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ELEIÇÕES MUNICIPAIS -2020: A DURA REALIDADE DOS PEQUENOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Professor, escritor e poeta Antônio da Cruz Santana

Estamos nos aproximando do pleito eleitoral em que a história parece se repetir, mais um ano difícil de pandemia do coronavirus ou COVID – 19, que acontecerá eleições municipais para eleger vereadores(as) e prefeitos(as) nos 5.570 municípios brasileiros.

É um momento eleitoral diferente das eleições presidenciais, gerais e convencionais que ocorreram em nosso país, no ano de 2018. A população brasileira de modo geral, em cada um dos municípios em particular, precisa fazer uma breve reflexão acerca das escolhas democráticas pela opção de candidatos(as) que de fato reúnem habilidades e competências para assumirem as respectivas funções as quais pretendem concorrer neste ano.

Entretanto, a responsabilidade com o município não é somente dos políticos, mas também de todos nós que somos cidadãs e cidadãos da sociedade com direitos e deveres iguais para o bom funcionamento da máquina pública. Por isso, é de grande importância para o eleitor(a) não eleger pessoas que não apresentam nenhum preparo intelectual, ético, moral e espiritual para exercer os cargos públicos de tamanha grandeza no seu município ou cidade.

Vale salientar, que infelizmente as nossas cidades têm sofrido muito nos últimos anos pelas nossas péssimas escolhas principalmente, para o Poder Legislativo Municipal. Muitas vezes, votamos de maneira equivocada por amizade, parentesco e coleguismo em vereadores(as) que não têm a menor condição de nos representar no parlamento.

Diante desta reflexão, devo dizer-lhes que todos nós somos co-responsáveis pelo sucesso ou insucesso dos nossos municípios, desde que votamos de forma responsável ou irresponsável em candidatos(as) sem compromisso com o Bem Comum. E para isso, não precisamos mergulhar na história política do Brasil, que os exemplos de maus políticos estão em evidência.

PENSE NO SEU MUNICÍPIO ANTES DE VOTAR!

JORNALISTA DO O GLOBO: “ É HORA DE PERDOAR O PT”

O colunista do jornal O Globo Ascânio Seleme

O colunista do jornal O Globo Ascânio Seleme escreveu em sua coluna neste sábado (11) que “É hora de perdoar o PT”.

Veja trecho do texto publicado pelo jornalista do O Globo:
“Não há como uma nação se reencontrar se 30% da sua população for sistematicamente rejeitada. Esse é o tamanho do problema que o Brasil precisa enfrentar e superar. Significa a parcela do país que vota e apoia o Partido dos Trabalhadores em qualquer circunstância. Falo dos eleitores, não apenas dos militantes”, diz trecho da nota do colunista.

“Erros amadurecem”
“Os erros amadurecem as pessoas, as instituições, os partidos políticos. Não é possível se olhar para o PT e ver só corrupção. O petismo não é sinônimo de roubo, como o malufismo”.

Em outro trecho o jornalista do O Globo apoiadores de Bolsonaro de “um grupelho ideológico”. “Um grupelho ideológico, burro e pequeno que faz parte da base do presidente Jair Bolsonaro. Mas é bastante razoável ter esta expectativa em relação a todos os outros, sejam eles de direita, de centro-direita ou de centro.”
Fonte: Gazeta do Brasil

O mundo acabou

POR Leandro Flores

Quando você podia sair de casa normalmente, quando você podia beijar, abraçar, paquerar… Quando você não precisava usar máscaras para sair de casa, quando não morria tanta gente por um mesmo motivo, quando você podia frequentar as praias, os shoppings, os bares, as igrejas…
Quando você ainda trabalhava, estudava…
Quando não havia o tal coronavírus…
Parece que a gente está falando de um tempo tão distante, né? Mas é não. E que o mundo acabou e você não deu conta ainda!

 

By: FLORES

Estudante caculeense tem artigo publicado em livro que traz coletânea sobre o ensino da Geografia

O livro é uma materialização de um trabalho desenvolvido pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) em parceria com a universidade e escolas.

