A seleção brasileira encerrou neste domingo (28) a preparação para o duelo contra o Japão, o primeiro eliminatório (16 avos de final) da Copa do Mundo. A partida está programada para às 14h (horário de Brasília) de segunda-feira (29), no NRG Stadium, em Houston (Estados Unidos), com teto fechado e climatização. A arena é uma das principais da NFL, liga de futebol americano.
No último treino pela manhã, o técnico italiano Carlo Ancelotti contou todo o elenco, exceto o atacante Raphinha que ficou em Nova Jersey para seguir em tratamento da lesão na coxa direita. As atividades ocorreram no estádio do Dynamo, time da Major League Soccer (MLS), a principal liga de futebol no país. A imprensa teve acesso somente aos primeiros 15 minutos do treino, dedicados ao aquecimento e movimentação com bolas paradas.
A expectativa é que Ancelotti mantenha o time titular que derrotou a Escócia por 3 a 0 na última quarta (24), que selou a classificação da Amarelinha no topo da chave C, com sete pontos. O Brasil iniciou a campanha no Mundial com empate em 1 a 1 com Marrocos e depois superou o Haiti por 3 a 0.
A Amarelinha deve começar jogando nesta segunda (29) com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr.
Em caso de vitória sobre os japoneses, os brasileiros enfrentarão nas oitavas de final o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, programado para às 14h da próxima terça (30), em Dallas.
Gol marcado por Eustáquio, já nos acréscimos, classifica equipe canadense às oitavas de final pela primeira vez. Restam 15 vagas
Por Gabriel Botelho - Correio Braziliense
A Copa do Mundo de 2026 já conhece o primeiro classificado às oitavas de final. O Canadá derrotou a África do Sul por 1 x 0, neste domingo (28/6), em confronto válido pela segunda fase do Mundial (16 avos de final).
No gramado do SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, a equipe canadense confirmou a primeira classificação da própria história às oitavas graças a gol de Stephen Eustáquio, já nos acréscimos. A classificação à segunda fase já havia sido inédita para, inclusive, ambos os países. A África do Sul não disputava a competição desde 2010, ano em que recebeu a Copa do Mundo.
Com a vaga, a seleção norte-americana e uma das anfitriãs da competição aguarda pelo vencedor entre Holanda e Marrocos. Da mesma forma, os africanos colocam ponto final na melhor campanha de sempre no torneio. Restam 15 vagas para a próxima fase.
Primeira etapa movimentada e reclamação canadense
Sul-africanos e canadenses protagonizaram primeira etapa movimentada em Los Angeles. O time norte-americano, no entanto, era superior. Mesmo com menos posse de bola (55% a 45%), Canadá somou sete finalizações e criou três grandes chances de abrir o placar.
A principal delas aconteceu aos 43 minutos. Após bate-rebate nas proximidades da área dos Bafana Bafana, Eustáquio cobrou escanteio e Modiba, da África do Sul, salvou em cima da linha após cabeceio de Bombito. No meio da confusão na área, Buchanan finalizou, e obrigou Williams a fazer defesa importante.
Apenas um minuto depois, a equipe canadense reclamou fortemente de possível lance de pênalti. Laryea foi derrubado por Mudau. O árbitro português João Pinheiro, no entanto, marcou apenas o tiro de meta. O lance foi parecido ao do gol anulado de Vini Jr. contra a Escócia, por suposta falta cometida pelo atacante brasileiro.
Êxtase nos acréscimos após domínio rival
O Canadá chegou ao gol da vitória nos momentos finais de uma etapa dominada pela África do Sul. A equipe amarela. Ao contrário do primeiro tempo, Canadá não conseguia dominar as ações e já não se mostrava tão capaz de chegar ao ataque com perigo.
Com 61% de posse de bola, a seleção africana empurrava o adversário para trás e se aproveitava dos erros canadenses no último terço do gramado para se manter com a bola nos pés. O anfitrião, então, aproveitou a única chance clara que teve para confirmar a vaga.
