Condeúba/Eleições 2026: Quem votava na Escola Paulo VI, foi transferido para o Eleutério Tavares



Leitura da Indicação n° 026/2026, para que seja feito limpeza na Lagoa do Curral. Autora vereadora Bell.
Leitura da Indicação n° 027/2026, para que seja construida uma quadra poliesportiva na comunidade de Boa Vista. Autor vereador Arlindo Guarda.
GRANDE EXPEDIENTE:-

Vereador Fabiano Ferreira usando a tribuna cobrou continuidade dos serviços públicos em Condeúba e criticou ações concentradas no período eleitoral
Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Condeúba, o vereador Fabiano fez um discurso marcado por cobranças à gestão municipal, destacando a necessidade de continuidade dos serviços públicos durante todo o mandato e criticando o que considera uma concentração de obras, inaugurações e ações da Prefeitura no período eleitoral.
Ao iniciar sua fala, o parlamentar cumprimentou o presidente da Casa Legislativa, Lucas Ruan, os demais vereadores, os presentes e as pessoas que acompanhavam a sessão pelas redes sociais. Em seguida, afirmou que seu pronunciamento era, inicialmente, de comemoração, por entender que as recentes ações realizadas no município demonstram a existência de recursos financeiros e de condições para atender às necessidades da população.
Segundo o vereador Fabiano, o aparecimento de máquinas na zona rural, a realização de grandes inaugurações, os serviços de limpeza de aguadas e a maior presença do prefeito nas redes sociais, justamente no período eleitoral, levantam questionamentos sobre a forma como os recursos públicos vêm sendo administrados.
“Eu sempre disse que o município de Condeúba tem recursos, recursos de sobra. A prova disso é que, com a chegada do período eleitoral, apareceram as máquinas, o prefeito que tinha sumido apareceu nas redes sociais e vieram as grandes inaugurações, usando isso para poder pedir voto”, declarou o parlamentar.
O vereador ressaltou que o município precisa de uma administração presente, capaz de planejar e executar ações de forma permanente, sem concentrar os trabalhos em determinados períodos. Para ele, a população não pode ficar à espera de um calendário eleitoral para ter acesso aos serviços e às melhorias de que necessita.
Cobrança por trabalho durante os quatro anos
Um dos principais pontos do pronunciamento foi a necessidade de garantir a continuidade dos serviços públicos após o encerramento do período eleitoral. O vereador lembrou que, há cerca de dois anos, máquinas e implementos da Prefeitura também estiveram em atividade na zona rural, mas, segundo sua avaliação, os trabalhos foram interrompidos após as eleições.
“Vamos ver se vão continuar essas inaugurações pós-eleição, se as limpezas de aguada continuarão pós-eleição. A Prefeitura não pode trabalhar só no período eleitoral, tem que trabalhar durante os quatro anos”, enfatizou.
O parlamentar destacou que as comunidades rurais dependem diretamente dos serviços de manutenção das estradas, da limpeza de aguadas e de outras ações essenciais para a vida dos agricultores e moradores do campo. Na avaliação do vereador, a descontinuidade desses trabalhos prejudica principalmente as famílias que vivem nas localidades mais distantes da sede do município.
Ele também afirmou que continuará utilizando a tribuna da Câmara Municipal como espaço de fiscalização e defesa dos interesses da população, reforçando que a função do vereador é acompanhar as ações do Executivo, apontar problemas e cobrar providências.
Transporte escolar também foi alvo de preocupação
Outro assunto que mereceu destaque no pronunciamento foi a situação do transporte escolar, especialmente na zona rural. O vereador demonstrou preocupação com as condições em que o serviço vem sendo prestado e citou uma situação que, segundo ele, ocorre no distrito de Alegre.
De acordo com o parlamentar, um motorista que possui apenas a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provisória estaria conduzindo um micro-ônibus utilizado no transporte de estudantes. O vereador questionou a situação e cobrou atenção da administração municipal, ressaltando a importância da segurança dos alunos que dependem diariamente do transporte escolar.
Para ele, as exigências legais e as condições de segurança precisam ser respeitadas, independentemente do período eleitoral, uma vez que o transporte de estudantes envolve a responsabilidade direta com a integridade física de crianças e adolescentes.
