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FUSCA COMPLETA 70 ANOS NO BRASIL

Por Thiago Braga

Quem teve a oportunidade de avistar um fusca correndo pelas ruas? O modelo original surgiu no Brasil na década de 50. Novidade da época. Sonho de consumo para dezenas de trabalhadores. O automóvel saía do parque industrial da Volkswagen SA., no ABC Paulista. “Lindo de se vê”. Dali, seguia para o mercado interno, onde o comprador podia enxergar com seus próprios olhos, o brilho do veículo que encantou gerações. Da cadeira estofada ao “painel de luxo”. Macio, elegante, jeito sutil, bem feito. E o ronco do motor?! Um carro resistente, ao sol e a chuva, oferecendo conforto.

Figura caricata. Não escapou de charges, na qual “índio sem saber dirigir pega no volante” e “saci toca a buzina”. Foi usado como meio de transporte para ronda escolar, ambulância, viatura de polícia, táxi, carro de circo (anúncio). Tê – lo na garagem, privilégio de poucos, depois usufruto da maioria dos brasileiros. Capa de gibis, estórias em quadrinhos e seriados de tv. Hoje, havemos de encontrá – lo em casa de colecionadores, feiras de negócios, leilões ou motoristas “a moda antiga”. Paixão que resiste ao tempo. Não se fabrica mais o “velho carrinho”, que em tempo pretérito era “disputado” nos grandes centros. Já esteve no ranking dos carros mais vendidos no país. Ganhava com folga do concorrente “opala” (GM/68). Despertou cobiça e “desejo de posse”. “Super tudo”. Atendia a necessidade do transeunte, na correria diária, casa – trabalho, passeio e lazer.

Lugares popularmente conhecidos, como Praça da Sé, Largo da Pólvora, Praça 14 Bis e Museu do Ipiranga, recebiam um tom de alegria pela presença do fusca, estacionado em baixo de alguma árvore de sombra e/ou nos espaços públicos. “Amigo de todas as horas”. Vencia com bravura o percurso na estrada. “O motor na frente”, chama – nos atenção pela boa forma de “agitar” a viagem. Estilo único. Marca indelével do capricho na fabricação do produto posto a venda. Valor sem igual para os amantes do “fusquinha”. Manteve o mesmo padrão de qualidade durante anos. Não mudou nem mesmo a calota do pneu borrachudo. Só nos resta lembrar do fusca!

AUMENTA NÚMERO DE PEDIDOS DE APOSENTADORIA NO INSS

Por Thiago Braga

Pesquisa recente aponta grande número de cidadãos com idade superior a 60 anos, dando entrada no pedido de aposentadoria. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social, (INSS), esse crescimento teve início em outubro de 2018. De lá para cá, o trabalhador corre contra o tempo, na busca por informações consideradas “chaves” sobre a Legislação atual. Mudanças já anunciadas pela rés pública, devem ganhar corpo e forma no primeiro bimestre deste ano. Consta no Diário Oficial da União (DOU).

O fator previdenciário, (aposentadoria), abate dois campos: idade e período de contribuição. Tabela: homens 60/35, mulheres 60/30. O chamado “Direito Adquirido”, sofre tais alterações, a partir de janeiro (agora). O movimento frequente de pessoas nos postos de atendimento, em todo país, decorre da nova regra. Nenhum direito a menos. Aqueles (a) que se aposentaram antes do mês 12 (doze), pelo regime antigo, ficam isentos de qualquer surpresa no banco de dados, (entrevista, juntada de documentos, ficha cadastral). Mantém o texto legal, “sem tirar nem pôr”.

CASO JOÃO DE DEUS

Por Thiago Braga

A 15 dias atrás, fomos surpreendidos com o “caso João de Deus”, famoso “milagreiro” em Abadiânia, interior de Goiás. O homem que se dizia dotado por poderes especiais, auxiliava na cura de dezenas de pessoas, vindas de várias partes do mundo. Grande era o movimento de gente, em “trânsito livre”, pelos corredores do centro espírita, na busca por respostas para enfermidade, doença crônica, família, casamento, perca de ente querido, etc. Vale dizer que crianças, jovens e idosos, passaram pelo tratamento espiritual, recebendo o lenitivo desejado. “A primeira vista”, dentro da paz e da harmonia presentes no lar.

O Mentor abusava sexualmente de mulheres indefesas, quando postas em seu consultório, (sala fechada), sujeitando – se aos caprichos dele. Elas tinham medo e receio de possíveis atitudes violentas. O silêncio, por vezes, escondia aquele momento de fragilidade, sofrido pelas vítimas, presas sob “quatro paredes”. Não exprimiam nenhuma reação. Há 04 décadas, ações dessa natureza, aconteciam no local. Mar de acusações. A polícia conta com 200 denúncias formais, além de relatos de supostas vítimas entre 09 e 60 anos de idade. A doutrina espírita, em nota, “repudia” tais atos praticados pelo médium, lembrando que os atendimentos não devem ser cobrados mas, feitos de modo solidário, acrescentando ao Kardecismo, três pilares fundamentais: caridade, união e partilha. Continue lendo CASO JOÃO DE DEUS

Mansidão

Por Valdir Barbosa

Valdir Barbosa

Sempre que posso, nos derradeiros anos deixo o aconchego de minha morada e atravesso a rua, para assistir, no Largo do Campo Grande, uma das efemérides mais brilhantes que ocorrem em Salvador. Instituída há vinte um anos, pelo iluminado Divaldo Franco, ali, homenagens são rendidas em louvor a PAZ.