O aluno Gabriel Lourenço

O livro Linguagens, Pesquisa e Práticas no Ensino de Geografia, é dos Organizadores Glauber Barros Alves Costa, Gabriela Silveira Rocha e Juníveo da Silva Pimentel, ambos professores do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus VI, de Caetité.

A obra contém uma coletânea de artigos desenvolvidos por aproximadamente 25 alunos do curso, sendo uma materialização de um trabalho desenvolvido pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) em parceria com a universidade e escolas.

O lançamento aconteceu na sexta-feira (19), de forma virtual, por conta da pandemia do Covid-19, através de uma rede social (Instagram) da Uneb-Campus VI. Participaram do lançamento do livro os professores organizadores (Glauber Barros, Gabriela Silveira, Junívio Pimentel) e o aluno Gabriel Lourenço, representando os autores de artigos inclusos no material, além de uma professora supervisora.

O caculeense Gabriel Lourenço dos Santos, estudante do curso de Licenciatura em Geografia pela UNEB-Campus VI, em Caetité, é um dos autores dos artigos presentes no livro. O seu trabalho, intitulado: “Reflexões sobre os resíduos sólidos: experiência didática no ensino de Geografia”, traz a importância de debater conteúdos voltados para a educação socioambiental na sala de aula e a utilização de metodologias diferenciadas pra trabalhar a temática.

“Poder participar do lançamento é de uma sensação única, e de experiência inigualável. Quero agradecer pela oportunidade e aproveito o momento para parabenizar todos os envolvidos.”

O livro está disponível para venda através do Site da Editora CRV no link https://editoracrv.com.br/produtos/detalhes/34652-crv

O QUE É CULTURA?

POR Antônio Santana

Professor, Poeta e Escritor condeubense Antônio da Cruz Santana

No Brasil, não é somente necessário garantir os direitos fundamentais dos cidadãos pela Constituição Federal de 1988, como também o Poder Público deve oferecer-lhes as demais condições para exercê-los. Portanto, é interessante compreender que cultura nos apresenta vários conceitos como: “Todo complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, usos e costumes, assim como todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente na família, como também por parte de uma sociedade da qual é membro”. Cultura também definida em ciências sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade.

No entanto, o que se pode observar é tamanha dificuldade encontrada nas prefeituras de cidades do interior do Brasil, a exemplo de Condeúba, na Bahia, quando se trata de investimentos à Cultura. São milhares de crianças, adolescentes, jovens e também adultos que procuram desenvolver as suas habilidades na arte, nos esportes, na cultura e na literatura, porém, não conseguem nenhum tipo de suporte técnico e apoio financeiro do Poder Público Municipal.

Vale ressaltar, que tanto a filosofia quanto a sociologia, conceituam à cultura intrinsecamente relacionada ao comportamento e ao convívio do homem na sociedade. Nessa perspectiva, se percebe angústias, decepções e insatisfações por parte dos artistas profissionais e amadores ou em formação que querem produzir arte, mas não conseguem desenvolver suas habilidades e/ou talentos por ausência de políticas públicas de governos que não ofertam a esta categoria.

Nesse sentido, torna-se cada vez mais difícil repensar ou reescrever a história do Brasil, sem passar por uma educação que se proponha a trabalhar na transformação intelectual dos indivíduos através da leitura, da arte e da literatura. Abrindo novos caminhos para formar cidadãs e cidadãos humanamente melhores, politizados, conscientes de seus direitos e deveres para com a sua Pátria, visando uma sociedade crítica, solidária e fraterna para todos.

Artigo: Sem choro, nem vela

O assunto da morte é tema recorrente e recortado pelas mídias em tempo real. Assistimos as estatísticas mundiais e à medida que os números de morte aumentam isso nos assola mais de perto. A morte e sua ameaça de proximidade viraram nossa persistente companhia. Ela entra como um discurso viral pelas frestas do inconsciente e desenterra nossos medos mais íntimos. Assunto árduo quando a ideia de controle do ambiente entra em colapso e o pensamento de contágio se hospeda em nós.

