Categoria: COPA – 2026

Inglaterra vence Noruega e garante vaga na semifinal contra a Argentina

Com Kane e Halland apagados, Bellingham marca dois e define vaga

Agência BrasilSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - Norway v England - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - July 11, 2026 England's Jordan Pickford collides with Morgan Rogers after he punches the ball clear REUTERS/Dylan Martinez/Proibida ReproduçãoREUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

A Inglaterra é a terceira seleção classificada para a semifinal da Copa do Mundo de 2026. A classificação veio neste sábado (11) com a vitória por 2 a 1, na prorrogação, em Miami (Estados Unidos). Essa será a quarta semifinal dos ingleses em Copa do Mundo. Além do título conquistado em 1966, a Inglaterra chegou às semifinais em 1990, 2018 e volta a figurar entre os quatro melhores em 2026.

Quem abriu o placar foi a Noruega. Aos 35 minutos da etapa inicial, Schjelderup aproveitou a roubada de bola de Berg em cima de Kane e chutou forte, cruzado da entrada da área pelo lado esquerdo. Os dois gols ingleses foram marcados por Bellingham. O atacante do Real Madrid empatou aos 46 minutos da etapa inicial. Depois de bom passe de Gordon, ele invadiu a área e definiu. Aos dois minutos do primeiro tempo da prorrogação, Rogers arriscou de longe, o goleiro norueguês Nyland falhou. E Bellingham não perdoou. Foi o gol da virada e o sexto dele na Copa do Mundo. 

Mas, não faltou emoção no jogo. Ainda na primeira etapa, Kane marcou. Só que o lance foi anulado por impedimento. Logo no início da segunda etapa, Heggem fez para a Noruega após cobrança de escanteio e o árbitro anulou por falta antes da jogada. Aos oito minutos do primeiro tempo da prorrogação, o árbitro marcou pênalti para a Inglaterra. Só que, com auxílio do VAR, o lance foi revisado e anulado por simulação. 

Agora, A Inglaterra enfrentará a Argentina na próxima quarta-feira (15/07) às 16h (Brasília) em Atlanta.

França é a primeira semifinalista da Copa após 2 a 0 sobre Marrocos

Mbappé e Dembélé garantiram classificação com gols no segundo tempo

EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - France v Morocco - Boston Stadium, Foxborough, Massachusetts, U.S. - July 9, 2026 France's Kylian Mbappe celebrates scoring their first goal IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler IiMbappé – Foto: Reuters/David Butler Li

Em uma reedição de uma das semifinais da Copa do Catar (2022), a França derrotou Marrocos por 2 a 0 nesta quinta-feira (9), em Boston, e se tornou a primeira seleção a se classificar para as semifinais desta edição do Mundial. O duelo teve domínio dos franceses, que marcaram na segunda etapa com Mbappé e Dembélé e agora aguardam pelo vencedor do jogo entre Espanha e Bélgica para saber quem enfrentarão na próxima fase.

Desde o começo, a seleção francesa pareceu determinada a não dar chances ao adversário. Por outro lado, o goleiro Bono também estava inspirado em busca de evitar os gols franceses.

Logo nos primeiros minutos, Mbappé teve boa chance e posteriormente Upamecano desperdiçou grande oportunidade cabeceando a bola após escanteio para defesa de Bono no reflexo.

Ocupando o campo de ataque, a França logo foi premiada com uma chance de ouro. Mazraoui derrubou Mbappé dentro da área e o pênalti foi confirmado. No entanto, na cobrança, o craque francês bateu fraco e Bono defendeu.

Pouco depois da pausa para a hidratação, a França retomou o ritmo. Doué recuperou bola e chutou forte para outra grande defesa de Bono. Mais alguns minutos e Digne chutou para Bono desviar com a ponta dos dedos antes de a bola carimbar o travessão da meta marroquina.

No segundo tempo, o panorama não se alterou: França ditando o ritmo e Marrocos se defendendo. Aos 15, enfim, o muro caiu. Mbappé recebeu próximo à entrada da área e finalizou com categoria no ângulo esquerdo de Bono para abrir o placar. Foi o oitavo gol do atacante nesta Copa, se igualando a Messi como artilheiro da competição. Na artilharia de todos os mundiais, este foi o 20º gol de Mbappé, que tem um a menos do que o argentino.

Seis minutos depois, a França deu seu golpe final. Dembélé avançou e chutou colocado de perna direita, no canto esquerdo de Bono, marcando o segundo.

Em desvantagem, Marrocos tentou se soltar e a França diminuiu a pressão, mas os números mostram que o domínio francês se manteve até o fim: foram 21 finalizações contra apenas quatro dos marroquinos, sendo oito delas na direção do gol.

O resultado representou o fim de uma invencibilidade de 34 jogos da seleção de Marrocos, enquanto a França alcança sua terceira semifinal consecutiva, que pode se tornar a terceira final consecutiva caso a equipe passe por Espanha ou Bélgica, na próxima terça-feira (14), em Dallas.

Quartas de final da Copa começam nesta quinta com 6 seleções europeias

Marrocos e Argentina completam rol de equipes no mata-mata

Agência BrasilSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - France v Sweden - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 30, 2026France's Kylian Mbappe celebrates scoring their third goal IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent CarchiettaKylian Mbappé, vice-líder na artilharia da Copa – Foto: Reuters/Vincent Carchietta

A Copa do Mundo de futebol inicia a fase de quartas de final nesta quinta-feira (9) nos Estados Unidos, com oito seleções, a maioria delas europeia. Entre elas França e Inglaterra, que também chegaram às quartas de final nas última duas edições – Rússia 2018 e Catar 2022. Completando o rol de equipes do Velho Continente estão Bélgica, Espanha, Noruega e Suíça.

Assim como na Copa de 2002, em que o Brasil conquistou o pentacampeonato, apenas uma seleção sul-americana disputará vaga nas semifinais: a atual campeã Argentina. Por fim, Marrocos representará pela segunda vez consecutiva o futebol africano nas quartas.

