Mês: Maio 2026

Com investimento de R$ 34,6 milhões, Governo do Estado empregará 27 mil policiais e bombeiros na Operação São João

Com investimento de R$ 34,6 milhões, Governo do Estado empregará 27 mil policiais e bombeiros na Operação São João

Com investimento de R$ 34,6 milhões, Governo do Estado empregará 27 mil policiais e bombeiros na Operação São João 2026 da Secretaria da Segurança Pública. Os dados foram apresentados na noite desta sexta-feira (29), na cidade de Paulo Afonso.

Presente em 283 cidades – Salvador, 12 da Região Metropolitana e 271 do interior – a Operação começará no próximo dia 4 de junho e seguirá até o dia 12 de julho. 

A Polícia Militar atuará com equipes ordinárias e especializadas no policiamento ostensivo e preventivo. A atuação da Polícia Civil ocorrerá com emprego estratégico de efetivo ordinário e extraordinário, instalação de estruturas temporárias de atendimento e ações de inteligência.

O Corpo de Bombeiros atuará com Postos, além de rondas com serviços de prevenção a acidentes, orientações à população e atendimento a emergências. O Departamento de Polícia Técnica estará com equipes extraordinárias, Unidades Móveis de Polícia Técnica e Postos Modulares.

Três helicópteros e 1.755 viaturas serão utilizados pelas Forças de Segurança durante todo o período da Operação. 

Mais de 2.800 câmeras com tecnologia de Reconhecimento Facial e PTZ serão aplicadas nas festas realizadas em Salvador e no interior do estado. 

A Operação ainda prevê Portais de Abordagem, Plataformas de Observação Elevada, Centro Integrado de Comando e Controle Móvel e 104 drones. 

“Aplicaremos no São João de 2026 o maior efetivo da história, visando a garantia da ordem e da paz em todo o território baiano”, destacou o subsecretário da Segurança Pública, Marcel de Oliveira.

Celina Leão passa por procedimento após ser internada com pneumotórax em Brasília

g1 DF — Brasília

Governadora Celina Leão atualiza estado de saúde após internação em Brasília.

“É um procedimento simples que tem que ir para o centro cirúrgico para tirar o ar e vou fazer isso agora às dez horas”, disse Celina à TV Globo.

O procedimento durou cerca de 30 minutos, segundo a assessoria de Celina. A governadora precisou ser levemente sedada e teve anestesia local. Celina já está no quarto e consciente.

Em vídeo publicado nas redes sociais (assista acima), Celina afirmou que procurou atendimento após sentir falta de ar e dores no peito. A governadora disse que está bem e agradeceu as mensagens de apoio recebidas.

Mais cedo, a governadora foi internada no Hospital Santa Lúcia, em Brasília. De acordo com a assessoria, ela apresentou os sintomas durante compromissos pela manhã. Como o desconforto persistiu ao longo da tarde, decidiu procurar atendimento médico.

Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

Plataforma disponibiliza filmes nacionais clássicos e contemporâneos

Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilO presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.

A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.

A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br. 

No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

“[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”

O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade.

“A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, lamentou Lula.

Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil
O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura.”

O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.

Histórias ainda não contadas

Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.  

“Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?

Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”

Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país.

“O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”

Acervo da nova plataforma

O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

  • 267 curtas-metragens;
  • 139 longas-metragens;
  • 85 médias-metragens ou telefilmes;
  • 64 obras seriadas.

Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.

O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.

Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.

Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.

Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência”, disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.

Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil
Perfis de utilização

Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:

Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.

Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.

Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

Parcerias

Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Advogado sofre AVC em Brumado e família faz apelo por transferência urgente

Advogado sofre AVC em Brumado e família faz apelo por transferência urgente
 O advogado Diego Antônio Vieira dos Santos

Familiares e amigos do advogado Diego Antônio Vieira dos Santos iniciaram uma mobilização intensa nas redes sociais para cobrar das autoridades de saúde a transferência imediata do paciente para Salvador. Diego está internado no Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, localizado em Brumado, no sudoeste da Bahia, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico grave. A campanha busca sensibilizar os órgãos responsáveis para que o processo de regulação seja agilizado.

Segundo o comunicado divulgado pela família, a estrutura hospitalar da capital baiana é indispensável neste momento, pois dispõe de recursos de alta complexidade e suporte neurológico especializado necessários para o tratamento do caso. O apelo destaca que o quadro clínico do advogado é delicado e exige uma intervenção rápida, visto que o tempo é um fator crucial na recuperação de pacientes que sofreram um AVC.

Diante da urgência, os parentes também pedem que a população e os colegas de profissão compartilhem amplamente as publicações para dar maior visibilidade ao caso e pressionar por uma resposta célere do sistema de regulação do estado. Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a direção do hospital municipal não haviam divulgado informações oficiais sobre a previsão de transferência ou atualizações detalhadas a respeito do quadro clínico do advogado.