Ao encerrar sua fala, o vereador reafirmou que não pretende se omitir diante dos problemas que afetam o município e que continuará cobrando soluções para as demandas apresentadas pelas comunidades.
“Tem que trabalhar, tem que fazer mesmo, mas tem que fazer durante os quatro anos. Não podemos admitir o que acontece em Condeúba, o que vem acontecendo em nossa cidade, em nossa zona rural. É por isso que não me calarei e continuarei cobrando pelo nosso povo”, concluiu.
O pronunciamento reforçou a importância da fiscalização do Poder Legislativo e colocou em evidência temas como a continuidade das políticas públicas, a manutenção dos serviços na zona rural e a segurança no transporte escolar, questões que permanecem entre as demandas da população de Condeúba.

O presidente do Legislativo, vereador Lucas Ruan usando a tribuna, destacou ações da gestão municipal, limpeza de aguadas e obras na zona rural de Condeúba
Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Condeúba, o vereador destacou as ações realizadas pela gestão municipal, com ênfase na limpeza de aguadas na zona rural, na entrega de caixas para associações comunitárias e nas obras de infraestrutura que vêm sendo executadas no município. O parlamentar também fez um apelo à população para que, às vésperas das eleições, faça suas escolhas com consciência, reconhecendo o trabalho desenvolvido em benefício da população.
Inicialmente, o vereador cumprimentou o presidente em exercício da Câmara, Weberson, os colegas parlamentares, os cidadãos que acompanhavam a sessão pelas redes sociais, os funcionários da Casa Legislativa, a assessora jurídica, doutora Georgia, e Rubens, presente no plenário, esposo da vereadora Bell, representante da região do Alegre.
Ao abordar o cenário eleitoral, o parlamentar ressaltou que seu pronunciamento não tinha a intenção de fazer política partidária, mas de convidar os cidadãos de Condeúba a refletirem sobre a importância de suas escolhas, considerando o trabalho efetivamente realizado pelos representantes públicos.
Segundo o vereador, faltavam apenas três dias para as eleições, um momento decisivo para que cada eleitor pudesse avaliar quem realmente tem trabalhado por Condeúba e por sua população, escolhendo, de maneira consciente, os representantes que deseja ver continuar defendendo os interesses do município.
Limpeza de aguadas e atendimento às comunidades rurais
Outro ponto de destaque do pronunciamento foi a limpeza de aguadas na zona rural, uma reivindicação que, conforme o vereador, vinha sendo cobrada insistentemente pelos representantes do Legislativo e pelas próprias comunidades.
O parlamentar reconheceu a importância desse serviço para as famílias do campo, especialmente em um período em que o armazenamento de água é fundamental para garantir melhores condições de vida e apoiar as atividades rurais. Ele também observou que, mesmo diante da realização dos serviços reivindicados, surgem novas cobranças e questionamentos, o que, em sua avaliação, demonstra a complexidade de atender às diferentes demandas da população.
O vereador também mencionou a entrega de caixas para associações comunitárias, observando que algumas dessas ações estavam ocorrendo às vésperas das eleições. Para ele, cabe à população analisar as iniciativas e reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo do tempo, levando em consideração as reivindicações apresentadas pelas lideranças e os benefícios conquistados para cada localidade.
Obras e investimentos chegam a diferentes regiões
Ao falar sobre as ações da administração municipal, o vereador Lucas destacou que o trabalho não se limita ao período eleitoral e que novas inaugurações estão previstas para as próximas semanas, inclusive em comunidades de sua região, como São Domingos e Morrinhos dos Farias.
O parlamentar também fez referência às obras de pavimentação e saneamento realizadas anteriormente, citando a pavimentação na região das fábricas, as intervenções na Rua São Gabriel e uma parte dos serviços de saneamento executados há aproximadamente um ano.
Na avaliação do vereador, essas iniciativas demonstram a continuidade das ações da administração municipal, com investimentos que alcançam diferentes localidades e procuram atender às necessidades apresentadas pelos moradores.
Lucas ainda ressaltou as entregas e os investimentos realizados por meio de parcerias entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Condeúba, destacando a importância da articulação política, das indicações parlamentares e do diálogo permanente com as comunidades para viabilizar melhorias.