Aos 46′, já nos acréscimos, Shaffelburg avançou pelo flanco direito e cruzou na área. No rebote do corte da defesa rival, Eustáquio bateu forte depois de matar no peito, e encontrou o canto direito do goleiro Williams.
Ficha técnica:
África do Sul 0 x 1 Canadá – segunda fase (16 avos de final) da Copa do Mundo de 2026
Data e hora: Domingo, 28 de junho de 2026, às 16h
Local: Los Angeles Stadium, Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos
Árbitro: João Pinheiro (Portugal)
Auxiliares: Bruno Jesus (Portugal) e por Luciano Maia (Portugal)
VAR: Carlos Del Cerro Grande (Espanha)
Gols: Stephen Eustáquio, aos 46 minutos do segundo tempo (Canadá)
Cartões amarelos: Nathan Saliba e Niko Sigur (Canadá)
Cartões vermelhos: (-)
África do Sul (4-2-3-1)
Williams; Mudau, Mbokazi, Okon e Modiba; Mokoena, Appollis, Sithole, Mofokeng (Thalente Mbatha) e Maseko (Tshepang Moremi); Makgopa (Iqraam Rayners). Técnico: Hugo Broos
Canadá (4-4-2)
Crépeau; Johnston, Cornelius, Bombito (Luc De Fougerolles) e Laryea; Buchanan (Alphonso Davies), Eustáquio, Saliba (Niko Sigur) e Millar (Jacob Shaffelburg); Jonathan David e Oluwaseyi (Promise David). Técnico: Jesse Marsch
Primeiro duelo da 2ª fase (mata-mata) ocorrerá às 14h de segunda-feira
Agência BrasilFoto: Rafael Ribeiro/CBF/Drieitos Reservados
A seleção brasileira já está a caminho do estado do Texas (Estados Unidos) onde disputará na próxima segunda-feira (29) o primeiro duelo mata-mata (16 avos de final) da Copa do Mundo. A delegação – com exceção do atacante Raphinha – embarcou às 15h45 (horário de Brasília) para Houston, onde deve chegar por volta das 20h45.
Na manhã deste sábado (28), o técnico italiano Carlo Ancelotti comandou o penúltimo treino da Amarelinha com o elenco completo no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Nova Jersey. No treino da última sexta (26), Ancelotti poupou alguns titulares que entraram em campo na vitória por 3 a 0 contra a Colômbia na quarta (24). Ao invés de treinar em campo, Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Matheus Cunha fizeram exercícios regenerativos.
Espanha termina Grupo H em 1º, elimina Uruguai e aguarda adversário
EBC – São PauloSeleção de futebol de Cabo Verde – Foto: Reuters/TROY TAORMINA
A Argentina de Lionel Messi terá pela frente um adversário que fala português nos 16 avos de final da Copa do Mundo. Não é o Brasil de Neymar e Vinícius Júnior, nem Portugal de Cristiano Ronaldo. Será o Cabo Verde de Vozinha.
Sensação maior do Mundial deste ano, a estreante seleção lusófona assegurou, na noite de sexta-feira (26), uma histórica classificação à fase seguinte da competição.
A vaga veio com o empate sem gols com a Arábia Saudita em Houston (Estados Unidos). Houve, ainda, uma “ajudinha” da Espanha, que superou o Uruguai por 1 a 0 no Estádio Akron, em Guadalajara (México).
Os Tubarões Azuis – como é conhecida a equipe caboverdiana – se classificaram sem segundo lugar no Grupo H, com três pontos.
A vice-liderança colocou Cabo Verde no caminho dos argentinos. O duelo será na sexta-feira que vem (3), às 19h (horário de Brasília), em Miami (Estados Unidos).
