Categoria: Condeúba

Ônibus investigados em ataque golpista têm forte elo com interior de SP

FLÁVIO FERREIRA, PRISCILA CAMAZANO E TAYGUARA RIBEIRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O interior do estado de São Paulo é a região do país que concentra a maior parte das empresas donas dos ônibus que estão sob investigação no inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que trata dos ataques aos edifícios dos três Poderes no Distrito Federal no último domingo (8).

Os veículos foram utilizados para transportar até Brasília os manifestantes que participaram do ato golpista na capital federal e que promoveram vandalismo nos prédios do Congresso Nacional, do STF e do Palácio do Planalto.

Das 86 placas indicadas na decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que determinou a apreensão dos veículos, 29 delas identificam ônibus que têm como proprietárias firmas sediadas no interior paulista.

As empresas desse grupo estão distribuídas pelas cidades de Araras, Assis, Franca, Hortolândia, Indaiatuba, Itu, Jacareí, Jaú, Jundiaí, Limeira, Lins, Marília, Mirandópolis, Nhandeara, Pindamonhangaba, Piracicaba, Presidente Prudente, Rio Claro, Salesópolis, São José do Rio Preto, Sertãozinho, Várzea Paulista e Votuporanga.

No estado de São Paulo, ainda há ônibus cujas empresas estão sediadas na capital, na região metropolitana (Barueri, Embu das Artes, Osasco e Mauá) e no litoral (Cubatão).

O local da matriz das empresas pode não coincidir com os lugares de onde partiram os ônibus para Brasília, porém é mais comum que as empresas do ramo levem passageiros que estejam em cidades próximas a suas garagens.

Em geral as firmas do setor alugam os veículos para terceiros.

O segundo maior grupo de empresas está no Paraná. Das 22 companhias do estado cujos veículos estão sob investigação, apenas uma está sediada na capital, Curitiba.

Na sequência do ranking das donas dos veículos aparece o estado de Minas Gerais, com 11 firmas.

A lista é completada pelo estado de Goiás (5 empresas), pelo Distrito Federal (2), por Mato Grosso do Sul (2), pelo Rio Grande do Sul (2), por Santa Catarina (2), pelo Espírito Santo (1), por Mato Grosso (1) pela Paraíba (1).

Em sua decisão do domingo, o ministro do STF determinou a apreensão de “todos os ônibus identificados pela Polícia Federal, que trouxeram os terroristas para o Distrito Federal”.

As placas apontadas por Moraes são de veículos que estavam estacionados nas imediações da Granja do Torto (uma das residências oficiais da Presidência da República).

O ministro deu prazo de 48 horas para que os proprietários dos ônibus fossem identificados, ouvidos, e apresentassem “a relação e identificação de todos os passageiros, dos contratantes do transporte, inclusive apresentando contratos escritos caso existam, meios de pagamento e quaisquer outras informações”.

A reportagem tentou contato com algumas das empresas e aquelas que responderam negaram ter relação com os atos golpistas do último domingo.

Um dos motoristas da empresa Autoviação Triplo X, Evandro Cesar dos Santos, disse à reportagem que prestou o serviço de transporte sem saber o motivo da viagem.

“Quando a pessoa liga pedindo ônibus eu só pergunto para onde, data, horário e passo o valor. O que a pessoa vai fazer ou deixar de fazer eu não sei, eu não posso invadir a privacidade dela”, afirmou.

Santos disse que a empresa não tem culpa de nada e que estava a cerca de 30 quilômetros de distância da Praça dos Três Poderes. “De lá pra cá, eu não tive mais contato com os meus passageiros”, completou.

O advogado Rodrigo Leite, que defende duas das empresas sediadas no interior paulista, a Astra Turismo e a Ramos & Silva, afirmou que elas foram contratadas por terceiros para realizar apenas o transporte dos passageiros.

De acordo com nota enviada por Leite, “todos os veículos objetos da investigação, portanto, não foram cedidos gratuitamente pelas empresas, que partiram das cidades de Mirassol (SP), Votuporanga (SP) e Fernandópolis (SP).”

O advogado disse também que nos autos do inquérito, que tramita sob sigilo, foram cumpridas as determinações do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo Leite, os nomes dos contratantes dos ônibus não poderiam ser informados à reportagem em razão do dever do sigilo profissional da advocacia e das regras da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

“Informamos ainda que nosso escritório, atuante há mais de 15 anos no setor de transportes de passageiros comumente denominadas ‘empresas de ônibus’, não patrocina nenhuma defesa dos aludidos passageiros, atualmente detidos sob investigação de terrorismo e/ou vandalismo, e, igualmente repudiamos tais eventos, e quaisquer atos que ataquem a democracia e o Estado Democrático de Direito”, disse na nota.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a PF deve indiciar os golpistas presos em flagrante na noite do domingo (8) em Brasília por suspeita de crimes cometidos nos atos de vandalismo.

