OMS suspende estudos com hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19

Nesta segunda-feira, 25, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a suspensão dos testes clínicos com hidroxicloroquina no tratamento contra o coronavírus. A decisão foi motivada por preocupações em relação à segurança do medicamento após um grande estudo publicado na revista The Lancet associar a substância ao aumento de mortes por problemas cardíacos, como arritmia.

“O Grupo Executivo implementou uma pausa temporária do braço da hidroxicloroquina no Estudo Solidariedade, enquanto os dados de segurança são revisados ??pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados. […] Essa preocupação está relacionada ao uso de hidroxicloroquina e cloroquina contra a Covid-19. Desejo reiterar que esses medicamentos são geralmente considerados seguros para uso em pacientes com doenças autoimunes ou malária”, disse Tedros Ghebreyesus,

diretor-geral da OMS em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 25. A pesquisa, realizada pela Universidade Harvard com 96.032 pacientes internados por causa da Covid-19 em seis continentes entre dezembro de 2019 e abril deste ano mostrou que o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus não traz nenhum benefício. Além disso, o tratamento está associado ao aumento do risco de arritmias cardíacas e de levar os pacientes a óbito.

Pós-quarentena: Europa retoma atividades com cuidados extras

Foto: Vatican Media/Reuters

Países europeus relataram mais um dia de quedas no número de mortes pela Covid-19. A Itália registrou 99 vítimas em 24 horas nesta segunda — a primeira vez desde 9 de março em que esse indicador marca menos de 100 mortos. Na Espanha, as autoridades confirmaram 59 mortes, a menor variação diária em mais de dois meses. Já a França, registrou 131 novas vítimas.

O Papa Francisco celebrou nesta segunda-feira (18) uma missa com a participação de poucas pessoas em uma capela da Basílica de São Pedro, no Vaticano, para lembrar o 100º aniversário de nascimento do Papa João Paulo II. A basílica, que estava fechada desde 10 de março por causa da pandemia de Covid-19, reabriu ao público com medidas de segurança.

A Grécia reabriu a Acrópole de Atenas e outros sítios antigos, que passaram dois meses fechados por causa da pandemia. Nessa etapa de flexibilização das regras de isolamento, escolas e shoppings também voltaram a funcionar e os moradores das ilhas receberam autorização para viajar para o continente.

Um dos locais mais afetados pela pandemia, com mais de 230 mil casos registrados, a Espanha planeja reabrir suas fronteiras para turistas até o final de junho. “Assim que nós espanhóis pudermos viajar para outras províncias, estrangeiros poderão vir para a Espanha”, disse o ministro do Transporte Jose Luis Abalos à TVE. O turismo é responsável por cerca de 12% da economia espanhola.

Uber dispensa mais 3 mil funcionários e chega a 6700 demissões em maio

por Matheus Fiore

Decisão acontece pouco menos de duas semanas após empresa dispensar outros 3700 funcionários por conta da pandemia, que agora eliminou 25% de seu quadro de funcionários

O Uber acaba de anunciar que demitirá mais 3 mil funcionários de seu quadro de empregados. O motivo alegado é a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, que tem afetado diversos mercados pelo mundo e que já afetou anteriormente a própria empresa.

As demissões foram anunciadas por um email, enviado pelo próprio CEO da empresa, Dara Khosrowshahi. “Precisamos tomar essas decisões difíceis para nos mantermos fortes e sobre nossos próprios pés, para assegurar nosso futuro e continuar nossa missão”, afirmou Khosrowshahi, na mensagem enviada. A decisão também envolve o encerramento de 45 escritórios físicos da empresa ao redor do globo.

A notícia chega apenas duas semanas depois da companhia demitir 3700 funcionários, equivalente a 14% de seu quadro total, também por causa da pandemia. Além das 6700 demissões de maio, Khosrowshahi afirmou também que abrirá mão de seu salário durante o restante do ano, para aliviar as contas da empresa durante o período.

A Lyft, principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, também precisou se adequar à nova realidade global. No fim de abril, a empresa demitiu quase mil funcionários, que equivalem a 17% do quadro total de empregados da empresa. Os distanciamentos sociais e lockdowns pelo mundo têm diminuído drasticamente o número de corridas, fazendo com que as empresas do segmento tenham uma enorme queda em seu faturamento. A Lyft, por exemplo, deve deixar de ganhar 100 milhões de dólares no primeiro trimestre da pandemia.

Laboratório Americano Sorrento afirma ter remédio 100% eficaz contra o COVID-19

Uma empresa biofarmacêutica da Califórnia afirma ter encontrado um anticorpo que poderia proteger o corpo humano do coronavírus e liberá-lo do sistema em quatro dias. A companhia Sorrento Therapeutics anunciou a descoberta nesta sexta-feira (15).

