Categoria: Brasil

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina atrasada, diz ministro da Saúde

Fonte: Brasil 61Durante um café da manhã com jornalistas, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que cerca de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada.

De acordo com o ministro, a pasta vai criar uma lista, por estado, de pessoas que estão com a segunda dose atrasada, com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. A lista ainda não tem data para ser divulgada.

O Ministério da Saúde orienta que os brasileiros que estão com a segunda dose da vacina atrasada procurem um posto de vacinação para completar a imunização.

CPI da Covid-19: reunião de instalação do colegiado deve acontecer nesta semana

A instalação da CPI da Covid-19 pode ocorrer nesta semana. Em sessão no Senado na quinta-feira passada (15), o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), fez a leitura da lista dos membros do colegiado, indicando que o próximo passo será a escolha da data para a reunião da comissão.

De acordo com o regimento do Senado, cabe ao senador Otto Alencar (PSD-BA) escolher a data e presidir a primeira reunião por ser o membro mais idoso da comissão. Por conta do feriado na próxima quarta-feira (21), a data mais provável para que ocorra a reunião de instalação do colegiado é na quinta-feira (22).

Na primeira reunião serão escolhidos o presidente, vice-presidente e relator da CPI. De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a tendência é que a comissão comece ouvindo especialistas e infectologistas, e não descartou a possibilidade de ouvir os três últimos ex-ministros da Saúde: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

Leite materno tem anticorpos contra o novo coronavírus, diz estudo

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Estudos divulgados nos últimos dias têm apontado que, após imunizadas com vacinas contra a Covid-19, mulheres que amamentam produzem leite com anticorpos contra o novo coronavírus. Nos Estados Unidos, já há movimentos de retomada do aleitamento em busca da proteção dos bebês. Pediatras alertam, no entanto, que as pesquisas ainda não comprovaram se as crianças realmente ganham imunidade e, se sim, quanto tempo isso duraria.

No fim de março, foi divulgado estudo com 131 mulheres em idade reprodutiva, entre elas gestantes e lactantes, que receberam as duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech ou da Moderna. O monitoramento apontou a presença de anticorpos no sangue do cordão umbilical e no leite materno das participantes.

Os pesquisadores, do Massachusetts General Hospital (MGH), Brigham and Women’s Hospital e do Ragon Institute of MGH, MIT e Harvard, compararam ainda anticorpos produzidos por mulheres infectadas e os induzidos pela vacinação, encontrando um número significativamente mais alto entre as imunizadas.

Outro levantamento, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, veio a público em 30 de março. Ele também encontrou anticorpos contra o vírus e detectou que eles apareceriam duas semanas após a primeira dose da vacina, permanecendo por pelo menos 80 dias – tempo que a pesquisa durou.

Os pesquisadores sugerem que eles poderiam passar por meio da amamentação para os bebês e conferir algum tipo de proteção. Revisado por pares, o estudo analisou um grupo de cinco mães, que foram imunizadas com a vacina da Pfizer/BioNTech, e com filhos entre 1 mês e 2 anos.

Mais recente, uma pesquisa israelense divulgada pelo periódico científico Jama na última segunda-feira, apontou a presença dos anticorpos específicos para o Sars-CoV-2 em um grupo de 84 mulheres que forneceram 504 amostras de leite materno ao longo do estudo, entre 20 de dezembro de 2020 e 15 de janeiro deste ano.

As amostras foram recolhidas antes da administração da vacina da Pfizer/BioNTech e, duas semanas após a imunização, passaram a ser recolhidas semanalmente por seis semanas. A vacina da Pfizer, que tem taxa de 95% de eficácia, ainda não está sendo aplicada no Brasil, mas o governo fechou contrato para comprar 100 milhões de doses. Desse total, 15,5 milhões estão previstos para chegar ainda neste semestre.

Brasil precisa criar protocolos para tratamento da síndrome pós-coronavírus

Nem sempre a alta hospitalar é o fim dos problemas causados pela Covid-19. No mundo todo, profissionais de saúde observam uma série de complicações decorrentes da doença, que vão de manifestações dermatológicas a distúrbios cardíacos e podem surgir meses após resolvido o quadro agudo da infecção pelo SARS-CoV-2.

Para que a carga da pandemia não se torne ainda maior para o sistema de saúde do país, pesquisadores recomendam a criação de protocolos clínicos e unidades para tratamento de pacientes com a chamada síndrome pós-Covid.

