Categoria: Brasil

Rede de Jornalistas Pretos oferece formação em segurança digital

Seleção priorizará negras, indígenas e comunidades tradicionais

Agência BrasilBrasília - 24/07/2026 - Rede de proteção digital para comunicadoras Negras. Divulgação: Rede JPDivulgação: Rede JP

As inscrições para a segunda edição da Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (Repcone) seguem abertas até 5 de agosto para formação gratuita em cibersegurança, apoio psicossocial e orientação jurídica para proteger, formar e articular mulheres negras, indígenas e quilombolas contra violência digital na América Latina.

As interessadas no processo seletivo podem se inscrever gratuitamente pela internet, por meio do preenchimento de um formulário online.

O período das inscrições coincide com as celebrações do Mês Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que tem seu ponto alto em 25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

A iniciativa é da Rede de Jornalistas Pretos (Rede JP) que tem a expectativa de ampliar o alcance da Repcone, segundo a coordenadora geral da Rede JP, integrante da rede de mulheres líderes da Universidade e idealizadora da rede, Marcelle Chagas. 

“A expectativa é garantir que a oportunidade de participação chegue a comunicadoras e lideranças negras de diferentes regiões e territórios, fortalecendo uma rede cada vez mais diversa e conectada”, explica.

O coletivo também pretende aprofundar as discussões sobre o contexto político atual no Brasil e na América Latina. 

“O ambiente digital tem se tornado um espaço cada vez mais complexo e, muitas vezes, mais nocivo para mulheres negras que ocupam espaços públicos, seja na comunicação, na defesa de direitos ou na liderança comunitária”, constata Marcelle Chagas.

A formação visa fortalecer a capacidade de proteção, resposta e resiliência de mulheres em visibilidade pública diante de ameaças digitais, violência online e campanhas de desinformação, com objetivo final de promover a segurança, o cuidado e o apoio transnacional, em toda a América Latina.

Na seleção das candidatas, terão prioridade mulheres que atuam em contextos de invisibilidade estrutural e de maior risco em razão de sua atuação pública.

A edição 2026 da Repcone não se destina exclusivamente a jornalistas e comunicadoras. Também é voltada a mulheres do Brasil e da América Latina em posições de liderança comunitária, institucional ou organizacional, que estejam expostas a riscos de segurança digital e violência online em razão de sua atuação pública.

Brasília - 24/07/2026 - Coordenadora geral da Rede de Jornalistas Pretos (Rede JP), integrante da rede de mulheres líderes da Universidade e idealizadora da REPCONE, Marcelle Chagas. Foto: Divulgação Rede JP
Coordenadora geral da Rede de Jornalistas Pretos (Rede JP), Marcelle Chagas – Foto: Divulgação Rede JP
Seleção

A seleção priorizará mulheres negras (pretas e pardas), mulheres indígenas e mulheres pertencentes a povos e comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhas, caiçaras, de terreiro, entre outras), sejam elas comunicadoras ou lideranças em outras frentes de atuação como associações, coletivos, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e iniciativas de base.

Neste ano, 30 mulheres da América Latina serão selecionadas entre jornalistas, ativistas, lideranças comunitárias e pesquisadoras que possam espelhar a diversidade de perfis, territórios, identidades e formas de atuação pública na região.

As participantes receberão confirmação pelo e-mail e WhatsApp cadastrados no momento da inscrição.

Programa

A formação da Repcone é estruturada em quatro frentes de atuação integradas:

  • 1  aulas virtuais sobre segurança digital, resposta a incidentes, proteção de dados e enfrentamento à desinformação;
  • 2  proteção e cuidado, com apoio psicossocial e orientação jurídica especializada;
  • 3  resposta rápida, com protocolos de atuação diante de ataques coordenados, assédio online e campanhas de desinformação; e
  • 4  infraestrutura tecnológica.

Na grade da programação, estão previstas quatro aulas online em uma plataforma de comunicação por vídeo (zoom). Nos encontros virtuais serão abordadas as temáticas sobre segurança digital, proteção de dados, resposta a incidentes e enfrentamento à desinformação, com acessibilidade em Libras e tradução para português e espanhol.

No planejamento, as 30 participantes ainda contarão com:

  •       oficina presencial no Rio de janeiro, com a participação de organizações parceiras;
  •       oficina presencial no Peru, com organizações parceiras na América Latina;
  •          apoio financeiro para que participantes repliquem o conhecimento em seus territórios por meio de ações comunitárias, campanhas de conscientização e fortalecimento de redes locais.
  •       inteligência artificial voltada à proteção de mulheres em ambientes digitais.

Latinas IA

A iniciativa ainda contará com o lançamento do Latinas IA, criado pela Rede de Jornalistas Pretos para dar apoio e oferecer proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade na América Latina.

Esse agente digital estará disponível para dar suporte durante 24 horas contra violência digital, assédio e desinformação direcionada a mulheres na política e na mídia.

A ferramenta funciona como um ambiente integrado de orientação e resposta, reunindo recursos de informação confiável, conectando usuárias a fontes verificadas e conteúdos de checagem, além de oferecer guias práticos de segurança digital adaptados a diferentes contextos de risco.

