Dia: 4 de Novembro, 2026

Nova Carteira de Identidade pode ser solicitada pelo celular

Nova Carteira de Identidade pode ser solicitada pelo celular
Foto: Divulgação/MGI
A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) pode ser iniciada pelo celular, por meio dos canais digitais disponibilizados pelos governos estaduais. O documento substitui gradualmente o antigo RG, mas os procedimentos para agendamento, atendimento e entrega variam conforme o estado.

Para iniciar a solicitação, o cidadão deve acessar o portal do órgão responsável pela identificação civil em sua região. No sistema, é necessário preencher os dados pessoais, escolher o posto de atendimento, selecionar uma data e um horário disponíveis e confirmar o agendamento.

Apesar da etapa inicial pela internet, a emissão geralmente exige comparecimento presencial. Durante o atendimento, são realizadas a coleta das digitais, fotografia e assinatura do titular. A primeira via física da CIN é gratuita em todo o país.

Entre os documentos que podem ser exigidos estão certidão de nascimento, para pessoas solteiras, ou certidão de casamento, para casadas, divorciadas ou viúvas, além de CPF regularizado e comprovante de residência atualizado, quando solicitado.

A troca do RG não precisa ser feita imediatamente. O modelo antigo continuará válido até 28 de fevereiro de 2032. A partir de 1º de março daquele ano, a CIN será o padrão nacional de identificação. O prazo de validade do novo documento depende da idade do titular: cinco anos para crianças de até 11 anos; dez anos para pessoas entre 12 e 59 anos; e validade indeterminada para quem tem 60 anos ou mais.

PRF registrou redução no número de mortes durante a Operação Finados 2026 na Bahia

PRF registra redução no número de mortes durante a Operação Finados 2026 na Bahia
Foto: Divulgação/PRF-BA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia encerrou, às 23h59 da última segunda-feira (02/11), a Operação Finados 2026, realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A ação teve como principal objetivo reforçar a segurança viária e garantir a mobilidade durante o feriado prolongado, intensificando a fiscalização nos trechos críticos e o combate à criminalidade.

Durante os quatro dias de operação nas rodovias federais que cortam o estado, a PRF registrou 45 acidentes de trânsito, sendo 12 classificados como graves, com 44 pessoas feridas e 5 mortes.

Apesar do aumento na movimentação de veículos, os números regionais demonstram uma importante redução na gravidade das ocorrências e na preservação de vidas quando comparados ao mesmo período do ano anterior. No feriado de Finados em 2025 (período comparativo equivalente entre 31/10 e 03/11), foram contabilizados 36 acidentes, dos quais 17 foram graves, resultando em 52 feridos e 6 mortes.

O comparativo aponta uma redução de 29% no número de acidentes graves, queda de 15% na quantidade de pessoas feridas e redução de 17% no número de mortes nas rodovias federais baianas, embora tenha havido um acréscimo de 25% no total absoluto de acidentes em razão do maior adensamento de tráfego.

O feriado prolongado de Finados impulsionou o deslocamento massivo de passageiros e motoristas. Nas rodovias federais da Bahia, a movimentação de veículos registrou um aumento médio de 15% em relação aos dias normais.

A concentração de tráfego esteve mais acentuada nos corredores das BRs 101, 116, 242 e 324, registrando os maiores picos de movimentação na saída para o feriado (entre a tarde de sexta-feira, 30, e a manhã de sábado, 31) e ao longo de todo o retorno na segunda-feira (02/11).

A BR-116 liderou o número de ocorrências viárias no estado, com 13 acidentes registrados, seguida pela BR-324 (9 ocorrências), BR-101 (7) e BR-242 (5).

Entre os municípios baianos com maior concentração de acidentes sobressaíram-se Vitória da Conquista (5 registros), seguido por Barreiras, Feira de Santana e Jequié (4 registros cada), além de Candeias (2), Entre Rios (2) e Salvador (2).

O sábado (31/10) concentrou o maior número de acidentes no período, totalizando 16 ocorrências, seguido do domingo (11), segunda-feira (10) e sexta-feira (8).

Com hidro e aromaterapia, Brumado amplia alas para parto humanizado no SUS

Com hidro e aromaterapia, Brumado amplia alas para parto humanizado no SUS

Nesta terça-feira (03), duas salas de parto humanizado foram inauguradas no Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, em Brumado. Os locais contam com toda estrutura e assistência necessárias para as mulheres que optam por essa via de parto. O parto humanizado é uma forma de assistência ao nascimento que coloca a gestante como protagonista da própria experiência, respeitando o tempo fisiológico do corpo e garantindo um ambiente acolhedor e seguro.