Até o final da tarde desta terça (10), 446 pessoas já haviam sido levadas para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

Na decisão em que autorizou a retirada dos golpistas do acampamento no quartel-general do Exército, Moraes apontou para a possibilidade de prática dos crimes previstos na Lei Antiterrorismo e, também, o de associação criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, incitação ao crime, ameaça e dano ao patrimônio público.

Nesta terça-feira (10), o ministro determinou a prisão do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) Anderson Torres.

Torres reassumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 2 de janeiro e viajou de férias para os EUA cinco dias depois. Ele não estava no Brasil no domingo (8), quando bolsonaristas atacaram os prédios do STF, Congresso e Palácio do Planalto.

Ex-comandante da Polícia Militar do DF é preso após ordem de Moraes

Ex-comandante da Polícia Militar do DF, coronel Fabio Augusto Vieira foi preso nesta terça (10) após ordem de Alexandre de Moraes. (Foto: Divulgação/Polícia Militar do Distrito Federal)
Ex-comandante da Polícia Militar do DF, coronel Fabio Augusto Vieira foi preso nesta terça (10) após ordem de Alexandre de Moraes. (Foto: Divulgação/Polícia Militar do Distrito Federal)

O militar era o responsável pelo comando da corporação no domingo (8) quando bolsonaristas atacaram os prédios do Congresso, Palácio do Planalto e do STF. Ele já havia sido afastado do cargo pelo interventor federal Ricardo Cappelli.

O ex-comandante ficou ferido durante a invasão aos palácios no domingo. O governo federal, integrantes da Polícia Federal e do Judiciário têm creditado à PM do DF a responsabilidade pela invasão da praça dos Três Poderes.

Nesta terça, Moraes determinou também a prisão do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) Anderson Torres.

O interventor na Segurança Pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, afirmou nesta terça que a manifestação golpista promovida por militantes bolsonaristas foi possível por causa da “operação de sabotagem” nas forças de segurança locais, naquele momento comandadas por Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e secretario de Segurança Pública exonerado.

A Polícia Militar tentou conter a invasão, mas, com baixo número de efetivo no local, não conseguiu evitar o avanço dos golpistas.

Integrantes do governo federal relatam à Folha de S.Paulo que, no sábado (7), foi realizada uma reunião com representantes da segurança do DF. Nesse encontro, segundo essas pessoas, o governo de Ibaneis Rocha (MDB) garantiu a segurança da Esplanada dos Ministérios.

A reunião foi realizada após o aumento do deslocamento de bolsonaristas para Brasília a partir da sexta (6).

“Havia um efetivo planejado e um efetivo real, em um certo momento esse efetivo era 3 ou 4 vezes menor que o planejado. Por que aconteceu isso? Realmente a cadeia de comando da polícia do DF que vai responder”, disse o ministro da Justiça Flávio Dino nesta terça (10).

Obras de arte foram destruídas, itens roubados e o prejuízo ainda é calculado pelas autoridades. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques. Até o fim da segunda (10), pelo 1.500 envolvidos no episódio já haviam sido presos.

Quem são os senadores que votaram contra intervenção federal no DF?

A medida que deu ok para a intervenção federal foi aprovada no início da tarde desta terça-feira, em sessão extraordinária

Flávio Bolsonaro foi um dos senadores que votou contra intervenção; veja lista abaixo (REUTERS/Adriano Machado)
Flávio Bolsonaro foi um dos senadores que votou contra intervenção; veja lista abaixo (REUTERS/Adriano Machado)
Aprovado no Senado com ampla maioria, o decreto de intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve somente dez votos contrários, todos de senadores bolsonaristas. Um dos opositores à medida foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente e que buscou desvincular do pai a responsabilidade pelos atos terroristas na Praça dos Três Poderes, no domingo.

Quando foi aprovada a intervenção? A medida foi aprovada no início da tarde desta terça-feira, em sessão extraordinária. Os senadores chancelaram a medida adotada por Lula após a invasão ao Congresso, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal por apoiadores de Jair Bolsonaro. Dos 81 senadores, 70 participaram da sessão extraordinária de forma presencial ou remota.