O anticorpo, conhecido como STI-1499, pode fornecer “100% de inibição” à Covid-19 e possibilitaria a chegada de um tratamento meses antes de uma possível vacina ao mercado.

O laboratório está desenvolvendo um remédio com base no STI-1499 que vai atuar como um escudo contra o novo coronavírus. O anticorpo também deve ser usado como tratamento em pacientes já infectados.

“Queremos enfatizar que existe uma cura. Existe uma solução que funciona 100%”, disse à Fox News o Dr. Henry Ji, fundador e CEO da Sorrento Therapeutics. “Se conseguirmos colocar esse anticorpo neutralizante no corpo humano, não será mais necessário o distanciamento social e a sociedade poderá abrir sem medo.”

“Nosso anticorpo STI-1499 mostra um potencial terapêutico excepcional e pode salvar vidas após ser aprovado pela agências reguladoras. Nós estamos trabalhando dia e noite para que esse produto seja aprovado e disponibilizado ao público”, disse Henry Ji em comunicado aos investidores.

GOV CORONAVÍRUS
Os testes foram conduzidos em laboratório, com o vírus in vitro. Agora, a Sorrento pretende pedir aos agentes reguladores da saúde nos Estados Unidos prioridade na liberação do medicamento, para que o remédio chegue o mais rápido possível à população.

De acordo com o laboratório, a fábrica em San Diego tem capacidade para produzir 200 mil doses do medicamento por mês. Antes mesmo da aprovação da droga, a Sorrento vai produzir 1 milhão de doses.

O anúncio foi bem recebido na bolsa Nasdaq, onde a empresa é listada. As ações da Sorrento estavam em alta de 161% na bolsa americana de tecnologia.

Fonte: Jovem Pan

Casos de infarto em casa aumentam na pandemia

Foto: Thinkstock/Veja

Pesquisadores italianos revelaram que houve um aumento de 58% no número de infartos fora dos hospitais ao longo dos primeiros 40 dias da pandemia de Covid-19 no país, em comparação com o mesmo período do ano passado. O estudo conduzido pela Fundação IRCCS Policlinico San Matteo, mostrou também que o o crescimento foi ainda maior nas regiões mais afetadas pelo novo coronavírus: 187% na província de Lodi e 143% em Cremona.

De acordo com a Veja, em Pavia e Mantova, onde um número menor de pessoas foram infectadas, as taxas ficaram em torno de 24% e 18%, respectivamente. As causas serão investigadas, mas duas das possíveis explicações é fato de o doente evitar ir para o hospital com medo de ficar doente pelo novo coronavírus e a resistência dos próprios hospitais em lidar com pacientes não infectados em plena epidemia.

O cenário tem sido semelhante em diversas instituições de saúde do Brasil. Diz Simone Savastano, autor do trabalho, para a publicação médica TCTMD: “Nosso sistema hospitalar estava muito sobrecarregado pela epidemia, então tentamos deixar os pacientes em casa e prescrever medicamentos em casa. Mas provavelmente não prestamos a devida atenção aos sintomas e lamentavelmente agora sabemos que é muito difícil decidir quais pacientes podem ser deixados em casa e quais precisam ser levados ao hospital”.

Papa afirma que coronavírus não é desculpa para explorar trabalhadores

Foto: Reuters/Vaticano

O papa Francisco disse nesta quarta-feira (06) que os patrões devem respeitar a dignidade dos funcionários, principalmente os imigrantes, apesar das dificuldades econômicas provocadas pela crise do novo coronavírus. “É verdade que a crise está afetando a todos, mas a dignidade das pessoas sempre deve ser respeitada”, disse Francisco ao final de sua audiência geral, realizada na biblioteca papal, em vez da Praça de São Pedro, devido à quarentena na Itália.

Ele afirmou ter recebido inúmeras mensagens sobre problemas trabalhistas em 1º de maio, dia em que a maioria dos países celebra os direitos dos trabalhadores. Francisco disse que queria defender “todos os trabalhadores explorados e convidar a todos a transformar a crise em uma ocasião em que a dignidade da pessoa e do trabalho possa ser colocada de volta no centro das coisas”.

O pontífice fez menção especial à exploração de trabalhadores rurais na Itália, a maioria dos quais é de imigrantes. Nas últimas semanas, houve uma série de prisões de proprietários de fazendas e quadrilhas que recrutam e supervisionam trabalhadores rurais na Itália. A maioria dos integrantes das gangues também era de imigrantes.

Na semana passada, três proprietários de fazendas e um imigrante gambiano foram presos sob a acusação de exploração de cerca de 50 trabalhadores imigrantes na região do sul da Apúlia. Em outro caso recente, três albaneses que trabalhavam para uma vinícola no Norte da Itália foram presos sob a acusação de forçar os imigrantes a permanecer em atividade durante até 10 horas por dia sem intervalo, além do pagamento de salários baixos.

