As inscrições para o concurso público da Polícia Civil da Bahia que encerrariam nesta terça-feira (8) foram prorrogadas até domingo (13). O certame oferece 100 vagas para delegado, 150 para escrivão e 500 para investigador.
Segundo o Instituto AOCP, organizador do certamente, o prazo para pagamento da taxa de inscrição é até a próxima segunda-feira (14).
A remuneração para o cargo de delegado pode atingir R$ 16,4 mil, enquanto investigador e escrivão poderão alcançar um total de R$ 6,4 mil. As inscrições podem ser realizadas no site do Instituto AOCP.
Todos têm carga horária de 40 horas semanais e exigência de nível superior completo para concorrer a uma das vagas (delegado: curso de bacharelado em Direito; investigador e escrivão: diploma de qualquer curso superior).
A prefeita de Livramento de Nossa Senhora, Joanina Sampaio – Foto: Wilker Porto
A prefeita de Livramento de Nossa Senhora, Joanina Sampaio, acompanhou de perto, na terça-feira (8), o andamento das obras na comunidade da Jurema. Durante a visita, a gestora verificou o progresso dos serviços realizados na Praça da Jurema e destacou a importância dos investimentos para a população local.
A visita faz parte de uma agenda que, segundo a prefeita, deverá contemplar diferentes localidades do município nos próximos dias. A proposta é acompanhar as intervenções e apresentar à população os serviços e avanços realizados pela administração municipal.
Durante a passagem pela Jurema, Joanina Sampaio ressaltou o carinho pela comunidade e afirmou que a gestão tem buscado atender às demandas dos moradores de diferentes regiões de Livramento.
“Estou visitando as obras aqui na Praça da Jurema, essa tão querida Jurema, uma comunidade que a gente nunca pode esquecer. É uma comunidade querida, onde a gente vem sempre trabalhando e pensando em todos. Hoje tirei a tarde para estar aqui, acompanhando de perto e vendo o avanço das nossas obras. É uma alegria muito grande estar por aqui”, declarou a prefeita.
Joanina também afirmou que pretende mostrar à população as ações que vêm sendo realizadas pela administração municipal. Segundo ela, as visitas às obras devem continuar como forma de aproximar a gestão dos moradores e apresentar os resultados dos investimentos.
“Eu vou estar mostrando para Livramento tudo que tem sido feito nesta gestão, uma gestão com responsabilidade, com amor e com respeito. Eu tenho que mostrar para a população de Livramento porque tudo que nós fazemos nesta gestão é feito com amor”, afirmou.
Ao destacar os próximos passos da administração, a prefeita reforçou o compromisso de continuar trabalhando pelo desenvolvimento do município e agradeceu à população pela confiança.
“A gente faz com fé, e a gratidão que eu tenho por Livramento é muito grande. A gente vai avançar cada vez mais”, concluiu Joanina Sampaio.
Ministro deu 48 horas para que diretor preste informações à Corte
Agência BrasilO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Edson Fachin Gustavo Moreno/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e suspendeu nesta quarta-feira (9) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do cargo. O diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, também teve seu afastamento suspenso. Ambos haviam sido afastados dos cargos pelo ministro André Mendonça na terça-feira (8).
Na prática, os dois diretores da Polícia Federal voltam aos seus cargos, mas em atendimento à liminar da AGU, e não em virtude da decisão de Dino.
Em sua decisão, o presidente da Corte criticou a guerra de decisões entre ministros.
“O afastamento das autoridades policiais que ora se examina encadeou decisões monocráticas sucessivas com comandos normativos incompatíveis entre si”, disse Fachin.
“É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, acrescentou, ainda em sua decisão.
Fachin marcou para o dia 15 de setembro uma sessão no plenário da Corte para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Vorcaro está preso atualmente.
As conversas mostram citações aos nomes de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As mensagens foram recuperadas do celular de Vorcaro, alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master. Moraes nega as acusações.
Em resposta, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News, relatado por ele, baseado em um relatório interno e inconclusivo da Polícia Federal. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.
A AGU pediu a Fachin a suspensão da decisão de Mendonça. Mas, antes que o presidente da Corte se manifestasse, Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, na manhã desta quarta (9). Entre os argumentos apresentados, o ministro afirmou que o partido Novo não tinha legitimidade para fazer tal pedido.
Dino também argumentou que a interrupção na produção de relatórios pela PF traria prejuízo às investigações sob sua relatoria. A decisão de Dino foi tomada no processo em que a PF analisa o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo em investigações sobre o desvio de emendas parlamentares para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Primeira lista pós-Copa do Mundo tem oito jogadores estreantes
Agência BrasilO técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlo Ancelotti – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O técnico Carlo Ancelotti anunciou na tarde desta quarta-feira (9) a lista com 26 jogadores que defenderão a seleção brasileira nos amistosos fora do país contra a Austrália e Índia no final de setembro e início de outubro. Na primeira convocação da Amarelinha após a eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo deste ano, o treinador investiu na renovação do grupo. Entre os estreantes estão Mauro Júnior (PSV), Gabriel Bontempo (Santos), Jair (Nottingham Forest), Vitor Reis (Manchester City), Samuel Lino (Flamengo) e os goleiros Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro).
“Essa é uma lista equilibrada, com jogadores que estiveram na Copa do Mundo. Vai ser importante para a próxima geração. Temos jovens, que têm qualidade para representar no futuro da Seleção, nos próximos anos. E temos também jogadores que estão atuando muito bem no Campeonato Brasileiro. Temos que priorizar jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo, ou a próxima Copa América”, pontuou o treinador durante a coletiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro.
A seleção fará dois amistosos na Austrália nos dias 25 de setembro em Queensland Country Bank Stadium, na cidade de Townsville, e quatro dias depois no Suncorp Stadium, em Brisbane. Depois o Brasil enfrentará pela primeira vez a seleção da Índia em 3 de outubro, no Salt Lake Stadium, em Calcutá.
