Categoria: Vacina

Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco

Imunizantes aplicados na gravidez são eficazes e seguros

Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A gestante Raissa Raiana de Oliveira fala sobre vacinação durante a gravidez. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilNataly Saldanha – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Moradora da capital fluminense, Nataly Saldanha conquistou o título de gestante nota 10 na unidade de saúde onde faz seu pré-natal, no centro do Rio de Janeiro. Às 39 semanas de gestação, ela aguarda a chegada de Noely nos próximos dias e se orgulha de ter comparecido a todas as consultas e exames, de seguir à risca as orientações dos profissionais de saúde e de exibir a carteira de vacinação completa.

“Eu sempre tive o hábito de me vacinar, quando comecei o pré-natal já coloquei minha carteirinha em dia. Caso tenha alguma doença circulando, eu estou imune. E também me preocupo bastante com a minha bebê. Quero garantir que ela fique 100% saudável”, explica.

Rio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A grávida Nataly Saldanha e a médica da família, Catarina Jatobá durante atendimento na Clínica da Família, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A grávida Nataly Saldanha e a médica da família Catarina Jatobá durante atendimento na Clínica da Família, na região central do Rio – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Esse também é o pensamento da analista de marketing Raissa Silva de Oliveira, que está com 34 semanas de gestação, à espera de Rafael.

“Eu sempre tomei tudo quanto é vacina, porque eu acredito na ciência. Desde o início do pré-natal, meu médico perguntou como estavam minhas vacinas, pediu para ver minha carteirinha e me orientou sobre as próximas que eu tinha que tomar”, conta.

Rio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A gestante Raissa Raiana de Oliveira fala sobre vacinação durante a gravidez. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A gestante Raissa de Oliveira mantém a vacinação em dia durante a gravidez – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Infelizmente, nem todas as grávidas chegam ao parto protegidas como Nataly e Raissa. Os índices oficiais do Ministério da Saúde, para todo o Brasil, revelam uma discrepância de cobertura entre os imunizantes e alguns números preocupantes (veja no quadro abaixo).

Em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra a influenza (considerando dados das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste). Os dados preliminares deste ano mostram uma situação um pouco melhor no caso da vacina contra influenza, com cobertura de 76%, mas a vacinação contra a covid-19 continua no patamar de 55%. A meta para ambos os imunizantes é de 90% do público-alvo.

29/09/2026 - Coberturas Vacinais variam de acordo com o imunizante. Foto: Arte/EBC
Coberturas vacinais no Brasil variam de acordo com o imunizante – Foto: Arte/EBC
Os resultados da hesitação em se vacinar têm sido trágicos, em muitos casos. Dados levantados pelo Ministério da Saúde, a pedido da Agência Brasil, apontam que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após a infecção por algum subtipo do vírus Influenza, de 2023 até o início de agosto de 2026. Dessas, 25 morreram, sendo sete este ano.

Ao longo do mesmo período, a covid-19 provocou pelo menos 205 casos graves, com 21 mortes. Mas, durante os três principais anos da pandemia – 2020, 2021 e 2022 –, foram registrados 3.547 casos de SRAG comprovadamente causados pelo vírus em gestantes ou puérperas. Quase um quarto dessas mulheres morreu, totalizando 811 óbitos.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, dois fatores são centrais para entender esses índices: a acomodação, no caso da influenza, e a desinformação, quando se trata da covid-19.

“Em relação à gripe, as pessoas ainda pensam ‘será que essa vacina é tão importante assim?’. Há uma desvalorização da doença. Já sobre a covid-19 prevaleceu esse mito de que é uma vacina experimental, feita às pressas, o que é mentira. É uma tecnologia antiga, e conseguiu-se adaptá-la mais rápido para a covid-19 porque teve colaboração do mundo inteiro e muito investimento”, aponta.

