Categoria: Economia

Mais de 12,5 milhões de brasileiros estão desempregados, aponta IBGE

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 12,9%, o equivalente a 12,7 milhões de brasileiros, aponta a última pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados apontam que a desocupação cresceu 1,2% no trimestre encerrado em maio em relação ao trimestre anterior (dezembro de 2019 a fevereiro de 2020).

No último levantamento, a taxa de desemprego estava em 11,6%. Segundo a Pnad, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar caiu para 49,5%, o menor desde o início da série histórica, que começou em 2012. Já a taxa de informalidade é de 37,6% da população ocupada, o que significa 32,3 milhões e trabalhadores informais. O índice também é o menor da série, iniciada em 2016. A taxa no mesmo trimestre do ano passado era de 41%.

Na avaliação por atividades, houve redução em nove grupos. O mais afetado foi o de Alojamento e Alimentação, que teve retração de 22,1%. Em seguida vêm o setor de serviços domésticos (-18,7%) e da Construção (-16,4%). O comércio, a indústria e a agricultura também tiveram queda na atividade.

Retomada parcial faz indústria subir 7% em maio

 

Após um forte recuo em abril, quando a atividade industrial caiu para o menor nível em mais de 18 anos, a produção da indústria reagiu e cresceu 7% em maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado é o primeiro positivo em três meses. A volta de atividades não essenciais em alguns estados no mês anterior, bem como a baixa margem de comparação devido a queda brusca de abril – mês que marcou a aceleração dos casos de coronavírus e endurecimento das medidas de distanciamento social, além da concessão de férias coletivas para diversos trabalhadores – ajudaram na reação.

O sinal é positivo e mostra que a fase mais aguda de paralisia econômica ficou para trás. No entanto, vale lembrar que o saldo do ano continua negativo: o setor acumula queda de 11,2% nos cinco primeiros meses do ano e de 5,4%, levando em consideração os últimos 12 meses. “A partir do último terço de março, várias plantas industriais foram fechadas, sendo que, em abril, algumas ficaram o mês inteiro praticamente sem produção, culminando no pior resultado da indústria na série histórica da pesquisa.

O mês de maio já demonstra algum tipo de volta à produção, mas a expansão de 7,0%, apesar de ter sido a mais elevada desde junho de 2018 (12,9%), se deve, principalmente, a uma base de comparação muito baixa”, analisa André Macedo, gerente da Pesquisa Mensal da Indústria. A queda da produção de 2020 como efeito no novo coronavírus fica evidente na comparação com o mesmo período do ano anterior. A queda chegou a 21,9%, sétimo resultado negativo subsequente na comparação interanual.

IBGE: Em maio, menos da metade da população estava ocupada

Um dos efeitos econômicos mais graves na pandemia do novo coronavírus é a perda de mão de obra ocupada. Em maio, o número de brasileiros desempregados chegou a 12,7 milhões, uma taxa de desocupação de 12,9% no trimestre encerrado em maio contra 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, antes do início da pandemia no país. Os dados são da Pnad Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira, 30.

Segundo o instituto, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar chegou a 49,5% no trimestre encerrado em maio, o mais baixo nível da ocupação da série histórica, iniciado em 2012. “Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, o nível da ocupação ficou abaixo de 50%. Isso significa que menos da metade da população em idade de trabalhar está trabalhando. Isso nunca havia ocorrido na PNAD Contínua”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

São 85,9 milhões de pessoas ocupadas. No trimestre encerrado em maio, 7,8 milhões de pessoas saíram da população ocupada, uma queda de 8,3%. O primeiro a sentir os efeitos de crises na ocupação foi o mercado informal. “É uma redução inédita na pesquisa e atinge principalmente os trabalhadores informais. Da queda de 7,8 milhões de pessoas ocupadas, 5,8 milhões eram informais”, destaca Beringuy. Com essas reduções, o contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) chegou a 98,6 milhões de pessoas, uma queda de 7,4 milhões (-7%) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro.

“Uma parte importante da população fora da força é formada por pessoas que até gostariam de trabalhar, mas que não estão conseguindo se inserir no mercado, muito provavelmente em função do cenário econômico, das dificuldades em encontrar emprego, seja devido ao isolamento social, seja porque o consumo das famílias está baixo e as empresas também não estão contratando. Então esse mês de maio aprofunda tudo aquilo que a gente estava vendo em abril”, afirma a pesquisadora.