Flávio Bolsonaro quer punição individual. Ao votar de forma remota, Flávio pediu a individualização dos crimes e disse que quer participar da comissão que acompanhará as investigações dos atos terroristas, para que não seja transformada em um palanque político. Ele tem atuado como uma barreira de contenção diante das críticas direcionadas ao seu pai, Jair Bolsonaro.

“Não queiram criar essa narrativa mentirosa como se tivesse alguma vinculação de Bolsonaro a esses atos irresponsáveis. O presidente (sic) Bolsonaro, após o resultado das eleições, ficou em silêncio, se recolheu e está lambendo as feridas. Não é essa expressão que muitos estão usando ai? É o que eles está fazendo, praticamente incomunicável, então é importante fazer esse registro”

Além do primeiro filho de Bolsonaro, senadores de PL, Podemos, PP e PSDB também se manifestaram de forma contrária à intervenção federal no DF, todos aliados do ex-presidente ao longo de seus quatro anos de governo.

Os senadores que votaram contra são:

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Eduardo Girão (Podemos-CE)
  • Carlos Viana (PL-MG)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Zequinha Marinho (PL-PA)
  • Lasier Martins (Podemos-RS)
  • Marcos do Val (Podemos-ES)

Obras de arte foram destruídas, itens roubados e o prejuízo ainda é calculado pelas autoridades. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques. Até o fim da segunda (10), pelo 1.500 envolvidos no episódio já haviam sido presos.

Empresários do agro, CACs e comerciantes: veja financiadores dos atos golpistas no DF

Primeiros responsáveis foram identificados no Sul e Centro-Oeste

Primeiros financiadores de atos e acampamentos golpistas começaram a ser identificados, segundo Flávio Dino. Na imagem, o acampamento no QG do Exército em Brasília, um dos maiores do país. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
Primeiros financiadores de atos e acampamentos golpistas começaram a ser identificados, segundo Flávio Dino. Na imagem, o acampamento no QG do Exército em Brasília, um dos maiores do país. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
  • Ministro da Justiça diz que foram identificados os primeiros financiadores dos atos golpistas no DF;

  • Segundo Flavio Dino, trata-se de empresários do Sul e Centro-Oeste do país;
  • Eles atuam no comércio local, no agronegócio e são CACs.

Começa a surgir o rastro do dinheiro que mantinha os acampamentos golpistas. O ministro da Justiça, Flavio Dino, disse que as investigações conseguiram identificar os primeiros financiadores dos atos terroristas no Distrito Federal, que aconteceram no último domingo (8) e resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Os financiadores identificados até agora são todos de grupos que compõem a base de apoio do ex-presidente.

Sem revelar nomes dos empresários suspeitos, Dino afirmou nesta terça-feira (10) que eles são:

  • Empresários do comércio local do DF;
  • Empresários do agronegócio; e
  • CACs (colecionadores de armas, atiradores desportivos e caçadores)

“Nós temos uma investigação em curso, que vai ter vários desdobramentos. Nestes investimentos, já foram identificados os primeiros financiadores, sobretudo aqueles relativos aos ônibus, aqueles que organizaram o transporte, que contrataram os ônibus. Estas pessoas estão todas identificadas”, afirmou Dino.

Os responsáveis por financiarem os atos antidemocráticos eram de origem de regiões em que Bolsonaro venceu Lula na disputa eleitoral:

  • De estados do Sul;
  • De estados do Centro-Oeste.
Flavio Dino detalhou quais são os próximos passos da investigação sobre os financiadores de atos golpistas. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Flavio Dino detalhou quais são os próximos passos da investigação sobre os financiadores de atos golpistas. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
De acordo com o ministro, os próximos passos envolvem indenização pelos danos provocados, abertura de ação penal e descoberta de outros financiadores.

Na segunda-feira, Dino já havia afirmando que foram identificados financiadores de dez estados que bancaram o transporte dos manifestantes para Brasília.

E quem levou os golpistas à Brasília? O nome ‘Ramiro Caminhoneiro’ foi mencionado pelo menos 82 vezes em grupos de aplicativos de mensagens usados por extremistas para organizar as caravanas ao DF.

Nas menções, ‘Ramiro Caminhoneiro’ aparece como organizador das caravanas. Nas mensagens enviadas, um mesmo número de telefone aparece atrelado a pessoa que estaria organizando a ida de diversos grupos para a capital federal.

Os acampamentos golpistas, contudo, já não existem mais. Após os atos de terrorismo e a ordem do STF, bases bolsonaristas no entorno de quartéis foram desmobilizadas em todos os estados.

