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Necessitamos de uma “Terceira Via”?

POR Nilo Garcia Silveira

A pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na data de 12/05/2021, pelo jornal “Folha de S. Paulo” , com os índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2022, apontam o seguinte cenário:

Lula (PT): 41%
Bolsonaro (sem partido): 23%
Moro (sem partido): 7%
Ciro (PDT): 6%
Luciano Huck (sem partido): 4%
João Doria (PSDB): 3%
Luiz Henrique Mandetta (DEM): 2%
João Amoêdo (Novo): 2%
Brancos/nulo/nenhum:  9%
Não sabe: 4%

Pesquisas são uma foto do momento, porém a eleição é um filme completo. Na atual conjuntura, estamos embarcando em uma máquina do tempo, voltando politicamente à 2016, numa revanche ao processo de impeachment; porém,com contexto econômico bem pior do que a crise que se iniciou em 2015 (PIB de -3,5% em 2015 e -3,3% em 2016) . Sem falar no mais complexo tabuleiro geopolítico dos últimos tempos.

Se continuarmos analisando os nomes que já partiram para a corrida eleitoral (como se não estivessem ocorrendo mais de 2000 mortes diárias no país), simplesmente pelos nomes em si, as suas personalidades e contradições; caminharemos para um ponto extremamente perigoso da nossa história, provavelmente sem retorno. Explico a seguir: Continue lendo

Condeúba e seus 160 anos

Pelo: Professor Agnério Souza

Agnério Evangelista de Souza

Condeúba completou seus 160 anos de emancipação política. Está de parabéns todo o território condeubense e todos seus habitantes. Temos muita história para contar, muita geografia a descrever, muitos mistérios a desvendar. Uma parte está escrita e a outra a pesquisar.

Foi muito boa a presença do Deputado Federal José Rocha na inauguração do CRAS, CREAS e SUAS no dia 14 de maio, data magna do aniversário. Sua fala encheu-nos de esperança,, quando disse que vai mandar recursos direto na conta da Prefeitura para construção da Rodoviária Municipal na localidade onde já está situada a Avenida Irmã Dulce. A promessa do asfaltamento da estrada Condeúba-Caculé, uma luta inicial do Padre José Silva Figueiredo, e que, agora se renova de promissoras esperanças. Assim desejamos.

Melhor ainda foi o discurso do Prefeito Silvan Baleeiro ao nos dizer que em breve entregará o serviço da Praça da Feira em perfeitas condições de funcionamento. Que asfaltará com mais qualidade o centro da cidade. E que, com os recursos recebidos para a Rodoviária, providenciará o mais rápido possível a licitação para construção de tão importante obra. Também a reconstrução da Creche no Divino, será retomada, porque vem lutando para destravar recursos bloqueados da construção daquela unidade de Educação Infantil. Silvan demonstra sério compromisso com sua administração.

Apesar de seus 160 anos, nossa cidade continua ainda em atraso com muitas coisas. Talvez pela política tradicional do município sempre dividida em famílias de forte poder econômico, social e político local. Talvez pela distância de grandes centros urbanos ou pela localização geográfica. No entanto, chamas de esperança têm sido lançadas ultimamente. Creio que poderemos dar a volta por cima.

Mas, nós temos mais deputados que representam o município! Temos muito prefeito Silvan Baleeiro e seus futuros sucessores! Temos a perenização do Rio Gavião, através da construção da Barragem do São Domingos. O investimento da área do Turismo interno com o aproveitamento dos tanques do município onde se pode colocar espécies de tilápias e outros peixes, e posteriormente, abrir para a temporada de pesca na época certa. Para isto necessário se faz melhoria no entorno dos tanques, pois os mesmos situam-se no perímetro urbano, sem falar no tratamento do leito do Rio Gavião dentro da cidade, pois está todo assoreado com a tabua tomando conta do nosso belo e majestoso rio.

No entanto, o Turismo não está voltado apenas em um setor, além da estrutura arquitetônica de que já temos, vamos aproveitar os recursos hídricos do município. Por que não utilizar, com a infraestrutura devida, a nossa Barragem do Açude Champrão para passeios, fotografias, encontros e diversões? Por que não utilizar o magnífico Morro de Condeúba, com 1.400 metros de altura, e promover escaladas em trilhas construídas com segurança para um turismo religioso, como a reza do Terço no pico do morro na Terça-feira Santa ou em outra época? Com certeza será mais fonte de renda e emprego para a população. E, além disso, nossa cultura, que é bastante rica, precisa aparecer e ser divulgada.

