Cultura e sua importância para o Novo Normal!

Por Ildazio Jr.

Foto: Henriqueta Alvarez / Divulgação

A cada dia que converso com um amigo, conhecido ou até nas entrevistas diárias que faço pela Radio Excelsior FM em meu programa, o “Conectados”, ouço o seguinte: “já li alguns livros nessa pandemia e minha filha também”; “ fiz uma playlist para faxinar com vários sons que não ouvia há séculos”; “revi pelo menos 5 filmes e mais 10 novos nas madrugadas”; “amigo, fiz um tour virtual no Louvre maravilhoso nesse fim de semana com as crianças”; “cara, que live maravilhosa a de fulana e da banda tal na sexta, foi balada em casa”; “ minha mãe se emocionou assistindo comigo o ‘Lago do Cisnes’ com o Balé de Bolshoi”; “comprei pela internet a coleção inteira em quadrinhos do Batman”… enfim.

E daí, quando você vai atrás dos números, se depara com a informação de que as compras de livros na Inglaterra cresceram 33%, que o entretenimento online ente 09 e 22 de março de 2020 cresceu em 22,8%, que milhões de pessoas se cadastraram na Netflix, Deezer, Amazon, Disney, Globo Play, entre outras, e que as lives se multiplicaram com palestras, debates e shows arrecadando milhões e ajudando os mais necessitados! Continue Reading

Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento

Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento

pelo jornalista João Renato Diniz Pinto

Prezado Levon,

A primeira vez que ouvi a palavra Taiobeiras foi no segundo grau quando estudava no Colégio Padrão/Pitágoras nos idos de 1995, 1996 e 1997. Fui colega de Nikolas, sobrinho da professora de Português, Rosane Bastos, um dos negros da turma. Cruzeirense e muito inteligente. Depois só retornaria a ter contato com Taiobeiras e o Alto Rio Pardo de Minas pelo blog (diário virtual) do sociólogo Levon Nascimento nos idos de 2003 e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O professor da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves retirou a conjunção “de” do nome. Na minha opinião, o “de” representa a linguagem da população norte-mineira e sua generalidade. O “do” ou o “da” é mais específico. Em fevereiro de 2007, voltei a ter contato com Taiobeiras na posse do padre diocesano, negro e baiano Inivaldo Fernando de Lima na Paróquia São Sebastião. Dom Geraldo Majela de Castro passava o comando da Arquidiocese de Montes Claros a dom José Alberto Moura. Continue Reading

REFLEXÃO: O MUNDO PEDE SOCORRO!

Por Santana

Não é de hoje que estamos vivendo em tempos difíceis no Brasil. Poderíamos enumerar diversos acontecimentos ruins que ocorreram no país, como por exemplo: a Barragem do Feijão, em Minas Gerais no ano passado, as chuvas que caíram este ano nos estados da região Sudeste São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro que pareciam cenas de filmes de terror com diversas mortes provocadas por acidentes naturais ou por ações humanas.

Tivemos também, derramamento de óleo nas praias nordestinas e parte do Sudeste, em que pescadores e marisqueiras foram prejudicados recentemente ainda sem culpados pela tragédia marítima e ambiental. Como se não bastasse agora no momento quaresmal, estamos vivendo com mais uma situação catastrófica como o surgimento e propagação do coronavírus ( também conhecido como COVID- 19).

Diante dessa gravidade, seguimos presos em nossas casas, barracos, apartamentos simples ou luxuosos, ou debaixo da ponte nos protegendo corretamente como determina as autoridades de saúde ou não, na “inteligência ou na ignorância do não vai acontecer comigo”, e por aí vai se convivendo com essa coisa descontrolada mundo a fora.

A pergunta é a seguinte: Até quando teremos que conviver trancados em prisões domiciliares sem sermos culpados, no Brasil e no Mundo? Para ser mais preciso: Quem vai pagar essa CONTA?

Que Deus nos conceda a sua imensa proteção!

Antônio Santana,
Professor e poeta.

CAMPO MINADO

Jornalista e Poeta Leandro Flores

Esse ambiente político/religioso é um campo minado de hipocrisia e desonestidade.

Não há positividade em quem se apaixona aos extremos… Não há luz, nem verdades, em quem se posiciona estreitamente em um determinado lado e, sem preceitos, condena o outro com a única finalidade de se ter um algoz, com exclusiva pertinência de promoção factual.

Sim, agora ele (o opressor) é o porta-voz daquela parcela de rebanhos. Criou-se bando, organização e o seu único propósito é a representação político/partidária.

Mesmo que a lucidez seja o meio termo, entre a razão e a fé, entre a Direita e a Esquerda, entre o dito “Sagrado” e o “Profano”, os extremistas preferem a representação, o confronto, a bandalheira.

Não podemos nos apaixonar por ideias fabricadas e retocadas, por “deuses” alheios (indiferentes a nossa realidade), por conceitos extremistas de contradições e negações que provoquem uma ‘desarmonia’ e que afetem as convicções das pessoas.

Há um misto de possibilidades, mas sabemos que existe apenas uma verdade: aquela que se carrega em particular.