Vacinas também ajudam a conter surgimento de bactérias resistentes. Flávia Bravo é diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações. Foto: Divulgação/SBIm
Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo – Foto: Divulgação/SBIm
A vacinação foi determinante para a diminuição dessas taxas até os patamares atuais. Cientistas brasileiros compararam os registros de SRAG em gestantes e puérperas antes e após o início da vacinação nesse público e constataram que a taxa de casos mensais caiu para um terço do que era. A mortalidade passou a ser quase cinco vezes menor.

Ainda assim, a covid-19 e a influenza, juntas, respondem por quase 30% dos casos de SRAG em gestantes e puérperas registrados este ano no Brasil. Quando são analisadas as mortes, essa parcela sobe para mais de 50%.

Os vírus respiratórios são os principais causadores da síndrome, mas nem sempre é possível identificar qual tipo levou ao quadro, o que significa que essas proporções podem ser ainda maiores. “As gestantes são um dos maiores grupos de risco para essas duas doenças, tanto que essas duas vacinas são administradas em qualquer época da gestação”, enfatiza Flávia Bravo, diretora da SBIm.

Calendário das gestantes

O Ministério da Saúde oferece no Sistema Único de Saúde (SUS) mais quatro vacinas para gestantes, além de influenza e covid-19: hepatite B, dT, dTpa e VSR (veja no quadro abaixo). Além disso, a vacina de febre amarela pode ser indicada excepcionalmente às grávidas que vivem em áreas com circulação comprovada da doença, em situação de surto, emergência ou alto risco, ou que vão viajar para esses locais.

29/09/2026 - Vacina que devem ser tomadas na Gestação. Foto: Arte/EBC
Vacinas que devem ser tomadas na gestação – Foto: Arte/EBC
A ginecologista Giuliane Lajos orienta que todas essas vacinas devem constar no checklist básico das gestantes, em vez de serem encaradas como uma opção ou cuidado extra. “Eu até faço uma piada: ‘menos chá revelação e mais vacinação’. Porque, menina ou menino, o que você quer na verdade é um bebê saudável e estar saudável para cuidar dele.”

A especialista da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) explica que as gestantes precisam ter cuidado redobrado com infecções diversas, porque são naturalmente mais vulneráveis ao contágio e podem adoecer com mais gravidade.

“Quando você engravida, metade do bebê vem da sua genética e outra metade vem do parceiro. Para aceitar esse ‘implante’ dentro do útero, ocorrem várias alterações no sistema imunológico da mulher. Além disso, com a gravidez mais avançada, o espaço pulmonar diminui e algumas funções do corpo pioram.” 

Por isso, é tão importante garantir todas as proteções vacinais disponíveis. “Se estiver vacinada, às vezes a mulher pode até ter uma infecção, mas não vai ser com gravidade”, acrescenta Giuliane.

29/09/2026 - Giuliane Lajos. Ginecologista e membro da Febrasgo. Giuliane Lajos/ Arquivo pessoal
Ginecologista Giuliane Lajos, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) – Foto: Giuliane Lajos/Arquivo pessoal
A ginecologista alerta que, sem proteção, a gestante tem mais chance de sofrer uma série de complicações, e até vir a óbito. “Só a internação na UTI já aumenta muito umas substâncias chamadas prostaglandinas, que podem causar danos na placenta, afetando o desenvolvimento do bebê, e aumentar o risco de prematuridade.”

Uma análise feita com dados de mais de 1,2 milhão de gestantes em todo o mundo mostrou que mulheres vacinadas contra a covid-19, por exemplo, apresentaram menor risco de partos prematuros, morte fetal e anomalias congênitas no feto.

Benefícios para os bebês

Além disso, ao se vacinar, a gestante também está protegendo o bebê após o parto. O esquema de imunização contra a influenza e a covid-19 só começa aos 6 meses de idade, logo, o recém-nascido depende dos anticorpos transmitidos pela mãe pela placenta para combater essas doenças.

