Categoria: Brasil

Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da escala 6×1

Candidato à reeleição também defendeu PEC da Segurança Pública
Agência Brasil Brasília – DF – 07/10/2026 - Candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato com parlamentares eleitos no Hotel Meliá em Brasília. Lula Marques/Agência Brasil.Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária. 

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6). 

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública

No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Bets começam a informar bancos sobre R$ 1,3 bilhão a devolver

Ressarcimento a apostadores começa nesta sexta-feira
Agência Brasil

Dinheiro, Real Moeda brasileira
Foto: José Cruz/Agência Brasil

As empresas de apostas on-line autorizadas a operar no Brasil começam nesta quarta-feira (7) a informar aos bancos os saldos que ainda estão nas contas dos apostadores. Ao todo, R$ 1,325 bilhão de cerca de 26,5 milhões de pessoas aguardam devolução após o fim das operações das bets no país.

Os dados, separados por Cadastro de Pessoa Física (CPF) e vinculados à conta bancária usada nos depósitos, deverão ser enviados pelas plataformas até quinta-feira (8). Com essas informações, as instituições financeiras terão de devolver os valores de 9 a 14 de outubro.

Veja os números

  • R$ 1,325 bilhão ainda aguarda devolução;
  • 26,5 milhões de apostadores têm saldo nas plataformas;
  • 86,2 milhões de contas têm menos de R$ 1;
  • R$ 15,5 milhões estão nessas contas com saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99;
  • 188 sites legalizados tiveram a autorização cancelada;
  • 13.241 sites ilegais foram encaminhados para bloqueio.

Como será a devolução

Os bancos deverão transferir os valores diretamente para as contas utilizadas pelos apostadores para fazer os depósitos nas plataformas.

O cronograma definido pelo governo estabelece:

  • 7 e 8 de outubro: bets enviam aos bancos os saldos por CPF e os dados bancários;
  • 9 a 14 de outubro: bancos fazem a devolução aos apostadores;
  • 14 de outubro em diante: valores que não puderem ser devolvidos são encaminhados à Caixa Econômica Federal;
  • após o repasse à Caixa: a instituição fica responsável por concluir a restituição.

O prazo para o saque voluntário diretamente nas plataformas terminou às 23h59 de segunda-feira (5).

Saldo pulverizado

Grande parte dos valores ainda não retirados está concentrada em contas com quantias muito pequenas.

Segundo o governo, 86,2 milhões de contas têm saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99. Juntas, elas somam R$ 15,5 milhões.

O número de contas é superior ao de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em mais de uma plataforma.

Kassio Nunes Marques avalia decidir sobre liberdade de Jair Bolsonaro após o 2º turno

Kassio Nunes Marques avalia decidir sobre liberdade de Jair Bolsonaro após o 2º turno
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Carlos Moura/STF

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem indicado a interlocutores a intenção de emitir uma decisão sobre o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Jair Bolsonaro logo após a conclusão do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A medida pode envolver a análise do mérito ou até mesmo a concessão de uma liminar para garantir a libertação do ex-presidente enquanto a questão não é avaliada de forma definitiva pelo plenário da Corte. De acordo com informações reveladas pela Folha de S.Paulo, o magistrado avalia que o julgamento do processo sofreu com “exageros”, independentemente do resultado final das urnas.

No pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-presidente busca a anulação da condenação a 27 anos e três meses de prisão relacionada à trama golpista. Os advogados sustentam ter havido cerceamento de defesa, erro no Judiciário, falta de individualização das condutas dos réus e prejuízos ao amplo direito de defesa. Além disso, questionam o fato de a ação ter sido julgada na Primeira Turma do STF, defendendo que o foro adequado para o julgamento deveria ter sido o plenário do Tribunal.

Entre os argumentos técnicos anexados ao processo, a defesa alega inconsistências na coleta e preservação de provas digitais, como mensagens extraídas de telefones celulares, afirmando que a falta de arquivos originais inviabiliza auditorias sobre a integridade do material. Kassio Nunes Marques, que também atua como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teria confidenciado a auxiliares que o processo já está pronto para ser analisado, mas que optou por segurar a tramitação no momento para evitar interpretações de interferência direta no processo eleitoral em curso.