A Rede JP informa que a plataforma segue em processo contínuo de desenvolvimento e aprimoramento para atender, especificamente, às realidades sociais, culturais e linguísticas das mulheres latino-americanas que atuam em defesa da democracia na América Latina.

Primeira edição

A Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras surge da compreensão de que a violência digital é uma estratégia para afastar mulheres negras e indígenas dos espaços decisórios da comunicação.

A iniciativa foi estruturada em 2025 a partir da escuta ativa e trocas de experiências entre Brasil, Argentina, Colômbia e outros países da América Latina.

A primeira edição da Repcone foi lançada em agosto de 2025 e contou com a participação de 50 mulheres. A estimativa é que 17,1 milhões de pessoas foram alcançadas pela formação.

Cartilha

Como resultado do primeiro treinamento, em dezembro de 2025, a rede lançou a cartilha Repcone Proteção Digital para Comunicadoras Negras na América Latina, que reúne dados, análises e orientações práticas para enfrentar a violência digital contra mulheres negras em posição de visibilidade pública.

O material tem a missão de promover o acesso aberto ao conhecimento, à diversidade informacional e à formação livre de comunicadoras e comunidades.

Na prática, a publicação orienta sobre como agir em situações de vazamento de dados, perseguição, assédio e campanhas coordenadas de desinformação, além de reunir protocolos de segurança digital e recomendações para o cuidado com a saúde mental.

A cartilha também defende que a violência digital deve ser compreendida como parte das desigualdades estruturais de raça e gênero, com impactos que ultrapassam o ambiente virtual e afetam a saúde mental, a trajetória profissional e a permanência dessas mulheres em espaços de liderança e tomada de decisão.

Avanço da IA corrói financiamento do jornalismo profissional no Brasil

PL 2338 na Câmara prevê que big techs paguem por direitos autorais

Agência BrasilLogo do Google e inteligência artificial4/5/2023 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Proibida ReproduçãoREUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

O avanço da Inteligência Artificial (IA) por meio dos resumos que buscadores oferecem na internet vem derrubando o tráfego direto de internautas em sites jornalísticos, prejudicando o financiamento do jornalismo profissional no Brasil. Isso ocorre porque parte dos usuários tem deixado de clicar nos links diretos dos sites, restringindo a pesquisa aos resumos das IAs.

Essa mudança vem ganhando força, principalmente, a partir de maio de 2024 com o AI Overviews do Google (resumos gerados por IA, em português). Segundo especialistas, a novidade tem ainda o potencial de prejudicar a integridade da informação que circula no país em meio à proliferação das fake news impulsionadas pelas mesmas plataformas por trás das IAs que dominam o mercado.

Um projeto de lei (PL 2338 de 2023) em tramitação na Câmara, o Marco Regulatório da IA, prevê que as plataformas digitais paguem pelos direitos autorais das obras e reportagens usadas pela tecnologia, o que poderia fortalecer o jornalismo profissional frente à crise no setor.

Porém, o tema não avançou no último semestre, apesar da prioridade anunciada ao projeto pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Brasília - 07/08/2026 - Carla Egydio,diretora de Relações Institucionais da Ajor . Foto: Câmara dos Deputados
Carla Egydio, diretora de Relações Institucionais da Ajor, considera “preocupante” a queda de audiência dos portais de notícias em função dos resumos gerados por IA  – Foto: Câmara dos Deputados
A Associação de Jornalismo Digital (Ajor), que presta assessoria a 152 veículos on-line no Brasil, aponta que um de cada quatro desses portais de notícias perdeu, em 2025, mais de 20% da audiência.

“A queda de tráfego nos sites das associadas advindo de ferramentas de busca, uma preocupação generalizada na indústria jornalística, se mostra verdadeira no contexto das associadas”, concluiu a pesquisa da Ajor.

A diretora de Relações Institucionais da associação, Carla Egydio, explicou à Agência Brasil que a queda é “preocupante” por prejudicar a atração de publicidade e o financiamento calculado a partir das “métricas de audiência”.

“O ecossistema jornalístico hoje vive um cenário de crise. Parte da publicidade já migrou, principalmente, para plataformas digitais. Os veículos que se financiavam, sobretudo por publicidade, têm uma dificuldade muito grande de manter seus negócios. Esse resumo da IA aprofunda um contexto de crise do jornalismo”, disse a diretora.

Integridade da informação

Carla destacou ainda que os resumos da IA fornecidos pelos buscadores não oferecem todo o conteúdo das reportagens, com impacto para a qualidade da informação.

“Isso pode gerar descontextualização, com prejuízos para o debate público. Você tem ainda os casos de cópia literal do conteúdo, que configura plágio”, completou a diretora da Ajor.

Um caso de repercussão internacional foi o do veículo Business Insider, que demitiu, em maio de 2025, 21% dos funcionários em meio a quedas no tráfego de usuários impulsionadas pelos resumos das IAs dos buscadores.

