Dia: 1 de Agosto, 2026

Fé em Cristo reúne comunidades na segunda noite do Tríduo em louvor ao Senhor dos Passos, em Olho d’Água

As festeiras representando o Grupo Três com a Bandeira de Senhor dos Passos

Uma noite marcada pela oração, devoção, acolhida e confraternização entre comunidades fortaleceu ainda mais a caminhada de fé dos fiéis
Na noite deste sábado, 1º de agosto de 2026, a partir das 19 horas, a comunidade de Olho d’Água viveu mais um momento especial de fé, devoção e espiritualidade cristã com a realização da segunda noite do Tríduo em preparação à Festa do seu padroeiro, Senhor dos Passos.
Com o coração voltado para Jesus Cristo e para a mensagem de amor, esperança e perseverança representada pelo Senhor dos Passos, os fiéis se reuniram para celebrar a fé e agradecer a Deus pelas bênçãos recebidas, renovando o compromisso de caminhar unidos na vida comunitária.
A celebração também teve como marca principal a participação e integração de diversas comunidades, demonstrando que a fé em Cristo ultrapassa fronteiras e aproxima pessoas em torno de um mesmo propósito: louvar a Deus e honrar o padroeiro Senhor dos Passos.

Acolhida e boas-vindas
Abrindo a programação da noite, Angelina, integrante do Grupo 3 os festeiros, realizou a acolhida, dando as boas-vindas aos fiéis e agradecendo, de maneira especial, a presença das comunidades visitantes que vieram participar daquele momento de oração e celebração.
A presença das comunidades Bom Abrigo, Lagoa do Curral, Morrinhos dos Farias e do distro de Alegre abrilhantou ainda mais a noite, fortalecendo os laços de fraternidade e comunhão entre os irmãos.
A representação das comunidades ficou assim constituída: Rita, que presidiu a celebração pela comunidade Bom Abrigo; Iany, da comunidade Lagoa do Curral, como Leitora 1; e Aparecida Maria, da comunidade Morrinhos dos Farias, como Leitora 2. Ainda desta última comunidade, fizeram a intronização da Bíblia as crianças Larissa e Jaine.

Animação fortalece a celebração
A animação da noite ficou sob a responsabilidade do casal Eldinea e Gino, ambos da comunidade do distrito de Alegre, que contribuíram para tornar o encontro ainda mais alegre e participativo.
Por meio dos cânticos e da animação, os participantes foram convidados a elevar seus corações a Deus, celebrando a vida, a esperança e a fé em Jesus Cristo, centro de toda caminhada cristã.
Mais do que uma festa religiosa, o Tríduo do Senhor dos Passos representa para a comunidade um verdadeiro reencontro com Deus e com os irmãos, renovando a esperança daqueles que seguem firmes na fé, mesmo diante das dificuldades da caminhada.

Comunidade unida pela fé
Ao final da celebração, o coordenador da comunidade de Olho d’Água, senhor Hélio Carlos, mais uma vez manifestou sua profunda gratidão a todos que participaram da segunda noite do Tríduo.
Em suas palavras, agradeceu especialmente às comunidades visitantes, aos celebrantes, leitores, animadores, festeiros e a todos aqueles que contribuíram para a realização daquela noite tão significativa.
Na sequência, os participantes foram convidados para uma deliciosa quermesse, momento de confraternização e convivência entre as famílias e comunidades presentes. Posteriormente, a programação prosseguiu com um animado bingo, encerrando a noite em clima de alegria, amizade e fraternidade.

