Atriz teve uma carreira de mais de seis décadas no cinema, na televisão e no teatro e ficou marcada por papéis em clássicos de Hollywood
A atriz americana Eva Marie Saint morreu nesta terça-feira (6), aos 102 anos, em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Conhecida por trabalhos no cinema, na televisão e no teatro, ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “Sindicato de Ladrões”, de 1954.
A informação sobre a morte foi divulgada pela revista Variety. A causa não foi informada.
Eva Marie Saint começou a carreira no rádio e posteriormente ganhou destaque na televisão. Seu desempenho chamou a atenção do diretor Elia Kazan, que a convidou para atuar ao lado de Marlon Brando em “Sindicato de Ladrões”, seu primeiro trabalho no cinema.
A atuação no filme marcou sua estreia nas telonas e lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
PAPEL MARCANTE EM FILME DE HITCHCOCK
Anos depois, Eva Marie Saint assumiu um de seus personagens mais lembrados: Eve Kendall, em “Intriga Internacional”, clássico dirigido por Alfred Hitchcock e lançado em 1959.
Na produção, a atriz contracenou com Cary Grant e interpretou uma personagem envolvida em uma trama de espionagem que se tornou uma das obras mais conhecidas da carreira de Hitchcock.
Ao longo das décadas, Eva também participou de filmes como “Êxodo”, “All Fall Down” e “Loving”, além de trabalhos no teatro e em diversas produções televisivas.
Na televisão, um de seus destaques foi a minissérie “People Like Us”. A atuação lhe rendeu o Emmy em 1990, depois de receber outras indicações ao prêmio.
CARREIRA ATRAVESSOU GERAÇÕES
Mesmo com uma carreira consolidada desde os anos 1950, Eva Marie Saint continuou trabalhando nas décadas seguintes. Em 2006, interpretou Martha Kent em “Superman Returns”, produção estrelada por Brandon Routh.
Seu último trabalho no cinema foi em “Winter’s Tale”, lançado em 2014.
A atriz recebeu duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood, uma em homenagem à carreira no cinema e outra por sua trajetória na televisão.
Além da atuação, Eva Marie Saint também se envolveu com iniciativas comunitárias e ações filantrópicas ao longo da vida.
Com mais de seis décadas dedicadas às artes, a atriz deixa uma trajetória marcada por personagens que atravessaram diferentes gerações e por uma presença de destaque na história do cinema e da televisão americana.
A Bahia deu um verdadeiro show nas celebrações do centenário da passagem da Coluna Prestes por seus sertões. Neste mês de setembro de 2026, universidade, escolas, prefeituras, pesquisadores, artistas, estudantes, comunicadores e comunidades transformaram a memória histórica em uma experiência viva. Vitória da Conquista, Condeúba, Cordeiros, Mortugaba e Jacaraci receberam Luiz Carlos Prestes Filho e promoveram encontros que ultrapassaram o formato convencional das solenidades. Foram rodas de conversa, palestras, apresentações musicais, visitas a lugares de memória, feira de artesanato, encontros com estudantes e transmissões pelas redes sociais. Em vez de confinar a História aos livros, a Bahia a devolveu ao território e ao povo.
Em Vitória da Conquista, no dia 9 de setembro, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia abriu essa jornada regional com a roda de conversa “A Coluna Prestes nos Sertões Baianos”, realizada no Auditório 1 do Módulo Luizão. O encontro reuniu Luiz Carlos Prestes Filho, professores, pesquisadores, estudantes e representantes da comunidade, numa parceria que envolveu o Colegiado do Curso de História, o Departamento de História, o ProfHistória e o LEDISAR. A atividade, também transmitida e disponibilizada em vídeo, demonstrou o papel que uma universidade pública deve desempenhar: produzir conhecimento, dialogar com a sociedade e contribuir para que a memória regional seja reconhecida como parte da História do Brasil.
Em seguida, a memória caminhou novamente pelos sertões. Cordeiros recebeu Luiz Carlos Prestes Filho em uma programação promovida pela Coordenação Municipal de Cultura, marcada pelo encontro com a história local e pela aproximação entre memória e educação. Em Mortugaba, no dia 14, estudantes, professores, profissionais da educação, autoridades e moradores participaram de uma manhã de conversa e aprendizado sobre a passagem dos revoltosos pela região. As imagens divulgadas mostram algo muito significativo: jovens diante de um personagem que carrega não somente o nome de Prestes, mas também décadas de trabalho dedicado à preservação dessa história. Foi a História saindo das salas especializadas e chegando aos estudantes, às comunidades e às novas gerações.
