Expectativa de vida sobe no Brasil, mas segue abaixo do patamar pré-pandemia

Expectativa de vida sobe no Brasil, mas segue abaixo do patamar pré-pandemia Foto: Agência Brasil

Após despencar durante a pandemia de Covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer voltou a subir e chegou a 75,5 anos em 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, ela está abaixo das projeções iniciais.

Antes da crise sanitária, em 2019, a expectativa de vida era de 76,2 anos. Em 2020, início da pandemia, caiu para 74,8 anos e, no ano seguinte, sofreu mais uma queda, ficando em 72,8 anos. Com o fim da pandemia, subiu para o patamar atual.

Esses números são bem inferiores às projeções iniciais que haviam sido feitas antes da crise de saúde no país e com base em dados disponíveis à época, que eram do Censo Demográfico de 2010. Diante da pandemia e da atualização dos dados demográficos a partir do Censo de 2022, o IBGE refez todos os cálculos das chamadas “Tábuas de Mortalidade”.

Motociclista perde controle, cai debaixo de trator e morre na zona rural de Candiba

Motociclista perde controle, cai debaixo de trator e morre na zona rural de Candiba

Na manhã desta quinta-feira (30), por volta de 10h30, um acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e um trator foi registrado no Povoado de Exú, zona rural de Candiba, na região sudoeste da Bahia.

O 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionado e, no local, populares relataram o que teria acontecido. Segundo informou o 17º BPM, João Elizeu de Souza, 60 anos, conduzia uma motocicleta Honda quando, ao tentar fazer uma ultrapassagem, colidiu na cerca, perdeu o controle e caiu debaixo do trator, vindo a óbito.

O outro passageiro que estava na motocicleta foi atendido por uma equipe do Samu 192 e encaminhado para o Hospital Geral de Guanambi (HGG) devido à gravidade dos ferimentos. Os policiais militares realizaram o isolamento da área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT) com vistas à remoção do corpo da vítima fatal.

O corpo de João foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Guanambi para ser necropsiado. Os veículos envolvidos e o condutor do trator foram apresentados na delegacia para adoção das medidas cabíveis.

ESCOLAS DESCUMPREM LEI E AINDA NÃO OFERECEM EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA 

No início da década de 1840, quando a escravidão estava no auge e D. Pedro II recém-assumira o trono, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) lançou um concurso nacional para que os intelectuais sugerissem a melhor forma de se contar a história do país.

O Brasil tinha se tornado independente só fazia duas décadas, e não havia uma narrativa oficial consolidada. A elite imperial acreditava que uma história heroica e bem contada incutiria nos brasileiros o nacionalismo, um sentimento que ainda não existia e era considerado essencial para a preservação da unidade do novo Estado.

O vencedor do concurso foi o naturalista alemão Carl von Martius, que conhecia bem o país. Para ele, uma das particularidades da história nacional que deveriam constar dos livros era a mistura racial entre brancos (“o mais poderoso e essencial motor” do Brasil), negros e indígenas (duas “raças inferiores”).

Na dissertação premiada pelo IHGB, escreveu:

“A vontade da Providência predestinou ao Brasil esta mescla. O sangue português, em um poderoso rio, deverá absorver os pequenos confluentes das raças índia e etiópica [negra]”.

Segundo Von Martius, aqui não existia racismo:

“Até me inclino a supor que as relações particulares pelas quais o brasileiro permite ao negro influir no desenvolvimento da nacionalidade brasileira designam por si o destino do país, em preferência de outros Estados do novo mundo [América], onde aquelas duas raças inferiores são excluídas do movimento geral”.

De acordo com historiadores contemporâneos, a fórmula preconizada por Von Martius foi tão convincente que de fato se transformou na história oficial do Brasil.

Todas as fotos desta reportagem são de painéis sobre a temática negra pintados no Centro Educacional do Lago Norte pelos próprios alunos; a escola pertence à rede pública do Distrito Federal (Pedro França/Agência Senado)

Quem primeiro contestou publicamente a velha versão foi a militância negra, no fim dos anos 1970, aproveitando que a ditadura militar iniciava a abertura política e afrouxava a perseguição aos movimentos sociais.