O presidente enfatizou que os moradores têm condições de acompanhar e avaliar de perto as obras e os serviços realizados, pois são eles os principais beneficiários das ações públicas. Nesse sentido, reforçou que o trabalho desenvolvido deve ser observado não apenas pelos discursos na tribuna, mas, sobretudo, pelos resultados que chegam às comunidades.
Apelo por eleições de paz e escolhas conscientes
Ao encerrar seu pronunciamento, o parlamentar agradeceu a Deus e manifestou o desejo de que o processo eleitoral transcorra em um ambiente de paz, respeito e tranquilidade, permitindo que os cidadãos exerçam livremente o seu direito de escolha.
Por fim, desejou que os eleitores escolham, com consciência e responsabilidade, aqueles que consideram preparados para representar os interesses da população, tanto no âmbito nacional quanto estadual, sempre colocando em primeiro lugar o futuro do Brasil, da Bahia e de Condeúba.
O vereador concluiu sua fala agradecendo a atenção de todos e reiterando votos de uma eleição tranquila, marcada pelo respeito à democracia e à vontade soberana do povo.
ORDEM DO DIA:-
Encaminhamento para as Comissões:
Projeto de Lei n° 024/2026 que “Denomina Logradouro Público com o nome de Lauberto Malta Farias Alves de Sousa, a UBS, localizada na Fazenda Morrinhos dos Farias, Zona Rural no Município de Condeúba/BA”.
Esgotada a pauta, e nada mais havendo a si tratar, o presidente Lucas Ruan declarou encerrada a Sessão, às 09h23min.
Fotos: Oclides/JFC


Um adolescente foi levado para a delegacia com a mãe, na cidade de Urandi, na tarde do (dia 29), após ele ser flagrado na escola com uma faca dentro do sapato.
A PM orientou o acionamento do Conselho Tutelar e dos responsáveis legais. Após a chegada da mãe do adolescente e a escuta inicial dos envolvidos, as partes foram conduzidas e apresentadas na delegacia com o objeto apreendido.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da Promotora de Justiça Gabrielly Coutinho Santos, expediu uma recomendação, nesta terça-feira (29), ao município de Urandi para que regularize a estrutura local de segurança pública e defesa social. A medida visa adequar a gestão municipal às exigências da Lei Federal nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
De acordo com documento, a ação foi motivada por um diagnóstico do próprio município, no qual a Procuradoria Municipal informou que Urandi possui Guarda Municipal e Ouvidoria, mas não dispõe de Conselho Municipal de Segurança Pública, Plano Municipal da área, Fundo Municipal nem integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A ausência desses mecanismos tem impedido a cidade de receber repasses dos fundos nacional e estadual de segurança nos últimos 24 meses.
Entre as determinações apresentadas pelo órgão ministerial, o prefeito municipal deverá criar ou designar, no prazo de até três meses, um órgão ou secretaria responsável pela implementação de projetos de segurança pública. No mesmo período, deverá ser enviado à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei para a criação do Conselho e do Fundo Municipal de Segurança Pública.
A recomendação também estabelece o prazo de seis meses para a elaboração e implementação do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, além do fortalecimento da autonomia da Ouvidoria em relação à Guarda Municipal e a efetiva integração dos dados da cidade ao Sinesp dentro de três meses. O município terá 90 dias para informar à Promotoria de Justiça as providências adotadas, sob pena de adoção de medidas judiciais e administrativas cabíveis.

Após reunião com a Polícia Militar, a Justiça Eleitoral decidiu não adotar a Lei Seca na 90ª Zona Eleitoral, composta pelos municípios de Brumado, Aracatu e Malhada de Pedras, no próximo domingo (04), dia das eleições para dos cargos de deputado federal, deputado estadual, senadores, governador e Presidente da República.
Em entrevista, nesta quarta-feira (30), o juiz eleitoral Rodrigo Medeiros Sales explicou que a adoção do instrumento legal é facultativa e a PM, em comum acordo com a Justiça Eleitoral, não viu necessidade de proibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no dia da votação na região.
