Categoria: Brasil

Sem dinheiro para comprar passagem, casal e três filhos viajam a pé de Goiás a Roraima: ‘Enfrentamos chuva e fome’

Por Reginaldo Spínola

Um casal que se mudou com os três filhos para Goiânia há um ano em busca de condições melhores de vida não conseguiu emprego e decidiu voltar para Rorainópolis, no sul de Roraima. Sem dinheiro para comprar passagens de ônibus, a família colocou tudo o que tinha em uma bicicleta adaptada com uma carretinha e iniciou a pé a viagem de quase 3,8 mil km.

O agricultor Ananias Pereira da Silva, de 38 anos, conta que eles iniciaram o percurso há dez dias. Neste período, a família já percorreu quase 250 km da GO-060 e chegou em Iporá, na região oeste de Goiás. O homem afirma que já enfrentou chuva e fome, mas que não pretende desistir.

“Não tem outro jeito, precisamos voltar pra casa. Aqui estamos passando fome, lá teremos familiares que vão poder nos ajudar. Já estamos há dez dias andando, sem parar”, contou o agricultor.

Segundo Ananias, ele decidiu se mudar para Goiás depois que sofreu um acidente de trabalho, pois ouvia as pessoas falarem que poderia ter mais qualidade de vida em território goiano. Porém, não conseguiu emprego e todo o dinheiro que tinha acabou. Sem ter onde morar, ele e os filhos, um menino de 12 e duas meninas de 10 e 7 anos, estavam vivendo nas ruas de Goiânia.

“Eu vendi a propriedade que eu tinha por R$ 12 mil, chegamos em Goiânia e começamos a pagar aluguel, mas logo o dinheiro acabou. Sem emprego, fomos morar na Marginal Botafogo”, contou Ananias.

Na quarta-feira (29), a família encontrou na zona rural de Iporá a dona de casa Neuza Pereira Rosa, que ofereceu comida e um local para eles tomarem banho. Ela conta que decidiu ajudar depois que viu as crianças andando na chuva.

“É muito triste ver eles desse jeito, as crianças com frio, com fome. Eu to fazendo o que eu posso, mas não consigo comprar as passagens”, disse Neuza.

G1 Goiás

Para brasileiros, saúde pública e combate ao desemprego devem ser prioridades do país em 2020, aponta pesquisa

da CDL (Conteúdo) com informações da CNDL

45% dos entrevistados têm percepção de que economia está retomando o crescimento e 42% acreditam que ofertas de emprego devem aumentar. Com a reforma da Previdência aprovada, 64% já pensam em alternativas para complementar aposentadoria.

Um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que a melhora da saúde pública (39%) e o combate ao desemprego (39%) foram apontados pelos consumidores brasileiros como os principais problemas a serem enfrentados este ano para a retomada do crescimento econômico. O ranking de temas que merecem a atenção em 2020 é seguido por investimentos em educação (38%), combate à corrupção (25%), combate à violência (20%) e controle da inflação (18%), além da diminuição de impostos (18%).

As áreas que mais devem registrar avanços neste ano, segundo a percepção dos entrevistados, são a criação de vagas de emprego (42% acreditam que irá aumentar), o combate à inflação (35% acreditam que ela irá reduzir) e a diminuição da inadimplência (32% acreditam que irá reduzir). Por outro lado, os consumidores avaliam que algumas áreas não devem evoluir, como a melhora da renda e salário, que para 43% seguirão estagnados, e os investimentos em saúde, que para 42% não irão se alterar.

Embora a retomada do ambiente econômico ainda aconteça em ritmo gradual, os brasileiros estão, em algum grau, otimistas com o cenário para 2020. De acordo com a pesquisam, 45% dos entrevistados têm a percepção de que a economia vem se recuperando, embora 37% avaliam que essa retomada acontece de forma lenta e apenas 8% de maneira acelerada. Já 31% não percebem sinais de crescimento e 17% acham que a situação está piorando. Outros 7% não sabem avaliar. Continue lendo

FGTS: recuperação de não recolhido bate recorde em 2019

De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, os auditores fiscais do trabalho conseguiram reaver R$ 6,31 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), não repassados às contas vinculadas dos trabalhadores.

O valor recuperado para o FGTS é 21,3% superior aos R$ 5,2 bilhões devolvidos ao fundo em 2018. O dinheiro revisto é depositado nas contas dos trabalhadores.

