Categoria: Copa do Mundo 2026

Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa

Ferran Torres sai do banco para devolver a Fúria ao topo após 16 anos

EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Rodri lifts the trophy with teammates after winning the World Cup REUTERS/Kai PfaffenbachA Fúria (apelido da seleção espanhola) – Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol. Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey neste domingo (19). Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta – autor do gol daquele título – e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela. Sim, a Fúria (apelido da seleção espanhola) é, mais uma vez, campeã da Copa do Mundo.

Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro “amasso” durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de bicampeões mundiais, que também tem Uruguai e França – além, claro, daqueles com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único penta, o Brasil.

Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona. Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante de 26 anos é cria do Valência e passou pelo Manchester City (Inglaterra) antes de chegar ao Barça.

Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams – que sequer terão completado 30 anos – a caminho do terceiro Mundial. Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.

E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola – apesar de atuação discreta neste domingo. O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa. O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Rodri lifts the trophy with teammates after winning the World Cup REUTERS/Kai Pfaffenbach
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Rodri lifts the trophy with teammates after winning the World Cup REUTERS/Kai Pfaffenbach – REUTERS/Kai Pfaffenbach
A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a campeã do mundo feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia. No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.

Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história – e justamente em uma final de Copa. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, na capital Madri.

Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de “vingar” a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping. Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.

Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami (Estados Unidos), na disputa do terceiro lugar.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Rodri kisses the World Cup trophy during the trophy presentation REUTERS/Dylan Martinez
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Rodri kisses the World Cup trophy during the trophy presentation REUTERS/Dylan Martinez – REUTERS/Dylan Martinez
Futebol? Teve pouco

Depois de um sábado repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo. Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.

A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara. Aos quatro minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.

Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol. O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.

Já aos 42, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave. Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Ferran Torres scores their first goal past Argentina's Emiliano Martinez REUTERS/Jeenah Moon
SOCCER-WORLDCUP-ESP-ARG/, por Reuters/Jeenah Moon
Ataque contra defesa

A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo. Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes – que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González – errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.

Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização. Como aos 18, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou e evitou o primeiro gol.

Três minutos depois, foi a vez de Yamal ser lançado na área pela direita e fazer o cruzamento praticamente em cima da linha de fundo. O atacante Ferran Torres – que entrara em campo um pouco antes, no lugar de Oyarzabal – conseguiu a cabeçada, mas mandou em cima do goleiro da Argentina.

A Espanha não diminuía o ritmo. Aos 31, o zagueiro Pau Cubarsi apareceu no ataque e arriscou da intermediária. Dibu deu rebote e o meia Mikel Merino – outra novidade do técnico Luis de la Fuente para o segundo tempo, no lugar de Olmo – teve a chance de concluir na pequena área. O chute, porém, acabou saindo alto e muito para o lado esquerdo, quase saindo pela linha lateral.

Se a missão da Argentina estava complicada no 11 contra 11, ela ficou mais difícil aos 47 do segundo tempo. Em disputa no meio-campo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. A primeira expulsão em uma final de Copa desde o francês Zinedine Zidane na decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.

Aos 52, a Espanha teve uma última oportunidade, em cobrança de falta de Yamal, próxima à meia-lua. O atacante buscou o ângulo esquerdo, mas a bola saiu um pouco mais baixa que o esperado. Dibu se esticou e espalmou, mais uma vez salvando os hermanos e levando o duelo para a prorrogação. A primeira dos espanhóis e a terceira dos argentinos na Copa.

Tentativa de pênaltis

A estratégia da Argentina era clara: diminuir o quanto fosse possível o ritmo para desequilibrar a Espanha e tentar forçar uma decisão para os pênaltis. Dibu precisou trabalhar logo aos dois minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams (que entrou no lugar de Baena) na pequena área, após levantamento de Pedri.

Três minutos depois, o lateral Pedro Porro recebeu na direita e cruzou rasteiro para a área. Merino ganhou a dividida contra o zagueiro Nicolás Otamendi (que substituiu Lisandro Martínez, contundido, no fim do primeiro tempo) e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes. O gol foi anulado por falta de Merino, para desespero da Espanha.

