Categoria: Estelionato

Homem preso após se passar por juiz já disputou Prefeitura no interior de São Paulo

Foto: Divulgação

Estudante de Direito preso após se apresentar como juiz já havia disputado cargos eletivos e era procurado pela Justiça por estelionato.

Selmo dos Santos Pereira, estudante de Direito preso após se apresentar como juiz durante uma abordagem policial, já teve trajetória na política. Em 2012, ele foi candidato a prefeito de Juquitiba, no interior de São Paulo, pelo antigo Partido Republicano Progressista (PRP). Na eleição, recebeu pouco mais de 40 votos.

Naquele ano, Pereira declarou à Justiça Eleitoral possuir mais de R$ 2 milhões em bens. Dois anos antes, em 2010, ele também havia tentado concorrer ao cargo de deputado federal pelo Democratas, mas teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão ocorreu enquanto Pereira estava preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo, por um processo relacionado ao crime de estelionato. Na ocasião, ele havia declarado ao TSE patrimônio superior a R$ 92 milhões.

A nova prisão ocorreu na segunda-feira (31/8), depois que policiais militares abordaram Pereira ao perceberem uma Land Rover Evoque preta deixando um estacionamento em velocidade considerada incompatível com a via.

Durante a abordagem, o homem afirmou ser juiz de Direito em Santo André. Os policiais solicitaram sua identificação funcional, mas ele disse não estar com o documento e, posteriormente, apresentou uma identidade com dados de um magistrado.

A situação chamou a atenção dos agentes porque o veículo estava registrado em nome diferente daquele apresentado no documento. Enquanto os policiais realizavam consultas, uma pessoa que passava pelo local reconheceu Pereira por outro nome e afirmou que ele seria estudante do segundo ano de uma faculdade de Direito.Falso juiz preso já tentou ser candidato a deputado federal, mas não pode porque estava preso naquele ano

Foto: Reprodução

Questionado novamente, o suspeito mudou a versão e disse ser aluno de doutorado, mas continuou afirmando que exercia a função de juiz. As verificações nos sistemas policiais também apontaram diferenças nas características físicas. O verdadeiro titular do documento tinha cerca de 1,70 metro, enquanto Pereira teria aproximadamente dois metros de altura.

Diante das inconsistências, os policiais levaram o homem ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde ele passou por perícia datiloscópica, realizada por meio das impressões digitais. O exame confirmou sua verdadeira identidade.

Falso juiz é preso no ABC
Foto: Reprodução

Segundo as informações do caso, Pereira responde a 78 processos e 34 inquéritos, sendo 22 relacionados a acusações de estelionato. Ele também era procurado pela Justiça por esse mesmo crime.

André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

Ministro foi escolhido em sorteio eletrônico
Agência Brasil

29/05/2023 - Brasília - Sessão extraordinária do STF. 20/10/2022 Ministro André Mendonça participa da sessão extraordinária do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro André Mendonça – Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quinta-feira (12) novo relator do inquérito que trata das fraudes do Banco Master na Corte.

A escolha do ministro foi feita de forma eletrônica após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso, depois de a Polícia Federal (PF) ter informado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão.

A menção está em segredo de Justiça.

A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, que também é relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mais cedo, Toffoli, que estava à frente do caso Master desde novembro do ano passado, pediu para deixar a relatoria após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para dar ciência aos demais membros da Corte do relatório da PF.

Saída de Toffoli

Em nota oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.

“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.

 A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli. 

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”.

Reunião

Durante reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram ciência do relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro.

Os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso. Contudo, diante da pressão pública para deixar o caso, o ministro aceitou deixar o comando do processo.

Desde o mês passado, Toffoli é criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.

Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa, confirmando que é um dos sócios do resort e disse que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.

Vitória da Conquista: Operação Amparo combate estelionato contra idosos

Operação Amparo combate estelionato contra idosos em Vitória da Conquista
Foto – Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia realizou um mandado de busca e apreensão, na última sexta-feira (16), na residência de uma mulher de 48 anos, no bairro da Jurema, em Vitória da Conquista, suspeita de cometer fraudes eletrônicas contra idosos no município. 

De acordo com as investigações, a mulher trabalhava em um estabelecimento de serviços de cópias e impressão de faturas, localizado no centro da cidade. Quando as vítimas procuravam o local para imprimir boletos e contas, ela cadastrava, sem consentimento, os dados pessoais dos idosos em aplicativos de compras vinculados à sua conta pessoal, além de realizar transferências bancárias.

Uma das vítimas teve prejuízo de R$ 400 em compras indevidas. Outra sofreu um desvio de aproximadamente R$ 5 mil, por meio de transferências via PIX realizadas pela investigada, além de compras efetuadas ilegalmente em seu cartão de crédito. Durante a ação, foram apreendidos um aparelho celular e documentos que irão subsidiar as investigações.

A ação foi realizada por equipes da 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista, com apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sudoeste). Diligências e oitivas seguem em curso para judicializar o caso.