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DOIS DE JULHO DE 1823

Por Antônio Santana

Colunista da Folha – Professor, Escritor e Poeta Antônio da Cruz Santana

Parabenizo a nossa querida Bahia, pela passagem do seu aniversário da sua Independência da Corte Portuguesa.

Tenho a certeza de que muitos foram os personagens da nossa história, que derramaram sangue e que lutaram bravamente para que nós pudéssemos chegar até aqui em 2019. Porém, não tenho dúvidas de que ainda não conquistamos à liberdade que à Bahia mereça ter para e com o seu povo. Porque infelizmente, ainda praticamos uma política partidária de 1534, mergulhados e vivendo com o pensamento num contexto imperialista coronelista sem data prevista para finalizar esse Sistema perverso.

Diante do exposto, cabe-nos perguntar a maioria dos baianos(as): aonde está a nossa independência? Quem se sente independente por completo na Bahia?

Obviamente que muitos vão dizer que mudou muita coisa de lá pra cá, e é verdade. Apenas a nossa forma de praticar a política(gem) continua a mesma: de perseguição a quem se opõe a uma ideologia diferente daquela de quem está temporariamente no Poder, da falta de oportunidade a quem tem competência, da marcação e de tantas outras formas de intimidações ao direito democrático que muitos deles desconhecem por maldade.

Por isso, é que eu sonho em um dia ver não somente à Bahia como também o Brasil, caminharem livres e independentes desses coronéis que atrasam a nossa nação brasileira.

a História do Dia 2 de Julho – Independência da Bahia

A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.

Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes. Continue lendo a História do Dia 2 de Julho – Independência da Bahia

Junho de 2019: 40 anos da morte de Woquiton Fernandes Teixeira

Por André Koehne

Dr. Woquiton Fernandes Teixeira

O dia 26 de junho de 2019 marca quatro décadas da morte de uma das figuras mais emblemáticas da política caetiteense no final do século XX: o médico Woquiton Fernandes Teixeira.
Nascido no dia 17 de maio de 1934, filho de D. Josefina e Franco Fernandes; dizem que era para ser registrado como “Washington”, mas um erro do escrivão consagrou o neologismo “Woquiton” que o tornava até então único. Formou-se em Medicina em Salvador, cidade onde conheceu a esposa Edelweiss Yeda Nunes, com quem teve três filhos: Hasama, Janssen e Jimena.

Em 1962, ano de sua formatura, Woquiton volta para a Caetité natal onde jazia fechado um hospital erguido durante a gestão do governador Antônio Balbino em parceria com a Diocese de Caetité; graças a ele e outros colegas como Carlos, Lely e Zequinha, as instalações foram finalmente inauguradas e a iniciativa colocava Caetité como pioneira na região ao possuir o primeiro hospital digno desse nome no sertão; aquela novidade também gerou um fluxo de pacientes acima do esperado, como o próprio Woquiton narrava, divertindo-se: ora era uma mulher que se queixava de uma dor que, no exame, revelava ter sentido cinco anos antes; ora um senhor que vinha examinar um ferimento já cicatrizado: todos queriam “experimentar” o hospital e os seus novos doutores… Continue lendo Junho de 2019: 40 anos da morte de Woquiton Fernandes Teixeira

HISTÓRIA: Dorina de Gouvêa Nowill estaria completando 100 anos hoje 28/5/2019

A História de Dorina de Gouvêa Nowill

Dorina Nowill ao lado de Dorinha, personagem da Turma da Mônica criada em sua homenagem (Fundação Dorina Nowill/Reprodução)

Sobre a Dorina
A Fundação Dorina leva o nome de sua idealizadora, Dorina de Gouvêa Nowill. Mais do que uma fundação, ela deixou a oportunidade de viver com dignidade à pessoa com deficiência visual e, às pessoas que enxergam, uma lição de vida.

Perseverança, caridade, resignação e paciência são as lições deixadas por esta paulista que enxergava o mundo com os olhos da alma.

Mas quem foi essa mulher e quais eram suas motivações? Saiba mais sobre nossa presidente emérita e vitalícia, que conviveu durante 74 anos com a cegueira e fez disso sua missão de vida.

Quem foi
Dorina nasceu em São Paulo, no dia 28 de maio de 1919 e acabou ficando cega aos 17 anos de idade, vítima de uma doença não diagnosticada.

Ela foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, e conseguiu a integração de outra menina cega num curso regular da mesma escola. Posteriormente, Dorina colaboraria para a elaboração da lei de integração escolar, regulamentada em 1956. Continue lendo HISTÓRIA: Dorina de Gouvêa Nowill estaria completando 100 anos hoje 28/5/2019

Carolina Maria de Jesus, a escritora estaria completando 105 hoje se fosse viva

Carolina Maria de Jesus, estaria completando hoje 105 anos de idade

Carolina Maria de Jesus (Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977) foi uma escritora brasileira, conhecida por seu livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada publicado em 1960.

Carolina de Jesus é considerada uma das mais importantes escritoras do Brasil, e também uma das primeiras escritoras negras do Brasil.[1] A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, tem seu diário publicado sob o nome Quarto de Despejo, com auxílio do jornalista Audálio Dantas. O livro fez um enorme sucesso e chegou a ser traduzido para quatorze línguas.