Aos 12, mais uma vez, Nico Williams chamou o jogo. Agora na ponta esquerda. O atacante cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça e mandou a bola rente à trave. Foi a 19ª finalização espanhola na partida, contra nenhuma – sim, nenhuma – dos argentinos até aquele momento.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Ferran Torres celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Ferran Torres celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach – REUTERS/Kai Pfaffenbach
Para a história

A insistência da Fúria foi, enfim, coroada no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação: cruzamento de Pedro Porro da direita, ajeitada de Nico Williams para atrás na pequena área e Ferran Torres, de primeira, chutando forte para colocar a Espanha à frente.

O próprio Ferran chegou a balançar as redes pouco depois, aos sete minutos, ao finalizar na saída de Dibu. O lance, contudo, foi anulado por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal.

Somente aos nove minutos a Argentina conseguiu registrar uma finalização, em cruzamento perigoso de Messi pela direita, que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon. Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente, ao acertar um chute forte que só não foi em direção ao gol porque explodiu no rosto de Merino.

Nos instantes finais, a pressão mudou de lado e passou a ser da Argentina, em sequenciais cobranças de escanteio. Mas a Espanha, com somente um gol sofrido na Copa, segurou-se bem o suficiente para garantir a taça.

Campeã mundial, Espanha se isola com a maior sequência invicta da história do futebol de seleções

Espanha Campeã Mundial de Futebol Masculino de 2026

Antes empatada com a Itália, que ficou 37 jogos sem perder entre 2018 e 2021, a Espanha assumiu o recorde ao bater o time de Lionel Messi por 1 a 0, em Nova Jersey. O jogo foi definido na prorrogação.

Ferran Torres comemora gol da Espanha em cima da Argentina — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Ferran Torres comemora gol da Espanha em cima da Argentina — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

A Espanha não perde um jogo há mais de dois anos. A última vez foi em março de 2024, quando tomou 1 a 0 da Colômbia em amistoso disputado em Londres. A sequência de 38 jogos começou quatro dias depois, em um empate em 3 a 3 contra a seleção brasileira de Dorival Jr.

A invencibilidade espanhola tem 29 vitórias e nove empates, com 95 gols marcados e 28 sofridos. A maior goleada foi um 6 a 0 sobre a Turquia nas Eliminatórias, e o jogo mais movimentado foi o 5 a 4 sobre a França na Liga das Nações.

A sequência invicta considera apenas o resultado dos jogos com bola rolando, ignorando as disputas de pênaltis. No ano passado, por exemplo, a Espanha perdeu a final da Liga das Nações para Portugal justamente nos pênaltis, mas para efeitos estatísticos vale o 2 a 2 do tempo normal.

As maiores invencibilidades de seleções

  • 38 jogos – Espanha, desde 2024;
  • 37 jogos – Itália, de 2018 a 2021;
  • 35 jogos – Espanha, de 2007 a 2009;
  • 35 jogos – Brasil, de 1993 a 1996;
  • 34 jogos – Marrocos, de 2025 a 2026.

Inglaterra leva 3ª lugar e Mbappé vira maior artilheiro das Copas

Com seis gols no segundo tempo, ingleses batem França por 6 a 4

EBCMIAMI GARDENS, FLORIDA - JULY 18: Players of England pose for the photo after receiving their third place medals following the 2026 FIFA World Cup bronze-final match between France and England at Miami Stadium in Miami Gardens, Florida, United States, on July 18, 2026. Jose Hernandez / AnadoluNo Use USA No use UK No use Canada No use France No use Japan No use Italy No use Australia No use Spain No use Belgium No use Korea No use South Africa No use Hong Kong No use New Zealand No use TurkeySeleção Inglesa de Futebol – Foto: Reuters/Jose Hernandez

O penúltimo jogo da Copa do Mundo foi daqueles inacreditáveis. Dez gols – um deles histórico e inúmeras oportunidades. Uma goleada que virou pandemônio.

O duelo em Miami (Estados Unidos) proporcionou entretenimento, principalmente na etapa final. A Inglaterra levou a melhor, venceu a França por 6 a 4 e garantiu lugar no pódio, naquela que foi a disputa de terceiro lugar com mais gols na história dos Mundiais, superando o triunfo francês sobre a Alemanha na Copa de 1958, na Suécia. 

Talvez o maior ganhador do dia, ao menos no individual, esteja do lado francês. O atacante Kylian Mbappé se isolou na artilharia desta Copa, com dez gols, e ultrapassou Lionel Messi como maior goleador da história do evento.

