Dia: 6 de Novembro, 2026

IBGE inicia inscrições para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola; região terá 43 vagas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inicia nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, as inscrições para a seleção de recenseadores que atuarão no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

A remuneração mensal poderá chegar a aproximadamente R$ 3 mil, conforme a produtividade. Para a região, estão previstas *43 vagas*, distribuídas da seguinte forma:

– Condeúba: 11 vagas;
– Cordeiros: 6 vagas;
– Piripá: 5 vagas;
– Tremedal: 15 vagas;
– Belo Campo: 6 vagas.

Os candidatos precisam ter, no mínimo, *ensino médio completo. As inscrições começam hoje, 6 de novembro, e seguem até o dia **25 de novembro de 2026*.

Os interessados devem consultar o edital e obter mais informações no site da Fundação Cesgranrio: *www.cesgranrio.org.br*.

Desentendimento na entrega de filhas termina em apreensão no Aeroporto Velho em Guanambi

Desentendimento na entrega de filhas termina em apreensão no Aeroporto Velho em Guanambi
Foto: WhatsApp

Uma ocorrência de desentendimento familiar e suposto descumprimento de medida protetiva mobilizou uma guarnição do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) na noite dessa quarta-feira (4), por volta das 20h20, no bairro Aeroporto Velho, em Guanambi. A equipe foi acionada por meio do Centro Integrado de Comunicações (Cicom) para averiguar a situação.

De acordo com informações do 17º BPM repassadas, no local apontado pelo chamado, os policiais militares encontraram e recolheram um facão que estava abandonado no chão, ao lado do veículo de uma mulher de 33 anos. Um homem, também de 33 anos, que estava acompanhado de sua atual esposa, relatou aos agentes que sua ex-companheira havia feito ameaças verbais durante o momento da entrega das filhas do casal.

Com os ânimos exaltados entre os envolvidos e sem viabilidade de apaziguamento imediato no endereço, a guarnição interveio para resguardar a segurança dos presentes.

Diante dos fatos, todas as partes envolvidas e a arma branca apreendida foram encaminhadas à sede da Delegacia Territorial de Guanambi, onde a autoridade policial competente deu andamento aos procedimentos legais cabíveis.

PRF apreende ônibus com placas clonadas e numeração de chassi cortada na BR-242, em Seabra

PRF apreende ônibus com placas clonadas e numeração de chassi cortada na BR-242, em Seabra
Foto – Divulgação / PRF-BA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, no fim da manhã desta quarta-feira (4), um ônibus de transporte de passageiros que circulava com placas clonadas e adulterações nos elementos identificadores. A ação ocorreu por volta das 11h45, no km 409 da BR-242, no município de Seabra (BA).

Durante a realização de rondas no trecho, a equipe policial abordou o veículo de passageiros. Ao realizarem a fiscalização, os agentes identificaram indícios de adulteração nas placas de identificação veicular, não sendo possível efetivar a leitura do QR Code.

Diante da irregularidade, os policiais efetuaram a vistoria nos demais elementos identificadores originais remanescentes. Na inspeção, a equipe constatou que a numeração do chassi havia sido cortada e que o ônibus ostentava placas pertencentes a um veículo propriedade de outra empresa de transportes.

Diante da constatação do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, o motorista foi encaminhado, acompanhado do ônibus e da documentação apreendida, à Delegacia de Polícia Civil em Seabra (BA) para a adoção dos procedimentos legais.

Derrota de Trump coloca em xeque relação histórica dos EUA com Israel

Vice-presidente cita relações com Tel Aviv como motivo da derrota
Agência BrasilU.S. Vice President JD Vance delivers remarks at the Wilshire Federal Building in Los Angeles, California, U.S., June 20, 2025. Reuters/Daniel Cole/Proibida reproduçãoReuters/Daniel Cole

A derrota histórica dos republicanos na eleição de meio de mandato do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, colocou em xeque a sólida relação entre o país norte-americano e Israel, que vem sendo alvo de críticas internas nos últimos anos.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a relação do país com Israel foi um dos quatro principais motivos apontados por consultor de confiança que fizeram o partido Republicano perder as maiorias na Câmara e no Senado para os Democratas.  

No dia da eleição, o presidente Trump anunciou, para surpresa dos aliados em Israel, o fim da ajuda militar ao país estimada em US$ 3,8 bilhões, ao ano, prevista anteriormente para continuar até 2028.

O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender o repasse é resultado de uma mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv.

São Paulo (SP), 26/06/2025 - O professor de relações internacionais Bruno Huberman é entrevistado por Leandro Demori no programa Dando a Real com Demori na TV Brasil. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender repasse é resultado de mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv – Rovena Rosa/Agência Brasil

“Essa ajuda militar foi muito criticada. Os EUA fornecem ajudar militar para Israel desde o governo de John Kennedy (1961-1963). No primeiro governo Trump (2016-2020), essa ajuda se expandiu de forma muito agressiva”, contou o coordenador do Observatório de Conflitos do Oriente Médio.

A organização não governamental Conselho de Relações Exteriores, sediada nos EUA, afirma que Israel é “há muito tempo, o principal beneficiário da ajuda externa dos EUA, incluindo assistência militar”.

A instituição calcula que, desde a fundação de Israel, em 1947, o país recebeu dos EUA mais de US$ 300 bilhões até 2025. Desse total, US$ 224 bilhões são de assistência militar, mais que o dobro que o segundo colocado, Afeganistão, com US$ 113 bilhões.

