O governo federal ampliou de 90 dias para 270 dias o prazo para beneficiários do Bolsa Família sacarem os recursos já depositados do programa social e do auxílio emergencial residual.
A portaria do Ministério da Cidadania foi publicada hoje (30) no Diário Oficial da União.De acordo com o texto, a legislação prevê que o prazo de saque do programa pode ser ampliado em municípios com declaração de situação de emergência, como é o caso da pandemia de covid-19.
Além disso, a medida visa evitar aglomerações nos locais de pagamentos, como forma de prevenção, controle e contenção de riscos de disseminação do novo coronavírus. A prorrogação será contada da data da disponibilidade da parcela dos benefícios.
Ela incidirá ainda em todas as parcelas do Bolsa Família disponibilizadas para pagamento durante a vigência da situação de emergência em razão da covid-19 e que ainda estejam válidas, segundo o calendário de pagamentos e operacional do programa.
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), vinculado ao Ministério da Economia, aprovou nesta terça-feira (29) o prêmio zero para o DPVAT em 2021 e, com isso, não haverá cobrança da taxa do seguro em 2021. O DPVAT é um seguro obrigatório, usado para indenização de vítimas de acidente de trânsito.
Segundo a Susep, não haverá cobrança em 2021 porque o DPVAT tem recursos em caixa suficientes para a operação no próximo ano. Esses recursos são de valores pagos em anos anteriores e que não foram utilizados. Com a decisão, o seguro continua existindo, mas o motorista não precisará pagar o DPVAT. Uma eventual decisão sobre 2022 ainda terá de ser tomada pelo conselho.
Em 2020, o DPVAT passou por redução de 68% para carros, passando para R$ 5,23, e de 86% para motos, chegando a R$ 12,30. Do valor arrecadado pelo pagamento do seguro obrigatório: 50% são destinados ao pagamento das indenizações; 45% vão para o Ministério da Saúde (pagamento do atendimento médico de vítimas); 5% vão para programas de prevenção de acidentes. Na reunião desta terça, o conselho decidiu ainda que Superintendência de Seguros Privados (Susep) deverá contratar um novo operador para o DPVAT.
Paulo Magro, presidente da Chapecoense: Imagem: Márcio Cunha/Chapecoense – UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro
O presidente da Chapecoense, Paulo Magro, morreu nesta quarta-feira (30), vítima da covid-19 aos 59 anos. Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital em Chapecó (SC) desde o último dia 18 de dezembro.
Magro assumiu a presidência da Chapecoense em agosto de 2019 após o afastamento de Plinio David de Nes Filho, então dono do cargo. Antes disso, Magro exercia a função de vice-presidente administrativo.
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Em nota oficial, a Chapecoense lamentou o ocorrido e pediu que os torcedores “se unam em orações pela família e pelos amigos”. Inicialmente, a equipe catarinense informou no texto que Magro tinha 57 anos, mas corrigiu a idade para 59.
Confira a nota oficial da Chapecoense
Extremamente consternados e com os nossos corações tomados pela tristeza e incredulidade, comunicamos o falecimento do presidente da Associação Chapecoense de Futebol, Paulo Ricardo Magro, ocorrido nesta quarta-feira (30).
Paulo tinha 59 anos e foi um dos grandes responsáveis pela retomada da Chapecoense, dentro e fora de campo. Com a sua coragem, idoneidade e sabedoria, ele permitiu que o time alviverde voltasse a trilhar um caminho vitorioso, pavimentado pela dignidade e pelo trabalho – valores tantas vezes pregados pelo nosso querido presidente.
Diante da perda irreparável, o sentimento é de tristeza, mas, acima de tudo, de gratidão ao homem que entrou para a nossa história e nela se eternizou ao, novamente, reconstrui-la.
Neste momento de profunda dor, pedimos que os torcedores se unam em orações pela família e pelos amigos. Que a força que tantas vezes deram ao nosso clube nunca os falte.
A revitalização de canal do perímetro irrigado no município baiano de Livramento de Nossa Senhora teve aprovação do Congresso Nacional na votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), visando a destinação de recursos do Orçamento da União de 2021 para essa finalidade. A inclusão desse pleito de fruticultores e agricultores familiares livramentenses foi defendida pelo deputado federal Waldenor Pereira (PT), através de emenda parlamentar de sua autoria.
A emenda aprovada é a de número 2751001/2021 à LDO 2021, para a Revitalização e Modernização das Obras de Infraestrutura Hídrica no Canal de Irrigação do Perímetro de Irrigação do Brumado – Município de Livramento Nossa Senhora – Bahia. Com a aprovação dessa obra na LDO, o deputado Waldenor poderá defender junto à bancada do PT a apresentação de emenda destinando os recursos necessários no Orçamento da União de 2021.
