Condeúba revive sua história no segundo dia das celebrações do centenário da passagem da Coluna Prestes
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Nesta sexta-feira, dia 11 de setembro de 2026, Condeúba viveu o segundo dia da presença de Luiz Carlos Prestes Filho no município, dentro da programação que marca os 100 anos da passagem da Coluna Prestes por esta terra. Foi mais um dia movimentado, marcado por música, cultura, conhecimento, memória e, sobretudo, pela oportunidade de aproximar as novas gerações de um dos capítulos mais importantes da história brasileira e condeubense.
A programação começou pela manhã, às 9 horas, no Teatro do Colégio Estadual, onde a história ganhou voz, música e participação estudantil. A abertura ficou por conta do artista Edinho Lima, que, acompanhado de seus alunos de música e de estudantes da Escola Alcides Cordeiro, executou os hinos Nacional e de Condeúba, dando um caráter especialmente solene ao início das atividades.
Em seguida, veio uma apresentação que emocionou o público: a professora Margarida, juntamente com alunos da Escola Tranquilino Torres, proporcionou um verdadeiro espetáculo de canto e participação estudantil. Crianças e jovens deram vida ao ambiente, demonstrando que a memória histórica não deve permanecer apenas nos livros, mas precisa ser transmitida, vivenciada e compreendida pelas novas gerações.
Na sequência, foram realizadas palestras sobre a Coluna Prestes, conduzidas por professores e estudiosos, aprofundando o conhecimento sobre aquele movimento que percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil durante a década de 1920.
E o momento de maior expectativa veio com a participação de Luiz Carlos Prestes Filho, filho do lendário comandante da Coluna Prestes, Luiz Carlos Prestes.
Prestes Filho realizou uma verdadeira aula de história, falando sobre a trajetória da Coluna, seus personagens, suas lutas, seus ideais e a dimensão histórica daquele movimento que marcou profundamente a história política brasileira.
Sua participação teve ainda uma característica especial: a música se entrelaçou à história. Durante a palestra, Luiz Carlos Prestes Filho tocou e cantou músicas de sua própria autoria, cujas composições estão diretamente relacionadas à trajetória e à memória da Coluna Prestes.
Assim, entre palavras, acordes e relatos históricos, o público teve a oportunidade de conhecer uma dimensão mais humana e cultural de Luiz Carlos Prestes, não apenas como comandante e personagem histórico, mas também como homem ligado à música e à poesia.
Uma tarde de memória e diálogo
Às 14 horas, a programação prosseguiu no Salão Carlos Prestes, com uma importante roda de conversa, reunindo Luiz Carlos Prestes Filho e a professora Joandina Maria de Carvalho.
O encontro contou com a participação de muitos interessados, que compareceram para ouvir, perguntar, trocar informações e, principalmente, compreender melhor a importância da passagem da Coluna Prestes por Condeúba.
Foi um momento de diálogo aberto, no qual a história deixou de ser apenas narrativa distante e passou a ser objeto de reflexão coletiva.
Há 100 anos, os homens da Coluna Prestes passaram por Condeúba. Um século depois, a cidade abre novamente suas portas para falar daqueles acontecimentos. É justamente essa distância de cem anos que dá à programação um significado ainda maior: o passado volta ao presente para ser conhecido, debatido e preservado.
A noite foi de música, poesia e cultura
E o dia ainda reservava uma grande programação cultural. Às 20 horas, novamente no Teatro do Colégio Estadual, o público pôde acompanhar um excelente show com o artista Cauê Procópio, condeubense que há alguns anos está radicado em São Paulo e que retornou à sua terra natal para participar desse momento histórico.
A noite contou também com a participação do poeta Santana e, mais uma vez, de Luiz Carlos Prestes Filho, que contribuiu musicalmente para a programação.
Os estudantes do Colégio Estadual também tiveram participação especial, apresentando recitais de poesias, demonstrando que a celebração do centenário da Coluna Prestes ultrapassa a dimensão puramente histórica: ela se transforma em uma grande manifestação de cultura, educação, arte e identidade.
Um século depois, a história continua viva
O segundo dia das comemorações mostrou que lembrar a passagem da Coluna Prestes por Condeúba, ocorrida há exatos 100 anos, é muito mais do que recordar uma data.
É reabrir as páginas da história para que novas gerações possam conhecê-las.
É ouvir aqueles que estudaram o episódio, ouvir quem carrega em seu próprio nome e em sua própria história a herança de um dos maiores personagens da Coluna, e permitir que professores, estudantes, artistas, poetas e a comunidade condeubense participem dessa construção coletiva da memória.
Condeúba, que recebeu a Coluna Prestes em 1926, recebe agora, em 2026, o filho de seu comandante maior.
Um século separa esses dois momentos.
Mas a história, quando é preservada, não envelhece: permanece viva na memória de um povo.
Fotos: Oclides/JFC

















































