“Setenta por cento do nosso negócio apresenta algum grau de sensibilidade ao tráfego [de usuários no site]. Precisamos estar estruturados para suportar quedas extremas de tráfego fora do nosso controle, por isso estamos reduzindo o tamanho geral da nossa empresa”, explicou Barbara Peng, da direção executiva da companhia.

Marco Regulatório da IA

Brasília (DF) 26/10/2023 Comissão de Comunicação da Câmara realiza audiência pública sobre a importância da formação superior para o exercício do jornalismo. ( Samira de Castro Cunha, presidenta da FENAJ). Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Presidenta da Fenaj, Samira de Castro diz que lobby das big techs tem dificultado avanço do PL 2338 na Câmara – Foto: Lula Marques/Arquivo/Agência Brasil
No Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) tem pressionado pela aprovação do PL 2338 na Câmara, onde projeto tramita desde março de 2025.

A matéria que chegou do Senado prevê que as empresas de IA remunerem pelo uso de conteúdos protegidos pela Lei dos Direitos Autorais, como é o caso do jornalismo.

“O lobby das big techs é muito forte. Elas querem, para ter uma ideia, tirar toda essa parte que fala de direito autoral. Esse é um dos pontos que têm emperrado esse projeto na Câmara”, revelou a presidenta da Fenaj, Samira de Castro.

Ela acrescentou à Agência Brasil que, apesar das fragilidades do projeto, o texto traz avanços para garantir a remuneração do produto do trabalho dos jornalistas.

“O PL também não cria mecanismos específicos de transparência sobre quais conteúdos jornalísticos foram utilizados para treinar modelos de IA, mas isso pode ser objeto de regulamentação posterior”, completou Samira.

Tema não avança na Câmara

No início do ano, o presidente da Câmara, Hugo Motta, definiu que o Marco Regulatório da IA seria uma das prioridades do primeiro semestre. Procurada pela reportagem, a assessoria do parlamentar informou que aguarda a manifestação do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

“A definição de uma data depende de o relator apresentar o parecer. E, diante do atual período eleitoral, o projeto deverá ser votado após as eleições de outubro”, informou, em nota, a assessoria de Motta.

A comissão especial que analisa o tema não se reúne desde novembro de 2025. Procurada pela Agência Brasil, a presidente do colegiado, deputada Luiza Canziani (União-PR), não retornou o contato até o fechamento desta reportagem.

O relator Aguinaldo Ribeiro tem defendido que o tema precisa ser mais debatido, em especial, o capítulo que trata da remuneração pelo uso de conteúdos protegidos por direitos autorais.

“Como é que isso vai funcionar para um artista independente? Como é que funciona? A operacionalidade eu tenho dúvida de como isso vai funcionar”, comentou Aguinaldo a jornalistas antes do recesso parlamentar.

Prédio Congresso Nacional
Marco Regulatório da IA tramita desde março de 2025 na Câmara – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Empresas de tecnologia criticam projeto

O texto que chegou do Senado é criticado pelas empresas de tecnologia, que alegam que o dispositivo sobre direitos autorais “na prática, inviabiliza o treinamento de novos modelos locais de IA”.

“A proposta de legislação brasileira, dessa forma, poderá isolar o Brasil no desenvolvimento da IA, além de impactar investimentos em infraestrutura digital”, diz nota de diversas organizações empresariais, entre elas, a Associação das Empresas de Tecnologia (Brasscom).

Governo apoia PL

O governo federal tem defendido a aprovação do PL 2338. O secretário de Direitos Autorais e Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves de Souza, argumentou que tem crescido a judicialização envolvendo direitos autorais.

“Enquanto esse PL não for aprovado, o uso não autorizado de conteúdo jornalístico, ou qualquer conteúdo protegido por direitos de autor, para o treinamento de sistemas de IA, constitui violação de, ao menos, sete dispositivos da lei de direito autoral”, comentou Souza, em audiência pública do Conselho de Comunicação Social do Congresso, na última semana.

Ação no Cade e acordos de grandes veículos

Enquanto o Congresso não vota o marco regulatório da IA, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação, em abril deste ano, sobre a conduta do Google e os impactos do uso da IA no mercado de mídia.

O conselho avalia se a gigante da tecnologia abusou de sua posição dominante ao utilizar conteúdos jornalísticos em ferramentas de IA sem remunerar os veículos responsáveis.

Por outro lado, dois grandes jornais brasileiros, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, fecharam acordos privados com a OpenAI e o Google, respectivamente. O acordo da Folha ocorreu após o jornal processar a OpenAI pelo uso dos seus conteúdos jornalísticos.

Fim de semana tem previsão de vendaval no Sudeste e geada no Sul

Ciclone extratropical deve diminuir neste sábado e domingo, diz Inmet

Agência BrasilCampos da Serra Catarinense. Cenários da região mudam ao longo dos dias frios. Geada e névoa ao amanhecer e tempo aberto em questão de poucas horas.Foto Ricardo Wolffenbuttel/ SECOM.Arquivo/Ricardo Wolffenbuttel/ SECOM/ Governo Santa Catarina

Os efeitos do ciclone extratropical que atingiu o Brasil esta semana devem diminuir ao longo deste sábado (8) e domingo (9), apesar de favorecer a entrada de uma massa de ar frio sobre o Sul, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O resfriamento favorece a formação de geadas no centro-sul do Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina. partir de segunda-feira (10), o ar frio alcança também São Paulo e Rio de Janeiro, mas com menor intensidade.