Condeúba, entretanto, tornou-se o coração simbólico dessas celebrações. Entre os dias 10 e 12 de setembro, a cidade recebeu Luiz Carlos Prestes Filho e realizou palestras, encontros com estudantes, visitas a espaços históricos, feira da economia criativa, apresentações musicais e diálogos com artesãos e moradores. No antigo Paço Municipal, utilizado pelo Estado-Maior da Coluna como quartel-general em abril de 1926, continuam preservadas as inscrições atribuídas a Siqueira Campos. Foi nesse lugar carregado de memória que participei, ao lado de Luiz Carlos Prestes Filho, Joandina Maria de Carvalho, Elton Soares de Oliveira e do prefeito Micael Silveira, da mesa de encerramento sobre a Coluna Prestes em Condeúba e no Norte de Minas Gerais. A transmissão realizada por Gilmar Garcia e a cobertura do Jornal Folha de Condeúba permitiram que a celebração alcançasse um público muito maior.
Essa movimentação ultrapassou os espaços onde as atividades presenciais foram realizadas. Convites, vídeos, transmissões, reportagens e publicações circularam intensamente pelas redes sociais, portais de notícias e meios de comunicação do sudoeste baiano. A cobertura do Jornal Folha de Condeúba, as transmissões audiovisuais e as divulgações feitas por instituições, gestores culturais, educadores e participantes permitiram que o centenário alcançasse um público muito maior. Formou-se, assim, uma verdadeira rede territorial de memória, unindo municípios e comunidades que, durante muito tempo, conservaram separadamente lembranças de um mesmo acontecimento histórico.
Tudo isso começou a ganhar corpo com a audiência pública requerida pelo deputado estadual Leleco Pimentel (PT/MG) e realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, no dia 14 de abril de 2026. A partir daquele momento, integramos as celebrações realizadas no Alto Rio Pardo às iniciativas das colegas escritoras baianas Joandina Maria de Carvalho e Fátima Mariani. O encontro entre pesquisadores de Minas Gerais e da Bahia permitiu perceber que as fronteiras administrativas não poderiam continuar separando uma história que, em 1926, foi construída por caminhos contínuos. A Coluna passou por Condeúba antes de entrar no Alto Rio Pardo, entre 15 e 18 de abril daquele ano. Cem anos depois, refizemos o percurso em sentido inverso: levamos à Bahia o livro A Coluna Prestes nos Gerais de Minas, nossas pesquisas e as experiências das celebrações mineiras; e recebemos das colegas baianas documentos, narrativas, lugares de memória e a força mobilizadora de quem conhece e ama o próprio território.
A Bahia deu um show porque não realizou apenas homenagens protocolares. Fez pesquisa, educação, cultura, música, comunicação e participação popular. Mostrou que a História Pública acontece quando a universidade abre suas portas, a escola leva seus jovens, a imprensa registra, os artistas interpretam, o poder público apoia e a comunidade se reconhece como sujeito da própria trajetória. A maior homenagem à Coluna Prestes não é transformar seus integrantes em personagens imóveis do passado, mas compreender as perguntas que sua marcha ainda nos dirige: que Brasil construímos, quem participa das decisões nacionais e até quando permitiremos que o povo assista à própria História sem tomar parte nela? Em setembro de 2026, o sudoeste baiano respondeu de maneira exemplar: memória também é consciência, pertencimento e luta pelo direito de sermos senhores da nossa própria história.
Levon Nascimento é professor de História na rede estadual de ensino de Minas Gerais, em Taiobeiras; mestre em Estado, Governo e Políticas Públicas pela FLACSO e doutorando em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Centro Universitário Dom Helder. Pesquisar e autor de vários livros.
