A Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na Bahia (FPI/BA) constatou, nesta segunda-feira (18), danos arqueológicos e espeleológicos decorrentes da ação humana em uma propriedade rural localizada no Povoado do Tatu, em Cocos. Lavra para extração e beneficiamento de rocha calcária é maior ameaça no local.
O imóvel concentra dois sítios arqueológicos registrados pelo Iphan: o Abrigo e a Gruta do Povoado do Tatu. Nas paredes de ambos, há pinturas rupestres de civilizações pré-coloniais.
Sem as devidas medidas de proteção e conservação do patrimônio arqueológico, as pinturas rupestres foram danificadas. Pichações, desenhos e rabiscos de nomes dividem espaços e até se sobrepõem aos registros históricos dos dois sítios.
No “Abrigo do Povoado do Tatu”, a FPI/BA encontrou rochas quebradas, com fragmentos espalhados pela entrada e fundo do salão principal. Também foi constatada uma escavação no chão da caverna, em uma área de 2m². De lá, o autor da ação clandestina retirou cerca de 15 a 20 cm de profundidade do sedimento.
No entanto, o que mais ameaça os patrimônios espeleológico e arqueológico é a lavra para extração e beneficiamento de rocha calcária no local. A poucos metros dos sítios, havia uma clareira com indícios de retirada do mineral, inclusive com a utilização de explosivos que destroem cavernas, grutas e paredes com mais registros de culturas pré-coloniais porventura existentes.
“Falamos de rochas com até 700 milhões de anos. As cavernas do Povoado do Tatu são resultados geológicos mais recentes. Ainda assim com três, quatro milhões de anos. No caso das que encontramos aqui, podemos afirmar que elas foram formadas no fundo de um oceano ou mar. O que existia na região era o Mar Bambuí, que cobriu grande parte do território baiano. Ao longo desse intervalo de tempo geológico, animais de carapaças morreram, formando assim camada por camada dessa rocha carbonática, esse nosso calcário. Movimentos tectônicos soergueram essa rocha, e hoje você tem aberturas que definem ou integram o que chamamos de cavernas. É toda essa bagagem natural que perdemos com a destruição do patrimônio espeleológico”, relata o espeleólogo da FPI/BA, Admir Brunelli.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) realiza, no próximo dia 03 de junho, uma grande mobilização em defesa do Rio São Francisco por meio da campanha “Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico” 2026, no município de Érico Cardoso.
Criada em 2014, a campanha se consolidou como uma das principais iniciativas de conscientização e mobilização social em defesa do Velho Chico, reunindo instituições públicas, escolas, universidades, organizações da sociedade civil e comunidades de toda a bacia. Em 2021, a iniciativa conquistou o 1º lugar no Prêmio ANA, na categoria Entes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH).
Cláudio Pereira, coordenador do CBHSF, destacou que a campanha impulsiona o envolvimento social em defesa de todas as águas que, hoje, fazem do Rio São Francisco um gigante, que atende mais de 18 milhões de habitantes, chegando a 33 milhões de habitantes com a transposição. “O São Francisco é importante não só pela questão do abastecimento, mas para produção, geração de energia e para a indústria de mineração”, declarou.
Aos olhos da sociedade, segundo informou, a campanha é uma espécie de “lamento do rio” que busca mobilizar a sociedade, civil e política, em prol da preservação do São Francisco e do meio ambiente como um todo. “Queremos que a sociedade olhe a água com outros olhos, não deixando a responsabilidade apenas nas mãos dos governantes porque estes trabalham em prol do interesse social. A sociedade precisa manifestar interesse pelas águas, pela recuperação das nascentes, pela capacidade de abastecimento dos aquíferos e pela descontaminação das águas”, defendeu.
Neste ano, a campanha integra as comemorações dos 25 anos do CBHSF e traz como tema “Velho Chico. Um rio, muitas mãos”. As ações acontecerão simultaneamente em quatro municípios que representam as diferentes regiões fisiográficas da bacia hidrográfica: Paracatu, Érico Cardoso, Juazeiro e Canindé de São Francisco.
Na cidade escolhida foi Érico Cardoso, a programação contará com atividades culturais, educativas e ambientais, incluindo exposições, apresentações artísticas, oficinas, distribuição de materiais educativos, ações interativas, jogos e atividades voltadas especialmente para crianças e jovens.
Decretos foram assinados na Cúpula dos Líderes, em Campo Grande
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra do meio ambiente Marina Silva – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou as prioridades para o governo brasileiro nos debates que ocorrerão durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), esta semana, em Campo Grande (MS).