Neste fim de semana, a previsão é que as tempestades permaneçam concentradas entre o Paraná, o centro e o norte de Santa Catarina, o sul de Mato Grosso do Sul e o centro-sul de São Paulo.

Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em São Paulo, no Rio de Janeiro, no litoral do Espírito Santo e no sul de Minas Gerais, com ventos variando entre 40 e 60 quilômetros por hora (km/h).

Confira a previsão do tempo para este fim de semana por região.

Norte

No sábado, há previsão de chuva com trovoadas no centro-norte e no oeste do Amazonas e em Roraima, além de pancadas de chuva isoladas no Acre, no norte do Pará e no Amapá. Também há possibilidade de chuva isolada no leste do Pará e no sudeste do Amazonas.

Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no sudeste da Amazônia para a tarde de sábado.

No domingo, as instabilidades ficam concentradas no centro-oeste do Acre e no sudoeste do Amazonas, com pancadas isoladas no centro-norte do Amazonas e no leste do Acre.

Nordeste

No sábado, há possibilidade de chuva isolada entre o litoral e o agreste de Alagoas, Pernambuco, da Paraíba e de Sergipe, com muitas nuvens na faixa leste da região, incluindo o leste da Bahia.

Há ainda aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no oeste da Bahia, na região de Luís Eduardo Magalhães. Também há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no centro-sul do Maranhão, Piauí, centro-sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia.

Além disso, há aviso amarelo de perigo potencial para vendaval no litoral sul da Bahia, região de Porto Seguro.

No domingo, permanece o aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no sul do Ceará, centro-sul do Piauí, oeste da Paraíba, de Pernambuco e centro-oeste da Bahia. Já a possibilidade de chuva fica restrita à faixa litorânea entre o litoral norte da Bahia e o litoral leste do Ceará, além do extremo noroeste do Maranhão.

As temperaturas permanecem elevadas no interior do Nordeste. A mínima pode chegar a 21°C em Teresina, enquanto a máxima alcança 37 °C também em Teresina.

Centro-Oeste

No sábado, há possibilidade de chuva isolada pela manhã no sul e no sudeste de Mato Grosso do Sul. Durante a tarde e a noite, há chuva com trovoadas isoladas no sudeste do estado, pancadas de chuva isoladas no centro-sul e possibilidade de chuva isolada na divisa de Mato Grosso do Sul com Goiás.

Há aviso laranja de perigo para baixa umidade no leste de Mato Grosso, no centro-norte de Goiás e no Distrito Federal. Também há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade em Mato Grosso, no sul de Goiás e no Mato Grosso do Sul.

Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de Mato Grosso do Sul e aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás.

No domingo, a chuva com trovoadas isoladas fica concentrada no sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de chuva isolada na região central do estado. Permanece o aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade em Goiás, no Distrito Federal, no leste de Mato Grosso e no Nordeste de Mato Grosso do Sul.

Também segue vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul do Mato Grosso do Sul.

As temperaturas entram em elevação na região. A mínima pode chegar a 15 °C em Brasília, enquanto a máxima alcança 38 °C em Cuiabá.

Sudeste

No sábado, muitas nuvens e pancadas de chuva atingem o sul de São Paulo pela manhã e há possibilidade de chuva isolada no oeste e na região central do estado. Durante a tarde e noite, há previsão de chuva com trovoadas isoladas no centro-sul, no oeste e no litoral sul de São Paulo, além de possibilidade de chuva isolada na divisa com Minas Gerais.

Há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no noroeste de Minas Gerais e aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade nas demais áreas de Minas Gerais. Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em São Paulo, no Rio de Janeiro, no litoral do Espírito Santo e no sul de Minas Gerais e aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no centro-sul de São Paulo.

No domingo, a chuva isolada fica concentrada no centro-sul e no leste de São Paulo e no litoral sul do Rio de Janeiro. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de São Paulo e aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no norte de São Paulo e no centro-oeste e sul de Minas Gerais.

O Inmet alerta ainda para uma grande diferença de temperatura entre os estados da região. São Paulo permanece com temperaturas mais amenas, enquanto o centro-norte da região apresenta elevação das temperaturas, com máximas de 34 °C em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Sul

No sábado, ocorrem pancadas de chuva no centro-leste e no norte do Paraná pela manhã, com possibilidade de chuva isolada nas demais áreas do estado e no nordeste de Santa Catarina.

Já no centro-sul de Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, o tempo fica mais firme e há possibilidade de geada ao amanhecer. No sul do Rio Grande do Sul há previsão de geada mais intensa.