IBRAM pede ao TCU para liberar licitação da Fiol

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) solicitou apoio do Tribunal de Contas da União (TCU) na análise do processo referente à Ferrovia Oeste-Leste (Fiol). O pedido se deu por ofício, encaminhado no último dia 24 de junho, ao ministro Aroldo Cedraz, relator do processo que é pré-requisito para a conclusão das obras do trecho 1, entre Ilhéus e Caetité.

Para o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antônio Carlos Tramm, a ferrovia será fundamental para o desenvolvimento da Bahia. “A Fiol é uma obra que vai fazer com o interior da Bahia aquilo que o Polo Petroquímico fez com a Região Metropolitana de Salvador. Esta é uma obra que precisa ser compreendida de maneira mais ampla, é um projeto estruturante.

Não é uma chuva no sertão, é um rio perene que vai continuar passando”. Além do IBRAM, o ministro Cedraz já recebeu ofícios do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão, dos presidentes das federações baianas das Indústrias (Ricardo Alban), Agricultura (Humberto Miranda) e Comércio (Carlos Andrade). A CBPM também tem trabalhado para mostrar à opinião pública os impactos positivos que a Fiol poderá trazer para o estado.

Contas públicas têm maior déficit da história

As contas públicas brasileiras registraram déficit de R$ 126,6 bilhões em maio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira. O número é o pior da série histórica, iniciada em 1997, considerando todos os meses.

O resultado foi impactado principalmente pela queda na arrecadação causada pelas ações de combate à crise do coronavírus. Apesar de recorde, o número veio melhor que as expectativas de analistas, que projetavam que as contas ficariam em R$ 140 bilhões no vermelho, segundo relatório Prisma Fiscal.

Em maio de 2019, o rombo havia sido de R$ 14,7 bilhões. Ou seja, o dado deste ano é oito vezes o do ano passado. No acumulado do ano, o saldo está negativo em R$ 222,5 bilhões, também o pior da série. Em 2019, o déficit no mesmo período foi de R$ 17,5 bilhões.

Os números correspondem à diferença entre arrecadação e despesas no chamado governo central, que não inclui estados e municípios. De acordo com o jornal o Globo, a conta, que não abrange os gastos para pagar a dívida pública, engloba Tesouro, Banco Central e Previdência Social.

Novos saques do FGTS começam a ser liberados na próxima segunda-feira (29)

As liberações emergenciais do FGTS pela Caixa Econômica Federal, por conta da crise provocada pela pandemia do coronavírus, começam na próxima segunda-feira (29). Essa data é para o crédito em conta para os trabalhadores nascido em janeiro.

Os pagamentos serão feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual. O saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de janeiro, estão liberados a partir de 25 de julho.

Essa nova liberação do saque do FGTS se deu em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores.

Bahia teve maiores quedas percentuais no número de estabelecimentos comerciais, diz IBGE

A Bahia registrou a maior queda percentual no Brasil no número de estabelecimentos comerciais e de trabalhadores empregados no setor no ano de 2018, na comparação com 2017. A informação faz parte de estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (26). Segundo o IBGE, em 2018, a Bahia contabilizava 88.851 estabelecimentos comerciais ativos.

Esse número representou uma redução de 7,9% em relação a 2017, quando o estado tinha 96.479 empreendimentos do ramo. Isso significou um saldo de menos 7.628 unidades comerciais, o que deixou o estado com a maior queda percentual e a segunda maior redução, em números absolutos, dentre todas as unidades da federação – São Paulo teve redução de 14.119 estabelecimentos comerciais em um ano.

O estudo revela que os 88.851 estabelecimentos comerciais ativos na Bahia em 2018 integram o menor número registrado pelo estado em seis anos, desde 2012, quando contabilizou 87.939. Contudo, o IBGE informou que, apesar do recuo, a Bahia se manteve, em 2018, como o sexto estado do país em número de estabelecimentos comerciais e o líder do Norte-Nordeste nesse indicador.

Bahia: Governo assina acordo para gestão de recursos socioambientais do Porto Sul

Foto – Divulgação

Com a finalidade de assegurar o desenvolvimento sustentável, a integridade das funções ecológicas e os serviços ecossistêmicos da região Sul, foi assinado, na quarta-feira (24), o termo de acordo para gestão dos R$ 45 milhões oriundos do Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA) do empreendimento Porto Sul.

Após o recebimento e julgamento das propostas do chamamento público, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), associação civil sem fins lucrativos, foi a entidade selecionada para gestão financeira e operacional dos recursos. O termo de acordo tem prazo de vigência de seis anos, podendo ser prorrogado.