“Ensaios clínicos já publicados mostram que a vacinação contra a gripe, por exemplo, chega a diminuir em torno de 70% a ocorrência da doenças nos primeiros meses do bebê. Covid é a mesma uma coisa. Tem ensaios mostrando que a quantidade de anticorpos no cordão umbilical é maior do que no sangue da mãe. Ou seja, além de ter um transporte ativo, o bebê chega a nascer com mais anticorpos”, explica Flávia Bravo.

A falta de imunização de bebês também é uma preocupação. O Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe do Ministério da Saúde registrou apenas este ano, até o dia 19 de setembro, quase 4 mil casos de SRAG em crianças menores de 2 anos causados por influenza, com 55 mortes.

Já os casos graves comprovadamente causados por covid-19 nessa faixa etária somam 808, com 18 mortes. Desde 2023, ano em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o fim da pandemia, pelo menos 9.725 crianças com menos de 2 anos adoeceram gravemente por covid-19, das quais 223 morreram.

As vacinas de RNA mensageiro aplicadas atualmente nas gestantes e crianças do Brasil já demonstraram eficácia de quase 100% contra mortes por covid-19. A vacinação contra a gripe reduz o risco de morte em até 75%.

De acordo com Giuliane Lajos e Flávia Bravo, a vacinação das gestantes, combinada com a imunização das próprias crianças a partir dos 6 meses, é imprescindível para a redução desses números. Um exemplo do potencial da vacinação com altas cobertura é a curva de casos de vírus sincicial respiratório.

Iniciada no ano passado, a vacinação já alcançou 1,7 milhão de gestantes, uma cobertura estimada em 86% do público-alvo. Combinada com a aplicação de anticorpo monoclonal em bebês prematuros ou com comorbidades, já está dando resultado.

No primeiro semestre de 2026, foram registrados 6.674 casos graves em bebês com até 6 meses de idade, menos da metade das 14.061 infecções ocorridas no mesmo período do ano passado.

Coqueluche

A história da vacinação no Brasil tem outros exemplos do poder dessa imunização secundária. A aplicação da vacina dT em mulheres e gestantes desde a década de 1960 ajudou o Brasil a erradicar o tétano neonatal, quando a doença é adquirida pelo bebê no parto ocasionando um quadro grave e potencialmente fatal. A difteria também já foi praticamente eliminada do país, com menos de 40 infecções confirmadas nos últimos dez anos.

Mas, diante dos surtos de coqueluche em recém-nascidos, a partir de 2014, o SUS também passou a oferecer a dTpa para as grávidas, adicionando a proteção contra a bactéria Bordetella pertussis, que causa tosse, febre e pode evoluir para dificuldade respiratória.

O calendário vacinal dos bebês prevê a vacinação contra a coqueluche, mas a primeira dose é aplicada aos 2 meses, e o esquema só se completa aos 6 meses de idade. Isso significa que os recém-nascidos dependem da imunização materna para não adquirir a doença, ou não adoecer com gravidade caso sejam infectados.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal da dTpa em grávidas subiu de 34% em 2016 para 94% em 2025. Os dados preliminares deste ano apontam alcance de 88%. Além disso, desde 2023, a vacinação dos bebês tem se mantido próxima de 90%.

Em consequência, os casos de coqueluche no Brasil vêm diminuindo, mas ainda são expressivos e reforçam a importância de se proteger especialmente os bebês. Em 2024, foram 7.747 infecções confirmadas, caindo para 2.744 em 2025 e 401 até de 10 de setembro deste ano.

Cerca de 20% dos infectados nesse período tinham menos de 1 ano, mas essa porcentagem sobe para mais de 90% quando são analisadas as mortes pela doença. Dos 11 óbitos registrados em 2026, nove foram de bebês com menos de 1 ano, sendo oito com menos de 6 meses de idade.