Senhor dos Passos: uma devoção que fortalece a caminhada cristã
A segunda noite do Tríduo deixou uma mensagem muito clara: quando a comunidade se une em torno da fé em Cristo, a esperança se renova e os laços de fraternidade se fortalecem.
A devoção ao Senhor dos Passos conduz os fiéis à reflexão sobre o caminho percorrido por Jesus, lembrando que Cristo carregou sua cruz por amor à humanidade e, por meio de sua paixão, morte e ressurreição, tornou-se para todos nós sinal de salvação, esperança e vida nova.
É justamente essa fé que move a comunidade de Olho d’Água. Uma fé simples, profunda e perseverante, que se manifesta na oração, na participação comunitária, na acolhida aos irmãos e na certeza de que Cristo caminha ao lado de seu povo em todos os momentos.
Assim, a Festa do Senhor dos Passos vai ganhando forma, reunindo cada vez mais fiéis em torno da Palavra de Deus, da oração e da confraternização.
Que o Senhor dos Passos continue abençoando a comunidade de Olho d’Água, todas as comunidades participantes e cada família que, com fé e devoção, segue caminhando ao lado de Cristo.
Viva o Senhor dos Passos!
Viva a fé em Cristo!
Viva a comunidade de Olho d’Água!

Fotos: Oclides/JFC

SP: alta de casos de sarampo aumenta preocupação dos serviços de saúde

Mobilização especial começa na segunda-feira, dia 3

Agência Brasil Ministério da Saúde realiza Dia D da segunda fase da Campanha de Vacinação contra o Sarampo será neste sábado (30).Marcelo Camargo/Agência Brasil

O aumento dos casos de sarampo no estado de São Paulo – 15 já foram confirmados este ano – levou a recomendação por uma busca vacinal daqueles que não receberam imunização e por uma dose de reforço em crianças já vacinadas.

As cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, todas na região metropolitana, já estavam em atenção no começo da semana, quando o Ministério da Saúde recomendou a extensão da imunização para o público entre 6 e 59 anos, dentro da campanha de multivacinação que inicia na próxima segunda-feira, 03, e vai até o dia 1º de setembro. O governo estadual confirmou que esse grupo receberá imunização.

Em São Paulo a campanha ocorre em todos os 645 municípios. Além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, podem ser atualizadas outras imunizações, dentro do calendário normal.

Além da vacina tríplice estão disponíveis imunizantes para: BCG; hepatite B; pentavalente; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; varicela; DTP; hepatite A; e HPV.

Segundo a secretaria estadual de Saúde, dados preliminares de 2026 indicam cobertura de 77,5% para a primeira dose e de 65,5% para a segunda dose da tríplice viral no estado. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde é 95% para cada uma das doses.

“A atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão”, afirmou em nota Tatiana Lang, da secretaria estadual de Saúde.

Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose (D2). Nos municípios contemplados pela recomendação, Guarulhos registrou coberturas de 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo atingiu 90,84% (D1) e 83,62% (D2), e o município de São Paulo apresentou 90,79% (D1) e 83,63% (D2).

Centrais sindicais propõem medidas para enfrentar tarifaço dos EUA

Documento foi entregue ao governo brasileiro

Agência Brasilship loading at Santos port in Sao Paulo, Brazil, seen from above. Porto de Santos. Foto: Erich Sacco/ Adobe StockFoto: Erich Sacco/ Adobe Stock

As centrais sindicais apresentaram nesta sexta-feira (31) um documento com propostas para enfrentar os efeitos do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros.

No documento, entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, as entidades defendem o incentivo à produção nacional, ampliação dos investimentos públicos, fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e proteção dos empregos. 

“Diante do agravamento da guerra comercial desencadeada pelas novas medidas protecionistas do governo dos EUA, as centrais sindicais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia nacional, os empregos e a soberania produtiva e política do Brasil”, diz o documento.

Uma das propostas é que a manutenção das vagas de trabalho seja exigência para empresas acessarem programas de socorro.

As centrais sindicais defendem busca por novos mercados para os produtos tarifados, o estímulo à produção nacional por meio das compras públicas e da política de conteúdo local e maior investimento público em infraestrutura social e produtiva, incluindo transporte, energia, habitação, saúde e educação.

Segundo as centrais, o país deve aprimorar o projeto de desenvolvimento com inclusão e justiça social, inclusive com mecanismos de proteção frente a instabilidade externa.