Durante a tarde e a noite de sábado, há condições de chuva com trovoadas isoladas no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta pancadas isoladas no norte do estado e possibilidade de chuva isolada na região central, na região metropolitana de Porto Alegre e na faixa litorânea.

Ainda no sábado, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul e aviso amarelo de perigo potencial para vendaval no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.

Já no domingo, a chuva com trovoadas isoladas atinge o Paraná, o centro-norte e o oeste de Santa Catarina, além da divisa de Santa Catarina com o noroeste do Rio Grande do Sul. Há previsão de geada no centro-sul do Rio Grande do Sul. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Paraná e no norte de Santa Catarina.

O frio, segundo o Inmet, será intenso na região. No sábado, a máxima em Curitiba fica em 19 °C. Em Porto Alegre, a máxima permanece abaixo de 16 °C nos próximos dias. Na segunda-feira, há previsão de mínima de 3 °C em Curitiba, onde a máxima não deve passar de 11 °C.

PT registra candidatura de Lula à Presidência da República para as eleições de 2026

PT registra candidatura de Lula à Presidência da República para as eleições de 2026
Luiz Inácio Lula da Silva candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 – Foto: Ricardo Stuckert

O Partido dos Trabalhadores oficializou nesta sexta-feira (7) o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República nas eleições de 2026. O procedimento foi realizado junto à Justiça Eleitoral e divulgado pelo partido por meio das redes sociais.

Segundo o PT, o registro ocorreu às 23h21min06s, formalizando Lula como candidato da legenda à disputa presidencial. A candidatura representa a tentativa do atual presidente de conquistar um novo mandato no Palácio do Planalto.

Para compor a chapa como candidato a vice-presidente, o PT confirmou novamente Geraldo Alckmin, atual vice-presidente da República. A formação mantém a parceria política entre Lula e Alckmin para a disputa eleitoral de 2026.

Com o registro, a candidatura passa a integrar oficialmente o processo eleitoral, seguindo agora para as etapas de análise e julgamento pela Justiça Eleitoral, conforme as regras estabelecidas para as eleições deste ano.

Polícia Federal indicia 16 pessoas por queda de avião da Voepass

Avião não teria condições de voar, mas empresa autorizou

Agência BrasilSão Paulo (SP) 10/08/2024 - Destroços do acidente aéreo que envolveu avião da Voepass que ocorreu em Vinhedo interior de São Paulo.Foto: Secretária de Segurança de São Paulo/DivulgaçãoSecretária de Segurança de São Paulo/Divulgação

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quinta-feira (6) 16 pessoas por envolvimento na queda da aeronave da Voepass Linhas Aéreas em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, após concluir a investigação. Todos os indiciados são ligados à companhia, inclusive o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho.

A queda do avião turboélice, ATR 72-500, deixou 62 mortos, sem sobreviventes.    

De acordo com a PF, a Justiça Federal decidiu que todos os indiciados não poderão deixar o país, ou terão de voltar ao Brasil caso estejam no exterior, enquanto o Ministério Público Federal (MFP) analisa o inquérito da polícia e decide quais pessoas serão denunciadas. 

Segundo a PF, 15 foram indiciados pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo (Artigo 261 do Código Penal) e uma (o comandante do voo da madrugada, que pilotou o mesmo avião em que ocorreu a queda) foi indiciada por falsidade ideológica.

Foram indiciados pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo o diretor-presidente da Voepass José Luiz Felício Filho; o comandante do voo imediatamente anterior ao acidente, que teria entregue a aeronave sem reportar falhas; o mecânico que teria se omitido de realizar manutenção; o chefe do Centro de Controle de Manutenção (MCC); o inspetor técnico responsável por responder pela manutenção perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); o diretor de manutenção da companhia; o gerente do Centro de Controle Operacional (CCO); o diretor do CCO; o diretor de operações; o chefe dos pilotos; e o diretor de segurança operacional (safety).

As penas para o crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo é de 4 a 12 anos de prisão, e dobram (de 8 a 24 anos) em decorrência do resultado em morte.

A Polícia Federal informou ainda que solicitou à Justiça Federal que autorize o compartilhamento de todas as informações da investigação com a Anac para que a agência investigue administrativamente se houve falhas de seus servidores no processo de fiscalização da companhia aérea. Com o mesmo objetivo, a PF solicitou que a investigação seja também compartilhada com a Procuradoria da República no Distrito Federal, local da sede da Anac.

“Nossa equipe analisou dezenas de processos de fiscalização da Anac e se pôde perceber que havia ali [na Voepass] uma cultura realmente de omissão e que não era uma cultura de quem estava ali na ponta no dia-a-dia do mecânico da pista, não, era uma cultura de uma omissão implementada na empresa”, destacou o delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, André Ribeiro.

Segundo a PF, a aeronave não tinha condições técnicas de realizar o voo na situação a que foi submetida, sob formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos imprescindíveis para essas condições, como o sistema de degelo e o limpador do parabrisas do avião, estavam inoperantes. Mesmo assim, a empresa decidiu por autorizar a decolagem do avião. 

