Dia: 1 de Maio, 2026

Porto Seguro: Realizada a 1ª Corrida do Trabalhador, atleta de Condeúba subiu ao pódio em 2° lugar

O atleta condeubense Beto Maratonista levantando o seu trofeu de 2° lugar, na 1ª Corrida do Trabalhador de Porto Segura/BA.

 

Foi realizada neste feriado de 1° de maio de 2026, dia do Trabalho em Porto Seguro – Bahia, a 1ª Corrida do Trabalhador, “Tio Léo Running”. O atleta de Condeúba Beto Maratonista conquistou o 2° Lugar na categoria de 40 a 49 anos correndo 5km.

AGRADECIMENTO:- Primeiramente a Deus por me dar esta oportunidade de estar sempre junto aos melhores. Em segundo lugar agradeço a todos que me apoiam como: Positivo Móveis, Posto Condeúba, Biofarma Condeúba e o jornal Folha de Condeúba pelo suporte publicitário.

Fim da escala 6×1: mais tempo para descanso e família é prioridade

Trabalhadores contam como usarão dia a mais de folga
Agência BrasilSão Paulo (SP), 01/05/2025 – Movimentos sociais como o Mulheres em Luta, Marielle Vive, Luta Popular e Movimento Nacional de Lutas do Campo e da Cidade e entidades como a Central Sindical e Popular Conlutas realizam um dos atos organizados na capital paulista para marcar o Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras. Foto: Letycia Bond/Agência Brasil© Letycia Bond/Agência Brasil
Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo ter a possiblidade de fazer pequenas viagens. Esses são alguns dos sonhos de trabalhadores que cumprem jornadas semanais de seis dias de trabalho e apenas um dia de folga, caso passem a ter direito a mais um dia de descanso.

O fim da escala 6×1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio. Diversas matérias sobre o tema tramitam no Congresso Nacional neste momento.

Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 – A balconista de farmácia Darlen Silva, de 38 anos, fala sobre a possibilidade de fim da escala 6x1. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Darlen Silva: “Todo mundo está esperando essa regra aí” – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A balconista de medicamentos Darlen da Silva, 38 anos, trabalha em uma farmácia no Rio de Janeiro e tem apenas um dia de folga na semana.

“Tenho duas filhas, então para mim é muito corrida a minha folga. Tenho que fazer tudo dentro de casa, lavar roupa, fazer mercado. Não tenho descanso. Venho trabalhar mais cansada ainda no outro dia.”

Ela tem carteira assinada há 15 anos e, durante todo esse tempo, trabalha nesse regime. “Uma folga só é puxado para qualquer trabalhador. Ainda mais para gente que é mãe, mulher. Fica mais complicado ainda, entendeu? Tem muito mais coisa a fazer.”
 
Darlen diz que entre os colegas de trabalho o assunto da possível redução da jornada é constante: “Todo mundo tá esperando sair essa regra nova aí”.
 
Caso seja aprovada, ela já planeja como será: “Eu ia tirar um dia para mim, para poder resolver tudo, né? O que tem que fazer de casa. E o outro eu ia tentar descansar, fazer alguma coisa, um passeio, porque a gente não tem tempo. Você tem que optar, ou você larga tudo de lado e vai tentar viver a vida ou você cuida.”
 
Ela espera, no entanto, que a lei, caso aprovada, seja de fato cumprida, e seja respeitado o limite de 40 horas semanais de trabalho. Ela conta que tem amigos cujos locais de trabalho já aderiram aos dois dias de descanso por semana, mas que, em troca, aumentaram a jornada diária dos trabalhadores.
 
“Meus colegas estão trabalhando 11 horas por dia para poder entrar nesse esquema de cinco por dois. Entendeu? Então, acaba que não compensa. Para mim, não compensa. Se você trabalhar 11 horas cinco dias na semana, você vai ficar mais cansado ainda”.