Profissionais de saúde

As duas especialistas entrevistadas pela Agência Brasil também ressaltam que todas as vacinas aplicadas durante a gravidez foram devidamente testadas e não representam risco para a gestante ou o bebê. “A vacina de covid-19, que tem maior resistência, se tornou o imunizante mais estudado do mundo. E não tem nenhum risco comprovado de malformação fetal, autismo, morte, nada”, reforça a ginecologista Giuliane Lajos.

Diretora da SBIm, Flavia Bravo cobra dos profissionais de saúde que sejam mais enfáticos em desfazer essas mentiras e orientar corretamente os pacientes.

“Imunização, na verdade, não é um tema muito íntimo da maioria dos médicos. Grande parte deles acaba bebendo das mesmas fontes que a população em geral e não faz o que deveria fazer, que é procurar as fontes de informação verdadeiras, olhar ensaios clínicos, dados de vigilância.”

A médica de saúde da família Catarina Jatobá de Souza, que atende Nataly Saldanha na Clínica da Família Ricardo Lucarelli, no centro do Rio de Janeiro, explica que o cartão de vacinação é conferido logo na primeira consulta e, sempre que é preciso tomar uma dose, a gestante já é encaminhada para a sala de vacina ao lado.

Rio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A grávida Nataly Saldanha durante atendimento na Clínica da Família, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A médica da família Catarina Jatobá atende Nataly Saldanha na Clínica da Família, na região central do Rio de Janeiro –  Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
“Isso é muito oportuno porque a gestante já aproveita o dia da consulta para fazer as duas coisas, e a gente sabe que, se essa vacinação for marcada para outro dia, pode haver uma perda. Por isso, a gente também tenta marcar as consultas no dia em que a gestante tem que se vacinar”, explica.

Outros profissionais também se engajam para preencher a carteirinha das gestantes. “A visita domiciliar do agente comunitário é feita mensalmente durante a gravidez e eles também reforçam para as pacientes levarem a carteira de vacinação para a consulta, e informam para a gente se alguma gestante está com atraso”, conta a médica.

Raissa Silva de Oliveira, que também faz pré-natal na rede pública, mas em outra unidade, quase levou um puxão de orelha da sua agente de saúde. “Me ligaram do posto para lembrar da vacinação contra o VSR, porque eu não tinha ido lá tomar, mas eu tomei no supercentro de vacinação do shopping.  A moça não aceitou só eu dizer e pediu para eu mandar uma foto da carteirinha para ela conferir.”

Até os momentos de convivência, como as reuniões dos grupos de gestantes e de pais, ou de desconcentração, como o dia de pintura da barriga, viram espaço para a conscientização. “A gente aproveita para falar sobre a importância das vacinas com toda a família”, acrescenta Catarina Jatobá.

A médica argumenta que esses espaços são importantes também para que as gestantes conversem com outras mulheres que já tomaram as vacinas e continuam bem. “Eu sempre falo que nunca vi nenhum caso grave causado pela vacina, ao contrário das doenças. Mas assim elas comprovam por conta própria que não têm risco”, defende.

A gestante nota 10 Nataly Saldanha é um exemplo de como essa conduta faz diferença. “Quando eu tive a minha primeira filha, não tive acesso a nada disso. É muito bom poder conversar com as outras mães. Hoje tem muita coisa nova, incluindo novas vacinas, como a da covid e da bronquiolite. Eu estou redescobrindo tudo de novo.”

Ministério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampo

Campanha Nacional de Multivacinação segue até terça-feira

Agência BrasilSão Paulo (SP), 18/08/2026 - Posto de vacinação contra o Sarampo na Estação Metrô Tucuruvi em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia BrasilPaulo Pinto/Agencia Brasil

Diante da ocorrência de casos de sarampo em São Paulo ao longo dos últimos meses, o Ministério da Saúde reforçou o chamamento para que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada.

A Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima terça-feira (1º) e tem como objetivo verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos e aplicar as doses necessárias, incluindo a tríplice viral, que protege contra o sarampo.