Ainda segundo os relatos, o ministro considera que houve rigor excessivo na pena imposta a Bolsonaro e falhas no cumprimento de garantias constitucionais durante o processo. Kassio antevê que uma decisão individual ou o seu voto sobre o tema tem potencial para provocar forte impacto e comoção nacional, dado o volume de pontos contundentes apresentados pela defesa contra a condução da ação penal.

Enquanto a anulação ou revisão formal do processo exige o aval do plenário do Supremo Tribunal Federal, uma eventual liminar determinando a soltura imediata do ex-presidente poderia ser aplicada de forma monocrática e ter efeito imediato até o julgamento definitivo. O desfecho acompanha de perto as articulações da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que projeta a participação do pai no cenário político caso saia vitorioso das urnas, antecedendo até mesmo a promessa de concessão de um indulto presidencial.

Governo inclui 82 empregadores na lista suja do trabalho escravo

Criação de bovinos e trabalho doméstico tiveram mais flagrantes
Agência BrasilTrabalho escravoFoto: MDHC/Divulgação
O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu 82 empregadores na “lista suja” do trabalho escravo, nome pelo qual ficou conhecido o cadastro de empregadores  que expõe empresas e pessoas físicas flagradas em fiscalizações de órgãos públicos competentes mantendo trabalhadores nestas condições. 

Na atualização feita neta terça-feira (06) foram incluídas 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, o que resultou em 553 trabalhadores libertados.

As ocorrências têm natureza de atividades e quantidades de trabalhadores libertados diferentes, indo de registros de um único trabalhador libertado, geralmente de serviços domésticos, para atividades com mais de 50 trabalhadores, como no caso dos 54 trabalhadores libertados no Garimpo Filão dos Abacaxis, em Maués, Amazonas, em fiscalizações nos anos de 2024 e 2025. 

Redução

Mesmo com grupos consideráveis de trabalhadores libertados, as inclusões desta atualização caíram 51,48% com relação à anterior, feita em abril de 2026. Segundo o ministério a atualização de outubro de 2026 inclui registros distribuídos por 21 unidades da Federação. Entre as atividades econômicas com maior número de flagrantes estão:

  • Criação de bovinos para corte (8) 
  • Serviços domésticos (7) 
  • Produção de carvão vegetal (6) 
  • Produção de café (6)
  • Construção de edifícios (5).

Cadastro

Segundo o MTE, o Cadastro existe para dar transparência aos atos administrativos decorrentes das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão realizadas por Auditores-Fiscais do Trabalho do Ministério e contam com a participação de integrantes da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União e, eventualmente, de outras forças policiais.

Cada auto de infração, ocorrido nas fiscalizações dá origem a um processo administrativo no qual os autuados têm acesso às garantias processuais previstas na Constituição, incluindo o contraditório e a ampla defesa. Após a conclusão ocorre a inclusão na Lista Suja.

Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores e trabalhadoras foram resgatados de condições de trabalho análogas à escravidão, e mais de R$ 171 milhões foram recebidos pelos trabalhadores.

Denúncias

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Representação de parlamentares negros segue baixa, diz pesquisadora

Número de pretos e pardos na Câmara cai de 139 para 135

Agência BrasilPlenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação de vetosFoto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A redução no número de parlamentares pardos e pretos de 139 para 135 na Câmara dos Deputados tem um significado que vai além dos números, para a cientista política Evelyn Apolinária.

Segundo a pesquisadora e professora do Centro Universitário de Brasília (Ceub), o dado mais relevante não é a perda de quatro cadeiras, mas sim a sub-representação persistente. 

“Os negros são cerca de metade das candidaturas à Câmara e pouco mais da metade da população, mas ocupam pouco mais de 25% das cadeiras”, lamentou Evelyn.

Dos 135 pretos e pardos eleitos neste domingo (4), 77 foram reeleitos. Ela considera que os recursos de campanha, o acesso ao financiamento e as estruturas partidárias seguem desiguais.

“As regras de incentivo, como a distribuição proporcional dos fundos, não bastaram para reduzir essa distância”, aponta. 

Racismo

A agremiação partidária que mais elegeu parlamentares negros foi a federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, com 32 cadeiras ou 23,7% do total.

Doutoranda na Universidade de Brasília (UnB), Evelyn Apolinária pontua que a representação de raça não garante unicidade na agenda legislativa no que diz respeito ao racismo.