Uma mudança significativa, contudo, só viria 160 anos após a dissertação de Von Martius. Em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro mandato, assinou uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que previu a inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos de todas as escolas públicas e privadas do Brasil (Lei 10.639).

De acordo com o IBGE, pretos e pardos respondem por 56% da população brasileira. O objetivo da lei é valorizar o passado e o presente desse grupo e mostrar que os negros não foram figurantes da história — ao contrário, enfrentando a escravidão e o racismo, tiveram e têm um papel decisivo na construção do Brasil. Em última instância, o que a norma busca é criar uma sociedade sem discriminação racial e mais democrática.

No entanto, a lei, que em janeiro completou 20 anos, ainda não conseguiu cumprir plenamente o seu papel.

De acordo com um levantamento recente dos institutos Geledés (dedicado aos direitos da população negra) e Alana (à proteção da criança), somente 29% das prefeituras (responsáveis pela educação infantil e pelo ensino fundamental) incluem a temática racial de forma satisfatória na grade curricular das escolas municipais.

Das prefeituras, 18% ignoram totalmente a história e a cultura da população negra, enquanto 53% só fazem projetos esporádicos e poucos estruturados.

A coordenadora de educação e pesquisa do Geledés, Suelaine Carneiro, explica que esses 53%, em geral, organizam atividades educativas contra o racismo apenas em novembro, por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro):

— Ao longo dos dez primeiros meses do ano, as escolas não fazem absolutamente nada. Só para dizer que estão cumprindo a lei, organizam no 11º mês algum evento folclórico, como um desfile de moda afro e um festival de culinária africana. A cultura do evento não resolve. Neste país majoritariamente negro, ainda temos uma educação eurocêntrica, que inferioriza as identidades negras. É preciso acabar com esse tipo de educação e promover uma reflexão nas diversas disciplinas escolares. É só a partir da reflexão contínua e aprofundada que conseguimos mudar concepções e comportamentos.

Apesar de a pesquisa ter verificado apenas as redes municipais de ensino, Carneiro acredita que a negligência com o ensino da história e da cultura afro-brasileira se repete nas redes estaduais (em geral, responsáveis pelo ensino médio) e é ainda pior nos colégios particulares:

— Não é porque as escolas particulares têm menos alunos negros que elas não precisam implementar a lei. Pelo contrário. É justamente por muitas delas serem um ambiente de segregação racial que os seus alunos, na maioria brancos, precisam ter uma visão mais ampla da sociedade e compreender que este é um país heterogêneo. O ensino da história e da cultura afro-brasileira não é só para os negros. É também para os brancos, de modo que entendam que são favorecidos pelo processo do racismo, mas não precisam ser coniventes com ele, pois marginaliza uma grande parte da população brasileira.

A mesma pesquisa dos institutos Geledés e Alana indica que, entre os fatores que prejudicam o cumprimento da lei, está a resistência dos professores, dos diretores e das famílias, que entendem a educação antirracista como desnecessária ou até prejudicial aos estudantes. De acordo com estudiosos da questão, o racismo estrutural brasileiro se alimenta da crença disseminada de que ele simplesmente não existe.

As estatísticas oficiais comprovam que ele, sim, existe. Em qualquer aspecto da vida que se considere, os negros estão sempre em desvantagem na comparação com os brancos.

Ser negro no Brasil significa, por exemplo, ser mais pobre, ter menos escolaridade, receber salário menor, ser mais rejeitado pelo mercado de trabalho, ter menos oportunidades de ascensão social, dificilmente chegar aos postos de comando do poder público e da iniciativa privada, ter menos acesso aos serviços de saúde, ser vítima preferencial da violência, ter mais chances de ir para a prisão, morrer mais cedo.

Essas situações são naturalizadas quando se aprende na escola que os africanos e seus descendentes só participaram da história do Brasil como escravizados e todo o resto é silenciado.

