Escola Dário Lima Criou o Festival de Ovos de Páscoa Beneficente

Agência Brasil
O novo ministro da Educação Leonardo Barchini e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (30) que o novo ministro da Educação será Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta. O ministro Camilo Santana deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano. 

Em evento de balanço do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, Lula pediu ao futuro ministro que dê continuidade aos investimentos na área em todo o país. Na cerimônia, ocorreu a inauguração simultânea de 107 obras de educação.
Segundo o governo, o investimento federal nas construções soma R$ 413,49 milhões, provenientes do Novo PAC e de recursos próprios do Ministério da Educação (MEC).
O governo ainda anunciou a marca de 99 mil escolas com conectividade adequada, o que representa mais de 71,7% das unidades de ensino. O governo informou que a meta é conectar 137,847 mil escolas de educação básica.
Segundo Lula, o objetivo é que 100% das escolas estejam com internet. A ideia é beneficiar 24 milhões de estudantes. Em 2023, esse percentual era de 45,4%.
O Ministério das Comunicações informa que a meta é conectar 137.847 mil escolas de educação básica. Atualmente, 99.005 escolas públicas brasileiras contam com conectividade adequada para uso pedagógico, o que representa 71,7% das unidades do país
Durante o evento, o Ministério das Comunicações anunciou a contratação de serviços de conectividade para mais 16,7 mil escolas em todo o país, medida que permitirá universalizar o acesso à internet nas unidades de ensino da educação básica ainda não conectadas até o fim de 2026.
Segundo o governo, na Região Norte, o número de escolas com conectividade adequada passou de 4.803 em 2023 para 12.714, atualmente (62,5%). Nas escolas rurais, o total foi de 17.367 para 34.913 unidades (69,7%). Nas comunidades tradicionais, também houve elevação. São 1.815 escolas indígenas e 1.971 escolas quilombolas com conectividade
No balanço do Ministério da Educação, foi informado que há 9,7 mil obras, sendo 7,1 mil em andamento e 2,6 mil concluídas.
As obras incluem 18 creches, 23 escolas e três novos campi de institutos federais. As demais 63 obras correspondem a ampliações e melhorias em unidades já existentes. Na educação profissional e tecnológica (EPT), são 43 obras em 12 institutos federais em 12 estados do país.
Os campi são do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), localizados em Umarizal, Touros e São Miguel.

O levantamento do Ministério da Educação mede o nível de leitura e escrita dos estudantes na idade adequada e mostra como os municípios vêm avançando. O resultado reflete as ações do programa Bahia Alfabetizada, uma iniciativa do Governo do Estado que apoia os municípios com formação de professores, material didático e suporte técnico para garantir que as crianças aprendam a ler e escrever até os 7 anos.
O estado avançou 19 pontos entre 2024 e 2025, ultrapassou a meta de 50% definida pelo MEC e foi o que mais cresceu no país. O número reforça a meta de seguir ampliando o índice até alcançar todas as crianças alfabetizadas aos 7 anos.
Para a secretária da Educação, Rowenna Brito, o resultado é consequência direta do trabalho conjunto. “É um avanço muito significativo e resultado de um grande esforço coletivo. A alfabetização acontece no município, mas é uma responsabilidade de todos nós. Quando Estado e municípios trabalham juntos, os resultados aparecem. É um esforço conjunto, que envolve formação de professores, apoio às redes municipais e acompanhamento contínuo da aprendizagem”, afirmou.
A avaliação é compartilhada pelos gestores municipais. “Esse resultado reforça que a parceria entre Estado e municípios está no caminho certo. Quando há compromisso com a educação, os resultados aparecem e chegam na ponta, dentro das escolas”, afirmou o prefeito de Andaraí e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso.
O programa reúne os 417 municípios baianos em regime de colaboração e tem foco nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre as ações estão a formação de professores, a distribuição de material didático e o suporte técnico às redes municipais, além do acompanhamento do aprendizado. Em 2025, a iniciativa alcançou 98% de adesão dos municípios. O Bahia Alfabetizada também inclui ações para jovens, adultos e idosos, ampliando o alcance das políticas educacionais e contribuindo para reduzir o analfabetismo no estado.

Esse problema estimulou os estudantes Lívia Lopes e Pedro Henrique, do Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã, a buscarem uma solução alternativa para a alimentação bovina. Os jovens cientistas, orientados pelos professores Poliana Cardoso e Robson Costa, desenvolveram um suplemento alimentar à base de moringa (moringa oleifera).
“A ideia surgiu a partir da dificuldade de nutrição animal no semiárido baiano por parte de pequenos produtores que não têm fundos para aquisição de insumos industrializados. A moringa desponta como uma solução, pois é uma planta de fácil cultivo, baixo custo de produção e que se adapta muito bem a realidade do semiárido, além de ser rica em proteínas, ferro, cálcio e vitaminas A e C”, explica Lívia.
Os jovens colocaram em prática todas as etapas de uma pesquisa científica, inclusive com observações em quatro fazendas da região. Nestas visitas, Lívia e Pedro descobriram que duas fazendas já utilizavam a moringa como parte da alimentação bovina, enquanto as outras duas adotavam alternativas tradicionais, como capim, palma e cana-de-açúcar.
“Constatamos que algumas fazendas locais utilizavam a moringa como suplementação alimentar para o gado, o que despertou nosso interesse em investigar essa prática. Nossa proposta busca utilizar uma matéria-prima acessível aos produtores rurais, o que pode reduzir custos e incentivar soluções mais sustentáveis na alimentação animal”, ressalta a estudante.