Com as duas bolas na rede deste sábado (18), ele chegou a 22 – uma a mais que o argentino – em três participações no mundial. Messi terá a final de domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (Estados Unidos), a partir das 16h (horário de Brasília), para tentar reassumir o posto.

Os ingleses tomaram um susto enorme. Abriram 4 a 0 no primeiro tempo, criando a expectativa de pelo menos repetirem a maior goleada dos confrontos de terceiro lugar, que foi o triunfo da Suécia sobre a Bulgária em 1994, também nos Estados Unidos. A etapa final, porém, teve incríveis seis gols e um quase empate francês, que deixou o torcedor em Miami de pé.

No fim, o 6 a 4 superou os nove gols do 6 a 3 aplicado justamente pela França em cima da Alemanha na Copa de 1958.

Mudou tudo

A disputa do terceiro lugar costuma ser uma partida com mais cara de amistoso do que propriamente uma decisão. Não à toa, as duas seleções foram a campo bem modificadas em relação às semifinais, ambas com sete mudanças na equipe.

Na França, a única alteração por questões físicas foi na zaga, com Maxence Lacroix no lugar do contundido Willian Saliba. Dos titulares na derrota para a Espanha, o técnico Didier Deschamps mandou a campo apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e Mbappé, na briga pela artilharia.

Do lado inglês, o zagueiro Marc Guehi, o lateral-direito Djed Spence, o volante Declan Rice e o meia Morgan Rogers foram os únicos titulares mantidos por Thomas Tuchel na comparação com a formação que perdeu da Argentina. O zagueiro Jarell Quansah, que cumpriu a suspensão de dois jogos pela expulsão contra o México, nas oitavas de final, retornou ao time, no lugar de John Stones.

Passeio inglês

Se a ideia era dar oportunidade a quem não teve tantos minutos na Copa, a Inglaterra claramente aproveitou melhor a proposta e não teve dificuldade para construir a goleada ainda no primeiro tempo. Demonstrando muito mais interesse pelo jogo que a França, os ingleses fizeram o primeiro aos dois minutos. O atacante Desiré Doué errou passe fácil pelo meio, Rice conduziu a bola sem ser ameaçado e chutou da entra da área, no canto esquerdo de Maignan.

Os Bleus (apelido da seleção francesa) sinalizaram uma reação aos dez minutos, em finalização do meia Rayan Cherki, na sobra de um desarme de Guehi em Mbappé, mas Dean Henderson, substituto de Jordan Pickford, defendeu. A resposta veio no lance seguinte, em gol do atacante Bukayo Saka, anulado por impedimento.

A superioridade inglesa se confirmou aos 17 minutos. Depois de cobrança de escanteio de Rice pela esquerda, Ezri Konsa, de cabeça, acertou outra vez o canto esquerdo do goleiro francês. A bola ainda triscou na trave antes de balançar as redes.

Mbappé até tentava alguma coisa do lado da França, mas foi a Inglaterra que marcou de novo. Dois minutos depois, Marcus Rashford foi lançado em contra-ataque pela esquerda. O atacante invadiu a área com liberdade e chutou em cima de Maignan. O rebote ficou com Saka, mas a batida explodiu em Lacroix. Na sobra, Rashford conseguiu tirar do goleiro dos Bleus e rolar para Saka, enfim, mandar para o gol.

E o camisa 7 inglês balançaria as redes mais uma vez. Aos 45, Saka recebeu do meia Eberechi Eze às costas da zaga e chutou no canto esquerdo de Maignan, transformando o placar em goleada.

Para a história

O atropelo fez com que Deschamps voltasse do intervalo com quatro alterações. Uma delas foi a entrada de Dayot Upamecano no lugar de Ibrahima Konate. E foi a partir de um desarme do zagueiro, na intermediária ofensiva, logo aos dois minutos, que Olise aproveitou e lançou Mbappé nas costas de Konsa. O camisa 10 chutou cruzado para recolocar a França no jogo.

Coube a outra novidade francesa para o segundo tempo diminuir mais um pouco a diferença no placar. Seis minutos depois, Mbappé lançou o atacante Bradley Barcola, que surpreendeu a marcação de Quansah e finalizou para vencer Henderson.