O pesquisador do Grupo de Estudos de Conflitos Internacionais (GECI) da PUC-SP Bruno Huberman destacou que presidente democrata Joe Biden (2020-2024) manteve o nível de ajuda no contexto da guerra na Faixa de Gaza, classificada por especialistas como um genocídio. Esse apoio motivou uma onda de manifestações contrárias em universidades dos EUA em 2024.

“É uma ajuda sem qualquer contrapartida de Israel. O fato de Israel usar esses recursos para comprar armas fabricadas pelas corporações americanas foi muito criticado pela esquerda do Partido Democrata durante a eleição, embora, no poder, os democratas não fizeram nada muito diferente”, destacou Huberman.

Israel em pauta

As eleições nos EUA foram marcadas pela vitória do primeiro mulçumano para o Senado dos EUA, Abdul El-Sayed, pelo estado de Michigan, que fez campanha criticando os gastos do país com ajuda militar a Israel.

“Tentam rotular você como alguém cheio de ódio se você acredita que crianças palestinas deveriam poder crescer na terra de seus antepassados sem serem assassinadas com o dinheiro dos nossos impostos”, afirmou o senador eleito.

O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine, especialista em conflitos no Oriente Médio, avalia que o anúncio de Trump de suspender a ajuda militar à Israel foi uma tentativa de impedir a vitória de El-Sayed para o Senado pelo Michigan.

“A relação dos EUA com Israel traz hoje para o público americano um desconforto. Historicamente, o imaginário do mundo americano sempre foi muito favorável a essa relação. Isso começou a se desgastar com o genocídio em Gaza. Essa mudança começa em Gaza”, explicou.

Custo político

O diretor-executivo da Brazil Office Alliance, organização que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos EUA, Paulo Abraão argumentou à Agência Brasil que a Casa Branca reconheceu o custo político da aliança com Israel.

“Eu não diria que isso significa necessariamente o enfraquecimento da aliança estratégica entre os dois países, mas sim uma mudança relevante nas condições políticas de sua sustentação”, comentou.

Belo Horizonte (MG), 27/03/2026 - Danny Zahreddine, diretor do Instituto de Ciências Sociais da PUC Minas. Foto: Agência Pública/Divulgação
Danny Zahreddine aponta que o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA – Agência Pública/Divulgação
Para o analista, o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA, de democratas e republicanos, e passou a produzir divisões eleitorais, geracionais e ideológicas.

“Acho que o mais interessante é que a eleição demonstrou que a política externa americana no Oriente Médio também pode ser cobrada nas urnas”, concluiu.

Ainda durante a eleição dessa terça, a cidade de Providence, em Rhode Island, aprovou, com cerca de 75% dos votos, uma medida que força a cidade a acabar com os investimentos em “países estrangeiros que conduzem limpeza étnica, apartheid, ocupação militar ilegal ou genocídio”.

Apesar de não citar Israel, a iniciativa foi apresentada pela Coalizão Providence Pela Palestina, contando com apoio do prefeito democrata local, David Morales.

Israel

Em resposta ao comentário do vice-presidente DJ Vance, dos EUA, o presidente de Israel, Isaac Herzog, reconheceu que existe um sentimento anti-Israel nos EUA. 

“Esses são sentimentos que estão no ar em nosso grande amigo e aliado”, acrescentando que Israel sempre “se esforçou ao máximo para ser bipartidário”, buscando apoio tanto dos democratas, quanto dos republicanos, informou o jornal The Times of Israel. 

O representante do país do Oriente Médio na ONU, Danny Danon, rejeitou a análise de Vance que responsabilizou as relações com Israel pela derrota nas eleições de meio de mandato. 

“É muito fácil culpar Israel por tudo, mas não é esse o caso”, disse, acrescentando que é preciso “prestar atenção” às vozes críticas à Israel dentro dos EUA. O comentário do diplomata foi em entrevista a emissora i24News.

Lula quer “economia arrumada” para atrair investimentos

Presidente defende parcerias para explorar minerais estratégicos
Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 22/06/2026 -O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da cerimônia de anúncios de ampliação dos investimentos no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB), além de parceria entre BNDES e Petrobras para pesquisa sobre minerais críticos e estratégicos, no Teatro BNDES, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilO presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (5), que o Brasil precisa ter uma “economia arrumada” para atrair novos investimentos. Durante a reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o presidente reeleito no dia 25 de outubro reforçou que o Brasil precisa ter responsabilidade jurídica e fiscal.

Lula discorreu sobre como manter a economia previsível para os mercados, para que outros países se sintam seguros de investir no Brasil. 

“Para a gente atrair [investidores], temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, disse.

O presidente afirmou que não deseja que o Estado “seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização”, referindo-se às terras raras e minerais críticos.

“Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza. Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade”, disse.

Ao mesmo tempo que fez um aceno ao mercado financeiro, indicando uma política econômica austera e com equilíbrio nas contas públicas, também fez uma reverência aos mais de 64 milhões de eleitores que garantiram seu quarto mandato, lembrando da mobilização da população nas urnas e nas ruas para reelegê-lo.

“Quem ganhou essa eleição não foi um partido nem um candidato. Quem ganhou essa eleição foi o povo brasileiro que acordou para não permitir que o país caísse num abismo de incerteza”, disse o presidente, lembrando dos jovens que foram às ruas para uma série de atos de apoio à sua reeleição e do esforço dos idosos para votar, mesmo doentes ou com dificuldade de locomoção.

“Precisamos provar ao voto do dia 25 de outubro que valeu a pena o povo brasileiro fazer o que fez nas ruas, nas redes, e os nossos velhinhos que fizeram o sacrifício que fizeram para votar num projeto que pode dar dignidade de decência a esse país chamado Brasil”.