O fato é que estamos em luto. O mundo que vivíamos não existe mais, ele está em transformação. Fora isso vamos lidando com perdas de pessoas, aqui e ali… cada um que se vai, uma tristeza, um pouco de nós deixam de existir. As notícias de morte veiculadas pela mídia acabam por espetacularizar os números e subtraem o aspecto simbólico inerente ao processo. Tem dor e sofrimento nestes números que são incalculáveis. Para levar o luto a termo é preciso, segundo Allouch (2004), dar por concluída a vida do morto em um ritual. É preciso que exista um público acolhedor das manifestações do luto, das expressões de dor e desespero do enlutado. O que assistimos é o oposto disso, a banalização da grande maioria da dor do outro.

O que me assusta nesta conjuntura é a ideia de uma morte anônima. Já que o processo de despedida foi modificado e restrito a algumas pessoas num curto espaço de tempo.. Diante da pressa dos rituais e da velocidade com que as mortes acontecem vocês devem imaginar o déficit de elaboração que deixará suas sequelas psíquicas.

Não tem havido fôlego para se fazer lutos atualmente. O tempo está precário em relação a nossa capacidade mental de metabolizar afetos. Daí um tempo estranho. Tudo é muito transbordante. Muitas mudanças simultâneas. Fora e dentro de si. Se a morte já era algo de difícil de ser tratado imagine agora com a conotações de contágio planetário.

Acho que levar a morte a sério, respeitá-la, é uma questão ética, filosófica e humana. Banalizar a morte diz mais de como você lida com sua vida e com as pessoas do que sobre sua morte.

Sheyna Vasconcellos é graduada em Psicologia pela UFBA, mestre em Família na Sociedade Contemporânea

COMO CAMINHARÁ O BRASIL PÓS PANDEMIA EM 2020?

POR: Antônio Santana, professor escritor e poeta – Condeúba – BA.

Antônio da Cruz Santana

Nos últimos meses deste ano em curso o Brasil vem passando por uma série de problemas depois da chegada da pandemia do coronavírus COVID -19. O fato é que, além da crise estrutural instalada na Saúde Pública rotineira do país, o quadro se agravou substancialmente com outra crise, desta vez a crise política( administrativa, econômica e financeira) que terá um impacto negativo para os próximos meses pela ineficiência do governo brasileiro em gerenciar os dois episódios momentâneos.

Vale ressaltar que, quase dois anos já se passaram e o governo do presidente Jair Bolsonaro, segue ainda sem um modelo confiável de gestão. A situação administrativa e política, complicam – se à medida em que a população aguarda ansiosamente medidas eficazes que possam resolver a curto, médio e longo prazo os problemas da saúde, da educação, da segurança pública, da renda e da moradia que são direitos sociais constitucionais e fundamentais para a sobrevivência dos cidadãos brasileiros.

Nós, brasileiros (as), não precisamos de discursos repetitivos ou enfadonhos, mas sim, de ações concretas e impactantes que traga – nos esperança de dias melhores, estabilidade econômica, amor ao próximo e paz na vida do povo brasileiro que não suporta mais tanta espera. O governo do presidente Jair Bolsonaro, precisa urgentemente apresentar um plano para salvar vidas no combate à COVID – 19, como também a economia brasileira não de forma paliativa como o auxílio emergencial de R$ 600, 00, mas que permitam pais e mães de famílias retornarem o mais brevemente possível aos seus postos de trabalho sem maiores danos, perdas ou prejuízos individuais e coletivos.

Vale salientar, que o momento em que o país está vivendo não é oportuno para se espalhar ataques de fúria ou de ódio a governadores (as) e perfeitos (as), mas de agregar forças juntos para sairmos dessa crise pandêmica da COVID -19 que a cada dia se prolifera quase que sem controle por todo o país. Por outro lado, é preciso ficar claro que as disputas ou debates políticos Presidenciais em prol das eleições de 2022, deverão ser retomados oportunamente quando a situação assim se normalizar.

Diante do exposto, é necessário que o governo federal junte-se aos governos estaduais e municipais com ações emergenciais de ordem médica, sanitária e hospitalar, coordenadas pelo Ministério da Saúde (MS) para que assim possamos vencer esse VÍRUS da morte. Não resta dúvida de que governo e sociedade devem trabalhar preventivamente para reduzir rapidamente à propagação da COVID – 19, no Brasil.