Ancelotti optou por manter alguns jogadores que atuaram no Mundial deste ano, no intuito de “ajudarem na mudança de geração”.
“Eles são jogadores muito importantes para o futuro, estamos certos que, por compromisso, seriedade, profissionalismo, eles vão ajudar o grupo dos jovens a melhorar e se prepararem para as próximas competições. Isso não significa que outros jogadores não vão estar. Priorizamos os jovens e a qualidade nesses amistosos para ter informação mais completa de todos os jogadores. Mas pode ser que quando chegue a competição os jogadores que hoje não estão nessa lista estejam na lista final das competições”, afirmou.
O treinador admitiu ter ficado surpreso e decepcionado com a eliminação do Brasil diante da Noruega nas oitavas de final do Mundial, mas disse estar confiante no novo ciclo que se inicia, com foco na Copa América 2028 e na próxima Copa do Mundo de 2030.
“Agora temos tempo para fazer as coisas com mais calma, tranquilidade, avaliar bem todos. A ideia é muito clara, colocar uma nova geração de futebolistas. Sim, podemos fazer um trabalho sem pressa, tomando a decisão mais correta para o futuro. Falando de qualidade, eu acho que nesse momento há algumas posições bem cobertas, no futuro não vamos ter problemas com a defesa e com atacantes. Temos que escolher meio-campistas. Nesse momento temos um pouco de carência no meio de campo, isso é óbvio, isso vai determinar também o modelo de jogo para o futuro da Seleção”, concluiu.
Convocados
Goleiros: Hugo Souza (Corinthians), Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro);
Defensores: Artur Dias (Athletico-PR), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Jair (Nottingham Forest), Marquinhos (PSG), Matheuszinho (Corinthians), Mauro Júnior (PSV), Vitor Reis (Manchester City) e Wesley (Roma);
Meio-campistas: Andrey Santos (Manchester United), Breno Bidon (Corinthians), Bruno Guimarães (Arsenal), Danilo Santos (Botafogo), Douglas Luiz (Juventus), Gabriel Bontempo (Santos)
Atacantes: Endrick (Real Madrid), Estêvão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Samuel Lino (Flamengo) e Vinicius Junior (Real Madrid).
Antiga sede da Fazenda Condeúba, conhecida por Casa Grande, onde Dona Palmira morou por vários anosCasa Grande viste de frente, ao lado direito dá pra ver uma das duas senzalas antes de demolir
Palmira Maria da Silveira, chamada carinhosamente por “dona Palmira”
Palmira Maria da Silveira nasceu em Condeúba no dia 10 de setembro de 1913. Se estivesse viva, estaria completando hoje 113 anos. Dona Palmira, como era carinhosamente conhecida, faleceu em 11 de novembro de 1985 e deixou uma trajetória que ultrapassa os limites de uma história familiar e se confunde com parte importante da própria história social de Condeúba. Ainda muito jovem, aos 14 anos de idade, contraiu seu primeiro casamento com o senhor Joaquim Alves da Costa, homem já idoso e conhecido como ex-senhor de engenho. A partir desse casamento, Dona Palmira passou a assumir grandes responsabilidades na condução da Fazenda Condeúba, propriedade de seu esposo, participando ativamente da organização dos trabalhos e da vida cotidiana daquela extensa propriedade rural. Mas foi muito além da administração da fazenda que Palmira Maria da Silveira construiu sua marca. Ela se tornou uma verdadeira liderança social, especialmente pela maneira humana, generosa e responsável com que tratava os ex-escravos da Fazenda Condeúba e seus descendentes que viviam e trabalhavam naquela região. Para aqueles que tinham condições de trabalhar, Dona Palmira oferecia serviço remunerado, garantindo-lhes uma oportunidade digna de sobrevivência. Para aqueles que, por idade, limitações ou outras circunstâncias, já não tinham condições de trabalhar, ela mantinha um compromisso que hoje impressiona pela dimensão humana: garantia-lhes alimentação gratuita. Esse gesto não era apenas uma demonstração de generosidade. Representava uma postura permanente de solidariedade e responsabilidade social, numa época em que as condições de vida eram extremamente difíceis e em que poucas pessoas assumiam para si a responsabilidade de cuidar daqueles que mais necessitavam. Dona Palmira foi, portanto, uma mulher de liderança, força e profundo compromisso com as pessoas. Sua história atravessou gerações e permaneceu viva na memória daqueles que conviveram com ela — sobretudo de seus 4 filhos, familiares e de tantas pessoas que conheceram de perto sua maneira firme, trabalhadora e, ao mesmo tempo, acolhedora de conduzir a vida. Dona Palmira após ficar viúva, contraiu seu segundo matrimônio com José Antônio Ribeiro, com quem teve 4 filhos: Olinto, Odílio, Oclides e Aulita (Ita).
A seguir, depoimentos de seus 4 filhos e de outras pessoas que conviveram com Dona Palmira ajudam a revelar, por diferentes olhares, a grandeza dessa mulher e o legado que ela deixou para Condeúba.
