Categoria: Condeúba

Brumado: Bryan passa por nova cirurgia após aumento de acúmulo de líquido no crânio

O pequeno Bryan Loran Gomes dos Santos – Foto: Isabela Pinto

Em entrevista, Isabela Pinto, mãe da criança, disse que o filho passa bem, mas já tem um novo procedimento agendado para próxima semana.

“Ele estava com uma obstrução na cabeça. Tinha muito líquido e precisava tirar”, afirmou. A criança já passou por cerca de 25 cirurgias devido ao seu quadro.

Com poucos recursos, Isabela pede a ajuda da comunidade brumadense para bancar as despesas da família na cidade de Itabuna, onde o filho está internado.

A família está há cerca de 60 dias no município. As doações podem ser feitas através da chave Pix: 77999369171 (celular) ou, pessoalmente, na Rua Virgílio Ataíde, nº 60.

Bolsonaro diz que vai antecipar volta ao Brasil este mês por obstrução intestinal

Ex-presidente Jair Bolsonaro
(Reuters) – O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira à CNN Brasil que pretendia ficar nos Estados Unidos até o fim de janeiro, mas que antecipará o retorno ao Brasil após ter sido internado devido a um novo caso de obstrução intestinal.

“Eu vim para ficar até o final do mês, mas pretendo antecipar minha volta. Porque, no Brasil, os médicos já sabem do meu problema de obstrução intestinal por causa da facada. Aqui, os médicos não me acompanharam”, disse Bolsonaro, de acordo com reportagem no site da CNN Brasil.

Bolsonaro, de 67 anos, foi internado nesta segunda-feira em um hospital nos arredores de Orlando, na Flórida, com um novo quadro de obstrução parcial do intestino, mas não deve precisar ser submetido a mais uma cirurgia, segundo o médico-cirurgião dele, Antônio Luiz Macedo.

O ex-presidente tem um histórico de hospitalizações por problemas intestinais desde que levou uma facada no abdome durante a campanha eleitoral de 2018. Ele já passou por seis cirurgias desde então, quatro delas diretamente ligadas à facada. Em janeiro do ano passado, ele também teve uma obstrução intestinal que o levou a ser internado em São Paulo.

A internação aconteceu um dia após apoiadores radicais de Bolsonaro invadirem e depredarem o Palácio do Planalto e os prédios do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) em atos antidemocráticos que pedem um golpe contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bolsonaro jamais reconheceu cabalmente a vitória do petista e fez gestos de estímulo ao movimento pró-golpe que surgiu desde a derrota nas eleições. Ele viajou para a Flórida dois dias antes da posse de Lula, de forma a não participar da cerimônia de transferência de poder.

“Vim passar um tempo fora com a família. Mas não tive dias calmos. Primeiro, houve esse lamentável episódio ontem (domingo) no Brasil e depois essa minha internação no hospital”, afirmou à CNN Brasil.

O futuro de Bolsonaro nos EUA, para onde ele viajou com visto emitido para chefes de Estado, diplomatas e outros governantes, era em questão em aberta. O deputado Joaquin Castro, parlamentar democrata no Congresso dos EUA, disse à CNN que os Estados Unidos não deveriam dar refúgio a um “autoritário que inspirou terrorismo doméstico” e deveriam enviar Bolsonaro de volta ao Brasil. O governo dos EUA se recusou a comentar sobre o visto de Bolsonaro. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Ned Price disse nesta segunda-feira que uma pessoa que entrou com um visto para autoridades estrangeiras deve deixar o país dentro de 30 dias ou solicitar uma mudança de status de imigração se não estiver mais envolvida em atividades oficiais.

Lula sobe o tom com militares após ataques em Brasília e critica tolerância com pedidos de golpe em quartéis

Por Lisandra Paraguassu

Lula e os ministros do Supremo Barroso e Rosa Weber
BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom e criticou nesta segunda-feira a falta de resposta das Forças Armadas aos acampamentos de bolsonaristas nas portas de quartéis pelo país que pediam uma intervenção ilegal dos militares contra a sua eleição, e disse que “dava a impressão” de que alguns gostavam dos clamores por golpe.