A ponta da chave ficou com os espanhóis, com sete pontos. Um dia antes, às 16h, eles enfrentam quem ficar em segundo no Grupo J, o dos hermanos, em Los Angeles (Estados Unidos). A briga está entre Áustria e Argélia.
O Uruguai, por sua vez, volta para casa. A seleção celeste é a primeira equipe sul-americana a se despedir da Copa.
Com apenas dois pontos, a equipe não conseguiu ficar entre as oito melhores terceiras colocadas, que também avançam aos 16 avos de final. Os sauditas, com os mesmos dois pontos dos uruguaios, também deram adeus.
Falha de Muslera é letal
A bola começou a rolar ao mesmo tempo nos dois jogos, às 21h. O cenário inicial. Espanha na liderança, com cinco pontos; Uruguai e Cabo Verde com três pontos, com os sul-americanos à frente, em segundo, pelo número de gols (três a dois); Arábia Saudita em último, com dois pontos. A seleção lusófona ocupava, naquele momento, um posto na próxima fase como um dos melhores terceiros.
A mudança crucial na classificação veio aos 41 minutos do primeiro tempo, em Guadalajara. Apesar de controlar a posse, a Espanha não vinha conseguindo entrar na área uruguaia e até dava espaços para contra-ataques.
Até que o lateral Marcos Llorente cruzou rasteiro pela direita e o meia Alex Baena dominou, conseguiu o giro sobre o lateral Guillermo Varela, mas o chute saiu fraco. Mesmo assim, o goleiro Fernando Muslera falhou e deixou a bola entrar.
O gol mantinha os espanhóis na ponta do Grupo H, agora com sete pontos, mas mexia na segunda colocação, que passava a ser de Cabo Verde, com três pontos.
Os uruguaios, com os mesmos dois pontos da Arábia, ficando à frente pelo saldo de gols, estavam ficando fora do grupo dos melhores terceiros e dando adeus ao Mundial.
As duas partidas recomeçaram às 22h09. No México, o Uruguai se lançava desorganizado à frente em busca do empate.
Em Houston, o jogo entre Cabo Verde e Arábia Saudita estava truncado, com muitos erros de passes e alguma superioridade dos Tubarões Azuis, que esbarravam na ansiedade.
Na melhor chance, aos 29 minutos, o atacante Nuno da Costa disparou em contra-ataque e deixou o volante Laros Duarte na frente do gol, mas o goleiro Mohammed Al-Owais fez milagre e salvou.
A partida em Houston terminou primeiro, com o empate sem gols. Os jogadores de Cabo Verde, então, reuniram-se em torno de um celular para acompanhar os instantes finais de Espanha e Uruguai.
Os sul-americanos, desesperados, perderam o atacante Agustín Canobbio, expulso, pouco antes do apito final em Guadalajara, que deu início à festa caboverdiana. A história foi escrita na Copa do Mundo.
Seleção tem melhor atuação na competição e garante a ponta do Grupo C
EBCSeleção Brasileira de Futbol – Foto: Reuters/Marco Bello/Proibida reprodução
O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (24), a seleção verde e amarela derrotou a Escócia por 3 a 0, em Miami, pela terceira e última rodada do Grupo C.
A Escócia, com três pontos e saldo negativo de dois gols, aguarda a sequência da fase de grupos para saber se avança como um dos oito melhores terceiros colocados, o que seria inédito para o país.
Principal nome do Brasil na Copa, Vinícius Júnior voltou a brilhar, balançando as redes pelo terceiro jogo seguido na competição. Algo que apenas outros quatro jogadores fizeram na história da seleção nacional: Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo (ambos em 2002). Coincidentemente, todos eles campeões mundiais.
Com os dois gols desta quarta, o camisa 7 foi a quatro nesta Copa e entrou na briga pela artilharia. O também atacante Lionel Messi, da Argentina, é quem lidera, com cinco gols. Além disso, ele teve participação direta em seis dos sete gols do Brasil no Mundial.
