Itatim: Estudantes criam biocombustível com a árvore quixabeira

Foto: Divulgação/Sect

Estudantes de um colégio estadual em Itatim, cidade do centro norte baiano, criaram um projeto para a produção de um biocombustível a partir da árvore quixabeira. O projeto sustentável tem como objetivo combater o aquecimento global.

A árvore, comum na região, tem potencial para produzir um etanol e evitar o uso de gasolina, além de outras substâncias que contribuem para o efeito estufa e o desmatamento. O projeto foi desenvolvido pelos estudantes do Colégio Estadual Geovânia Nogueira Nunes, Marinaldo Mendonça e Jéssica Oliveira.

Eles informaram que o estudo foi moldado a partir da crise que o Brasil enfrentou em 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros e muitos postos ficaram sem combustíveis.

Jéssica destaca que o projeto também surgiu com o objetivo de ser uma alternativa para os obstáculos dos biocombustíveis atuais, pois as opções no mercado apresentam desvantagens, como baixa rentabilidade, necessidade de muita água e desmatamento de áreas florestais.

Os estudantes revelam que até o momento, o nível de produção do biocombustível criado por eles ainda é pequeno, mas testes de qualidade são realizados para comprovar a eficácia do produto. Eles contam que o projeto ainda está limitado a pequenos produtores para uso próprio, por causa das normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com o G1, entretanto, com apoio de universidades ou de empresas ele pode ser produzido e distribuído em larga escala. Se o projeto for concluído, os jovens pesquisadores afirmam que os benefícios serão inúmeros, e podem contribuir para impedir mudanças climáticas, uma problemática atual.

Homem na Lua: há 50 anos, a Apollo 11 era lançada rumo ao satélite da Terra

Há 50 anos, partia da Flórida a missão que mudou a forma como olhamos para o Universo. Desde que o homem pisou em solo lunar, seguimos desbravando o espaço, impulsionados pelos avanços tecnológicos e pela curiosidade de descobrir o que existe além da Terra

Era 16 de julho de 1969. As rádios norte-americanas tocavam sem parar o hit Sugar, sugar, dos Archies; a expectativa do Festival de Woodstock estava no imaginário dos jovens que participariam do lendário evento dali a um mês. No Brasil, os jornais noticiavam que a ditadura militar estudava extinguir o Senado. Já na Inglaterra, David Bowie lançava o LP Space Oddity para coincidir com um fato que mudaria para sempre a relação do homem com o Universo: às 10h32 (horário de Brasília), três homens partiriam da Flórida para conquistar a Lua.

Ao entrar na Apollo 11 um ano antes da invenção dos microcomputadores, Michael Collins, Buzz Aldrin e Neil Armstrong realizavam um sonho que sempre acompanhou a humanidade. Desbravar o espaço, ultrapassar os limites da Terra e até, quem sabe, dar de cara com alguma forma de vida eram desejos antigos, expressos em diversas culturas do Ocidente e do Oriente. Mais próximo objeto extraterrestre, a Lua exercia um fascínio especial — praticamente todas as sociedades têm mitologias associadas a ela. Continue Reading

 Senhor do Bonfim: Estudantes usam café para criar produtos que repelem mosquito da dengue

Três estudantes de Senhor do Bonfim, cidade do no norte da Bahia, criaram velas e sabonetes, a partir de um óleo extraído da borra do café, com capacidade de repelirem o mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti. De acordo com os alunos, que são do Centro Estadual de Educação Profissional em Saúde Tancredo Neves (Ceeps), o preparo dos produtos ocorre através da mistura do óleo da borra de café com ingredientes como azeite, glicerina, parafina e essências.

De acordo com o G1, na prática, o sabonete consegue criar uma barreira protetora rica em tiamina, a substância capaz de proteger a pele contra os mosquitos. Já a vela, através da queima, consegue exalar no ar substâncias nocivas aos mosquitos. Além disso, os alunos ressaltam que os produtos são livres de substâncias químicas que prejudicam a saúde e possuem custo acessivo para as pessoas.

Pesquisadores baianos criam solução contra parasitas de abelhas sem ferrão

Pesquisadores de uma universidade do sudoeste da Bahia desenvolveram antídoto de baixo custo para combater moscas parasitas que invadem e destroem colônias de abelhas sem ferrão. A solução homeopática foi desenvolvida no laboratório da Casa do Mel da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Após a pesquisa, que levou um ano, eles criaram o antídoto a partir do próprio agente causador, ou seja, o parasita. As moscas que invadem as colônias das abelhas sem ferrão podem extinguir um enxame interior em até 48 horas. “São moscas que se alimentam do mesmo alimento que a abelha coleta para sobreviver.