Olinto Ribeiro da Silveira, ele é o 1° filho de dona Palmira
Dona Palmira: uma mulher que transformou acolhimento em legado e fez da Fazenda Condeúba um lugar de amparo aos descendentes de ex-escravizados
Há histórias que pertencem às famílias, mas que, pelo significado de seus personagens e pelos efeitos de suas atitudes sobre uma comunidade inteira, acabam pertencendo também à própria história de um povo. A trajetória de Dona Palmira é uma dessas histórias. Seu filho mais velho, Olinto, é uma das testemunhas mais importantes dessa trajetória. Primeiro filho do casal José e Palmira, ele afirma ter tido o privilégio de conviver com a mãe por mais tempo que os demais irmãos e, por isso, guarda na memória não apenas a figura materna, mas os valores, as decisões e as atitudes de uma mulher que deixou marcas profundas por onde passou. Segundo seu depoimento, Dona Palmira era uma pessoa criteriosa, firme e extremamente dedicada. Honestidade, lealdade e compromisso eram, para ela, princípios inegociáveis. Não admitia atitudes erradas de ninguém e, muito menos, dos próprios filhos. Essa postura, segundo Olinto, ajudou a construir um legado de enorme riqueza moral e humana. Mas é justamente quando sua história se encontra com a história social da região que a figura de Dona Palmira ganha uma dimensão ainda maior. Muito jovem, aos 14 anos, Dona Palmira teria se casado pela primeira vez com Joaquim Alves da Costa, personagem apresentado no depoimento como um dos grandes proprietários escravistas da época anterior à promulgação da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. Décadas mais tarde, em 1927, a chegada de Dona Palmira à Casa Grande, sede da Fazenda Condeúba, representaria um novo capítulo dessa história. Ali, conforme o testemunho de pessoas da época, ela assumiu o comando da fazenda e passou a desempenhar também uma importante função de acolhimento social junto aos ex-escravizados e, principalmente, aos seus numerosos descendentes que eram ligados à Fazenda Condeúba. É nesse ponto que o depoimento de Olinto revela uma dimensão histórica particularmente significativa. A Lei Áurea havia abolido oficialmente a escravidão no Brasil, mas a liberdade jurídica não significou, automaticamente, dignidade, trabalho, alimentação, moradia ou oportunidades para os negros libertos e suas famílias. A abolição não veio acompanhada de uma política ampla de inclusão social. Muitos ex-escravizados foram deixados à própria sorte, enfrentando pobreza, abandono e enormes dificuldades para reconstruir suas vidas. É dentro desse contexto que, segundo o relato familiar, Dona Palmira teria exercido um papel de amparo junto às famílias negras que foram vinculadas à Fazenda Condeúba. Ela acolhia. Para os mais jovens, oferecia oportunidades de trabalho remunerado. Para os idosos, garantia alimentação. Mais do que uma relação de trabalho, o depoimento descreve uma atitude de assistência e solidariedade que fez com que Dona Palmira conquistasse o respeito e o carinho daqueles que encontravam nela uma referência de proteção. Assim, sua história pode ser compreendida como parte de um capítulo ainda pouco conhecido da história social da região: o período posterior à escravidão, quando os descendentes daqueles que haviam vivido sob o regime escravista precisavam encontrar meios para sobreviver e reconstruir suas famílias. Nesse cenário, a Fazenda Condeúba, sob a liderança de Dona Palmira a partir de 1927, teria se tornado, para muitas dessas pessoas, um espaço de oportunidade e acolhimento. O testemunho de Olinto é, portanto, mais do que uma lembrança de filho para mãe. É um documento de memória familiar que ajuda a iluminar uma parte da história daqueles que vieram depois da escravidão. Ao recordar a mãe, ele não fala apenas de suas qualidades pessoais, mas de uma mulher que, segundo sua memória e seu relato, estendeu a mão justamente a uma população que carregava as feridas sociais deixadas por séculos de escravidão. Dona Palmira passou a ser conhecida e respeitada entre os negros que tinham vínculo com a Fazenda Condeúba. Sua presença, conforme o depoimento, ultrapassava os limites da administração da propriedade. Ela se tornou uma referência para aqueles que precisavam de trabalho, alimento, proteção e, sobretudo, de alguém disposto a olhar para suas necessidades.
Por isso, a história de Dona Palmira merece ser preservada e contada. Não apenas como a história de uma mãe lembrada com amor por seu filho mais velho, mas como a trajetória de uma mulher cuja atuação, segundo esse testemunho, se entrelaçou com a vida de inúmeras famílias negras no período posterior à abolição. Olinto e seus irmãos herdaram da mãe muito mais do que lembranças. Herdaram valores. E, ao contar sua história, ajuda a impedir que também se perca a memória daqueles que foram acolhidos por ela. Dona Palmira permanece, assim, na memória de sua família e daqueles que conheceram sua atuação como uma mulher de firmeza, honestidade e solidariedade — uma mulher que, diante das dificuldades enfrentadas pelos descendentes de ex-escravizados, escolheu o caminho do amparo. Sua história é, acima de tudo, uma história de memória, humanidade e legado.
Odílio Ribeiro da Silveira, ex-prefeito de Condeúba, ele é o 2° filho de dona Palmira
Dona Palmira: o legado de uma mulher privilegiada pelo saber Odílio Ribeiro da Silveira, foi o segundo filho do casal Palmira e José, ele guarda na memória não apenas as lembranças de sua mãe, mas, sobretudo, a dimensão de uma mulher cuja inteligência, experiência e capacidade de compreender a vida fizeram dela uma verdadeira referência para toda a família. Ao falar sobre Dona Palmira, ele começa justamente por uma das maiores limitações impostas às mulheres de sua geração: o acesso à educação formal.
“A mamãe foi uma pessoa que não teve oportunidade de ingressar numa escola, mesmo porque, na sua época de jovem, não havia aqui neste sertão o uso e o costume das meninas frequentarem escolas.”
Mas a ausência dos bancos escolares jamais significou ausência de conhecimento. Pelo contrário. Dona Palmira construiu sua formação na própria escola da vida. Aprendeu observando, convivendo com as pessoas, enfrentando as dificuldades de seu tempo e desenvolvendo uma capacidade rara de compreender as circunstâncias e encontrar caminhos para superá-las. Conhecida por todos simplesmente como Dona Palmira, ela se tornou, dentro de sua família, um verdadeiro ponto de apoio e uma referência permanente. Era dela que partia grande parte do planejamento da casa e das decisões familiares. Tinha, segundo o filho, uma percepção extraordinária sobre aquilo que era possível realizar e aquilo que não passava de uma expectativa distante da realidade. Dona Palmira possuía uma inteligência que não estava registrada em diplomas, mas que se revelava na prática, nas palavras, nas atitudes e na maneira como interpretava o mundo ao seu redor. Sua experiência de vida e seu relacionamento com as pessoas lhe deram uma compreensão muito particular da realidade. Era observadora, crítica e, sobretudo, propositiva. Quando percebia que alguma coisa não estava funcionando corretamente, não se limitava a apontar o problema. Tinha a preocupação de apresentar também uma solução. Essa característica se manifestava, inclusive, quando analisava questões relacionadas à administração pública. Dona Palmira tinha o hábito de criticar aquilo que, em sua visão, não estava caminhando bem nas administrações das cidades por onde passou. Mas suas críticas não eram vazias. Depois de identificar o problema, procurava mostrar qual seria, em seu entendimento, o caminho mais correto para solucioná-lo.