Produtos valorizam recursos naturais abundantes na região de Barra da Estiva
O Brasil é o quarto maior produtor de plásticos do mundo, atrás de Estados Unidos, China e Índia. A posição no ranking, revelada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), traz consigo uma série de problemas ambientais, já que o plástico é um dos maiores desafios no tratamento do lixo e coleta de resíduos.
Os bioplásticos, que têm potencial para substituir parcialmente as embalagens plásticas, é uma das soluções para amenizar o problema. Com foco nesse desafio, os estudantes Keyslla Santos e Riquelme Cordeiro, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, em Barra da Estiva, criaram três tipos diferentes de bioplásticos à base de milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta) e abacate (Persea americana).
A professora Joseane Morais, orientadora da dupla, conta que o projeto buscou valorizar matérias-primas acessíveis no território de identidade da Chapada Diamantina, onde está localizado o município. “Observando que o milho e a mandioca são ricos em amido e que o caroço do abacate, geralmente descartado, também pode fornecer amido, desenvolvemos três bioplásticos distintos para comparar suas propriedades e potencial sustentável”, diz.
Após as fases de pesquisa, extração e produção, os jovens cientistas promoveram uma análise comparativa dos produtos para identificar qual deles oferece melhor potencial. “O bioplástico de amido de milho foi o que apresentou menor resistência e flexibilidade. No caso do bioplástico de abacate, embora tenha gerado resistência e flexibilidade satisfatórias, seu desempenho foi inferior ao bioplástico de mandioca”, afirma Riquelme.
O mais bem avaliado, segundo Keyslla Santos, foi o bioplástico de amido de mandioca. “Ele apresentou maior resistência e flexibilidade quando comparado ao de milho. Demonstrou melhor durabilidade e permitiu variações de espessura, podendo ser produzido tanto em camadas mais finas quanto mais espessas, sem comprometer sua estrutura. Seus resultados foram considerados excelentes, tornando-se a formulação mais viável entre as três analisadas”, garante.
Desenvolvido no âmbito do Clube de Ciências da escola, o projeto foi um dos destaques no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. As próximas etapas envolvem o aprimoramento da resistência do bioplástico, a realização de testes mais aprofundados de degradação e a busca de parcerias para possível aplicação em maior escala.

O novo colégio conta com 13 salas de aula, setor administrativo, biblioteca e quatro laboratórios voltados às áreas de Química e Biologia, Física e Matemática, Informática e Linguagens. A estrutura também inclui sala de dança, teatro com capacidade para 200 pessoas, restaurante estudantil com 200 lugares, vestiário, campo de futebol society com pista de atletismo, guarita, subestação, 23 banheiros e usina solar fotovoltaica. Além disso, a quadra coberta já existente na escola foi reformada.
Para a secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito, a nova escola representa mais um avanço na política de fortalecimento do ensino integral. “Estamos aqui, em Urandi, para celebrar a educação e entregar oficialmente esta nova unidade escolar, que já está funcionando e acolhendo nossos estudantes. Este é um resultado de parcerias e do compromisso coletivo em fortalecer a Educação Pública na Bahia”, ressaltou.
A comunidade escolar comemorou a estrutura ampliada e os novos espaços que a unidade passa a oferecer. Para a estudante Maria Lara Guimarães Pereira, 17 anos, 2ª série do curso técnico em Meio Ambiente, a nova escola representa um sonho realizado. “É muito gratificante ver esta nova escola sendo inaugurada e saber que a gente pode estudar em um espaço tão bem estruturado. Isso mostra que o governo está investindo na nossa educação e no nosso futuro”, disse.
A estudante Eliziane Silva Gonçalves, 18 anos, 2ª série do Ensino Médio Regular, também ressaltou a sua alegria com os novos equipamentos. “Eu gostei muito da estrutura da escola, que é bem grande e bonita, mas a biblioteca roubou meu coração, tenho certeza de que vou usar muito. É uma experiência diferente ver tantas autoridades vindo aqui para inaugurar a escola da gente”.