A declaração aconteceu um dia após os ataques de bolsonaristas radicais aos edifícios-sede dos Três Poderes em Brasília durante uma reunião no Planalto com governadores e os presidentes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

“As pessoas estão livremente reivindicando o golpe na frente dos quartéis, e não foi feito nada por nenhum quartel, nenhum general se moveu para dizer que não pode acontecer isso, é proibido pedir isso”, afirmou Lula.

“Dava a impressão de que tinha gente que gostava quando o povo estava clamando pelo golpe”, seguiu o presidente, que depois da reunião partiu em caminhada com os governadores e as demais autoridades presentes para vistoriar a destruição no STF.

Lula criticou não apenas os acampamentos bolsonaristas, mas também integrantes do contingente do Batalhão da Guarda Presidencial, do Exército, responsável pela segurança do Planalto: “Soldado do Exército brasileiro conversando com as pessoas (invasores) como se fossem aliados”, disse Lula, citando imagens do ataque ao principal edifício da presidência.

“Eles querem golpe, e golpe não vai ter”, disse.

O mandatário se reuniu na manhã desta segunda-feira com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e com os comandantes do Exército, da Marinha e da Força Aérea, em um encontro realizado a portas fechadas.

Desde o início dos ataques na capital federal na tarde de domingo, Múcio tem se mantido fora dos holofotes, assim como as Forças Armadas, cabendo ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, tomar a frente das ações para restabelecer a ordem.

Na semana passada, Múcio chegou a afirmar que os acampamentos de bolsonaristas nas portas dos quartéis eram democráticos e que tinha até familiares dele que faziam parte do movimento. De acordo com Dino, no entanto, os acampamentos eram “incubadoras de terroristas”.

O principal acampamento bolsonarista, localizado em frente ao quartel-general do Exército em Brasília, foi desmontando nesta segunda-feira após determinação emitida na noite de domingo pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, e cerca de 1.200 bolsonaristas que estavam no local foram levados de ônibus para uma instalação da Polícia Federal. A Polícia Militar do DF e o Exército participaram da desmontagem.

Autoridades afirmam que vários dos envolvidos nos ataques de domingo estavam abrigados ou passaram pelo acampamento, de onde apoiadores de Bolsonaro pedem uma intervenção militar, o que é ilegal, desde a vitória de Lula na eleição presidencial de outubro do ano passado.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse na reunião dos governadores com Lula que todos os Estados cumpriram a ordem de Moraes de desfazer os acampamentos espalhados pelo país.

Lula disse que não era possível os acampamentos durarem o tempo que duraram sem que houvesse um grande esquema de financiamento, e prometeu que os responsáveis serão identificados e punidos.

“Não vamos dar tregua até descobrirmos os responsáveis. Mais cedo ou mais tarde nos vamos descobrir quem está financiado. Tem gente que financiou e tem gente que apoiou”, afirmou.

Na véspera, Lula culpou diretamente Bolsonaro pelos ataques aos prédios dos Três Poderes. “Esse genocida não só provocou isso, não só estimulou isso, como, quem sabe, está estimulando ainda pelas redes sociais”, afirmou.

A declaração do presidente sobre os militares é uma guinada de posicionamento. Até esta segunda-feira, o presidente vinha se mantendo mais distante do debate sobre as Forças Armadas e havia escolhido Múcio para a Defesa como um nome conciliador para tentar amainar tensões com setores castrenses que participaram em peso do Governo Bolsonaro.

O que Lula e Biden conversaram ao telefone?