Era uma mulher que sabia enxergar além das aparências. Nascida e criada em Condeúba, na Bahia, Dona Palmira posteriormente acompanhou a família em mudanças que a levaram para Santa Fé do Sul, no estado de São Paulo, e, mais tarde, para a capital paulista. Foram experiências diferentes, em lugares diferentes, que contribuíram ainda mais para ampliar sua visão de mundo e sua bagagem de vida.
E essa influência jamais se perdeu. Quando Odílio assumiu a Prefeitura de Condeúba e exerceu dois mandatos de prefeito consecutivos, entre 2005 e 2012, os ensinamentos de sua mãe continuaram presentes. Diante dos desafios administrativos, das dificuldades e das decisões que precisavam ser tomadas, ele recorria muitas vezes àquilo que havia aprendido ao longo da convivência com Dona Palmira. A mulher que não teve a oportunidade de frequentar uma escola acabou se tornando, para o filho que chegou a administrar o próprio município, uma de suas grandes referências de conhecimento.
É justamente aí que reside a grandeza de sua história. Dona Palmira representa tantas mulheres sertanejas de sua geração que, privadas da educação formal, encontraram na própria existência os caminhos para construir uma sabedoria profunda. Mulheres que aprenderam com a família, com o trabalho, com a observação, com as dificuldades e, principalmente, com a vida. Por isso, ao recordar sua mãe, Odílio não fala apenas de uma mulher que foi importante para sua família. Fala de uma mulher que deixou ensinamentos capazes de atravessar gerações. E conclui com uma frase que talvez seja a melhor síntese de todo esse legado: “Sinto até hoje a minha mãe como uma mulher que foi privilegiada pelo saber.” Um saber que não veio dos livros, mas que nasceu da experiência. Um saber que não precisou de diplomas para se fazer respeitar. Um saber construído no sertão, na família, na convivência com o povo e na capacidade extraordinária de compreender a realidade. Dona Palmira não frequentou uma escola, mas foi, para os seus filhos, uma verdadeira escola de vida.
Oclides Ribeiro da Silveira, Jornalista ele é o 3° filho de dona Palmira
Dona Palmira: uma jovem diante da história e do destino de uma grande fazenda. Falar de Dona Palmira é fácil demais. A mamãe foi uma pessoa privilegiada no saber, dotada de uma larga experiência de vida adquirida desde muito cedo. Sua trajetória, entretanto, não pode ser compreendida apenas como a história de uma mulher dedicada à família. Sua vida esteve entrelaçada a um dos períodos mais marcantes da história social e rural de Condeúba, quando antigas estruturas ainda permaneciam vivas e a sociedade começava a atravessar profundas transformações. Dona Palmira iniciou muito cedo sua vida de dona de casa. Aos 14 anos de idade, ainda uma menina, contraiu seu primeiro casamento com Joaquim Alves da Costa, então um senhor de aproximadamente 80 anos, antigo senhor de engenho e integrante de uma das famílias de maior influência econômica e social da região. A união, segundo o depoimento familiar, não teria sido propriamente fruto de uma história de amor, mas resultado de um casamento arranjado, marcado pelas circunstâncias e pelas necessidades daquele tempo. Havia, naquele momento, uma razão de ordem familiar e social que ajudava a explicar a presença de Dona Palmira naquela casa: a casa-grande, sede da Fazenda Condeúba, encontrava-se sem uma referência feminina depois da morte da primeira esposa de Joaquim Alves da Costa. Foi então que uma adolescente de apenas 14 anos, pertencente à tradicional família Silveira, passou a ocupar um espaço de enorme responsabilidade dentro daquela estrutura familiar e rural. Dona Palmira, ainda tão jovem, assumia o papel de esposa de um homem que, pela posição econômica e influência que exercia, poderia ser considerado, à luz daquele contexto histórico, uma espécie de “lorde” da sociedade rural condeubense. Joaquim Alves da Costa era herdeiro de uma grande fortuna e carregava consigo um peso histórico ainda maior: era filho do capitão Francisco Xavier da Costa, personagem associado à fundação do município de Condeúba. Assim, ao ingressar naquela família, Dona Palmira não estava simplesmente entrando em um novo lar. Ela estava adentrando um dos núcleos familiares que ajudaram a construir parte da própria história econômica, política e social do município.
E essa entrada, naturalmente, não teria sido recebida por unanimidade. Dona Palmira, uma jovem de origem tradicional, passou a ocupar um lugar que certamente despertava olhares, expectativas, resistências e até desconfianças dentro da família de Joaquim. Mas foi justamente nesse ambiente, cercado por diferenças, responsabilidades e por uma realidade social ainda marcada pelas heranças do período escravocrata, que ela começou a revelar uma característica que acompanharia toda a sua vida: a capacidade de compreender as pessoas e exercer liderança mesmo diante das circunstâncias mais difíceis.
