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Ciro e Marina firmam aliança e tentam isolar Lula para se consolidarem como terceira via

Pedetista acredita ter mais chances de derrotar Bolsonaro no segundo turno 

Buscando se isolar do PT e fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a ex-senadora Marina Silva (Rede) faz sinalizações de apoio ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT) que deve disputar à Presidência no próximo ano. Esse é o primeiro apoio que o pedetista recebe no campo da esquerda.

De acordo com interlocutores, Ciro e Marina estão estreitando as relações desde 2020 para as eleições municipais. Agora, o ex-ministro tenta aproximar de novos partidos como PSB, PV e Cidadania para ser o nome da esquerda em 2022 e diminuir as possibilidades do PT chegar ao segundo turno.

Eleições 2022: Pesquisa mostra Bolsonaro apenas dez pontos à frente de Lula

Foto: Reprodução/CNN

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aparece na liderança das intenções de voto em pesquisa realizada pela parceria CNN/Instituto Real Time Big Data sobre as eleições presidenciais de 2022. O levantamento indica Bolsonaro com 31% dos votos, dez pontos percentuais a mais que o segundo colocado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Este é o primeiro levantamento após a decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações de Lula na operação Lava Jato, o que o torna elegível para as próximas eleições.

A pesquisa traz como possível cenário para a eleição presidencial uma disputa entre oito candidatos. Atrás de Bolsonaro e Lula, há um empate técnico no terceiro lugar entre quatro candidatos: Sergio Moro (10%), Ciro Gomes (9%), Luciano Huck (7%) e João Doria (4%). Os possíveis candidatos João Amoêdo e Marina Silva também empatariam tecnicamente, segundo a pesquisa. Amoedo registou 2% das intenções de voto e Marina Silva somou 1%. Votos brancos e nulos somam 12%, enquanto 3% disseram que ainda não sabem como irão votar ou não responderam.

Considerando o cenário de um segundo turno entre os candidatos que lideram a pesquisa, Bolsonaro e Lula, a pesquisa estimulada registrou 43% das intenções de votos para o atual presidente, e 39% para o ex-presidente Lula. Levando em conta a margem de erro de três pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados no segundo turno. Ainda considerando um possível segundo turno em 2022, a pesquisa aponta que votos brancos e nulos somam 15%. Já 3% dos entrevistados não sabem ou não responderam essa etapa da pesquisa.

No cenário de segundo turno entre Bolsonaro e Ciro Gomes, o presidente atinge 43%, enquanto o pedetista soma 36%. Brancos e nulos somam 16%. Não sabem ou não responderam 5%. Já no cenário contra Sergio Moro, Bolsonaro atinge 41% ante 38% do ex-juiz. Branco e nulos somam 17%. Não sabem e não opinaram 4%. Quando a disputa é contra Luciano Huck, Bolsonaro registra 46% das intenções e voto, enquanto o apresentador soma 31%. Brancos e nulos somam 16%. Já 7% dos entrevistados não sabem ou não responderam essa etapa da pesquisa, de acordo com informações da CNN.

Falta de vacina, e não Lula, coloca em risco reeleição de Bolsonaro, avaliam interlocutores

Logo depois da decisão do ministro Edson Fachin, devolvendo o ex-presidente Lula para as disputas eleitorais, o presidente Jair Bolsonaro reagiu dizendo que os brasileiros não querem de volta um candidato como o petista. As declarações do presidente não foram bem recebidas por interlocutores, que avaliam que Bolsonaro precisa focar na vacinação e não em polarizar com Lula neste momento.

“Se o presidente não resolver o problema da falta de vacinas, a crise sanitária vai se agravar ainda mais e, aí, Bolsonaro não perde para Lula ou qualquer outro candidato, perde para ele mesmo”, disse um interlocutor presidencial. Segundo assessores presidenciais, a avaliação dentro do Palácio do Planalto é que a crise da pandemia está num momento muito grave e delicado. Ou seja, a ficha caiu.

Segundo um auxiliar de Bolsonaro, a equipe mais próxima do presidente já tinha essa avaliação, mas agora o próprio chefe já teria acordado para a gravidade do momento. O problema, destacam os interlocutores, é que o presidente resiste a mudar sua posição em relação ao uso de máscara e distanciamento social. Mas já estaria convencido de que é preciso acelerar a vacinação, para resolver a atual crise e evitar o fracasso de seu governo.

“Estamos num momento gravíssimo. Vamos focar nas vacinas, e não no debate eleitoral. Não adianta ficar falando de Lula de volta ao páreo, porque o governo tem problemas maiores para resolver agora. Se não forem resolvidos, o presidente não chega competitivo em 2022”, acrescentou outro interlocutor de Bolsonaro.

Aliados do presidente da República defendem que, se ele não mudar de posição em relação ao uso de máscara e distanciamento social, ele poderia pelo menos tomar a decisão de se vacinar. Bolsonaro já chegou a dizer que não se vacinaria, mas assessores esperam que ele mude de posição. Seria uma sinalização positiva para toda população sobre a importância de se vacinar, acrescentam assessores.

Fonte: 97news

Eleições 2022: PT baiano escolhe Jaques Wagner como candidato ao governo do estado

No que depender do Partido dos Trabalhadores, o ex-governador Jaques Wagner vai comandar a Bahia mais uma vez. Os membros da sigla no estado definiram que ele será o candidato petista na disputa pelo governo baiano em 2022.