O assunto foi debatido em seminário on-line promovido no dia 08 de abril pela Academia Nacional de Medicina (ANM).

“Temos observado que o doente se cura da Covid-19, sai da UTI [Unidade de Terapia Intensiva], mas permanece no hospital, pois não consegue voltar para casa. Ele precisa de reabilitação. Por isso, temos de pensar num modelo que passei a chamar de unidade pós-Covid, onde teríamos atendimento ambulatorial, hospital-dia e algumas áreas para internação daqueles pacientes que não têm condição [de ter alta]”, disse Fábio Jatene, diretor-geral do Instituto do Coração (InCor) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

Jatene falou sobre a ocorrência de problemas cardiovasculares decorrentes da doença, que não necessariamente ocorrem apenas em pacientes com histórico prévio de doença cardíaca.

“A literatura tem várias observações a respeito de pessoas absolutamente sem doença cardiovascular e que acabaram desenvolvendo no pós-Covid. Inclusive atletas universitários, pessoas sem risco cardiovascular. Estudos revelaram que 55% dos pacientes no pós-Covid apresentaram alterações no bombeamento cardíaco. Num estudo realizado na Alemanha, 78% dos pacientes diagnosticados com COVID-19 mostraram evidência de alguma lesão cardíaca, causada até semanas depois da recuperação da doença propriamente dita”, explicou o pesquisador, que é apoiado pela Fapesp.

Para o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., a síndrome pós-pandemia é uma amostra do papel das doenças infecciosas no desenvolvimento de outras moléstias. Segundo o médico, a pandemia está trazendo novos conhecimentos sobre essa relação. Um exemplo anterior é a zika que, embora não cause problemas graves em adultos, pode levar à microcefalia nos fetos em desenvolvimento. Outro é a toxoplasmose, recentemente relacionada à ocorrência de esquizofrenia.

“O problema vai muito além da Covid-19. Quem poderia imaginar que tantas alterações aparentemente não relacionadas a doenças infecciosas decorrem delas? Com toda certeza, muitas outras doenças virais podem causar manifestações tardias, mas a medicina ainda as desconhece”, disse Belfort, que é professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

Segundo Carlos Alberto Barros Franco, membro da ANM e professor da Escola Médica de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Brasil ainda está na fase da pandemia em que a preocupação mais urgente é conter a transmissão do vírus, mas os problemas decorrentes da COVID-19 vão persistir por muito tempo.

“Essa é uma preocupação de países europeus e norte-americanos, que vêm se preparando para essa segunda fase, a da síndrome pós-Cpvod ou Covid longa. Isso terá consequências da maior gravidade no Brasil. Haverá pessoas que não vão poder voltar a trabalhar normalmente. Então é fundamental que o Brasil se prepare”, disse o acadêmico.

Câncer e Covid-19

Os palestrantes relataram casos e apresentaram estudos realizados no Brasil e no exterior das mais variadas manifestações ocorridas após a resolução da fase aguda da Covid-19. Alterações gastrointestinais, pulmonares, do fígado e das vias biliares; diferentes manifestações dermatológicas, renais e otorrinolaringológicas; problemas psicológicos e até da retina já foram relatados na literatura médica.

Como um dos efeitos colaterais da pandemia, não necessariamente ligados à doença em si, pesquisadores apontaram uma redução significativa no número de diagnósticos e tratamentos de câncer.

Segundo Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer (Icesp) e professor da FM-USP apoiado pela FAPESP, a pandemia trouxe queda significativa nos exames preventivos e, consequentemente, no diagnóstico precoce de tumores.

Uma vez que quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as chances de cura, a pandemia deverá trazer um número maior de ocorrência de câncer e de mortes no futuro. Estudo realizado na Inglaterra estimou quase 18 mil mortes a mais por câncer naquele país por conta da interrupção dos tratamentos ou pela falta de diagnóstico.

“São dados que se repetem ao redor do mundo. Tivemos redução na ordem de 70% a 90% nos exames de rastreamento de tumores importantes como de mama, próstata e colorretais. [Houve ainda] redução significativa nas cirurgias relacionadas ao diagnóstico de câncer e, talvez mais importante, dados originados nos laboratórios de anatomopatologia mostram até 30% de redução nas biópsias de câncer nesse período. Lembrando que esses casos continuam acontecendo, só não estão sendo diagnosticados no seu estágio mais precoce, o que seria desejável”, contou o pesquisador.