Acampamentos em Brasília, Rio, São Paulo, Manaus, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre foram aos poucos sendo esvaziados nesta segunda por forças de segurança como a Polícia Militar e o Exército.

Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também estão entre os estados que cumpriram a determinação de Moraes e desmontaram os acampamentos bolsonaristas.

Rodovias também foram liberadas e refinarias, que estavam na mira de extremistas, funcionaram normalmente após policiais impedirem bloqueios.

Mas outros alvos já foram escolhidos. Três torres de transmissão de energia elétrica caíram, com “indícios de vandalismo e sabotagem”, em diferentes locais do país, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Não houve interrupção no fornecimento de energia. Confira o que já se sabe sobre os ataques às torres de transmissão elétrica.

Após ordem do STF, acampamentos bolsonaristas por todo país foram desmontados e desmobilizados. Os financiadores de atos golpistas identificados até agora são todos de grupos que compõem a base de apoio de Bolsonaro, segundo Flávio Dino. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Após ordem do STF, acampamentos bolsonaristas por todo país foram desmontados e desmobilizados. Os financiadores de atos golpistas identificados até agora são todos de grupos que compõem a base de apoio de Bolsonaro, segundo Flávio Dino. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Moraes quer combate firme ao terrorismo. O ministro do STF criticou os bolsonaristas radicais, na manhã desta terça, que “até domingo faziam badernas e crimes e agora reclamam porque estão presos, querendo que a prisão seja uma colônia de férias” e garantiu o combate firme ao terrorismo.

“As instituições irão punir todos os responsáveis, todos. Aqueles que praticaram os atos, que planejaram os atos, que financiaram os atos e aqueles que incentivaram, por ação ou omissão, porque a democracia irá prevalecer”, declarou.

O magistrado do Supremo também agiu contra os responsáveis pela segurança do DF no dia das invasões. Nesta terça, determinou as prisões do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, e do ex-comandante da Polícia Militar do DF, coronel Fabio Augusto Vieira

O militar era o responsável pelo comando da corporação no domingo (8) quando bolsonaristas atacaram os prédios do Congresso, Palácio do Planalto e do STF. Ele já havia sido afastado do cargo pelo interventor federal Ricardo Cappelli.

Obras de arte foram destruídas, itens roubados e o prejuízo ainda é calculado pelas autoridades. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques. 

Até o fim da segunda (10), pelo 1.500 envolvidos no episódio já haviam sido presos.

Os primeiros nomes dos presos começaram a ser divulgados. O governo do DF publicou, nesta terça (10), uma lista com 277 nomes de pessoas detidas nos atos de vandalismo e encaminhadas a presídios da região.

UPB: Chapa governista apoiada por Jerônimo Rodrigues é oficialmente apresentada; veja

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) recebeu nesta terça-feira (10) a chapa governista que disputará a presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB), em eleição que deve ocorrer no início do mês de fevereiro.

A reunião contou com a presença da chapa completa, que terá o prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD), como presidente.

 O vice-presidente administrativo será Júlio Pinheiro, prefeito de Amargosa, enquanto Wilson Cardoso, prefeito de Andaraí, será o vice-presidente institucional.

Participaram da reunião o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, e o secretário de Relações Institucionais do Estado, Luiz Caetano.

Justiça divulga nomes de 240 pessoas presas após os atos antidemocráticos em Brasília

Após requerimento da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE) divulgou, na manhã desta terça-feira (10), a lista das 240 pessoas que foram presas após os ataques vândalos na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

As prisões foram efetuadas nos dias 8 e 9 de janeiros. Os homens foram levados para o Centro de Detenção Provisória II (CDP II) e as mulheres para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal.

Confira a lista:

Condeúba: Morreu a Sra. Valdevina Ribeiro do Nascimento aos 62 anos de idade

 

Sra. Valdevina Ribeiro do Nascimento, morreu aos 62 anos de idade

Morreu na madrugada desta teça-feira dia 10 de janeiro de 2023 às  04h19min., a  Sra. Valdevina Ribeiro do Nascimento aos 62 anos de idade. Segundo informações de familiares, a causa morte foi natural. Valdevina era viúva de Antônio Alves do Nascimento não deixou filhos. O copo está sendo Velado no memorial São Mateus, o sepultamento será hoje dia (10), as 19:00 horas no Cemitério Municipal Barão José Egídio de Moura e Albuquerque na sede em Condeúba. A família agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

Atendimento: FUNERÁRIA SÃO MATHEUS

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Valdevina, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Senhora Valdevina.