Membros da Comissão Organizadora pela vinda de Luiz Carlos Prestes Filho, a Condeúba
Condeúba encerrou com emoção, as comemorações do centenário da passagem da Coluna Prestes
Nesse sábado, dia 12 de setembro de 2026, foi concluída a visita oficial em Condeúba deste ilustre cidadão carioca, Luiz Carlos Prestes Filho, ele que é filho de Luiz Carlos Prestes, o grande líder da Coluna Prestes, que passou por Condeúba e região há exatamente 100 anos. Prestes Filho veio a Condeúba para participar das comemorações do centenário da passagem da Coluna Prestes por nossa cidade, acontecimento histórico que ocorreu nos dias 15, 16 e 17 de abril de 1926. Um século depois, aquelas páginas que pareciam adormecidas nos livros de História voltaram a ganhar vida, voz, música e emoção diante dos olhos dos condeubenses. Foi uma visita marcada pela história, pela cultura e, sobretudo, pelo contato humano. Com uma agenda bastante apertada, Luiz Carlos Prestes Filho realizou várias palestras e encontros durante sua permanência no município. E por onde passou, levou consigo não apenas a palavra, mas também o seu violão e sua música.
Ele tocou, cantou, encantou e comunicou de maneira formidável Dono de muitos talentos, Prestes Filho tem uma característica que chamou especialmente a atenção de todos: suas palestras não se limitam à narrativa histórica tradicional. Ao falar sobre determinado episódio da Coluna Prestes, ele frequentemente recorre à música para ajudar a transportar o público para aquele momento histórico. É como se, através das canções, os acontecimentos de um século atrás voltassem a caminhar pelas ruas, estradas e paisagens do sertão baiano. Luiz Carlos Prestes Filho é autor de diversas canções relacionadas à história da Coluna Prestes e utiliza a música como instrumento de memória. Sua maneira de contar a História transforma a palestra em uma verdadeira viagem ao passado. E foi justamente essa capacidade de unir História, música e comunicação que tornou sua passagem por Condeúba tão especial.
UM HOMEM SIMPLES, EDUCADO E DE COMUNICAÇÃO ÍMPAR Além do conhecimento histórico, outra característica de Luiz Carlos Prestes Filho conquistou aqueles que tiveram oportunidade de conhecê-lo de perto: sua simplicidade. Mesmo carregando consigo um sobrenome de enorme peso na História política e social brasileira, Luiz se apresentou como uma pessoa extremamente simples, educada, atenciosa e acessível. Atendeu a todos com a maior calma do mundo, conversando, ouvindo, orientando e trocando ideias. Por onde passou, deixou a impressão de um homem de comunicação ímpar, capaz de conversar com diferentes públicos e encontrar pontos de interesse em cada segmento. Com os artesãos, falou sobre artesanato. Com professores e historiadores, dialogou sobre História. Com músicos, tratou de música. Com trabalhadores e representantes de diferentes atividades, sempre encontrou uma ideia, uma sugestão ou uma palavra de incentivo capaz de contribuir para o desenvolvimento de suas iniciativas. Essa disposição para ouvir e conversar fez com que sua presença ultrapassasse os limites de uma simples visita comemorativa. Luiz Carlos Prestes Filho não veio apenas falar sobre o passado. Veio também dialogar com o presente.
A FEIRA DE ARTESANATO E O ENCONTRO COM OS ARTESÃOS Na manhã deste sábado, a programação teve como destaque uma feira de artesanato montada especialmente para participar das comemorações do centenário da Coluna Prestes. Luiz Carlos Prestes Filho esteve presente e ficou bastante empolgado com a qualidade e a diversidade dos produtos confeccionados pelos artesãos de Condeúba. O encontro proporcionou uma aproximação muito bonita. Luiz conversou com os artesãos, conheceu seus trabalhos, demonstrou interesse pelas peças produzidas e realizou diversos contatos.
Houve troca de experiências, contatos e ideias Mais uma vez, ficou evidente uma das marcas de sua passagem por Condeúba: a capacidade de transformar um encontro histórico em oportunidade de aproximação entre pessoas, culturas e atividades.
UMA NOITE PARA ENTRAR NA HISTÓRIA À noite, aconteceu o grande encerramento da programação e a despedida de Luiz Carlos Prestes Filho, em um encontro realizado no Salão da Coluna Prestes. O momento reuniu pessoas que, ao longo dos últimos dias, acompanharam de perto a programação do centenário e também aqueles que fizeram questão de participar daquele instante histórico. Compuseram a mesa dos trabalhos o professor Levon Nascimento, historiador; o historiador Elton Soares; a professora de História Joandina Carvalho; e o prefeito de Condeúba, Micael Silveira. Cada um, à sua maneira, destacou a importância daquele momento e falou com entusiasmo sobre o significado de celebrar, um século depois, a passagem da Coluna Prestes pelo território condeubense. O prefeito Micael Silveira fez a abertura dos trabalhos, dando as boas-vindas a Luiz Carlos Prestes Filho e destacando a importância de sua presença em Condeúba. Ao final, desejou ao ilustre visitante um breve regresso ao município. E talvez tenha sido justamente essa a sensação deixada naquela noite: a certeza de que a visita terminou, mas ficou o desejo de que Luiz Carlos Prestes Filho volte em breve a Condeúba.