Tempo com a família

Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 – O garçom Alisson dos Santos, que trabalha há dez anos no setor de restaurantes, fala sobre a possibilidade de fim da escala 6x1. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O garçom Alisson dos Santos fala que poderá até fazer pequenas viagens – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Também no Rio de Janeiro, o garçom Alisson dos Santos, 33 anos, trabalha na escala 6×1 por um há dez anos. Ele conta que geralmente usa as folgas para resolver pendências dele ou dos filhos.

 “A gente sempre tem que resolver alguma coisa da criança na escola, tem médico, sempre tem alguma coisinha para você fazer. Então, acaba não rendendo o seu dia de descanso. Sempre tem que fazer as coisas de casa.”

Segundo ele, esse dia a mais de folga poderia até mesmo ser usado para uma viagem.

“Num dia você  organiza as coisas de casa e, no outro dia, consegue passear com a família. Ou, se você vai direto do trabalho, consegue organizar até uma viagem. Com um dia só não, você não consegue fazer nada”.

Em São Luís, no Maranhão, a cabeleireira Izabelle Nunes, 26 anos, diz que não tem acompanhado o debate que está sendo feito entre no Congresso e que o assunto também é pouco discutido no seu ambiente de trabalho. Mesmo assim, disse ser favorável à iniciativa.

“Acho que todos nós trabalhadores temos o direito de ter no mínimo dois dias de folga. Cuidar dos nossos estudos, saúde, lazer, cultura e trabalhando nessa escala a gente só se acaba.” 

Trabalhando seis dias por semana, Izabelle disse ainda que o dia a mais de folga ajudaria muito na dinâmica doméstica e familiar. “Faria tudo que desse. Ficaria mais com minha família.”

A professora Karine Fernandes, 36 anos, diz que vem acompanhando o debate por meio das redes sociais. Apesar de não trabalhar na escala 6×1, ela disse ser favorável à redução da jornada.
 
“Acredito ser uma discussão importante, que afeta significativamente a qualidade de vida de muitos trabalhadores.”
 
Karine disse ainda que a pauta é relevante e que afeta diretamente a qualidade de vida das famílias.

“Como mãe, penso em como isso influencia a vivência de crianças que podem ter mais tempo de qualidade com suas mães e pais e como isso tem resultado direto no fortalecimento dos adultos que irão se tornar.”

Fim da jornada 6×1

O fim da jornada 6×1 tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.
 
Estão em tramitação no Congresso Nacional algumas propostas para acabar com essa escala. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.
 
A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.
 
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva também enviou ao Congresso um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Condeúba/Baixa do Higino: Faleceu o Sr. Jesuíno Rodrigues de Oliveira aos 100 anos de idade

 

NOTA DE FALECIMENTO

Sr. Jesuíno Rodrigues de Oliveira, faleceu aos 100 anos de idade

É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento do Sr. Jesuíno Rodrigues de Oliveira aos 100 anos de idade, ocorrido na madrugada desta sexta-feira dia 1° de maio de 2026 às 0h30min. Sr. Jesuíno deixou viúva a Sra. Manuela e 4 filhos: Custódio, Cecília, Jorge e Aparecida além de 10 netos e 6 bisnetos.

O corpo está sendo velado na sua residência na Fazenda Quilombo de Ananias, o sepultamento será hoje sexta-feira a tarde dia 1° de maio, às 16h no Cemitério Municipal da Baixa do Higino. A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

NOTA:- Faleceu o senhor Jesuino Rodrigues de Oliveira, aos 100 anos de idade, completando um século de vida marcado por experiências, ensinamentos e exemplos que certamente permanecerão na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.

Homem de trajetória admirável, o senhor Jesuino deixa como legado não apenas a longevidade, mas, sobretudo, uma forma digna e inspiradora de viver. Seus conselhos, sua sabedoria e sua maneira simples e correta de conduzir a vida seguirão como referência para familiares, amigos e toda a comunidade.
Que possamos ter a sensibilidade e a coragem de trilhar os caminhos que ele percorreu com tanta firmeza e humildade, valorizando os ensinamentos que deixou entre nós.
Rogamos a Deus que o receba em sua infinita misericórdia e lhe conceda o descanso eterno ao seu lado.
Descanse em paz, senhor Jesuino Rodrigues de Oliveira.