França x Marrocos

O primeiro confronto terá de um lado a bicampeã França (1998 e 2018), vice na Copa do Catar, e do outro a seleção marroquina, que sonha com o título inédito. O Les Blues (Os Azuis), apelido da França, contam com Kylian Mbappé, vice-líder na artilharia da Copa, com sete gols, um a menos que o argentino Lione Messi. Já os Leões do Atlas podem entrar em campo sem a principal estrela, o meio-campista Ismael Saibari, artilheiro da equipe com três gols. Ele sentiu dores ao fim da partida contra o Canadá.

O jogo está programado para às 17h (horário de Brasília) desta quinta (9), no Estádio de Boston. O embate tem tudo para ser um dos mais emocionantes desta fase, pois será uma reedição das semifinais do último Mundial.  Na ocasião, os europeus levaram a melhor por 2 a 0, avançaram e chegaram à final contra a Argentina. Já equipe africana encerrou o Mundial em quarto lugar, o melhor desempenho do país em seis participações.

Espanha x Bélgica

As duas seleções voltam a se enfrentar em Copa do Mundo após um hiato de 36 anos. Considerada uma das favoritas ao título, a Espanha sonha levantar a taça pela segunda vez – a primeira foi na Copa da África do Sul (2010). No elenco talentoso da Fúria estão os atacantes Lamine Yamal, de apenas 18 anos, e Oyarzabal,  que balançou a rede quatro vezes nesta edição.

De olho no título inédito, a seleção belga chega embalada nas quartas após golear os Estados Unidos (4 a 1) nas oitavas e cravar vitória de virada sobre o Senegal (3 a 2) nos acréscimos da prorrogação na segunda fase (eliminatória). A equipe conta com jogadores experientes como Romelu Lukaku e Thibaut Courtois, e mais novos como o atacante Jérémy Doku, de apenas 17 anos.

Fúria e Diabos Vermelhos entram em campo na sexta (10), às 16h, no SoFi Stadium, em Los Angeles.

Inglaterra x Noruega

Único duelo inédito em Mundiais colocará frente a frente a experiente Inglaterra, em sua 17ª participação em Copas, contra a Noruega, que chegou pela primeira vez na história a fase de quartas. De um lado estarão os Três Leões – apelido da seleção inglesa – que que sonham com o segundo título em Copas- o primeiro foi em 1966. Do outro, os Vikings – apelido da seleção Norueguesa – que voltaram ao Mundial em grande estilo,  após amargarem 28 anos de ausência. A Noruega competiu apenas em três edições (1938, 1994 e 1998) e chegou às oitavas em 1938 e 1998.

No retrospecto, ingleses e noruegueses já duelaram 12 vezes em outras competições, com sete vitórias para os britânicos, três empates, e dois triunfos dos Vikings. Em campo estarão dois dos melhores artilheiros do Mundial, o holandês Erling Haaland (sete gols) e britânico Harry Kane (seis).

O confronto será no sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Argentina x Suíça

A atual campeã mundial Argentina chega às quartas de final após uma virada épica contra o Egito (3 a 2), comandada por Messi, artilheiro do mundial. O último encontro de argentinos e suíços em Copa foi na edição de 2014, no Brasil, quando os hermanos levaram a melhor por 1 a 0 na prorrogação. Tricampeões mundiais (1978, 1986 e 2022), os argentinos nunca perderam para os suíços na história: em sete confrontos, venceram cinco e empataram dois.

A seleção suíça mira uma classificação inédita às semifinais da Copa. Depois de 72 anos, a equipe europeia volta a disputar a fase de quartas, fato que só ocorreu em três oportunidade (1934, 1938 e 1954). A defesa bem armada é a principal estratégia da Suíça, conhecida pelo apelido de Ferrolho Suíço.

O último duelo das quartas ocorrerá no sábado (11), às 22h, no Kansas City Stadium.  

Argentina busca virada, despacha Egito e mantém vivo o sonho do tetra

Argentina comemorou a classificação diante do Egito jogando o Messi para o alto
Messi perde pênalti, mas participa de remontada heroica no 2º tempo
EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Argentina v Egypt - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 7, 2026 Argentina's Lionel Messi celebrates scoring their second goal REUTERS/Carlos BarriaMessi comemorando o gol – Foto: Reuters/Carlos Barria
O pulso ainda pulsa para os atuais campeões Nesta terça-feira (7), em Atlanta (Estados Unidos), a Argentina manteve vivo o sonho de igualar o tetra de Itália e Alemanha ao vencer o Egito por 3 a 2, em uma virada histórica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Decisivo na conquista do tri em 2022, no Catar, e principal nome argentino nesta edição, Lionel Messi perdeu mais um pênalti, o segundo nesta edição, mas participou da reação argentina. Além da assistência para o zagueiro Cristian Romero diminuir a vantagem egípcia, que estava em 2 a 0, ele balançou as redes para deixar tudo igual na partida.

O atacante chegou a 21 gols na história das Copas, da qual é o artilheiro. Além disso, isolou-se como principal goleador desta edição, com oito bolas na rede. Ele também estendeu para nove a sequência recorde de jogos marcando gols em Mundiais, iniciada já na edição anterior.

A classificação da Argentina mantém o país na briga para repetir os feitos de Brasil e Itália, únicos a ganharem a Copa do Mundo em duas edições seguidas. Os italianos levaram o troféu em 1934 e 1938, enquanto os brasileiros foram bi em 1958 e 1962.

O Egito, por sua vez, encerra sua melhor campanha da história em Copas. O continente africano, porém, perdeu a oportunidade de, pela primeira vez, ter duas seleções nas quartas de final de um mesmo Mundial. Sobrou Marrocos, que derrotou o Canadá por 3 a 0 no último sábado (4), em Houston.