UMA HISTÓRIA DE 100 ANOS VOLTOU A SER CONTADA A passagem da Coluna Prestes por Condeúba, em abril de 1926, não é apenas uma lembrança distante. Há 100 anos, homens integrantes daquele movimento atravessaram caminhos do sertão, deixando marcas na memória das comunidades por onde passaram. A marcha da Coluna Prestes percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil e tornou-se um dos episódios mais conhecidos da História brasileira do século XX. Agora, um século depois, Condeúba teve a oportunidade de receber justamente o filho de Luiz Carlos Prestes, uma das figuras centrais daquela extraordinária caminhada histórica.
Foi um encontro entre gerações De um lado, a memória de 1926. Do outro, Condeúba de 2026. E no meio dessas duas pontas da História, Luiz Carlos Prestes Filho, carregando consigo não apenas o sobrenome do pai, mas também a missão de manter viva a memória de uma das maiores marchas políticas e sociais já realizadas no Brasil.
O ENCERRAMENTO COM O PUNHO ERGUIDO Luiz Carlos Prestes Filho fez o encerramento das falas da noite, agradeceu ao Prefeito Micael Silveira pela acolhida e apoio. Sua participação deixou no ambiente um verdadeiro clima de “quero mais”. O público presente e aqueles que acompanhavam pelas redes sociais pareciam não querer que aquele momento terminasse. Depois de toda a conversa, das histórias, das lembranças e das músicas, Luiz Carlos Prestes Filho protagonizou uma cena que certamente ficará registrada na memória de quem esteve presente. Ergueu o punho fechado para o alto e proclamou um viva à Coluna Prestes. A plateia respondeu em coro. Foi um daqueles momentos em que a História deixa de ser apenas palavra escrita e passa a ser sentimento. Um século depois da passagem da Coluna Prestes por Condeúba, o punho que simbolizou resistência, luta e memória voltou a ser erguido em nossa cidade. E dessa vez, diante de uma plateia que, emocionada, respondeu ao gesto.
CAUÊ PROCÓPIO FECHA A NOITE COM MÚSICA Na sequência, o cantor condeubense Cauê Procópio, radicado em São Paulo, assumiu o espaço musical e fez um encerramento brilhante. Com seu talento e sua voz, Cauê interpretou músicas que agradaram em cheio à plateia presente, proporcionando um momento de confraternização e emoção depois de uma noite dedicada à História. Cauê fechou cantando uma música de sua autoria, feita especialmente falando da Coluna Prestes. A música, mais uma vez, mostrou sua força como instrumento de memória e celebração.
AUTÓGRAFOS E A ÚLTIMA LEMBRANÇA Para fechar a programação, foi realizado o momento de autógrafos dos livros que estavam sobre a mesa e que foram adquiridos por aqueles que desejavam levar para casa uma lembrança especial daquela passagem histórica. Mais do que um livro autografado, cada exemplar passa a representar uma recordação de um momento que dificilmente será repetido: o centenário da passagem da Coluna Prestes por Condeúba e a presença, em nossa terra, do filho de Luiz Carlos Prestes. Assim, terminou oficialmente a visita de Luiz Carlos Prestes Filho a Condeúba. Mas, na verdade, a história apenas começou a ser recontada com mais força. Durante três dias, em abril de 1926, a Coluna Prestes passou por Condeúba. Cem anos depois, durante três dias de setembro de 2026, a memória daquela passagem voltou a ocupar o centro das atenções.
E talvez essa seja a maior herança deixada por esta celebração: Condeúba não apenas comemorou 100 anos da passagem da Coluna Prestes. Condeúba reencontrou a sua própria História. Que as futuras gerações possam conhecer, estudar e preservar essa memória, para que daqui a outros 100 anos ainda se possa dizer: Em abril de 1926, a Coluna Prestes passou por Condeúba. E, em setembro de 2026, Condeúba parou para lembrar e celebrar.