Uma jovem diante de uma sociedade em transformação Um dos episódios mais importantes dessa primeira fase da vida de Dona Palmira está relacionado aos trabalhadores que permaneciam na Fazenda Condeúba. Mesmo após o fim da escravidão, antigos escravizados continuavam ligados à terra e à atividade agrícola, agora trabalhando como meeiros, dentro de uma nova relação de trabalho que ainda carregava muitas marcas das estruturas sociais do passado. Foi nesse cenário delicado que Dona Palmira desempenhou um papel que merece ser registrado pela história. Ainda muito jovem, ela assumiu a administração da enorme Fazenda Condeúba por aproximadamente cinco anos, exercendo uma função que exigia não apenas capacidade de organização, mas sobretudo habilidade para lidar com pessoas, conflitos, interesses e com uma realidade social extremamente complexa. Seu papel foi fundamental na pacificação e na manutenção das relações com os antigos escravizados que continuavam trabalhando nas terras da fazenda. Em uma época em que as relações entre proprietários e trabalhadores rurais eram marcadas por profundas desigualdades, Dona Palmira conseguiu construir uma posição de respeito e autoridade. A menina que havia chegado à casa-grande aos 14 anos começava, assim, a se transformar em uma mulher de referência.
A sua história revela uma contradição própria daquele período Uma adolescente lançada precocemente às responsabilidades da vida adulta, mas que, ao mesmo tempo, encontrou naquele ambiente a oportunidade de demonstrar uma inteligência prática, uma capacidade de liderança e um senso de responsabilidade muito acima do que sua pouca idade poderia sugerir. Durante cerca de cinco anos à frente da administração da Fazenda Condeúba, Dona Palmira não foi apenas uma presença feminina dentro da casa-grande. Ela participou diretamente de um capítulo da história social e econômica de Condeúba. Sua atuação ocorreu em um momento em que o município ainda carregava as marcas de seu passado rural e escravocrata, e em que as relações de trabalho começavam a assumir novas formas. Por isso, sua trajetória precisa ser compreendida não somente no âmbito familiar, mas também como parte da memória histórica de uma sociedade que estava mudando. Dona Palmira, portanto, não foi apenas uma mulher de seu tempo. Foi uma mulher que, ainda muito jovem, foi colocada diante das circunstâncias de seu tempo e soube enfrentá-las com coragem, inteligência e capacidade de liderança. E talvez esteja justamente aí uma das maiores riquezas de sua história: quando a vida lhe impôs responsabilidades que pareciam grandes demais para uma menina de 14 anos, Dona Palmira respondeu com a grandeza de uma mulher que já começava a escrever seu próprio capítulo na história de Condeúba.
Aulita Maria da Costa (Ita), ela é o 4° filho de dona Palmira
“Minha mãe foi uma mãe maravilhosa”: o retrato de Palmira Maria da Silveira pelas palavras de sua filha Ita.
“Minha mãe foi uma mãe maravilhosa.” É assim que a filha Ita de Palmira Maria da Silveira começa a recordar a mulher que marcou profundamente a história de sua família e deixou, através de seus exemplos, uma herança de valores que atravessou gerações. Segundo a filha, Palmira foi uma mãe extremamente cuidadosa, carinhosa e dedicada à educação dos filhos. Tinha um jeito próprio de proteger aqueles que amava. “Sempre cuidou muito de mim, me educou com muito carinho. Eu sempre fui meio poupada”, recorda. Ela conta que a mãe não permitia que trabalhasse na roça e procurava poupá-la também dos serviços mais pesados dentro de casa. Em contrapartida, aconselhava muito e esperava dos filhos respeito e obediência — valores que fazia questão de ensinar pelo exemplo. Palmira era descrita como uma mulher trabalhadora, responsável, correta e verdadeira. Não gostava de meias palavras nem de situações mal resolvidas. Tinha o chamado “pavio curto” e não costumava mandar recados: quando precisava dizer alguma coisa, dizia diretamente à pessoa. E, com seu jeito franco e bem-humorado, costumava encerrar as discussões com um antigo ditado:“Se gostou, bem; se não gostou, come mais pouco.” Dona Palmira era uma mulher sem “papas na língua”,como define a própria filha. Até mesmo ao reencontrar alguém depois de muito tempo, fazia questão de deixar registrada sua opinião de maneira espontânea e divertida. Se achasse que a pessoa havia envelhecido bastante, não hesitava em dizer:“Ê, fulano, mas você está um bagaço velho!”Era o jeito de Palmira: sincera, direta e absolutamente autêntica. Mas por trás dessa personalidade forte havia uma mulher de princípios muito firmes. Palmira não gostava de dever dinheiro a ninguém. Não comprava fiado, não fazia questão de luxo e levava uma vida simples, organizada e responsável. E, acima de tudo, tinha um coração profundamente caridoso. Sua visão sobre a caridade, entretanto, também carregava a firmeza de seus princípios. Costumava dizer que a ajuda deveria ser destinada principalmente àqueles que realmente não tinham condições de trabalhar.“Para dar esmola tem que ser para um cego, um aleijado ou uma pessoa idosa que não aguenta trabalhar”,ensinava. Para ela, ajudar alguém jovem e saudável que tivesse condições de trabalhar, mas escolhesse não fazê-lo, era incentivar a preguiça — algo que considerava inadmissível. Palmira era inimiga da preguiça, mas amiga da necessidade. E essa diferença aparece com enorme força em uma das passagens mais marcantes de sua vida.
Uma jovem que entrou para uma nova história Ainda muito jovem, aos 14 anos, Palmira viveu uma experiência que mudaria completamente os rumos de sua vida. Já órfã de pai, era uma moça descrita pela família como muito bela e formosa. Naquele período, um homem viúvo, o senhor Joaquim Alves da Costa, conhecido por possuir boas condições financeiras, procurava uma jovem para se casar. Joaquim procurou João Silveira, tio de Palmira, e pediu que ele lhe apresentasse uma de suas sobrinhas. Foi então que João falou de Palmira e marcou um encontro para que os dois se conhecessem.