Ao contrário do que diz essa narrativa, personagens negros tiveram papel de relevo na história, como o soldado Henrique Dias, a ex-escravizada Luísa Mahin, o advogado Luís Gama, a sambista e mãe de santo Tia Ciata, o marinheiro João Cândido, a deputada estadual Antonieta de Barros, a senadora Laélia de Alcântara e o deputado federal e senador Abdias Nascimento, entre muitos outros.

Em 1983, como deputado, Abdias apresentou um projeto de lei prevendo a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira, mas a ideia nem sequer chegou a ser votada.

Os negros foram protagonistas da própria abolição da escravidão. Segundo historiadores, a Lei Áurea não surgiu da benevolência da princesa Isabel, mas sim da reação dos escravizados, que pressionaram o Império promovendo fugas em massa e até matando os seus senhores, o que deixou o país à beira de uma guerra civil e tornou a lei de 1888 inadiável.

De acordo com Anderson Passos, que é presidente da seccional Bahia da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-BA) e secretário municipal de Educação de Aratuípe (BA), um dos grupos que hoje resistem à inclusão do ensino da cultura afro-brasileira são os religiosos de determinadas vertentes cristãs:

— Acreditam que levar o conhecimento sobre as religiões de matriz africana aos estudantes é o mesmo que tentar convertê-los. Quando incluímos o tema nas escolas da minha cidade, alguns pais me chamaram de “secretário de Educação do Candomblé”. Isso é uma bobagem. Levar o conhecimento não significa doutrinar. Nas aulas, os professores falam de todas as religiões, desde a egípcia e a grega até o catolicismo e o protestantismo, mas só as de matriz africana despertam reação. Muita gente acredita que essas práticas são ligadas ao demônio, o que gera racismo religioso, perseguição e violência. A ignorância deve ser combatida com educação e informação.

Passos avalia que, além das resistências individuais, contribuem com a pouca presença da educação antirracista nas escolas a falta de financiamento específico e fiscalização.

— O dinheiro é necessário para a capacitação dos professores, a aquisição de material didático, a organização de atividades específicas e a realização de pesquisas e estudos — ele diz.

O presidente da Undime-BA sugere que a obediência à lei sobre a história e a cultura afro-brasileira se transforme num novo componente de cálculo do chamado valor aluno ano resultado (VAAR), verba destinada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) a cada rede estadual e municipal de ensino.

— Quando a gestão democrática das escolas se transformou numa condicionalidade do VAAR, inúmeras escolas correram para se adaptar e receber mais recursos — lembra.

Quanto à fiscalização por parte do poder público, Passos afirma:

— O que acontece hoje com a rede de educação que não implementa a lei sobre o ensino da história e da cultura afro-brasileira? Absolutamente nada.

Em 2008, uma lei foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula incluindo nos currículos a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura indígena (Lei 11.645). Como a de 2003 vinha sendo ignorada, a nova repetiu a determinação sobre os temas afro-brasileiros.

A partir do ano que vem, os Tribunais de Contas dos estados e dos municípios, que têm o papel de fiscalizar a execução das políticas públicas, serão incentivados a passar a lupa sobre os currículos das escolas e procurar a educação antirracista.

A novidade decorre de uma medida da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que avalia periodicamente todos os 33 tribunais e decidiu que aqueles que fiscalizarem a presença da história e das culturas afro-brasileira e indígena nas escolas públicas serão mais bem pontuados.

A auditora Fernanda Nunes, da Atricon e do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), afirma que os poucos Tribunais de Contas que fazem hoje esse tipo de fiscalização costumam encontrar uma situação negativa:

— Muitas vezes, o conteúdo está presente nos planos municipais ou estaduais de educação, mas não há a capacitação de professores ou a previsão orçamentária correspondente. Outras vezes, até há a previsão orçamentária, mas ela no fim das contas não é executada. O que se vê hoje é que a educação antirracista é, no geral, apenas uma ficção jurídica.