Roda de conversa no Salão da Coluna Prestes com Luiz Carlos Prestes Filho e a professora Joandina Carvalho
Nesta sexta-feira, dia 11 de setembro de 2026, Condeúba viveu o segundo dia da presença de Luiz Carlos Prestes Filho no município, dentro da programação que marca os 100 anos da passagem da Coluna Prestes por esta terra. Foi mais um dia movimentado, marcado por música, cultura, conhecimento, memória e, sobretudo, pela oportunidade de aproximar as novas gerações de um dos capítulos mais importantes da história brasileira e condeubense. A programação começou pela manhã, às 9 horas, no Teatro do Colégio Estadual, onde a história ganhou voz, música e participação estudantil. A abertura ficou por conta do artista Edinho Lima, que, acompanhado de seus alunos de música e de estudantes da Escola Alcides Cordeiro, executou os hinos Nacional e de Condeúba, dando um caráter especialmente solene ao início das atividades. Em seguida, veio uma apresentação que emocionou o público: a professora Margarida, juntamente com alunos da Escola Tranquilino Torres, proporcionou um verdadeiro espetáculo de canto e participação estudantil. Crianças e jovens deram vida ao ambiente, demonstrando que a memória histórica não deve permanecer apenas nos livros, mas precisa ser transmitida, vivenciada e compreendida pelas novas gerações. Na sequência, foram realizadas palestras sobre a Coluna Prestes, conduzidas por professores e estudiosos, aprofundando o conhecimento sobre aquele movimento que percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil durante a década de 1920. E o momento de maior expectativa veio com a participação de Luiz Carlos Prestes Filho, filho do lendário comandante da Coluna Prestes, Luiz Carlos Prestes. Prestes Filho realizou uma verdadeira aula de história, falando sobre a trajetória da Coluna, seus personagens, suas lutas, seus ideais e a dimensão histórica daquele movimento que marcou profundamente a história política brasileira. Sua participação teve ainda uma característica especial: a música se entrelaçou à história. Durante a palestra, Luiz Carlos Prestes Filho tocou e cantou músicas de sua própria autoria, cujas composições estão diretamente relacionadas à trajetória e à memória da Coluna Prestes. Assim, entre palavras, acordes e relatos históricos, o público teve a oportunidade de conhecer uma dimensão mais humana e cultural de Luiz Carlos Prestes, não apenas como comandante e personagem histórico, mas também como homem ligado à música e à poesia.
Uma tarde de memória e diálogo Às 14 horas, a programação prosseguiu no Salão Carlos Prestes, com uma importante roda de conversa, reunindo Luiz Carlos Prestes Filho e a professora Joandina Maria de Carvalho. O encontro contou com a participação de muitos interessados, que compareceram para ouvir, perguntar, trocar informações e, principalmente, compreender melhor a importância da passagem da Coluna Prestes por Condeúba. Foi um momento de diálogo aberto, no qual a história deixou de ser apenas narrativa distante e passou a ser objeto de reflexão coletiva. Há 100 anos, os homens da Coluna Prestes passaram por Condeúba. Um século depois, a cidade abre novamente suas portas para falar daqueles acontecimentos. É justamente essa distância de cem anos que dá à programação um significado ainda maior: o passado volta ao presente para ser conhecido, debatido e preservado.
A noite foi de música, poesia e cultura E o dia ainda reservava uma grande programação cultural. Às 20 horas, novamente no Teatro do Colégio Estadual, o público pôde acompanhar um excelente show com o artista Cauê Procópio, condeubense que há alguns anos está radicado em São Paulo e que retornou à sua terra natal para participar desse momento histórico. A noite contou também com a participação do poeta Santana e, mais uma vez, de Luiz Carlos Prestes Filho, que contribuiu musicalmente para a programação. Os estudantes do Colégio Estadual também tiveram participação especial, apresentando recitais de poesias, demonstrando que a celebração do centenário da Coluna Prestes ultrapassa a dimensão puramente histórica: ela se transforma em uma grande manifestação de cultura, educação, arte e identidade.