Durante a Cúpula do Líderes que antecede o encontro global, ele também assinou três decretos para a criação e ampliação de unidades de conservação.
Segundo o presidente Lula, a delegação brasileira participará do encontro global com as prioridades de:
– dialogar com princípios consagrados pelas Convenções do Clima, da Desertificação e da Biodiversidade, como as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”,
– trabalhar para ampliar e mobilizar recursos financeiros, criar fundos e mecanismos multilaterais e inovadores, principalmente para os países em desenvolvimento,
– e universalizar a Declaração do Pantanal que propõe que mais países se envolvam de maneira eficaz na proteção das espécies das rotas migratórias.
Na avaliação do presidente, a América Latina precisa continuar trabalhando junto nas ações de conservação e proteção da biodiversidade, sem as quais não haverá prosperidade duradoura.
“A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”, declarou no discurso de encerramento da Cúpula dos Líderes.
Antes do discurso, o presidente assinou três decretos para a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas (MG), ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (MT) e ampliação da Estação Ecológica de Taiamã (MT), que juntos representam mais de 174 mil hectares passam a ser protegidos.
“Nosso objetivo é alcançarmos a meta de até 2030 garantir trinta por cento de proteção da área oceânica, conforme prevê a Convenção sobre Diversidade Biológica”, reforçou o presidente.
Lula também lembrou que a COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas com ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias se tornando a regra, mas que a cooperação multilateral é um caminho possível para superar esses desafios. “Que esta COP15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade”, concluiu.
Na última semana, a 80ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) prestou apoio a uma ação de fiscalização ambiental realizada na localidade da Fazenda Baixinha, zona rural do município de Condeúba.
Segundo informou a corporação ao site Achei Sudoeste, a guarnição foi acionada para garantir a segurança dos fiscais envolvidos na operação.
A diligência teve como base uma denúncia de extração mineral irregular. No local, foram constatados indícios de atividade minerária em funcionamento sem a devida licença ambiental e sinais de degradação ao meio ambiente.
Com o apoio dos policiais, representantes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) fizeram os procedimentos administrativos necessários, identificaram os responsáveis pela atividade e adotaram as medidas previstas em lei.
A atividade de mineração irregular foi embargada e a ocorrência registrada para fins de documentação e encaminhamentos legais cabíveis.
A Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) apreendeu três caminhões carregados com madeira nativa extraída de forma irregular durante uma operação realizada nesta sexta-feira (16), na BR-030, no município deGuanambi. Segundo informou a Polícia Ambiental, a apreensão ocorreu após uma denúncia anônima apontar o transporte ilegal de madeira na região.
Durante o patrulhamento e a abordagem dos veículos, os policiais constataram que os condutores não apresentaram o Documento de Origem Florestal (DOF), exigido pela legislação ambiental para o transporte de produtos de origem vegetal. De acordo com a polícia, a ausência do DOF configura infração ao artigo 36 da Lei nº 12.651/2012, o Código Florestal Brasileiro.
Diante da irregularidade, os caminhões, a carga e os responsáveis foram conduzidos à Delegacia Territorial de Guanambi, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. O material apreendido soma aproximadamente 90 metros cúbicos de madeira nativa, incluindo espécies como angico branco, jurema preta, umburana, candieiro, cabelo-de-velho e sete-cascas, todas protegidas pela legislação ambiental.
A Polícia Militar da Bahia destruiu quatro fornos utilizados na produção ilegal de carvão vegetal na zona rural do município de Ibipitanga, em mais uma ação voltada ao enfrentamento aos crimes ambientais e à proteção dos recursos naturais.
A operação foi realizada durante patrulhamento ambiental nos povoados de Umbuzeiro e Barreirinho de Pituci, onde os policiais identificaram dois fornos em funcionamento e outros dois já desativados. Todas as estruturas irregulares foram inutilizadas, conforme determina a legislação ambiental vigente.
Nos fornos que estavam ativos, os militares encontraram aproximadamente quatro metros estéreo de material lenhoso. Como não foi possível realizar a remoção imediata, o material permaneceu no local para posterior adoção das medidas legais cabíveis. Nenhum responsável foi localizado durante a ação, sendo lavrados os respectivos termos administrativos.
A operação foi conduzida por equipes da CIPPA/LENÇÓIS, unidade especializada vinculada ao Comando de Policiamento Especializado, e reforça a atuação contínua da PMBA na repressão às práticas ilegais que provocam danos ao meio ambiente.
