Na ação, a Cippa não conseguiu prender nenhuma pessoa responsável pelos locais. Além dos fornos, segundo a Major, foram encontrados 55 m³ de carvão vegetal (dois caminhões com cerca de 900 sacos do produto) e 220 m³ de madeira nativa que ainda iriam ser queimadas.
“É uma quantidade muito grande que representa um enorme desmatamento de supressão vegetal nativa na região”, destacou. A extração e a queima ilegal de madeira representam uma grave ameaça aos ecossistemas locais e configuram crime ambiental. A comandante explicou que o crime possui diversos impactos ambientais, na flora e na fauna da região. “O reflexo é muito grande no meio ambiente”, apontou.
A Cippa Lençóis trabalha com ações de fiscalização e repressão, mas também com ações de consciência ambiental a fim de disseminar a ideia de que o meio ambiente precisa ser preservado para as futuras gerações.
“Precisamos que todos multipliquem essa ideia para mudarmos a consciência das pessoas. Podemos usufruir do meio ambiente sem destruí-lo, usando o mesmo de forma sustentável”, finalizou. O telefone da Ouvidoria da Cippa é (75) 99951-5994 para denúncias sobre crimes ambientais.
Durante uma operação de patrulhamento ambiental realizada nesta segunda-feira (14), a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA) de Lençóis localizou e destruiu três fornos utilizados para a produção ilegal de carvão vegetal nas zonas rurais dos municípios de Igaporã, Riacho de Santana e Matina, no sudoeste baiano.
De acordo com a guarnição, um dos fornos estava em pleno funcionamento no momento da chegada dos policiais, enquanto os outros dois encontravam-se inativos. No local, também foram encontrados aproximadamente 90m³ de madeira nativa, que seriam utilizados na produção clandestina do carvão.
A extração e a queima ilegal de madeira representam uma grave ameaça aos ecossistemas locais e configuram crime ambiental, conforme estabelece a Lei nº 9.605/98, que trata dos crimes contra o meio ambiente. A ação reforça o compromisso da CIPPA Lençóis no combate à exploração irregular de recursos naturais e na preservação das florestas baianas.
Um homem de 46 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (04), em Carinhanha, com carne de caça de diversos animais silvestres. Durante uma ação de fiscalização, agentes da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) chegaram até o acusado no Povoado do Angico.
Com ele, foram apreendidos pedaços de tatu, jacaré e capivara. De acordo com a ocorrência policial, as carnes estavam embaladas em sacolas dentro de um refrigerador. O suspeito foi autuado em flagrante e apresentado na Delegacia Territorial de Carinhanha.
No Diário Oficial, a Prefeitura de Macaúbas publicou a Lei nº 869/2025, que dispõe sobre o controle de natalidade, medidas de proteção, identificação e controle populacional de cães e gatos no município. A polícia tem como base a Lei Federal nº 13.426/2017, que visa garantir medidas de proteção para o bem estar animal, a prevenção de zoonoses e a criação de campanhas de adoção e educacionais voltados à população.
Constituem objetivos básicos da legislação: promover a melhoria da qualidade do meio ambiente, garantindo condições de saúde, segurança e bem-estar público aos animais; aumentar o nível dos cuidados para com os cães e gatos, diminuindo as taxas de abandono, natalidade, morbidade e mortalidade; assegurar e promover a participação, o acesso à informação e a conscientização da população nas ações de saúde, no âmbito da vigilância sanitária; combater os maus tratos e abusos de qualquer natureza; resgatar e recuperar animais vítimas de crueldades e em situação de risco, entre outros.
A Secretaria de Saúde e/ou de Meio Ambiente deverão realizar a triagem e identificação dos animais a serem esterilizados cirurgicamente, bem como procederem com a qualificação de seus proprietários, quando existentes. Os interessados em participar do procedimento de esterilização animal deverão solicitar através de ficha de inscrição junto ao Município.
Os animais de rua serão identificados e triados para as devidas esterilizações por meio da Secretaria de Saúde e/ou de Meio Ambiente, bem como com o auxílio voluntário de protetores/tutores residentes na cidade, que reconhecidamente estejam efetuando trabalhos de proteção animal. A prefeitura também promoverá campanhas de conscientização para incentivar a posse responsável de animais e a adoção responsável.
Crédito: DepositPhotosFoi a partir da Conferência de Estocolmo em 1972, coordenada pela Organização das Nações Unidas, que o mundo passou a entender que seria preciso pensar sobre a vida com sentimento de preservação e sobre as ações do homem e o cuidado desta espécie com o planeta terra. Desde então, sucessivos movimentos ambientalistas pelo mundo ascenderam pela vida, bem como governos, instituições e empresas privadas comprometidas com o meio ambiente e a sustentabilidade.
