Pesquisadores da Ufba acompanham a instalação de sismógrafos na região de Amargosa

Sismólogos e pesquisadores do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LABSIS/UFRN) chegaram nessa sexta (4), à região de Amargosa, para começar a instalação de uma rede de nove sismógrafos que cobrirá a área. Uma equipe de professores dos departamentos de geofísica e geologia do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba) acompanha a ação.

Já foram instalados três sismógrafos: dois em Amargosa e um na divisa com o município de Laje. Outros equipamentos devem ser instalados em Elísio Medrado e São Miguel das Matas. O trabalho continua até o fim da próxima semana. A ideia é que os equipamentos fiquem na região por dois meses, mas o tempo pode ser estendido conforme a evolução da atividade sísmica.

A instalação ocorre após o registro de 23 tremores de terra desde o último sábado (29) na região, segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). A iniciativa parte do LABSIS, mas está sendo acompanhada pela equipe de especialistas do Igeo/Ufba criada na segunda (31) para subsidiar estudos relacionados aos abalos sísmicos.

Fazem parte da equipe seis professores do instituto e um aluno de geologia. A comissão da Ufba tem uma cooperação com o LABSIS e vai permanecer na cidade até a próxima quarta (10) para acompanhar a instalação dos equipamentos.

“O sismógrafo vai registrar qualquer tremor na região. O que se imagina existir é o chamado enxame sísmico, que é quando temos uma série de tremores menores que se originam de um tremor principal. As estações locais vão determinar o epicentro e o hipocentro de forma mais exata”, informou o geofísico e professor do departamento de geofísica, Joelson Batista.

A ida a campo é colaborar no monitoramento da região e na produção de informações sobre os eventos sísmicos nas proximidades de Amargosa. “Houve o contato com os pesquisadores da UFRN, que vieram para a Bahia. Nós, do departamento de geofísica e geologia, podemos colaborar até mesmo no sentido de orientar a Defesa Civil e outros órgãos. O papel da universidade é produzir informação para colaborar com plano ou cartilha de procedimento”, afirmou.

De acordo com o mestre em geofísica e integrante do Labsis, Eduardo Menezes, os estudiosos da Ufba têm acompanhado a instalação como assitentes de trabalho: “Estamos demonstrando como faz a instalação e discutindo como é feito do trabalho do ponto de vista científico”.

A comissão que se dirigiu para a região de Amargosa foi criada pela portaria 12 de 2020 do Igeo após os tremores de terra ocorridos no local. Entretanto, Batista ressalta que a Ufba já possuía expertise no tema podendo auxiliar na resposta aos tremores de terra.

Além da Ufba, uma equipe da Defesa Civil do Estado da Bahia e o secreta?rio de Infraestrutura de Amargosa, Naedson Borges, acompanham os trabalhos. A Sudec aplica formula?rios para mapeamento da intensidade dos tremores na região.

A previsão é de que os sismógrafos, que vão cobrir os municípios de Amargosa, Mutuípe, São Miguel das Matas, Elísio Medrado, Brejões, Laje e Ubaíra, estejam funcionando até o dia 13 de setembro.

A instalação dos equipamentos é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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