Categoria: Cultura

Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento

Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento

pelo jornalista João Renato Diniz Pinto

Prezado Levon,

A primeira vez que ouvi a palavra Taiobeiras foi no segundo grau quando estudava no Colégio Padrão/Pitágoras nos idos de 1995, 1996 e 1997. Fui colega de Nikolas, sobrinho da professora de Português, Rosane Bastos, um dos negros da turma. Cruzeirense e muito inteligente. Depois só retornaria a ter contato com Taiobeiras e o Alto Rio Pardo de Minas pelo blog (diário virtual) do sociólogo Levon Nascimento nos idos de 2003 e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O professor da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves retirou a conjunção “de” do nome. Na minha opinião, o “de” representa a linguagem da população norte-mineira e sua generalidade. O “do” ou o “da” é mais específico. Em fevereiro de 2007, voltei a ter contato com Taiobeiras na posse do padre diocesano, negro e baiano Inivaldo Fernando de Lima na Paróquia São Sebastião. Dom Geraldo Majela de Castro passava o comando da Arquidiocese de Montes Claros a dom José Alberto Moura. Continue lendo

Tudo passa…

POR Paulo Henrique

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tudo passa…

Sabe aquela impressão de que temos tudo?
Ilusão nossa, pobre impressão
Nada temos neste mundo
Tudo vem e vai em um mistério profundo…

E quando acordamos e pisamos no solo?
Olhamos para o céu, para o horizonte…
E vem aquele desejo de eternidade aqui no mundo, já agora, de imediato
Isso é saudável? Nos faz bem?
Ilusão de almas, pensamento em vão, abstrato.

Nada aqui é eterno…
De graça recebemos e de graça devemos dar.
Somos os administradores do tempo presente
Somos os gestores de dons e talentos.

E os anos cruéis que não nos oferecem perdão
Vão virando as folhas do calendário em rápida ação
Mêses e semanas que vivenciamos
Tempos de alegrias, tempos de tristeza, tempos de missão

Será que valeu a pena?
Será que basta nascer, crescer e ser gente?
É preciso ser mais, bem mais
Precisamos ir além… Precisamos ser eternos também

E somos chamados a ficar em um mundo que passa
Ficar aqui depois que partirmos
Ficar em pensamento, em sentimento, com aquilo que nós fizemos

Não deixemos que tudo passe em vão
Vamos perceber a graça que permanece
A beleza do sagrado que prevalece
O eterno de um mundo passageiro, mas que será eterno em forma de prece que se eleva ao eterno da luz que tudo amanhece…

Eu nasci poucos anos depois do fim da última grande guerra

Texto: Adriana GiampietroEu nasci poucos anos depois do fim da última grande guerra, e desde pequena ouço falar que a Terceira Guerra Mundial provavelmente iria dizimar grande parte da raça humana.

Acho que chegamos nela e nem nos demos conta disso.

A diferença é que eu, na minha inocência, acreditava que seria uma briga de algum país rico, contra outro país rico, em busca de alguma riqueza maior ainda. Que esses países inventariam bombas terríveis e com toda força bélica iriam demonstrar quem era o mais forte… Errei… Errei feio…

Descobri que o país mais forte na terceira guerra mundial, não é o que tem mais armas de fogo. Não é o que investiu em força bélica, ou armamento nuclear.

O país que vai ganhar a guerra é aquele que soube investir na *ciência, na saúde e em sua infraestrutura hospitalar*, porque o inimigo não morre com um tiro, ele é invisível.

Mas, em uma coisa eu estava certa…Muitos vão morrer.

Essa guerra está aí para inverter valores.

Veja:

O petróleo, sem consumo, não vale nada, não é mais ouro negro como sempre disseram…

O ouro hoje é em gel, e transparente… E só serve pra desinfetar.

Shoppings fechados, lojas desertas. Pra que comprar, se ninguém vai ver a bota nova comprada na loja cara logo no lançamento da Coleção outono-inverno?

Carros caros que não saem das garagens. Viagens desmarcadas.

A Disney perdeu o encanto e o Donald, dessa vez o Trump, pede para que os americanos fiquem em casa.

Em todas as línguas a palavra mais falada é essa mesmo “casa”… Que ganha um novo significado, além de morada vira “abrigo”.