Digo também que na área econômica, está precisando de incentivo aos produtores de cana-de-açúcar da Feirinha, juntamente aos produtores de Cordeiros e Piripá, através de cooperativas, intensificar a produção e implantar uma mini usina de açúcar na região. Teremos o produto local mais barato, assim como temos a rapadura, a farinha, o requeijão e os biscoitos. Terá mais emprego e renda para a população. Com certeza, vai precisar do apoio dos empresários, dos políticos e da força de vontade do povo. Como disse antes, são sugestões para serem abraçadas pelos futuros governantes locais. Temos condições para desenvolvimento, mas precisamos de coragem, determinação e dinamismo. Condeúba merece um desenvolvimento mais avançado.

A FAMÍLIA É A CÉLULA MATER DA SOCIEDADE (Ruy Barbosa)

Reflexões:

“A família é a célula mater da sociedade”. Essa frase de Rui Barbosa é emblemática. Outras citações fazem comentários sobre a família: “A família é ainda a pedra fundamental da sociedade”; “Paz e harmonia – esta é a verdadeira riqueza de uma família” (Benjamin Franklin); “Considero a família e não o indivíduo como o verdadeiro elemento social” (Honoré de Balzac); “A pátria é a família amplificada”.
(Ruy Barbosa); entre outras, Friederich Nietzsche diz: “Ai daquele que não tem lar”.

As citações acima mostram a importância da família na vida do cidadão, constituindo-se numa instituição universal e milenar que dá segurança natural ao indivíduo que tem esse conceito de afinidades familiar.

Aristóteles dizia ser a família uma comunidade de todos os dias, “com a incumbência de atender as necessidades primárias e permanentes do lar” e Cícero criou a expressão, consagrada pelo tempo, segundo a qual a família é “princípio da cidade e origem ou semente do Estado”.

Em períodos de antanho, o ser humano tinha a necessidade biológica e a função reprodutiva da espécie, cabendo à mãe os cuidados com os filhos pela tendência maternal inata. Promíscuo, não distinguia o parentesco e se relacionava com o sexo oposto indiscriminadamente, pelo instinto sexual – uma vida animalesca. Não havia o conceito de família. Com a evolução de espécie houve significativa transformação.

Houve tempo em que o casamento era arranjado pelo pai da moça que escolhia o candidato conforme a sua conveniência, sem que houvesse o consentimento da casadoira. Uma situação inadmissível atualmente. Nessa época predominava a família patriarcal. Continue lendo

QUEM É JESUS?

QUEM É JESUS?

Render graças ao Senhor
Pela sua manifestação.
Escute o Filho de Deus,
Que trouxe a Salvação.
O Evangelho de João,
Que veio testemunhar
O batismo de Jesus,
Para a humanidade anunciar
A vinda do Filho do Homem,
Que prometera para o céu nos levar,
Para que um dia na glória de Deus,
Assim pudéssemos triunfar.
João Batista ao ser indagado pelos fariseus,
Assim os responderam:
É o Messias lá do céu,
Que à Terra voltará
Para julgar os bons e os maus,
Que na vida souberam amar a paz.
Não sabiam se era Elias,
Ou se era o Messias.
Perguntaram para o profeta Isaías,
Se ele o conhecia.

Antônio Santana,
Poeta.
Condeúba – Bahia.

UMA FELIZ E ABENÇOADA PÁSCOA DE JESUS CRISTO!

MOMENTO DE REFLEXÃO: POR ONDE ANDA O SER HUMANO?

Professor, poeta e escritor Antonio da Cruz Santana/Condeúba – Bahia.