O Brasil confirmou 27 casos da doença ao longo de 2026. Desses, 24 estão relacionados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo, sendo 21 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. 

Ainda de acordo com o ministério, dos outros três casos, dois foram registrados em São Paulo e um no Rio de Janeiro, mas sem relação entre si, e já são considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.

Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação, todos, segundo a pasta, controlados por meio das ações de vigilância e vacinação.

“Com isso, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas”, reforçou o ministério em comunicado.

Esquema vacinal

Altamente contagioso, o sarampo pode ser prevenido por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola.

Para crianças, o esquema de rotina prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas de até 29 anos de idade que não tenham sido vacinadas ou que não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose contra o sarampo.

Em situações onde há circulação do vírus, as estratégias de vacinação podem ser ampliadas de acordo com a avaliação epidemiológica.

Em São Paulo, por exemplo, diante da cadeia de transmissão identificada, o ministério recomendou ampliar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, e crianças de 6 a 11 meses devem receber com a chamada dose zero.  

“A dose zero é uma estratégia adicional de proteção para crianças menores de 1 ano em cenários de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e 15 meses”, reforçou a pasta.

DIA D DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA!

Cuidar da saúde do seu pet também é cuidar de toda a família! 🐾❤️

No próximo sábado, 29 de agosto, cães e gatos a partir de 3 meses de vida poderão receber a vacina antirrábica.

📍 Locais:
* PSF Divino
* PSF Centro
* PSF Bom Jesus

🕗 Horário: das 8h às 12h

⚠️ Os animais primovacinados que precisam receber a segunda dose também devem ser vacinados.

📒 Não esqueça de levar o cartão de vacina do seu animal!

Participe e faça a sua parte na proteção dos nossos pets e da nossa comunidade. 🐾💙

Vacina experimental contra câncer apresenta resultado positivo pela 1ª vez

Vacina experimental contra câncer apresenta resultado positivo pela 1ª vez
Foto: Freepik

Cientistas anunciaram, na quarta-feira (19), que obtiveram resultados positivos no processo de desenvolvimento de uma vacina responsável por combater o câncer. As empresas MSD e Moderna realizaram estudos de fase 3, ou seja, uma pesquisa clínica em larga escala. Ela foi responsável por avaliar uma terapia personalizada com uso de mRNA (RNA mensageiro) contra o melanoma, um tipo de câncer de pele.

Segundo anunciaram as empresas, o recurso é combinado com a imunoterapia Keytruda, medicamento que bloqueia os sinais usados pelas células cancerígenas para enganar o sistema imune, e trouxe resultados expressivos.

O risco de retorno da doença após a cura, assim como possibilidades de metástase para pacientes ainda em tratamento, foram reduzidos em relação ao uso isolado do medicamento Keytruda, de acordo com as empresas.

O resultado obtido é considerado expressivo em decorrência do ineditismo. Este é o primeiro ensaio clínico de fase 3 de caráter oncológico a obter sucesso através do uso do RNA mensageiro. O tratamento experimental é feito de forma individual, a partir das características dos respectivos tumores de cada paciente. As mutações de cada um deles são analisadas, e, por meio do mRNA, a tecnologia ajuda a treinar os sistemas imunológicos para reconhecer e combater as célulcas cancerígenas.

O total de 1.137 mil pacientes de alto risco participaram do processo. Todos tinham melanoma em estágios diferentes (IIB e IV) e já haviam passado por intervenções cirúrgicas para a retirada completa dos tumores.

Estes foram divididos, de forma aleatória, entre os que haviam recebido Keytruda associado à terapia personalizada, e os que receberam apenas o medicamento. O tratamento durou um ano. Foram aplicadas até nove doses da vacina. Já na análise preliminar, a combinação teve sucesso ao não presenciar o retorno do câncer. O estudo ainda acompanhará os pacientes para avaliar outros fatores.