O médico afirmou que a incidência da doença é similar entre pessoas com e sem câncer, mas que a mortalidade é maior no primeiro grupo, como deve mostrar um estudo realizado por sua equipe, ainda não publicado. Os pacientes especialmente afetados pela Covid-19 são os imunodeprimidos por conta da doença ou do tratamento, os que têm comprometimento pulmonar prévio ou portadores de neoplasias hematológicas.

O médico oncologista afirmou ser essencial que os pacientes diagnosticados mantenham o tratamento, ainda que seguindo protocolos de segurança contra a doença. Além disso, pessoas saudáveis não devem deixar de fazer exames de rotina que possam detectar tumores. Pacientes em tratamento contra o câncer que tenham sido diagnosticados com Covid-19 devem retomar as terapias para os tumores entre 14 e 21 dias depois da resolução dos sintomas da infecção pelo SARS-CoV-2, alertou.

Covid-19: governadores pedem ajuda à ONU para obter vacinas

O Fórum de Governadores se reuniu último dia (16) com representantes da secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina Mohamed, e com representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para solicitar auxílio na viabilização de mais doses de vacinas.

Os governantes estaduais defenderam um tratamento especial ao Brasil como uma “ajuda humanitária” diante do reconhecimento dos órgãos internacionais de que o país é o novo centro da pandemia.

Os governadores solicitaram apoio das instituições internacionais para destravar o repasse de doses previstas no acordo do mecanismo Covax Facility, consórcio coordenado pela OMS. Segundo o coordenador do Fórum, o governador do Piauí, Wellington Dias, o Brasil teria direito a 9,1 milhões de doses oriundas do mecanismo, mas só recebeu até o momento 1 milhão.

“Haverá esforço para que uma entrega que estava prevista para maio possa ser antecipada para até o fim de abril, de 4 milhões de doses. Vamos tratar com Coreia, Índia e China, que estão neste esforço de produção [dos imunizantes]. Até o mês de maio completa essa entrega e maio-junho tem perspectiva de regularização”, declarou Dias em entrevista coletiva após a reunião.

A jovem escritora Letícia Bartulihe apresenta seu livro “Me Apaixonei Pelo Meu Sequestrador”

A Escritora Letícia Bartulihe

A escritora que não gostava de ler
Dizem que escritores são amantes da leitura, mas Letícia Bartulihe não era fã de livros antes de começar a escrever os seus. Letícia Bartulihe aos 19 anos está lançando seu primeiro livro físico “Me Apaixonei Pelo Meu Sequestrador”, mas sua carreira de escritora começou aos 15 anos quando decidiu postar as suas histórias no aplicativo de leitura Wattpad depois de ler três livros durante as férias e ficar encantada com o mundo da literatura.

Em apenas 10 dias, seu primeiro livro “Me Apaixonei Pelo Meu Sequestrador” começou a fazer sucesso alcançando mil leituras e em quase três meses o livro alcançou cem mil leituras, mas não pense que a história alcançou todo esse sucesso sem um intenso trabalho por trás.

Letícia estava no ensino médio quando começou a escrever e por isso precisava dividir seu tempo entre cursos, tarefas de casa e tarefas do Colégio, por isso muitas vezes teve que acordar ás 04 da manhã para escrever antes de ir à escola, divulgar seu livro enquanto fazia caminhada e responder os comentários enquanto tomava café da manhã, pois esse era o único tempo disponível em meio tantas coisas.

Foi assim durante um pouco mais de três meses quando ela finalmente finalizou o seu primeiro livro. Hoje, ele está com mais de 960 mil leituras no Wattpad e transformando isso em pessoas são milhares de adolescentes apaixonadas espalhadas por diversos países como, por exemplo, Portugal, Moçambique e Angola.

Letícia Bartulihe já tem quatro livros escritos e incentiva meninas adolescentes a escreverem, pois sempre diz que todas podem ser escritoras, afinal até ela que nunca tinha imaginado escrever algo e que via a leitura como uma obrigação, se tornou um incentivo para tantas outras adolescentes.