Nunes lembra que os pareceres dos Tribunais de Contas são enviados para as Assembleias Legislativas e para as Câmaras Municipais, que também podem tomar as medidas necessárias. Ela acrescenta:

— O objetivo principal das fiscalizações dos Tribunais de Contas não será punir as secretarias de Educação, mas, sim, induzi-las a seguir a lei. Esperamos que isso represente um divisor de águas na educação antirracista no Brasil.

O professor Luciano Braga, que dá aula de artes na rede municipal de São Paulo e é coautor do livro História da África e Afro-Brasileira: em busca de nossas origens (Selo Negro Edições), também sugere uma via alternativa à punição:

— Os vestibulares e o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] têm um poder imenso de indução. Eles precisam cobrar conteúdos antirracistas nas questões e nas redações, pois assim as escolas públicas e particulares correrão para se adaptar e passarão a oferecer esses temas aos estudantes.

Nas aulas das crianças pequenas, Braga diz que aborda a questão racial da forma lúdica, pintando em papel as diversas tonalidades de pele, falando sobre os diferentes tipos de cabelo e contando histórias com protagonistas negros:

— A reação das crianças negras é imediata. Elas abrem o sorriso e se sentem orgulhosas de serem quem são. Pequenas ações fazem uma diferença imensa na autoestima delas. E as crianças brancas, por sua vez, passam a entender, respeitar e valorizar a diversidade.

Ele continua:

— Ignorar a história e a cultura do negro é ignorar a história e a cultura de mais da metade da população brasileira e mantê-la numa posição subalterna. O trabalho contra o racismo precisa ser forte especialmente na escola porque é lá que os indivíduos se formam.   

Fonte: Agência Senado

Após cinco anos de inaugurado, Cicom encerra atividades em Brumado

Após cinco anos de inaugurado, Cicom encerra atividades em Brumado

O Centro Integrado de Comunicações (Cicom) encerrou nesta semana suas atividades no município de Brumado. Desde a última sexta-feira (24), uma empresa terceirizada a serviço da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) está na cidade desmontando equipamentos que aparelhavam o órgão.

O Cicom/Brumado foi inaugurado no dia 30 de agosto de 2018, estando presente na solenidade o então secretário de segurança do estado, Maurício Teles Barbosa, o então superintendente de comunicações, Antônio Carlos Silva Magalhães, além autoridades políticas de diversos segmentos.

Em seu curto período na cidade, o centro esteve presente no dia a dia da comunidade como elo entre os braços da segurança. Através das imagens geradas pelas câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade, o Cicom ajudou a agilizar o atendimento das ocorrências.

Após cinco anos de inaugurado, Cicom encerra atividades em Brumado

O município havia recebido diversas câmeras de última geração, as quais realizavam até mesmo o reconhecimento facial e de placas de veículos, além de agilizar as chamadas via 190. Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública esclareceu que “com a digitalização do sistema de rádio e instalação de GPS nas viaturas, o Cicom de Vitória da Conquista recepcionará as ligações via 190 realizadas pelos moradores de Brumado”.

Segundo esclareceu, a mudança não afetará a velocidade do acionamento das viaturas. Desta forma, a partir desta semana, as ligações para o 190 oriundas do município de Brumado serão direcionadas ao Cicom/Vitória da Conquista.

Condeúba/Fz. Passagrm do Meio: É com tristeza que noticiamos o falecimento da Sra. Gercina Maria de Sousa aos 83 anos de idade

 

Sra. Gercina Maria de Sousa, faleceu aos 83 anos de idade

É com tristeza e grande pesar, que noticiamos o falecimento da Sra. Gercina Maria de Sousa aos 83 anos de idade, ocorrido nesta quinta-feira dia 30 de novembro de 2023 às 15:00 horas. Ela era viúva do Sr. Anísio de Jesus Sousacom quem teve 4 filhos: José, Geraldo, Nilsa e Gilberto além de 3 netos e uma bisneta. O corpo está sendo velado na sua residência na Fazenda Passagem do Meio, o sepultamento será amanhã a tarde dia (1/12) às 15:00 horas, no Cemitério Municipal da Passagem do Meio. “O luto é o preço que se paga por amar alguém”. A família agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

Atendimento: FUNERÁRIA SÃO MATHEUS

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Gercina, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Sra. Gercina.