Autor do segundo gol egípcio, que poderia ter definido a classificação, Mostafa Abdelraouf, o Zico, não tem esse apelido por acaso: o pai era fã do ex-camisa 10 e maior ídolo da história do Flamengo. Antes da Copa, ele já havia marcado contra o Brasil, no empate por 1 a 1 entre as seleções, em amistoso disputado em Cleveland (Estados Unidos), há um mês.

Na próxima fase, os argentinos terão pela frente o ganhador do confronto entre Suíça e Colômbia, que jogam às 17h (horário de Brasília) desta terça, em Vancouver, no último compromisso da Copa em território canadense. O duelo por lugar nas semifinais será no sábado (11), às 22h, em Kansas City (Estados Unidos).

Shobeir brilha

O técnico Lionel Scaloni fez duas mudanças na formação argentina que foi a prorrogação para vencer Cabo Verde por 3 a 2. Na lateral esquerda, Facundo Medina deu lugar a Nicolás Tagliafico. Outra troca foi a entrada do volante Leandro Paredes na vaga do atacante Thiago Almada, reforçando o meio.

No Egito, Hossan Hassan também promoveu duas alterações em relação ao time que empatou com a Austrália pelos 16 avos de final e se classificou nos pênaltis. Ele mexeu no ataque, tirando Omar Marmoush para colocar Haissem Hassan. Já o meia Mohanad Lasheen substituiu o volante Hamdy Fathy.

Com a marcação bem adiantada, a seleção egípcia impediu o ímpeto inicial da Argentina e abriu o marcador em Atlanta. Aos 14 minutos, o volante Marwan Attia colocou a bola na área desde a intermediária direita, Yasser Ibrahim ganhou do também zagueiro Lisandro Martínez pelo alto e cabeceou no contrapé do goleiro Dibu Martínez.

Quatro minutos depois, os argentinos, pela primeira vez, conseguiram passar pela organização defensiva do Egito, com o volante Enzo Fernández lançando Tagliafico pela esquerda. O lateral invadiu a área e foi derrubado por Hassan. Pênalti. Messi foi para a bola, mas chutou mal, à meia altura, para defesa de Mostafa Shobeir.

O goleiro brilhou de novo aos 27 ao parar uma cabeçada forte de Alexis Mac Allister, após cruzamento do também volante Rodrigo de Paul pela direita. Já aos 30, Shobeir até estava na bola, mas teve uma “ajudinha” da trave depois de uma cobrança de falta perigosa de Messi.

A pressão era argentina. Aos 38, Paredes lançou Tagliafico na área, pela esquerda. O volante se esticou para evitar a saída da bola e conseguir cruzar para Julián Álvarez. O atacante bateu de primeira. Mais uma vez, Shobeir se sobressaiu, espalmando para escanteio.

Para a história

A Argentina, como esperado, voltou do intervalo se lançando ao ataque, mas dando espaços para o Egito contra-atacar. Em um deles, aos 12, Hassan pôs a bola entre as pernas de Tagliafico antes de tocar para o atacante Mohamed Salah. O astro da seleção africana acionou Zico, que invadiu a área pela esquerda e finalizou na saída de Dibu Martínez.

O gol, porém, foi anulado. Chamado para rever o lance no vídeo, o árbitro François Letexier identificou uma falta de Attia em Lisandro Martínez, na origem do lance.

Aos 21, não teve jeito. Em novo contra-ataque, desta vez com Salah iniciando a jogada, Hassan recebeu na direita e colocou na área para Zico bater de primeira e ampliar para o Egito.

Da pausa para hidratação, aos 25 minutos, em diante, o jogo mudou completamente. A Argentina colocou praticamente todo o time no campo de ataque e passou a levantar bolas na área. Aos 34 minutos, Messi cruzou pela direita e Romero, de cabeça, deu início à reação.

Embalados, os argentinos precisaram de quatro minutos para empatar. Na sequência de um lance em que ele próprio colocou na área, Messi aproveitou a ajeitada do lateral Gonzalo Montiel para chegar batendo com força. Shobeir até encostou na bola, mas nada pôde fazer para evitar o gol.

Aos 47 minutos, no início dos acréscimos, veio o golpe de misericórdia no sonho egípcio. Após desarme em Salah no campo de defesa, diante de muita reclamação da seleção africana, Paredes lançou Lautaro Martínez pela direita. O atacante avançou e cruzou na medida para o volante Enzo Fernández cabecear no canto esquerdo de Shobeir, decretando a virada.

Os instantes finais foram de muita tensão. Hossan Hassan, treinador do Egito, chegou a cruzar os braços em forma de “X” após ser advertido pela arbitragem, acionando o protocolo contra racismo e preconceito, mas nada foi feito. No fim, a festa em Atlanta foi dos atuais campeões.

Espanha bate Portugal em possível adeus de Cristiano Ronaldo às Copas

Mikel Merino fez o gol da classificação às quartas no fim do 2º tempo

EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Portugal v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 6, 2026 Spain's Mikel Merino celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai PfaffenbachMikel Merino, o atleta espanhol que decidiu a partida – Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Dezesseis anos depois e novamente nas oitavas de final, a Espanha voltou a frustrar Portugal em uma Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (6), a Fúria (apelido do time espanhol) derrotou a seleção lusitana por 1 a 0 em Dallas (Estados Unidos).

As duas nações, aliás, são sedes da Copa de 2030, assim como Marrocos. Em homenagem ao centenário do evento, outros três países receberão um jogo cada da primeira rodada: Uruguai (abertura), Argentina e Paraguai.

Os campeões mundiais de 2010 voltam a campo na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. Eles encaram a Bélgica, que foi a vencedora nesta segunda, às 21h (horário de Brasília), em Seattle, também nos Estados Unidos.