A recuperação no ano passado resultou de 46.083 ações de fiscalização. Dos R$ 6,31 bilhões, R$ 1,54 bilhão foram identificados pela força-tarefa de fiscalização em grandes devedores e pelos grupos móveis dedicados exclusivamente à apuração de débitos do FGTS. Por meio do cruzamento eletrônico dos dados declarados pelas empresas em diversos sistemas do governo, foram recuperadosR$ 30,25 milhões.

O recolhimento do FGTS é um direito dos trabalhadores e uma das obrigações dos empregadores no caso de contratações com carteira assinada, temporários, avulsos, trabalhadores rurais e atletas. O valor corresponde a 8% da remuneração paga no mês anterior.

Placas com padrão do Mercosul entram em vigor em todo o país

Começa a valer nesta sexta-feira (31), o prazo para uso obrigatório da placa do Mercosul em veículos de todos os estados. A data está de acordo com o que estipula a Resolução nº 780/2019 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de julho do ano passado, que determina a adoção do novo modelo de placas de identificação veicular (PIV) a partir de 31 de janeiro de 2020. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) que não aderir ao novo padrão, não conseguirá emplacar novos veículos.

A nova placa será obrigatória apenas nos casos de primeiro emplacamento. Para quem tiver o modelo antigo, a troca deverá ser feita no caso de mudança de município ou unidade federativa; roubo, furto, dano ou extravio da placa e nos casos em que haja necessidade de instalação da segunda placa traseira.

Nas outras situações, a troca da placa cinza pela do padrão Mercosul não é obrigatória. Com isso, os carros com a atual placa cinza podem continuar assim até o fim da vida útil do veículo.

O novo modelo apresenta o padrão com quatro letras e três números, o inverso do modelo atualmente adotado no país, com três letras e quatro números. O novo modelo permite mais de 450 milhões de combinações, o que, considerando o padrão de crescimento da frota de veículos no Brasil, pode levar por mais de 100 anos.

Também muda a cor de fundo, que passará a ser totalmente branca. A mudança vai ocorrer na cor da fonte para diferenciar o tipo de veículo: preta para carros de passeio, vermelha para os comerciais, azul para os oficiais, verde para veículos em teste, dourado para os automóveis diplomáticos e prata para veículos de colecionadores.

Desemprego recua para 11% no fim de 2019, mas ainda atinge 11,6 milhões

Foto: Gustavo Luizon/Veja

Pelo segundo ano seguido, a taxa de desemprego no Brasil caiu. No trimestre encerrado em dezembro do ano passado, a taxa de desocupação recuou para 11%, totalizando 11,6 milhões de pessoas sem emprego. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 520 mil pessoas desocupadas, quando a taxa ficou em 11,6%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Veja, o aumento da informalidade foi o grande motor para a — ainda lenta — retomada nos empregos. Na média de 2019, 12,6 milhões de pessoas ficaram sem emprego (taxa de 11,9%).

A soma dos trabalhadores sem carteira assinada (trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar) – atingiu 41,1% da força de trabalho, o equivalente a 38,4 milhões de pessoas, o maior contingente desde 2016, apesar da estabilidade em relação a 2018.

No último trimestre do ano, entretanto, houve uma expansão no número de trabalhadores contratados com carteira assinada. Segundo o IBGE, o aumento de 1,8% no contingente de empregados no setor privado com carteira assinada, em relação ao trimestre anterior, atingindo 33,7 milhões; enquanto o número de trabalhadores sem carteira assinada permaneceu estável, com 11,9 milhões.

No confronto com o trimestre de outubro a dezembro de 2018, houve expansão de 2,2% no número de trabalhadores com carteira (acréscimo de 726 mil pessoas); e de 3,2%, no de trabalhadores sem carteira representando um adicional estimado de 367 mil pessoas.

Conta de luz não terá taxa extra em fevereiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária de fevereiro será verde – ou seja, não haverá cobrança de taxa extra na conta de luz. Em janeiro, vigorou a cobrança da bandeira amarela, o que significou uma taxa extra de R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Segundo a Aneel, a decisão é motivada por uma previsão mais positiva de chuvas nas regiões onde se localizam os principais reservatórios de hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional (SIN). “A expectativa é de que ocorra recuperação mais intensa do armazenamento ao longo de fevereiro”, informou a agência.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo de geração de energia. O objetivo é informar aos consumidores quando esse custo aumenta, e permitir que eles reduzam o uso para evitar pagar uma conta de luz mais cara.