 “O número de parlamentares negros não diz, por si só, nada sobre a orientação ideológica de cada um. Apenas a representação por raça e cor não garante uma agenda una e coesa nessa questão.” 

A pesquisadora contextualiza que, na literatura acadêmica sobre representação, a presença de um grupo não garante a defesa dos seus interesses, que podem ser, inclusive, variados.

“A atuação antirracista no Legislativo costuma se concentrar em partidos de esquerda e centro-esquerda”. 

Congresso à direita

Na avaliação dela, o Congresso mais deslocado à direita tende a reduzir a agenda de novos projetos de combate ao racismo ou de ampliação de políticas afirmativas e orçamento para a pasta da igualdade racial. 

Haveria fatores, segundo ela, que contribuiriam com a incerteza do que deve ser a produção desses parlamentares em relação ao tema da igualdade racial. Isso inclui, por exemplo, o resultado do segundo turno presidencial, que deve definir a relação do Executivo com o Legislativo. 

Outro fator que importaria nesse cenário seria o papel da bancada negra e da presença no colégio de líderes, que pode ajudar a manter esses temas na agenda mesmo com uma maioria não tão favorável.

“Eu falaria em risco de menor prioridade e de maior conflito, não em ausência garantida de pautas”, diz a pesquisadora.

Eleições 2026: Abstenção cresce para 21,6% e soma 33 milhões de brasileiros

Eleições 2026: Abstenção cresce para 21,6% e soma 33 milhões de brasileiros
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das eleições municipais de 2024, que costumam registrar uma ausência maior que as eleições nacionais. Há dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a 21,68% do eleitorado total.

O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. De cada dez eleitores, dois não foram às urnas.

Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais.

Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o que representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que representou 2,93% do total de votos válidos.

Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado.

Conheça governadores e senadores eleitos e os deputados mais votados

Mais de 125 milhões de eleitores foram às urnas nesse domingo

Agência BrasilBrasília (DF), 04/10/2026 - Eleitores comparecem às seções eleitorais na manhã deste domingo para participar do primeiro turno das Eleições 2026. As imagens mostram o momento da votação nas salas onde estão instaladas as urnas eletrônicas.Foto: Joédson Alves/Agência BrasilFoto: Joédson Alves/Agência Brasil

Pouco mais de 125,2 milhões de eleitores foram às urnas nesse domingo (4) escolher candidatos aos cargos de deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República. 

Para consultar todos os dados referentes ao resultado do primeiro turno, acesse a Agência Brasil.

Confira a relação completa de eleitos para os governos estaduais, Senado e a lista dos três deputados federais mais votados em cada unidade da Federação:

Acre

Governo: Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) disputam o segundo turno.

Senadores eleitos

  • Marcio Bittar (PL)
  • Mara Rocha (Republicanos)

Deputados federais mais votados

  • Socorro Neri (PP)
  • Dr. Fábio Rueda (União Brasil)
  • Coronel Ulysses (União Brasil)

Alagoas

Governador eleito: JHC (PSDB)

Senadores eleitos

  • Arthur Lira (PP)
  • Marina JHC (PSDB)

Deputados federais mais votados:

  • Alvinho Lira (PP)
  • Delegado Fabio Costa (PP)
  • Luciano Amaral (PSD)

Amapá

Governador eleito: Dr. Furlan (PSD)

Senadores eleitos

  • Rayssa Furlan (Podemos)
  • Lucas Barreto (PSD)

Deputados federais mais votados

  • Felipe Show (União Brasil)
  • Josenildo (PDT)
  • Aline Gurgel (União Brasil)

Amazonas

Governo: Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) disputam o segundo turno.

Senadores eleitos

  • Eduardo Braga (MDB)
  • Plínio Valério (PSDB)

Deputados federais mais votados

  • Sargento Salazar (PL)
  • Sidney Leite (PSD)
  • Adail Filho (MDB)

Bahia

Governador eleito: Jerônimo Rodrigues (PT)

Senadores eleitos

  • Rui Costa (PT)
  • Jaques Wagner (PT)

Deputados federais mais votados

  • Pastor Sargento Isidório (Avante)
  • Antonio Brito (PSD)
  • Neto Carletto (Avante)

Ceará

Governador eleito: Elmano de Freitas (PT)

Senadores eleitos

  • Cid Gomes (PSB)
  • Luizianne Lins (Rede)

Deputados federais mais votados

  • André Fernandes (PL)
  • Tainah Marinho (PSB)
  • Yury do Paredão (MDB)

Distrito Federal

Governo: Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o segundo turno.