Apesar da decisão, o juiz esclareceu que, caso o eleitor compareça alcoolizado à seção de votação, será impedido de exercer o direito ao voto. “Se quiser fazer uso [de bebida alcoólica], faça depois da votação”, orientou.
Medeiros ainda pediu cautela e moderação aos eleitores para que tudo transcorra com tranquilidade e de maneira pacífica.

A articulação política no interior do estado promete ser um fator determinante na disputa pelo Palácio de Ondina. Um levantamento do site Bahia Notícias, mapeou as declarações públicas de apoio dos prefeitos baianos aos principais postulantes ao Governo do Estado, revelando um cenário de estratégias contrastantes entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
O atual gestor petista consolida uma ampla vantagem numérica em municípios do interior, somando a adesão de 346 prefeitos. A estratégia repete a fórmula de 2022, quando a forte base municipalista impulsionou sua vitória no segundo turno com 52,79% dos votos válidos. Na ala governista, a base conta com aliados em importantes centros urbanos, como Luiz Caetano (PT), em Camaçari; Augusto Castro (PSD), em Itabuna; e Andrei Gonçalves (MDB), em Juazeiro. A projeção está alinhada com as estimativas da própria equipe de campanha de Jerônimo, que calculava o respaldo de até 360 gestores à sua reeleição.
Por outro lado, ACM Neto reúne o apoio de 53 prefeitos, concentrando esforços em alianças estratégicas nos maiores colégios eleitorais do estado. O candidato do União Brasil assegurou a aliança de sete dos dez municípios mais populosos da Bahia, incluindo o “pódio” eleitoral formado por Bruno Reis (União), em Salvador; Zé Ronaldo (União), em Feira de Santana; e Sheila Lemos (União), em Vitória da Conquista. A coligação se completa com os gestores Débora Régis (União), em Lauro de Freitas; Valderico Júnior (União), em Ilhéus; Jânio Natal (PL), em Porto Seguro; e Otoniel (União), em Barreiras. Somadas, essas sete cidades concentram 4,38 milhões de habitantes — quase um terço de toda a população baiana.
Embora o número de prefeitos aliados não garanta automaticamente a maioria dos votos das urnas, a força dos cabos eleitorais municipais é vista como peça-chave no desenho eleitoral. A articulação nos municípios pode definir os rumos da disputa já no primeiro turno do pleito estadual, agendado para o próximo domingo (4).
Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil


Embora evangélicos e cristãos em geral, incluindo católicos, estejam no centro da disputa política nas eleições de 2026, como também estiveram em pleitos anteriores, a maioria rejeita que igrejas sejam transformadas em espaços de campanha ou que lideranças religiosas indiquem em quem os fiéis devem votar. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados são contrários à indicação de voto por pastores e padres, enquanto 82% rejeitam a discussão política durante cultos e missas e 90% são contra campanhas eleitorais dentro dos espaços religiosos.
Isso, porém, não significa que a religião esteja afastada da política. Para a pesquisadora Lívia Reis, do Iser, a influência, atualmente, ocorre menos pela transferência direta de votos e mais pela formação de valores, identidades e pertencimentos. “É mais correto falar em mediação religiosa do voto do que em transferência de votos”, aponta.
Segundo a pesquisadora, a politização dos templos, que se tornou comum nas eleições legislativas desde os anos 1990 e se intensificou nas eleições presidenciais a partir de 2018, gerou fortes divisões nas comunidades. Os fiéis passaram a entender que podem formar sua opinião política sem uma influência direta por parte das lideranças.
“A presença forte de lideranças no debate eleitoral não contradiz esse dado. Ela mostra que essas lideranças atuam para além do templo: na mídia, nas redes, no Parlamento. Além disso, a indicação de voto não é uniforme. Ela se concentra em algumas denominações, como a Universal, a Quadrangular e as assembleias de Deus. O que a pesquisa mostra é a distância entre o protagonismo público de certas lideranças e o que a base dos fiéis considera legítimo dentro do espaço religioso”, analisa.