Paulistanos enfrentam filas para tomar vacina contra sarampo

Dos 62 postos de aplicação, 57 tinham longas filas

Agência Brasil Fila nos postos para vacinação. Foto: Bruno Bocchini/Agência BrasilBruno Bocchini/Agência Brasil

Os paulistanos que buscaram se imunizar contra o sarampo neste sábado (8), na capital paulista, encontraram filas grandes nos postos de vacinação. Segundo o portal De Olho Na Fila, da prefeitura de São Paulo, dos 62 locais de aplicação da vacina abertos, 57 estavam com fila grande por volta das 13h.

Nesse mesmo horário, dois postos – a AMA UBS Pari (na zona Leste) e a AMA UBS Massagista Mário Américo (na Casa Verde) – estavam com filas médias; e a AMA UBS Jardim São Jorge Paulo Eduardo Elias (na Raposo Tavares) tinha fila pequena. Já os dois postos em que o portal apontava “sem fila” – AMA UBS Fazenda do Carmo (na Cidade Tiradentes) e AMA UBS Vila Medeiros (na Vila Medeiros) – tinham as condições desatualizadas, com dados apenas do início da manhã.

Na AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, na região entre os bairros do Tatuapé e a Mooca, na zona leste, a fila começava do lado de fora do posto. A espera, por volta do meio-dia, era de mais de uma hora para conseguir tomar o imunizante.

Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, estava há cerca de meia hora na fila com as filhas gêmeas, de 12 anos, e o marido, de 47. Eles procuraram o imunizante após receberem informações sobre a necessidade da vacinação por meio das redes sociais e do colégio das meninas.   

“A escola pediu o reforço na vacinação, já que eles não podem obrigar os estudantes a se vacinar. Então, como nós todos estamos na faixa etária elegível para tomar a vacina, viemos. Nós já sabíamos que este posto de vacinação estaria aberto”, disse Ana Beatriz.   

Neste sábado, um número reduzido de postos de vacinação funciona no município de São Paulo. Dos 512 postos listados no portal De Olho Na Fila, apenas 62 estavam abertos hoje (8). O funcionamento de todos ocorre somente de segunda a sexta-feira. 

Hoje, a zona leste era a que tinha maior quantidade de locais de vacinação abertos: 24; a zona sul, 17; a zona Norte, 16; a zona Oeste, 5; e o centro, nenhum.

João Silva, de 21 anos, era o último da fila na AMA UBS Integrada Água Rasa. Ele disse que não teve dificuldade de localizar um posto aberto para tomar o imunizante. “Fiquei sabendo pela internet que havia um surto de sarampo chegando em São Paulo. Então procurei um posto para me vacinar antes que a doença avance”, disse. 

Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, apenas nessa sexta-feira (7) foram aplicadas 84.632 doses da vacina contra o sarampo e 24.952 doses de outros imunizantes. O total de 109.584 doses representa o maior número registrado em um único dia desde o início da mobilização, em 3 de agosto.

Casos

O estado de São Paulo tem 23 casos de sarampo confirmados, segundo a Secretaria da Saúde. Os dados indicam que 16 desses pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto. 

Do total de casos confirmados no estado, dois são importados e os demais estão relacionados a esses dois casos. Os registros estão distribuídos: dois em São Bernardo, um em Guarulhos e 20 casos na capital.

A Secretaria estadual convoca moradores da capital paulista, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo – com idade a partir de 6 meses até 59 anos – para tomar a vacina contra a doença, independentemente do histórico vacinal, desde que não apresentem contraindicações.

A população dos municípios indicados deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A vacinação indiscriminada foi adotada nesses locais por conta do risco de disseminação da doença, segundo orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.

Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar as ações de vacinação, verificando a situação vacinal da população, fazendo busca ativa e atualizando as doses em atraso conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.