A partida marcou, ainda, o retorno de Neymar. Recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita, o atacante entrou na etapa final e esteve em campo por cerca de 20 minutos. Foi o primeiro jogo dele pela seleção canarinho desde 17 de outubro de 2023. O camisa 10 estava sem atuar há mais de um mês.
Vinícius Júnior foi destaque na partida que também contou com retorno de Neymar à Seleção Brasileira REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução
Próxima fase
O primeiro lugar da chave assegura ao time brasileiro, se for até a final, estar sempre nos Estados Unidos. Com isso, a delegação pode seguir baseada em Nova Jersey, onde está reunida desde antes da Copa, evitando maiores deslocamentos e facilitando a logística e a recuperação dos atletas.
Na fase de 16 avos de final, a seleção canarinho terá pela frente o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. A partida será na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston.
O adversário será conhecido nesta quinta-feira (25), em jogos que iniciam às 20h (horário de Brasília). Os holandeses, que lideram a chave, encaram os já eliminados tunisianos em Kansas City. Os japoneses, em segundo, enfrentam os suecos em Dallas.
Baila, Vini!
O Brasil foi a campo com Rayan na ponta direita, na vaga de Raphinha, com uma lesão na coxa direita. Na Escócia, o técnico Stephen Clark fez quatro alterações em relação ao time que perdeu para o Marrocos, por 1 a 0. O zagueiro Scott McKenna, o meia Kenny McLean e os atacantes Ben Gannon-Doak e Lawrence Shankland entraram nos lugares de Grant Hanley, Kieran Tierney, Ryan Christie e Che Adams.
Ao contrário dos jogos anteriores, a seleção brasileira não sofreu para abrir o placar. Logo aos seis minutos, a Escócia tentou sair jogando na pequena área, mas Rayan, ligado, desarmou McKenna. A bola sobrou nos pés de Vinícius Júnior, que driblou o goleiro Angus Gunn e mandou para as redes.
Dominando as ações, mesmo com a posse de bola escocesa maior, o Brasil quase ampliou aos 21. “Quase”, porque o que seria o segundo gol de Vinícius Júnior foi anulado. O atacante se antecipou a Jack Hendry, tomou a bola do zagueiro e bateu na saída de Gunn. Apesar de o defensor sequer reclamar, o árbitro César Ramos reviu a jogada no vídeo e entendeu que houve falta do camisa 7 canarinho, invalidando o lance.
Se, inicialmente, sentiu a melhora da Escócia após o gol anulado, o Brasil, aos poucos, recuperou a postura do começo da partida. Aos 44, Vinícius Júnior recebeu de Rayan na área, pela direita, cruzou rasteiro, e o atacante Matheus Cunha completou. A bola desviou no meia Lewis Ferguson e na perna de Gunn, saindo pela linha de fundo, à esquerda da trave.
Matheus Cunha marca em jogo contra a Escócia – REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução
A pressão verde e amarela surtiu efeito pouco depois. Nos acréscimos, aos 47 minutos, o Brasil retomou a posse em um carrinho de Matheus Cunha na entrada da área pela direita. A bola chegou no volante Bruno Guimarães, que cruzou na medida para Vinícius Júnior, livre, cabecear para as redes e marcar o segundo dele no jogo e o quarto na Copa.
O terceiro gol não ocorreu antes do intervalo graças a grande defesa de Gunn. Três minutos após a seleção brasileira ampliar o placar, o meia Lucas Paquetá lançou para Rayan, que escapou do lateral Andy Robertson e chutou rasteiro, na saída do goleiro, que desviou para escanteio.
Neymar de volta
A Escócia tentou se lançar ao ataque no segundo tempo. Aos quatro minutos, Alisson foi obrigado a trabalhar pela primeira vez, ao defender uma cabeçada do meia Scott McTominay, após cruzamento de Kieran Tierney, pela esquerda. Em duas oportunidades, Shankland tentou forçar quedas na área, buscando algum pênalti, em divididas com o zagueiro Gabriel Magalhães, sem sucesso.