No duelo entre a juventude de Lamine Yamal e a experiência de Cristiano Ronaldo, o espanhol levou a melhor. O atacante que completa 19 anos daqui uma semana e disputa o primeiro Mundial da carreira, sequer tinha três anos quando, em 2010, na África do Sul, a Espanha tirou Portugal nas oitavas. O camisa 7 português, à época com 25 anos e já dono de uma Bola de Ouro, passou em branco na derrota por 1 a 0, na Cidade do Cabo.

Ronaldo, aliás, pode ter feito seu último jogo em uma Copa. O atacante de 41 anos disse, no domingo (5), que se aposentará apenas “quando quiser”. Apesar de o próximo Mundial ser em casa, CR7 – sigla com a qual o craque é conhecido – terá 45 anos em 2030. Primeiro a balançar as redes em seis edições diferentes, o veterano teve atuação apagada em Dallas.

Brilho dos goleiros

Se a Espanha manteve a escalação da vitória tranquila sobre a Áustria, por 3 a 0, Portugal fez uma alteração no time que superou a Croácia por 2 a 1, de virada. O técnico Roberto Martínez – que é espanhol – trocou Rafael Leão pelo também atacante João Félix.

A expectativa de um jogo aberto em Dallas se concretizou no início do primeiro tempo. Aos sete minutos, o meia Dani Olmo, de primeira, acionou Mikel Oyarzabal às costas da marcação e o deixou na cara do gol. O atacante, na saída do goleiro Diogo Costa, chutou à esquerda da meta.

A resposta portuguesa veio aos 11, com Bruno Fernandes lançando Cristiano Ronaldo pela direita, com liberdade. O camisa 7 entrou na área, escapou do zagueiro Aymeric Laporte e chutou forte, em cima do goleiro Unaí Simon.

Quatro minutos depois, foi a vez de Diogo Costa trabalhar – em dose dupla. Primeiro ao salvar um chute de Yamal, de dentro da área, que buscava o lado direito do gol. O atacante Álex Baena pegou a sobra e bateu, obrigando o goleiro a outra grande defesa, com a ponta dos dedos, no canto esquerdo.

A Espanha foi tomando o controle das ações do meio para frente. Aos 29 minutos, o meia Pedri recebeu pela intermediária esquerda e lançou na área. A bola foi direto para o gol e Diogo Costa salvou com o pé. No rebote, com o goleiro batido, Dani Olmo completou de cabeça, à direita do gol.

Portugal conseguiu reequilibrar o jogo a partir dos 37. O atacante Pedro Neto cruzou da direita e João Félix, na pequena área, cabeceou cruzado buscando o gol, parando em Simon. A sobra ficou com Ronaldo. que finalizou de costas para a meta vazia. O goleiro, no entanto, recuperou-se e ficou com a bola.

O maior susto português veio aos 40 minutos, em cobrança de escanteio curta, com chute de Nuno Mendes da entrada da área que parou no travessão. A bola ia em direção ao gol, mas teve um desvio providencial do também lateral Pedro Porro, de cabeça.

Banco decide para a Fúria

As equipes voltaram do intervalo com intensidade menor e um maior nível de tensão. A primeira chance mais clara foi um chute de Pedri, da entrada da área, aos 15 minutos, que desviou no zagueiro Renato Veiga e subiu, passando perto do travessão.

Como na etapa inicial, a Espanha assumiu, aos poucos, o protagonismo ofensivo, mas com mais dificuldades para acertar o passe decisivo, aquele que deixa o companheiro em condição de chutar. Tanto que foram necessários mais 12 minutos chegar de novo – e foi de bola parada. Em cobrança de falta de Yamal, pela esquerda, Diogo Costa espalmou para fora.

Aos 33 minutos, enfim, uma jogada trabalhada espanhola quase deu certo. O atacante Ferran Torres, que tinha acabado de entrar em campo, entrou pela esquerda na área, recebeu de Yamal e cruzou rasteiro, com muito perigo. A bola passou por Diogo Costa, mas o lateral Nélson Semedo se antecipou e conseguiu afastar para escanteio.

A pressão da Espanha em meio ao jogo truncado deu resultado aos 45 minutos, com dois jogadores que saíram do banco e foram acionados pelo técnico Luis de la Fuente. Na entrada da área, Ferran Torres recebeu de Rodri e deu belo passe ao volante Mikel Merino, que, na saída de Diogo Costa, mandou para as redes.

Nos instantes finais, Portugal se lançou com todos os jogadores para o campo de ataque, mas de forma desorganizada. Nos acréscimos, o atacante Francisco Conceição cruzou pela direita, na cabeça do meia Bernardo Silva, que escorou para fora. Em seguida, foi a vez de Bernardo Silva levantar na área e Francisco Conceição desperdiçar. Suspiro final rubro-verde no Mundial.

‘Comecei aqui, fechei aqui’: Neymar indica despedida da Seleção após eliminação na Copa

Atacante fez a declaração após a derrota do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

‘Comecei aqui, fechei aqui’: Neymar indica despedida da Seleção após eliminação na Copa Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

Neymar indicou que sua trajetória na Seleção Brasileira pode ter chegado ao fim após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois da derrota por 2 a 1, neste domingo (5), o camisa 10 afirmou que não pretende disputar outro Mundial.

Mansão alugada por Neymar pai em Orlando para a Copa
Após o apito final, Neymar lembrou que estreou pela Seleção no MetLife Stadium, palco da partida contra a Noruega, em um amistoso contra os Estados Unidos, em 2010.

“Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”, disse o jogador em entrevista à CazéTV.

Antes da cobrança do pênalti, Neymar ainda trocou provocações com o goleiro norueguês Orjan Nyland. Apesar do gol, o Brasil foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Com Haaland “carrasco”, Noruega vence e Brasil deixa a Copa do Mundo

Seleção perde inúmeras chances e vê astro norueguês marcar duas vezes

EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026Norway's Erling Haaland celebrates scoring their second goal with teammates IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta TPX IMAGES OF THE DAY© Reuters/Vincent Carchietta/proibida reprodução

O dia 5 de julho é daqueles que o torcedor brasileiro gostaria de riscar do calendário. A partir deste domingo (5), a data marcada pela traumática eliminação para a Itália de Paolo Rossi, na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, é também a do adeus precoce ao sonho do hexa. A nova memória é a da derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

O revés mantém dois incômodos tabus. Há 24 anos, desde que superou a Alemanha por 2 a 0 em Yokohama (Japão), na final da Copa de 2002, o Brasil não supera um rival europeu em uma partida eliminatória de Mundial. Além disso, a Noruega segue como único país que a seleção brasileira nunca venceu na história. Agora, são três derrotas e dois empates.