“Você vive mil vidas quando lê, mas pode viver milhares quando escreve”, incentiva Letícia.
Algumas pessoas dizem não ter tempo, outras dizem não ter talento, mas Letícia mostra que nada disso é necessário, pois se perguntasse a ela com 15 anos se ela tinha tempo, ela diria que não, mas tinha tomado uma decisão e sabia que seu sucesso dependia apenas do quão focada ela estivesse.

Letícia Bartulihe começou a escrever aos 15 anos, sempre foi apaixonada por artes, por isso desde 2014 participa do Projeto “Canarinhos do Itapety” em Mogi das Cruzes/SP, faz aula de violoncelo no projeto “Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes” desde 2015 e atualmente cursa Jornalismo na Universidade Paulista. e se dedica as redes sociais ensinando meninas adolescentes a serem mais felizes, melhores e mais realizadas. E claro, continua levando alegria através da arte. Ela tem um canal no Youtube onde fala sobre autoestima, amor próprio, sonhos e livros. Seu primeiro livro conta com mais de 900 mil leituras no aplicativo Wattpad.

Tema do livro: Uma adolescente mais rica da elite de São Paulo
Carina Jórdan tem uma vida que muitas adolescentes gostariam de ter, cheia de festas, de luxos, de viagens, mas ela precisa encontrar quem ela realmente é.

Quem nunca quis saber como é a vida das adolescentes mais ricas de São Paulo? Onde elas estudam? Sobre o que elas falam? Tudo isso pode ser um mistério, mas para trazer um pouco de emoção aos corações Letícia Bartulihe escreveu o livro totalmente ficcional, mas ainda assim com muitas realidades adolescentes “Me Apaixonei Pelo Meu Sequestrador” que de um modo muitas vezes engraçado vai narrar a história de Carina Jórdan, a adolescente mimada que é sequestrada e lá em sua aventura conhece Leonardo Cardoso.

Ela é acostumada a ditar as regras, ele é acostumado a quebrar as regras, onde esses dois vão chegar? Na verdade, não muito longe, porque Carina é amada em seu mundo e boa em ser “Carina Jórdan”. Pensar em ser uma pessoa diferente não está em seus planos, mas depois de tudo que viveu a adolescente, já não é mais a mesma. E quando finalmente volta para o seu mundo percebe que as pessoas podem sim criticá-la por ter se apaixonado por alguém errado diante a sociedade.

Além de todo romance principal, o livro mostra a realidade de muitos adolescentes: pais ausentes, necessidade de serem aceitos, problemas de autoestima, álcool e drogas sendo apresentados precocemente, gravidez indesejada por ser descuidada e mesmo que a realidade esteja ruim, as aparências importam e valem mais do que um verdadeiro sorriso.
Letícia Bartulihe mostra em “Me Apaixonei Pelo Meu Sequestrador” todos os lados de se estar crescendo, de estar se tornando aos poucos adulta e para Carina Jórdan é ainda mais difícil porque todos esperam que ela tenha a alma de empresário de seu pai e a determinação de sua mãe, mas ela não é nenhum dos dois e nesse enredo todo, ela terá que se encontrar e fazer suas escolhas para enxergar o que realmente importa.

Contato: Email: leticabartulihe@gmail.com / Instagram: Letícia Bartulihe

Luz solar pode inativar o coronavírus muito mais rápido do que se pensava

POR Nathan Vieira

Em meio a uma situação de pandemia cada vez mais preocupante, cada detalhe que possa representar um aliado na luta contra a COVID-19 tem a sua devida importância e, recentemente, uma análise concluiu que a luz solar pode inativar o coronavírus oito vezes mais rápido em comparação com o que apontavam estudos anteriores.

Quem descobriu isso foi uma equipe da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (EUA), liderada por Paolo Luzzatto-Fegiz. A equipe levantou olhares para a necessidade de mais pesquisas sobre como a luz solar inativa o SARS-CoV-2, porque, após perceber que uma grande diferença entre os resultados de seus experimentos e as teorias mais recentes sobre o assunto, concluiu que há muito mais potencial na luz solar do que se pensava.

“A teoria assume que a inativação funciona fazendo com que as ondas UVB atinjam o RNA do vírus, danificando-o”, explica Luzzatto-Fegiz. Mas essa diferença sugere que há algo mais acontecendo, e descobrir isso pode fazer a diferença na luta contra o vírus.

Luz solar pode inativar o coronavírus muito mais rápido do que se pensava, segundo uma nova análise norte-americana (Imagem: ktsimage/Envato).

