Tag: Volta as aulas

Vit. da Conquista: Educação municipal acolhe e capacita os servidores para as aulas semipresenciais

Secom/PMVCDando sequência às ações preparatórias para o início das aulas semipresenciais na rede municipal a Secretaria de Educação (Smed) iniciou nesta segunda-feira (19) a semana de acolhimento aos profissionais das 24 escolas selecionadas para voltar a funcionar. Ao longo de cinco dias, em encontros realizados no Centro de Aperfeiçoamento Profissional (CAP) da Uesb, auxiliares de higienização, o primeiro grupo a participar da etapa preparatória, motoristas, professores, monitores, vigilantes e equipe gestora das unidades receberão orientações sobre normas de segurança e esclarecerão dúvidas.

“Estamos atentos à proteção, ao estado psicológico e acolhimento desses servidores com o retorno, por isso, essa formação foi pensada, bem como para falar sobre as normas de segurança e os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que a Smed tem colocado à disposição deles. Além de reforçar, em nome do secretário Edgard Larry, que a secretaria está aberta para eles, atenta e consciente de que o trabalho precisa ser feito de forma conjunta”, explicou o coordenador de Recursos Humanos, Alisson Sá.

Auxiliar de higienização na Escola Municipal Maria Leal, Emiliana de Jesus, aprovou a iniciativa da Smed em realizar a preparação para a equipe de profissionais. Ela disse que o encontrou serviu para tranquiliza-la mais. “É necessário que a gente chegue às escolas com essas orientações, por isso, esse encontro foi muito importante, assim como as informações passadas. E se Deus quiser, ele vai nos dando a graça de permanecermos abertos até normalizar tudo”, destacou Emiliana.

Na última semana, a equipe técnica da Coordenação de Alimentação Escolar começou a capacitação in loco das manipuladoras de alimentos. E nesta terça-feira (20), por meio de plataforma online, será realizado um curso sobre Boas Práticas na Alimentação Escolar.

TJ-SP derruba liminar e libera aula presencial

Foto: Reprodução/Apatej

O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou nesta sexta-feira (29) a liminar que havia suspendido o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas do estado. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) disse que irá recorrer da decisão.

Ao conceder a nova decisão, a Justiça atendeu a um pedido do governo de São Paulo e autorizou a retomada das aulas presenciais mesmo nas fases mais restritivas do plano estadual.

De acordo com o G1, o presidente do TJSP, Geraldo Francisco Pinheiro Franco, afirmou que cabe às famílias decidir se as crianças devem ir presencialmente à escola ou não. As escolas estão autorizadas a funcionar só com 35% do total de alunos por dia.

Manaus completa 1 mês de aulas com bons exemplos; sobrecarga de professores é desafio

Foto: Matheus Castro/G1

Manaus completa, nesta quinta-feira (10), um mês do retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino. A cidade foi a primeira capital do país a retomar as atividades, quase cinco meses após o início da pandemia do coronavírus. Voltaram apenas alunos do ensino médio e do programa de Educação para Jovens Adultos (EJA) – cerca de 110 mil estudantes.

O ensino fundamental e o básico não têm data para o regresso, e a transmissão de aulas ocorre pela internet e pela TV aberta. Dentro das 123 escolas da rede estadual em Manaus, foram adotadas medidas de segurança, como sabão nas pias, álcool gel e medição de temperatura, por exemplo. Mas há também problemas e desafios.

Professores relatam sobrecarga de trabalho, pais temem o transporte coletivo lotado e alunos dizem que regras nem sempre são cumpridas. O cronograma de retomada das atividades estabelece alternância entre aulas presenciais e à distância.

De acordo com o G1, a ocupação das salas foi reduzida a 50% da capacidade. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está entre os países que fecharam as escolas por mais tempo em razão da pandemia de Covid-19 – 16 semanas até o fim de junho. A média das nações do grupo é de 14 semanas.

Ibope: Para 72% dos brasileiros, aulas só voltam com vacina

A volta às salas de aula encontrará resistência no Brasil. Pesquisa do Ibope encomendada pelo jornal o Globo mostra que para 72% dos entrevistados os alunos só devem retornar presencialmente às escolas depois que uma vacina para o novo coronavírus estiver disponível. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 31 de agosto, pela internet, com 2.626 brasileiros com mais de 18 anos e das classes A, B e C.