O encontro aconteceu e, pouco depois, o casamento foi marcado. Entretanto, a vida reservou uma circunstância inesperada. No dia marcado para o casamento, Palmira ficou gravemente doente e não tinha sequer condições de se levantar da cama. Mas a cerimônia não foi cancelada. Diante da situação, o padre foi até a casa onde ela estava e ali mesmo realizou o casamento. Depois de alguns dias, recuperando-se da enfermidade, Palmira seguiu para a residência de seu esposo, a sede da Fazenda Condeúba, onde iniciaria uma nova etapa de sua vida. Na casa de Joaquim Alves, encontrou uma realidade muito diferente daquela que conhecera. Era uma residência grande, com muitos criados responsáveis pelos serviços da casa. Durante aquele período, Palmira viveu com conforto e, segundo o relato da filha, teve uma convivência muito boa com o marido e também com as pessoas que trabalhavam na residência. Ela sabia ser amiga, mas também sabia ser justa. Tratava bem quem a tratava bem e não fazia distinção quando precisava reconhecer o que era certo.
A fome e a grandeza de um coração Foi, porém, durante um dos períodos de maior dificuldade enfrentados pela região que o lado solidário de Palmira ganhou uma dimensão ainda maior. A família recorda de uma época de grande fome, no início da década de 1920, quando muitas pessoas percorriam as casas em busca de alimento. Na propriedade de Joaquim Alves havia grande quantidade de mantimentos armazenados em alforges. Diante da situação de miséria que chegava à porta de sua casa, Joaquim determinava que fosse preparada muita comida para alimentar aqueles que passavam. Dona Palmira estava ao seu lado nessa tarefa de solidariedade e ela mesma fazia a distribução dos alimentos. As pessoas chegavam, muitas vezes, extremamente debilitadas. Algumas estavam havia dias sem comer. Primeiro recebiam comida e água. Eram acolhidas, colocadas para sentar ou descansar. Depois de recuperarem um pouco as forças, recebiam ainda uma sacolinha com mantimentos crus para levar para casa e ter o que comer no dia seguinte.
Não era simplesmente dar uma esmola. Era acolher, alimentar, cuidar e devolver dignidade a quem estava sofrendo. Essa lembrança, transmitida pela filha, ajuda a compreender uma das características mais profundas de dona Palmira: ela nunca viveu pensando somente em si. Mesmo tendo conhecido momentos de conforto, não perdeu a sensibilidade diante da necessidade alheia.
Pensava no próximo. E essa talvez seja uma das maiores marcas deixadas por sua passagem pela vida. Uma mulher de fé, sem precisar de muitas palavras. Na dimensão espiritual, Palmira permaneceu durante toda a vida ligada à fé católica. Não era uma mulher que estivesse constantemente frequentando a igreja, mas isso não significava ausência de religiosidade. Ao contrário: segundo a filha, era uma pessoa profundamente temente a Deus. Sua fé não estava apenas nos gestos religiosos, mas na maneira como compreendia a vida, o próximo e a própria existência. Palmira costumava dizer que a verdadeira religião era aquela em que a pessoa acreditava em Deus e reconhecia Jesus Cristo como Senhor. Para ela, mais importante do que discutir denominações era ter fé verdadeira. “Se você acreditar em Deus, acreditar que Jesus Cristo é o nosso Senhor, então essa é a religião certa.” Era assim que enxergava sua relação com Deus: de maneira simples, direta e sincera. E talvez esteja justamente aí uma das maiores riquezas de sua história. Palmira Maria da Silveira foi uma mulher de personalidade forte, de palavras francas, de princípios inegociáveis e de uma fé silenciosa, mas profunda. Foi mãe protetora, esposa, mulher trabalhadora e, sobretudo, alguém que aprendeu muito cedo que a vida só ganha verdadeiro sentido quando também se olha para a necessidade do outro. As lembranças da filha revelam não apenas uma mãe, mas uma mulher de seu tempo que, mesmo vivendo em uma época de muitas limitações, soube construir uma trajetória marcada por responsabilidade, honestidade, coragem, fé, justiça e solidariedade.
Um legado que não ficou apenas nas paredes de sua antiga casa. Ficou na memória dos filhos, na história da família e nas pessoas que, em algum momento de necessidade, encontraram em dona Palmira e em sua família não apenas alimento, mas acolhimento e humanidade.
Deraldino Benigno da Silveira e sua esposa Marcia Ferraz Silveira
TIA PALMIRA, PEQUENA, GRANDE MULHER!
Pensamos em chamá-la a “Pequena Notável”, mas nos lembramos que, já, uma grande Atriz do Cinema é chamada , dessa forma. Apesar de que a Vida da Pequena Palmira seria digna de ser retratada, num bom, belo Filme. O Deraldino que teve uma convivência maior, com ela, pois era seu Sobrinho direto . Eu, Márcia, sua Esposa, conheci Tia Palmira, qando ela já morava, em São Paulo, com a Família, no Jardim Ângela, Bairro de Santo Amaro. Muito da História de Vida de Tia Palmira tomamos conhecimento, através de seu Irmão, Augusto Benigno da Silveira, meu Sogro, pai do Deraldino. Sr. Augusto se lembrava, com saudades, de seu tempo de Garoto. Mais precisamente, quando foi morar com a Irmã, Palmira, e seu Marido, o Coronel Joaquim Alves da Costa. Ele adorava ir à feira, com eles, degustar as gostosuras, que lhe compravam. Mas, voltando a São Paulo, graças à Força, Resiliência, Perseverança de Tia Palmira, a família pode conquistar melhores condições de vida, de estudos, trabalho, na Capital. Como era bom, quando íamos visitá-los, e lá vinha ela, contando saudosas Histórias! Servia-nos um Café ralinho, tipo “água de batata”, pois era assim que os filhos gostavam! Uma palavra de seu Vocabulário que, jamais, esqueceremos é a tal “Livusia”! Toda vez, que nos referimos à querida Tia, lembramo-nos, com saudades profundas, de quando ela a proferia. Que lá do Céu, onde com certeza, ela está, olhe por nós! Que tenha o merecido Repouso Eterno!