Presidente dos Estados Unidos ligou para o presidente brasileiro após atos terroristas de bolsonaristas em Brasília

Joe Biden ligou para Lula para falar sobre terrorismo em Brasília (REUTERS/Henry Romero)
Joe Biden ligou para Lula para falar sobre terrorismo em Brasília (REUTERS/Henry Romero)
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, ligou para Lula (PT) por conta dos atos terroristas de bolsonaristas em Brasília no último domingo (8). A chamada do mandatário norte-americano dá o tom de como os ataques sofridos pelo Brasil preocupam a comunidade internacional.

O que Biden falou para Lula? Segundo uma nota do governo federal, “o presidente Biden transmitiu o apoio incondicional dos Estados Unidos à democracia do Brasil e à vontade do povo brasileiro, expressa nas últimas eleições do Brasil”.

“O presidente Biden condenou a violência e o ataque às instituições democráticas e à transferência pacífica do poder”

Além dos atos terroristas, reforço para visita. No telefonema, Biden reforçou o convite a Lula para uma visita a Washington, o que foi aceito pelo petista. A viagem, segundo comunicado da Casa Branca, deve ocorrer no começo de fevereiro.

  • As primeiras negociações ligadas ao tema se deram ainda no final do ano passado, para que Lula fosse à capital dos EUA antes mesmo de tomar posse
  • Depois, o presidente brasileiro decidiu que sua primeira viagem seria para a Argentina, entre os dias 23 e 24 deste mês, com mais um dia no Uruguai na sequência

Biden já havia feito declarações sobre ataques. Antes, em meio aos deslocamentos para o México, aonde viajou para uma cúpula de líderes da América do Norte, o democrata tinha dito que a situação no Brasil era “ultrajante”.

Bolsonaro extraditado dos Estados Unidos? O Yahoo Notícias fez uma matéria completa sobre a possível extradição de Bolsonaro que você pode ler aqui. Também explicamos como funciona o esquema de extradição entre Brasil e EUA em outro artigo que você lê clicando aqui.

Pode acontecer uma CPI no Brasil sobre os atos? Sim. E deve acontecer, segundo boa parte de senadores brasileiros. Dos 27 votos necessários, um pedido feito já havia obtido 31. Os ritos devem ser iniciados em fevereiro e você pode entender mais clicando aqui.

‘Golpe não vai ter’, diz Lula

Redação Notícias

Não vamos permitir que a democracia escape das nossas mãos
Não vamos permitir que a democracia escape das nossas mãos”, disse Lula, que classificou como golpe os atos extremistas praticados por bolsonaristas em Brasília. (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

O presidente Lula (PT) foi firme ao dizer que “golpe não vai ter”, um dia após a invasão de terroristas bolsonaristas aos prédios dos Três Poderes, em Brasília (DF). Ao encerrar a reunião que teve com governadores, nesta segunda-feira (9), Lula apontou negligência da Polícia Militar do DF e acusou os vândalos de golpistas.

“Não vamos permitir que a democracia escape das nossas mãos”, disse Lula.

Na sequência, Lula e os governadores presentes caminharam em direção ao prédio do STF, um dos principais alvos de vandalismo e destruição dos extremistas. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques.

“Estavam reivindicando o quê? Reivindicando melhoria na qualidade de vida das pessoas? Reivindicando mais liberdade? Aumento de salário? Não, eles estavam reivindicando o golpe”, diz Lula sobre acampamentos em quartéis, desmobilizados após ordem do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

Lula também classificou como “atitude forte” diante de uma “negligência” da PM a intervenção federal na Segurança do Distrito Federal, decretada por ele ainda no domingo (8). “Tive que tomar uma atitude forte, porque a Polícia Militar de Brasília negligenciou”, diz Lula sobre a intervenção federal na segurança do DF. Para entender ponto a ponto do que muda, clique aqui e confira.

“O que vimos ontem foi coisa que já estava prevista, isso tinha sido anunciado há algum tempo atrás porque pessoas que estavam nas ruas na frente de quartéis não tinham pauta de reivindicação”.

Governadores e representantes dos 27 estados prestaram solidariedade e ofereceram apoio ao governo federal.