O Brasil não se intimidou e aproveitou os espaços deixados pelos avanços escoceses para se aproximar do gol. Aos 14 minutos, o volante Casemiro lançou Bruno Guimarães, que ganhou da marcação, dominou na entrada da área e rolou para Matheus Cunha, que apareceu de surpresa e chutou no canto esquerdo de Gunn para marcar o terceiro dele na Copa ─ e o terceiro da seleção canarinho na partida.
Neymar voltou a atuar pelo Brasil após lesão na panturrilha – REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução
Com a boa vantagem, Ancelotti fez as primeiras mudanças, com Fabinho substituindo Casemiro – que estava pendurado e poderia ficar suspenso do mata-mata em caso de cartão amarelo ─ e o atacante Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá. A entrada mais esperada pelos torcedores, porém, veio aos 30 minutos: Neymar, que foi a campo no lugar de Matheus Cunha.
Três minutos depois, Neymar quase emplacou a primeira assistência na Copa, ao encontrar Vinícius Júnior em boa condição na área pela esquerda. O camisa 7 chutou, mas parou no goleiro. Aos 35, foi a vez do atacante do Real Madrid (Espanha) receber um cruzamento rasteiro do lateral Danilo pela direita, mas a conclusão saiu rente à trave direita.
Nos minutos finais, a Escócia fez um último esforço para diminuir o prejuízo no saldo, mas parou em Alisson. No fim, festa brasileira de um lado, tensão do outro, já que os escoceses terão de aguardar mais uns dias para saber se estarão ou não na próxima fase.
Marrocos em 2º
Na partida que ocorreu simultaneamente a Brasil e Escócia, Marrocos venceu o Haiti por 4 a 2, de virada, em Atlanta. O resultado assegurou a classificação dos Leões do Atlas (como são conhecidos os africanos), mas os deixou em segundo lugar no Grupo C, atrás da seleção brasileira, apesar dos mesmos sete pontos, pelo saldo de gols (seis a três para o time canarinho). Eles terão pela frente o líder do Grupo F na próxima fase.
Os atacantes Ismael Saibari, Soufiane Rahimi e Gessime Yassine e o lateral Achraf Hakimi marcaram para a seleção marroquina. A equipe caribenha, que se despediu zerada da Copa, balançou as redes com Wilson Isidor e um gol contra assinalado para o goleiro Yassine Bono, após finalização de calcanhar do também atacante Lenny Joseph.
O primeiro 0 a 0 da Copa do Mundo de 2026 foi um capítulo da história. A estreia de Cabo Verde em uma Copa foi segurando o empate diante da Espanha, campeã da Euro 202. Na tarde desta segunda-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), os Tubarões Azuis – apelido da seleção caboverdiana – tiveram uma grande atuação do sistema defensivo, especialmente do goleiro Josimar Dias, mais conhecido como Vozinha, de 40 anos. Logo em sua primeira partida, a seleção africana soma seu primeiro ponto. Ainda nesta segunda (15), Arábia Saudita e Uruguai fazem o outro duelo do grupo H, às 19h (horário de Brasília), em Miami (EUA).
A história da partida foi uma Espanha ocupando o campo adversário, mas com dificuldades para criar perigo real: os espanhóis tiveram 62% de posse de bola e finalizaram 27 vezes (Cabo Verde finalizou seis vezes), mas foram poucas oportunidades claras.
Praticamente todas elas aconteceram na reta final do primeiro tempo. O goleiro Vozinha fez grande defesa em cabeçada de Oyarzábal após chute de Ferrán Torres no travessão. Pouco depois, Torres chutou forte, dentro da área, no contrapé de Vozinha, que encaixou a bola de forma segura. Por último, o goleiro de Cabo Verde desviou para fora uma cabeçada perigosa de Laporte.
