin Mini 100% elétrico fabricado no Brasil saiu da linha de produção em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Quatro meses depois, a montadora já havia produzido mais de 25 mil veículos na planta e empregava diretamente mais de 4 mil trabalhadores na região.

A coincidência geográfica explica muito do que aconteceu em seguida. O consumidor baiano passou a comprar um carro que é produzido a 40 minutos de casa. A concessionária da BYD virou vizinha da fábrica. O mecânico começou a aprender a tecnologia antes dos colegas de outros estados. E a Bahia, que nunca havia sido associada à vanguarda do mercado automotivo, virou o estado onde a transição para os elétricos acontece mais rápido do que em São Paulo.

O Dolphin Mini que desbancou os populares

O carro que está movendo esse fenômeno tem nome: BYD Dolphin Mini. O compacto 100% elétrico, com autonomia de até 320 quilômetros e preço inicial de R$ 119.990, foi o modelo mais vendido na Região Metropolitana de Salvador em janeiro de 2026, segundo dados da Fenabrave.

Para entender o que isso significa, é preciso lembrar que o Dolphin Mini estava concorrendo com Volkswagen Polo, Hyundai HB20 e Fiat Argo, modelos com décadas de presença no mercado brasileiro e redes de concessionárias consolidadas. O elétrico chinês passou todos eles na capital baiana.

O resultado não foi episódico. Em fevereiro, março, abril, maio e junho, a BYD manteve a liderança ou ficou entre os dois primeiros colocados no varejo de Salvador. No segundo trimestre, o Dolphin Mini chegou a ter três versões entre os dez carros mais vendidos em Salvador simultaneamente.

Por que o baiano adotou o elétrico antes do paulistano

A explicação tem três camadas.

A primeira é industrial. A presença da fábrica em Camaçari criou uma cadeia de valor local, com revendedores treinados, peças mais acessíveis e suporte técnico mais próximo do que em qualquer outra região do país. Comprar um carro cuja fábrica fica no estado muda a percepção de risco do consumidor.

A segunda é econômica. Salvador e o interior da Bahia têm um perfil de deslocamento que favorece o elétrico: percursos diários mais previsíveis, uso predominantemente urbano e custo de combustível que pesa mais no orçamento de famílias de renda média do que no de consumidores de alta renda em capitais do Sudeste. A conta do custo operacional de um elétrico fecha mais facilmente em Salvador do que em São Paulo.

A terceira é estratégica. A BYD decidiu tratar a Bahia como mercado prioritário e investiu em concessionárias, treinamento de pessoal e campanhas locais com uma intensidade que outras montadoras não replicaram na região. O resultado é uma presença de marca que o consumidor baiano passou a reconhecer de forma quase instintiva.

O que o mercado de carros à venda em Salvador revela sobre 2026

O fenômeno BYD em Salvador não cancela o mercado de carros a combustão. Ele o transforma.

À medida que os elétricos ocupam uma fatia crescente das vendas de zero-km, o estoque de seminovos e usados a combustão fica proporcionalmente maior. Para o comprador que pesquisa carros à venda em Salvador com orçamento limitado, essa dinâmica cria uma janela: mais oferta de usados convencionais, preços pressionados pela concorrência com o elétrico novo e um mercado de segunda mão que começa a sentir o impacto da mudança de perfil das vendas.

A BYD projeta alcançar a liderança nacional no varejo automotivo brasileiro até 2030. Se o ritmo de Salvador for qualquer indicação, a Bahia vai chegar lá antes. E o mercado de carros da capital baiana vai continuar sendo um dos mais interessantes do Brasil para quem quer entender para onde o setor automotivo está indo.

O número que resume o momento

A BYD vendeu 100 mil carros no Brasil em apenas seis meses de 2026, conforme dados da Fenabrave. Entrou no segmento de passeio há menos de quatro anos. Em Salvador, liderou o varejo de forma praticamente ininterrupta desde novembro de 2025.

Em Vitória da Conquista, o número que mais impressiona os analistas do setor não é o volume absoluto de vendas. É o percentual: 24,1% do mercado. Quase um em cada quatro carros vendidos na cidade pertence a uma marca que não existia no mercado brasileiro de passeio até 2022.

Isso não é tendência. É ruptura. E Salvador foi a primeira cidade do Brasil a vivê-la.

STF define rito de sessão que analisará conversas de Moraes e Vorcaro

Relatório será lido pelo ministro Edson Fachin, atual relator do caso

Agência BrasilBrasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro então chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet.

*Matéria alterada às 20h54 para correção de informação sobre a leitura do relatório. A leitura será feita pelo atual relator da matéria, ministro Edson Fachin, e não pelo antigo relator, ministro André Mendonça.