Cajucultura se torna referência no Território de Identidade Semiárido Nordeste II

Cajucultura se torna referência no Território de Identidade Semiárido Nordeste II

O agricultor familiar José Macedo, conhecido no seu território como Sr. Almeida, tornou a sua propriedade uma referência na produção de caju no Território de Identidade Semiárido Nordeste II. Exercendo a cajucultura como principal atividade, o produtor é filiado à Cooperativa de Agricultores Familiares da região de Banzaê, Euclides da Cunha e Quijingue (COOPERBEQ), instalada na comunidade de Queimada Grande, no município de Banzaê.

“Tivemos a alegria de receber da COOPERBEQ quatro mil mudas de cajueiro resistentes ao clima, a pragas e doenças, que para nós vai ser de uma grandiosidade sem tamanho. Vamos ter um resultado muito positivo no futuro, com um cajueiro precoce, de fácil acesso para trabalhar, inclusive para pulverizar. Terminando esse projeto, o nosso objetivo é dar continuidade a tudo que nós aprendemos na ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural). É maravilhoso tudo isso que está acontecendo e oportunizando a Agricultura Familiar”, relata José Macedo.

O agricultor, que é um dos fundadores da Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia (COOPERACAJU), atualmente recebe acompanhamento técnico de um Agente Comunitário Rural (ACR). Ele conta que produz o caju consorciado à pastagem para a alimentação animal, principalmente de bovinos, e cultiva ainda mandioca e feijão, como culturas secundárias. Além disso, desenvolve outras culturas de ciclos curtos, como hortaliças e frutíferas, laranja e banana, que vende para a comunidade e na feira agroecológica local.

Na propriedade, que é referência na produção de caju em sequeiro e está dentro do projeto para a certificação orgânica, já foram realizadas atividades de intercâmbio com outros produtores da cooperativa, que abordam questões como a de tratos culturais e plantio, podas e substituição de copa, distribuição de mudas, enxertia. Nos encontros, os agricultores são orientados ainda em questões como a não utilização de defensivos químicos. Na ação está incluído ainda o monitoramento de pragas e doenças.

A técnica responsável pela base produtiva e acompanhamento dos ACRs, Elienai Trindade, reforça que José Macedo é um produtor bastante comprometido, que segue as orientações técnicas. Ela observa que, a partir da realização de atividades de campo e de um acompanhamento contínuo junto aos cooperados, está sendo possível avançar, apesar de depender da atitude de cada um dos cajucultores: “O resultado é algo que não vem da noite para o dia, mas seguindo com foco estamos conseguindo avançar. No último, muitos já fizeram podas e enxertia. É um trabalho de formiga, com cada cooperado temos uma forma de trabalhar. É cultural a questão da cajucultura como extrativismo”, afirma.

Bahia Produtiva – A COOPERBEQ é vinculada à Rede da Cooperativa dos Cajucutores Familiares do Nordeste da Bahia e está sendo atendida com investimentos do Governo do Estado, por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A ação prevê desde assistência técnica na base produtiva à requalificação e adequação das unidades de beneficiamento das castanhas de caju, até assessoria na gestão dos empreendimentos vinculados à rede. Com os investimentos, os agricultores acreditam que será possível adequar as estruturas das cooperativas filiadas, beneficiando com melhores condições de trabalho as pessoas que exercem a atividade de beneficiamento da castanha e qualificando a produção.

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Redação

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