Categoria: Natureza

Previsões apontam inverno mais rigoroso e prolongado no sudoeste baiano

Previsões apontam inverno mais rigoroso e prolongado no sudoeste baiano

O climatologista do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Vitória da Conquista, Rosalve Lucas, informou que o inverno será mais rigoroso no sudoeste baiano neste ano de 2025. Ele explicou que massas de ar frio e seco vindas das regiões polares chegam ao sudoeste e, junto com a baixa umidade relativa do ar típica dos municípios da área, refletirão em um inverno mais intenso.

Durante a estação, também serão registradas várias frentes frias na região. Segundo o climatologista, as temperaturas vão cair bastante, com registro de grande amplitude térmica ao longo do dia. Nas madrugadas, em algumas cidades, os termômetros podem marcar até 5°C.

No inverno, Rosalve detalhou que há menos horas de luz e, por isso, as noites são mais longas. Apesar dos primeiros dias de inverno terem sido de calor na região, efeito da massa de ar quente estacionada no centro do país, ele apontou que a frente fria vai prevalecer nos próximos dias.

“O frio vai predominar”, assegurou. Além de mais rigoroso, neste ano, o inverno também será prolongado. Ao invés de chegar ao fim no dia 22 de setembro, as baixas temperaturas vão perdurar por mais cerca de três semanas.

A Vaqueta: árvore sentinela da Caatinga

Uma árvore de vaqueta sendo servida como mourão de cerca – Foto: Oclides/Jornal Folha de Condeúba

A Vaqueta é uma árvore nativa da Caatinga, muito encontrada nas capoeiras e nos carrascos do sertão baiano. Sua relação com o gado é ambígua: serve de alimento, mas também pode ser prejudicial. Quando atinge a fase adulta, a planta desenvolve um sumo tóxico, de propriedades venenosas, que pode envenenar e até matar o rebanho que dela se alimenta em excesso.

Além de seu papel na alimentação animal, a Vaqueta desempenha uma função quase simbólica no calendário sertanejo. É a primeira árvore a amarelar suas folhas e deixá-las cair já no início de abril, compondo uma paisagem melancólica que sinaliza para o sertanejo o começo da longa seca na Caatinga.

Por outro lado, é também a Vaqueta a primeira a anunciar o retorno das chuvas. Em agosto, com as chamadas “chuvas dos brotos”, ela é uma das primeiras espécies a rebrotar, vestindo-se de verde e colorindo novamente o sertão. Assim, torna-se um indicativo visual de que o período chuvoso se aproxima, enchendo de esperança os que dependem da generosidade da natureza.

A vaqueta também tem uma outra grande utilidade, depois de seca é muito usado pelos moradores da zona rural, como lenha para ser utilizada nos fogões a lenha ou fornos de de farinha, rapadura, alambique entre outros.

A vaqueta, também possui outras grandes utilidade, bastante apreciada pelos moradores principalmente da zona rural.

Quando ela está na linha de uma cerca, os proprietários fazem uso delas como poste ou mourão para esticar arame, depois de seca, sua madeira é amplamente utilizada como lenha, servindo como importante fonte de combustível nos fogões a lenha das residências, nos fornos de fabricação de farinha, para assar biscoitos e outros, na produção artesanal de rapadura e ainda nos alambiques de cachaça, entre outros usos tradicionais.

Dessa forma, além de seu papel ecológico no bioma da Caatinga, a vaqueta ainda contribui diretamente para o sustento e o cotidiano das famílias que vivem no campo.