A muralha da China não impediu que o vírus se espalhasse. Deixamos todo o trabalho em cima das mesas e de um dia para o outro, tudo parou…

Tenho a sensação de que não me despedi de ninguém… Fico imaginando que eu não posso perder ninguém, nem ir embora desse mundo sem me despedir.

Será que abracei o suficiente? Será que disse a todos o quanto eu os amo… Não sei…

Essa Guerra me deixou sem chão, verdades tão óbvias apareceram e quebraram paradigmas.

Precisou que o mundo parasse e o vírus ameaçasse nossa sobrevivência para que os pais percebessem que educação se faz em casa. E que escolas são centros de socialização.

Que ensinar não é fácil e que professores são muito mais heróis do que aqueles que o cinema mostra.

Que os mitos estão nos hospitais, de máscaras e sem condições de trabalho e não no Planalto onde a idiotização das pessoas toma forma humana e sem escrúpulos.

Se você aprendeu com a sabedoria dos mais velhos, sorte a sua, o mundo depois dessa tsunami será mais jovem, com menos rugas e menos sábio…
Ou talvez a sabedoria apareça nesse tempo, desde que ele sirva para entendermos que viagens foram canceladas porque a grande viagem que deve ser feita é pra dentro de nós mesmos.

Para que você entenda que o importante não são os custos, mas os valores.

Que essa guerra sirva pra que você reveja seus conceitos, entenda que rico é o trabalhador, sem ele não existe riqueza.

Que sem o homem a natureza é mais feliz e o céu mais azul.

Que amigos usam a tecnologia pra se fazer perto, e que não existe distância para aqueles que se amam.

Que vencer uma guerra no sofá é uma bênção, e está em suas mãos. Sua casa é sua trincheira e na terceira guerra mundial a granada mais perigosa é água e sabão.

E quando passar, olhe pra essa quarentena e veja que ela foi apenas o tempo de incubação, que você precisou para renascer.

O SOFRIMENTO

POR Santana

 

 

 

 

 

 

O sofrimento é lento sem momento,
Não observa o tempo nem voa ao vento.
Ele é quieto e observa as pessoas de perto,
Esconde – se na dor da emoção e da razão.

O sofrimento é a dor do acontecimento,
É a chama do mundo do isolamento,
É uma tempestade de tormento,
É como uma torneira com vazamento.

O sofrimento é a prisão do pensamento,
É como a infelicidade sem idade, sem sociedade,
É como uma fuga para o centro do arrependimento,
É como a dor de um choro sem consolo de um tolo.

É como uma semente sem dente, sem gente.
O sofrimento é a antecipação do medo de viver!
Da violência que não para de fazer sofrer,
Do sofrimento que não deixa gente amanhecer!

Antônio Santana,
Escritor e poeta.

O BRASIL EM TEMPO DE PANDEMIA – 2020

POR Santana

Professor e Poeta Antônio Santana

No Brasil, como se já não bastasse os inúmeros problemas que enfrentamos como corrupção, desemprego, violência conta a mulher, criança e adolescente, dentre outras situações. Agora, temos que lutar infelizmente, contra a falta de educação, da estupidez, da ignorância e da compreensão de parcela da população brasileira que insiste em subestimar a doença provocada pela COVID – 19, que por sinal tem levado muita gente à morte.

Vale ressaltar, que os governos estaduais e municipais por meio da aplicação de decretos e através de diversos veículos de comunicação, têm procurado orientar as suas respectivas populações locais quanto ao risco de contaminação e propagação do vírus no país.

É lamentável, que existem pessoas que irresponsavelmente resistem ao não cumprimento das orientações indicadas pela Organização Mundial de Saúde ( OMS), pelo Ministério da Saúde (MS) e pelas Secretarias estaduais e municipais de Saúde que pedem para que as pessoas permaneçam em suas casas e realizem todos os procedimentos de higienização e limpeza pessoal e ambiental (lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel e usar máscara) ao sair de casa e manter distanciamento entre uma pessoa e outra. Será que isso é pedir de mais para salvar ou preservar a sua vida e a do outro? Penso que brincar com uma situação tão agravante, é passar da condição insensível de egoísta para a irracionalidade humana sem precedente.