Para entender melhor com relação ao comportamento do ser humano, foi necessário recorrer à Filosofia e à Sociologia, acerca da complexidade temporal da convivência do homem na Sociedade Brasileira Contemporânea.
Segundo Aristóteles, o ser humano é um ser de linguagem. O filósofo chegou mesmo a dizer que é a linguagem que nos faz mais humanos, nos diferenciando dos outros animais.
É evidente que os animais se comunicam entre si. As abelhas, por exemplo, são capazes de informarem umas às outras onde há néctar. E também há comunicação entre os homens e outras espécies. Existem várias pesquisas que indicam que animais como chimpanzés e cachorros são capazes de reconhecer palavras e expressões humanas. Mas, ainda sim, apenas os humanos se comunicam por meio de uma linguagem articulada.
Vale ressaltar, que a cada dia o ser humano parece encontrar-se mais distante de si mesmo e dos valores que formam o caráter humano. Atualmente, vivemos numa sociedade contaminada e contagiada pelo capitalismo selvagem da robotização e da alienação tecnológica capaz de eliminar em curto espaço físico e de tempo a presença do outro na sua vida.
No Brasil, especificamente, parece que tudo se transforma em costume ou modismo num clicar de dedo, porém, nunca se toma como base de aprendizagem os bons exemplos a ser praticados por grande parde da população brasileira.
O feminicídio contra à mulher no Brasil, parece não ter mais fim que a cada dia aumenta o número de mulheres mortas, sendo assassinadas por verdadeiros monstros vestidos de homens( que são verdadeiros covardes) vivendo na Sociedade. Sabemos que à violência está generalizada ultrapassando barreiras por diversas razões: o desemprego, a falta de investimentos na Educação Básica, a falta de moradia digna para as pessoas mais pobres e vulneráveis, a ausência de Políticas Públicas do governos federal, estadual e municipal em arte, esportes, cultura e lazer.
Enfim, o nosso País é mal administrado porque se cuida muito da Política Partidária e esquece de cuidar de vidas humanas, que representam o “Bem Maior” de qualquer País.
Nesse sentido, uma nação para que haja justiça social, é necessário haver uma melhor distribuição de renda entre pobres e ricos. Pois, sabemos que no Brasil, esta condição de justiça dificilmente acontecerá porque a ganância e a ambição pelo PODER farão o País empobrecer em todas as suas camadas e instâncias.

Mais humildade, por Levon Nascimento

A cada dia tomo mais consciência daquela máxima de que “o tempo é o senhor da razão”.

Um exemplo é o que dizíamos sobre os processos fraudulentos contra Lula e a parcialidade criminosa de Sérgio Moro. Caíram por terra e a verdade venceu.

Mas é sobre outra coisa que quero falar, com o mesmo contexto.

Há dez dias lutávamos aqui em TAIOBEIRAS contra a volta presencial das aulas conquanto a comunidade escolar não fosse vacinada.

Contra nossa tese, algumas figuras da área de saúde chegaram a escrever absurdos em redes sociais, do tipo que a classe dos professores não queria trabalhar. Como se não estivéssemos lavorando até mais do que presencialmente no ensino remoto!

Àquela altura, fim de fevereiro e princípio de março, os hospitais de Montes Claros já haviam entrado em colapso quanto ao atendimento de pacientes da Covid-19. Porém, éramos nós “os que queriam botar fogo” na situação, conforme disse uma autoridade local.

Hoje, vemos os dirigentes sanitários do município, por vídeos, em apelos desesperados para que a população só saia de casa em situações realmente importantes, porque a realidade do coronavírus é gravíssima.

Estão corretos, agora. Mas, por que não queriam nos dar ouvidos há dez dias? Até nota do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, por unanimidade admitindo que já estávamos na pior fase da pandemia, houvera sido publicada.

Infelizmente, por soberba política. Porque o cara do PT, da esquerda, o professor, etc, não pode estar certo segundo aqueles que nos governam há quase 20 anos.

Não sinto prazer nenhum em estar correto neste caso. Infelizmente, na tragédia, todos nós perdemos. Não há vitoriosos. O que quero é o bem comum. É pela vida que eu luto.

Penso que um pouco mais de humildade não fará mal a ninguém.

PARA REFLETIR: A PANDEMIA DA COVID-19 CONTRA O BRASIL

Professor, Poeta e Escritor Antonio da Cruz Santana

Com o advento da pandemia do coronavírus ou também conhecido como COVID-19, que arrasou com o Mundo, não sendo diferente da América Latina. No Brasil, parece que vivemos um retrocesso tipicamente de um País que continua a mergulhar em condições de um País de Terceiro Mundo que caminha lentamente sem muito êxito na resolutividade de seus problemas políticos e sociais. Com tomada de decisão tardia que impede o País de se desenvolver dentro do bloco dos então países emergentes ou em desenvolvimento.

Vale ressaltar, que fatos lamentáveis continuam acontecendo na Política Brasileira desde o passado ao momento presente por aqueles, que somente querem obter PODER mesmo sem habilidades necessárias para governar um País como o Brasil de dimensão Continental. No entanto, tudo leva a crer para eles (as), que o importante mesmo é ter o Poder a qualquer custo, como dizia o cientista político o francês Nicolau Maquiavel, ou seja, tem que passar por cima de tudo e de todos como um trator a tombar a terra.