Elas se alimentam basicamente de pólen, e elas começam a fazer a postura de ovos dentro dos próprios potes de pólen das abelhas, e se alimentam também desse pólen. Então, em questão de 24 horas, a postura já está estabelecida, e em até 48h esse enxame pode estar completamente comprometido e depenado”, explica Generosa Ribeiro, bióloga e pesquisadora da Uesb que coordenou o projeto.

 Segundo Generosa para fazer a solução bioterápica, é preciso seguir algumas etapas. “A solução é bem simples, de fácil acesso para todos os produtores. O criador vai coletar o parasita e vai preparar essa solução diluindo e macerando numa solução de álcool de cereais e água destilada, e fazer a diluições e dinamizações necessárias, de acordo com a metodologia que já divulgamos no site da universidade”, disse. Continue Reading

WhatsApp deve liberar 6 funções muito aguardadas em 2020

O WhatsApp disponibilizou diversas atualizações ao longo de 2019 para inserir novas funções no app, como o desbloqueio por digital no Android e o suporte ao Memoji no iPhone (iOS). No entanto, ainda há recursos disponíveis em rivais, como o Telegram, que são aguardados por usuários e podem chegar ao mensageiro em 2020.

Além do Modo Escuro, que está em desenvolvimento e deve chegar em breve ao app, a possibilidade de editar mensagens enviadas, organizar figurinhas em categorias ou mesmo esconder o status “online” das conversas são ajustes bastante desejados e aguardados, mas que não têm previsão de lançamento. As informações são da TechTudo.

Em nova pesquisa, humanidade começa a explorar o Sol

Foto: Reprodução/Nasa

No último dia 4, quarta-feira, a espécie humana começou oficialmente a exploração da estrela mais próxima da Terra: o Sol. Devido a informações enviadas pela sonda Parker, da Nasa, cientistas estão revendo diversas teorias sobre o espaço. As descobertas foram publicadas em quatro artigos na revista científica Nature. Trata-se da sonda que mais perto chegou da estrela até agora — feito possível apenas graças ao revestimento de carbono de 11 centímetros de grossura que envolve a máquina.

Por causa dele, a sonda é capaz de enfrentar temperaturas de quase 1,4 mil graus Celsius — muito inferiores às da superfície solar, mas suficientes para orbitar o astro. A Parker Probe, como é chamada pelos pesquisadores, foi lançada ao espaço em 2018 e custou aproximadamente 1,5 bilhão de dólares (o equivalente a mais de 6 bilhões de reais). Os responsáveis pelo projeto são da renomada Universidade Johns Hopkins (EUA).

E quais foram os frutos desse investimento bilionário? O maior avanço obtido pela sonda até agora foi relativo ao vento solar, nome dado a uma corrente de partículas energizadas que são emitidas pelo Sol e flutuam pelo espaço. A Parker Probe capturou a melhor visão que se tem até o momento do local de nascimento do vento solar, na superfície do astro.

Além disso, as informações repassadas pela máquina indicaram que a rotação dessa corrente é muito mais rápida do que se esperava, e chega aos 50 quilômetros por segundo (em contraste, os cientistas estimavam sua velocidade em alguns poucos quilômetros por segundo). A revelação tem feito com que os especialistas se perguntem se uma de suas teorias sobre estrelas está equivocada. A ideia mais aceita até agora era a de que, ao envelhecer, os astros diminuíssem a velocidade da rotação.

No entanto, a descoberta de que o vento solar é bem mais rápido do que se pensava pode sugerir que isso nem sempre é verdade, e que o Sol está girando cada vez mais rápido. Até agora, Parker deu três voltas ao redor do Sol. No final da missão, em 2025, é esperado que ela complete a órbita 21 vezes. Por enquanto, resta aos astrônomos esperar para ver quais outros enigmas podem ser resolvidos com a ajuda da sonda.

Tremor de terra de 3,5 atinge cidades do interior da Bahia

Foto: Reprodução/Google Earth

Um tremor de terra assustou moradores de cidades do Centro-Sul do estado na madrugada deste sábado (9). O abalo aconteceu por volta das 4h30 e teve magnitude de 3,5, de acordo com o Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A origem do tremor foi na cidade de Amargosa, mas, segundo o professor Aderson do Nascimento, coordenador do LabSis, pode ter sido sentido em municípios até 40 quilômetros distantes do epicentro.

Nas redes sociais, há relatos de moradores de cidades como Mutuípe, São Miguel das Matas, Mutuípe e Elísio Medrado. De forma geral, o Brasil é conhecido por não registrar grandes terremotos, devido ao fato de estar localizado em cima de uma placa tectônica. No entanto, em algumas localidades do país – além do próprio do Recôncavo, lugares como o agreste pernambucano e a borda da bacia potiguar –, acontecimentos como esse são relativamente comuns.