O magnífico artista, músico, compositor, cantor, Nando Cordel abre as festividades, em seguida, plêiade de figuras oriundas de todos os credos – Espíritas, Católicos, Umbandistas, Evangélicos – manifestam suas ideias, em breves discursos cheios de sabedoria tratando do tema, por fim, uma cascata de argumentos derramados pela voz e vinda nas palavras do anfitrião brilham bem mais do que todas luzes, este ano adornando com rara beleza, a praça onde acontece o encontro encantando todos presentes, lhes pondo mergulhados em profunda emoção, imenso prazer, efusivo contentamento. No entremeio, personalidades e instituições recebem comendas, em função de ações por elas praticadas, beneméritos gestos que lhes dignifica e distingue, por isto, a homenagem pública. Continue lendo Mansidão

CEIA MAIS CARA

Por Thiago Braga

O esperado 25 de dezembro, traz o colorido do Natal, cheio de boas expectativas. Como é de costume, a data festejada pelo brasileiro, vai de encontro com a escolha de pratos, doces, geleias, iguarias, bebidas e afins. Tudo precisa “ser do bom e do melhor”. Desde o frango ao molho pardo, até o peru recheado com tomates avermelhados recém colhidos na horta. E o caldo suculento?! Leva tempero que requer novos cuidados, a exemplo do preparo, rendendo elogio ao “mestre cuca”. Mistura de cores, sabores e excelente paladar por parte do provador. Pela experiência na cozinha, a dona de casa, por certo, entende bem do assunto.

O banquete, no geral, toma parte da mesa atoalhada, com detalhes e/ou enfeites, inclusive, “panelas novas”, tiradas do guarda – louça. Se tornou hábito na maioria dos lares. A variedade de ingredientes, tenta “dar um toque especial” ao jantar que acontece meia noite. Grande lista de procura. Cada produto, preço médio. Varia de lugar em lugar, conforme gosto do freguês. O bacalhau português, teve aumento de 13,4%, em peixarias, supermercados, hortifrútis e feiras livres de todo o país. O azeite de oliva suave, alta de 11,2%. Larga margem de diferença com relação ao ano passado. Não rompe lastro financeiro do comércio. Valor líquido que segue tabela nacional.

Dentre os alimentos mais caros, podemos citar: charque, tainha, amêndoas, frutas cristalizadas, “castanha do Pará”, nozes, chocolate amargo, vinho tinto, feijão preto, sardinha, farinha de rosca, agrião, pêssego (vidro de conserva), espumantes, mostarda e outros. “Cear”, exige alguns ajustes, como atenção no momento da compra, a fim de não “pesar no bolso”. Por isso, a encomenda merece capricho, sem dispensar, é claro, a qualidade da refeição. Temos o brilho natalino, recebido com alegria no seio familiar. Ambiente de fado. Chuva de confetes. Momento ímpar! O amor vence qualquer desafio.

A luz do fim do túnel começou ascender

Por Oclides da Silveira

Oclides Ribeiro da Silveira – Jornalista

Como dizia o ex-Governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, “ainda vejo uma luz no fim do túnel”. Em si tratando da política condeubense, penso como o velho Brizola, vejo com muito entusiasmo as iniciativas do jovem Prefeito de Condeúba Silvan Baleeiro de Sousa. Pois bem, vamos aos fatos: A situação do povo só vai melhor depois que houver um respeito mútuo entre o povo e os políticos. O povo não pode exigir dos candidatos soluções de seus problemas de forma unilateral, ou seja, a solução dos problemas do povo só será resolvida se ambos (povo e políticos) der as mãos e trabalhar com o mesmo objetivo, sem birra política.  Por sua vez, os políticos que estiver no pleno exercício do seu mandato tem que respeitar os mandatos dos seus opositores, aí sim, separando o joio do trigo, independentemente de trabalhar visando unicamente seu grupo político, espalhando insultos que é o melhor, que faz mais do que o seu antecessor e assim sucessivamente. Continue lendo A luz do fim do túnel começou ascender

QUEM É JESUS?

Por Antônio Santana

Render graças ao Senhor
Pela sua manifestação.
Escute o Filho de Deus,
Que trouxe a salvação.
O Evangelho de João,
Que veio testemunhar
O batismo de Jesus,
Para a humanidade anunciar
A vinda do Filho do Homem,
Que prometera para o céu nos levar,
Para que um dia na glória de Deus,
Assim pudéssemos triunfar.
João Batista ao ser indagado pelos fariseus,
Assim os respondeu:
É o Messias lá do céu,
Que à Terra voltará
Para julgar os bons e os maus,
Que na vida souberam amar a paz.
Não sabiam se era Elias,
Ou se era o Messias.
Perguntaram para o profeta Isaías,
Se ele o conhecia.