Grande estrela do time escandinavo, Erling Haaland foi, mais uma vez, decisivo. Autor do gol da classificação norueguesa diante de Costa do Marfim, na etapa anterior, o centroavante balançou as redes duas vezes no segundo tempo. O craque nórdico chegou a sete gols na Copa, igualando-se aos também atacantes Kylian Mbappé, da França, e Lionel Messi, da Argentina, na artilharia do Mundial.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026Norway's Erling Haaland with teammates celebrate after the match as Norway qualify for the quarter finals of the World Cup REUTERS/Dylan Martinez
Futuro adversário da Noruega será conhecido ainda neste domingo, entre Inglaterra e México – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução
Eliminado pela sexta vez seguida em uma fase eliminatória, o Brasil faz sua pior campanha em Copas desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final – à ocasião para a Argentina de Diego Maradona. Daqui até 2030, a seleção canarinho completará 28 anos sem título mundial, o maior jejum desde a primeira conquista, em 1958, na Suécia.

O adversário da Noruega nas quartas de final será conhecido ainda neste domingo. A partir de 21h (horário de Brasília), o México pega a Inglaterra no Estádio Azteca. Quem passar no confronto da capital mexicana encara a seleção nórdica no próximo sábado (11), às 18h, em Miami (Estados Unidos).

Falta de efetividade

Como tinha dado a entender na entrevista coletiva do último sábado (4), Ancelotti escolheu Gabriel Martinelli para o lugar de Lucas Paquetá – fora devido a uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.

Do lado norueguês, o técnico Stale Solbakken fez uma mudança em relação ao time do triunfo por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, nos 16 avos de final. Recuperado de lesão, Julian Ryerson retornou à lateral direita, na vaga de Marcus Pedersen.

A Noruega iniciou a partida propondo o jogo e deu um grande susto à torcida brasileira aos dois minutos. O atacante Alexander Sorloth foi lançado pelo meia Martin Odegaard, às costas do lateral Douglas Santos, pela esquerda. Ele cruzou rasteiro e o volante Patrick Berg mandou para as redes. O gol, porém, foi anulado por impedimento de Sorloth.

Inicialmente acuado, o Brasil conseguiu responder aos nove minutos. Gabriel Martinelli acionou o também atacante Matheus Cunha na área. O camisa 9 foi derrubado pelo zagueiro Kristoffer Ajer. Após rever o lance no vídeo, o árbitro Ismail Elfath deu pênalti para o Brasil. O volante Bruno Guimarães cobrou, mas o chute à meia altura, sem tanta força, foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026Norway's Erling Haaland celebrates scoring their second goal REUTERS/Dylan Martinez
Haaland celebra o segundo gol que consagrou a vitória da seleção norueguesa – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução
A seleção norueguesa trocava passes em busca de espaço na marcação do Brasil, que fechava os espaços, especialmente pelas laterais, para evitar o temido jogo aéreo adversário e contra-atacar em velocidade. Foi assim que, aos 23 minutos, Matheus Cunha disparou em direção ao gol. Perto da área, o camisa 9 poderia tocar na esquerda para o também atacante Vinícius Júnior, livre, mas optou pelo drible e se enrolou.

Sete minutos depois, Gabriel Martinelli recebeu de Vinícius Júnior pela esquerda, quase na linha de fundo, às costas de Ryerson. Ele bateu cruzado, e Nyland defendeu com a perna. No rebote pela direita, o atacante Rayan rolou para Danilo chutar, mas o lateral furou a finalização.

Aos 40, o Brasil desperdiçou nova chance. Desta vez, Vinícius Júnior recuperou a bola na saída da Noruega, na entrada da área, tabelou com Gabriel Martinelli e chutou forte, obrigando Nyland à outra defesa.

Apesar de assustar, a seleção canarinho também errava ao acelerar a saída de jogo, possibilitando aos noruegueses reconstruírem as jogadas com a defesa desarmada.

Nos acréscimos, o time escandinavo teve sua melhor chance. O atacante Erling Haaland disputou com Gabriel Magalhães na entrada da área e foi desarmado parcialmente pelo zagueiro. A sobra ficou com Odegaard, livre. O meia bateu e goleiro Alisson salvou.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026Norway's Kristoffer Ajer and Sander Berge celebrate after the match as Noway qualify for the quarter finals of the World Cup REUTERS/Mike Segar
Noruega celebra avanço para as quartas de final da Copa do Mundo 2026 – Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução
Haaland é decisivo

O cenário da etapa inicial começou a se repetir na volta do intervalo, o que levou Ancelotti a mexer, com Matheus Cunha dando lugar a Endrick. Aos 13, um minuto após entrar em campo, o atacante foi lançado por Vinícius Júnior em contra-ataque e invadiu a área, mas perdeu a passada e o chute, frente a frente com o goleiro, saiu ruim, à direta da trave.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026Brazil coach Carlo Ancelotti looks dejected after the match as Brazil are eliminated from the World Cup IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Seleção brasileira de Ancelotti é eliminada da Copa do Mundo de 2026 – Reuters/Caean Couto/Proibida reprodução
O Brasil chegou novamente aos 16 minutos, com Rayan chutando de dentro da área, após bola ajeitada de cabeça por Gabriel Magalhães, e parando em Nyland. E o goleiro norueguês voltou a salvar no ataque seguinte. Em jogada semelhante, Rayan escorou de cabeça e Bruno Guimarães chegou finalizando quase na marca do pênalti, para grande defesa do camisa 1. O lance, porém, foi anulado por impedimento.