Até mesmo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Distrito Federal, Celina Leão (PP), defenderam a democracia e o diálogo para evitar que novas ações deste tipo ocorram.

Tarcísio, que chegou a negar o convite para a reunião, mas voltou atrás horas mais tarde, afirmou o seguinte:

— Era muito importante estar presente no dia de hoje neste ato de solidariedade aos poderes constituídos, ato de solidariedade ao Supremo Tribunal Federal, solidariedade ao Congresso Nacional, a Câmara de Deputados, ao Senado Federal, solidariedade no final das contas à nossa democracia. (…) Essa reunião de hoje significa que a democracia brasileira, depois dos episódios de ontem vai se tornar ainda mais forte —.

Também participaram da reunião ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles a presidente da Corte, a ministra Rosa Weber. O procurador-geral da República, Augusto Aras, também estava presente.

Vieram a Brasília para participar da reunião os governadores ou representantes de todos os 27 estados brasileiros. Segundo o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), apenas não compareceram e, portanto, enviaram representantes:

  • os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que passou por cirurgia;
  • o de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), que está licenciado;
  • além de Gladson Cameli, do Acre e
  • Mauro Mendes, do Mato Grosso.

Condeúba: Morreu o Sr. Geraldo de Magela Novaes Patente aos 86 anos de idade

 

Sr. Geraldo de Magela Novaes Patente,  morreu aos 86 anos de idade

Morreu na manhã desta segunda-feira dia 9 de janeiro de 2023 às 11:00 horas o Sr. Geraldo de Magela Novaes Patente aos 86 anos de idade. Segundo informações de familiares, a causa morte foi natural. O Sr. Geraldo deixou viúva a Sra. Jovelina de Souza Patente e dois filhos: Darley Souza Patente e Yelanei Sousa Patente Aragão além de 4 netos: Filipe Carvalho Patente, Flavia Carvalho Patente, Beatriz Carvalho Patente e Matheus Sousa Patente Aragão. O corpo será velado no Memorial São Matheus, o sepultamento será amanhã terça-feira (10), às 11h30min., no Cemitério Municipal Barão José Egídio de Moura e Albuquerque na sede em Condeúba. A família agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

Atendimento: FUNERÁRIA SÃO MATHEUS

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família do Sr. Geraldo, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dele, descanse em paz, nas graças de Deus amigo Geraldo.

Caetité: Realizada a corrida superação Run 5 km, atleta condeubense fatura o 2º Lugar

 

O atleta condeubens “Beto”, exibindo o trofeu de segundo lugar na corrida superação run 5 km de Caetite

Caetité/BA., atleta de Condeúba Beto conquista primeiro pódio de 2023 na corrida superação run 5 km 2º Lugar na categoria de 40 a 49 anos. O atleta Beto que veio diretamente de São Paulo onde esteve praticipando da São Silvestre.

Beto agradece a todos que lhe apoiaram: Gratidão aos Postos Condeúba e Ringo, Bruna Móveis, Açaímix, Fabiana Moreira Nutricionista, Prefeitura de Condeúba, Biofarma, Forte Farma e Jornal Folha de Condeúba.

Fotos:: Org. evento

Ditadura só é boa para os ditadores. O voto é a única arma que o povo deve usar para chegar ao poder!

O que ocorreu ontem em Brasília nos conduz a um estado de reflexão, exige de todo cidadão brasileiro o uso da sua racionalidade, da sua prudência e do seu equilíbrio. Corremos sério risco de assistir nossa pátria ser transformada em um campo de batalha, em convulsão social, em derramamento de sangue.

É uma situação que requer muito equilíbrio de toda a sociedade brasileira, principalmente de quem defende a democracia. Ditadura só é boa para os ditadores. A ação da polícia, do Exército, guardiãs do ordem pública, que protegem os homens, as mulheres e as crianças, precisam intervir sim.