SP: alta de casos de sarampo aumenta preocupação dos serviços de saúde

Mobilização especial começa na segunda-feira, dia 3

Agência Brasil Ministério da Saúde realiza Dia D da segunda fase da Campanha de Vacinação contra o Sarampo será neste sábado (30).Marcelo Camargo/Agência Brasil

O aumento dos casos de sarampo no estado de São Paulo – 15 já foram confirmados este ano – levou a recomendação por uma busca vacinal daqueles que não receberam imunização e por uma dose de reforço em crianças já vacinadas.

As cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, todas na região metropolitana, já estavam em atenção no começo da semana, quando o Ministério da Saúde recomendou a extensão da imunização para o público entre 6 e 59 anos, dentro da campanha de multivacinação que inicia na próxima segunda-feira, 03, e vai até o dia 1º de setembro. O governo estadual confirmou que esse grupo receberá imunização.

Em São Paulo a campanha ocorre em todos os 645 municípios. Além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, podem ser atualizadas outras imunizações, dentro do calendário normal.

Além da vacina tríplice estão disponíveis imunizantes para: BCG; hepatite B; pentavalente; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; varicela; DTP; hepatite A; e HPV.

Segundo a secretaria estadual de Saúde, dados preliminares de 2026 indicam cobertura de 77,5% para a primeira dose e de 65,5% para a segunda dose da tríplice viral no estado. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde é 95% para cada uma das doses.

“A atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão”, afirmou em nota Tatiana Lang, da secretaria estadual de Saúde.

Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose (D2). Nos municípios contemplados pela recomendação, Guarulhos registrou coberturas de 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo atingiu 90,84% (D1) e 83,62% (D2), e o município de São Paulo apresentou 90,79% (D1) e 83,63% (D2).

Para evitar o cenário de 2017, Bahia lança campanha de vacinação para cães e gatos

Para evitar o cenário de 2017, Bahia lança campanha de vacinação para cães e gatos

A Bahia deu início, nesta segunda-feira (20), à Campanha de Vacinação Antirrábica para Cães e Gatos de 2026. A mobilização estadual segue até o dia 31 de agosto, com o chamado “Dia D” programado para o próximo sábado, 25 de julho. O principal objetivo da ação é evitar a transmissão da raiva humana por meio de animais domésticos e eliminar a circulação das variantes caninas do vírus no estado.

Para esta edição, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) projeta imunizar cerca de 3,4 milhões de animais. A meta detalhada prevê a vacinação de 2,5 milhões de cães e 861.500 gatos. A dose é totalmente gratuita e voltada para pets a partir de três meses de idade que estejam saudáveis. A definição dos locais e horários de atendimento fica sob a responsabilidade das Secretarias Municipais de Saúde de cada cidade.

A urgência da campanha ganha força com os dados epidemiológicos recentes. Até o dia 17 de julho deste ano, o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) já diagnosticou 61 casos de raiva animal em território baiano. O balanço aponta infecções em 21 morcegos (com apenas um da espécie hematófaga), 13 bovinos, 12 raposas e 11 equinos. Entre os animais domésticos de companhia, foram registrados três casos em cães e um em gato.

A Sesab reforça a importância de os tutores não deixarem a proteção para a última hora, mantendo a carteira de vacinação dos animais em dia. A imunização de cães e gatos funciona como uma barreira essencial de saúde pública para proteger a população. Vale destacar que o último caso de raiva humana registrado na Bahia ocorreu há nove anos, em 2017, no município de Paramirim.

Vacinação de gestantes no SUS reduz à metade bronquiolite grave em bebês de até seis meses

Agência Brasil
Vacinação de gestantes no SUS reduz à metade bronquiolite grave em bebês de até seis meses

A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) , principal causador de bronquiolite em crianças, reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de 6 meses.

Disponível na rede pública desde dezembro, a vacina protege o bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior.

Os dados, apresentados nesta terça-feira (14) durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS, reforçam a importância da adesão de todas as gestantes à vacinação. Até agora, mais de 1,2 milhão de doses foram aplicadas no país.