Um século depois, a história continua viva O segundo dia das comemorações mostrou que lembrar a passagem da Coluna Prestes por Condeúba, ocorrida há exatos 100 anos, é muito mais do que recordar uma data. É reabrir as páginas da história para que novas gerações possam conhecê-las. É ouvir aqueles que estudaram o episódio, ouvir quem carrega em seu próprio nome e em sua própria história a herança de um dos maiores personagens da Coluna, e permitir que professores, estudantes, artistas, poetas e a comunidade condeubense participem dessa construção coletiva da memória. Condeúba, que recebeu a Coluna Prestes em 1926, recebe agora, em 2026, o filho de seu comandante maior. Um século separa esses dois momentos. Mas a história, quando é preservada, não envelhece: permanece viva na memória de um povo.
Recepção do prefeito Devani de Cordeiros para Luiz Carlos Prestes Filho, juntamente com seus acompanhantes
Chegou nesta quinta-feira, dia 10 de setembro de 2026, em Condeúba, Luiz Carlos Prestes Filho, o herdeiro histórico de seu pai, Luiz Carlos Prestes, comandante maior da Coluna Prestes, que passou por Condeúba há exatos 100 anos. Sua presença no município representa um daqueles momentos raros em que o passado e o presente se encontram diante dos olhos da história. Um século depois de os integrantes da Coluna Prestes atravessarem estas terras — conhecidos popularmente em nossa região como “os revoltosos” —, os mesmos caminhos voltaram a ser percorridos, desta vez pelo filho de um dos personagens mais emblemáticos daquele movimento que marcou profundamente a história política e social do Brasil. Luiz Carlos Prestes Filho foi recebido em Condeúba pelo padre Mateus, na Casa Paroquial, onde ficou hospedado. A acolhida deu início a uma jornada carregada de simbolismo: refazer, 100 anos depois, parte do percurso realizado pela Coluna Prestes, transformando antigas estradas e caminhos em verdadeiras páginas vivas da história. A visita seguiu para Cordeiros, justamente pelo caminho que, há um século, foi utilizado pelos homens da Coluna. A passagem de Prestes Filho por esse trajeto ganhou, portanto, um significado especial. Não se tratava apenas de uma viagem entre dois municípios, mas de uma espécie de reencontro com uma memória que permaneceu durante gerações na lembrança dos moradores do Sudoeste da Bahia. Em Cordeiros, Luiz Carlos Prestes Filho foi recebido pelo prefeito Devanir e sua equipe de trabalho, em um ambiente de grande entusiasmo, música, festa e alegria. A recepção demonstrou a importância que a comunidade atribui ao resgate dessa página centenária de sua história. Após a acolhida, houve um almoço e, posteriormente, a comitiva realizou uma visita aos casarões históricos de Cordeiros, construções que ajudam a preservar a memória arquitetônica e social de uma época em que a região ainda vivia uma realidade muito diferente da atual. O roteiro terminou com uma roda de conversa, acompanhada de muita música e da apresentação do tradicional grupo “Estrela Guia”, proporcionando um encontro singular entre memória, cultura popular e história.
UM SÉCULO ENTRE DUAS GERAÇÕES A presença de Luiz Carlos Prestes Filho ganha uma dimensão ainda maior quando se considera que, exatamente há 100 anos, seu pai, Luiz Carlos Prestes, estava à frente da Coluna Prestes, movimento que percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil entre 1925 e 1927, levando consigo ideias, conflitos e questionamentos que fizeram daquele período um dos capítulos mais marcantes da história republicana brasileira. Em Condeúba, a passagem da Coluna ficou registrada na memória coletiva, principalmente através das histórias transmitidas de geração em geração sobre os chamados “revoltosos”. Para muitos moradores antigos, aqueles acontecimentos não pertencem apenas aos livros: fazem parte da memória oral das famílias, dos caminhos rurais, das antigas fazendas e das narrativas que atravessaram décadas. E é justamente por isso que a chegada do filho de Luiz Carlos Prestes, um século depois, adquire uma força histórica extraordinária.
O filho voltou a percorrer os caminhos que um dia foram percorridos pelo pai. As mesmas terras, os mesmos horizontes e, em muitos trechos, os mesmos caminhos que testemunharam a passagem dos integrantes da Coluna Prestes voltaram a receber um descendente direto daquele personagem histórico.