Durante patrulhamento ambiental realizado no último sábado (20), a guarnição da CIPPA/Lençóis recebeu a entrega voluntária de aves silvestres no distrito de Cascavel, no município de Ibicoara, na Chapada Diamantina.
A primeira ocorrência foi registrada na Rua Ló Aguiar, onde uma moradora procurou a equipe e entregou espontaneamente 10 aves da ordem Passeriformes, todas da espécie papa-capim, além de 10 gaiolas.
Já no período da tarde, em continuidade às ações de fiscalização ambiental, a guarnição foi novamente acionada, desta vez na Rua Itamar Magalhães, também no distrito de Cascavel. No local, um homem realizou a entrega voluntária de quatro aves silvestres da mesma ordem, sendo um papa-capim, um estevão, um azulão e um coleirinho, além de cinco gaiolas.
As aves foram recolhidas e passaram pelos procedimentos administrativos previstos na legislação ambiental vigente.
O Comando de Policiamento Especializado (CPE), por meio da CIPPA/Lençóis, destacou a importância da colaboração da comunidade na proteção da fauna silvestre, ressaltando que a entrega voluntária é fundamental para a preservação ambiental e para o bem-estar dos animais.
Vaqueiro sofreu emboscada durante desintrusão da TI Apyterewa
Agência Brasil
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, lamentou, na tarde desta terça (16), o assassinato do vaqueiro Marcos Antônio Pereira da Cruz e classificou o crime de bárbaro. O vaqueiro estava a serviço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante operação de desintrusão da Terra Indígena Apyterewa, no Pará.
O crime ocorreu próximo ao distrito Taboca, em São Félix do Xingu (PA). A emboscada contra Marcos Antônio ocorreu em uma ação de desintrusão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Situação preocupante”
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) reconheceu que a situação na região é preocupante, mas garantiu que servidores estão em segurança em uma das bases de apoio da fundação.
As suspeitas são de que a emboscada contra o vaqueiro tenha sido feita por antigos moradores do território indígena, que ainda invadiriam o local para criação ilegal de gado.
Proteger é “dever do poder público”
Em nota, a ministra Marina Silva disse que recebeu a notícia da morte com profunda tristeza. ”É dever do poder público garantir a segurança da sociedade e de quem trabalha em benefício do patrimônio ambiental do país”, escreveu.
A ministra considerou irreparável a perda de um colaborador que realizava as ações com “coragem e dedicação”. Ela salientou que a Polícia Federal está empenhada nas investigações e pediu que o crime seja rigorosamente investigado e punido.
Compromisso
Marina Silva acrescentou que as pessoas que atuam em prol da natureza seguirão firmes na defesa da vida, da justiça socioambiental e da legalidade.
“Proteger o meio ambiente e os direitos originários não é um ato de confronto, mas um compromisso com a vida, e o presente e o futuro do Brasil”, disse.
No local, foram resgatados 1 cardeal, 1 cristinha, 1 coleiro e 1 mariana. A segunda ação foi registrada no Bairro Beija-Flor. O morador igualmente permitiu a entrada da equipe de fiscalização e realizou a entrega voluntária dos animais. Foram apreendidos 2 cardeais, 1 coleiro, 1 sabiá-do-papo-amarelo, e 1 jabuti. Ao todo, sete gaiolas utilizadas no cativeiro ilegal foram recolhidas.
Os responsáveis receberam orientações detalhadas sobre a legislação ambiental e foram alertados quanto às penalidades previstas para esse tipo de prática. De acordo com a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), capturar, manter, transportar ou comercializar animais silvestres sem licença configura infração administrativa e crime ambiental, passível de multa e detenção. Os animais apreendidos foram encaminhados para avaliação e serão direcionados à imediata reintegração ao habitat natural.
O projeto da Usina Solar Noronha Verde, que tem o objetivo de descarbonizar a geração de energia elétrica no arquipélago de Fernando de Noronha até 2027, foi lançado neste sábado (8) pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e o grupo Neoenergia. A estrutura prevê o abastecimento completo da ilha de energia elétrica por fonte solar. A parceria tem também a participação do governo de Pernambuco.
Com investimento de R$ 350 milhões da Neoenergia, o empreendimento prevê a instalação de mais de 30 mil painéis solares fotovoltaicos integrados a sistemas de armazenamento por baterias. Os painéis serão instalados em 24,63 hectares, o que equivale a 1,5% da área de Fernando de Noronha. Essas áreas foram cedidas pela Aeronáutica e pela administração da ilha, que é feita pelo governo pernambucano.