O pleito foi reforçado em reunião intermediada pelo suplente de vereador, Hugolino Lima, realizada em Livramento na ocasião da visita do deputado Waldenor por conta da campanha eleitoral. O parlamentar conversou sobre o assunto com a diretoria da Associação do Distrito Irrigado do Brumado (ADIB), presidida por Rosival Romão, quando também contou com a participação do candidato a prefeito Ricardo Ribeiro (Ricardinho). Na oportunidade, o parlamentar também se comprometeu a destinar à entidade que reúne cerca de 800 associados uma retroescavadeira para apoiar a produção local.
Família morre em acidente de avião no Paraná (Foto: reprodução | G1)
Um casal e duas filhas morreram após um acidente envolvendo um avião de pequeno porte na região entre os municípios de Roncador e Mato Rico, no Paraná, nesta terça-feira (29).
As vítimas são o empresário Valdecy Cruzeiro, a esposa dele, Luciana Brito Cruzeiro, e as filhas Beatriz Cruzeiro e Julia Cruzeiro.
De acordo com os moradores da região, eles escutaram um forte estrondo e quando foram até a área rural encontraram parte do avião em uma plantação e outra parte dentro do Rio dos Macacos.
A Policia Militar e a Defesa Civil foram acionadas. Conforme as autoridades, a primeira linha de investigação é que o avião caiu durante um temporal que atingiu a região no início da manhã.
A família decolou do aeroporto de Goioerê, na região noroeste do Paraná, com destino a Guaratuba, no litoral do estado. Os corpos serão levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Guarapuava.
O Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) já identificou pelo menos 40 linhagens diferentes do Sars-CoV-2 desde março.
De acordo com matéria do Estadão, duas dessas variantes, a B.1.1.28 e a B.1.1.33, são predominantes.
A pesquisadora Paola Cristiana Resende, que faz parte do grupo, explica que a base de dados EpiCov reúne 1.768 genomas brasileiros, e a partir dela foi possível verificar que essas duas linhagens principais predominam no Brasil e são específicas daqui. A especialista destaca que elas são encontradas em baixíssima frequência em outros países.
“Elas circulam desde março e estão por todo o território nacional. E, é claro, estão evoluindo, ganhando novas mutações, pois é esperado que um vírus com um genoma de RNA evolua de forma rápida”, explicou.
Em relação as mais de 40 variações encontradas no Brasil, os pesquisadores sinalizam que são provenientes de diversas partes do mundo, em especial da Europa.
O IOC/Fiocruz participa diretamente da vigilância epidemiológica do novo coronavírus no Brasil. Referência em covid-19 para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o órgão faz o sequenciamento genético do genoma viral, lembra a reportagem do Estadão.
A partir do trabalho é possível determinar as rotas de circulação do vírus no país. Além disso, o rastreamento também permite identificar as mutações.
À reportagem a pesquisadora ressaltou que uma nova mutação não significa estritamente uma mudança nas características do vírus. “Investigações e análises complementares que vão além do genoma precisam ser feitas para afirmar isso.
Adicionalmente, ao longo do ano, detectamos também outras linhagens em diferentes estados, muitas associadas a casos de viajantes retornando de outros países e que circularam em menor proporção internamente. Entretanto, estas linhagens estão mais associadas a uma circulação local em determinados Estados e não representam um expressivo número para lançarmos alguma hipótese sobre elas”, disse.
A população que procurou trabalho e não encontrou no trimestre encerrado em outubro cresceu para 14,1 milhões, 7,1% a mais que nos três meses finalizados em julho.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A alta acrescentou 931 mil à população desocupada e fez a taxa de desocupação aumentar 0,5 ponto percentual, chegando a 14,3%.
Segundo o IBGE, a população ocupada também cresceu no trimestre encerrado em outubro, chegando a 84,3 milhões. Esse contingente representa 48% das cerca de 175 milhões de pessoas em idade de trabalhar no país.
Além da desocupação, o instituto mede a subutilização da força de trabalho, que considera também pessoas que estavam disponíveis e gostariam de ter trabalhado mais horas naquele período. A taxa de subutilização caiu 0,7 ponto percentual no trimestre encerrado em outubro e chegou a 29,5%, somando 32,5 milhões de pessoas.
Neste período de pandemia, o superintendente do Procon, Filipe Vieira, lembrou da lei que trata sobre viagens e eventos na pandemia, a qual tem validade até o fim deste ano. Filipe orientou que, antes de cancelar o serviço, o consumidor deve tentar a remarcação para outro período, sem nenhum tipo de cobrança ou fidelização.