Durante o voo, os pilotos receberam, gradativamente, do sistema de segurança do avião, avisos de que as condições de voo estavam decaindo. No entanto, mesmo diante dos avisos sonoros e da lâmpada de “master caution”, a PF diz que os pilotos não tomaram nenhuma atitude.

Segundo a polícia, o avião havia apresentado problemas semelhantes em voos anteriores. No entanto, os pilotos, orientados pela empresa, não reportavam as falhas no relatório pós voo para que a aeronave não ficasse impedida de continuar a voar.

“A investigação comprova que havia, por parte da chefia dos pilotos, e da direção de operações [da companhia], orientação para não reportar as falhas, porque as falhas poderiam parar a aeronave, impedindo um voo subsequente”, destacou o delegado.

Famílias

Familiares das vítimas que estavam presentes na Polícia Federal em São Paulo avaliaram como criminoso o modo em que a Voepass operava. 

“Aquelas ações eram criminosas, eles eram profissionais, eles sabiam o que estavam fazendo. Eram profissionais preparados, sabotando uma fiscalização, fazendo gambiarra numa aeronave que poderia matar, então eles sabiam, todos sabiam que aquela aeronave uma hora ia cair. Correram o risco, não se importavam”, disse Fátima Albuquerque, da Associação de Familiares das Vítimas.

Segundo os advogados da associação, o grupo deverá ingressar com uma ação coletiva por danos morais contra a Voepass.

Tragédia com mortes e 30 feridos na estrada

Um acidente envolvendo um ônibus da empresa JN Turismo e um caminhão deixou dois mortos e 30 pessoas feridas na tarde desta quinta-feira (dia 6), na BR-259, em Governador Valadares. O ônibus seguida para Bom Jesus da Lapa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a batida ocorreu nas proximidades da fábrica da Piracanjuba, no trecho entre a cidade e o distrito de São Vítor. O ônibus saiu de Itaguaçu, no Espírito Santo.

Até a última atualização desta reportagem, duas pessoas haviam morrido. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, o ônibus transportava 52 passageiros. Ao todo, 30 pessoas ficaram feridas.

Dentre os feridos, cinco foram encaminhados para o Hospital Municipal de Governador Valadares.

Para o atendimento da ocorrência, foram mobilizadas quatro guarnições do Corpo de Bombeiros, uma Unidade de Suporte Avançado (USA) e três Unidades de Suporte Básico (USBs) do Samu.

Em nota ao g1, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus pertence à empresa J&N Transporte Escolar e Fretamento Ltda., autorizada pela agência a realizar transporte rodoviário por fretamento. Segundo o órgão, a viagem possuía Licença de Viagem regular, o veículo contava com seguro obrigatório de responsabilidade civil válido e cronotacógrafo em situação regular. O ônibus é de dois andares e tem capacidade para transportar 59 passageiros, conforme o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

A JN Turismo informou, em comunicado, que ainda apura as circunstâncias da batida e que divulgará novas informações assim que houver confirmação. A empresa afirmou ainda que está prestando toda a assistência necessária aos envolvidos. Informações do g1

Lei que aumenta punição a crimes digitais contra crianças foi sancionada

Texto endurece pena em caso de uso de inteligência artificial
Agência BrasilTerra Indígena Apyterewa (PA), 11/12/2025 - Crianças indígenas usam celulares na aldeia Apyterewa. Foto: Bruno Peres/Agência BrasilBruno Peres/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (6), a lei que amplia a atuação da polícia em meios digitais e aumenta a punição para crimes de pornografia com uso de inteligência artificial envolvendo crianças e adolescentesO Congresso Nacional concluiu a aprovação do texto em julho.

A lei endurece a pena do aliciamento quando houver uso de inteligência artificial (IA), deepfake, perfis falsos, promessa de vantagem ou aproveitamento de relação de confiança.

O objetivo é coibir criminosos, sobretudo os sexuais, de usarem a tecnologia para enganar e atrair crianças para explorá-las e abusar delas.

“A liberdade de expressão não pode ser confundida com genocídio, violência, assassinato. Esse é o exercício da democracia plena. Por mais liberdade que a gente tenha, a gente tem que ter limite. E o limite é não ferir a liberdade do outro”, disse Lula.

O presidente ainda afirmou que é dever do Estado se responsabilizar e criar condições de punição para qualquer pessoa que use os vários recursos do mundo digital e da tecnologia para cometer crimes.

Aumento de penas

Para os crimes de produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem ou registro de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente, assim como a sua venda ou exposição, a pena passa de 4 a 8 anos de reclusão para 4 a 10 anos de reclusão.

A pena é aumentada em um terço se a venda ou exposição ocorrer por meio da internet e das redes sociais.

Além destas medidas, o PL aumenta a punição para quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, distribui, publica ou divulga material de violência sexual contra criança ou adolescente. A pena nestes casos passa de 3 a 6 anos de reclusão para 4 a 10 anos de reclusão.

A pena atual para quem adquire, possui ou armazena esse tipo de material é de 1 a 4 anos de reclusão. O projeto aumenta essa punição para 3 a 6 anos de reclusão.