CONDEÚBA E CORDEIROS: TERRITÓRIOS DE MEMÓRIA O episódio também reforça a necessidade de preservar e estudar a história regional. A passagem da Coluna Prestes por Condeúba e Cordeiros não deve ser vista apenas como uma lembrança distante, mas como parte da própria formação histórica do Sudoeste da Bahia. Ao longo de um século, muita coisa mudou. Estradas foram abertas, cidades cresceram, gerações se sucederam e novas histórias foram escritas. Mas determinados acontecimentos permanecem como marcas profundas na identidade de um povo. A visita de Luiz Carlos Prestes Filho, portanto, representa muito mais do que uma agenda cultural. É um reencontro de gerações com a memória de um Brasil que passou por profundas transformações políticas e sociais. Acompanhando Prestes Filho em Cordeiros estiveram a professora Joandina, historiadora; o historiador Ian, de Cordeiros; Paula Ferreira, de Vitória da Conquista; Cauê Procópio, artista de projeção internacional e condeubense; e o jornalista Oclides da Silveira. Foi assim que, nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, exatamente um século depois de a Coluna Prestes deixar suas marcas por estas terras, a história voltou a caminhar pelos antigos caminhos do Sudoeste baiano. E talvez esse seja o maior significado desse momento: 100 anos depois, Condeúba e Cordeiros não apenas lembram a passagem da Coluna Prestes — elas voltam a caminhar sobre a própria história.
Morador do bairro Santo Antônio, em Guanambi, Jovino Caires chama a atenção da comunidade não apenas pela longevidade, mas também pela lucidez impressionante. Aos 113 anos, ele mantém a memória afiada para recordar momentos marcantes de sua trajetória e compartilhar histórias que se confundem com o próprio desenvolvimento da região.
De acordo com Jorge Jornais, apesar de se declarar com 113 anos, a carteira de identidade do idoso registra 101 anos. A diferença de 12 anos entre a idade real e a oficial é explicada pelo atraso na documentação civil: Jovino só foi registrado em 7 de junho de 1925, quando já tinha 12 anos de idade, uma prática comum nas zonas rurais do interior baiano no início do século passado.
Natural da Fazenda Jurema, no município de Caculé, Jovino mudou-se para Guanambi na década de 1950. Ao longo das décadas, atuou em diversas frentes de trabalho manual, como sapateiro, horticultor e artesão de couro e cerâmica. O empenho no trabalho ajudou a sustentar sua vasta família: ele é pai de 14 filhos e possui uma descendência que já soma quase 100 netos e bisnetos.
A trajetória de Jovino representa o retrato vivo de uma geração moldada pela simplicidade, pelo trabalho duro no sertão e pelos fortes laços familiares. Mesmo ultrapassando a marca de um século de vida, ele segue como uma fonte valiosa de memória e inspiração, testemunhando as profundas transformações sociais e urbanas vividas no interior do estado.
A canção “Recuar Jamais”, composta por Luiz Carlos Prestes Filho, nasceu para resgatar e eternizar em música o momento decisivo em que os revolucionários recusaram o desânimo e a rendição para se transformar em um dos maiores episódios de resistência da história brasileira.
A composição encontra sua razão de ser nos seguintes pontos históricos e simbólicos.
Após meses de combates pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, acontece a junção das forças revolucionárias gaúcha e paulista no Paraná. Mas o momento é de profunda incerteza.
Diante do cerco das forças governistas, a ideia dominante entre os líderes paulistas era o exílio na Argentina. A canção traduz esse momento crítico em que o movimento esteve à beira da dissolução.
A canção homenageia a estratégia militar adotada por Luiz Carlos Prestes. Em vez de recuar para o estrangeiro, Prestes propôs manter a tropa em constante deslocamento pelo interior do país, evitando combates decisivos contra forças superiores e mantendo a chama revolucionária acesa.
O brado “Recuar Jamais!” tornou-se a máxima moral do movimento. A canção celebra a transformação de Prestes em uma figura lendária no imaginário popular, simbolizando a coragem, a disciplina e a recusa absoluta em abandonar os ideais de transformação social. É aclamado como o CAVALEIRO DA ESPERANÇA.
Ao compor a obra, Luiz Carlos Prestes Filho (especialista na preservação do acervo e da memória de seu pai) busca transmitir às novas gerações não apenas o fato histórico da marcha de mais de 24 mil quilômetros, mas a força poética e o espírito inabalável dos soldados que decidiram “incendiar o Brasil” com a esperança de reformas políticas e sociais.