Condeúba: ASA fez a primeira reunião no município para a construção de 130 cisternas

 

Foi realizada na manhã desta quinta-feira dia 30 de novembro de 2023, a primeira reunião promovida pela ASA, através do seu coordenador Anselmo Rodrigues Cardoso popular “Tico”. O objetivo desta reunião foi para comunicar que através da Associação da Divina Providência, vai trazer para o nosso município a construção de 130 cisternas.

Nesta reunião foi constituída uma Comissão que ficou assim representada: Pelo Poder Público Secretaria de Agricultura – Sergio. Igreja Católica/Pastoral da Criança – Terezinha. Cezan/Conselho de Segurança Alimentar – Jovane. Quilombolas – José Aparecido. Central das Associações – Tony. Cooperman – Paulo Sergio. Sintrafe – Zé Cotia. Sindicato Trabalhadores Rurais – Eliana. Sindicatos dos Agentes de Saúde – Fernando. ADCC – Claudio Flores.

A previsão de iniciar os trabalhos de construções das cisternas provavelmente será para março do próximo ano de 2024. No decorrer da reunião houve algumas dúvidas e questionamentos, as quais foram respondidas pelo Coordenador Tico. Ao termino da reunião o secretário de Agricultura Sergio, convidou todos para tomar um café.

Fotos: Oclides/JFC Continue lendo

Henry Kissinger Morreu aos 100 anos de idade

Com uma biografia repleta de passagens controversas, o ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger, que morreu nesta quarta (29) aos 100 anos, está longe de ser lembrado como um “santo”. A avaliação é do colunista Josias de Souza, em participação no UOL News desta quinta (30).

Há uma mania nas altas esferas de poder de santificar os mortos. A morte costuma ser de uma eficácia promocional hedionda. Mas no caso do Henry Kissinger, que exerceu um poder inaudito, nem a morte é capaz de lavar a biografia. Mesmo os mais fanáticos cultores da personalidade terão dificuldade para higienizar a reputação dele.

Josias citou algumas das diversas passagens polêmicas na biografia de Kissinger, como o apoio e o envolvimento no golpe de Estado promovido por Augusto Pinochet no Chile, em 1973. O colunista também lembrou da controversa atuação do ex-secretário de Estado dos EUA na Guerra do Vietnã, que lhe rendeu um polêmico Nobel da Paz.

Ele foi aliado das ditaduras sul-americanas, inclusive a brasileira. Apoiou a célebre Operação Condor, estruturada para executar inimigos de ditadores no exterior. Outra evidência que realça a frieza que norteou a atuação do Kissinger foi observada na Guerra do Vietnã. Embora reconhecesse a derrota americana, ele avalizou o bombardeio no norte do Vietnã antes da saída das tropas. Ele fez isso só para disfarçar a atmosfera de derrota.

Esse fica difícil. Nem a morte lava essa biografia. Sem prejuízo dos méritos intelectuais do personagem e da importância dele, não dá para santificá-lo.

Condeúba: A Secretaria de Assistência Social ofereceu almoço de confraternização para os funcionários

 

A secretária Naná agradecendo a todos pelo bom trabalho desenvolvido em todo o ano de 2023

Nesta quarta-feira dia 29 de novembro de 2023, no GE2 foi servido um almoço de confraternização de fim de ano, para os funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social de Condeúba, a Secretária da pasta Marinalda (Naná), agradeceu a todos pela presença e disse: “Quero neste momento destar e compartilhar a celebração dos grandes sucessos alcançados ao longo deste ano, em primeiro lugar ressaltando o dedicado trabalho da equipe. Haja visto, e sito como exemplo, a distribuições dos kites que vieram do Governo Federal, todos abraçaram a causa e num curto espaço de tempo foram devidamente distribuidos tudo.

Os equipamentos anexos da Secretaria funcionaram a contento das muitas demandas CRAS, CREAS, Serviço de Convivência, Bolsa Família, Cesta Básica, Advogado e outras ações pertinentes a pasta.