“Conheço pastor que lá em 2018 estava fervorosamente apoiando candidaturas, mas que hoje não quer nem tocar nesse assunto, quer esquecer que um dia fez campanha política. Porque com isso ele perdeu um número expressivo [de fiéis] da igreja. E o número não volta. Eu recebi muita gente. Nesse período, eu dialoguei com muita gente que estava machucada. Então, a igreja hoje, quando o assunto é política, se tornou um lugar de pessoas machucadas”, relata.
O pastor Moisés Blanco, 46 anos, da Igreja Batista Peregrina, em Natal, identifica uma reação dentro do campo evangélico à politização dos espaços religiosos. Ele participa da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que reúne religiosos de todo o país contrários e preocupados com uso político dos templos.
“Era a luta contra o absolutismo, contra justamente essa unificação de Estado e rei e uma religião que era reflexo do próprio Estado”, afirma Blanco ao se referir ao legado histórico do protestantismo, e que agora é negado por segmentos evangélicos que tentam, segundo ele, impor uma agenda religiosa sobre o ambiente público.
A pesquisa Iser/Quaest foi realizada por meio de 15 mil entrevistas presenciais em 412 municípios brasileiros, em janeiro e fevereiro deste ano, incluindo todas as 27 capitais. Com margem de erro de 1%, constitui a mais abrangente e detalhada radiografia sobre como a fé e as mudanças no pertencimento religioso se entrelaçam com valores morais e a política na sociedade brasileira contemporânea.
Entre os principais dados, o levantamento mostra que o segmento evangélico é heterogêneo e corresponde hoje a 29% da população brasileira. No interior desse grande grupo social, sete em cada dez são pentecostais (70%), mas há parcelas relevantes de protestantes (17%) e os chamados evangélicos sem igreja (10%).
A denominação Assembleia de Deus segue sendo a maior do país, concentrando 32% dos fiéis evangélicos, seguida por 28% dos fiéis que declaram pertencer a milhares de outras denominações pequenas e médias. Já evangélicos sem igreja e batistas aparecem com 10% cada. Congregação Cristã, Igreja Universal e Igreja do Evangelho Quadrangular representam respectivamente 7%, 5% e 4% dos evangélicos, de acordo com a pesquisa Iser/Quaest.
Já o catolicismo representa 50% da população, mas a pesquisa distingue praticantes (31%) de não praticantes (19%). Os católicos praticantes apresentam níveis de engajamento semanal e hábitos de oração comparáveis aos dos evangélicos. Além disso, a pesquisa também mostra a adaptação das práticas católicas ao consumo de entretenimento religioso e às novas tecnologias.
Se por um lado a pesquisa apontou que o fiel rejeita a politização do templo, a religião e os valores a ela associados continuam presentes nas redes, nos grupos e nas relações de confiança fora da igreja, mas influenciando o comportamento político dos cristãos no ambiente digital.
Entre os dados coletados, por exemplo, 66% dos entrevistados afirmaram utilizar o WhatsApp como espaço de articulação de comunidades e grupos religiosos online.
“As redes sociais e o WhatsApp permitem que a religião esteja na política sem passar pelo púlpito. A mensagem política chega pelo grupo da igreja, pelo influenciador religioso ou pelo vídeo compartilhado pela família, sem a formalidade de uma indicação no culto. Assim, a mediação religiosa se desloca do templo para um ambiente digital mais difuso, mas igualmente ancorado em relações de confiança”, afirma a pesquisadora Lívia Reis.
No segmento católico, de acordo com o levantamento, há forte concentração em lideranças clericais de grande alcance, como Frei Gilson e outros padres que atuam nas mídias. No campo evangélico, a liderança digital aparece pulverizada em uma ampla lista de nomes, com Bispo Deive Leonardo à frente, junto com influenciadores e figuras do campo político que também são vistos como religiosos. No campo político, os evangélicos declaram se informar sobre política mais pelo WhatsApp, enquanto os católicos recorrem mais à televisão.
A religião também transborda para o consumo cultural: 73% dizem ter a Bíblia ou seus versículos como fonte de ensinamentos para a vida e 67% consomem música gospel. Um percentual de 59% diz consumir filmes e séries religiosas. Esse tipo de conteúdo alcança inclusive pessoas de outras religiões não cristãs e sem religião.