Livro sobre a saúde da mulher fala das causas e tratamentos do Papiloma Vírus Humano (HPV)

Lançado em dezembro último, “Saúde da Mulher” teve mais de mil downloads pelo site da Amazon em 25 países

O patologista clínico Dr. Luiz Teixeira Da Silva Júnior realizou uma completa revisão bibliográfica sobre o tema nos últimos 10 anos, voltado ao público especialista no assunto. Lançado originalmente em edição bilingue (português-inglês), o livro “Saúde da Mulher” já contabiliza mais de 1000 downloads em menos de três meses.
Para a investigação sobre o Papiloma Vírus Humano (HPV) o autor utilizou os dados da Biblioteca Virtual do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciência de Saúde (BIREME), a Base de Dados de Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), da Biblioteca Virtual Scientific Electronic Library Online (SCIELO), além de pesquisas na internet e consultas a uma vasta bibliografia. Continue lendo

Mulher é obrigada a levantar saia após acusação de furto em supermercado

Foto: Pixabay

A cliente de um supermercado deverá ser indenizada em R$ 10 mil por ter sido acusada de furto. Na ação reparatória ajuizada pela consumidora, ela alega que, depois de passar pelo caixa do estabelecimento e pago a compra, foi abordada por seguranças do local e acusada de furto.

Segundo consta nos autos, a cliente mostrou a nota fiscal que comprovava a compra dos produtos, mas ainda assim teve sua bolsa averiguada e foi obrigada a levantar a saia na frente dos seguranças e de clientes do estabelecimento. A vítima alega que passou pelo constrangimento por ser moradora da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo.

A decisão pela indenização foi proferida no 1º grau e ratificada pela 26ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com o JusBrasil, o estabelecimento apelou sob a argumentação que não havia provas de relação de causalidade entre o relato da vítima e uma possível falha na prestação do serviço do supermercado.

O desembargador Antonio Nascimento, relator do processo, entendeu que as alegações da cliente estavam em consonância com os relatos à polícia e depoimento de testemunha. O magistrado disse ainda que é notório o embaraço, vexame e vergonha da vítima.

Bahai.ba

Prazo para regularização do Simples Nacional termina 31 de janeiro

da CDL com Sebrae NA (Conteúdo)

Os pequenos negócios que foram excluídos do Simples Nacional em 2019 têm até 31 de janeiro para regularizarem as pendências e fazerem uma nova adesão ao regime, desde que não haja débito com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O prazo também se aplica aos empresários interessados em aderir ao regime pela primeira vez. Caso contrário, o ingresso acontecerá somente no próximo ano. Ao optar pelo Simples Nacional, o empresário tem a oportunidade de pagar oito tributos, entre municipais, estaduais e federais, de uma única vez, reduzindo os custos tributários. Também fica livre de obrigações acessórias com vencimentos distintos, reduzindo a burocracia para administrar o negócio.

“O Simples representa um grande alívio para os empresários de micro e pequenas empresas, que sofrem mais para driblar os encargos da burocracia. Pesquisas do Sebrae apontam que sem o Simples, quase 70% dos pequenos negócios fechariam as portas. Regularizar a situação para permanecer no regime tributário é uma grande oportunidade”, destaca o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitação é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual, caso exigível), desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura constante do CNPJ (para empresas abertas até 31/12/2019) ou 60 dias (para empresas abertas a partir de 01/01/2020). Todo o processo de adesão é feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Simples Nacional.

Pendências com o Simples Nacional

Enquanto não vencer o prazo, os contribuintes com débitos junto ao Simples Nacional (que foram excluídos) ou com débitos junto a outros entes (que nunca optaram pelo Simples Nacional) podem regularizar as pendências que impedem o ingresso no regime. Os devedores têm a opção de pagar os débitos à vista ou realizar o parcelamento convencional (aberto a qualquer tempo) em até 60 meses, com, no mínimo, duas parcelas.

O parcelamento também pode ser feito Portal do Simples Nacional ou no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), no serviço “Parcelamento – Simples Nacional”. O acesso ao Portal do Simples é feito com certificado digital ou código de acesso gerado no próprio portal. Para acessar o e-CAC, é necessário certificado digital ou código de acesso gerado pelo site. O código gerado em uma página da internet não pode ser usado para acessar outra.

Avó morre ao saber de morte do neto em acidente no interior de São Paulo

Uma idosa passou mal e morreu após saber que o neto de 18 anos havia perdido a vida em um acidente de moto em Santa Bárbara D’Oeste (SP).  O jovem Leonardo Trajano Barbosa estava pilotando o veículo na noite de sexta-feira, dia 24, quando bateu no para-lamas de um carro, perdeu o controle da moto e colidiu com um poste. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a Veja, Maria Laura Cardelíquio, de 73 anos, foi informada sobre a morte, se sentiu mal e morreu em seguida. Segundo familiares, a idosa já tinha problemas cardíacos.