Atualmente, apenas o estado do Amazonas já liberou o retorno presencial às escolas. São Paulo e o Rio Grande do Sul seguem a mesma medida a partir de amanhã (08). Rio de Janeiro, Piauí, Pernambuco e Pará também já têm datas marcadas que vão do próximo dia 14 até outubro.

Todos possuem planos para a volta de forma escalonada e com medidas de prevenção. O Acre, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), está em fase de planejamento. E os outros 19 estados não têm data definida.

Qualidade da merenda escolar depende de ações pontuais das prefeituras, afirma presidente da Undime

Fonte: Brasil 61

Luiz Miguel Martins afirmou que os municípios já estão organizando projetos que permitam o retorno das aulas presenciais, mas tomando todas as precauções para evitar que esse regresso ponha em risco a saúde de alunos, professores e funcionários

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, afirmou que a merenda escolar tem chegado às escolas do país. No entanto, ele ressalta que a complementação para que essa alimentação seja de qualidade ainda depende de ações pontuais das prefeituras, por meio de um trabalho conjunto entre as unidades de ensino com a assistência social dos municípios.

“O Programa Nacional de Alimentação Escolar é universal. Então, uma vez determinado, é necessário que se dê acesso a todos os alunos. A merenda está chegando, os kits estão chegando. Mas, é importante a gente explicar que cada aluno, de primeiro a nono ano, recebe o recurso da ordem de R$ 8 por mês. É um valor muito baixo. Ainda assim os municípios têm feito esforços, tem conseguido avançar e garantir esse kit complementar para alimentação”, garantiu o presidente.

“Nós recebemos hoje, nesse parâmetro que eu te passei, R$ 0,39 por refeição. Nós consideramos que, dificilmente é possível fazer uma alimentação de qualidade tal qual é oferecida por menos de R$ 1,80, R$ 2,00”, complementou.

Luiz Miguel Martins também comentou sobre a Proposta de Emenda à Constituição 26/2020, que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A proposta já foi aprovada na Câmara e, atualmente, é analisada pelos senadores. Para o presidente, da maneira que foi aprovada pelos deputados, a PEC pode não beneficiar de maneira eficiente todos os municípios brasileiros.

“Para que ele pudesse ser, de fato, redistribuído a todos os municípios carentes, teria que ser a proposta original, que foi apresentada com 40% de complementação da União. Com 20% não há essa cobertura. Mas, ainda assim, os avanços são grandes. Principalmente avanços no sentido de atender a Educação Infantil, o que ajudará muito nessa fase que ainda estamos longe de atingir as metas nacionais de matrículas”, avaliou.

Autor do PL das Fake News, senador Alessandro Vieira dispara sobre suposta censura: “Ou não leram o projeto ou querem enganar as pessoas”

“Renda Brasil deve ser enviado ao Congresso em 30 dias e irá substituir o Bolsa Família”, diz Onyx Lorenzoni

Outro ponto abordado durante a entrevista foi o retorno das aulas presenciais nas escolas do País. Sobre esta questão, o presidente da Undime afirmou que os municípios já estão organizando projetos que permitam o retorno às aulas dentro do próprio ambiente escolar, mas tomando todas as precauções para evitar que esse regresso possa pôr em risco a saúde de alunos, professores e funcionários das escolas.

“Esses protocolos são complexos, porque dependem de informações da saúde, depende de uma articulação com outros setores, como assistencial social, como setor financeiro das prefeituras para que consigamos garantir a oferta de uma recepção com segurança”, pontuou.

“Pensar e organizar os protocolos não quer dizer que efetivamente iremos voltar sem ter essa garantia de que não há um risco maior do que aquele que a criança possa estar sujeita no seu dia a dia, em casa ou algo dessa natureza. Os municípios e os estados estão empenhados. Estamos trabalhando, na medida do possível, conjuntamente”, concluiu Martins.

Ainda a respeito desse ponto, o presidente afirmou que existe um comitê operativo e emergencial do Ministério da Saúde que trata das questões desse momento de crise. Segundo ele, a Undime tem cobrado da Pasta um programa e o financiamento de ações que permitam o retorno às aulas presenciais com segurança. “Gostaríamos que o diálogo tivesse mais adiantado, mas com toda essa questão de troca ministerial, isso ficou travado. A expectativa é de que isso possa avançar agora”, projetou Luiz Miguel Martins.