Senadoras eleitas

  • Michele Bolsonaro (PL)
  • Bia Kicis (PL)

Deputados federais mais votados

  • Fábio Felix (PSOL)
  • Rafael Prudente (MDB)
  • Alberto Fraga (PL)

Espírito Santo

Governo: Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) disputam o segundo turno.

Senadores eleitos

  • Renato Casagrande (PSB)
  • Evair de Melo (Republicanos)

Deputados federais mais votados

  • Lucas Polese (PL)
  • Jack Rocha (PT)
  • Dr. Bruno Resende (União Brasil)

Goiás

Governador eleito: Daniel Vilela (MDB)

Senadores eleitos

  • Gustavo Gayer (PL)
  • Gracinha Caiado (União Brasil)

Deputados federais mais votados

  • Bruno Peixoto (União Brasil)
  • Delegada Adriana Accorsi (PT)
  • Fred Rodrigues (PL)

Maranhão

Governador eleito: Eduardo Braide (PSD)

Senadores eleitos

  • André Fufuca (PP)
  • Lahesio Bonfim (Novo)

Deputados federais mais votados

  • Pedro Lucas Fernandes (União Brasil)
  • Iracema Vale (MDB)
  • Vinicius Ferro (MDB)

Mato Grosso

Governador eleito: Otaviano Pivetta (Republicanos)

Senadores eleitos

  • Mauro Mendes (União Brasil)
  • Zé Medeiros (PL)

Deputados federais mais votados

  • Coronel Fernanda (PL)
  • Professora Rosa Neide (PT)
  • Fábio Garcia (União Brasil)

Mato Grosso do Sul

Governador eleito: Eduardo Riedel (PP)

Senadores eleitos

  • Reinaldo Azambuja (PL)
  • Capitão Contar (PL)

Deputados federais mais votados

  • Camila Jara (PT),
  • Marcos Pollon (PL)
  • Rose Modesto (União Brasil)

Minas Gerais

Governador eleito: Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Senadores eleitos

  • Domingos Sávio (PL)
  • Marília Campos (PT)

Deputados federais mais votados

  • Nikolas Ferreira (PL)
  • Ana Elisa (PT)
  • Duda Salabert (PSOL)

Pará

Governador eleito: Dr. Daniel (Podemos)

Senadores eleitos

  • Helder Barbalho (MDB)
  • Chicão (União Brasil)

Deputados federais mais votados

  • Delegado Caveira (PL)
  • Jader Filho (MDB)
  • Dra. Alessandra Haber (Podemos)

Paraíba

Governador eleito: Lucas Ribeiro (PP)

Senadores eleitos

  • João Azevêdo (PSB)
  • Veneziano (MDB)

Deputados federais mais votados

  • Cabo Gilberto (PL)
  • Aguinaldo Ribeiro (PP)
  • Ricardo Coutinho (PT)

Paraná

Governador eleito: Sergio Moro (PL)

Senadores eleitos

  • Filipe Barros (PL)
  • Deltan Dallagnol (Novo)

Deputados federais mais votados

  • Jeffrey Chiquini (Novo)
  • Guilherme Kilter (Novo)
  • Sargento Fahur (PL)

Pernambuco

Governadora eleita: Raquel Lyra (PSD)

Senadores eleitos 

  • Humberto Costa (PT)
  • Marília Arraes (PDT)

Deputados federais mais votados

  • Pedro Campos (PSB)
  • Jones Manoel (PSOL)
  • Anderson Ferreira (PL)

Piauí

Governador eleito: Rafael Fonteles (PT)

Senadores eleitos

  • Marcelo Castro (MDB)
  • Júlio César O Julim do Lula (PSD)

Deputados federais mais votados

  • Georgiano (PSD)
  • Delegado Charles (PV)
  • Castro Neto (MDB)

Rio de Janeiro

Governo: Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputam o segundo turno