Em choque, a Inglaterra se viu acuada em meio à pressão dos Bleus. Olise, Upamecano e o atacante Ousmané Dembélé, outro titular que entrou na volta do intervalo, tiveram chances. E foi Dembélé que iniciou a jogada do terceiro. Aos 20 minutos, ele avançou pela esquerda e tocou para Olise, que deixou a bola passar e chegar em Mbappé. O camisa 10 tabelou com o companheiro e mandou para as redes. Gol dez nesta Copa e 22 na história dos Mundiais.

Aos 29, Olise pecou na finalização dentro da área, após jogada do lateral Malo Gusto pela esquerda. Aos 36, ele voltou a desperdiçar grande chance, desta vez por exagerar no lance individual depois de boa trama com Dembélé e Mbappé. Isso porque, um minuto antes, foi o meia Jude Bellingham, que tinha acabado de entrar, que exagerou no preciosismo ao demorar a chutar e finalizar em cima de Maignan.

Como se fosse uma punição a Olise pelas oportunidades perdidas, aos 39 minutos, Spence foi derrubado por Gusto na área. Saka cobrou a penalidade e marcou o terceiro dele na partida.

Alívio inglês? Que nada. Aos 50, Dembélé recebeu de Upamecano pela esquerda, invadiu a área, levou para a perna esquerda e fez o quarto da França. O pandemônio estava reinstalado para os dois minutos finais dos acréscimos. Até que, no último lance, Bellingham resolveu a vida da Inglaterra com um golaço. O meia driblou Lacroix, enganou Upamecano e chutou entre as pernas do zagueiro para definir o jogo em Miami.

Com outra virada incrível, Argentina despacha Inglaterra e vai à final

Sul-americanos viram no fim e vão decidir título com a Espanha

EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Lautaro Martinez scores their second goal REUTERS/Dylan Martinez TPX IMAGES OF THE DAYREUTERS/Dylan Martinez

Parece o mesmo filme, mas só parece mesmo. Com outra virada nos minutos finais, a Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos) e avançou para a segunda final consecutiva de Copa do Mundo. A grande decisão da edição de 2026 será no domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (EUA). Enzo Fernández e Lautaro Martínez foram os heróis argentinos, que deram a volta no placar depois do gol inicial de Anthony Gordon. Aos ingleses, caberá se conformar com a disputa do terceiro lugar diante da França, no sábado (18), em Miami (EUA).

Marcado por uma rivalidade histórica entre os dois países, o jogo começou com os nervos à flor da pele e entradas ríspidas. A arbitragem contemporizou, sem aplicar os cartões e a partida ficou mais tensa do que bem jogada. Foram poucas chances de gol na primeira etapa, nenhuma delas levando real perigo.

As emoções ficaram guardadas para o segundo tempo. E foram muitas. Logo no começo, a Argentina emendou duas oportunidades de perigo, parando no goleiro Jordan Pickford. Aos 10, enfim, o placar foi aberto.

Saindo ao ataque, Harry Kane tentou lançamento longo que foi interceptado pela defesa, mas caiu nos pés de Jude Bellingham. Ele acionou Morgan Rogers na direita e ele cruzou para Gordon completar de primeira, passando por trás da zaga argentina.

Colocada contra a parede, a Argentina reagiu. E a Inglaterra também. A vantagem no placar inspirou uma postura defensiva dos ingleses, enquanto o time de Lionel Scaloni se lançou sem medo em busca do empate. Encurralada, a Inglaterra não conseguia respirar e a Argentina criou uma chance atrás da outra, muitas delas em bolas levantadas na área.

Pickford fez grande defesa em cabeçada à queima-roupa de Nico González e na sequência Alexis Mac Allister acertou a trave em outra jogada pelo alto. Pickford fez mais uma boa intervenção em chute longo de Enzo Fernández, colocando a escanteio. Na cobrança, o mesmo Fernández recebeu na entrada da área e chutou forte para empatar, aos 40 minutos.

Toda recuada devido às alterações do técnico Thomas Tuchel, a Inglaterra não conseguiu sair da pressão argentina, que se manteve forte. Mac Allister acertou novamente a trave e, aos 46, o que parecia inevitável aconteceu. Messi cruzou da direita e Lautaro Martínez cabeceou de forma precisa para virar. 