“Esse modelo de desenvolvimento deve estar estruturado na geração e proteção de empregos, no combate à precarização do trabalho e no fortalecimento da capacidade de consumo das famílias por meio da valorização da renda do trabalho”, diz o documento.

O texto também traz propostas de revisão da Lei de Patentes para combater abusos de propriedade intelectual; o fortalecimento do Mercosul, como instrumento de integração econômica e desenvolvimento regional; fundos de compensação e programas de transição destinados aos trabalhadores afetados pelo comércio internacional e o fortalecimento da organização sindical para assegurar a negociação coletiva nos setores impactados.

O documento, assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, foi entregue ao ministros durante reunião em São Paulo.

As centrais sindicais disseram ainda apoiar as medidas adotadas pelo Brasil em relação ao tarifaço, bem como a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

Ações

Na segunda-feira (27), o governo brasileiro encaminhou à Organização Mundial de Comércio (OMC) um documento em que classifica como “inconsistentes” as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

“As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

O Brasil também afirma que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

O documento faz parte de um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

Fazendeiro reage a aproximação de ex-funcionário e troca tiros em Barra da Estiva

Fazendeiro reage a aproximação de ex-funcionário e troca tiros em Barra da Estiva
Foto: WhatsApp

Policiais do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados na noite desta quinta-feira (30), por volta de 18h50, para a Fazenda Prata, na zona rural de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, a fim de apurar uma ocorrência com disparo de arma de fogo.

Como, inicialmente, havia relato de possíveis feridos, guarnições dos pelotões de Barra da Estiva e Ituaçu, com o apoio do Samu 192, deslocaram-se em ação conjunta até o endereço.

No imóvel, o proprietário relatou que identificou pelas câmeras de segurança a aproximação de um ex-funcionário acompanhado de outros indivíduos em dois veículos. Segundo ele, ao abrir o portão, foi surpreendido por um disparo e reagiu utilizando a sua própria arma de fogo.

O ex-funcionário, que havia acionado a polícia alegando ter sido atingido, foi examinado pela equipe de socorristas, que constatou a ausência de qualquer ferimento.

Os envolvidos e a arma de fogo, uma pistola Glock G25 380, foram encaminhados à Delegacia Territorial de Brumado para adoção das providências legais e a devida apuração do caso.

CNPJ alfanumérico começou a ser emitido nesta sexta

CNPJ alfanumérico começa a ser emitido nesta sexta
Foto – Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Receita Federal começou a emitir nesta sexta-feira (31) o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A principal mudança é que os novos cadastros poderão combinar letras e números, mantendo o total de 14 caracteres.

A alteração vale apenas para novos registros. Empresas que já possuem CNPJ não terão o número alterado e não precisarão fazer qualquer atualização cadastral por causa da mudança.

Segundo a Receita Federal, a adoção do novo modelo, anunciado em outubro de 2024, é necessária para ampliar a quantidade de combinações disponíveis e garantir a continuidade da emissão de CNPJ nos próximos anos.

O que muda

Atualmente, todos os CNPJs são formados apenas por números. Com o novo modelo, as inscrições poderão conter letras e números na mesma sequência.

Mesmo assim, o CNPJ continuará com 14 caracteres. As oito primeiras posições identificarão a empresa, as quatro seguintes indicarão o estabelecimento (como matriz ou filial) e os dois últimos dígitos continuarão sendo numéricos, usados para verificar a autenticidade da inscrição.

Na prática, a mudança amplia significativamente o número de combinações possíveis, evitando o esgotamento da numeração disponível.

Comunidades criam soluções para mitigar efeitos da crise climática

Indígenas, quilombolas, periféricos e rurais são os que mais sofrem

Agência BrasilUm veículo está parado entre escombros após um muro desabar durante ventos fortes no Rio de Janeiro, Brasil, em 30 de julho de 2026. REUTERS/Pilar Olivares Foto: REUTERS/Pilar Olivares

As populações que mais sofrem com os eventos extremos da crise climática no Brasil são aquelas que encontram mais dificuldades para acessar políticas públicas e recursos de adaptação e prevenção. As comunidades vulnerabilizadas, no entanto, passaram a criar soluções para as mudanças do clima.