Pode participar do UPT o estudante da rede pública da Bahia que estiver regularmente matriculado, em 2026, no 3º ano do Ensino Médio regular e suas modalidades correspondentes; no 4º ano da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio ou suas modalidades correspondentes na rede estadual ou egressos do Ensino Médio estadual e/ou municipal do Estado. Os interessados em concorrer a uma vaga no programa deverão, no ato da inscrição, selecionar o município, o turno e a modalidade de oferta das aulas, bem como o local de funcionamento, podendo se inscrever em até duas opções de vagas. A seleção será por sorteio eletrônico, através do sistema informatizado da Secretaria da Educação do Estado (SEC), de modo aleatório e equitativo.
De caráter classificatório, o sorteio ocorrerá no dia 24 de março, acompanhado por representantes das universidades parceiras, do Núcleo de Atos, da Superintendência de Educação Profissional e Tecnológica, da Superintendência de Políticas para Educação Básica e da Coordenação de Gestão Organizacional, que atuarão como testemunhas do procedimento, garantindo a lisura e a transparência do processo. Serão matriculados automaticamente os candidatos selecionados e classificados que atenderem aos requisitos do programa, conforme edital, levando em consideração as opções formuladas no ato da inscrição, quanto ao município, ao turno e à modalidade de oferta. O resultado do sorteio será divulgado em 31 de março e poderá ser conferido no link upt.educacao.ba.gov.br.

Desde a última semana, os profissionais da educação estão mobilizados na cidade de Caetité. Até uma carta de repúdio foi direcionada pelos professores à Secretaria Municipal de Educação diante da gravidade da situação.
A professora Cristiane Rodrigues, que atua na rede municipal há 20 anos, disse que a categoria tem sofrido uma série de descontos indevidos e não recebeu o repasse do mês de janeiro/2026, que havia sido acordado com a atual gestão. “Estamos muito indignados com a falta de diálogo e clareza quanto à execução dos recursos destinados à educação e à falta de recursos para melhoria da área”, declarou.
Além de não receber o percentual firmado, Rodrigues apontou que os professores ainda se depararam com descontos abusivos, de mais de R$ 1 mil nos seus salários. “Ao invés de nos acrescentar, nos tiraram, sem nenhuma justificativa ou resposta”, completou.
Cristiane destacou que os professores foram pegos de surpresa e estão preocupados em como vão honrar os seus compromissos diante de tamanha perda salarial. “Estamos muito angustiados e apreensivos. É muito dinheiro para ser descontado. Desde novembro estamos sendo descontados, mas o desconto maior foi agora em janeiro”, falou.
A classe chegou a realizar uma manifestação pacífica cobrando seus direitos, porém o prefeito sequer respondeu e o Legislativo alegou desconhecer o fato. Segundo a professora, até o momento, a categoria não obteve nenhum retorno concreto e satisfatório que justifique as perdas que os profissionais vêm sofrendo há alguns meses. “ Não temos transparência”, disparou.

Os jovens cientistas contam que a ideia nasceu após diálogos com pequenos produtores. “A professora Joseane Morais, que é nossa orientadora, estimulou para que a gente buscasse soluções para problemas enfrentados pela comunidade local. Foi então que fizemos pesquisas e conversamos com moradores da região, que relataram dificuldades no controle de pragas, como formigas e lagartas, nas plantações de alface”, afirma Caíque Santos.
Após a pesquisa de campo e a produção do inseticida, os estudantes realizaram testes controlados para verificar a eficácia do produto. “Foram plantados pés de alface, dos quais 50% receberam inseticida e 50% não receberam. Ao final da análise, foi identificada uma melhor qualidade dos pés que receberam o inseticida. Eles apresentaram menor incidência de pragas e melhor desenvolvimento”, garante Amanda Santos.
Destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação, o projeto entra em nova fase. “O objetivo é buscar novas formas de utilização da mamona na agricultura familiar, contribuindo para práticas mais sustentáveis e de baixo custo. Nesse primeiro momento, foram beneficiados agricultores familiares da comunidade Fazenda Capão do Cipó, que demonstraram interesse na aplicação do inseticida natural”, explica a orientadora Joseane Morais.

A Prefeitura de Malhada de Pedras anunciou a suspensão preventiva das aulas da rede municipal de ensino a partir deste domingo (02). Segundo informação, a medida foi adotada em decorrência do volume intenso de chuvas registrado no município e das condições comprometidas das estradas vicinais, que dificultam o tráfego na zona rural.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a decisão ocorreu após vistoria realizada pelo prefeito Carlos Roberto Santos da Silva (PSD), o Beto de Preto Neto, que percorreu diversos trechos das estradas e constatou dificuldades, principalmente para a circulação do transporte escolar. Segundo a gestão municipal, alguns veículos não teriam condições de trafegar com segurança já nesta segunda-feira.
A suspensão das atividades tem caráter preventivo e busca garantir a integridade de estudantes, motoristas e profissionais da educação. A orientação repassada pela Secretaria é para que diretores das unidades escolares comuniquem pais e responsáveis por meio dos grupos oficiais e das redes sociais.
A pasta também informou que novos comunicados serão divulgados para atualizar a população sobre a previsão de retorno das aulas.
Além da suspensão, todos os gestores, coordenadores e técnicos da rede municipal foram convocados para uma reunião nesta segunda-feira, às 14h, no Anexo do antigo CERB, onde serão alinhadas as medidas a serem adotadas diante da situação.
A administração municipal reforçou que, neste momento, a prioridade é assegurar a segurança de toda a comunidade escolar enquanto persistirem as condições adversas causadas pelas chuvas.