Presidente Jânio Quadros: Polícia Militar apreende veículo adulterado com carga irregular de gás

Polícia Militar apreende veículo adulterado com carga irregular de gás em Presidente Jânio Quadros
Foto – Divulgação / Polícia Militar

Uma ação da Polícia Militar da Bahia resultou na apreensão de um veículo adulterado que transportava irregularmente botijões de gás de cozinha em Presidente Jânio Quadros, no sudoeste baiano. A ocorrência foi registrada na manhã desta quarta-feira (28), durante a Operação Força Total realizada por equipes do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Segundo informações da corporação, os policiais realizavam rondas e abordagens estratégicas na Avenida ACM, no centro da cidade, quando identificaram um veículo em atitude suspeita transportando uma grande quantidade de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Durante a fiscalização, os militares constataram diversas irregularidades. O automóvel transportava 51 botijões de gás sem a documentação exigida para a atividade. Além disso, o veículo apresentava sinais de adulteração em suas características e havia sido adaptado de forma clandestina para funcionar utilizando o próprio gás de cozinha transportado na carga.

Ainda conforme a Polícia Militar, o condutor, um jovem de 25 anos, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), não apresentou os documentos obrigatórios do veículo e também não portava nota fiscal ou autorização para o transporte dos botijões.

A PM destacou que a combinação entre a adaptação irregular do veículo, o transporte inadequado da carga inflamável e a ausência de normas de segurança representava risco iminente de acidente, colocando em perigo o motorista e a população.

Diante da situação, o condutor, o veículo e toda a carga apreendida foram encaminhados à Delegacia Territorial para a adoção das medidas legais cabíveis.

Polícia Militar se prepara para atuar durante os festejos juninos no sudoeste da Bahia

Polícia Militar se prepara para atuar durante os festejos juninos no sudoeste da Bahia

O Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO) já está se preparando para a chegada dos festejos juninos nos 35 municípios da área de cobertura.

O Coronel Paulo Henrique Guimarães informou que o planejamento foi iniciado de forma prévia, há alguns meses. “Já estamos com praticamente tudo pronto para plena execução das ações durante os festejos juninos”, afirmou.

Neste ano, o comandante destacou que também haverá ações da PM com relação aos jogos da Copa doMundo. “Nosso planejamento operacional já está todo montado para todas essas ações, não só emVitória da Conquista, como em toda região sudoeste”, reforçou.

Historicamente, ele relatou que o São João costuma ser tranquilo nos municípios da região, onde as pessoas participam das festividades com espírito pacífico e a PM se posiciona se forma estratégica para garantir a segurança pública e orientar os cidadãos em quaisquer eventualidades.

PM conduz menores envolvidos em briga no CEEP e reforça tolerância zero contra violência escolar em Brumado

PM conduz menores envolvidos em briga no CEEP e reforça tolerância zero contra violência escolar em Brumado

A Polícia Militar da Bahia apresentou à Delegacia de Polícia Civil dois menores envolvidos em uma confusão registrada na tarde desta quinta-feira (29), em frente ao Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP), em Brumado, no sudoeste baiano. O caso foi enquadrado como vias de fato e lesão corporal.

De acordo com informações do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a guarnição de rádio patrulha foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (CICOM) por volta das 17h para conter uma briga generalizada envolvendo adolescentes nas proximidades da unidade escolar.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram os dois envolvidos já contidos por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo relatos apresentados à PM, os menores teriam entrado em luta corporal, utilizando capacetes como instrumento de agressão e também arremessando pedras durante o confronto.

Após a intervenção das forças de segurança, os envolvidos foram conduzidos e apresentados na Delegacia Territorial de Brumado para adoção das medidas cabíveis.

O comando do 24º BPM informou que o policiamento nas imediações das escolas será intensificado e destacou que situações de violência, vandalismo ou perturbação da ordem pública em ambientes escolares receberão resposta imediata das forças de segurança.

Em nota, o comandante do 24º BPM, Tenente-Coronel PM Pontes, afirmou que o ambiente escolar deve permanecer como espaço de aprendizado e convivência pacífica.

“A escola é um espaço de aprendizado e cidadania. Não toleraremos que o ambiente escolar seja transformado em palco de violência”, destacou o oficial.

Órfãos de vítimas de feminicídio terão direito a pensão do INSS

Valores são direito de menores em situação de vulnerabilidade social

Agência BrasilBrasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio têm direito, a partir desta sexta-feira (29), a pensão especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A norma regulamenta a concessão do benefício no valor de um salário-mínimo.

De acordo com a norma, têm direito à pensão os menores de 18 anos em situação de vulnerabilidade social cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a um quarto do salário-mínimo.

Além dos filhos biológicos, poderão receber o benefício enteados, menores sob guarda e tutelados que comprovem dependência econômica em relação à vítima.

A solicitação pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135.

Documentação

O solicitante da pensão especial deve apresentar o documento pessoal de identificação oficial com foto da criança ou do adolescente ou, na impossibilidade deste, a certidão de nascimento.

Para os filhos menores de idade nesta situação deve ser apresentado um dos seguintes documentos que relacionem o fato a um feminicídio: 

  • auto de prisão em flagrante; 
  • denúncia, conclusão do inquérito policial; ou decisão judicial.