Sem forças, a seleção inglesa sucumbiu sem conseguir criar mais perigo e viu escapar a chance de dar fim a uma seca de 60 anos sem ir à decisão de uma Copa. A Argentina, pelo contrário, chega à segunda seguida, que também é a terceira nas últimas quatro edições. Ao fim da partida, uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas”, que estava nas arquibancadas, foi levada pelos jogadores até o gramado, em alusão ao conflito da década de 80 entre os dois países. 

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Lisandro Martinez and Giovani Lo Celso celebrate with a banner after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli
Durante a comemoração em campo após a vitória sobre os ingleses, jogadores argentinos estenderam uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas” em alusão ao conflito entre as duas nações na década de 1980 – REUTERS/Amanda Perobelli
Impulsionada por uma vitória de brio e uma campanha cheia de percalços e triunfos emocionantes, a Argentina, dona do melhor ataque da competição, com 19 gols marcados, vai encarar na decisão a melhor defesa, a da Espanha, que sofreu apenas um em toda a Copa.

Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

Fúria elimina a França outra vez e aguarda Inglaterra ou Argentina

Repórter da EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - France v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 14, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal REUTERS/Hannah Mckay TPX IMAGES OF THE DAYREUTERS/Hannah Mckay

A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

Eficiência “furiosa”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

Xeque-mate espanhol

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.

Matheus Cunha brilha, Brasil vence Haiti e desencanta na Copa do Mundo

Seleção faz 3 a 0, vira líder do Grupo C e fica perto da próxima fase

TV BrasilSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Haiti - Philadelphia Stadium, Philadelphia, Pennsylvania, U.S. - June 19, 2026 Brazil's Matheus Cunha celebrates scoring their second goal with teammates IMAGN IMAGES via Reuters/James Lang© Reuters/James Lang/proibida reprodução

O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Na noite desta sexta-feira (19), a seleção verde e amarela não teve maiores dificuldades para vencer o Haiti por 3 a 0, na partida que encerrou a segunda rodada do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.

Com o triunfo na Filadélfia diante de mais de 68 mil torcedores, os brasileiros somam os mesmos quatro pontos de Marrocos, que, mais cedo, superou a Escócia por 1 a 0 em Boston, mas fica à frente pelo saldo de gols. Os escoceses, com três pontos, aparecem em terceiro e os caribenhos, ainda zerados, estão na lanterna.

Uma das apostas de Carlo Ancelotti para esta sexta, Matheus Cunha fez valer a confiança do treinador e marcou duas vezes. O também atacante Vinícius Júnior foi outro a se destacar. O camisa 7 se envolveu em 100% dos gols da seleção brasileira na Copa até o momento.

Em situação mais tranquila, o Brasil decide o futuro na próxima quarta-feira (24). Às 19h (horário de Brasília), a seleção verde e amarela enfrenta a Escócia. No mesmo dia e horário, o Haiti pega Marrocos em Atlanta. Os dois primeiros colocados avançam, mas vale lembrar que os oito melhores terceiros entre os 12 grupos também se classificam.

Vitória ao natural

Como adiantado por Ancelotti na entrevista coletiva da última quinta-feira (18), o Brasil foi a campo com mudanças em relação ao empate por 1 a 1 com Marrocos, sábado passado (13), em Nova Jersey. Na lateral direita, Danilo assumiu o lugar do zagueiro Ibañez, enquanto Matheus Cunha foi escolhido para atuar ao lado de Vinícius Júnior e Raphinha no ataque, deixando Igor Thiago no banco.

Marcando a partir do círculo central com nove dos dez jogadores de linha, deixando somente o atacante Frantzdy Pierrot solto, o Haiti tentava diminuir os espaços do Brasil à frente. E a estratégia funcionou bem nos primeiros minutos, em meio à lentidão do ataque canarinho, que pouco se movimentava para mexer com o posicionamento dos adversários.

Ainda assim, em duas oportunidades, Raphinha ficou perto de tirar o zero do placar. Aos 11, o volante Bruno Guimarães tocou por cima da zaga e encontrou o atacante livre, dentro da área pela esquerda, para finalizar. A rede balançou, mas o brasileiro estava impedido.

Dez minutos depois, Raphinha recebeu novamente passe açucarado de Bruno Guimarães, desta vez, pelo meio. Cara a cara com Johny Placide, o camisa 11 – novamente em posição irregular – encobriu o goleiro haitiano, mas a bola saiu à direita da trave.