Aos 22, logo depois de a Noruega assustar pela esquerda em chute cruzado que Haaland quase completou para o gol vazio, Ancelotti promoveu a esperada entrada de Neymar. O camisa 10 entrou na vaga de Rayan. O volante Danilo Santos, cotado para iniciar o jogo deste domingo, também foi a campo, substituindo Gabriel Martinelli. Mais adiante, aos 33, a última troca: Ederson no lugar de Bruno Guimarães.

As chances desperdiçadas ao longo da partida tiveram um preço. Aos 34, logo após a entrada de Ederson, o meia Andreas Schjelderup, uma das apostas do técnico Solbakken para o segundo tempo, passou por Danilo e cruzou para Haaland, que venceu Gabriel Magalhães pelo alto e, de cabeça, mandou para as redes.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026Brazil's Neymar, Raphinha and Vinicius Junior look dejected after the match as Brazil are eliminated from the World Cup IMAGN IMAGES via Reuters/James Lang
Jogadores da seleção brasileira lamentam saída da equipe ainda nas oitavas de final do campeonato – Reuters/James Lang/proibida reprodução

Como se não bastasse, aos 44, o astro norueguês marcou mais um. Em novo contra-ataque, Haaland encarou a marcação e bateu rasteiro, forte, no canto esquerdo de Alisson.

No último lance dos acréscimos, o Brasil teve mais um pênalti a favor: uma cotovelada do zagueiro Leo Ostigard em Casemiro. Neymar bateu e marcou aquele que, possivelmente, foi o último gol dele em Copas. O sonho do hexa ficou para 2030.

Brasil mira fim de tabus contra Noruega e europeus em Copas do Mundo

Seleção não bate rivais da Europa em jogos eliminatórios desde o penta

EBCJogadores da seleção brasileira comemoram vitória na Copa do Mundo 2026Jogadores da Seleção Brasileira de Futebol – Foto: Troy Taormina/Reuters

São Paulo – Além da classificação às quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil mira o fim de dois tabus no jogo deste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), contra a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos). A seleção canarinho busca a primeira vitória na história sobre a equipe escandina e voltar a superar um adversário europeu em um confronto eliminatório de Mundial.

A Noruega é a única seleção, das que o Brasil já enfrentou, que nunca foi derrotada pela Amarelinha. São quatro partidas, com dois empates e duas vitórias do time nórdico.

O primeiro embate foi realizado em 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital norueguesa, e terminou em 1 a 1. Os donos da casa saíram na frente com Jan Age Fjortoft e o também atacante Edmar, medalhista de prata na Olimpíada de Seul (Coreia do Sul) no mesmo ano, deixou tudo igual.

Comandada por Carlos Alberto Silva, aquela seleção brasileira contava com três nomes que seriam tetracampeões do mundo em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário. O time da Noruega, por sua vez, reunia jogadores cujos filhos são da atual geração. Casos do goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt e de Goran Sorloth, cujo filho é o também atacante Alexander Sorloth.

Torcedor do Brasil e da Noruega festejam jogo entre suas seleções
Torcedor do Brasil e da Noruega festejam jogo entre suas seleções – Caean Couto/Reuters
Os países voltaram a se encontrar em 30 de maio de 1997, outra vez no Ullevaal. O Brasil detinha uma invencibilidade de 42 meses, anterior à conquista do tetra, em 1994. Mesmo com a dupla Ronaldo e Romário à frente, a seleção dirigida por Zagallo levou 4 a 2 da Noruega, que balançou as redes com o meia Petter Rudi e os atacantes Egil Ostenstad e Tore André Flo. Este último marcou duas vezes e infernizou a defesa brasileira com seu 1,93 metro (m).

Aquela equipe também possui relação com a atual. O lateral Alf-Inge Haaland é pai do atacante Erling Haaland, principal jogador da seleção norueguesa. Os negócios da família têm Ostenstad – que fez o quarto gol do triunfo nórdico – como um dos responsáveis. Já o meia Stale Solbakken é justamente o treinador da Noruega.

O terceiro duelo ocorreu no ano seguinte, na Copa da França, em Marselha. Pela última rodada da fase de grupos, em 23 de junho de 1998, o Brasil de Zagallo saiu na frente com o atacante Bebeto, mas levou a virada. Flo, “carrasco brasileiro”, deixou tudo igual e o meia Kjetil Rekdal, cobrando pênalti cometido pelo zagueiro Júnior Baiano, decretaram o 2 a 1.

Oito anos se passaram até que brasileiros e noruegueses realizaram o duelo mais recente do confronto. Em 16 de agosto de 2006, as seleções se enfrentaram mais uma vez em Oslo. Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen e o também meia Daniel Carvalho garantiu o 1 a 1, evitando o revés na estreia de Dunga no comando do time canarinho.

“Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir para como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória”, projetou o lateral brasileiro Douglas Santos, em entrevista coletiva na última sexta-feira (3).

Cinco Mundiais de jejum

Ganhar da Noruega neste domingo significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em um jogo eliminatório de Copa desde a conquista do penta em 2002, em cima da Alemanha, em Yokohama (Japão), com dois gols do atacante Ronaldo. Jejum que provocou quedas dolorosas e traumáticas nos últimos Mundiais.

A sequência negativa iniciou em 2006, na Copa da Alemanha. Nas quartas de final, o Brasil reencontrou a França sedento para vingar o vice-campeonato de 1998. O problema é que o “carrasco” daquela final, o meia Zinedine Zidane, foi ainda mais brilhante. Com gol do atacante Thierry Henry, os europeus venceram por 1 a 0 em Frankfurt e eliminaram os então atuais campeões, dirigidos por Carlos Alberto Parreira.

