CEM ANOS DA PASSAGEM DA COLUNA PRESTES POR CONDEÚBA

Professora, Historiadora e Escritora condeubense Joandima Maria de Carvalho

Ao longo do percurso pela Bahia, um dia à tarde, o capitão Leovigildo Cardoso Viana, da guarda nacional, amigo de Horácio de Matos e um primo deste, de nome Augusto de Matos procuraram representantes da Coluna Prestes, declarando simpatia e possível apoio.
Lourenço Moreira Lima informa em seu livro que receber essas pessoas foi um vacilo. Em certo momento, foram recebidos a bala por uma tropa comandada por Manoel Querino, primo de Horácio de Matos, que fugiu depois de uma hora de fogo, deixando dois homens mortos.
“Esse encontro fez-nos acreditar que Leovigildo e Augusto foram ao nosso encontro como espertos espiões”.
O contato com essas pessoas serviu para que se entendesse que não seria fácil continuar a marcha. Os membros da Coluna Prestes estavam cientes que além da policia baiana teriam que enfrentar os jagunços de coronéis como Horácio de Matos.
A fraqueza e desmoralização dos governos da Bahia permitiram que essas pessoas dominassem uma vasta zona dos sertões, cometendo toda sorte de crimes contra a população.
Para publicação hoje. Cada dia, um texto novo 15, 16 e 17 de abril de 1926 – dias em que a Coluna Prestes esteve na cidade de Condeúba.

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