O alívio veio aos 22 minutos. No rebote de um chute de Vinícius Júnior dentro da área pela esquerda, o zagueiro Hannes Delcroix tentou afastar, mas a bola explodiu em cima de Matheus Cunha e, vagarosa, parou nas redes do Haiti. O gol foi creditado ao atacante brasileiro. Na comemoração, o primeiro a abraçá-lo efusivamente foi justamente Igor Thiago.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Haiti - Philadelphia Stadium, Philadelphia, Pennsylvania, U.S. - June 19, 2026 Brazil's Matheus Cunha scores their first goal IMAGN IMAGES via Reuters/James Lang
Atacante  Matheus Cunha abre o placar para o Brasil aos 22 minutos e 10 minutos depois balançou a rede novamente na partida contra o Haiti, disputada na Filadélfia – Reuters/James Lang/proibida reprodução
O gol desmontou a estratégia haitiana e o jogo ficou à feição do Brasil. Aos 32, Lucas Paquetá desarmou o atacante Josue Casimir na intermediária e Vinícius Júnior achou Matheus Cunha às costas da marcação, desorganizada. O camisa 9 entrou na área pela esquerda e bateu forte, marcando o segundo dele na partida.

Nos acréscimos, foi a vez de Vinícius Júnior anotar o dele. Aos 48 minutos, novamente aproveitando espaços atrás da linha defensiva haitiana, Lucas Paquetá lançou o atacante, que superou o zagueiro Ricardo Adé na velocidade e concluiu na saída de Placide. Nada melhor do que balançar as redes no jogo número 500 da carreira.

A nota negativa do primeiro tempo foi a lesão de Raphinha. Aos 38 minutos, o atacante sentiu dores musculares e sentou inconsolável no gramado, recebendo apoio dos companheiros. Até mesmo Alisson saiu do gol brasileiro para consolar o companheiro de seleção, que deu lugar a Rayan.

Queda de ritmo

Na etapa final, o Brasil seguiu tendo espaços, mas pecando na conclusão das jogadas. O Haiti se lançou ao ataque e assustou aos 17 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Adé superou Marquinhos pelo alto. Alisson defendeu parcialmente a cabeçada e Danilo, em cima da linha, antecipou-se ao lateral Jean-Kevin Duverne para afastar o perigo.

Para refrescar o ataque brasileiro, Ancelotti trocou Lucas Paquetá e Matheus Cunha por Gabriel Martinelli e Endrick. Este último, muito pedido pela torcida, foi ovacionado ao entrar em campo, e foi o primeiro que quase marcou o quarto gol a Amarelinha. Aos 22 minutos, na sequência de uma troca rápida de passes pela esquerda na entrada da área, Gabriel Martinelli recebeu passe de calcanhar de Vinícius Júnior e acertou o travessão.

Aos 32, foi a vez de Endrick ficar no quase. Ele invadiu a área pela direita, recebeu de Rayan e chutou por entre as pernas de Placide. O atacante saiu comemorando, mas o gol foi anulado por impedimento.

Aproveitando a boa vantagem no marcador e o ritmo lento da etapa final, o técnico do Brasil efetuou as duas últimas trocas, tirando Bruno Guimarães e Vinícius Júnior para as entradas de Danilo Santos e Éderson. O último, nos acréscimos, poderia ter aumentado a fatura após cruzamento rasteiro de Gabriel Martinelli, mas o volante, na pequena área, teve a conclusão bloqueada por Delcroix.

Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Depois de oito jogos, o Brasil, enfim, voltou a encerrar um compromisso sem ser vazado.

Canadá e Bósnia ficam no empate na estreia na Copa: 1 a 1

Partida foi a primeira em solo canadense na história da competição

 EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group B - Canada v Bosnia and Herzegovina - Toronto Stadium, Toronto, Canada - June 12, 2026 Bosnia and Herzegovina's Ermedin Demirovic in action with Canada's Richie Laryea and Alistair Johnston IMAGN IMAGES via Reuters/John Sokolowski© Reuters/JOHN SOKOLOWSKI/Proibida reprodução

A cidade de Toronto, no Canadá, recebeu nesta sexta-feira (12) a segunda cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. Canadá e Bósnia e Herzegovina ficaram no empate por 1 a 1 no Estádio Toronto Field, com gols de Lukic para o país do leste europeu e Larin para os donos da casa. 