Senadores eleitos

  • Carlos Portinho (PL)
  • Carlos Jordy (PL)

Deputados federais mais votados

  • Dr. Luizinho (PP)
  • Rick Azevedo (PSOL)
  • Lindbergh (PT)

Rio Grande do Norte

Governo: Allyson (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) disputam o segundo turno

Senadores eleitos

  • Styvenson Valentim (Podemos)
  • Samanda de Lula (PT)

Deputados federais mais votados

  • Natália Bonavides (PT)
  • Nina (PL)
  • Benes Leocádio (União Brasil)

Rio Grande do Sul

Governador eleito: Luciano Zucco (PL)

Senadores eleitos

  • Ubiratan Sanderson (PL)
  • Marcel van Hattem (Novo)

Deputados federais mais votados

  • Maurício Marcon (PL)
  • Fernanda Melchionna (PSOL)
  • Giovani Cherini (PL)

Rondônia

Governador eleito: Marcos Rogério (PL)

Senadores eleitos
Fernando Máximo (PL)
Bruno Scheid (PL)

Deputados federais mais votados
Lucio Mosquini (PL)
Coronel Chrisóstomo (PL)
Thiago Flores (União Brasil)

Roraima

Governador eleito: Arthur Henrique (PL)

Senadores eleitos

  • Nicoletti (PL)
  • Teresa Surita (MDB)

Deputados federais mais votados

  • Marcos Jorge (Republicanos)
  • Ítalo Otávio (Republicanos)
  • Rodrigo Mesquita (Podemos)

Santa Catarina

Governador eleito: Jorginho Mello (PL)

Senadores eleitos

  • Carol De Toni (PL)
  • Carlos Bolsonaro (PL)

Deputados federais mais votados

  • Julia Zanatta (PL)
  • Ana Paula Lima (PT)
  • Professor Pedro Uczai (PT)

São Paulo

Governador eleito: Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Senadores eleitos

  • Guilherme Derrite (PP)
  • André do Prado (PL)

Deputados federais mais votados

  • Lucas Pavanato (PL)
  • Erika Hilton (PSOL)
  • Sâmia Bomfim (PSOL)

Sergipe

Governador eleito: Fábio Mitidieri (PSD)

Senadores eleitos

  • Rogério Carvalho (PT)
  • Delegado Alessandro (MDB)

Deputados federais mais votados

  • Yandra Moura (União Brasil)
  • Claudio Mitidieri (PSB)
  • João Daniel (PT)

Tocantins

Governo: Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) disputam o segundo turno

Senadores eleitos

  • Eduardo Gomes (PL)
  • Alexandre Guimarães (MDB)

Deputados federais mais votados

  • Professora Janad Valcari (PP)
  • Jair Farias (União Brasil)
  • Lucas Campelo (Republicanos).

Renovação da Câmara federal chegou a 35%; veja nova composição da Casa

Bancada feminina bate recorde, mas vagas de negros e indígenas caem

Agência BrasilBrasília – DF – 04/10/2026 - Votação do primeiro turno. Eleitores na fila de votação no Colégio Leonardo da Vici. FOTO: Lula Marques/Agência Brasil.Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Câmara dos Deputados confirmou que entre os 513 deputados federais eleitos neste domingo (4), 183 vão exercer seu primeiro mandato. Esse número representa uma taxa de renovação de 35,67% dos integrantes da Casa. Os parlamentares representarão os estados e o Distrito Federal na 58ª legislatura, de 1º de fevereiro de 2027 a 31 de janeiro de 2031.

Enquanto isso,  301 deputados federais foram reeleitos, o que representa 58,6% do total de parlamentares eleitos titulares nas eleições de outubro de 2022 ou os suplentes que foram efetivados como titulares do cargo, ao longo desta 57ª legislatura.

Há ainda 29 ex-deputados federais em legislaturas anteriores à atual que voltarão à Câmara.

De acordo com a Câmara dos Deputados, o índice de novos deputados (35,6%) mantém a média de oxigenação da Casa, em relação à eleição anterior, de 2022 (39,3%).

Pretos e pardos eleitos

Os eleitos autodeclarados pretos e pardos conquistaram 135 cadeiras da Câmara dos Deputados, o que corresponde a 26,3% do total de 513 deputados federais da próxima legislatura. O número representa o encolhimento de 2,9% da bancada negra, em relação aos parlamentares federais pretos e pardos eleitos em 2022, que somou 139.