Quatro anos depois, na África do Sul, a seleção brasileira teve pela frente a Holanda. No melhor primeiro tempo do time comandado por Dunga naquele Mundial, Robinho colocou o Brasil em vantagem. Na pior segunda etapa possível, o volante Felipe Melo foi expulso e o meia Wesley Sneijder virou o placar. No fim, triunfo holandês por 2 a 1 em Port Elizabeth.

Partida entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2014, quando os alemães venceram por 7 a 1
Partida entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2014, quando os alemães venceram por 7 a 1 – Marcello Casal jr/Agência Brasil
A queda na Copa de 2014 é a mais dolorosa. Por um lado, a melhor campanha do Brasil desde o penta, já que a equipe foi as semifinais. Por outro, teve o inesquecível 7 a 1 aplicado pela Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte. Os volantes Toni Kroos (dois) e Sami Khedira e os atacantes Thomas Müller, Miroslav Klose e André Schürrle (dois) anotaram os gols do massacre. O meia Oscar fez o do time anfitrião.

Em 2018, na primeira Copa da “era Tite”, nova eliminação nas quartas de final, desta vez para a Bélgica, com derrota por 2 a 1 em Kazan (Rússia). O gol contra do volante Fernandinho e o chute de fora da área do atacante Romelu Lukaku complicaram a missão brasileira já no primeiro tempo. O meia Renato Augusto descontou na etapa final, mas foi insuficiente.

Já na Copa anterior, outra eliminação dolorida nas quartas. Em Doha, capital do Catar, Brasil e Croácia ficaram no 0 a 0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar colocou a seleção de Tite em vantagem. A quatro minutos do fim, o também atacante Bruno Petkovic igualou e levou para os pênaltis. Na marca da cal, os europeus levaram a melhor por 4 a 2, com o zagueiro Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.

“Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história”, sentenciou o atacante Matheus Cunha, também em entrevista coletiva na última sexta.

De pênalti, França vence retranca do Paraguai e se classifica na Copa

Mbappé empata com Messi na artilharia e chega a 19 gols em Mundiais

EBC – São PauloKylian Mbappé comemora seu gol de pênalti na vitória da França contra o ParaguaiO atacante da França Kylian Mbappé – Foto: DYLAN MARTINEZ

Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França continua na briga para chegar à decisão pela terceira vez consecutiva e repetir o feito do Brasil entre 1994 e 2002. Neste sábado (4), os Bleus (“Azuis”, na tradução literal do francês, apelido da seleção europeia) superaram o Paraguai por 1 a 0 na Filadélfia (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

Os bicampeões mundiais, que vêm de um vice na edição do Catar, em 2022, terão Marrocos como adversário nas quartas de final. O confronto reedita uma das semifinais da última Copa. Na ocasião, os franceses ganharam por 2 a 0. O reencontro será na próxima quinta-feira (9), às 17h, em Boston (Estados Unidos).

Goleador da Copa ao lado de Lionel Messi, o também atacante Kylian Mbappé balançou as redes na competição deste ano pela sétima vez e segue na cola do argentino na artilharia histórica do Mundial. O astro dos Bleus acumula incríveis 19 gols em 19 jogos, média de um por partida, enquanto o camisa 10 dos hermanos contabiliza 20 gols.

O Paraguai, por sua vez, volta a ser frustrado pelos franceses em uma Copa. Em 1998, na casa dos Bleus, a geração sul-americana com nomes idolatrados em clubes brasileiros, como o lateral Francisco Arce e o zagueiro Carlos Gamarra, caiu nas oitavas de final para a França, ao perder por 1 a 0, na prorrogação.

Ferrolho paraguaio

Na França, Didier Deschamps fez apenas uma troca na formação que derrotou a Suécia por 3 a 0 na fase de 16 avos de final. O treinador escolheu Manu Koné para o lugar do também volante Aurélien Tchouaméni.

Preocupado com o poderio ofensivo francês, o técnico Gustavo Alfaro montou o Paraguai fechadinho na defesa, com três alterações em relação ao time que eliminou a Alemanha nos pênaltis, após empate por 1 a 1 com bola rolando. O zagueiro José Canale saiu, mas outros dois entraram: Gustavo Velázquez e Omar Alderete. Pelo meio, Damián Bobadilla, do São Paulo, deu lugar ao também volante Diego Goméz. Outro a ir para o banco foi o atacante Gabriel Ávalos.

No primeiro tempo, a retranca paraguaia deu resultado. A França controlou a posse da bola em 57% do tempo e trocou seis vezes mais passes que o adversário, mas sucumbiu à forte marcação no último terço do campo.

Basta dizer que o goleiro Orlando Gill não foi exigido. Na finalização mais perigosa da seleção europeia, os 21 minutos, Koné arriscou de fora da área, a bola desviou no também volante Diego Gómez e quase surpreendeu os sul-americanos.

Doué e Mbappé decidem

O cenário não se alterou na etapa final. A França intensificou a pressão, mas novamente, foi com um chute de Koné, de longa distância, aos nove minutos, que os Bleus conseguiram dar um susto. Gill se esticou no ângulo esquerdo e salvou a finalização.

O desgaste físico não demorou a se manifestar no Paraguai. Antes mesmo dos 15 minutos, foram duas trocas por cansaço, com Canale no lugar de Alderete e Gustavo Caballero, ex-Santos, entrando no lugar do também atacante Júlio Enciso. Pouco depois, após tentar uma arrancada pela esquerda, o meia Miguel Almirón não resistiu e desabou no gramado e colocou a mão no posterior da coxa esquerda.

A resistência sul-americana sucumbiu, enfim, aos 19 minutos, após Désiré Doué, que tinha acabado de entrar no lugar do também atacante Bradley Barcola, sair driblando na área e ser derrubado por Gómez. O árbitro Ilgiz Tantashev reviu o lance no vídeo e marcou pênalti a favor da França. Aos 24, Mbappé cobrou e não deu chances a Gill.