Essa foi a primeira partida em solo canadense em 96 anos de Copa, diferentemente de Estados Unidos e México, que já foram sede outras vezes. Ambas as equipes somam um ponto e largam na frente no grupo B, que ainda tem Catar e Suíça, que se enfrentam neste sábado.

Antes do jogo, que teve quase 44 mil pessoas presentes, alguns artistas do Canadá se apresentaram durante a cerimônia de abertura, como Alanis Morissette e Michael Bublé.

Quando a bola rolou, o Canadá buscou pressionar e teve a primeira grande chance com Jonathan David, que aproveitou sobra da defesa bósnia para finalizar de primeira, mas o goleiro Vasilij defendeu o chute.

Aos 20 minutos, quem abriu o placar foi a seleção da Bósnia. Após cobrança de escanteio pela direita, Kolasinac desviou de cabeça na primeira trave e Lukic, embaixo do gol, já com o goleiro Crépeau batido, cabeceou para as redes.

Empurrado pela torcida, o Canadá pressionou mas não encontrou o gol na primeira etapa.

O segundo tempo teve grande pressão canadense. Já nos primeiros minutos Oluwaseyi fez bela jogada individual pela ponta direita e cruzou de forma perigosa. Vasilij afastou.

Logo em seguida os dois atletas se envolveram numa disputa dentro da área e se chocaram, mas a arbitragem não considerou o lance faltoso.

Aos oito minutos, após bela triangulação pela esquerda, Laryea finalizou rasteiro, a bola passou por Vasilij, mas Kolasinac, praticamente em cima da linha, conseguiu desviar o chute. A bola ainda acertou o travessão antes de ser afastada.

No minuto seguinte, a seleção da Bósnia e Herzegovina desperdiçou uma chance de ouro. A zaga canadense acabou cortando um lançamento direto para os pés de Demirovic, que avançou e tentou driblar o goleiro Crépeau já dentro da área, mas o camisa 16 do Canadá conseguiu desviar a bola.

A pressão canadense se intensificou e o time não deixava o adversário respirar. Aos 20, Oluwaseyi cabeceou e Katic evitou o gol em cima da linha.

Treze minutos depois, a pressão deu fruto. Após jogada pela faixa central do ataque canadense, Promise David encontrou passe para Larin dentro da área. Ele ajeitou o corpo e chutou de perna direita. A bola desviou na zaga e entrou no canto esquerdo do gol bósnio.

Na reta final da partida, o Canadá continuou ocupando o campo ofensivo, gerando perigo, mas não conseguiu transformar o domínio em mais gols.

O empate representou o primeiro ponto somado pelos anfitriões em uma Copa do Mundo. Nas duas participações anteriores (1986 e 2022), os canadenses foram derrotados nas seis vezes que entraram em campo.

Na próxima rodada, os dois países atuam na quinta-feira, dia 18. A Bósnia e Herzegovina enfrenta a Suíça, em Los Angeles, enquanto o Canadá encara o Catar, em Vancouver.

Ancelotti investe em estreantes em penúltima convocação antes da Copa

Técnico priorizou jogadores que estão com 100% de capacidade física

Agência BrasilSoccer Football - Brazil coach Carlo Ancelotti Press Conference - CBF Headquarters, Rio de Janeiro, Brazil - March 16, 2026 Brazil coach Carlo Ancelotti during press conference REUTERS/Pilar OlivaresO técnico da Seleção Brasileira de Futebol Masculino Carlos Ancelotti – Foto: REUTERS/Pilar Olivares

A três meses do início da Copa do Mundo, o técnico Carlos Ancelotti anunciou seis novidades na penúltima convocação da seleção brasileira de futebol masculino, que enfrentará França e Croácia em amistosos fora de casa nos dias 26 e 31 de março, respectivamente. Entre os 26 jogadores elencados, oito ganharam a primeira oportunidade de vestir a Amarelinha sob comando do treinador italiano: os atacantes Endrick (Lyon/França), Rayan (Bournemouth/Inglaterra) e Igor Thiago (Brentford/Inglaterra); os defensores Léo Pereira (Flamengo), Bremmer (Juventus/Itália) e Ibañez (Al-Ahli/Arábia Saudita); e os meio-campistas Danilo (Botafogo) e Gabriel Sara (Galatasaray/Turquia).