A implantação será realizada em duas fases, sendo a primeira prevista para entrar em operação até maio de 2026 e a segunda, no primeiro semestre de 2027. Com isso, Noronha será a primeira ilha oceânica habitada da América Latina a alcançar esse patamar de descarbonização. O anúncio do projeto ocorreu às vésperas da COP30, que será, este ano, no Brasil.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que, com o Noronha Verde, o país dá exemplo, no âmbito da COP30, em relação à transição de matriz energética.
São Paulo – 08/11/2025- O governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), e o grupo Neoenergia lançaram, neste sábado (8), o projeto da Usina Solar Noronha Verde. Foto: divulgação Neoenergia – divulgação Neoenergia
“Nós avançamos nessa nova economia, que é a economia verde. [A mudança da matriz energética], que começou sob o pilar da sustentabilidade, hoje gera emprego e renda. Não há solução fora dessa nova economia. Fernando de Noronha dá exemplo para o mundo. O Brasil dá exemplo dentro da COP, da sua mudança da matriz energética”, disse Silveira.
Para Ignacio Galán, presidente da Iberdola, que é a controladora da Neoenergia, o projeto celebrado hoje é um exemplo de como a cooperação e uma visão compartilhada podem transformar realidades, além de deixar um legado para as gerações futuras.
“Nada disso seria possível sem uma política energética clara, a visão promovida pelo presidente Lula e pelo ministro Silveira e a estabilidade regulatória do país tornaram o Brasil uma referência mundial no setor elétrico”, disse Galán.
A nova planta solar fotovoltaica, integrada ao sistema de baterias, terá capacidade de geração de 22 MWp, com 49 MWh de sistema BESS, o equivalente ao consumo de 9 mil residências no continente, informou a empresa.
“Reforço ainda que os benefícios do projeto vão além da energia limpa e sustentável, o projeto também contribuirá para o sistema elétrico brasileiro ao reduzir em até 10% o custo da geração da ilha. Portanto, energia mais limpa, sustentável e mais barata”, disse o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui.
Ele explicou que, durante o dia, a usina solar fornecerá a energia necessária para o consumo instantâneo da ilha e para carregar as baterias, enquanto durante a noite as baterias, previamente carregadas, fornecerão a energia para o consumo noturno. “Tudo isso com segurança no fornecimento e emissões zero.”
A professora Edileuza Maria dos Santos, moradora de Fernando de Noronha, participou do evento e falou em nome da comunidade.
“Queríamos ver nossa ilha crescer sem perder a essência da natureza que tanto amamos. E agora, com essa usina solar, isso será possível. Nos orgulhamos em saber que teremos energia limpa e um futuro feliz para nossos filhos, nossos netos e nossa comunidade”, disse.
Em seu discurso, a governadora de Pernambuco Raquel Lyra saudou a professora Edileuza. “Muito bom ouvir sua fala porque, na verdade, tudo isso importa se fizer sentido pra vocês. Se não fosse pra trazer repercussão de verdade, para modificar a vida de quem vive aqui, pra gente não faria sentido algum, então obrigada pela confiança”, disse. Ela acrescentou que “um lugar só é bom para visitar quando ele é bom pra viver”.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, afirmou que tirar o diesel da geração de energia de Noronha é um novo começo para a ilha. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Arquivo Agência Brasil
Segundo Lyra, por muito tempo a ilha não recebeu investimentos. “A gente hoje lança uma pedra fundamental. Tirar o diesel daqui significa um novo começo para Fernando de Noronha. Tirar combustível fóssil da ilha, [significa] permitir que a gente possa começar uma nova janela de oportunidade, de investimentos em turismo e desenvolvimento sustentável”.
Energia gerada por diesel
Atualmente, a energia consumida em Fernando de Noronha é gerada pela Usina Tubarão, à base de diesel – um combustível fóssil -, que atende 95% da demanda. Os outros 5% são atendidos por três pequenas usinas solares que operam na ilha. Após a transição completa, Tubarão ficará disponível apenas como backup, em caso de alguma necessidade.
Considerando a logística desse combustível, em média 200 mil litros de diesel chegam por meio de navios oriundos de Pernambuco e Rio Grande do Norte. São utilizados na usina cerca de 30 mil litros de combustível por dia para o abastecimento energético na ilha. Segundo a empresa, em 2024, a operação da Usina Tubarão resultou na emissão de 21 toneladas de CO².
A Neoenergia informou que o projeto da usina solar foi licenciado pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), com anuência do ICMBio, gestor das Unidades de Conservação Federal. “Será um legado para o país em um momento em que recebemos o mais importante evento com foco na agenda climática global, a COP”, disse Capelastegui.
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