Este ano foi fantástico, nos proporcionou momentos especiais, fortalecendo os laços entre os membros, com o crescimento notável de todos os serviços, evidenciou o impacto positivo nas comunidades atendidas, assim como na administração da Secretaria que sempre foi citada nas reuniões administrativas, com um bom exemplo e modelo da admistração geral. Quero divir com todos vocês, esse loura da vitória do ano que hora se encerra para os contratados, neste dia 30 de novembro. Meu muito obrigada e, que todos tenham um ótimo Natal e um próspero ano novo e espero contar com vocês no ano de 2024″, concluiu Naná.

Fotos: Oclides/JFC Continue lendo

A Prefeita interina Mara Rúbia trabalhando incansavelmente, para que Condeúba leve seus projetos avantes

 

A prefeita interina Mara Rúbia e o Secretário de Finanças de Condeúba Aildo dos Santos

Na tarde desta quarta feira, 29/11, a Prefeita interina Mara Rúbia se reuniu com o setor de finanças do Município, Aildo, para tratar e priorizar algumas ações, no sentido de regularizar os salários dos funcionários, investir na distribuição de água nas zonas rurais que é um grande problema no momento em que vivemos, acertar contas com o transporte escolar e ir acertando gradativamente com os fornecedores, a prefeita está confiante com a previsão de melhorar a arrecadação nos próximos meses.

Congresso aprova feriado da Consciência Negra para todo o país

A Câmara dos Deputados aprovou, por 286 votos favoráveis e 121 contrários, o feriado do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra em todo o país.

O que aconteceu?

Agora, o projeto vai para sanção do presidente Lula. É a última etapa para 20 de novembro se tornar um feriado nacional.

Bancada negra negociou com Lira a votação do projeto como uma das primeiras pautas do grupo na Casa. O projeto foi aprovado pelo Senado em 2021 e estava parado na Câmara desde então.

O PL e o partido Novo orientaram suas bancadas a votar contra o projeto.

No começo do mês, a Câmara criou a bancada negra para dar mais protagonismo às pautas raciais na Casa. O grupo terá um representante no colégio de líderes — composto por lideranças de todos os partidos da Câmara e que decide quais projetos serão votados. O primeiro escolhido foi o deputado Damião Feliciano (União Brasil – PB), e a renovação será anual.

Aprovação é “rememorar os quase quatro séculos de luta contra a escravidão”, declarou a relatora do projeto, Reginete Bispo (PT-RS).

Ter o 20 de novembro como uma data que reverencia um herói negro, Zumbi dos Palmares, que lutou contra a escravidão, é reconhecer 60% do povo que estava inviabilizado e que pela primeira vez vai ter um feriado para celebrar a sua história, a sua memória.
Deputada Reginete Bispo.

Dia da Consciência Negra.

Atualmente, seis estados adotam o 20 de novembro como feriado do Dia da Consciência Negra. São eles: Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo.

Além dos municípios desses estados, mais de mil cidades, incluindo uma capital estadual, também reconhecem a data.

O Dia da Consciência Negra busca promover uma reflexão sobre a inserção da comunidade negra na sociedade brasileira e o impacto da cultura africana na formação da identidade cultural do país. A data é para valorizar a herança afro-brasileira e incentivar seu reconhecimento em instituições de ensino, organizações e espaços culturais.

Além disso, o Movimento Negro costuma coordenar eventos educativos, palestras e manifestações para destacar a contribuição significativa dos cidadãos negros para o Brasil. Essa reflexão também visa fortalecer a autoestima da população negra e sensibilizar a população branca para a existência do racismo estrutural, prejudicando as oportunidades de negros no campo do trabalho e da educação.

Homenagem a Zumbi dos Palmares

A escolha da data para a celebração do Dia da Consciência Negra é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares.

Ele foi assassinado por bandeirantes em 20 de novembro de 1695, marcando sua luta contra a opressão e sua contribuição para a resistência negra no Brasil.