SOMOS TODOS PELO BRASIL!

Cultura e sua importância para o Novo Normal!

Por Ildazio Jr.

Foto: Henriqueta Alvarez / Divulgação

A cada dia que converso com um amigo, conhecido ou até nas entrevistas diárias que faço pela Radio Excelsior FM em meu programa, o “Conectados”, ouço o seguinte: “já li alguns livros nessa pandemia e minha filha também”; “ fiz uma playlist para faxinar com vários sons que não ouvia há séculos”; “revi pelo menos 5 filmes e mais 10 novos nas madrugadas”; “amigo, fiz um tour virtual no Louvre maravilhoso nesse fim de semana com as crianças”; “cara, que live maravilhosa a de fulana e da banda tal na sexta, foi balada em casa”; “ minha mãe se emocionou assistindo comigo o ‘Lago do Cisnes’ com o Balé de Bolshoi”; “comprei pela internet a coleção inteira em quadrinhos do Batman”… enfim.

E daí, quando você vai atrás dos números, se depara com a informação de que as compras de livros na Inglaterra cresceram 33%, que o entretenimento online ente 09 e 22 de março de 2020 cresceu em 22,8%, que milhões de pessoas se cadastraram na Netflix, Deezer, Amazon, Disney, Globo Play, entre outras, e que as lives se multiplicaram com palestras, debates e shows arrecadando milhões e ajudando os mais necessitados! Continue lendo

Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento

Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento

pelo jornalista João Renato Diniz Pinto

Prezado Levon,

A primeira vez que ouvi a palavra Taiobeiras foi no segundo grau quando estudava no Colégio Padrão/Pitágoras nos idos de 1995, 1996 e 1997. Fui colega de Nikolas, sobrinho da professora de Português, Rosane Bastos, um dos negros da turma. Cruzeirense e muito inteligente. Depois só retornaria a ter contato com Taiobeiras e o Alto Rio Pardo de Minas pelo blog (diário virtual) do sociólogo Levon Nascimento nos idos de 2003 e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O professor da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves retirou a conjunção “de” do nome. Na minha opinião, o “de” representa a linguagem da população norte-mineira e sua generalidade. O “do” ou o “da” é mais específico. Em fevereiro de 2007, voltei a ter contato com Taiobeiras na posse do padre diocesano, negro e baiano Inivaldo Fernando de Lima na Paróquia São Sebastião. Dom Geraldo Majela de Castro passava o comando da Arquidiocese de Montes Claros a dom José Alberto Moura. Continue lendo

REFLEXÃO: O MUNDO PEDE SOCORRO!

Por Santana

Não é de hoje que estamos vivendo em tempos difíceis no Brasil. Poderíamos enumerar diversos acontecimentos ruins que ocorreram no país, como por exemplo: a Barragem do Feijão, em Minas Gerais no ano passado, as chuvas que caíram este ano nos estados da região Sudeste São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro que pareciam cenas de filmes de terror com diversas mortes provocadas por acidentes naturais ou por ações humanas.

Tivemos também, derramamento de óleo nas praias nordestinas e parte do Sudeste, em que pescadores e marisqueiras foram prejudicados recentemente ainda sem culpados pela tragédia marítima e ambiental. Como se não bastasse agora no momento quaresmal, estamos vivendo com mais uma situação catastrófica como o surgimento e propagação do coronavírus ( também conhecido como COVID- 19).

Diante dessa gravidade, seguimos presos em nossas casas, barracos, apartamentos simples ou luxuosos, ou debaixo da ponte nos protegendo corretamente como determina as autoridades de saúde ou não, na “inteligência ou na ignorância do não vai acontecer comigo”, e por aí vai se convivendo com essa coisa descontrolada mundo a fora.

A pergunta é a seguinte: Até quando teremos que conviver trancados em prisões domiciliares sem sermos culpados, no Brasil e no Mundo? Para ser mais preciso: Quem vai pagar essa CONTA?

Que Deus nos conceda a sua imensa proteção!

Antônio Santana,
Professor e poeta.