Preocupação com bronquiolite e vírus sincicial cresce entre gestantes

Apesar do aumento da conscientização, a desinformação sobre os cuidados profiláticos ainda é alta. O estudo, que ouviu 530 mulheres entre 18 e 45 anos em todos os estados do país, constatou que 79% das gestantes possuem ao menos uma dúvida ou percepção incorreta sobre o VSR, e apenas 13% acertaram a totalidade dos questionamentos aplicados. Embora a cobertura nacional chegue a 84%, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e unidades federativas da Região Norte mantêm índices abaixo de 80%, reflexo de lacunas que persistem no acesso à informação durante as consultas obstétricas.
A adesão às medidas preventivas esbarra no desconhecimento da rede pública: 46% das gestantes do Sudeste e 38% das residentes no Norte e Centro-Oeste ignoram que o imunizante contra o VSR já é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde foi incorporado no fim de 2025. Além disso, 25% ainda acreditam erroneamente que devem seguir apenas o calendário regular de vacinação correspondente à sua faixa etária, enquanto 31% não sabem que as doses aplicadas na mãe transferem anticorpos diretos para proteger o recém-nascido nos primeiros meses de vida.
O acompanhamento pré-natal tem sido o principal indutor para reverter esse cenário e garantir a imunização dos bebês antes do nascimento. Conforme os dados apurados, 88% das gestantes relataram ter recebido orientação médica para se imunizarem, superando os 77% observados em 2024. Entre as que contaram com a indicação profissional, o índice de adesão é expressivo: 96% afirmaram que já tomaram ou pretendem tomar a vacina recomendada, reforçando o papel decisivo das equipes de saúde na contenção de hospitalizações infantis causadas pelo vírus respiratório.