Mas foi no período pré-histórico – paleolítico ou neolítico e na antiguidade, devido às necessidades do homem manter sua espécie viva, que o planeta começa a sofrer as primeiras interferências. A luta pela sobrevivência foi fundamental à vida da espécie humana, porque para se manter viva ele precisou driblar as intempéries do tempo, sobretudo contra o frio e por coleta de alimentos. Como nômade, e, às vezes, como animal feroz como outros seres vivos, elevou-se à condição de líder, a ponto de lutar contra estes para se defender das constantes ameaças. Porém, foi por meio da invenção da arte, do fogo, da confecção de ferramentas, com a invenção da agricultura e da escrita, que ele se estabeleceu como espécie dominante e predestinada a evoluir, instituindo as primeiras concepções de comunicações sociais eficazes e técnicas de domínios inteligentes, que efetivamente séculos mais tarde, algumas dessas concepções e ideias iluminadas, seriam transformadas em projetos destrutivos das espécies, revelando uma classe civilizada, diferenciada, progressista e próspera, mas perigosa, cruel e infantil.
Já instituído de descobertas, animais e membros da própria espécie domesticados, reinos ou territórios organizados, estratégias, moedas, poder e influência, o homem passa a ser o único animal político detentor de grandes e de medíocres decisões, capazes de realizar revoluções, nobres projetos, acumular grandes fortunas, ao tempo que promove mortes da própria espécie através de guerras e outros meios, além de destruição da flora e da fauna, para continuar com o progresso e o desenvolvimento, que tempos depois passam a serem a quaisquer custos, não importando os meios utilizados para impor seu domínio.
Hoje, apesar da globalização, da evolução da ciência, da nanotecnologia, da inteligência artificial, da robótica, das fórmulas, preconceitos e conceitos expostos nas redes sociais, na Internet, o homem se tornou uma espécie doentia, confusa, explosiva e fragilizada, apesar de confiar num próprio Deus que ele mesmo criou para adorar, um Deus dogmático que contracena no mesmo espaço cético e maquiavélico do darwinismo que cada vez mais se sobressai e é adaptado à lei do mais forte ou a quem melhor se camufla. Esse homem construiu saberes, criou movimentos específicos para cada seguimento da sociedade, foi capaz de criar movimentos românticos, inventar invenções essenciais para o bem do planeta e das espécies, de sonhar em habitar outro planeta, mas não foi capaz, ainda, de se humanizar e compreender a si mesmo e a respeitar fronteiras, dores, sentimentos, liberdade, , opiniões, espaços, vontades, leis, tradições, e, claro, as outras espécies e o planeta terra.
O homem, á sua ganância e ambição, se tornou escravo de ideias loucas, do dinheiro, do poder, dos laboratórios, das doenças provocadas pelos alimentos contaminados, frutos de agrotóxicos e de tecnologias de últimas gerações (alimentos processados, alimentação artificial…). O homem detentor de grandes indústrias; corporações financeiras; de imensuráveis conglomerados de mídias e latifúndios de terras, que muito explorou e explora espécies, inclusive a sua, ainda não foi capaz de saciar a própria vontade, de encontrar a tão sonhada felicidade para viver o que ele próprio destrói todos os dias, a tal paz, que ele mesmo afirma que isso é possível com boa convivência, servindo mais a quem precisa, celebrando a existência através da família, com a religião e com seu Deus, embora utilizando arquétipos, máscaras, armações, conflitos e espécies de outros deuses para seguir sua trajetória pela vida.
Ora, o homem é máquina que manipula o sistema, encena a vida e controla o mundo com suas ações! Espécie louca pelo lucro à sua infernal vaidade e necessidade! Um tipo de predador consciente de suas ações benéficas ou prejudiciais! Espécie que possui qualidades inerentes à sua brutalidade ou bons modos à sua capacidade de interpretar a convivência grupal! Porém, espécie animal que consome coliforme fecal como outros animais e procura novos habitats! Que marca território, que se entrega e faz sexo, ouvi, cheira, visualiza e se alimenta, que anda em desequilíbrio ético e moral, que desequilibra a cadeia alimentar, polui e mata gradativamente sua espécie, o planeta e outras espécies! O homem possui humanidade desumana, é hipócrita e fétido, pois cospe no solo que o sustenta! Contudo, procura consertar, ao seu jeito especial, resiliente, cômico e intrigante de ser: O MUNDO-OXIGÊNIO-ÁGUA-TERRA-VIVA O VERDE-ÁRVORE- VIDA SEMPRE RESPIRANDO: AMAR – o planeta em que ele mesmo afirma ter sido o privilegiado para viver e comandar.
Então, se o nosso meio ambiente precisa ser preservado e a partilha ser feita com justiça! O homem, que celebra as conquistas e faz espetáculo ou banaliza a morte, também precisa de cuidados! Pois vive lutando, também, por uma sobrevivência digna. Superando desafios; se reinventado, criando oportunidades e soluções. Fazendo apelos em defesa da vida. Defendendo o planeta, por um mundo em harmonia e em paz; apesar de está a todo tempo em extinção ou destruindo tudo que foi construído por Deus e pelos mistérios da sabedoria universal em milhões de anos.
*Rama Amaral é trabalhador, poeta, ambientalista e ex-membro do PAPAMEL e do Greenpeace.