“Essa lei estará vigente até 31 de dezembro. Como ainda não há perspectiva de melhora ou de campanhas de vacinação em massa no país, essa lei federal poderá ter seus efeitos prorrogados”, afirmou.
Quantos estudos foram publicados sobre a Covid-19 em 2020? Talvez não seja possível saber com exatidão, mas é fato que o caminho percorrido por milhares de cientistas muitas vezes anônimos mostra as principais frentes de batalha contra a pandemia. De acordo com o G1, o banco de dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) reuniu, até 20 de dezembro, 148.919 artigos, de todo o mundo, sobre a doença.
Nem todos são estudos publicados em revistas científicas; cerca de 14 mil – pouco menos de 10% – aparecem como versão prévia (pré-prints), ainda não revisadas por outros cientistas. Se distribuídos ao longo deste ano, o número significa uma média de quase 420 artigos divulgadas por dia. Uma outra base de dados, a Dimensions, de uma empresa sediada em Londres, aponta um número ainda maior.
Até a mesma data, foram catalogados 239.192 artigos sobre o tema, feitos por 18,5 mil organizações em 194 países. Cerca de 15% são prévias. As universidades que aparecem com mais publicações são Harvard, Oxford e a Universidade de Toronto, no Canadá.
Um terceiro levantamento, da empresa americana Primer, aponta, também até 20 de dezembro, 92,5 mil pesquisas relacionadas à Covid. Os temas com mais artigos são cuidados com pacientes; mortalidade e fatores de risco; e vacinas e tratamentos. Cada um tem mais de 10 mil estudos catalogados. Cientistas de todas as áreas se dedicaram a pesquisas sobre a pandemia neste ano.
Leonardo Romero (PSD) foi eleito prefeito da cidade de Quinta do Sol/PR – Foto: Reprodução
O resultado das eleições 2020 na cidade de Quinta do Sol, no Paraná, indica uma corrida que pode ser chamada de muito acirrada. Dois candidatos a prefeito disputaram, centímetro a centímetro, os 326 quilômetros quadrados do território quinta-solense, e uma diferença de apenas um voto consagrou o vencedor. Com 1.703 votos, Leonardo Romero (PSD) foi eleito prefeito da cidade. Jilvan Ribeiro (Cidadania), o segundo colocado, teve 1.702 votos.
“Gratidão pura”, comemorou Romero pelas redes sociais. Ele, que assumirá o Executivo Municipal pela primeira vez, é primo do atual prefeito, João Claudio Romero, que está no segundo mandato. “Obrigado Deus, obrigado família”, escreveu Leonardo Romero no Facebook. “1.703 votos determinaram o futuro TODOS!”.
Já Jilvan Ribeiro, que recebeu 1.702 votos, diz que conhece “muita gente” que não foi votar e que poderia ter mudado o resultado. Mas afirma também que é “melhor não citar, porque senão a pessoa pode ficar com dor na consciência”.
Mesmo tendo ficado em segundo lugar, Ribeiro rejeita a alcunha de perdedor. “Perdemos por um voto, porém nos consideramos vencedores, porque enfrentamos a máquina publica, enfrentamos um poder econômico”, afirmou. “Nosso adversário era um dos mais ricos da cidade, então foi na cara e na coragem.”
A reportagem não conseguiu contato com Leonardo Romero para comentar. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as receitas de campanha de Romero somaram mais de R$ 90 mil. As de Jilvan Ribeiro ficaram no patamar dos R$ 25 mil.
Ribeiro falou com a reportagem da casa dos pais, onde mora – o barulho ao fundo era das galinhas no local. Nascido e crescido em Quinta do Sol, ele já havia se lançado nas urnas em duas ocasiões anteriores, em 2012 e 2016, quando concorreu ao cargo de vereador. “Em 2012 tirei 51 votos e em 2016 tirei 68.”
Ribeiro questiona uma visão política que, segundo ele, marca presença nas cidades pequenas, e à qual ele afirma buscar se contrapor. “Numa cidade pequena, que não tem emprego, geralmente as pessoas atribuem sua votação ao assistencialismo”, diz. “Sendo que o dinheiro é público; eles (gestores) não estão fazendo mais do que a obrigação.”
Mesmo em meio a críticas, Jilvan Ribeiro não tem dúvidas quanto ao mérito do adversário. Na direção contrária de líderes mundiais como Donald Trump, o quinta-solense conclui: “Romero foi eleito, então a gente tem que respeitar o resultado das urnas.”