A primeira-dama Abiara Dias destacou que, antes, o Hospital Municipal contava apenas com duas salas para realização de partos. Às vezes, as salas eram ocupadas por até 10 mulheres que estavam em trabalho de parto. “Entregar mais duas salas, e neste nível, pra gente é muito especial”, ressaltou.

As salas dispõem de banheira de hidromassagem aquecida e um espaço amplo, com aromaterapia e climatização, para proporcionar mais conforto às mulheres durante o parto. Dias destacou que nem hospitais particulares em Vitória da Conquista possuem salas de parto com essa estrutura, que representa um grande avanço para o município.

Satisfeito com mais essa conquista, o prefeito Fabrício Abrantes declarou que a ideia é ampliar e assegurar a qualidade do serviço oferecidos às gestantes na unidade de saúde. “Quanto mais investimentos atraímos para nossa saúde, mais possibilidades temos de trazer melhorias e ampliações dos serviços em nosso município”, frisou.

A secretária municipal de saúde, Gleica Rocha apontou que a inauguração das salas tem grande significado para a saúde materno-infantil em Brumado. “Quando falamos de parto humanizado, estamos falando de respeitar o tempo da mulher, que passa a ser protagonista de todo processo. Trabalhamos com escuta, acolhimento, cuidado e um olhar sensível”, enfatizou.

A proposta, conforme salientou, não é impor regras ou protocolos, mas sim respeitar as decisões e preferências da mulher, que é assistida por uma equipe multidisciplinar, focada no apoio físico, psíquico e emocional da paciente.

Representando a secretária estadual de saúde, Caroline Rebouças, coordenadora do Núcleo Regional de Saúde, marcou presença na solenidade de inauguração. Ela enalteceu a estrutura dos equipamentos, que buscam preencher a lacuna existente na assistência materno-infantil na região. “É um avanço muito importante para humanização dessa assistência”, pontuou.

Hoje, em média, o Hospital Municipal realiza entre 5 e 13 partos diariamente. Lembrando que a unidade atende a 24 municípios da região de saúde.

Dom Carvalho ordenou padre Frei Carlos Eduardo, da Ordem Carmelita dos Irmãos Descalços

Brumado: Dom Carvalho ordena padre Frei Carlos Eduardo, da Ordem Carmelita dos Irmãos Descalços
Frei Carlos Eduardo e o Bispo Dom José Roberto Silva Carvalho, da Diocese de Senhora Sant’Ana de Caetité – Foto: Carlos Rodrigo/PASCOM

No último domingo, 1° de novembro, Solenidade de todos os Santos, às 9h, no Ginásio Poliesportivo Municipal Antônio Alves Ribeiro, em Brumado, aconteceu a ordenação presbiteral do Frei Carlos Eduardo, pela imposição das mãos e prece ordenatória do Bispo Dom José Roberto Silva Carvalho, da Diocese de Senhora Sant’Ana de Caetité.

O diácono é natural da localidade rural Baixa da Baraúna, pertencente à Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida e São Cristóvão e percorreu seus estudos para padre seguindo a Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

A solene celebração eucarística, na qual houve a ordenação, contou com a presença de representantes da província São José da Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, suas Comunidades de apoio, benfeitores e movimentos inspirados na espiritualidade de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz; familiares, amigos, autoridades civis, também padres e seminaristas da Diocese de Senhora Sant’Ana e leigos(as) das localidades urbanas e rurais de Brumado.

Durante a homilia, o bispo diocesano enfatizou a importância do serviço sacerdotal ao povo de Deus. Com muita emoção, o novo sacerdote vivenciou os ritos da ordenação, como a prostração em frente ao altar, durante a Ladainha de Todos os Santos; a unção das suas mãos com o óleo do Crisma e o abraço da paz dos demais padres presentes, demonstrando acolhimento ao neo-sacerdote.

Para o seu ministério, o agora Padre Carlos Eduardo escolheu como lema: “Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor” (88,2), o que demonstra o sentimento de profunda gratidão a Deus pelos feitos.

Engenheiro civil de 28 anos morreu após carro capotar em Cruz das Almas

Engenheiro civil de 28 anos morre após carro capotar em Cruz das Almas
O engenheiro civil Luka Hoyama Barreto Pamponet, de 28 anos – Foto: Reprodução/G1

O engenheiro civil Luka Hoyama Barreto Pamponet, de 28 anos, morreu após o carro em que estava capotar, na localidade de Ladeira dos Poções, zona rural de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia. As informações são do G1.

Segundo testemunhas, Luka estava em uma caminhonete, acompanhado de um primo, quando o condutor teria perdido o controle da direção. Com o impacto, o engenheiro foi arremessado para fora do veículo.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou que Luka estava sem vida. Os socorristas ainda realizaram tentativas de reanimação, mas ele não resistiu.

O primo da vítima também recebeu atendimento médico e foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ele apresentava quadro de saúde estável e teve alta.

Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia Territorial de Cruz das Almas investiga as circunstâncias do acidente.

O Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) lamentou a morte do jovem, que era egresso do curso de Engenharia Civil, e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

Ministro aponta ligação entre bets e crime organizado

Ministério da Justiça informa bloqueio de R$ 3,3 bilhões em operações

Agência BrasilBrasília (DF), 03/11/2026 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participa de audiência pública sobre a medida provisória (MP) 1.394/2026 (BETS). Foto: Rosinei Coutinho/STFO ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva – Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, disse nesta terça-feira (3) que o governo federal constatou uma “proximidade indesejável” entre o setor de bets e o crime organizado.

Durante audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a proibição das bets, o ministro afirmou que a medida provisória que proibiu o funcionamento de empresas que operam sites de apostas online contribuiu para o combate ao crime.

“Desafortunadamente, constatamos uma proximidade indesejável da atividade de bets com o crime organizado, com a lavagem de dinheiro”, afirmou.

De acordo com dados do Ministério da Justiça apresentados ao Supremo, já foram bloqueados R$ 3,3 bilhões em movimentações suspeitas ligadas às bets. O montante foi alcançado após 21 operações policiais e do Ministério Público realizadas desde 2018.

Segundo o ministro, o crime organizado utiliza o sistema de apostas eletrônicas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido ilegalmente com o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

“É relevante que a coletividade brasileira perceba exatamente do que se trata e do que estamos a decidir hoje nesta ocasião aqui”, completou.

Audiência

A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos recursos apresentados ao Supremo pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

As entidades pediram a derrubada da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu a exploração e a publicidade dos jogos on-line. A medida foi editada em setembro deste ano.

Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penal

Texto foi aprovado por unanimidade

Agência BrasilBrasília -DF- 03/11/2026 –Sessão do Senado que votou a PEC da Segurança. Foto: Lula Marques/Agência BrasilFoto: Lula Marques/Agência Brasil.

O plenário do Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que reorganiza as forças públicas para ampliar o combate ao crime organizado no país.

O texto teve apoio unânime dos senadores votantes, com 73 votos favoráveis e nenhum contrário, em primeiro turno. No segundo turno, o placar foi de 75 votos favoráveis e nenhum contrário. Eram necessários ao menos 49 votos favoráveis para que a mudança constitucional fosse aprovada.

De autoria do Poder Executivo, a PEC da Segurança estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.

Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para a área da segurança. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu criar o Ministério da Segurança Pública após aprovação da PEC.

O texto-base da proposta foi aprovado no início de setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e repetiu o mesmo teor do que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Com isso, o texto será promulgado pelo Congresso Nacional.

Maioridade penal

Antes da votação da PEC, os senadores discutiram a inclusão de emendas de plenário que tratavam da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, ou até mesmo para 14 anos.

O relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), não acolheu as emendas no relatório final, mas recomendou que elas constituíssem propostas autônomas que pudessem tramitar em conjunto e serem votadas posteriormente em separado. Se as emendas fossem votadas e aprovadas, o texto retornaria à Câmara. Por um placar apertado de 38 a 36, o requerimento do relator para separar as emendas em outro projeto foi aprovado.  

“As matérias tratadas nas emendas são relevantes e merecem ser debatidas por essa Casa. Não se confundem, contudo, com o objetivo central da PEC 18/2025, voltado ao combate ao crime organizado e à reestruturação da governança federativa da segurança pública”, argumentou o relator.

Segundo Carvalho, há forte divergência doutrinária e política sobre a redução da maioridade penal no país.

“Parte dos juristas entende que a maioridade penal prevista no artigo 228 da Constituição Federal constitui clausula pétrea, por integrar o rol de direitos e garantias individuais e que, por isso, o limite etário da responsabilidade criminal não poderia ser alterado, nem mesmo por emenda constitucional. Outra corrente entende que o artigo 228 não se enquadra nas cláusulas pétreas e que a idade de imputabilidade penal pode ser modificada por emenda constitucional”, acrescentou.

A emenda 84, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propunha reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

Já a emenda 87, do senador Camilo Santana (PT-CE), mantinha a regra geral de 18 anos, mas reduzindo a maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. A iniciativa não tem amplo apoio na base do governo.

A redução da maioridade penal é um tema controverso entre organizações da sociedade civil de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Outras quatro emendas, que tratavam de temas como acesso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) pelas Forças Armadas e inclusão dos agentes de trânsito no rol de órgãos de segurança pública, também foram rejeitadas pelo relator, e não chegaram a ir à votação.

O que muda

Entre outras medidas, a PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.

A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.

“Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.

Facções e milícias

A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.

Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.

Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.

A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para a segurança pública.

Fundos de financiamento

Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.

“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.

O texto ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.

A proposta prevê também a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.