No recorte de raça e cor, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou, ao todo, 10.206 candidaturas de pessoas negras para todos os cargos eletivos do pleito de 2026, que correspondem a 49,64% do total.

Indígenas

Entre os eleitos autodeclarados indígenas, apenas três candidatos garantiram mandato de quatro anos na Câmara dos Deputados para seguir em defesa dos povos originários e de seus territórios. São eles: o deputado reeleito Paulo Guedes (PT-MG), com 126.891 votos; a deputada Juliana Cardoso (PT-SP), reeleita com 111.904 votos; e a primeira ministra dos Povos Indígenas, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sônia Guajajara (PSol-SP), deputada federal foi reeleita com 54.207 votos (por quociente eleitoral).

Com este número, a bancada indígena minguou para aproximadamente 0,58% dos 513 deputados, na comparação com a eleição de 2022, quando cinco indígenas tinham sido eleitos para a Câmara. Antes deles, apenas Mário Juruna (PDT-RJ) tinha exercido o cargo, entre 1982 e 1986; e em 2018, Joenia Wapichana (Rede-RR), conseguiu uma vaga na Câmara, tornando-se a primeira mulher indígena a ser eleita para esta função.

Ao todo, a Justiça Eleitoral registrou 73 candidaturas de pessoas indígenas a deputado federal.

Gênero

Neste domingo (4), 108 mulheres foram eleitas para a próxima legislatura da Câmara dos Deputados, o que torna esta a maior bancada feminina da Casa de todos os tempos.

O número representa aumento de 18,68% em comparação com 2022, ou seja, 17 mulheres a mais do que as 91 eleitas no pleito anterior.

A advogada e professora doutora de Direito Constitucional Damares Medina comemora o número histórico de mulheres, mesmo que estas tenham posicionamentos políticos distintos em relação a pautas prioritárias.

“Porque não importa, cada uma a seu modo e à sua forma, traz a mensagem de que lugar de mulher é onde é ela quiser. Não vou submeter uma representante popular eleita a um escrutínio hermenêutico que o homem não é submetido.”

Partido

O Partido Liberal (PL) elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e ampliou a bancada para 121 deputados na próxima legislatura. São 24 a mais que na eleição anterior, considerando projeção feita com base em 99,9% dos votos apurados, quando não há mais possibilidade de alteração do resultado.

A profissional do Direito explica o peso de ter a maior bancada da Casa. “É importante porque cada cadeira é poder. Cada uma delas significa influência, o jogo e vetores do que vai definir como a autoridade no Congresso Nacional é distribuída”, disse Damares.

A segunda colocada entre as bancadas foi a Federação Brasil da Esperança, formada pelas seguintes siglas: Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Verde (PT-PCdoB-PV), com 88 deputados – seis a mais que na última eleição.

Confira a distribuição das bancadas partidárias na Câmara dos Deputados eleita:

  • PL: 121 deputados;
  • Federação Brasil da Esperança (PT / PCdoB / PV): 88;
  • Federação União Progressista (União / PP): 87;
  • PSD: 43;
  • Republicanos: 41;
  • MDB: 36;
  • Pode (Podemos): 27;
  • PSB: 15;
  • Federação PSol / Rede Sustentabilidade: 15;
  • PSDB / Cidadania: 11;
  • Novo: 10.
  • PRD / Solidariedade: 7
  • PDT: 6
  • Avante: 5
  • Missão: 1

A advogada ouvida pela Rádio Nacional explica que a formação de grandes blocos partidários garante prioridades. “Uma vez formados, esses blocos têm imenso poder na distribuição de orçamento, na distribuição de emendas parlamentares.”

Damares Medina também interpreta o recado dado pelos eleitores, neste domingo, ao eleger mais parlamentares do espectro conservador no Congresso, em um deslocamento radical entre os campos de poder opostos. Ela identifica que este não é um movimento recente.

“Se analisarmos a série histórica, desde 1988, na Constituição [Federal], podemos identificar que, pouco a pouco, o espectro político esquerdo foi perdendo a disputa ideológica, o debate intelectual”, avaliou advogada constitucionalista.