No primeiro semestre de 2026, os casos graves em bebês menores de 6 meses caíram de 14.061 para 6.674, na comparação com o mesmo período de 2025. Nas demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, indicando um impacto mais expressivo justamente entre os bebês protegidos pela vacinação materna.

Além disso, um estudo em andamento estima que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses. A análise também mostra que, em 2026, os bebês nessa faixa etária responderam por cerca de 35% das hospitalizações entre crianças de até 4 anos durante o período de maior circulação do VSR, percentual inferior ao observado antes da introdução da vacina.

Estudo em andamento estima também que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses

A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação, protegendo-o nos primeiros meses de vida, quando o risco de hospitalização por VSR é mais elevado.

Governo do Brasil alerta que vacinação contra gripe deve ser intensificada antes do inverno

Governo do Brasil alerta que vacinação contra gripe deve ser intensificada antes do inverno

A circulação da influenza começou mais cedo neste ano. Para ampliar a proteção da população, o Governo do Brasil reforça a importância da vacinação, especialmente entre crianças, gestantes e idosos, grupos com maior risco de desenvolver complicações. A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS para os públicos prioritários. Para proteger os bebês contra a bronquiolite, a vacinação contra o vírus sincicial respiratório também está disponível para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.

Até 18 de abril de 2026, o Brasil registrou 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza e 352 mortes. Apesar da antecipação da circulação do vírus antes do inverno, período de maior transmissão, a expectativa é de que o pico deste ano fique abaixo do observado no mesmo período de 2025.

DESACELERAÇÃO — Em parte do país, os casos já apresentam desaceleração. Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins e Distrito Federal registram queda ou interrupção do crescimento, sinalizando possível estabilização da circulação viral. Ainda assim, 17 estados seguem com tendência de aumento dos casos nas últimas semanas.

Dia D: “vamos vacinar antes de o inverno chegar”, diz Padilha

Ministro convocou a população para se imunizar contra a gripe
Agência BrasilPronunciamento Alexandre Padilha dia D vacinação contra a gripeO ministro da Saúde, Alexandre Padilha – Foto: CanalGov/Reprodução
O Ministério da Saúde promove, neste sábado (28), o Dia D de vacinação contra a gripe em todo o país. Em pronunciamento, na noite desta sexta (27), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a campanha tem o objetivo de imunizar crianças, idosos e gestantes. 

Padilha contextualizou que a campanha leva em conta o período do ano e as variações climáticas.

“Vamos vacinar antes de o inverno chegar, que é quando a gripe circula com mais força”. A vacina reduz em até 60% o risco de internação. É a vacina que pode prevenir totalmente ou transformar um vírus grave em uma forma leve da doença”, disse. 

No pronunciamento, Padilha garantiu que o Brasil está voltando a ser um campeão mundial em vacinação. “Não negue ao seu filho um direito que nossos pais não nos negaram. Vacinar é também um ato de amor à sua família”, disse.

Em relação à cultura da vacinação, Padilha lamentou que o Brasil esteve ameaçado pela volta da paralisia infantil que havia sido erradicada no passado em função da redução da imunização.

“Em três anos, o governo do Brasil reverteu a queda na vacinação. Juntos, aumentamos o número de crianças vacinadas em todas as 16 vacinas do calendário infantil”. 

Oferta de vacinas

Ao mesmo tempo que convocou para o Dia D, o ministro lembrou que a população pode tomar de graça vacinas que eram muito caras na rede privada, como a do VSR, que protege gestantes e bebês da bronquiolite e pneumonia e a ACWY, contra a meningite.

Ainda no pronunciamento, o ministro destacou que o governo realizou o maior mutirão de exames e cirurgias da história do SUS, na área da saúde da mulher.  Segundo ele, são mais de 230 mil mulheres atendidas.

“As mulheres são maioria da população, as que mais usam o SUS e a maioria dos profissionais de saúde”.