Categoria: Brasil

Comissão no senado aprova proposta para motorista bêbado ressarcir SUS por tratamento de vítima de acidente

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (3), projeto que obriga motorista que causar acidentes, devido ao consumo de álcool ou qualquer outra substância psicoativa, a ressarcir as despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento das vítimas. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 32/2016 segue agora para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

De autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), o projeto estabelece que o ressarcimento também compreenderá os gastos que o SUS eventualmente efetuar com tratamento do próprio motorista. Na prática, o condutor responderá civilmente pelas despesas quando for também enquadrado penalmente pelos crimes de homicídio e lesão corporal relacionados ao acidente motivado por embriaguez ou consumo de outras drogas.

Na justificação, Wellington salienta que a violência no trânsito vem aumentando no país, com mortos e feridos, e que muitos dos casos resultam da ação de motoristas sob a influência do álcool e outras drogas. Além das tragédias humanas envolvidas, destaca o autor, há também o problema do alto custo para o Estado dos atos “irresponsáveis” desses motoristas.

No relatório que apresentou ao PLS 32/2016, a senadora Mailza Gomes (PP-AC) afirmou que os acidentes de trânsito são considerados um problema grave de saúde pública e constituem relevante causa de despesas na gestão do SUS. “O trânsito mata mais de 40 mil pessoas por ano no país. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 70% e 80% das vítimas de acidentes de trânsito são atendidas pelo SUS.

Esses acidentes são a segunda causa mais frequente de atendimento nos serviços públicos de urgência e emergência”, comentou a relatora no parecer. Se for aprovado pela CCJ, o projeto seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para votação no Plenário do Senado.

Produção industrial do Brasil tem queda de 0,2% em maio

A produção industrial no país caiu 0,2% em maio, na comparação com abril, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com relação ao mesmo período de 2018, o resultado é 7,1% superior, devido à greve dos caminhoneiros em 2018.

Em 2019, setor acumula queda de 0,7%. Dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE, dezoito apresentaram queda em maio, na comparação com o mês anterior. Destaque negativo para o recuo na fabricação de veículos (-2,4%), no setor de bebidas (-3,5%), couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), outros produtos químicos (-2,0%), produtos de metal (-2,3%), produtos de minerais não metálicos (-2,1%) e produtos diversos (-5,8%).

Todos esses tinham tido crescimento no mês anterior. Entre os resultados positivos da passagem de abril para maio, a indústria extrativa avançou 9,2%, recuperando parte dos 25,6% de perdas acumuladas nos primeiros quatro meses do ano. De acordo com o IBGE, o resultado se deveu à retomada da produção de minério de ferro no Pará, que tinha sofrido atrasos em abril por causa de condições climáticas adversas.

De acordo com a Veja, o desempenho da indústria na comparação com maio do ano passado é, em geral, muito positivo, com atuações superiores em 21 dos 26 ramos pesquisados. Apesar da evolução, a análise desse desempenho é mais complexa. Isso porque, a paralisação dos caminhoneiros, em maio de 2018, causou um efeito negativo que atingiu grande parte da indústria, gerando uma base de comparação baixa.

A fabricação de veículos, por exemplo, que caiu 2,4% na comparação com abril de 2019, subiu 37,1% em relação a maio do ano passado. Além disso, o mês, neste ano, teve um dia útil a mais em comparação a 2018.

A greve dos caminhoneiros também afeta a comparação no acumulado, em 2019. Em abril, o acumulado de 2019 era de queda de 2,7%. Já em maio, o saldo passou para 0,7% negativo, mas a análise fica comprometida por causa da baixa base de comparação.

Aplicação da prova do Enem terá versão digital a partir de 2020

Foto: Ricardo Matsukawa/Veja

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicado apenas em formato digital no ano de 2026, abandonando a versão em papel. A novidade começará a ser implementada em 2020 e a digitalização será gradativa.

No próximo ano, estudantes de quinze capitais do país terão a opção de realizar 50 mil provas digitais em dois domingos consecutivos em outubro. Não há alterações na realização do Enem 2019. O Inep (órgão responsável pela prova), entretanto, não esclarece como esta mudança irá acontecer.

Ao fazer o anúncio na manhã desta quarta-feira, 3, ele destacou apenas que haverá economia com a impressão de papel, uma vez que na edição de 2019 mais de 10,2 milhões de provas serão neste formato. De acordo com a Veja, em 2020 o Enem terá duas aplicações: a digital, nos dias 11 e 18 de outubro, e a regular, nos dias 1º e 8 de novembro.