Mais votados

A eleição também produziu novos recordes de votação. O deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, superou 3,11 milhões de votos e se tornou o deputado mais votado da história do país. Nikolas superar os próprios números da eleição passada (2022), quando foi o deputado mais votado do país, com 1,47 milhão de votos.

Em segundo lugar entre os mais votados para a Câmara, com 3.038.438 de votos, chegou Lucas Pavanato (PL), de 28 anos que, atualmente, é vereador do município de São Paulo e youtuber. A marca é quase o dobro da segunda colocada, a deputada Erika Hilton (PSol-SP), reeleita com 1.596.472 votos. A parlamentar que, atualmente, preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, foi a recordista de votos da bancada feminina.

Veja os 20 estados onde o governador foi eleito no 1º turno

No Nordeste, oito governadores foram eleitos neste domingo (4)

Agência BrasilSão Paulo (SP) 24/09/2026 - O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) , durante demonstração para a imprensa do fluxo de votação das Eleições 2026. Além de uma apresentação sobre o chamado “derrame de santinhos” e o novo provimento da Corregedoria do Tribunal que disciplina a fiscalização e a repressão desse crime eleitoral. O evento realizado na sede do TRE-SP. Urna Eletrônica . Foto: Paulo Pinto/Agência BrasilFoto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A eleição para governador foi encerrada no primeiro turno, neste domingo, em 20 estados. Os vencedores conseguiram alcançar mais da metade (50% mais um) dos votos válidos, sem considerar os brancos e nulos, e foram eleitos.

Do total de governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro do Norte, três no Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

Veja os estados e candidatos eleitos no 1º turno:

Alagoas

JHC (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. JHC ficou à frente de Renan Filho (MDB). João Henrique Caldas, o JHC, foi deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Maceió em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de AlagoaS.

Amapá

O candidato Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá. Ele tem 53 anos e nasceu em San José, na Costa Rica, mas é filho de brasileiros. É médico cirurgião cardiovascular, foi eleito deputado estadual em 2014 e reeleito em 2018. Em 2020, foi eleito prefeito de Macapá e reeleito em 2024. Em março deste ano, Dr. Furlan foi afastado do cargo após indícios de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. Logo após, ele renunciou ao mandato.

Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia. Atual governador, Jerônimo Rodrigues é engenheiro agrônomo e professor universitário. Foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação e secretário nacional do Desenvolvimento Territorial. 

Ceará

Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará. Atual governador, Elmano de Freitas é formado em Direito. Foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual por dois mandatos. Em 2012, disputou a prefeitura da capital cearense. Foi eleito governador em 2022.

Goiás

Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás. Atual governador de Goiás, Daniel Vilela assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Ronaldo Caiado. Formado em direito, foi vereador, deputado estadual e deputado federal. Também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Maranhão

Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão. Eduardo Braide foi prefeito de São Luís por dois mandatos, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Antes, foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Em 2026, deixou a prefeitura para disputar o governo do Maranhão.

Mato Grosso

Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador de Mato Grosso. Atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes. Foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por dois mandatos.

Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel (PP)  foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul. Atual governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel iniciou sua vida pública em 2015, quando assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) no governo de Mato Grosso do Sul. Foi presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de ter sido secretário estadual de Governo e de Infraestrutura. 

Minas Gerais

Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais. Cleitinho ficou à frente de Patrus Ananias (PT). Senador por Minas Gerais, Cleitinho Azevedo é empresário e músico. Foi vereador de Divinópolis e deputado estadual antes de chegar ao Senado, em 2023. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo de Minas.

Pará

Dr. Daniel (Podemos) foi eleito governador do Pará. Daniel Barbosa Santos é médico e nasceu em Açailândia (MA). Foi prefeito de Ananindeua (PA) por dois mandatos. Antes, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará. 

Paraíba

Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador da Paraíba. Atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro assumiu o cargo em abril de 2026, após a renúncia de João Azevêdo. Antes, foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador do estado. 

Paraná

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná. Ele ficou à frente de Sandro Alex. Moro é natural de Maringá (PR) e ficou conhecido nacionalmente como juiz federal à frente de processos da Operação Lava Jato. Foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e atualmente é senador pelo Paraná. Aos 54 anos, disputou pela primeira vez o governo do estado. 

