PRISÃO DE CESARE BATTISTI

Por Thiago Braga

Colunista da Folha de Condeúba Thiago Braga

Um caso que se arrasta pelos meandros da justiça: Cesare Battisti. A polícia brasileira, numa espécie de “caça palavras” conseguiu, em tempo hábil, levantar informações sobre um dos homens mais procurados da América. Battisti, acusado de matar 04 pessoas em sua terra natal, foi o “cabeça” de grupos armados liderados por ele, quando esteve preso, formando alianças de poder, (mando). Além disso, carrega no “currículo”, crimes de pequena monta, a exemplo de falsificação de documentos (RG, certidão e passaporte com visto ilegal). Sujeito esguio. “Passado sujo”. Caráter duvidoso. Agia na surdina sem deixar rastros. O forasteiro representava ameaça para o território nacional. Alvo de diversas investigações na esfera civil.

Tal assunto, “ganha vida” no arquivo jurídico. A decisão do então presidente Lula, em acolhê – lo no Brasil foi, sem dúvida, o “estopim” para que o novo cidadão andasse livremente pelas ruas. Viveu nessa tutela, passeando pelas feiras, bares, cafeterias, enfim, frequentando locais públicos. Todo esnobe, parecia feliz com o “lar, doce lar”. O Ministro Luiz Fux, (dez. 2018), redigiu texto apontando a presença indesejável de Cesare, em solo brasileiro, devendo este, ser extraditado para o lugar de origem. Condenou – o pelo rol de crimes, sem brecha para o Princípio da Presunção de Inocência . Segue a risca, os ditames da lei. Esta medida, adotada pelo magistrado, trouxe certo “alívio” para os parentes das vítimas, que lembram com horror os ataques sofridos pelos entes queridos. Dito e feito! A guarda geral “estava de olho” no fugitivo, efetuando a prisão do mesmo, na Bolívia, onde havia entrado “as escondidas”.

Nos “autos dos arautos”, Cesare Battisti possui extensa ficha criminal, atribuindo a sua pessoa, mudança de comportamento digna de delinquente. Sabia se disfarçar como ninguém. Álibi de “bandido a solta” que deseja liberdade a qualquer preço. Assumiu 20 identidades diferentes, a fim de “driblar” as autoridades e, sobretudo, não ser reconhecido pelos atos violentos praticados ao longo de quatro décadas. Virou lenda urbana pelo jeito escorregadio de entrar e sair da cadeia usando a porta da frente. Mas, a casa caiu. Agora, a velha raposa, na condição de apenado, deverá cumprir pena em regime fechado, nos próximos 10 anos, no populoso país das massas, (Pão de Ló, macarrão, pizza, etc). Chega de correr atrás do mocinho!

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