Dia: 15 de Setembro, 2026

O candidato a deputado estadual Léo de Neco (Avante), com chances de ser eleito

Leo de Neco

O candidato a deputado estadual Léo de Neco (Avante) vem ampliando sua presença política em diferentes regiões da Bahia e já reúne apoios e representações em mais de 100 municípios do estado.

Ex-prefeito de Gandu por dois mandatos, Léo de Neco construiu sua trajetória também à frente de entidades regionais, fortalecendo a relação com prefeitos, vereadores e lideranças políticas do interior baiano.

Na atual caminhada eleitoral, o candidato tem intensificado as articulações e buscado novas alianças. A estratégia inclui a aproximação com lideranças de diferentes municípios e grupos políticos interessados em fortalecer suas chapas para as eleições deste ano.

No Baixo Sul, sua principal base política, Léo mantém uma estrutura de apoio construída ao longo dos anos. Em Gandu, o grupo conta com a prefeita Dai de Léo de Neco (Avante), além de vereadores, ex-vereadores e outras lideranças locais.

Com a ampliação da rede de apoios, aliados avaliam que Léo de Neco chega à disputa pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) com potencial para alcançar uma votação expressiva. A expectativa é de que a presença em diferentes regiões do estado seja um dos principais fatores para o desempenho do candidato nas urnas.

Licínio de Almeida é investigada por aluguel irregular de carro e suposta improbidade

Licínio de Almeida é investigada por aluguel irregular de carro e suposta improbidade

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da Promotoria de Justiça, converteu uma apuração preliminar no Inquérito Civil nº 117.9.469535/2025 para investigar a ocorrência de suposto ato de improbidade administrativa e dano ao erário no município de Licínio de Almeida.

De acordo com documento publicado nesta segunda-feira (14), a investigação foca na contratação e locação do veículo Fiat/Argo Drive 1.3 sem o devido procedimento licitatório e sem instrumento contratual formalizado, ocorrida entre fevereiro e junho de 2025.

O contrato sob suspeita foi formalizado em nome de Diego Souza Lisboa e envolve pagamentos inicialmente documentados no valor de R$ 11.333,00 através do Fundo Municipal de Educação, somados a R$ 3.500,00 quitados via Nota Fiscal de Serviço Avulso.

As apurações da promotoria também buscam esclarecer se outros empenhos da Secretaria Municipal de Infraestrutura, no montante de R$ 15.172,00, possuem ligação com o mesmo arranjo financeiro e se a propriedade de fato do automóvel pertencia a um agente político, o que configuraria burla à vedação legal que impede a contratação de vereadores pelo município. A portaria foi instaurada pela promotora de Justiça Gabrielly Coutinho Santos.

BYD com 24% do mercado em Salvador: o dado que explica por que a capital baiana virou o laboratório do carro elétrico no Brasil

BYD com 24% do mercado em Salvador: o dado que explica por que a capital baiana virou o laboratório do carro elétrico no Brasil

Em janeiro de 2026, um em cada quatro carros vendidos em Vitória da Conquista era BYD. Em Salvador, a marca chinesa liderou o varejo pelo terceiro mês consecutivo com 15,1% de participação, superando Fiat, Toyota e Volkswagen. No acumulado do primeiro semestre, a BYD manteve a liderança absoluta no varejo da capital baiana e ficou em segundo lugar em todo o Nordeste. Os carros à venda em Salvador em 2026 contam uma história que o mercado automotivo nacional ainda está processando: a Bahia não está seguindo a tendência dos elétricos. Está liderando ela.

Isso não aconteceu por acaso.

O polo que mudou tudo

Em julho de 2025, o primeiro BYD Dolphin Mini 100% elétrico fabricado no Brasil saiu da linha de produção em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Quatro meses depois, a montadora já havia produzido mais de 25 mil veículos na planta e empregava diretamente mais de 4 mil trabalhadores na região.

A coincidência geográfica explica muito do que aconteceu em seguida. O consumidor baiano passou a comprar um carro que é produzido a 40 minutos de casa. A concessionária da BYD virou vizinha da fábrica. O mecânico começou a aprender a tecnologia antes dos colegas de outros estados. E a Bahia, que nunca havia sido associada à vanguarda do mercado automotivo, virou o estado onde a transição para os elétricos acontece mais rápido do que em São Paulo.