Aos 40 anos, o goleiro Vozinha fechou o gol da seleção de Cabo Verde no empate em 0 a 0 com a Espanha, na estreia pelo Grupo H – Reuters/Jordan Godfree
Na segunda etapa, a Espanha manteve a tática e Vozinha não brilhou tanto, porque a defesa caboverdiana bloqueou diversos chutes e afastou vários cruzamentos. Nem mesmo a entrada do craque espanhol Lamine Yamal, aos 25 minutos, alterou o panorama. Cabo Verde até teve oportunidades de contraataques, porém sem colher frutos.
A partida terminou para intensa comemoração da seleção de Cabo Verde, que teve Vozinha premiado como melhor jogador do duelo. Os Tubarões Azuis têm como próximo compromisso a partida contra o Uruguai, no domingo (21), em Miami. No mesmo dia, a Espanha enfrenta a Arábia Saudita, novamente em Atlanta.
A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.
A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.
A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.
O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.
Fim do mistério
Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.
Primeiro tempo no lucro
A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.
Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.
O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.
Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.
Melhor do Brasil no jogo, Vinícius Júnior buscou empate com golaço. Empate refletiu o equilíbrio dos dois times. Foto: REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução
Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.
Brasil melhora
Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.
Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.
Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.
Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.
O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston.
O treinador do Brasil Carlo Ancelotti – Foto – Rafael Ribeiro / CBF
O treinador Carlo Ancelotti não escondeu a alegria em poder comandar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (12), véspera da estreia no Mundial, contra o Marrocos, ele comentou que irá desfrutar desta oportunidade com “alegria e felicidade”.
“É uma experiência nova, mas algo especial obviamente. É ter a responsabilidade e a honra de representar o país do futebol, a seleção mais laureada do mundo. Duas coisas: responsabilidade e honra. Eu quero aproveitar esse momento com alegria e felicidade porque é um momento muito bonito da minha história”, celebrou, na entrevista realizada no complexo do MetLife Stadium.
A Amarelinha buscará os primeiros três pontos diante da quarta colocada do último Mundial. Para Ancelotti, a equipe terá que ter atenção em todas as fases do jogo para vencer um “time muito bem preparado e forte”.
“Marrocos é um time muito bem organizado, com qualidade em todos os aspectos. Temos que fazer um jogo completo, não podemos esquecer de nada disso, defensivamente, ofensivamente ou em transição. Vigiar bem o nível defensivo, ter uma bola parada forte porque temos qualidade aí. No futebol moderno, não existe time pequeno, Marrocos é um dos melhores times da África, (…) é um time muito bem preparado e forte”, disse.
O atleta americano Folarin Balogun, atacante do Monaco – Foto: Reprodução
Os Estados Unidos não tomaram conhecimento do Paraguai e estrearam com goleada por 4 a 1, em Los Angeles, na noite dessa sexta-feira. Balogun, com dois gols, foi o destaque. Bobadilla, do São Paulo, marcou contra, e Reyna fechou o placar.
O gol de honra paraguaio foi de Maurício, do Palmeiras, que fez o primeiro jogo de Copa do Mundo na carreira e balançou as redes pela primeira vez com a camisa da Albirroja. Pela primeira vez na história das Copas, os EUA fizeram quatro gols em uma partida.
A expectativa dos estadunidenses para a estreia estava sobre Pulisic, o “Capitão América” e jogador do elenco com currículo mais vasto no futebol. Mas, quem surgiu para decidir foi Folarin Balogun, atacante do Monaco. Ele marcou dois gols na vitória.
Ponto forte do Paraguai, a defesa levou mais de dois gols pela primeira vez sob comando de Gustavo Alfaro. Com ele, o time terminou as Eliminatórias para a Copa com a segunda melhor defesa – ao lado da Argentina –, com dez gols sofridos em 18 jogos.