Se estivesse entre nós, Parmenio Ferreira da Silva completaria hoje 100 anos de idade. Um século de uma história que o tempo não conseguiu apagar, porque foi construída sobre os alicerces do amor, da dignidade, dos princípios e do respeito ao próximo. Casado com Anísia Rosa de Souza Ferreira, Parmenio foi pai de Jorge Ferreira (in memoriam), Carlos Ferreira, Lúcia Ferreira, Ricardo Ferreira (in memoriam) e Paula Ferreira. Homem de família, de palavra e de princípios, deixou em seus filhos e em todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo um legado que permanece vivo. Parmenio Ferreira da Silva também escreveu seu nome na história política de Condeúba, exercendo o cargo de prefeito municipal entre 1951 a 1954, período em que dedicou parte de sua vida ao serviço público e à sua terra. O tempo passou. Sua ausência física tornou-se presença constante em cada fase da vida daqueles que o amaram. Aquilo que plantou, porém, nunca morreu. Permaneceu nas ações, nos valores, nos ensinamentos, na amizade, na devoção e, sobretudo, no exemplo de homem que foi. Olhar para sua trajetória é compreender o verdadeiro significado da palavra dignidade. Parmenio soube viver com intensidade, honrou seus princípios, cultivou amizades, espalhou amor e alegria e deixou marcas profundas em todos nós. E, quando chegou a hora de partir, partiu com a grandeza de quem havia cumprido uma missão bonita: a missão de viver com honra e deixar um legado capaz de sobreviver ao próprio tempo. Hoje, aos 100 anos que seriam celebrados, a Folha de Condeúba presta esta homenagem a um homem cuja história continua sendo contada não apenas pelos registros do passado, mas principalmente pelo coração daqueles que tiveram o privilégio de tê-lo em suas vidas. Feliz aniversário na eternidade, Parmenio Ferreira da Silva, meu grande amor. Que sua memória continue sendo altar sagrado, fonte de inspiração e exemplo de dignidade para as gerações que vierem depois de nós.
Sr. Jesuíno Rodrigues de Oliveira, faleceu aos 100 anos de idade
É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento do Sr. Jesuíno Rodrigues de Oliveira aos 100 anos de idade, ocorrido na madrugada desta sexta-feira dia 1° de maio de 2026 às 0h30min. Sr. Jesuíno deixou viúva a Sra. Manuela e 4 filhos: Custódio, Cecília, Jorge e Aparecida além de 10 netos e 6 bisnetos.
O corpo está sendo velado na sua residência na Fazenda Quilombo de Ananias, o sepultamento será hoje sexta-feira a tarde dia 1° de maio, às 16h no Cemitério Municipal da Baixa do Higino.A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.
NOTA:- Faleceu o senhor Jesuino Rodrigues de Oliveira, aos 100 anos de idade, completando um século de vida marcado por experiências, ensinamentos e exemplos que certamente permanecerão na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.
Homem de trajetória admirável, o senhor Jesuino deixa como legado não apenas a longevidade, mas, sobretudo, uma forma digna e inspiradora de viver. Seus conselhos, sua sabedoria e sua maneira simples e correta de conduzir a vida seguirão como referência para familiares, amigos e toda a comunidade. Que possamos ter a sensibilidade e a coragem de trilhar os caminhos que ele percorreu com tanta firmeza e humildade, valorizando os ensinamentos que deixou entre nós. Rogamos a Deus que o receba em sua infinita misericórdia e lhe conceda o descanso eterno ao seu lado. Descanse em paz, senhor Jesuino Rodrigues de Oliveira.
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família do Sr. Jesuíno, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dele, descanse em paz, nas graças de Deus Sr. Jesuíno.
Antigo Prédio da Intendência, foi ocupado pelos membros da Coluna Prestes nos dias 15, 16 e 17 de abril de 1926, hoje está completando cem anos da chegada dos revoltosos em Condeúba.
Depois de terem atravessado a Chapada Diamantina, inclusive passado por Rio de Contas e Vila Velha do Livramento, chegaram à região sudoeste da Bahia, incluindo, entre os diversos lugares, Vila Nova do Brumado, Lagoa Real, Vila do Caculé, povoado do Rio do Antônio, e finalmente Condeúba, exatamente em 15 de abril de 1926. Em seu livro, Lourenço Moreira Lima manifesta o seu encantamento com a cidade. Segundo ele, Condeúba foi a melhor cidade que visitaram no sertão baiano. Por que? Nesse ano do centenário, estamos realizando atividades e buscando apoio para que seja possível um investimento em memória e história, a partir de reflexões sobre a passagem da Coluna Prestes.