Determinando medidas para prevenir danos ambientais e mitigar impactos na região do Porto Sul, o TCSA foi firmado pelo Governo da Bahia, por intermédio da Casa Civil e da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Ministério Público do Estado da Bahia, Ministério Público Federal, Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Bahia Mineração S/A (Bamin).

O Comitê Técnico de Execução do TCSA, formado por servidores da Sema e do Inema, fará o acompanhamento, monitoramento, fiscalização, avaliação e prestação de contas ao Ministério Público acerca da execução dos compromissos assumidos. O Comitê também acompanhará a seleção e contratação de terceiros pela instituição selecionada, bem como a execução dos serviços e ações realizadas pelos terceiros contratados.

É ainda responsabilidade do Comitê, elaborar relatórios semestrais informando o cumprimento das obrigações do TCSA, que deverão ser publicados no website da Sema. O Porto Sul tem investimento total previsto de R$ 2,5 bilhões e será construído na localidade de Aritaguá, no litoral norte de Ilhéus. Pelo porto será escoado, principalmente, o minério de ferro extraído pela Bahia Mineração no município de Caetité.

A estrutura contará com um terminal, com capacidade de armazenamento e transporte de até 41,5 milhões de toneladas de minério de ferro/ano. O minério sairá de Caetité e chegará ao porto, em Ilhéus, a partir da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), que terá capacidade para transportar 60 milhões de toneladas por ano. Com projeção para plena operação a partir de 2024, o corredor logístico irá escoar e distribuir minérios e grãos produzidos no estado, podendo gerar aumento de 1,93% no PIB da Bahia.

Empresa do ramo de Saneamento Básico Água e Esgoto do MS distribuiu cestas básicas para as comunidades carentes de da zona rural de Condeúba

 

 

A Empresa Ceará  do ramo de Saneamento Básico Água e Esgoto sediada em Campo Grande MS. Através do Empresário Robson Pereira da Rocha que é seu parceiro aqui em Condeúba e região. “Ele nos afirmou por telefone que com intuito de ajudar as pessoas mais necessitadas nesse período de pandemia e grandes dificuldades financeira em que se encontra o povo, resolveu fazer uma distribuição de 100 cestas básicas para a população das Comunidades de Capim Grosso, Tostado, Fim da Vereda, Mucambo, Brejinho, Lagoa da Bomba e Itumirim. Caso prolongue por muito tempo essa pandemia, a empresa tem plano de continuar fazendo a distribuições de cestas básica nessas localidades, assim disse Robson”.

Fotos: Gilmar Garcia Continue lendo

Após acusação de racismo, Bombril tira do mercado a esponja relançada ‘krespinha’

Tauana Marin/Diário do Grande ABC

Semana foi marcada por discussão; item para higiene já foi polêmica nos anos 1950

A Bombril, empresa brasileira com sete décadas de atividade na indústria de higiene e limpeza – com sede em São Bernardo –, ganhou as mídias semana passada, após relançar a palha de aço intitulada ‘krespinha’. No próprio dia, quarta-feira, a companhia tirou o produto de sua página na internet, acusada de racismo. O mesmo item, na década de 1950, ganhou os comerciais, nos quais uma boneca negra com os cabelos crespos apareciam.

“Não é de hoje que a empresa tem repetido nos seus produtos uma demonstração do seu pensamento racista. Não se pode mais aceitar que em pleno século 21, em meio às manifestações e protestos contra o racismo pelo mundo afora, isso aconteça. E mesmo aqui no Brasil, diante de várias crises – sejam elas sanitária, política, moral ou de assassinatos de nossos jovens e crianças negras –, não dá para aceitar que uma empresa nacional, como a Bombril, venha ferir a dignidade, humanidade da população negra com seus produtos. Sabendo que a maioria da população brasileira é negra”, avalia Márcia Regina Damaceno Silveira, ativista, militante, coordenadora do Fórum de Promoção da Igualdade Racial de Diadema Benedita da Silva e do Fórum de Promotoras Legais Populares da cidade.

Questionado sobre o relançamento da esponja, o professor e integrante do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros da UFABC (Universidade Federal do ABC) e autor do livro Desigualdade Racial no Brasil – Causas e Consequências, Ramatis Jacino, avalia que o nome do produto “evidencia que parte significativa do empresariado e do mercado publicitário mantém uma mentalidade racista”. “O fato de, talvez, considerarem que o nome não era ofensivo não diminui a gravidade da escolha, pois demonstra a incapacidade de compreender um debate que, há décadas, está presente na sociedade brasileira e ganhou notoriedade nas últimas semanas, por conta dos episódios que ocorreram recentemente nos Estados Unidos e no Brasil.” Continue lendo

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