A partida, então, ficou à feição para os Bleus, com os paraguaios obrigados a se lançarem a frente e cedendo espaços para os contra-ataques. Em um deles, já nos acréscimos, Mbappé avançou pela esquerda e finalizou duas vezes, uma da entrada da área e outra no rebote, mas Gill fez duas grandes defesas.

O Paraguai foi com tudo para o ataque nos instantes finais, mas não foi o suficiente. Assim como em 1998, a França levou a melhor.

Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026

Seleção domina a 2ª etapa e gol salvador de Martinelli define vitória

EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Gabriel Martinelli celebrates scoring their second goal REUTERS/Phil NobleREUTERS/Phil Noble

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (29), a seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final.

Após um primeiro tempo marcado por nervosismo, erros de passe – como o que resultou no gol japonês – e controle adversário, a equipe de Carlo Ancelotti conseguiu pressionar os Samurais Azuis (apelido da seleção nipônica) na etapa final e ter a paciência necessária para, nos acréscimos, ser recompensada com o gol dramático do atacante Gabriel Martinelli, que saiu do banco para decidir a classificação.

Nas oitavas de final, o Brasil aguarda o ganhador de Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam às 14h (horário de Brasília) desta terça-feira (30), em Dallas. O duelo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Mestre supera o discípulo

O confronto vinha sendo tratado como um duelo entre “mestre” e “discípulo”. O Japão tem o Brasil como maior inspiração no futebol. Ex-jogadores como Zico, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, e Ruy Ramos, que fez carreira na Terra do Sol Nascente e se naturalizou para representar a seleção asiática, são ícones no país e personalidades fundamentais no desenvolvimento do esporte japonês.

O respeito pelo futebol brasileiro se reflete na cultura. Um dos animes mais populares no Brasil no fim dos anos 1990, “Super Campeões”, conta a trajetória de Oliver Tsubasa, personagem inspirado em Musashi Mizushima, ex-jogador nipônico que defendeu o São Paulo entre 1975 a 1985, contando base e profissional. No desenho, Tsubasa chega a jogar em uma versão “genérica” do Tricolor, chamada “Brancos”.

Curiosamente, o último episódio de “Super Campeões” representa a final de Copa do Mundo de 2002 – que teve o Japão como uma das sedes – entre as seleções brasileira e nipônica. O anime termina logo após o apito inicial da partida, deixando o final em aberto – na versão em mangá (história em quadrinhos japonesa), os donos da casa levam a melhor. Apesar disso, fãs da série animada trataram, nos últimos dias, o duelo desta segunda como a “continuação” daquele jogo. Felizmente, desta vez, deu Brasil.

45 minutos de pesadelo

Com o mesmo time da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o Brasil tomou a iniciativa e praticamente anulou o Japão nos primeiros 15 minutos. Aos 12, na melhor chance, o atacante Matheus Cunha recebeu do volante Bruno Guimarães na entrada da área, levou para a perna esquerda e chutou rasteiro, no canto. O goleiro Zion Suzuki se esticou todo para defender.

Os Samurais Azuis resistiram à pressão brasileira e conseguiram equilibrar as ações. Adiantando a marcação, os japoneses aproveitaram um erro de passe do lateral Danilo na intermediária e abriram o marcador. Aos 28 minutos, o volante Kaishu Sano tomou a bola, avançou pelo meio, ganhou do volante Casemiro – que já tinha cartão amarelo – e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Alisson.

Sem conseguir se aproximar da área do Japão como no início da partida e com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados nas pontas, o Brasil não conseguia encaixar passes que penetrassem a defesa adversária. Ansiosa e previsível, a seleção verde e amarela tentava acelerar o jogo e cometia erros que obrigavam o time a recuar e se ver dominado pelo toque de bola japonês.

Pressão pelo alto e avante

O Brasil voltou do intervalo com o atacante Endrick no lugar de Lucas Paquetá. O meia deixou o gramado com dores na coxa esquerda e teve de ser substituído.

O desenho do segundo tempo era claro: Japão recuado e Brasil no ataque, apostando no jogo aéreo. Aos seis minutos, Danilo cruzou pela direita e o volante Bruno Guimarães, de cabeça, obrigou Suzuki a uma bela defesa. Aos oito, Rayan levantou na área, o lateral Douglas Santos apareceu pela esquerda e ajeitou para Casemiro escorar na frente do gol. O zagueiro Takehiro Tomiyasu salvou em cima da linha.

A insistência deu resultado no minuto seguinte. O zagueiro Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior perto da grande área pela esquerda e cruzou na medida para Casemiro superar o meia Keito Nakamura pelo alto e mandar para as redes de cabeça.

O empate animou o Brasil e assustou os japoneses. Aos 12, Vinícius Júnior fez grande jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas de Tomiyasu, invadindo a área, deixando Sano para trás com um drible de corpo e chutando de bico, cruzado, acertando a trave.

Paciência e recompensa

Com o jogo fluindo pelos lados, Ancelotti colocou Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele e Vinícius Júnior passaram a se revezar pela esquerda, um aberto em campo, próximo à lateral, e o outro por dentro, junto com Endrick.

A intensidade dos primeiros minutos da etapa final caiu, mas o Brasil seguiu ocupando o campo ofensivo. O jogo se tornou um teste de paciência. A seleção verde e amarela tocava a bola, procurando espaços e o melhor momento para tentar um passe em profundidade, um chute ou um bom cruzamento. O Japão, com postura claramente reativa, estava armado para, no primeiro erro, sair em velocidade no contra-ataque.

O duelo caminhava para a prorrogação e Casemiro tinha acabado de ser substituído com dores (Fabinho entrou) quando brilhou a estrela de Gabriel Martinelli. Aos 49 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Rayan e deixou o atacante frente a frente com Suzuki. O camisa 22 bateu cruzado e a bola ainda encostou na trave esquerda antes de explodir a massa brasileira, maioria dos 68 mil torcedores presentes em Houston.