Comerciantes do sudoeste baiano temem efeitos econômicos com o tarifaço de Trump

Comerciantes do sudoeste baiano temem efeitos econômicos com o tarifaço de Trump
Gilson Angelloti, presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Brumado e Região (Sicomércio)

O Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Brumado e Região (Sicomércio) está temeroso com relação aos efeitos comerciais em decorrência do tarifaço de 50% aos produtos do Brasil, imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Gilson Angelloti, presidente do sindicato, disse que a medida pegou a entidade de surpresa, tendo em vista que os Estados Unidos apresentam superávit na relação comercial com o Brasil. “Não esperávamos por isso. Com superávit, por que fazer uma taxação desse tipo? Vai prejudicar o mercado interno e prejudicar àqueles que estão exportando”, avaliou.

A priori, Angelloti apontou que é preciso aguardar as negociações que serão feitas para decidir como o Sicomércio irá reagir frente a essa nova realidade. “É um cenário que ainda não temos definição, não tem como a gente visualizar o que pode ocorrer. Temos que estar preparados para todas as alternativas, mas, no momento, estamos de mãos atadas”, afirmou.

Na região, segundo o presidente sindical, os empresários acreditam que a situação tende a piorar os índices no comércio, que já não se encontra em uma boa fase. “Eles estão apreensivos, receosos. O cenário não é bom, pode afetar com força a economia nacional, inclusive com desemprego”, destacou.

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