Se a pensão for devida a um dependente da mulher vítima de feminicídio, deverá ser apresentado o termo de guarda ou de tutela provisória ou definitiva.

Requerimento

O requerimento da pensão especial deve ser feito pelo representante legal dos filhos e dependentes da vítima do crime. Porém, é vedado que as crianças e adolescentes sejam representadas pelo autor, coautor ou participante do crime de feminicídio tanto para requerer quanto para administrar o benefício mensal.

O pagamento da pensão especial será devido a partir da data do requerimento. Portanto, não tem efeito financeiro retroativo à data de morte da vítima.

Decisão dos EUA sobre facções tenta limitar soberania do Brasil

Especialistas consideram medida pretexto para interferência externa

Agência BrasilBrasília, 07/09/2023 Desfile de 7 De Setembro no Eixo Monumental em Brasília Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A decisão do governo dos Estados Unidos (EUA) de classificar facções criminosas brasileiras como terroristas é consequência da nova doutrina do governo Donald Trump para América Latina, que impõe uma “soberania limitada” aos países da região. A avaliação é de especialistas em geopolítica, economia e relações internacionais consultados pela Agência Brasil.

Para esses analistas, a medida teria o objetivo de subordinar as decisões do Brasil aos interesses de Washington, podendo servir de pretexto para intervenções políticas.

O professor de relações internacionais da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Borba Casella avalia que, a partir dessa classificação, Trump pode fazer o mesmo que fez com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados em Caracas no dia 3 de janeiro.

“O enquadramento como organização terrorista, pela lei americana, permite que o governo dos EUA ataque agentes de tais entidades, sem necessidade de declaração de guerra, nem autorização do Congresso dos EUA”, afirma o especialista.

O cientista político especialista em relações internacionais Francisco Carlos Teixeira da Silva argumenta que a decisão é parte da “doutrina da soberania limitada” que vem sendo aprofundada pelo governo Trump.

“Os EUA estabelecem o fato de que os países da América Latina têm soberania limitada pelos interesses americanos. E eles podem intervir sempre que acharem necessário, conforme os parâmetros americanos”, disse o professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) à Agência Brasil.

Em novembro de 2025, o governo Trump publicou a nova Estratégia Nacional de Segurança Nacional definindo que os EUA deveriam afirmar sua “proeminência” sobre a América Latina.

Para o analista Francisco Carlos Teixeira da Silva, o objetivo de Washington com essa política “é quebrar a independência dos países e colocar os Estados Unidos novamente na frente da hegemonia nas Américas”.

Especialistas em geopolítica apontam que a nova fase mais agressiva na política externa dos EUA é uma consequência da crescente influência econômica e tecnológica da China, e parte da disputa para manter o controle e liderança da economia mundial.

Soberania do México violada

Além dos casos da Venezuela e Cuba, o historiador Teixeira cita o caso do México, que também teve facções que atuam no território classificadas como terroristas, como o cartel de Jalisco.

“Logo em seguida, os EUA enviaram uma equipe da CIA [Agência de Inteligência dos EUA] para dentro do México sem autorização. Os exemplos imediatos desses meses mostram que a classificação [de organizações como terroristas] não vem sozinha, ela vem com consequências”, completa.

A morte de dois agentes da CIA no México em um acidente de carro, em abril deste ano, irritou o governo de Claudia Sheinbaum, pois a infiltração dos agentes não tinha autorização, nem conhecimento, do governo central do país.

Políticas domésticas subordinadas a Washington

Para o professor de economia internacional da UFRJ Luiz Carlos Prado, a decisão do governo Trump, apoiada por grupos políticos no Brasil, vai na direção de impor ao Brasil uma soberania limitada.

“Significa que o Brasil não deve ser um país soberano, que a soberania do Brasil está subordinada ao poder político americano, e que o Brasil não deve, portanto, ter uma diplomacia, ter políticas autônomas a partir dos seus interesses domésticos e das suas pretensões domésticas. O Brasil deve ser uma espécie de aliado menor sobre a liderança americana”, avalia.

Prado argumenta que a designação de facções como terroristas permite indicar outros grupos internos no Brasil, entre eles movimentos sociais, como apoiadores do terrorismo, ainda que sem apresentar provas ou indícios.

“Os EUA podem, de alguma maneira, designar ou indicar que determinados grupos internos, por razões políticas, dão apoio a essas organizações, agora consideradas terroristas por Washington. Portanto, passam a ter uma motivação, ou uma desculpa, para poder reprimir determinados segmentos específicos.”

O professor da UFRJ lembra que os EUA têm dificuldade em reconhecer a soberania dos outros países, além de ter uma postura de não respeitar tratados internacionais.

“Essa decisão aumenta a margem de manobra e de pressão sobre o Brasil. É a antiga tradição americana de usar, vamos dizer assim, argumentos que não podem ser, em princípio, comprovados para justificar intervenções”, comenta.

O analista Luiz Carlos Prado acrescenta que os ataques ao Líbano e à Síria, por exemplo, costumam ser justificados por essas áreas serem controladas, na visão dos EUA, por organizações terroristas. “Eles dão uma razão jurídica para uma intervenção política.”