Os atentados contra a DEMOCRACIA do Brasil

Por Paulo Henrique é colunista da Folha de Condeúba

 

A Praça dos Três poderes foi tomada pela ignorância e pela violência de uns poucos…
Os atentados contra a DEMOCRACIA do Brasil, foram inadmissíveis diante da gravidade e da prepotência com que eles aconteceram.
Qualquer manifestação é bem-vinda em um estado livre e democrático como o nosso. Todos os protestos, todas as manifestações são importantes e possuem um caráter indelével de ser a voz do povo, sobretudo, a voz dos pobres e humildes.
Um jovem que não protesta, não está participando ativamente da política de seu país. Um cidadão que não protesta e não vai às ruas para defender seus ideais e seus sonhos, não compreendeu ainda o poder de uma DEMOCRACIA.
O Brasil, desde outrora, foi marcado por manifestações que reuniam multidões, como a intensa campanha pelas eleições diretas e tantas outras que já ocorreram em nossa história e que foram cruciais para alguns momentos decisivos na vida dos brasileiros.
Cobrar a participação popular na vida política, quer dizer também que é preciso aceitar os protestos, as críticas, as manifestações e todas as outras formas de reivindicar os direitos e as políticas públicas.
Mas, tudo isso só é válido quando ocorre em sintonia com o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
As manifestações extremas que ocorreram em Brasília e que foram planejadas e organizadas com o intuito de causar um caos no sistema, foram atos criminosos e inadimissíveis.
Quanta violência!!!!! Os manifestantes da extrema direita, que sempre pregaram os bons valores da sociedade, resolveram deixar os valores em suas casas e saírem para uma guerra, isso mesmo, foram fazer guerra.
Quantas vezes a extrema direita não criticou a esquerda pelas suas manifestações?
Enfim, nem a direita e nem a esquerda possuem o direito de organizarem protestos violentos contra a DEMOCRACIA.
Penso que a oposição ao Governo Lula deve mesmo acontecer e precisa ser atuante e vigilante, fiscalizadora e também propositiva. Um governo sem oposição séria, acaba se iludindo pelas benecias do poder e se esque de cumprir com transparência as suas responsabilidades institucionais e constitucionais.
Discordar do atual presidente, de suas ações e ideologia partidária, isso é muito normal e natural. Ninguém é igual a ninguém e nem deve ser.
Mas destruir o patrimônio público e invadir os prédios institucionais, isso já é uma outra questão, isso é ataque contra a DEMOCRACIA.
Esperamos que esse tristes episódio da nossa história, sirva como um marco para dizer que nada é capaz de destruir a DEMOCRACIA e que ela precisa ser fortalecida e preservada para o bem do povo brasileiro.
Esquerda e Direita precisam entender que a eleição já acabou e que os palanques precisam ser desmontados. Quem tomou posse deve trabalhar pelo país e quem não tomou deve ir para uma oposição séria, justa e coerente com o que prega.
É hora de pacificar o país e tentar colaborar da melhor forma.

Macaúbas: Homem matou mulher e cometeu suicidio

Na manhã de ontem, segunda-feira, a policia foi acionada via central informando que teria ocorrido um homicídio seguido de suicídio no Bairro Alto do Bela Vista, em Macaúbas.

Chegando ao local foi encontrado uma senhora deitada na cama de casal sem ferimentos aparentes e desacordada, e um senhor pendurado com uma corda pelo pescoço na área de serviço ao fundo da casa. De imediato foi acionado o SAMU onde constatou os óbitos.

Portanto, essa equipe policial isolou o local e informou a policia civil que acionou o DPT de Bom Jesus da Lapa que recolheram os corpos e encaminharam para ser feita a perícia.

PMBA, UMA FORÇA A SERVIÇO DO CIDADÃO

4ª CIPM, Guardiã da Bacia do Paramirim.

FONTE: ASCOM/ 4ª CIPM.

Brumado: Após 32 anos de existência, Sindsemb ganha sede própria

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brumado (Sindsemb) ganhou a sua sede própria depois de 32 anos de fundação. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o presidente do órgão, Jerry Adriano, disse que a sede era uma meta de sua gestão, que foi concretizada com muita luta.

O espaço foi inaugurado na última sexta-feira (06). Segundo Adriano, com a sede própria, o Sindsemb vai economizar só com as despesas de aluguel cerca de R$ 700.

“O Sindsemb tem 32 anos de fundado em Brumado e sempre funcionou em sede alugada. Já percorremos os bairros todos da cidade em sede alugada. Em 2019, assumimos esse compromisso de comprar a sede própria. Graças a Deus, conseguimos”, comemorou.