Entretanto, a população brasileira tem um governo central eleito democraticamente pelo voto secreto e direto que não consegue governar o País, porque a cada dia vem demonstrando fragilidade e inabilidade no trato da coisa pública por falta de diálogo com governadores e prefeitos. Que infelizmente, não consegue buscar ou encontrar soluções para os problemas da (s) vacina (s), bem como as demais questões que ora afligem o Brasil e consequentemente os brasileiros e os estrangeiros.

Como se não bastasse, enquanto países do bloco do Reino Unido já estão aplicando a 2ª dose da vacina contra à COVID-19, o Brasil está cuidando das eleições das Presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Com todo respeito à Literatura Brasileira, parece que estamos vivendo em “Alice no País das Maravilhas”. Até quando suportaremos esse estado de abandono nesse País?

UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!
QUE DEUS NOS ABENÇOE!
ANTÔNIO SANTANA,
Escritor e Poeta.
CONDEÚBA – BAHIA.

Males seculares

Onaldo Queiroga

Amanhece o dia e vislumbramos que a estiagem faz morada em grande parte do território nordestino. Com um calor insuportável, homens e animais sofrem diante da falta d’água. São Riachos, açudes e barragens secos ou com pouca água, que, certamente, diante do poder do Sol, também ficaram vazios, transformados em um enorme solo rachado. Esperança e sonhos o nordestino sempre carregou e carregará consigo, no entanto, é triste ver a fome e a sede, impiedosamente, aniquilar nossos semelhantes.

Os olhares da seca são como navalhas afiadas, que, no deserto do abandono, cortam pele e corações, fazem o verde da esperança transmudar para um mundo cinzento, desolado, esquecido e devorado pela miséria. É a vida de gado tão decantada do poeta Zé Ramalho, onde seres humanos vagueiam como molambos diante da fúria a estiagem. Mas, com uma fé inquebrantável, esse povo chamado Nordeste, ainda, caminha na travessia da perseverança, fugindo dos males seculares que assombram a sua própria existência. Como bem já afirmou Leandro Flores:“…somos retirantes em pleno Século XXI. Fugindo dos mesmos problemas, convivendo com as mesmas situações, alimentando os mesmos ideais e sempre, sem nunca resolver o que realmente precisa no sertão: a fome educacional”.

O fato é que vivenciamos uma das maiores secas dos últimos 50 anos. Segundo Naidson Batista, coordenador da ASA (Articulação do Semiárido), do Estado de Pernambuco, o aspecto de extremo sofrimento do povo nordestino não é fruto exclusivamente da estiagem, mas também da ausência de planejamento de políticas públicas de convivência com o clima do semiárido. Não basta, por exemplo, a construção de barragens, cisternas e adutoras. Na nossa visão, é necessária a implantação de uma vasta política de infraestruturas hídricas e produtivas, além de um controle efetivo da liberação da água armazenada nas barragens e açudes que abastecem todas as comunidades e também servem para irrigação de plantações, pois, só assim, poderemos conviver de forma menos traumática com esses constantes períodos de seca.

Falamos muito de eleições, de políticas partidárias, que fulano será o candidato, que ele será eleito e que beltrano perderá. Urge, contudo, voltar os olhares para uma discussão ampla sobre os problemas da seca, no propósito de efetivar ações que possam mudar esse quadro de sofrimento do nordestino. É preciso ter fé e acreditar que Deus fará jorrar as chuvas da esperança. Porém, impõe-se mudança imediata em nosso agir, senão o vento da estiagem continuará assoviando corrupção, sede e miséria.

Onaldo Queiroga – Escritor pombalense e Juiz de Direito da 5ª Vara Cível de João Pessoa PB onaldoqueiroga@oi.com.br

Artigo: Novo desenho?