Antônio Santana,
Escritor e poeta.
Condeúba – Bahia.

Dezembro o mês que nasceu Jesus

Autor: Euriano Sales

Dos doze meses do ano
O de dezembro é o mais bonito
Todo mundo prega a paz
Confraternizam em nome de Cristo
Mas ai daquele que não der um presente
Pode gerar até um conflito

É verdade, é assim que acontece
E por favor não me interprete mal
Pois esse mês tão lindo que eu disse
Também é o mês mais comercial
Nascimento de quem? Jesus?
Eu quero é meu presente de natal

Ninguém lembra do começo de tudo
Mas pode deixar, vou refrescar sua memória
Há muito tempo, lá em Belém
Deu início a essa bela história
Do verdadeiro dono da festa
Digno de toda honra e glória

Houve um período na história
Que Deus se calou pro seu povo
Foram cerca de 400 anos
Até surgir um profeta novo
O nome dele seria João
Responsável por esse renovo

Zacarias era um homem bem velho
E Isabel também bem veinha
Ter um minino nessa altura do campeonato
Só podia ser piada de vizinha
Mas como Deus não é homi de piada
Fez nascer justo de onde não vinha Continue lendo Dezembro o mês que nasceu Jesus

MATADOURO PRECISA MUDAR DE LUGAR

Por Thiago Braga

O matadouro municipal, em Jacaraci, antes fora da cidade, agora divide espaço com o bairro novo que se estendeu no pequizeiro, um vasto terreno aos pés do Morro da Areia Branca. Há 15 anos, a casa pintada em azul e branco, foi erguida para suprir a necessidade de abate de animais. Obedece rigor de qualidade. A vigilância sanitária, de modo ativo, “passa o olho” nas dependências da imóvel. Isso requer zelo, bom senso e seriedade por parte do agente fiscal.

Anos atrás, existiu antigo matadouro na sede, demolido pelas más condições do prédio. Tal fato se reporta à década de 60, sendo que a velha casa foi sacrificada em 1999, no “Governo da Reconstrução”. Hoje, o ponto atual carece de mudança, a fim de não haver incômodo futuro. Logradouro público não menos importante que as demais obras da “agenda de reforma”.

Desta feita, a prefeitura cumpre seu papel social, respondendo à essa questão, tida como “número 01”, pela urbe. Jacaraci cresce a passos largos e não deve ficar presa em retrocesso. Em outras palavras, essa mesma ação, (construção de novo abrigo para atividades bovinas), sinaliza urgência. Se o projeto já existe, esperamos notícias. A comunidade não pode ficar a mercê da própria sorte.

MAIS LIVROS, MENOS ARMAS

Por Thiaga BragaEsse dito caiu no gosto popular. Aponta novo caminho para o país. A frase enfatiza o quadro social, onde arma de fogo, não raras vezes, substitui um caderno na mão do jovem, pelo revólver. “Mais livros, menos armas”, faz inter – relação entre o rico e o pobre, o culto e o analfabeto, o feliz e o infeliz, o filhinho de papai e o mendigo, enfim, dos anseios da população em geral. Invoca a crença da liberdade, como escolha na hora de decidir sobre o futuro. Une saberes, experiências e ideias. A expressão, usada no período do embate eleitoral, (2018), mostra que é possível “plantar flores, onde há pedras”.

Troca de tiros entre bandidos e policiais já não é novidade. O agente do crime ganhou força. Esta realidade se arrasta pela periferia dos grandes centros. Desta feita, a violência toma contornos ainda maiores, saltando aos nossos olhos, o elevado número de mortes. O interior não foge do contexto. Assaltos a luz do dia, roubos e pequenos atos ilícitos. Dentre estes, o consumo de drogas e álcool, além do comércio ilegal dos produtos. E as escolas? Muitas se tornaram ponto de venda de crack/cocaína, facilitando a circulação do pino, além de bares, atacadistas, docerias, armazéns, quitandas, etc. Sem contar a degradação dos prédios, em especial, as unidades da rede pública. Sinal de abandono, desmantelo, percas e prejuízos.

A educação, por excelência, é a carta maior, capaz de transmitir tudo aquilo que a sociedade “entende como bom”. Faz do cidadão, o protagonista da própria história, respeitando diferenças de cor, idade, origem e religião. Cada um, pode e deve usufruir dos serviços de retirada de documentos pessoais (PIS, NIS, Cartão Cidadão, Bolsa Renda), atendimento no SUS, projetos comunitários e outros. O ensino de qualidade, opera de forma justa, no dia a dia das pessoas, dando – lhes livre consciência de agir, partindo do princípio da ética, moral e bons costumes. Traz consigo o poder de criar, transformar e mudar os destinos da nação. “Um sol acima do sol”.