A disciplina tem que se fazer presente em todos os locais: nas escolas, nas universidades, nas ruas, nos órgãos públicos, em todos os locais, inclusive, no Congresso Nacional, representação do povo, como é o Executivo, legitimamente eleitos pelo povo.

O voto é a arma que a sociedade tem para manifestar sua insatisfação.

Medicamento usado para diabetes poderá ser usado contra a obesidade

Foto: Reprodução/Pfizer

A semaglutida já era utilizada no Brasil para tratamento do diabetes tipo 2 e agora pode ser usada também no tratamento de sobrepeso e obesidade, em forma de medicamento injetável. Há, no entanto, diferença de dosagem.

Enquanto que para o controle da glicose a semaglutida aplicada é de 0,5 miligrama a 1 miligrama, para redução do peso corporal a substância é de 2,4 miligramas.

A semaglutida é da mesma família da liraglutida, também utilizada nos dois tratamentos. Mas o diferencial do medicamento aprovado pela Anvisa no início deste ano é sua eficácia.

A semaglutida é vista entre os médicos como um avanço no tratamento da obesidade. Isso porque os outros medicamentos existentes possibilitam uma perda de peso de, no máximo, 10%.

“Quando o paciente tem uma indicação de perda de peso inferior a 5% do peso corporal, a melhor indicação é mudança de hábito alimentar. Quando tem a necessidade de perda de peso de mais de 5%, até 15%, aliam-se as mudanças de hábitos de vida e a terapia farmacológica. A novidade é que a semaglutida pode reduzir mais de 15%”, explica o médico Paulo Miranda, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Líderes mundiais condenam ação de bolsonaristas, e Biden chama ataques de ultrajantes

SÃO PAULO, SP, E LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Líderes mundiais condenaram a invasão a diferentes pontos da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na tarde deste domingo (8), por manifestantes golpistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos primeiros a se manifestar foi Gabriel Boric, presidente chileno. “O governo brasileiro tem todo o nosso apoio diante desse covarde e vil ataque à democracia”, disse, por meio do Twitter.

Outro líder a demonstrar repúdio aos atos foi Alberto Fernández, presidente da Argentina, por meio de uma série de mensagens postadas no Twitter em que presta apoio ao presidente Lula e menciona uma “tentativa de golpe de Estado”. “Quem tentar desrespeitar a vontade da maioria ameaça a democracia e merece não só a resposta legal adequada, mas também a condenação da comunidade internacional”, diz uma das postagens.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, também classificou o episódio de tentativa de golpe em mensagem que condenava a invasão. Em visita à fronteira com o México, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que a situação no Brasil é ultrajante.

Pouco depois, em tuíte, o americano disse condenar o que chamou de “ataque à democracia e à transferência pacífica de poder no Brasil”. Ele manifestou o apoio dos EUA às instituições democráticas do país e disse que “a vontade da população do Brasil não pode ser minada”.

Gustavo Petro, presidente da Colômbia, também usou a rede social para dizer que uma reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos) seria urgente diante da situação. “Toda minha solidariedade a Lula e ao povo do Brasil. O fascismo decide atacar. A Direita não conseguiu manter o pacto de não-violência”, completou.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, chamou os atos de “ações de natureza fascista” por meio de sua conta de Twitter. “Condenamos o ataque às instituições em Brasília, que se trata de uma ação condenável e um ataque direto à democracia”, afirmou também.

Ignacio Ybáñez, embaixador da União Europeia no Brasil, afirmou que estava “seguindo com grande preocupação os atos antidemocráticos e as ações violentas na Praça dos Três Poderes”. Já a Embaixada dos EUA emitiu um alerta a cidadãos americanos em Brasília para evitar a região invadida.

O governo de Portugal, liderado pelo primeiro-ministro António Costa (Partido Socialista), repudiou os atos antidemocráticos. Em nota divulgada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, o governo luso afirmou que “condena as ações de violência e desordem que hoje tiveram lugar em Brasília” e reiterou seu “apoio inequívoco às autoridades brasileiras na reposição da ordem e da legalidade”.