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família do Sr. Jesuíno, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dele, descanse em paz, nas graças de Deus Sr. Jesuíno.

Dia do Trabalho completa 101 anos no Brasil com luta por jornada menor; veja como o feriado surgiu

  • Redução da carga horária de trabalho está no centro dos protestos desde que a data começou a ganhar importância
  • Data surgiu em 1886 nos EUA após repressão violenta a greve em Chicago
São Paulo

O Dia do Trabalho celebrado neste 1º de Maio completa 101 anos no Brasil em 2026. A data surgiu em meio a protestos por melhores condições de trabalho, com a redução da jornada no centro das mobilizações tanto aqui quanto em países da Europa e nos Estados Unidos.

Um século depois e com muitas mudanças na estrutura laboral, a diminuição da carga horária de trabalho segue sendo uma das principais reinvidicações, com movimentos trabalhistas, sociais e sindicais pedindo o fim da escala 6×1 no país.

O feriado foi instituído por decreto em setembro de 1924 pelo então presidente Arthur Bernardes, determinando que, a partir de 1º de Maio de 1925, o dia fosse “consagrado à confraternidade universal das classes operárias e em comemoração dos mártires do trabalho”.

A imagem mostra um grupo de pessoas em um protesto, segurando um grande banner que diz: 'PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO P/ 40 HS. SEMANAIS / REDUÇÃO DE SALÁRIOS'. O cenário é um campo aberto, com algumas edificações ao fundo. As pessoas estão vestidas de forma casual e parecem estar organizadas em uma manifestação.

Greve de metalúrgicos em São Bernardo do Campo, em 1984, por melhores salários e pela redução da jornada para 40 horas semanais; em 88, jornada caiu de 48 para 44 horas semanais – Francisco L.Sugar – 11.mar.1984/Folhapress

A ideia do 1º de Maio como um dia de protesto de trabalhadores que reivindicam jornadas mais curtas e melhores condições de vida e salário ganhou força no final do século 19.

Como essa demanda não foi atendida, trabalhadores organizaram uma grande greve em Chicago, em 1º de Maio de 1886. A repressão violenta da greve resultou na morte de manifestantes e, dias depois, novos confrontos e uma explosão agravaram ainda mais o cenário, mobilizando cerca de 340 mil trabalhadores em todo o país e marcando a data como um dia de luta da classe trabalhadora.

Mas, para entender como tudo começou, é preciso voltar ainda mais no tempo e chegar à Inglaterra do início do século 19, em que homens, mulheres e crianças trabalhavam de 16 a 18 horas por dia nas fábricas têxteis de Manchester.

Em 1802, foi criada a chamada “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes”, considerada a primeira legislação trabalhista do mundo, que limitava a jornada de aprendizes —incluindo mulheres e crianças.

Ao longo das décadas seguintes, o 1º de Maio foi sendo incorporado também pelo Estado brasileiro. Em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi instituída nessa data.

As lutas trabalhistas no Brasil, no entanto, já vinham de antes, como mostra a greve geral de 1917 em São Paulo.

No passado, jornadas exaustivas de até 12 ou mais horas, baixos salários e ausência de direitos básicos marcavam a relação entre trabalhadores e empregadores. Hoje, o cenário ressurge sob novas formas, embora seja preciso destacar a evolução das condições, com outros direitos sendo conquistados.

“As pessoas continuam considerando que o trabalho é essencial para as condições de vida, mas declaram que querem viver mais do que trabalhar. Mas é o trabalho que as faz viver coletivamente e permite a possibilidade de conexão e a sociabilidade, algo muito valorizado.”

Para o professor de direito do trabalho no Insper, Ricardo Calcini, hoje, há uma inversão de lógica sobre o espaço que o trabalho ocupa em nossas vidas. Se antes ele era o fim em si, hoje tende a ser visto como meio para alcançar objetivos pessoais, familiares e sociais.