Se a religião não determina automaticamente o voto, ela participa de sua construção por meio de valores, identidades e redes de pertencimento, mostra a pesquisa Iser/Quaest. Apesar de evitar ou até rejeitar uma orientação eleitoral pronta de sua liderança, o fiel elabora sua posição a partir de repertórios religiosos que se combinam a experiências de classe, raça, gênero, território, escolaridade e outros fatores.
Entre católicos brancos, por exemplo, há equilíbrio de preferências, enquanto entre católicos negros (pretos e pardos) a vantagem de candidatos de esquerda é mais expressiva, indica o levantamento. Entre evangélicos com ensino fundamental incompleto, o apoio às candidaturas de esquerda se aproxima das candidaturas de direita.
Dos 54% que se declaram conservadores, 75% apoiam o Bolsa Família e 66% são a favor da taxação dos mais ricos. Como a pesquisa não mede diretamente o que define o voto de cada pessoa, não dá para cravar que as pautas morais são prioritárias.
Outros números revelados na pesquisa também desafiam a associação automática entre identidade evangélica e posições conservadoras em determinados temas morais. Entre os evangélicos, 79% apoiam a educação sexual nas escolas, 80% são favoráveis ao uso de métodos contraceptivos e cerca de 90% rejeitam o homeschooling. Na questão do aborto, a divisão é ainda mais evidente: 47% são favoráveis à punição e 45%, contrários, com diferenças que variam não apenas segundo a religião, mas também de acordo com renda e escolaridade.
“Dizem que eu sou muito progressista para o espaço que entendem como conservador e muito conservador para um espaço progressista. Mas eu me identifico hoje como um cristão”, aponta o pastor Lucas, de Nova Iguaçu. “Essa diferença entre conservador e progressista se trata de duas faces da mesma moeda”, acrescenta.
Para Lívia Reis, os dados sugerem que as pautas morais funcionam como marcadores de identidade e de pertencimento, mobilizando mais o debate público, mas que elas convivem com posições bem menos polarizadas sobre temas concretos da vida social.
Um episódio recente envolvendo Nossa Senhora Aparecida mostrou como esse debate pode ganhar força fora dos espaços religiosos. O caso veio à tona após surgirem, na semana passada, informações segundo as quais grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. O candidato do PL nega.
Flávio Bolsonaro então acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. Ele obteve uma liminar favorável do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou centenas de remoções de conteúdos na internet.
No entanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão de Mendonça para liberar a postagem do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Mas, nessa terça-feira (29), uma terceira decisão, desta vez do ministro Luiz Fux, restabeleceu a suspensão das postagens sobre o caso.
Nesta quarta-feira (30), o TSE começou a julgar se mantém a decisão do ministro André Mendonça que ordenou a retirada de postagens sobre Nossa Senhora Aparecida. Até o momento, somente o próprio Mendonça votou no julgamento, no sentido de manter a decisão pela derrubada das publicações. A sessão virtual está marcada para durar até as 23h59 desta quarta.

O desabamento do teto de uma sala de aula no Colégio Estadual Rodolfo de Queiroz, localizado no centro de Riachão das Neves, no oeste da Bahia, deixou 420 estudantes sem aulas. O incidente ocorreu no domingo (27), momento em que não havia ninguém no local, mas os estragos comprometeram a estrutura de outras duas salas vizinhas e forçaram a suspensão das atividades letivas nos três turnos.
A extensão dos danos impossibilitou o retorno dos alunos nesta terça-feira (29), e ainda não há previsão para a retomada do calendário escolar na unidade. O problema só foi descoberto na manhã de segunda-feira (28), quando estudantes e funcionários chegaram ao local, já que a vistoria realizada pela direção no domingo à tarde não indicava sinais aparentes de risco iminente de desabamento.
Diante do comprometimento do telhado e das paredes, representantes do Núcleo Territorial de Educação (NTE) e da Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) iniciaram buscas por um local alternativo para abrigar temporariamente as 14 turmas da instituição. Integrantes do colegiado escolar apontam que o prédio já apresentava problemas antigos de infraestrutura, incluindo uma sala isolada por afundamento do piso e falhas na fossa sanitária que vinham gerando transtornos frequentes à comunidade escolar. As informações são do G1.