A Copa do Mundo de 2026 teve início com vitória de uma das três seleções anfitriãs. Nesta quinta-feira (11), o México derrotou a África do Sul por 2 a 0 no Estádio Azteca, na Cidade do México, na abertura do Grupo A do Mundial.
A chave, quase toda ela disputada em território mexicano, ainda tem Coreia do Sul e República Tcheca, que se enfrentam na noite desta quinta (11), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Akron, em Zapopan. Os sul-coreanos são os próximos adversários do México, em 18 de junho, às 13h, na única partida do grupo a ser realizada nos Estados Unidos – o jogo será no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. No mesmo dia, os Bafana Bafana (apelido do time sul-africano) encaram os tchecos às 22h, no Akron.
Pela primeira vez, um trio brasileiro teve a responsabilidade de apitar o jogo de abertura de uma Copa. A missão coube ao árbitro Wilton Pereira Sampaio e aos auxiliares Bruno Pires, também goiano, e o paranaense Bruno Boschilia.
Outro detalhe histórico é que o Azteca se tornou o primeiro estádio a receber jogos de três Mundiais, após participar, também, de 1970 e 1986. No ano que vem, o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, será o pioneiro na estatística entre os brasileiros, já que é uma das sedes da Copa do Mundo Feminina do Brasil – anteriormente ele abrigou partidas das edições masculinas de 1950 e 2014.
Empurrado pelos gritos de “México” e “olé” dos mais de 80 mil torcedores presentes no Azteca, os donos da casa não demoraram a abrir o placar. Aos oito minutos, o goleiro Ronwen Williams tentou sair jogando com Sphephelo Sithole, mas o volante, de costas, foi desarmado pelo meia Érik Lira. A bola ficou com o atacante Juan Quinõnes, que mandou para as redes, fazendo o primeiro gol da Copa.
Mesmo diminuindo o ritmo dos primeiros minutos, o México manteve o jogo sob controle. O segundo gol quase saiu aos 41 minutos, novamente com Quiñones, que recebeu do meia Brian Gutiérrez na área, na marca do pênalti, e acertou a trave esquerda da África do Sul.
A etapa final começou de forma semelhante a inicial, com os mexicanos aproveitando uma saída de bola errada dos Bafana Bafana. Logo ao primeiro minuto, o meia Alvaro Fidalgo fez o desarme na entrada da área, levou até a linha de fundo e tentou cruzar rasteiro. A zaga afastou e Gutiérrez arriscou de fora da área, por cima da meta.
A missão sul-africana se tornou mais difícil aos quatro minutos, com a expulsão de Sithole por falta em Gutiérrez, que ficaria na cara de Williams para finalizar. A superioridade numérica, porém, não mudou a postura de jogo cadenciada do México.
A irritação da torcida local com a lentidão da equipe, mesmo com a vantagem, transformou-se em alegria em dose dupla Primeiro, aos 20 minutos, quando o técnico Javier Aguirre mandou a campo o meia Gilberto Mora, de 17 anos, considerado a grande revelação do futebol mexicano.
Depois, no minuto seguinte, em contra-ataque iniciado por Quiñones, em que Roberto Alvarado cruzou pela direita e o atacante Raul Jímenez definiu de cabeça. Ele se igualou ao ex-centroavante Jared Borgetti como segundo maior artilheiro da história do México, com 46 gols.
Sem conseguir esboçar reação, a África do Sul ainda perdeu outro jogador expulso. Aos 36 minutos, após ser chamado ao vídeo, Wilton Pereira Sampaio deu cartão vermelho ao meia Themba Zwane, por atingir o rosto de Alvarado sem bola e fora da jogada.
Já nos acréscimos, o árbitro brasileiro colocou mais um atleta fora de campo. Desta vez, o zagueiro César Montes, do México, que derrubou Khuliso Mudau perto da entrada da área, quando o lateral se dirigia sozinho em direção ao gol. Nada, porém, que impactasse o resultado final da partida.