Pernambuco

Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco.  Atual governadora, Raquel Lyra foi deputada estadual e prefeita de Caruaru por dois mandatos. Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita governadora do estado. 

Piauí

Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí. Eleito o governador mais jovem do Piauí em 2022, Rafael Fonteles é bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Atualmente com 41 anos, é natural de Teresina e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Fonteles é professor e ocupou o cargo de secretário estadual da Fazenda do Piauí, presidindo o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) de 2019 a 2021.

Rio Grande do Sul

Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul. Luciano Zucco é militar reformado. Foi deputado estadual e, em 2022, elegeu-se deputado federal. É natural de Alegrete (RS) e tem 52 anos. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo gaúcho.

Rondônia

Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia. Marcos Rogério foi vereador de Ji-Paraná e deputado federal por dois mandatos. É senador por Rondônia desde 2019 e já disputou o governo estadual em 2022, quando chegou ao segundo turno. Em 2026, volta a concorrer ao cargo.

Roraima

Arthur Henrique (PL) foi eleito governador de Roraima. Arthur Henrique (PL) tem 45 anos e é natural de Boa Vista (RR).  Ele foi vice-prefeito e secretário municipal da capital antes de ser eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de Roraima.

Santa Catarina

Jorginho Mello (PL) foi reeleito. Natural de Ibicaré (SC), Jorginho tem 70 anos. Ele foi deputado estadual, deputado federal e senador. Formado em direito e estudos sociais, foi diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). 

São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo. Tarcísio é servidor público de carreira, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e graduado em engenharia no Instituto Militar de Engenharia. Fez parte da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Trabalhou nas áreas de infraestrutura e investimento, foi presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ministro da Infraestrutura durante o governo de Jair Bolsonaro.

Sergipe

Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito para o cargo em primeiro turno. Iniciou na política em 2008, quando foi vereador de Aracaju pelo PDT. Também foi secretário municipal de Aracaju na gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, e secretário estadual  no governo de Jackson Barreto. Além disso, foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Eleição 2026: diferença entre Flávio e Lula é a menor da história entre candidatos no 1º turno

Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Evaristo Sá/AFP e Amanda Perobelli/Reuters
Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Evaristo Sá/AFP e Amanda Perobelli/Reuters

A diferença entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) é a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização. Com 99,98% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente teve 45,15%, uma distância de 1,88 ponto percentual, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em número de votos, a diferença entre os dois foi de cerca de 2,4 milhões. Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos, Flávio e Lula disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Em 2022, Lula obteve 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL), 43,2%, uma distância de 5,23 pontos percentuais. Até então, essa tinha sido a menor diferença de pontuação na disputa.

Histórico

A eleição de 2006 aparece em terceiro lugar entre as disputas mais acirradas. Lula recebeu 48,61% dos votos válidos, enquanto Geraldo Alckmin teve 41,64%, uma diferença de 6,97 pontos.

Em 2014, a distância entre Dilma Rousseff e Aécio Neves foi de 8,04 pontos: a petista terminou o primeiro turno com 41,59%, contra 33,55% do tucano. Os dados históricos são baseados nos resultados da Justiça Eleitoral. Veja a tabela.

Histórico de resultado entre principais candidatos ao longo dos anos — Foto: g1
Histórico de resultado entre principais candidatos ao longo dos anos — Foto: g1

Nas eleições anteriores, a distância entre os dois primeiros colocados foi maior. Em 1989, primeiro pleito presidencial direto após a redemocratização, Fernando Collor teve 30,47% dos votos, contra 17,18% de Lula, diferença de 13,29 pontos. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso venceu o primeiro turno com diferenças ainda maiores: 27,24 pontos sobre Lula em 1994 e 21,35 pontos em 1998.

A partir de 2002, a disputa voltou a ficar mais concentrada nos dois primeiros candidatos. Lula abriu 23,24 pontos sobre José Serra naquele ano, mas a diferença caiu para 6,97 pontos em 2006. Depois, voltou a crescer para 14,30 pontos em 2010 e 16,75 pontos em 2018. Em 2022 e 2026, porém, a distância caiu novamente e chegou ao menor nível da série histórica neste ano. Os resultados eleitorais podem ser consultados nas bases do Tribunal Superior Eleitoral.