Neste sentido, é preciso que cada um faça a sua parte optando sempre pelas medidas preventivas de isolamento social já que não se tem ainda a vacina ou algum tipo de remédio cientificamente comprovado para curar os pacientes vítimas do novo coronavírus.

Pensem nisso!

O MUNDO DE HOJE

 

 

 

 

 

 

 

 

De guerras, conflitos e de homens ricos
De pobres que jamais deixarão de ser pobres
Dos imperialismos, socialismos e capitalismos
Do social cara-de-pau onde tudo é natural

O mundo de hoje
Em que a globalização é a luz da razão
Onde o cidadão vale hum milhão
E para a fome não tem perdão

O mundo de hoje
Em que o estudante parou de pensar
O cristão perdeu a capacidade de incomodar
A turma do “toma lá da cá”

O mundo de hoje
Em que a estupidez e a ignorância
Ainda se alcançam
Numa pobreza de liderança

A balança já não balança
A intolerância já não tolera
O homem inconsciente avança para a guerra
A reza não cura e nem tortura

O mundo de hoje
Para o homem moderno e pós – moderno
Parece não existir céu ou inferno
Ainda que tudo termine em um cemitério.

Antônio Santana,
Escritor e poeta.

O amor deveria ser livre

por Edtattoo

O amor, deveria ser livre essa obra prima da criação que se divide em partes.
Como o homem moderno transborda se em ego e por entre as frestas do conhecimento pouco se faz.
De antemão a culpa revela a causa, rainha do tempo de dor.”A culpa.”
Refém do desespero quando bate a porta e o silêncio de suas vidas espalham fagulhas, as plumas brancas em meio a guerra psicológica transfere para si o resultado de um sentimento em fúria.
O amor, essa emoção nova nos fez entender que estamos em declínio, todos nós precisamos voltar à amar.

Nada melhor que sonhar

Paulo Henrique Cordeiro

Quando se sonha, se voa alto
Quando o sonho é bom, se torna realidade
É sonhando que se conquista
A tão sonhada felicidade
Que não murcha e nem se finda
Mas que perdura pra eternidade…

O sonho povoa uma imaginação
Conquista pessoas para uma sã ilusão
Alimenta o amor e atrai a paixão
O sonho é liberdade pra qualquer escravidão
É sonhando que se faz verdadeira transformação

Nada melhor que sonhar
O sonho é um grande remédio
O sonho nos permite viajar, ir longe, voar…
O sonho só nos pode encantar
Encher nossa alma, fazer-nos cantar.

A História de Condeúba ficou mais pobre com a demolição da casa centenária que pertenceu ao Major Martinho Moreira

 

Era assim
E ficou assim

Nesta quinta-feira 19 de março de 2.020, dia Santo de São José, por volta das 20:00 horas a história dos casarões centenários de Condeúba, pôs fim em mais uma de suas raras unidades. Pois aquela casa que morou por muito tempo e foi propriedade do Major Martinho Moreira e lá também morou Melquisedeque, o qual inspirou o Sr. Políbio colocar o mesmo nome no seu filho o popular “Mequinha”. Morou também naquele imóvel o Sr. João Batista de Oliveira, também morou lá o Sr. José Francisco de Avelar. Todos foram figuras que tiveram destaques na História de Condeúba.

Esse imóvel tinha seguramente de 120 a 150 anos de construído, ainda foi feito com “adobão”, Patrimônio Cultural em estilo Barroco do Século passado. O seu endereço fica na Rua Major Martinho Moreira em frente ao Cristo, foi demolida ontem a noite, em flagrante desrespeito a Lei Municipal nº 938 de 31 de outubro de 2016. A chamada Lei do Tombo que diz em seu Artigo 1º – A preservação do patrimônio natural e cultural do município de Condeúba é dever de todos os cidadãos.

A demolição deste imóvel histórico, foi com certeza para fazer outra obra moderna no local e enfeiar a cidade, uma vez que os casarões são Patrimônio Cultural e referência na história do município. A culpa maior deste trágico acontecimento para a história de Condeúba, tal vez seja dos vereadores que fazem as Leis, mas não fazem cumpri-las, lamentavelmente. Continue lendo