Por Rui Medeiros

Professor Escritor Advogado Dr. Rui Medeiros

As eleições municipais batem à porta. Embora tenham sido adiadas para novembro, há sensação de que já estão em cima da hora.
Elas ocorrerão diante de um quadro diferente daquele que dominou o momento das eleições presidenciais, não apenas por que é outro ano e as realidades locais sejam o tema, embora forças sociais e partidos sofram pesadamente a influência de fatores de importância geral, como a onda antiesquerda (mais que antipetista) que dominou aquelas eleições para Presidente da República.
Trata-se da mesma sociedade e estão presentes os mesmos partidos e grupamentos. Por certo, também está presente a mesma polarização, mas o núcleo de um de seus polos encontra-se contaminado com a visível incompetência que demonstra na condução do país.
A crise que andava em curso, agudizada a seguir pela pandemia da Covid 19, deixou escancarados os malefícios da estrutura social perversa. Vê-se que não se trata de falar só da criminosa distribuição da renda nacional, em que dez por cento dos mais ricos concentram quase inteiramente cinquenta por cento dela. Ficou revelado às escâncaras um contingente de desamparados cujos rostos e nomes aparecem em extensas filas de pessoas que necessitam receber minguada importância inferior a um salário mínimo para sobreviver (o ministro da fazenda em confissão de que não conhece a sociedade brasileira, ou faz exercício de cinismo, disse que a demanda pelo minguado auxílio mostrou um Brasil invisível!). Vê-se contingente de microempresários aos choros, de joelho diante de governantes, a pedir a reabertura de seus estabelecimentos. Em diversos lugares há o colapso ou quase colapso do serviço de saúde, em suas faces pública e privada. Pequenos negócios são inviabilizados.
Agora, o discurso econômico neoliberal sofre os golpes da realidade. Ou se atende parte da demanda social, ou é a revolta social desorganizada e a ampliação da atividade criminosa. Há não apenas choros abertos ou latentes, mas vontade imensa de contestar. Continue lendo

O MAPA DO INFERNO

POR Antonio Novais Torres

1º Círculo – Limbo: Aqui não há sofrimento nem lamentações, apenas suspiros e desesperança. Este é o lugar das almas que, em vida, foram virtuosas, mas que tiveram o infortúnio de não ser batizadas. Os que viveram antes de Cristo também habitam o limbo.

2º Círculo – Luxuriosos: O monstro Minós dá as boas-vindas enrolando a cauda no corpo dos pecadores – O número de voltas do rabão indica o círculo que o condenado vai habitar. Neste nível, os que pecaram por luxuria são jogados de um lado para outro por fortes redemoinhos.

3º Círculo – Gulosos: Os glutões ficam afundados na lama, sem poder falar com os vizinhos e são açoitados por uma chuva de neve e granizo. Para piorar, sofrem com assombrosa presença de Cérbero, o cão de três cabeças da mitologia grega, que os morde sem dó.

4º Círculo – Avarentos e Esbanjadores: Quem foi pão-duro demais ou gastou além da conta fica por aqui. Numa analogia à roda da fortuna, a pena de quem soube lidar com as finanças é passar a eternidade rolando grandes e pesadas pedras e colidindo incessantemente uns com os outros.

5º Círculo – Irados e Rancorosos: O suplício de quem não controlou a raiva é viver mergulhado na lama nojenta do Rio Estige. Lá os irados ficam batendo, chutando e mordendo uns aos outros. No fundo do rio, os rancorosos, que nunca externaram sua ira, suspiram borbulhas fedorentas.

6º Círculo – Hereges: Atrás das muralhas da “Cidade da Dor Eterna”, os que não acreditaram na existência de Deus queimam em brasa dentro de tumbas abertas. Aqui fica a fronteira entre pecados cometidos sem intenção e os executados conscientemente.

7º Círculo – Violentos: Assassinos, tiranos, e assaltantes levam flechadas no rio de sangue fervente. Na floresta, suicidas viram plantas devoradas por harpias, enquanto blasfemos, sodomitas e agiotas se “refrescam” na chuva eterna de brasas, em pleno deserto.

8º Círculo – Fraudadores: São dez valas circulares, uma mais profunda que a outra, onde são punidos os enganadores – de ladrões e puxa-sacos. Eles levam surras de demônios chifrudos, são enterrados de cabeça para baixo, fervem na lava e são picados por cobras.

9º Círculo – Traidores: No fundo do inferno, ficam os que cometeram o pior dos crimes: a traição. Eles mergulham num lago congelado, chamado Cócito, ficando só com a cabeça e o tronco de fora. Os queixos batem de frio e suas lágrimas congelam, levando-os ao desespero. No centro do nono círculo, o próprio Lúcifer se encarrega de torturar os que traíram os próprios benfeitores. O coisa-ruim tem três cabeças e em cada boca tritura um traidor: Judas, que traiu Jesus, Brutus e Cássio, traidores de imperadores romanos.