Carolina de Jesus era também compositora e poetisa. Sua obra permanece objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Juventude
Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais,[2][3] numa comunidade rural, de pais analfabetos.[4] Era filha ilegítima de um homem casado e foi maltratada durante toda sua infância.[5] Aos sete anos, sua mãe a obrigou a frequentar a escola, depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar seus estudos,[5] mas ela interrompeu o curso no segundo ano, tendo já conseguido aprender a ler e a escrever e desenvolvido o gosto pela leitura.[4] Continue lendo Carolina Maria de Jesus, a escritora estaria completando 105 hoje se fosse viva

Essa estória de história com “H”

Por Nando da Costa Lima

Isto faz parte da história. É claro que a gente, além de aumentar um poquinho, só revela o milagre! É que os fatos e a imaginação se misturam na memória, tem muito tempo que escutei! Foi em 1950, quando Getúlio Vargas, em campanha presidencial, veio parar aqui em Conquista. Os “cumpade” Cabo Thiago, Dória e Alfredinho foram os responsáveis pela segurança da ilustre visita. Tinha gente de tudo que é canto: Guigó, Piripiri, Ibicuí, Iguaí, uma comitiva de poetas de Poções, Lagoa da Pedra, Jequié… Tinha gente até do norte de Minas. O Bicho de Pedra Azul não veio não, é mentira. Ele estava numa passeata em São Paulo. O evento se tratava de um ex-presidente concorrendo novamente à presidência. Uma das imprensas mais tradicionais da Bahia já naquela época, a de Condeúba, veio cobrir o evento, não era qualquer coisa não! A cidade se preparou, tava um brinco. O candidato chegou num dia e se picou no outro, foi o presidente que mais demorou em Conquista. Tinha que sair catando votos e apagando a fama de ditador Brasil afora. Aqui em Conquista o foguetório em sua homenagem foi comentado até em Salvador. O comício foi na Praça Barão do Rio Branco, que faz parte da história política de Conquista. A praça tava lustrando! Parecia uma capital no feriado de 7 de Setembro, só tinha gente arrumada! Mas, como em todo comício, tinha vendedor de tudo o que se pode imaginar: mariola, quebra queixo, taboca, rolete de cana, doce de umbu, pirulito…”Olha o pirulito enfiado no palito”. E é claro, não podia faltar doido, como a Terra do Frio sempre foi carente de doidos, mandaram buscar dois numa cidade vizinha. Comício sem doido não é comício. Um discursando a favor e o outro contra o presidente. Correu tudo como planejado pelas senhoras da terra, o comício foi impecável e o ex-presidente ficou muito grato com a simpatia e os prováveis votos obtidos no Planalto da Conquista. A Terra do Frio parece que votou fechado com Getúlio Vargas, tem até um busto dele na Serra do Maçal (quanto à votação unânime, eu não tenho certeza. Dr. Rui Medeiros pode informar melhor sobre isso e sobre o caso seguinte). Continue lendo Essa estória de história com “H”

Condeúba: Hoje dia 3 de março de 2018, completa meio século da destruição da cidade baixa pela enchente do Rio Gavião

Por Oclides da Silveira

Ponte Imaculada Conceição sobre o Rio Gavião

Triste e dolorosas catástrofes surgiram em Condeúba, quando das enchentes do Rio Gavião, que deixou parte da cidade debaixo de água, transformando em descombros e ruínas, com as enchentes que ocorreram nos meses de abril de 1914, 03 de março de 1968 e por último a enchente de 1989. Sendo a que mais causou estrago foi a enchente de 1968, que hoje dia 3 de março de 2018, está completando meio século. Continue lendo Condeúba: Hoje dia 3 de março de 2018, completa meio século da destruição da cidade baixa pela enchente do Rio Gavião

Conquista Assim Tudo Começou

Por Nando da Costa Lima

Nando-NandãoA mata estava nublada, não dava pra enxergar um palmo adiante do nariz, o frio gelava os ossos, mesmo cansados e congelados os homens continuavam a caminhada mata adentro, o capitão mor tinha dobrado o pagamento para que aquela empreitada se realizasse antes do sol nascer. Tinham que acabar com aqueles índios que estavam impedindo a entrada da civilização na melhor faixa de terra do planalto. Eram as terras dos mongoiós, uma gente pacífica que apenas reagia às invasões de sua terra, só queriam permanecer no lugar que era seu por direito , eles estavam a mais de uma légua da grande aldeia justamente para impedir a entrada dos desbravadores, estavam em maior número , mas as armas usadas pelos brancos desequilibraram a batalha. Era tanto índio , que os clavinotes explodiam de tanto serem recarregados. A briga foi feia, o mestre de campo quando viu que seus homens estavam fraquejando, prometeu ajoelhado que construiria uma capela naquele local, pra Nossa Senhora das Vitórias, se eles derrotassem os índios. O resto do pessoal se contagiou com a fé do chefe, lançaram mão dos facões e decidiram a batalha no combate corpo a corpo, a luta foi penosa, mas eles saíram vitoriosos. Os índios que não morreram foram capturados. Continue lendo Conquista Assim Tudo Começou

Artigo: O oprimido e a opressão

Artigo:  Levon Nascimento

ditadura-para-a-ordem-e-para-o-progressoA opressão não seria tão violenta e persistente se não contasse com o conformismo ou, até mesmo, a colaboração dos oprimidos frente aos opressores.

Os 350 anos da brutal e desumana escravidão negra no Brasil não teriam durado tanto se, num dado momento da história, muitos escravizados não tivessem começado a achar que aquilo era destino (sina) e, outros, a navegar no próprio sistema escravocrata, passando a colaborar com seus senhores em troca de pequenos favores, à forma de migalhas: os capitães do mato.

A dominação feminina em diferentes tempos ou em diversos tipos de sociedade, só foi possível graças ao fato da maioria das mulheres aceitarem a condição de submissas ao poder discricionário dos homens. Continue lendo Artigo: O oprimido e a opressão