Em julho de 2020, um estudo conseguiu inativar o SARS-CoV-2 com exposição à luz solar simulada por dez a 20 minutos. No entanto, Luzzatto-Feigiz e sua equipe compararam esses resultados e notaram as diferenças. “A inativação observada experimentalmente na saliva simulada é oito vezes mais rápida do que seria de se esperar pela teoria, então os cientistas ainda não sabem o que está acontecendo”, Luzzatto-Fegiz anunciou ao The Journal of Infectious Diseases.

Os pesquisadores suspeitam que o UVA de onda longa pode ser responsável pela aceleração da inativação do vírus. “Nossa análise aponta para a necessidade de experimentos adicionais para testar separadamente os efeitos de comprimentos de onda de luz específicos”, conclui o pesquisador.

Estudo publicado pela científica Science aponta erros graves do governo brasileiro no combate a Covid-19

Um levantamento publicado nesta quarta-feira (15) pela revista científica Science indica que houve erros do governo brasileiro na resposta à pandemia de Covid-19. O relatório indica que o fracasso do combate ao vírus foi uma “combinação perigosa” de inação e falhas, como o uso de tratamentos sem eficácia comprovada e a falta de coordenação nacional entre os diferentes níveis de governo.

“No Brasil, a resposta federal foi uma combinação perigosa de inação e erros, incluindo a promoção da cloroquina como tratamento, apesar da falta de evidências científicas”, dizem os pesquisadores.

De acordo com informações do G1, a pesquisa aponta que o fracasso em combater o vírus vai facilitar o surgimento de novas variantes, isolar ainda mais o Brasil como uma ameaça à saúde global e “levar a uma crise humanitária completamente evitável”.

STF confirma anulação de condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato

Ex-presidente Lula – Foto – Ricardo Stuckert

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta quinta-feira (14), a decisão do ministro Edson Fachin que, ao declarar a incompetência da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), anulou as ações penais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não se enquadrarem no contexto da operação Lava Jato.

Por 8 votos a 3, o colegiado rejeitou recurso (agravo regimental) da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Habeas Corpus (HC) 193726. Segundo Fachin, relator, as denúncias formuladas pelo Ministério Público Federal contra Lula nas ações penais relativas aos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula (sede e doações) não tinham correlação com os desvios de recursos da Petrobras e, portanto, com a Operação Lava Jato.

Assim, apoiado em entendimento do STF, entendeu que deveriam ser julgadas pela Justiça Federal do Distrito Federal. O julgamento dos recursos no HC continuará na próxima quinta-feira (22), quando os ministros irão examinar se os processos contra o ex-presidente serão remetidos para a Justiça Federal do DF, conforme propõe o relator, ou para a de São Paulo, segundo proposta do ministro Alexandre de Moraes.

O Plenário também examinará o recurso da defesa contra a decisão do relator que, ao anular as condenações, declarou a perda de objeto, entre outros processos, do HC 164493, em que é discutida a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. No agravo, a PGR sustentava que os fatos atribuídos a Lula no caso do triplex do Guarujá estariam dentro dos limites definidos pelo STF sobre a competência da 13ª Vara de Curitiba em relação à Lava Jato. Segundo a argumentação, as vantagens indevidas supostamente obtidas pelo ex-presidente teriam sido pagas pela construtora OAS com recursos originados de contratos com a Petrobras.

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.147 para 2022

Foto: Reprodução

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.147 para 2022, segundo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem. O texto foi divulgado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (15), último dia de prazo para o envio da proposta ao Congresso. O valor é R$ 47 maior que o salário mínimo atual, de R$ 1.100, e representa uma alta de 4,27% – que é a previsão do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano, feita no mês de março.

O número divulgado indica que o governo pretende apenas repor a perda da inflação do período, sem valorização real do salário mínimo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece as bases para a aprovação do orçamento do ano seguinte e, por isso, traz previsões dos principais indicadores econômicos. Se a inflação verificada no fim do ano for diferente da previsão, o governo pode rever o valor durante a tramitação do próprio orçamento.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 50 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para os anos seguintes, o governo propôs um salário mínimo de R$ 1.188 em 2023 e de R$ 1.229 em 2024.

Esses valores são apenas uma referência, e também podem ser alterados posteriormente. A Constituição determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.