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Erenita dos Santos Ribeiro, ex-nora de dona Palmira
Dona Palmira: uma mulher guerreira, acolhedora e pilar de sua comunidade
O depoimento revela a grandeza humana de Dona Palmira, lembrada com profundo carinho, respeito e gratidão por quem conviveu de perto com ela. Mais do que sogra, amiga e companheira de caminhada, Palmira foi considerada uma verdadeira mãe, uma mulher simples, batalhadora, cuidadosa e sempre disposta a amparar aqueles que estavam ao seu redor. Sua trajetória ganha ainda maior significado quando compreendida no contexto de sua comunidade negra. Dona Palmira foi uma mulher de fibra, um verdadeiro pilar e um divisor de águas no acolhimento e no amparo às pessoas negras, especialmente no período posterior à Lei Áurea, quando a liberdade jurídica não significou, necessariamente, condições dignas de vida. Com sua força, solidariedade e capacidade de cuidar, ela ajudou a construir caminhos de dignidade, proteção e pertencimento para aqueles que mais precisavam. Na vida familiar, seu cuidado também era uma marca incontestável: preocupava-se com os filhos, com a alimentação, as roupas e, sobretudo, com o bem-estar de todos. Mesmo depois de os filhos seguirem seus próprios caminhos, continuava exercendo seu papel de mãe cuidadosa e amorosa. O testemunho é, portanto, uma declaração de amor e reconhecimento a uma mulher que deixou marcas profundas por onde passou. Palmira foi guerreira, trabalhadora, generosa e acolhedora; uma mulher que fez do cuidado uma forma de resistência e da solidariedade uma missão de vida. Ao retornar à sua terra natal para viver seus últimos dias ao lado do filho Odílio, encerrou seu ciclo deixando como legado não apenas lembranças familiares, mas a história de uma mulher que ajudou, amparou e abriu caminhos para os seus.
Nathan Santos foi o grande destaque na conquista dos dois títulos, no sub-12 e sub-13Time sub-12
Time sub-13
Garotinho de apenas 12 anos foi decisivo nas duas categorias e ajudou a equipe Base Forte, de Guanambi, a levantar os troféus do Sub-12 e Sub-13. O futebol começa, muitas vezes, como uma brincadeira de criança, mas, para alguns garotos, o talento aparece cedo e anuncia que há algo maior pela frente. É justamente assim que vem se destacando Nathan Santos, de apenas 12 anos, um jovem talento do distrito de Mandassaia município de Condeúba, que começa a escrever seus primeiros capítulos no futebol de maneira brilhante e que já chama a atenção por sua qualidade técnica, personalidade e capacidade de decidir partidas importantes. Na segunda-feira, 7 de setembro, em Canité, na Bahia, Nathan viveu um daqueles momentos que ficam guardados para sempre na memória de um atleta. Vestindo a camisa 9 da equipe Base Forte, de Guanambi, o garoto foi campeão nas categorias Sub-12 e Sub-13, sendo protagonista e decisivo nas duas conquistas. E não foi apenas um título. Nathan teve participação direta nos momentos mais importantes das duas campanhas, demonstrando uma maturidade dentro de campo que impressiona para alguém de sua idade.
Decisivo no Sub-12 Na categoria Sub-12, Nathan já começou a mostrar sua estrela na semifinal. Em uma partida equilibrada, a equipe venceu por 2 a 1, e foi justamente dos pés do garoto que saiu o gol da vitória, garantindo a classificação para a grande final. Na decisão, o jogo terminou empatado em 1 a 1 no tempo normal, levando a disputa para os pênaltis. Coube a Nathan a responsabilidade de cobrar a primeira penalidade da equipe. Sem se intimidar diante da pressão de uma final, o jovem jogador foi para a cobrança e converteu, ajudando decisivamente sua equipe a conquistar o título.
No Sub-13, mais uma vez, protagonista Se no Sub-12 Nathan já havia sido decisivo, no Sub-13 o garoto repetiu a dose e mostrou ainda mais sua qualidade técnica. Na semifinal, novamente diante de uma partida difícil, o placar terminou em 1 a 1. Foi então que Nathan apareceu mais uma vez. Em uma cobrança de falta executada de maneira magistral, colocou a bola no fundo das redes e garantiu um dos momentos de maior brilho da competição. Na grande final do Sub-13, a história voltou a se repetir. O jogo terminou novamente em 1 a 1, e Nathan assumiu a responsabilidade. Marcou o gol de falta e, na disputa por pênaltis, cobrou a primeira penalidade da equipe e converteu, contribuindo diretamente para mais uma conquista. Dessa maneira, em uma mesma competição, o jovem atleta foi campeão em duas categorias diferentes, participando decisivamente de semifinais e finais e mostrando que não se intimida diante dos grandes momentos.
Um talento que vai além das quatro linhas Nathan Santos não chama atenção somente pelo futebol. Filho dos professores Silvano Santos e Darlane Cruz, o garoto vem construindo uma trajetória marcada também pelo compromisso com os estudos. É muito bom aluno, dedicado, disciplinado e responsável, características que, somadas ao talento esportivo, fazem crescer a expectativa em torno de seu futuro. A história de Nathan começa a ganhar contornos especiais justamente porque ele demonstra que o verdadeiro atleta não se constrói apenas dentro das quatro linhas. Talento, estudo, disciplina, educação e dedicação são valores que caminham juntos na formação desse jovem.
Condeúba acompanha e prestigia A presença de representantes do futebol de Condeúba, cidade que vem valorizando cada vez mais o esporte e revelando novos talentos, também marcou a competição. Os coordenadores de futebol Alexandre e o professor Joquinha estiveram presentes, prestigiando a abertura da competição no sábado. A participação e o acompanhamento de pessoas ligadas ao esporte são importantes para incentivar jovens como Nathan, que precisam encontrar apoio e oportunidades para continuar desenvolvendo suas habilidades. Aos 12 anos, Nathan Santos já começa a deixar sua marca. Dois títulos, gols decisivos, cobranças de falta de grande qualidade e personalidade para assumir os pênaltis em finais. Mais do que os troféus conquistados em Caetité, fica a certeza de que existe ali um garoto com talento, dedicação e um futuro bastante promissor pela frente. E, como toda grande história no futebol começa com os primeiros passos, talvez daqui a alguns anos essas conquistas de 7 de setembro sejam lembradas como o início da trajetória de um grande jogador.