“É uma lista criada com jogadores que estão 100% de condição física. Todos que estão jogando, já que temos lesões importantes, como Militão, Bruno Guimarães, Estevão, Rodrygo, que desejamos uma rápida recuperação. Mas é uma lista de quem esta bem fisicamente, porque vamos jogar dois jogos muito importantes, de intensidade, com um prazo muito curto, incluindo a viagem. Então preferi chamar quem está 100%. Levando em conta também a posição de alguns jogadores que não conheço, como Ibañez, Bremer, Rayan, Danilo, Gabriel Sara. É uma última oportunidade de conhecer eles e fazer uma lista final com a ideai mais clara possível”,  disse Ancelotti.

Durante a entrevista coletiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro, Ancelotti revelou o que considera importante observar em jogadores estreantes durante o período de treinos e jogos da Data Fifa.

“Quando chamamos jogadores novos não é porque queremos ver como se preocupa no campo, isso já sabemos. Queremos saber como ele se incorpora no nosso ambiente, seu caráter, em todos os jogadores novos é isso que vamos ver. Sabemos perfeitamente com está jogando, porque temos avaliações de cada jogador que está e não está na lista, de cada jogador que não está em nenhuma lista nesse ano. Em nível técnico [sabemos] tudo, em questão de caráter, quero saber mais”, ressaltou o treinador.

Ausência recorrente nas convocações de Ancelotti, Neymar ainda pode ser chamado para a seleção. O técnico italiano pôde assisti-lo na partida de domingo (15), entre Santos e Corinthians que terminou em 1 a 1, e foi enfático ao falar o que falta para o atacante voltar a vestir a Amarelinha. Ancelotti ressaltou que pode chamar novos atletas para a seleção até fechar a lista final de convocados para o Mundial, programada para 18 de maio.

“É uma avaliação física, não técnica. Neymar com bola está muito bem, tem que melhorar fisicamente. Porque para a comissão e para mim não está 100% de suas possibilidades. Ele tem que trabalhar para estar 100%. Essa é a minha opinião e de toda a comissão que vê o jogo dele e que vai ver os jogos dele nos próximos dias e meses”, pontuou.

A dois meses de divulgar a lista final para a Copa, Ancelotti revelou quais são as atuais carências do escrete carnarinho.

“Temos dúvidas para os zagueiros e no meio-campo. Algumas poucas dúvidas na frente. Depois, temos que dar conta das possíveis lesões que podem ocorrer durante dois meses de competição muito intensos na Europa, no Brasileirão… Temos que estar bem, focados na avaliação de todos os jogadores. Os que não estão hoje podem estar na convocação final, sem sombra de dúvidas. Hoje, por exemplo, não está o Paquetá, que voltou para cá, mas ele pode estar muito bem na convocação final e ter uma nova oportunidade. Quis ter a chance de ver dois meias novos que estão jogando muito bem no Botafogo e no Galatasaray.

Amistosos

Brasil x França – 26 de março (uma quinta-feira), às 17h (horário de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston (EUA);

Brasil x Croácia – 31 de março (uma terça), às 21h, no Camping World Stadium, em Orlando (EUA).

Convocados

GOLEIROS

Alisson – Liverpool (ING)

Bento – Al-Nassr (SAU)

Ederson – Fenerbahçe (TUR)

DEFENSORES

Alex Sandro – Flamengo

Bremer – Juventus (ITA)

Danilo – Flamengo

Douglas Santos – Zenit (RUS)

Gabriel Magalhães – Arsenal (ING)

Ibañez – Al-Ahli (SAU)

Léo Pereira – Flamengo

Marquinhos – PSG (FRA)

Wesley – Roma (ITA)

MEIO-CAMPISTAS

Andrey Santos – Chelsea (ING)

Casemiro – Manchester United (ING)

Danilo – Botafogo

Fabinho – Al-Ittihad (SAU)

Gabriel Sara – Galatasaray (TUR)

ATACANTES

Endrick – Lyon (FRA)

Gabriel Martinelli – Arsenal (FRA)

Igor Thiago – Brentford (ING)

João Pedro – Chelsea (ING)

Luiz Henrique – Zenit (RUS)

Matheus Cunha – Manchester United (ING)

Raphinha – Barcelona (ESP)

Rayan – Bournemouth (ING)

Vinicius Jr. – Real Madrid (ESP)