Sobre a redução da jornada, o especialista afirma que é um movimento irreversível. “Eu tenho a dizer que é um movimento irreversível e que cada vez mais as pessoas estão valorizando o ser humano no centro dessa relação [trabalho e capital].”

Randolfe Rodrigues afirma que governo deve indicar outro nome para STF

Senado rejeitou indicação de Jorge Messias
Agência BrasilBrasília (DF) 05/08/2025 - Senador Randolfe Rodrigues fala com jornalistas sobre assinatura de manifesto em defesa da soberania nacional. A iniciativa dos partidos tem como objetivo respaldar as iniciativas políticas adotadas contra o tarifaço imposto ao país pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando que o Brasil é um país que sempre teve como marca de sua diplomacia o diálogo, a cooperação e a busca de caminhos negociados e pacíficos para solução de problemas e impasses entre nações. Foto: Valter Campanato/Agência BrasilSenador Randolfe Rodrigues (PT-AP) – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira (30) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve indicar outro nome para vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), após rejeição de Jorge Messias pelo Senado.

“Tenho certeza de que o presidente da República vai fazer uso de sua atribuição. Não tem por que o presidente da República renunciar à atribuição de encaminhar um indicado ao Supremo Tribunal Federal.”

Rondolfe disse que o momento para indicar o novo nome deve ser definido posteriormente. “O presidente, obviamente, vai avaliar o melhor momento”, respondeu. Mas, segundo ele, o “próximo passo” do jogo “é do governo”.

Questionado sobre o possível perfil do novo indicado ou nova indicada, o líder governista limitou-se a dizer que essa é uma atribuição do presidente da República.

A oposição tem defendido que a próxima indicação fique para o presidente eleito em outubro deste ano. Na sessão do Congresso Nacional de hoje, o líder da oposição do Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu que Alcolumbre não aceite uma nova indicação do presidente Lula ao STF. 

“O senhor, que preside o Congresso Nacional, não recepcione a possibilidade de nos debruçarmos, de novo, sobre uma escolha para o Supremo Tribunal Federal. Nós teremos um pleito agora, em outubro, teremos um recesso, em julho”, afirmou Marinho.

Alcolumbre não respondeu ao questionamento do senador oposicionista. Lideranças governistas rejeitam essa possibilidade.

“Por que razão o presidente da República iria abdicar de sua atribuição? Até 1º de janeiro, eleito pelo povo brasileiro, o presidente é Luiz Inácio Lula da Silva”, completou Randolfe.

Consultados pela Agência Brasil, os líderes da oposição do Senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN) não confirmaram notícia veiculada na imprensa de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria dito que não pautaria mais uma nova indicação do Planalto.

Alcolumbre não falou com a imprensa desde o final da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o lugar do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro do ano passado.

Cenário político

O líder do governo Randolfe Rodrigues argumentou que a derrota na votação do nome de Messias ao STF era esperada devido às circunstâncias políticas do momento.

“Temos uma circunstância pressionada pelo calendário eleitoral. Então, o risco da derrota na votação de ontem era algo previsto. O que foi apreciado ontem não foi o currículo do ministro Jorge Messias, não foi sua competência e capacidade para ser ministro do STF.”

O parlamentar avalia que a votação de ontem foi “uma antecipação do processo eleitoral. A oposição resolveu fazer isso durante a escolha de um ministro do Supremo Tribunal Federal”.

Lula anuncia novo Desenrola para a próxima semana com até 20% do FGTS

Fim da escala 6×1 também foi lembrada em pronunciamento do presidente
Agência BrasilBrasília (DF), 30/04/2026 - Pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o dia do trabalhador.Frame Canal GOVO presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Frame Canal GOV
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (30), em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, que o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada, será lançado na próxima segunda-feira (30). 

A iniciativa deve oferecer descontos significativos de até 90% nas dívidas e permitir o uso de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

Lula destacou que quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o presidente em cadeia nacional de Rádio e TV. 