A conclusão é do relatório As soluções dos territórios: Adaptação Climática Baseada em Comunidades, elaborado pelo Greenpeace Brasil com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais.

Comunidades negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais estão entre as mais expostas a enchentes, secas e ondas de calor. Muitas delas, no entanto, já têm desenvolvido soluções próprias para enfrentar os impactos da crise climática. O Greenpeace defende que as comunidades ocupem posição central no desenvolvimento das políticas de adaptação.

A coordenadora da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Leilane Reis, reforça a necessidade de incorporar a justiça climática e o combate ao racismo ambiental às políticas de adaptação.

“Em um país marcado por desigualdades históricas de acesso à moradia, saneamento, saúde, mobilidade e infraestrutura, os impactos dos eventos extremos tendem a se concentrar justamente nos territórios que já enfrentam maior precariedade”, disse, em nota.

A organização cita que, em Recife (PE), por exemplo, comunidades como Ilha de Deus, Coque e Mustardinha enfrentaram alagamentos severos nos últimos anos. Em Belém (PA) e na Ilha do Marajó (PA), a combinação de enchentes, marés altas, falta de drenagem e saneamento tem afetado principalmente comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, as temperaturas internas das moradias podem chegar a até 8°C acima da média urbana, com sensação térmica superior a 60°C, afetando especialmente crianças, idosos e mulheres. No Vale do Jequitinhonha (MG), comunidades quilombolas enfrentam longos períodos de estiagem, que afetam cultivos de milho, feijão e mandioca.

Experiências locais

Em uma região afetada pela falta de saneamento básico, o Coletivo Utopia Negra se juntou à comunidade da Vila do Carmo do Maruanum, na área rural de Macapá (AP), para instalar uma fossa séptica biodigestora (FSB). A tecnologia, de baixo custo e adaptável para áreas alagáveis, trata o esgoto por biodigestão e evita a contaminação do solo e da água.

Na comunidade do Horto, no Rio de Janeiro, as ações lideradas pelo projeto Horto Natureza, que foi fundado por um morador, incluem limpezas coletivas, plantio de árvores e educação ambiental. Cercada pela Mata Atlântica e atravessada pelo Rio dos Macacos, a comunidade garantiu coleta regular de lixo, acesso a saneamento básico e a despoluição do rio.

“A limpeza contínua do rio e a gestão adequada de resíduos — realizadas em parceria com autoridades públicas — são resultado de um longo processo de organização comunitária que garantiu direitos fundamentais. Esses esforços ajudam a prevenir enchentes e danos relacionados à água, além de assegurar uma melhor qualidade de vida”, avalia o Greenpeace.

A comunidade de Vila Arraes, em Recife (PE), elaborou um plano comunitário de contingência, adaptação e mitigação dos efeitos das chuvas, coordenado pelo Espaço GRIS Solidário, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Houve ainda formações com a Defesa Civil sobre protocolos de emergência durante enchentes do Rio Capibaribe e riscos de eletrocussão.

Falta de recursos

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas comunidades é a dificuldade de acesso aos recursos destinados à agenda climática. Segundo o Greenpeace, a maior parte dos recursos é distribuída por meio de instrumentos de crédito, o que dificulta o acesso por comunidades e organizações locais. O relatório também chama atenção para a burocracia envolvida na elaboração, submissão, gestão e prestação de contas de projetos.

“Ampliar a adaptação climática exige, portanto, não apenas aumentar o volume de recursos, mas mudar a forma como eles são distribuídos, garantindo acesso direto às comunidades e fortalecendo iniciativas que já funcionam nos territórios”, afirmou o porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus.

Rodrigo acrescenta que as comunidades que vivem diariamente os efeitos da crise climática já acumulam conhecimento, práticas e soluções capazes de orientar políticas públicas mais eficazes e justas. “O desafio, agora, é reconhecer esse protagonismo, garantir recursos e transformar experiências locais em políticas de escala nacional”, finalizou.