A canção “Recuar Jamais”, composta por Luiz Carlos Prestes Filho, nasceu para resgatar e eternizar em música o momento decisivo em que os revolucionários recusaram o desânimo e a rendição para se transformar em um dos maiores episódios de resistência da história brasileira.
A composição encontra sua razão de ser nos seguintes pontos históricos e simbólicos.
Após meses de combates pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, acontece a junção das forças revolucionárias gaúcha e paulista no Paraná. Mas o momento é de profunda incerteza.
Diante do cerco das forças governistas, a ideia dominante entre os líderes paulistas era o exílio na Argentina. A canção traduz esse momento crítico em que o movimento esteve à beira da dissolução.
A canção homenageia a estratégia militar adotada por Luiz Carlos Prestes. Em vez de recuar para o estrangeiro, Prestes propôs manter a tropa em constante deslocamento pelo interior do país, evitando combates decisivos contra forças superiores e mantendo a chama revolucionária acesa.
O brado “Recuar Jamais!” tornou-se a máxima moral do movimento. A canção celebra a transformação de Prestes em uma figura lendária no imaginário popular, simbolizando a coragem, a disciplina e a recusa absoluta em abandonar os ideais de transformação social. É aclamado como o CAVALEIRO DA ESPERANÇA.
Ao compor a obra, Luiz Carlos Prestes Filho (especialista na preservação do acervo e da memória de seu pai) busca transmitir às novas gerações não apenas o fato histórico da marcha de mais de 24 mil quilômetros, mas a força poética e o espírito inabalável dos soldados que decidiram “incendiar o Brasil” com a esperança de reformas políticas e sociais.
Há muitos anos, a estrada que liga Condeúba ao Distrito de Alegre e a Mortugaba é uma via essencial para muitas famílias e comunidades da nossa região. Por ela passam moradores, trabalhadores, estudantes, produtores rurais, comerciantes e pessoas que precisam se deslocar para acessar serviços e outras localidades. A falta de pavimentação asfáltica prejudica quem depende dessa estrada e limita o desenvolvimento de toda a região. As condições da via dificultam o transporte, aumentam o tempo e os custos dos deslocamentos e afetam o escoamento da produção rural. A pavimentação representa mais segurança, mobilidade, integração e melhores condições para o desenvolvimento econômico e social. A estrada atende e beneficia diretamente diversas localidades e comunidades do município de Condeúba, entre elas Alegre, Mandaçaia do Alegre, Arial, Feirinha do Morro, Tamburil, Riacho Seco, Cachoeira, Mandaçaia de Condeúba, Brejim, Cerquinha, Olho d’Água, Ripa, entre outras. Sua importância, porém, ultrapassa os limites municipais. A pavimentação da ligação Condeúba–Alegre–Mortugaba fortalecerá a conexão com Mortugaba e dará continuidade a um importante eixo de integração que, pela BA-156, alcança Montezuma, na divisa entre Bahia e Minas Gerais. Em abril de 2026, o Governo da Bahia inaugurou a pavimentação de 5,6 quilômetros da BA-156 entre Mortugaba e a divisa BA–MG, justamente no sentido de Montezuma. A partir daí, essa ligação se integra ao Norte de Minas Gerais, favorecendo direta ou indiretamente a conexão com municípios como Santo Antônio do Retiro, Vargem Grande do Rio Pardo, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso, Espinosa, Monte Azul, Mato Verde, Taiobeiras, Salinas, Janaúba, Porteirinha e Montes Claros, entre outros municípios da região. Dessa forma, o asfaltamento da estrada Condeúba–Alegre–Mortugaba não representa apenas uma melhoria local. Ele fortalece um corredor de integração entre o Sudoeste da Bahia e o Norte de Minas Gerais, ampliando as possibilidades de circulação de pessoas, mercadorias e produção e, por meio da malha rodoviária, a conexão com outras regiões de Minas Gerais e do Brasil. A falta de pavimentação asfáltica tem consequências concretas para quem utiliza essa estrada. Nos períodos de chuva, as condições de tráfego pioram e dificultam o deslocamento; nos períodos de seca, a poeira torna-se parte da rotina das comunidades e de quem percorre o trecho. Além disso, as condições da estrada aumentam as dificuldades de transporte, prejudicam o escoamento da produção rural e afetam o acesso da população ao comércio, à educação, à saúde e a outros serviços. A pavimentação dessa estrada não é apenas uma obra de infraestrutura. É um investimento capaz de aproximar comunidades, facilitar o transporte de pessoas e mercadorias, fortalecer produtores e comerciantes e criar melhores condições para o desenvolvimento econômico e social de toda a região. Este abaixo-assinado reúne a manifestação popular em defesa da pavimentação da estrada Condeúba–Distrito do Alegre–Mortugaba e solicita ao Governo do Estado da Bahia, à Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (SEINFRA), às Prefeituras de Condeúba e Mortugaba e aos demais órgãos e representantes públicos competentes que adotem as providências necessárias para tornar essa obra uma realidade. Assine e compartilhe este abaixo-assinado.
Diretor-geral foi afastado preventivamente por André Mendonça
Agência BrasilFoto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Onze diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma carta manifestando “total apoio” ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que foi afastado preventivamente do cargo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na carta, os diretores expressam apoio também ao diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, que também foi afastado. Eles colocaram o cargo à disposição do diretor interino da PF, William Marcel Murad.
“Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável”, diz o texto.
Andrei foi afastado por Mendonça na manhã desta terça. Segundo a decisão, o diretor-geral da PF teve participação no monitoramento ilegal do ministro durante o mês de agosto, quando ao menos seis relatórios internos foram produzidos.
O texto assinado pelos diretores da PF continua afirmando que “narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”.
A nota fala ainda de “ataques” à PF e “usurpação de funções”, completando ser do interesse público que os diretores defendam uma instituição capaz de assegurar o Estado Democrático de Direito.
“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, conclui o texto.
A decisão monocrática que afastou Andrei chegou a ser colocada em julgamento na Segunda Turma do STF, que formou maioria de três entre cinco ministros para confirmar a medida. O desfecho da análise foi adiado por um pedido de vista (mais tempo de análise) feito pelo ministro Gilmar Mendes.
Além de Mendes e Mendonça, compõem a turma os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, que votaram a favor do afastamento, e Dias Toffoli, que ainda não se posicionou.
Uma mulher de 22 anos ficou ferida após ser atacada a golpes de facão. No momento da agressão, a vítima estava com a filha de apenas 3 anos no colo. Segundo as informações divulgadas, o suspeito é um vizinho, identificado como Genivaldo José dos Santos, conhecido como “Val”, de 37 anos.
A jovem sofreu um corte profundo no braço direito e foi socorrida para o Hospital Arlete Maron, em Ibicaraí, Sul da Bahia, onde o fato aconteceu. Ela recebeu atendimento médico. Não há informação de que a criança tenha sido atingida.
Após o ataque, moradores ficaram revoltados e agrediram o suspeito antes da chegada da polícia. Uma guarnição da 63ª CIPM esteve no local e efetuou a prisão em flagrante. Conforme as informações da ocorrência, o homem ainda teria oferecido resistência durante a abordagem.
Os policiais apreenderam o facão apontado como utilizado no ataque, além de um canivete. O suspeito foi detido e o caso deverá ser investigado para esclarecer a motivação e todas as circunstâncias da agressão.
A 3ª Promotoria de Justiça de Guanambi instaurou um procedimento administrativo para investigar uma denúncia de possíveis irregularidades e excessos que teriam sido praticados por policiais civis no âmbito da Delegacia de Polícia do município. Segundo o documento publicado na sexta-feira (04), a apuração busca esclarecer as circunstâncias do relato encaminhado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e verificar se houve desvio de conduta por parte dos agentes públicos envolvidos.
A investigação foi oficializada por meio da Portaria 36/2026, registrada sob o número IDEA 692.9.531474/2025, e formalizada em 2 de setembro de 2026 pelo promotor de Justiça Francisco de Freitas Júnior. O procedimento, que aponta como envolvidos uma policial civil e a própria Delegacia de Polícia de Guanambi, acompanhará o desdobramento dos fatos para garantir a apuração rigorosa das condutas e a responsabilização dos envolvidos, caso fiquem comprovados os excessos.
Dois casos graves de violência doméstica previstos na Lei Maria da Penha foram registrados pelo 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) entre a noite de domingo (06) e a madrugada desta segunda-feira (07) nos municípios de Iuiu e Sebastião Laranjeiras. Em ambas as ocorrências, os agressores fugiram antes da chegada das guarnições.
O primeiro episódio ocorreu por volta das 22h20 de domingo (06), na Rua das Flores, no Distrito de Pindorama, zona rural de Iuiu. Uma jovem de 24 anos relatou aos policiais que foi agredida fisicamente pelo companheiro, de 29 anos, com tapas na cabeça e arrastões pelos cabelos em plena via pública. A vítima sofria ameaças de morte constantes e ficou com lesões pelo corpo. Ao perceber a aproximação da viatura, o homem fugiu. A jovem foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Iuiu. A PM fez buscas na região, mas o suspeito não foi localizado.
Horas depois, às 03h52 desta segunda-feira (07), a PM atendeu ao segundo caso, desta vez na Rua das Oliveiras, no Centro de Sebastião Laranjeiras. Uma mulher de 25 anos informou que o companheiro, de 21 anos, ateou fogo em seus pertences pessoais e destruiu móveis e utensílios da residência após uma discussão motivada por ciúmes. A guarnição constatou a destruição no imóvel, realizou rondas nas imediações, mas o autor do vandalismo e das agressões não foi encontrado.
Em ambos os casos, as vítimas receberam orientações dos policiais militares para comparecer às Delegacias Territoriais de suas respectivas cidades para formalizar as denúncias e requerer medidas protetivas de urgência.
Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.
Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”
Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.
São Paulo
Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.
Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.
São Paulo (SP), 07/09/2026 – Ato do 32º Grito dos Excluídos na capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
“A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.
O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.
Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.
Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.
“Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro.
Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.
Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.
Rio de Janeiro, 07/09/2026 – Grupo leva teatro para Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.
“O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.
Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.
À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.
“Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.
O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão.
Brasília
Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.
“O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.
Brasília (DF), 07/09/2026 – Grito dos Excluídos em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.
Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.
“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.
Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.
Brasília (DF), 07/09/2026 – Professora Altaci Kokama participa do Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
“Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.
“Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.