O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também projeta impacto relevante na economia, inclusive com a liberação de recursos do FGTS para pagamento de dívidas.

Lula também destacou que o fim da escala 6×1 representa um “passo histórico” para o país. A proposta, já enviada ao Congresso, prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Na fala, Lula destacou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convivência familiar, além de alinhar o Brasil a modelos de jornada considerados mais equilibrados em outros países.

“A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores”, disse Lula. 

“Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, complementou.

O tema tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

Além dessas duas medidas, Lula também abordou outros temas no discurso, como taxas reduzidas de desemprego e de inflação, ampliação da licença paternidade, mudanças no imposto de renda e auxílio para gás de cozinha. E afirmou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, ações do governo brasileiro têm impedido a população de lidar com efeitos do aumento global do preço do petróleo. 

“Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, disse Lula.

Urandi: Filho chega bêbado em casa e ameaça mãe de 49 anos

Filho chega bêbado em casa e ameaça mãe de 49 anos em Urandi
Foto: WhatsApp

Uma madrugada de tensão marcou a vida de uma mulher de 49 anos no bairro Girassol, em Urandi. Por volta de 0h50 desta quinta-feira (30), o 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionado para intervir em uma ocorrência de violência doméstica que envolvia mãe e filho. Segundo o relato da vítima aos policiais, o jovem de 26 anos chegou à residência da família visivelmente embriagado e passou a proferir graves ameaças contra ela.

Ao chegar no local, a guarnição constatou o estado de choque da vítima, mas o agressor já havia fugido. Os policiais militares realizaram rondas intensivas por diversas ruas do bairro e em setores próximos, na tentativa de localizar o suspeito em flagrante, porém ele não foi encontrado até o momento.

Diante da fuga do autor, os agentes orientaram a mulher a formalizar a denúncia na Delegacia de Polícia Civil para que medidas protetivas possam ser aplicadas. O caso agora segue sob acompanhamento das autoridades locais, que buscam qualificar a natureza das ameaças e garantir a segurança da moradora. A Polícia Civil deve investigar se este foi um episódio isolado ou se há histórico de violência anterior entre os familiares.

Bom Jesus da Lapa: Mãe e padrasto foram presos acusados de abusar de menina de 13 anos

Mãe e padrasto são presos acusados de abusar de menina de 13 anos em Bom Jesus da Lapa
Foto: WhatsApp

Nesta quarta-feira (29), uma mulher de 29 anos e o seu companheiro de 35 anos foram presos no Bairro Morrão, em Bom Jesus da Lapa, na região oeste da Bahia. Eles são acusados de praticar crimes contra a dignidade sexual de uma menor de 13 anos, filha da mulher.

De acordo com informações da ocorrência, o fato aconteceu no mês de dezembro de 2025 quando a vítima, que tinha 13 anos na época, residia com a genitora e seu padrasto. Durante uma visita ao pai (que tinha a guarda compartilhada da menor), a mesma relatou os abusos ao genitor, que imediatamente procurou a delegacia de polícia de Bom Jesus da Lapa, onde foram realizados exames periciais e foi registrada a ocorrência.

A polícia chegou até o casal através de denúncias recebidas que possibilitaram a reunião de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva. Na ocasião, um aparelho celular foi apreendido e será encaminhado para análise pericial, visando auxiliar o aprofundamento das investigações.

A operação foi deflagrada pela 24ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em parceria com o Serviço de Investigação da Delegacia Territorial de Bom Jesus da Lapa.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram adotadas todas as providências legais cabíveis, sendo os investigados devidamente cientificados dos seus direitos constitucionais. O casal segue preso à disposição da justiça.

Feira de Santana: Esquema de locação de veículos e apropriação indébita foi desarticulado

Esquema de locação de veículos e apropriação indébita é desarticulado em Feira de Santana
Foto – Divulgação / Polícia Civil

Na tarde desta terça-feira (28), um esquema criminoso envolvendo locação fraudulenta de veículos e apropriação indébita, com indícios também da prática de extorsão e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, foi desarticulado pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), em Feira de Santana.