A informação foi confirmada nessa terça-feira (9), em postagem no Twitter feita pelo presidente estadual do PT, Éden Valadares.

Política: FHC diz apoiará candidato para derrotar Bolsonaro em 2022

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, durante entrevista à revista Época no perfil do YouTube e no Facebook, que não se sente na obrigação de apoiar um nome do PSDB na eleição presidencial de 2022. Segundo o ex-presidente, seu apoio será para quem mostrar ser capaz de derrotar Jair Bolsonaro e tiver um “sentimento social”.

“Não me sinto compelido a apoiar alguém do PSDB nas circunstâncias atuais. Me sinto compelido a apoiar alguém que seja democrata e tenha condição de ganhar de Jair Bolsonaro”, disse FHC. O mais provável é que ele der suporta a tucanos como João Doria e Eduardo Leite.

De acordo com informações de Guilherme Amado, sobre acusações feitas a Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, ele disse que “o PSDB não pode ser confundido com dois ou três. O Serra tem uma capacidade intelectual muito grande, é meu amigo, mas precisa explicar as coisas que estão perguntando. Acho que Geraldo é absolutamente inocente e o Aécio tem que julgar o que aconteceu em Minas, não sei”.

FHC também fez comentários sobre o Partido dos Trabalhadores (PT). “O Lula é tão centrado nele mesmo que ele pensa que talvez que o PT possa ter outro candidato. Claro que pode ter outro candidato”. Para ele, Lula está “tentando disfarçar a vontade que tem de voltar” e não mostrou disposição a apoiar Ciro Gomes, pelo fato de o pedetista ser “inconstante”.

Sobre o atual presidente da República, Fernando Henrique disse ainda não ver organização de corrupção no governo de Jair Bolsonaro e que é preciso tomar cuidado com a exposição de acusações feitas aos filhos do presidente. “No governo atual, não vejo uma organização de corrupção. Não vejo. Filho é prato preferido da imprensa. Tem que ir devagar com isso”, disse FHC.

Indagado sobre qual nota daria à força das instituições brasileiras, onde dez representa uma democracia fortalecida, FHC atribuiu nota sete, dizendo que as instituições são sólidas e a imprensa é livre, mas criticou, no entanto, a atitude de Jair Bolsonaro em relação à imprensa e afirmou que o presidente precisa mostrar autocontrole.

“Mesmo que (o repórter) não seja educado, mesmo que seja uma pergunta atrevida, você não pode ser atrevido, porque a força (de um presidente) é desproporcional. A posição de presidente é tão simbólica que, quando você critica, já é um ataque e, quando você ataca, é um apedrejamento em público”.

Por fim, o tucano ainda defendeu que toda vez que “presidente Bolsonaro exagerar tem que haver contra-ataque” e se posicionou contra a possibilidade de reeleição para os presidentes da Câmara e do Senado numa mesma legislatura. “Não faria. Quebrar uma regra para possibilitar alguém se eternizar é saudável. É melhor não haver reeleição em geral”.

Lula aponta o Governador da Bahia Rui Costa como possível candidato à Presidência da República em 2022

Lula e o Governador da Bahia Rui Costa

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontou o nome do governador Rui Costa (PT) como possível pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2022. O cacife do Partido dos Trabalhadores afirmou que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), divide a preferência com o gestor baiano.

Em entrevista à rádio Jovem Pan Aracaju, nesta quarta-feira (27/5), Lula garantiu que não colocará seu nome na corrida. “A única coisa certa nesse momento é que não vou disputar as eleições em 2022 por causa da minha idade. Contudo, podemos lançar o Rui Costa ou apoiar outro nome como o governador do Maranhão, Flávio Dino, sem nenhuma dificuldade. Estamos aqui para conversar”, disse.

“Independente de quem seja escolhido, estarei no palanque como bom cabo eleitoral que sou e pela força do PT hoje o maior partido do Brasil”, concluiu o petista. No início do ano, o vice-presidente nacional do PT, Paulo Teixeira, anunciou em em uma rede social que Dino poderá estar na chapa nas próximas eleições à Presidência da República.

Rui disponibiliza seu nome ao PT para disputar Presidência em 2022 “O que o presidente Lula desejar, eu seguirei”, declarou o governador

Por Chayenne Guerreiro / Matheus Morais

Foto: Ricardo Stucket

O governador Rui Costa (PT) garantiu em entrevista ao bahia.ba nesta terça-feira (4) que seu nome está disponível para disputar a Presidência em 2022. Segundo petista, tudo depende da vontade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Sim, meu nome está disponível. Sou militante do partido. Portanto, o que a direção nacional, o que o presidente Lula desejar pra 2022, eu seguirei. Se a vontade for outro nome, eu apoiarei. A minha vaidade está um degrau abaixo do projeto coletivo. Eu não deixo subir poder ou vaidade a minha cabeça. Não sou candidato de qualquer jeito. Sou candidato se o presidente Lula e o PT quiserem”, afirmou.

Rui disse ainda que vê com naturalidade o nome do candidato derrotado em 2018, Fernando Haddad (PT), na disputa pelo Palácio do Planalto no próximo pleito.

“Claro que é natural. Haddad foi candidato à Presidência, foi pro segundo turno, como não é natural alguém que foi pro segundo turno na próxima eleição se candidatar novamente?”, defendeu.