De acordo com o jornal Correio, além do Brasil, locais como o interior dos Estados Unidos e da África do Sul também estão no interior de placas tectônicas. A magnitude – de até 3,5 – é considerada de pequena a moderada. A duração deve variar de acordo com o local onde foi sentido, porém, não costuma passar de alguns segundos.

Substância do ipê-roxo é testada em novo remédio contra câncer de próstata

Foto: Reprodução/Flickr

O ipê-roxo, árvore comum na mata atlântica brasileira, está no centro de pesquisas que investigam um novo tratamento para o câncer de próstata. O projeto, feito em parceria entre pesquisadores da UFC (Universidade Federal do Ceará) e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), criou uma substância análoga à beta-lapachona, encontrada nas árvores com menor toxicidade.

A pesquisa foi finalista na categoria inovação tecnológica em oncologia da edição 2019 do prêmio Octavio Frias de Oliveira, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha. A patente foi registrada nos EUA com ajuda da Universidade do Texas.

Segundo uma das autoras da pesquisa, Cláudia do Ó Pessoa, da UFC, os medicamentos hoje no mercado enfrentam dois problemas: a resistência que as células tumorais desenvolvem ao longo do tratamento e os efeitos colaterais, que muitas vezes impedem a pessoa de continuar recebendo a terapia.

As pesquisas com plantas da biodiversidade brasileira visam encontrar soluções para esses dois problemas. A toxicidade da beta-lapachona e, consequentemente, os efeitos colaterais que ela pode causar foram dribladas com a associação do selênio, que ajudou a poupar as células normais e atingir apenas as células tumorais.

Os testes foram feitos in vitro e ainda precisam ser validados em animais. Na UFMG, a pesquisa foi liderada por Eufrânio Nunes Silva Júnior. Também participam Eduardo Henrique Guimarães Cruz, da Universidade Federal de Santa Catarina, e David A. Boothman e Molly Silvers, da Universidade do Texas.

Cientista utiliza vegetação da Caatinga para deixar outras plantas resistentes à seca

Foto: Divulgação

Utilizar micro-organismos que habitam em plantas típicas da caatinga para fazer com que espécies de outros locais se tornem mais resistentes à seca. Essa é a pesquisa e missão do cientista baiano Adailson Feitoza, professor e coordenador do curso de engenharia de bioprocessos e biotecnologia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro, norte da Bahia.

Quando concluída, a pesquisa espera encontrar um conjunto de bactérias que possam ser transformadas em um produto comercial que ajude a reparar os danos causados pelas mudanças climáticas que são consequências da degradação do meio ambiente. O impacto proporcionado pelo estudo pretende gerar uma nova tecnologia, a qual produtores de áreas onde há pouca demanda hídrica recorram para manter a produtividade e gerar lucro e renda.

“A tecnologia será voltada para desde os micros e pequenos produtores, até os que produzem em larga escala”, fala Adailson. Ele afirma que a inspiração para a pesquisa surgiu dos dados alarmantes que apontam aumento na variabilidade de chuva e seca até 2050, o que pode, dentre outras coisas, prejudicar a produção agrícola. Após se deparar com os dados, surgiu o questionamento: como manter produtividade agrícola em solo árido? Continue Reading

Baiana é premiada pela ONU por solução para filtrar água

Foto: Divulgação/ONU

Aos 21 anos, a brasileira Anna Luisa Bezerra, formada em biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia, foi uma das vencedoras do Prêmio Jovens Campeões da Terra, promovido pela Organização das Nações Unidas. Ela é a primeira brasileira a ganhar a competição.

Ao todo, sete jovens de diferentes regiões — África, América do Norte, América Latina e Caribe, Ásia e Pacífico, Europa e Ásia Ocidental — foram selecionados e receberão os prêmios no dia 26 de setembro, durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Cúpula de Ação Climática.

Anna Luisa, que entrou na faculdade em 2015, começou a desenvolver o projeto Aqualuz em 2013, ainda no Ensino Médio. Durante as aulas em que aprendeu sobre a seca no semiárido, a cientista se motivou a criar algo que pudesse solucionar o problema. “Aquela foi a minha grande oportunidade. Sempre quis ser cientista e vi na escola uma oportunidade para criar uma tecnologia viável e de baixo custo”, afirmou a Revista Veja.

O Aqualuz é um filtro que purifica a água da chuva coletada por cisternas instaladas em áreas rurais, onde a água tratada não é acessível. Mais de um milhão de pessoas sofrem por falta de acesso a água no Brasil. Com a invenção de Anna Luisa, a água da cisterna é purificada por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o líquido está seguro para o consumo. De fácil manutenção, o sistema pode durar até 20 anos.