De acordo com as investigações, diversos veículos foram alugados mediante o uso de documentos de terceiros, conhecidos como “laranjas”, e não foram devolvidos às locadoras. O prejuízo estimado com a apropriação dos automóveis chega a R$ 892 mil. A apuração também indica que parte desses veículos teve o sistema de GPS adulterado e foi levada para os municípios de Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista.

A ação ocorreu após sete vítimas comparecerem simultaneamente à unidade policial, relatando que dois ex-colegas de trabalho teriam solicitado seus dados pessoais para realizar a locação de automóveis. Para convencê-las, os suspeitos alegaram estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, o que os impediria de realizar o aluguel.

Enquanto registrava o boletim de ocorrência, uma das vítimas foi contatada por um dos suspeitos, que passou a exigir dinheiro para devolver um dos veículos. Diante da situação, foram realizadas diligências que resultaram na prisão em flagrante de um dos acusados, no bairro SIM. Ele estava na posse de dois veículos, tentou fugir, mas foi capturado.

O homem, de 23 anos,  foi autuado em flagrante pelos crimes de extorsão, apropriação indébita e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, uma vez que um dos automóveis estava sem placas de identificação. Ele também estava com a chave de outro carro.

Outro suspeito de participação no esquema, também foi localizado e conduzido à delegacia. Após ser formalmente interrogado, foi liberado por não se encontrar em situação de flagrante, mas continua respondendo a inquérito.

As investigações seguem em andamento para identificar o paradeiro dos demais veículos envolvidos, bem como apurar a eventual participação de outros integrantes no esquema criminoso.

Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria

Medida beneficia condenados por golpe de Estado
Agência BrasilBrasília – DF- 30/04/2026 – Sessão do congresso que está discutindo o veto integral ao projeto de lei da dosimetria de penas. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.© Lula Marques/Agência Brasil.

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023. O projeto de lei segue para promulgação. 

No Senado, foram 49 votos favoráveis à derrubada do veto e 24 contrários Eram necessários 41 senadores para derrubar o veto presidencial.

Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram para beneficiar os golpistas, enquanto 144 deputados votaram contra e cinco se abstiveram. Eram necessários 257 votos para derrubar o veto.  

Antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), fatiou a votação, excluindo os trechos que beneficiariam criminosos comuns ao reduzir o tempo para progressão de pena, mudança prevista no texto aprovado em dezembro de 2025.

O PL 2.162 de 2023 foi incluído como pauta única na sessão de hoje, entrando na frente de mais de 50 vetos, parciais ou totais, que aguardam na fila para análise do Parlamento.

O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), pediu questão de ordem contra a votação do PL por entender que outros vetos teriam preferência, mas o apelo foi rejeitado por Alcolumbre.

“Nós estamos votando o tema da democracia e, portanto, o futuro de novas aventuras golpistas se derrubar este veto, uma vez que está defendendo um grupo determinado, que é o de Jair Bolsonaro, e os generais golpistas que tentaram implantar golpe no país”, disse a liderança governista.

Uczai lembrou ainda do plano de assassinatos contra o presidente eleito e o vice previsto na trama golpista.

“Não é esquerda ou direita. É se nós queremos democracia ou golpe ou ditadura, autoritarismo no Brasil. Liberdade, democracia, sim, ditadura nunca mais.”

A derrubada do veto foi defendida pelo senador Espiridião Amim (PP-SC), relator do PL, que justificou que o julgamento da trama golpista não teria sido justo.

“Eu quero, em primeiro lugar, dizer a todos os congressistas que estão aqui que este é um dia que pode permitir que se galgue ou se supere o primeiro degrau para a justiça e para a harmonia política no Brasil”, disse o parlamentar.

Razão do veto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o chamado PL da Dosimetria por entender que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia.

“[O PL] daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República”, justificou o Palácio do Planalto.

Entenda

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).