O Dolphin Mini que desbancou os populares

O carro que está movendo esse fenômeno tem nome: BYD Dolphin Mini. O compacto 100% elétrico, com autonomia de até 320 quilômetros e preço inicial de R$ 119.990, foi o modelo mais vendido na Região Metropolitana de Salvador em janeiro de 2026, segundo dados da Fenabrave.

Para entender o que isso significa, é preciso lembrar que o Dolphin Mini estava concorrendo com Volkswagen Polo, Hyundai HB20 e Fiat Argo, modelos com décadas de presença no mercado brasileiro e redes de concessionárias consolidadas. O elétrico chinês passou todos eles na capital baiana.

O resultado não foi episódico. Em fevereiro, março, abril, maio e junho, a BYD manteve a liderança ou ficou entre os dois primeiros colocados no varejo de Salvador. No segundo trimestre, o Dolphin Mini chegou a ter três versões entre os dez carros mais vendidos em Salvador simultaneamente.

Por que o baiano adotou o elétrico antes do paulistano

A explicação tem três camadas.

A primeira é industrial. A presença da fábrica em Camaçari criou uma cadeia de valor local, com revendedores treinados, peças mais acessíveis e suporte técnico mais próximo do que em qualquer outra região do país. Comprar um carro cuja fábrica fica no estado muda a percepção de risco do consumidor.

A segunda é econômica. Salvador e o interior da Bahia têm um perfil de deslocamento que favorece o elétrico: percursos diários mais previsíveis, uso predominantemente urbano e custo de combustível que pesa mais no orçamento de famílias de renda média do que no de consumidores de alta renda em capitais do Sudeste. A conta do custo operacional de um elétrico fecha mais facilmente em Salvador do que em São Paulo.

A terceira é estratégica. A BYD decidiu tratar a Bahia como mercado prioritário e investiu em concessionárias, treinamento de pessoal e campanhas locais com uma intensidade que outras montadoras não replicaram na região. O resultado é uma presença de marca que o consumidor baiano passou a reconhecer de forma quase instintiva.

O que o mercado de carros à venda em Salvador revela sobre 2026

O fenômeno BYD em Salvador não cancela o mercado de carros a combustão. Ele o transforma.

À medida que os elétricos ocupam uma fatia crescente das vendas de zero-km, o estoque de seminovos e usados a combustão fica proporcionalmente maior. Para o comprador que pesquisa carros à venda em Salvador com orçamento limitado, essa dinâmica cria uma janela: mais oferta de usados convencionais, preços pressionados pela concorrência com o elétrico novo e um mercado de segunda mão que começa a sentir o impacto da mudança de perfil das vendas.

A BYD projeta alcançar a liderança nacional no varejo automotivo brasileiro até 2030. Se o ritmo de Salvador for qualquer indicação, a Bahia vai chegar lá antes. E o mercado de carros da capital baiana vai continuar sendo um dos mais interessantes do Brasil para quem quer entender para onde o setor automotivo está indo.

O número que resume o momento

A BYD vendeu 100 mil carros no Brasil em apenas seis meses de 2026, conforme dados da Fenabrave. Entrou no segmento de passeio há menos de quatro anos. Em Salvador, liderou o varejo de forma praticamente ininterrupta desde novembro de 2025.

Em Vitória da Conquista, o número que mais impressiona os analistas do setor não é o volume absoluto de vendas. É o percentual: 24,1% do mercado. Quase um em cada quatro carros vendidos na cidade pertence a uma marca que não existia no mercado brasileiro de passeio até 2022.

Isso não é tendência. É ruptura. E Salvador foi a primeira cidade do Brasil a vivê-la.

STF define rito de sessão que analisará conversas de Moraes e Vorcaro

Relatório será lido pelo ministro Edson Fachin, atual relator do caso

Agência BrasilBrasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro então chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet.

*Matéria alterada às 20h54 para correção de informação sobre a leitura do relatório. A leitura será feita pelo atual relator da matéria, ministro Edson Fachin, e não pelo antigo relator, ministro André Mendonça.