Uma reaplicação, em papel, acontecerá em dezembro para os estudantes prejudicados por problemas logísticos com a versão digital. Os resultados serão divulgados de forma conjunta. Já em 2021, serão feitas duas aplicações digitais em datas distintas, também opcionais, como forma de aprimoramento do ano anterior.

Será mantida a aplicação regular e a reaplicação em papel. Entre 2022 e 2025, segundo o Inep, o “Enem Digital” será aprimorado, ainda de forma opcional aos participantes. Em 2026, no entanto, a previsão é que não tenha mais prova em papel e que o Enem aconteça em várias datas ao longo do ano.

Segundo o Inep, os preparativos para a aplicação piloto no ano de 2020 já começaram, “com o desenvolvimento ou aquisição da plataforma digital e desenho da aplicação a partir de dados coletados pelo Censo Escolar”. O órgão informa que, com a digitalização, o Enem permitirá a utilização de questões com vídeos, infográficos e games.

Fabricante da marca Deca, Duratex fecha indústria no RS e demite 500 funcionários

Por Naor Lauter Dahmer 

Trabalhadores relatam que não puderam entrar na fábrica nesta segunda-feira

GIANE GUERRA
A Duratex está fechando sua fábrica em São Leopoldo, no Vale do Sinos. A unidade produz louças da marca Deca.

Funcionários já tinham avisado a coluna Acerto de Contas nesse domingo (30) sobre os rumores de encerramento das atividades. Ao chegarem para trabalhar na manhã desta segunda-feira (1º), não foi permitida a entrada dos funcionários na fábrica e eles foram encaminhados para um local para assinarem a documentação de rescisão do contrato de trabalho.

Segundo os três empregados com quem a coluna conversou, são cerca de 500 funcionários diretos que estão sendo desligados. Todos pediram para não serem identificados, mas contaram que receberam como justificativa as baixas vendas e uma medida de redução de custo da Duratex.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Vidros confirmou o número de funcionários que atuavam na unidade. A entidade não foi avisada do fechamento nem das demissões, assim como a prefeitura de São Leopoldo. O presidente do STIVIDRO/RS, Clecio Ramiro de Lara, disse que ficou sabendo somente nesta segunda-feira por meio de funcionários.

— Estou agora na fábrica tentando negociar alguma manutenção, mas a empresa não está aceitando — conta o dirigente. Continue lendo

Brasil e Argentina disputam vaga para final da Copa América, nesta terça 2/7

A seleção brasileira enfrenta a Argentina nesta terça-feira(02), pela semifinal da Copa América, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. A partida acontece às 21h30 e vale uma vaga na final da competição.

A equipe, treina nesta segunda-feira, 1, na Cidade do Galo, o Centro de Treinamento do Clube Atlético Mineiro, na cidade. Está quase certa a volta do volante Casemiro ao time, o jogador cumpria suspensão por ter recebido o segundo cartão amarelo, e ficou fora da partida contra o Paraguai.

A disputa contra a Argentina contará com o jogador Gabriel de Jesus, artilheiro na seleção comandada por Tite, com 16 gols, o atacante busca seu primeiro gol na Copa América.

Avião pilotado por italiano é apreendido com R$ 4,6 milhões em malas de dinheiro após pouso forçado em MT

Por Denise Soares, G1 MT

Avião com R$ 4,6 milhões em malas de dinheiro foi apreendido após pouso forçado em Alta Floresta — Foto: Polícia Civil de Alta Floresta (MT)

Um avião com R$ 4,6 milhões em malas de dinheiro foi apreendido nesse domingo (30) em um aeroporto no município de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Polícia Civil.

Segundo o delegado Vinícius Nazário, o piloto da aeronave fez um pouso forçado depois de uma pane. O piloto foi ouvido e liberado pela polícia. O dinheiro seria usado para compra de ouro em Itaituba, no Pará.

O piloto é italiano e foi identificado como Francesco Turriziani, de 61 anos. O G1 tenta localizar o advogado dele. Continue lendo

Nova linha para transmissão de energia vai gerar novos empregos na região de Caetité e Guanambi

A construção de uma nova linha de transmissão interligando a Subestação de Energia (SE) Igaporã III às subestações de Janaúba (MG) e Presidente Juscelino (MG) vai gerar novos empregos para Caetité, Guanambi e municípios de Minas Gerais. A obra ainda está em fase de licenciamento ambiental.