Em todos esses casos já era prevista multa além da reclusão, e a lei sancionada manteve essa previsão.

Inteligência artificial

O uso de inteligência artificial na prática dos crimes aumenta as penas de um terço a dois terços. Esse aumento de penas também é aplicado no uso de deepfake (quando a tecnologia simula de forma realista o rosto e a voz de uma pessoa), perfis falsos, jogos online e redes sociais para aliciamento de crianças e adolescentes.

Quando uma pessoa se aproveita de uma relação de convivência pessoal, autoridade, cuidado ou convivência familiar para praticar violência contra a criança ou adolescente, a pena também aumenta de um terço a dois terços.

Proteção

Além da repressão penal, o projeto contém medidas de proteção às vítimas. O texto prevê que crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual terão direito a atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integral.

Durigan diz que aumento da dívida decorre dos juros, não dos gastos

Juros elevados são o principal fator do endividamento público
Agência BrasilBrasília – DF – 12/05/2026 – Reunião da Comissão Especial da Câmara sobre o Fim da Escala 6x1 para debater os impactos econômicos da redução da escala de trabalho, sem redução de salário. Participou ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto Lula Marques/Agência BrasilO ministro da Fazenda, Dario Durigan – Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o aumento da dívida brasileira não se deve ao aumento de gastos, e sim aos juros altos que são cobrados no país. Segundo ele, isso ocorre por conta da necessidade de o governo pagar dívidas antigas com títulos novos, o que implica em mais pagamento de juros.

A declaração do ministro em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (6). Ele explicou que, de fato, há relação entre a questão fiscal e os juros, mas que há também outros fatores decisivos que acabam por influenciar as altas taxas cobradas no Brasil.

Perguntado sobre se os gastos do governo favorecem o cenário de juros altos, o ministro garantiu que “o governo não está gastando mais do que arrecada”.

“O que acontece é que estamos pagando dívidas antigas com títulos novos. É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos”, complementou.

Em julho, dados divulgados pelo Tesouro Nacional mostram que a emissão forte de títulos vinculados à Taxa Selic, os juros básicos da economia, fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em junho, superando os R$ 9,2 trilhões.

Durigan reiterou que os juros elevados são o principal fator por trás do aumento do endividamento público.

“Claro que vamos continuar atuando para melhorar o resultado fiscal do país”, disse ao destacar que, do ponto de vista econômico, o país está muito bem, “com o melhor resultado de inflação da história” e as agências internacionais de risco melhorando cada vez mais as avaliações sobre o país.

Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho

Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho

A produção industrial recuou 1,8% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda queda do indicador, que já havia caído 0,9% de abril para maio.

“A perda acumulada de 2,7% registrada nesses dois meses consecutivos de queda na produção eliminou parte do ganho de 4,4% verificados nos quatro primeiros meses de 2026”, destaca o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), André Macedo.

Na média móvel trimestral, houve uma queda de 0,5%. Na comparação com junho do ano passado, no entanto, a indústria apresentou crescimento de 1,7%. Com o resultado de junho, a produção industrial acumula altas de 1,5% neste ano e de 0,7% em 12 meses.

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo instituto. Na passagem de maio para junho deste ano, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram queda na produção, com destaque para a atividade de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,9%).

Também apresentaram resultados negativos relevantes os segmentos de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).

Das nove atividades industriais com alta na produção, destacam-se celulose, papel e produtos de papel (5,4%), impressão e reprodução de gravações (20,2%) e metalurgia (1,4%).

As quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram queda, com destaque para os bens de consumo semi e não duráveis, com recuo de 4,1% no período. Bens de consumo duráveis caíram 3,2%.

As outras categorias apresentaram as quedas de 1,1%: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo; e bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo.

Ideb mostra avanço da educação básica no país

Anos iniciais do ensino fundamental têm melhor resultado

Agência BrasilBrasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superiorFoto: Rafa Neddermeyer/Agência BrasilFoto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 registrou a maior evolução acumulada em 20 anos. As três etapas do ensino avaliadas (anos iniciais e finais do ensino fundamental e o ensino médio) atingiram em 2025 o maior valor de toda a série histórica, iniciada em 2005.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).

 Brasília - DF - 05/08/2026 - Ideb avança em todas as etapas da educação básica // Indicadores de 2025 divulgados nesta quarta-feira crescem nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e noensino médio. Foto: : Luís Fortes/MEC
Brasília – DF – 05/08/2026 – Ideb 2025 é divulgado. Foto: Luís Fortes/MEC
Para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a melhora dos indicadores é resultado de mais estudantes na escola, menos reprovações e ganhos de aprendizagem dos alunos.

“Após 20 anos, a escola brasileira conseguiu ao mesmo tempo melhorar o acesso; melhorar a trajetória desses estudantes, melhorando o fluxo desses estudantes; e melhorar a proficiência”, disse.

O Ideb avalia o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. Os indicadores são divulgados a cada dois anos.

Ensino fundamental

A escala do Ideb varia de 0 a 10.