“O Governo transmite a sua inteira solidariedade à Presidência da República do Brasil, ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, cujos edifícios foram violados nas manifestações antidemocráticas que tiveram lugar esta tarde”, diz o texto. O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, também condenou o episódio. O chefe de Estado se manifestou ao vivo, por chamada telefônica, durante o telejornal da emissora SIC, uma das líderes de audiência do país.

Outros líderes europeus também se pronunciaram. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “instituições democráticas devem ser respeitadas” e que “o Presidente Lula pode contar com o apoio incondicional da França”. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também ofereceu apoio ao presidente e “às instituições eleitas livre e democraticamente pelo povo brasileiro”.

O vice-primeiro-ministro da Itália, Antonio Tajani, disse, também por meio do Twitter, que acompanha com preocupação a situação no Brasil e que “qualquer ato de violência contra as instituições democráticas deve ser veementemente condenado”. A mensagem foi compartilhada na rede social por Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana.

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, mencionou sua “condenação completa do atentado às instituições democráticas do Brasil”.

Autoridades dos Estados Unidos também fizeram declarações de apoio. O presidente americano, Joe Biden, que neste domingo fez uma viagem a El Paso, afirmou que o ataque acontecido no Brasil é “ultrajante”.

Jake Sullivan, assessor de segurança nacional dos EUA, afirmou que Biden estava “acompanhando a situação de perto”. “Nosso apoio às instituições democráticas do Brasil é inabalável. A democracia brasileira não será estremecida pela violência”, disse ele.

O secretário de Estado, Antony Blinken, afirmou que “usar violência para atacar instituições democráticas é sempre inaceitável”.

Integrante da comissão que investiga a invasão do Capitólio, o deputado Jamie Raskin afirmou que países democráticos devem agir rapidamente e comparou a situação ao ocorrido nos EUA: “Esses fascistas que têm como modelo os manifestantes de 6 de janeiro [seguidores] de Trump devem terminar no mesmo lugar: a prisão”.

Os golpistas invadiram áreas do Congresso Nacional, do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal), espalharam atos de vandalismo e depredação e entraram em confronto com a PM.

Os atos guardam semelhanças com o evento acontecido nos Estados Unidos que, coincidentemente, completou dois anos nesta semana. Ocorrida em 6 de janeiro de 2021, a invasão ao Capitólio foi insuflada por um discurso do então presidente Donald Trump em Washington, levando manifestantes a invadirem o prédio do Legislativo americano, em uma tentativa de impedir a certificação da vitória de Joe Biden na eleição de 2020 —o republicano e seus seguidores sustentam até hoje o discurso mentiroso de que o pleito foi fraudado.

O maior ataque recente à democracia americana foi classificado por muitos como uma tentativa de golpe de Estado e se tornou alvo de uma série de investigações, do Departamento de Justiça, do FBI e do próprio Congresso. O ataque resultou na morte de cinco pessoas, entre os quais um policial.

Desde então, a polícia federal americana prendeu mais de 950 pessoas —a investigação é considerada a maior da história do órgão—, tendo aberto processos contra 940, segundo o Programa sobre Extremismo, grupo da Universidade George Washington. Mais da metade dos réus, 482, confessou a culpa, e outros 44 foram assim considerados pela Justiça.

Já a ação promovida por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro neste domingo ocorre uma semana após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antecedida por atos antidemocráticos insuflados pela retórica golpista do ex-presidente no período eleitoral.

O presidente Lula não está em Brasília neste final de semana —viajou para São Paulo e visitava Araraquara, no interior paulista, para acompanhar vítimas das chuvas.

Os responsáveis poderão ser punidos na Justiça com base na Lei Antiterrorismo, legislação que os próprios bolsonaristas tentaram endurecer visando punir manifestantes de esquerda.

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Colaboraram Giuliana Miranda, de Lisboa, e Thiago Amâncio, de Washington