A Equatorial Energia foi a concessionária vencedora da licitação, realizada em 2016 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para a implantação, operação e manutenção dos Lotes 14, 15 e 16, correspondentes ao trecho citado. Ao todo, serão construídos 1.152 km de linha, atravessando cinco municípios da Bahia e 24 de Minas Gerais.

Serão investidos R$ 337,4 milhões no projeto – o prazo para a entrega e início da operação do sistema está previsto para fevereiro de 2020. Em Caetité serão 36,55 km de linha, já em Guanambi 43,65 km.

Conta de luz fica mais caras em julho com taxa extra

Foto: iStockphoto/Getty Images

Os brasileiros pagarão mais caro na conta de energia no mês de julho, conforme anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (28). A bandeira tarifária de julho será amarela, o que significa uma cobrança extra de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Ao longo do mês de junho, esteve em vigor a bandeira verde. Neste patamar, não há cobrança extra nas contas de luz. O sistema de bandeiras tarifárias varia de acordo com o custo de geração de energia.

O objetivo é informar aos consumidores quando esse custo aumenta e permitir que eles reduzam o uso para evitar pagar uma conta de luz mais cara. Segundo informado pela Aneel, a mudança para a bandeira amarela se deu em virtude das previsões de chuvas abaixo da média na região onde estão as principais hidrelétricas do país durante mês de julho.

IBGE: Em 4 anos, comércio perde 80 mil empresas

Mais de 411 mil postos de trabalho e 80 mil empresas fechadas em quatro anos. Este é o saldo do comércio brasileiro em meio à retração econômica, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Anual do Comércio (PAC) trouxe os dados consolidados do comércio em 2017.

Naquele ano, havia no país pouco mais de 1,5 milhão de empresas do ramo comerciário, que empregavam 10,2 milhões de trabalhadores. Em 2014, eram cerca de 1,6 milhão de empresas e mais de 10,6 milhões de ocupados no setor – uma queda, respectivamente, de 5% e 3,9% no período. Com o fechamento de empresas, também diminuiu o número de lojas, expresso na pesquisa como “unidades locais com receita de revenda”.

Nos quatro anos de crise, 61,7 mil lojas fecharam as portas no país, o que corresponde a uma queda de 3,9% no período. De acordo com o G1, a receita operacional líquida do comércio também encolheu com a crise. Ela atingiu a cifra de R$ 3,4 trilhões em 2017, valor este, segundo o IBGE, 5,2% menor que o alcançado em 2014.

De acordo com o técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Jordano Rocha, somente o setor varejista registrou perda acumulada da receita no período, de 3%. O atacado, por sua vez, acumulou alta de 19,7%, e o de veículos, 8,9%.

Após queda no Arraiá Aéreo em Bauru, piloto do 14 bis pede ajuda para reconstruir aeronave

Foto: Aceituno Jr

Tarde de domingo em Bauru, o evento que estava rolando era o ‘Arraiá Aéreo’! Milhares de pessoas estavam presentes para prestigiar as aeronaves, exposições e pilotos que, no céu azul da cidade, realizavam manobras quase impossíveis.

A Esquadrilha da Fumaça encantou a todos, com sete aeronaves, 40 minutos de apresentação e diversas acrobacias! Após a esquadrilha se apresentar, a réplica do 14 bis ia entrar em cena, para encantar os bauruenses em uma apresentação histórica.

Infelizmente, durante a decolagem, a aeronave de 15 anos foi atingida por um forte vento em sua lateral que provocou o acidente. A réplica do 14 bis caiu e foi destruída quase totalmente. Após a queda, o Piloto Allan Calassa, de Caldas Novas-GO, foi socorrido pela equipe de resgate e não teve ferimentos.

“Quando decolei, o nivelei para sentir a aeronave, aí os ventos viraram totalmente! Ali eu senti que já não era mais eu que controlava o voo”, comenta.

Allan ainda explica que não se machucou, porque os riscos com esse tipo de aeronave são poucos.

“Esse tipo de avião não causa ferimentos ao piloto! O Santos Dumont mesmo caiu várias vezes com o 14 bis. Ele chega muito lento ao solo, quando ele caiu em Bauru ele devia estar a uns 25 quilômetros por hora, então dificilmente um piloto sairia ferido da situação”, completa. Continue lendo