>> Veja abaixo os indicadores:

  • De 2023 a 2025, o índice dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) passou de 6 para 6,3, superando a meta (6). Em 2005, era 3,8.
  • Esta foi a etapa da educação básica que registrou o avanço mais expressivo na série histórica de 20 anos.
  • Quando considerados os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o desempenho subiu de 5 para 5,3, mas ficou abaixo da meta de 5,5. Em 2005, o Ideb era de 3,5.

Segundo o MEC, a melhora demonstra o crescimento contínuo das médias de proficiência e a redução das reprovações.

Ensino médio

O indicador do ensino médio cresceu de 4,3, em 2023, para 4,5, no ano passado. No entanto, a meta para a etapa é 5,2. Desde 2013, a meta não é atingida.

A etapa encerrou o ciclo de 20 anos com seu patamar mais elevado, após subir dos 3,4, registrados em 2005.

“Avançamos, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, afirmou o ministro Barchini.

Especialistas consideram que a etapa final representa o maior desafio para ganhos no indicador.

Brasília - DF - 05/08/2026 - Ideb avança em todas as etapas da educação básica. ( Felipe Proto - vice-presidente de Educação da Fundação Lemann). Foto: Divulgação da Fundação Lemann
Brasília – DF – 05/08/2026 – Felipe Proto – vice-presidente de Educação da Fundação Lemann- Divulgação da Fundação Lemann
O vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, avaliou que os resultados de 2025 são avanços importantes, mas mostram também que o ritmo de avanço foi menor nos anos finais do que nos anos iniciais do ensino fundamental.  

“Esse fato pode ser explicado por um possível acúmulo da defasagem. Isto é, quando os estudantes não aprendem nos anos iniciais conhecimentos muito básicos, eles poderão ter dificuldades ao longo de toda trajetória escolar. Além disso, o cotidiano escolar muda bastante nos anos finais: os alunos passam a ter mais de um professor por disciplina, por exemplo, o que pode dificultar a criação de vínculos.”

Para o especialista, além do investimento na etapa de alfabetização, é necessário ter atenção aos anos finais do ensino fundamental, fase em que os alunos, entre 11 e 14 anos, passam por importantes transformações cognitivas, físicas, emocionais, sociais e identitárias.

“Precisamos superar o estigma cultural que associa essa fase a conflito e desinteresse, e precisamos de escolas mais conectadas com os interesses dos estudantes, aumentando o engajamento dos jovens, e de mais tempo na escola”, afirmou Felipe Proto.

Escolas públicas

Nas escolas públicas, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais em 2025.

O indicador para os anos finais também subiu: de 4,7, em 2023, para 5, em 2025. E no ensino médio, de 4,1 para 4,3, em igual período.

Estados e DF

No Ideb, todos os estados e o Distrito Federal tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental em 2025, na comparação com 2023.

Os destaques foram Paraná, com 6,9; Ceará (6,8); e Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás, empatados com 6,4.

Nos anos finais do ensino fundamental, 24 unidades da Federação tiveram índices maiores em 2025 quando comparados a 2023.

Os maiores índices foram atingidos do 6º ao 9 º ano pelos seguintes estados: Paraná (5,9); Ceará (5,7); Goiás (5,7); Minas Gerais (5,5) e Espírito Santo (5,4).

No ensino médio, 23 estados subiram no indicador em relação à edição anterior. O Distrito Federal é o único que teve queda no Ideb na etapa final da educação básica.

A maior nota foi novamente do Paraná (5,1), seguido por Piauí (5), Espírito Santo (4,9) e Goiás (4,8).

Municípios

Em relação ao desempenho dos municípios, o Ideb divulgou a evolução nos anos iniciais do ensino fundamental.

Em 2005, a maioria das cidades brasileiras — um total de 4.110 municípios — registrava Ideb de até 4,9.

Esse número caiu para 1.097 cidades, em 2023, e recuou em 2025 para 442 municípios.

A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que apesar de mais de 400 municípios terem desempenho abaixo de 5, eles apresentaram avanços significativos.

Segundo ela, cerca de 70% desse grupo registraram crescimento, embora em um ritmo inferior ao projetado pelas metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

Esses municípios terão assistência técnica individualizada.

“Vamos reunir mais de 9 mil dos nossos articuladores, que já atuam [em regime de colaboração] nestas localidades em todos os nossos programas, para trabalhar junto com estados e municípios para ajudá-los a fazer um autodiagnóstico e estudar detalhadamente cada realidade para saber o porquê de ainda não estarem nesta média”, explicou a secretária.

Próximo ciclo

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo cálculo do indicador, aguardava a sanção do novo Plano Nacional de Educação (2026–2036), em abril deste ano, para planejar as metas para o próximo Ideb, que ocorrerá em 2027.

Segundo o presidente do Inep, Manuel Palacios, uma proposta sobre o próximo ciclo deve ser apresentada em outubro. O ministro da Educação adiantou que o novo ciclo será focado em aprendizagem e, principalmente, em equidade.

O Ideb avaliou o desempenho de 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais do ensino fundamental e 7,3 milhões no ensino médio.