Coronavírus pode causar coágulos de sangue no cérebro

Foto: Stephane Mahe/Reuters

À medida que cresce exponencialmente o número de doentes e mortos por Covid-19, médicos do mundo todo estão descobrindo que a doença causada pelo novo coronavírus, é bem mais complexa do que se imaginava e pode afetar não apenas o pulmão dos pacientes, mas vários outros órgãos intestinos, coração e cérebro.

De acordo com a Veja, uma das complicações que se descobriu recentemente é a formação de coágulos sanguíneos em muitos pacientes que receberam tratamento para Covid-19, até mesmo naqueles que estavam recebendo medicamentos com efeitos anticoagulantes. Esses coágulos podem atingir órgãos como pulmão, coração, cérebro e até membros do corpo dedos de mãos e pés, além de ter como efeito mais graves infartos ou AVCs, com consequências fatais, até mesmo depois da cura.

Não é incomum as infecções aumentarem o risco de coagulação. A pandemia de gripe espanhola de 1918, causada por uma nova cepa de gripe que matou cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, também registrou a formação de coágulos em pacientes. Todos os vírus, incluindo HIV, dengue e Ebola, são conhecidos por tornar as células sanguíneas propensas a aglomeração.

No entanto, o efeito pró-coagulação pode ser ainda mais pronunciado em pacientes com o coronavírus. “Existe algo exagerado nesse vírus até o enésimo grau quando se trata desse sintoma”, afirma o chefe de cuidados intensivos pulmonares da Escola de Medicina Warren Albert da Universidade Brown, ao site Bloomberg. “Estamos vendo a coagulação de uma maneira que não vimos no passado”.

Estudos separados da França e da Holanda descobriram que até 30% dos pacientes graves do Covid-19 sofreram embolia pulmonar, um bloqueio potencialmente mortal em uma das artérias dos pulmões. Isso geralmente ocorre quando pedaços de coágulos sanguíneos nas veias das pernas viajam para os pulmões. Em comparação, a prevalência de embolia pulmonar foi de 1,3% em pacientes críticos que não tiveram Covid-19.

Vacina contra COVID-19 deve ter primeiros resultados até junho, diz Pfizer

A farmacêutica americana Pfizer chamou a atenção do mundo nesta semana ao anunciar a produção em estado avançado de uma vacina que pode ser eficaz contra a COVID-19, com capacidade de entrar em atividade ainda em 2020.

A expectativa da empresa é que os primeiros resultados dos testes clínicos, que indicarão a real eficácia da imunização, sejam conhecidos entre o final de maio e o início de junho. “Se tudo correr como esperado durante o trabalho clínico, esperamos que seja possível ter no mês de outubro vacinas prontas para uso emergencial, além de fabricar centenas de milhões de doses até o final de 2020”, estima a Pfizer.

Respondendo a perguntas enviadas pela CNN, a farmacêutica explicou que a velocidade acima do usual no desenvolvimento de uma possível imunização está associada a um novo tipo de tecnologia, baseada no chamado RNA mensageiro, o mRNA. São vacinas desenvolvidas a partir do código genético do vírus e não, como é padrão, de uma versão inativada do próprio composto que causa a doença. As informações são da CNN.

Maior buraco já registrado na camada de ozônio se fecha

O Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus anunciou que o maior buraco de ozônio sobre o continente Ártico, que tinha mais de 1 milhão de km², se fechou. Os cientistas explicaram que a recuperação não teve relação com a redução de emissões poluentes devido ao isolamento social no mundo, causado pela pandemia de covid-19.

Esse buraco sequer foi consequência da poluição, e sim de um vórtice polar especialmente poderoso. Trata-se de um sistema de baixa pressão e ar frio que envolve ambos os polos. Quando esse fenômeno se dissipou, permitiu a chegada de ar rico em ozônio, e a camada do Ártico conseguiu se recuperar.

Além da extensão impressionante, o buraco chegou a esgotar o ozônio encontrado em quase 18 quilômetros de estratosfera. Segundo os pesquisadores, a última vez que um forte esgotamento químico de ozônio foi observado no Ártico foi em 2011.

A escassez de ozônio no Polo Sul, por outro lado, é causada pela ação humana: poluentes fazem com que substâncias como cloro e bromo cheguem à estratosfera e se acumulando em um vórtice polar, tornando mais fina a camada que protege a Terra da radiação ultravioleta.

Já no Ártico, os vórtices polares são muito mais fracos, e por isso as condições necessárias para um forte esgotamento de ozônio normalmente não são encontradas. Por isso a equipe disse que o buraco deste ano era algo “sem precedentes” na região.