Defenda tudo que acredita sim, mas faça isso com equilibro e com tolerância. Lute pelos os seus propósitos sim, mas sem ofensas. Sem prejudicar, nem invadir o direito do outro de pensar diferente do que você.

É isso que Jesus gostaria que aprendêssemos quando disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos (Mateus 5:6).”

Há sempre uma recompensa para quem procede com justiça e retidão, sem extremismo suicida e sem paixão à ignorância.

By: Leandro Flores/2016

NIETZSCHE DISSE: Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade

Por Leandro Flores

Fundador do Movimento Café com Poemas – Poeta, Escritor, Jornalista Leandro Flores é condeubense radicado em Salvador/BA.

Nietzsche, filósofo e poeta prussiano já dizia que: “Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade. Somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida” (2008).

Nunca uma frase como essa, do grande e incomparável pensador do século XIX, fez tanto sentido como agora, nestes tempos de afogamento de esperança, de sonhos, em que o país e o mundo passam por diversas transformações que muitas vezes nos deixam fora de eixo, sem chão, sem saída e desesperançosos em relação ao futuro.

A arte vem como refúgio, como fuga nesse processo de endurecimento de alma. Acaba sendo uma das poucas ferramentas – ainda – capazes de trazer um sorriso, uma paixão, uma vontade de deixar as coisas mais leves, de trazer algum sentido para o mundo, traduzindo aquilo que ainda conseguimos observar e sentir como BELO, como SIGNIFICATIVO e aproveitoso para alguém e para o universo como todo.

O mundo está em cacos, se diluindo em ideologias cada vez mais extremistas, cada vez mais conflitantes e, a arte, mesmo sendo também uma ferramenta de perseguição dessa escalada da estupidez, acaba sobrevivendo (para o nosso bem) e, assim, quem sabe, algum dia possamos lembrar novamente Nietzsche, só que desta vez como chave de memória, não como lamentação de um estado fático, podendo dizer também que a arte venceu finalmente. “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”

Quando em transe a vida te fizer chorar lembre se das noites em claro

Por Edtattoo

Quando em transe a vida te fizer chorar lembre se das noites em claro. Quando a culpa cair sobre seus ombros, observe que a paz é adquirida após a guerra. Os detalhes que compõem um ser iluminado é diferente daqueles que apenas observa a superfície.

O brilho contagiante desfaz a ira de quem passa. Transforme isso em graça pois o riso é divino e no olhar a descoberta do belo que ainda se ver resquícios. Sejamos hoje a renúncia por toda dor causada, esquecendo os traumas por amor relativo e sigamos interpretando esse novo tempo, pois hoje é um tempo de festa.

Aproveita a nova fase e reinventemos a felicidade. Sejamos o palco das atenções estabelecendo a felicidade como meta, a vida é um instante e nós somos os propagadores desse tempo em transição. É preciso observar com cautela os abraços e olhares, aquilo que nos causa deslumbro também já nos causaram dor.

Tributo à comadre “Zina”

 

 

Querida comadre Zina de Sá, saudades!!!

Nesta tarde de segunda-feira dia 18 de novembro de 2019, tivemos uma notícia vinda de São Paulo nada agradável, pois, trata da partida para o além de um ente tão querido, que foi a minha querida amiga, prima e comadre “Zina” de Sá, assim que ela gostava de ser chamada e assim o faremos com muito respeito pelo que a minha comadre Zina representou para todos nós da família. Nascemos aqui em Condeúba e ainda muito jovens fomos para São Paulo e lá crescemos juntos, toda nossa fase de criança, adolescência e depois a fase adulta, passamos juntos por um bom tempo de nossas vidas. Casamos no mesmo ano 1979. Nossa amizade ampliou, dois anos depois veio o meu primeiro filho Nilo, adivinha quem foram os padrinhos, Zina e seu esposo José Ovídio de Sá. Passamos por um bom tempo curtindo juntos esse bebê. Depois os nossos queridos compadres tiveram que mudar para a cidade de Santarém no Pará, transferência de serviço do compadre, por lá ficaram um bom período. Quando eles retornaram à São Paulo, trouxeram por adoção o filho Carlos Eduardo de Sá, (hoje um grande Advogado). Nós já havíamos mudados para o interior do Estado na cidade de São José do Rio Preto. Ficamos sim um pouco distantes mas, sempre visitando uns aos outros, nunca nos deixamos pousar no esquecimento nossa sagrada amizade. Depois de morar 20 anos em São José do Rio Preto, retornei para Condeúba, minha cidade natal e aqui também a nossa querida comadre Zina veio nos visitar algumas vezes. Comadre Zina uma mulher católica fervorosa de muita fé. É nessa sua fé viva que nos amparamos hoje, para suportar essa lacuna que você deixou no meio de nós para sempre. Adeus comadre Zina de Sá, que o bom Deus a tenha ao seu lado para a eternidade. Saudade!!!