A médica Gassi Mazia, 37 anos e João Vitor Domingues Romeiro, 25 anos – Foto: Reprodução/G1
Um homem identificado como João Vitor Domingues Romeiro, 25 anos, é suspeito de matar a própria esposa a facadas, fugir do apartamento e deixar o filho do casal, de apenas oito meses, sozinho no imóvel com o corpo da mãe. O crime aconteceu na noite de sábado (5), em Maringá, no Norte do Paraná, e a vítima, a médica Gassi Mazia, 37, foi encontrada morta após um familiar ouvir o bebê chorando do lado de fora da residência. As informações são do G1.
Após o crime, João Vitor foi localizado ferido dentro de um carro em Mandaguari, cidade a cerca de 32 quilômetros de Maringá. Ele apresentava machucados no pescoço e precisou receber atendimento médico. Durante o atendimento, conforme o relato policial, teria confessado a testemunhas que havia matado a esposa. Enquanto João era atendido, uma equipe da PM foi até o apartamento onde o casal morava.
Um familiar de Gassi havia sido avisado sobre o assassinato e foi ao endereço. Do lado de fora do imóvel, ele percebeu que o bebê estava chorando. A porta precisou ser arrombada e, dentro do apartamento, o familiar encontrou o corpo da médica com sinais de esfaqueamento. O Samu foi acionado e confirmou a morte da mulher.
Conforme o boletim de ocorrência, três facas foram encontradas próximas ao corpo. O bebê não apresentava ferimentos e foi acolhido por familiares da vítima. Não há informações sobre quanto tempo a criança permaneceu sozinha no apartamento após a fuga do suspeito.
João recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio e permanece internado em um hospital sob escolta policial. Ele é advogado e trabalhava como assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva, município localizado a cerca de 17 quilômetros de Maringá. Após o crime, ele foi exonerado do cargo. A defesa do suspeito não havia sido localizada.
Gassi também era servidora pública e atuava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi. O município divulgou uma nota de pesar pela morte da profissional e manifestou “repúdio a toda forma de violência contra todas as mulheres”. O caso é investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer a dinâmica do crime e a motivação.
Um jovem de 18 anos foi encontrado sem vida na madrugada desta terça-feira (8), na zona rural de Mortugaba. O caso aconteceu na Fazenda Três Paus, e a 80ª Companhia Independnete de Polícia Militar (CIPM) foi acionada para atender a ocorrência por volta das 2h10.
Segundo informações da corporação, a guarnição se deslocou até o endereço após receber o chamado do pai da vítima. Ao chegarem à propriedade rural, os agentes confirmaram o óbito do rapaz e isolaram a área para preservar o local do ocorrido.
O Centro de Operações Policiais Militares (Cenop) foi notificado para acionar o Departamento de Polícia Técnica (DPT) O corpo do jovem foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Vitória da Conquista. Uma equipe pericial esteve na fazenda por volta das 6h45 para realizar os procedimentos técnicos e a remoção do corpo. As causas da morte serão apuradas pelos laudos da Polícia Técnica e pelas investigações da Polícia Civil.
O Brasil conta com os jogadores brasileiros Vinicius Júnior (Real Madrid), Marquinhos (Paris Saint-Germain) e Gabriel Magalhães (Arsenal) na lista de 30 indicados ao prêmio Bola de Ouro de 2026 de melhor jogador do mundo. A relação de concorrentes foi anunciada nesta terça-feira (8) pelos organizadores – a revista France Football em parceria com a Uefa. A cerimônia de entrega está programada para 26 de outubro.
Maior vencedor da história do Bola de Ouro com oito troféus, o argentino Lionel Messi (Inter Miami) também está na lista. Já o atacante português Cristiano Ronaldo (Al Nassr), seis vezes vencedor, ficou fora da relação. O último vencedor do Bola de Ouro foi o O atual dono do troféu é centroavante Ousmane Dembélé (PSG).
O prêmio de melhor jogador do mundo considera os destaques da temporada 2025/26 durante as principais competições do período, incluindo a Copa do Mundo.
Diferentemente dos anos anteriores quando ocorreu em Paris, a 70ª edição do Bola de Ouro será realizada excepcionalmente em Londres. A capital inglesa foi escolhida em homenagem ao ex-atacante Stanley Matthews, o primeiro da história a ser contemplado com o prêmio de melhor do mundo em 1956, quando defendia o Blackpool.
leva em consideração os destaques da temporada 2025/26 e também teve a Copa do Mundo como um dos principais eventos do período de avaliação.
Um homem, de 52 anos, investigado como mandante do feminicídio de Dolores Bispo das Chagas Nunes, de 42 anos à época do crime, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (8), no bairro Boa Vista, em Vitória da Conquista. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto. Segundo as investigações, o crime ocorreu em 12 de dezembro de 2018, motivado por disputas de natureza patrimonial.
Conforme apurado, outro homem apontado como executor do crime já havia sido submetido a julgamento no dia 19 de agosto deste ano, sendo condenado a 15 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado.
Após requisição do Ministério Público, a Delegacia de Homicídios (DH/Vitória da Conquista) aprofundou as investigações e reuniu novos elementos indicando que o executor agiu a mando do então esposo da vítima.
Após o cumprimento da ordem judicial, o homem foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotadas as providências legais de praxe. Ele permanece custodiado, à disposição da Justiça. A ação foi realizada pela Delegacia de Homicídios (DH/Vitória da Conquista), unidade vinculada à 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Vitória da Conquista).