Professora Joandina descrevendo momentos históricos de Condeúba
POR Joandina Maria de Carvalho
Joandina é professora, historiadora e escritora
Certa vez, o conhecido doutor Osvaldo, filho do prefeito João Torres, intendente de Condeuba, me explicou que em meados da década de 1920, quando o governador da Bahia era o Sr. José Joaquim Seabra, seu pai foi um dos convidados para uma importante reunião em Salvador.
Na ocasião, o governador conversou com o jovem intendente e ouviu atentamente as reivindicações daquele que era representante de um dos principais municípios da Bahia.
A decisão de se publicar Memória Descritiva de Condeúba, de autoria do ilustre condeubense Tranquilino Torres, foi uma decisão dos representantes da política local, que aliados aos comerciantes da cidade, entenderam que investir em história e patrimônio cultural é importante e contribui para elevar a autoestima da população.
O prefácio do livro coube a Borges de Barros, membro da Academia Baiana de Letras e Chefe de Gabinete do governador Seabra.
Já se passaram 100 anos da publicação do livro pela Tipografia Vieira e o tipo de mandonismo existente na Bahia e no município de Condeúba é diferente daquele de 1920.
Como é possível que em um período tido como democrático, quando muitas pessoas exercem o direito de voto, prefeito, vice-prefeito, vereadores e população se comportarem de maneira subserviente, atrás de favores de deputados e governador?
Precisamos avançar na conquista de direitos. Do contrário, não somos cidadãos.