CONFORMADOS COM O FARELO DA CASA GRANDE

Levon Nascimento

Dia desses, num espaço público da cidade, eu lia um panfleto deixado propositalmente para que as pessoas o levassem de graça, publicado por um proletário que se contenta em beliscar os farelos que lhe caem da mesa da Casa Grande local. Lamentando, ele afirmava que o Presidente (assim mesmo, com “p” maiúsculo) recebe críticas injustas, xingamentos e acusações de gente que torce para que o Brasil não dê certo. Mais: que não se pode atacar daquele jeito o chefe da pátria (com “p” minúsculo, escreveu), que deve reagir com bravura. AI-5?

Lembrei-me na hora de que o dito escritor não se incomodou quando o ex-presidente Lula tornou-se vítima (e ainda é) de bullying por ter perdido um dedo da mão no chão de fábrica, nem quando a ex-presidenta Dilma, xingada aos palavrões pela classe média paulista na abertura da Copa do Mundo de 2014, foi caricaturizada nas tampas do reservatório de combustível dos carros, a simular um estupro, no tempo em que o litro da gasolina ainda custava R$ 2,80 e o botijão de gás de cozinha se comercializava a R$ 40,00. Antes pelo contrário, ele aplaudiu e justificou: “o gigante acordou!” Continue Reading

COMO SE EXPLICA A POBREZA NO BRASIL?

Antônio Santana – professor, escritor e poeta.

A pobreza no Brasil pode ser encontrada por diversos fatores: um dos mais impactantes é a má distribuição de renda, que acaba gerando em grande proporção uma cruel desigualdade social. Outra situação que nos preocupa, é a ausência de políticas públicas direcionadas eficazmente à educação, à saúde, à arte, à cultura, entre outras questões de interesse social.

Vale ressaltar, que nos últimos anos o Brasil teve uma melhora substancial, porém pouco tem avançado nas referidas situações acima expostas de acordo com o que preconiza a Constituição Federal de 1988, que expressa os direitos e os deveres sociais de seu povo. Entretanto, sem as seguridade e o cumprimento dos direitos constitucionais de cidadãs e cidadãos, fica cada vez mais difícil se viver dignamente no Brasil.

É necessário que gestores públicos das três esferas governamentais do nosso país, façam um esforço para tirar do papel as Leis e colocá-las em prática e atender aos anseios constitucionais de uma nação. A pobreza, é ainda, fruto da desestruturação espacial de uma divisão territorial, intencional e desigual de uma herança herdada num processo de Descobrimento do Brasil, em 1500, pelos portugueses.

Vale lembrar que, a partir do êxodo rural em que famílias inteiras migraram do campo para as cidades em busca de sonhos, realizações, melhor condição de vida para os filhos, ( frustrações), e isso fez com que aumentasse as populações das grandes cidades que oferecem mais dificuldades do que oportunidades.

O resultado de tudo isso proporcionou o desemprego, a violência, a falta ou péssima moradia, invasão das drogas lícitas e ilícitas que atinge principalmente parte dos jovens como categoria vulnerável talvez pela ausência de um lar estruturado, ausência de uma educação que transformada a essa parcela da sociedade, dificuldade de acesso a serviços públicos essenciais à vida, bem como outros fatores determinantes para o aumento da pobreza no Brasil.

Diante do exposto, vejo uma possível solução a médio e longo prazo para se não resolver em definitivo o problema da pobreza, mas amenizar a dor, a falta de esperança e o desespero desse público-alvo em questão. Os governos federal, estadual e municipal deveriam ou ( poderiam) atrair investimentos nacionais e internacionais para industrializar o interior do país, gerando oportunidades de emprego e renda sem a necessidade de jovens e adultos deixarem suas próprias cidades e estados de origem.

Acredito que por meio de um ensino de qualidade, preparando bem o indivíduo para o mercado de trabalho e oportunidade de emprego sólido e com garantias trabalhistas, é que o Brasil de fato voltará a crescer e a se desenvolver.

As cardiopatias humana

Por Edtattoo

No momento as maiores pandemias refere se a falta de compreensão sobre uma visão distorcida que a sociedade mostra, “as cardeopatias, as manifestações cancerigenas dentre outras carcomendo a sociedade que não conseguem ver”.

Precisamos compreender o dia, reinventar e perpetuar à vida, observando os que choram em silêncio. Na alucinação real que nos mostra a dor, por medo criamos a fantasia e depositamos valor absoluto. Bem relativo às escolhas que fazemos para seguir. Precisamos do exemplo para que sejamos direcionados ao caminho de luz e paz.

Não existe fórmula mágica para a vida. Pois nós somos o mundo, existem formas de transformar essa fantasia de pensar em verdade.
Os erros cometidos antes fazem parte desse caminho, somos hoje parte de tudo que o universo permite, e precisamos continuar à acreditar, a vida é uma ótica equivocada de nossa consciência, precisamos interpretar de forma simples. Vendo em sua simplicidade a descoberta de tudo aquilo que se faz belo.

“Ninguém é tão alguém que não precise de ninguém”.
Defenda seu direito com amor e respeito, todos nós temos uma visão sobre a realidade que vemos, mas, precisamos observar a realidade do outro e tentar interpretar essa nova visão. Pois precisamos apoiar o direito de pensamento, embora não concordemos com o mesmo. Quando o homem descobrir quem o é, o deixará de ser.