Categoria: Cultura

Grupo de Atividades para Mulheres da Melhor Idade do Baixão – Comunidade de Olho d’Água

O Grupo de Atividades para Mulheres da Melhor Idade do Baixão, situado na Comunidade de Olho d’Água

O Grupo de Atividades para Mulheres da Melhor Idade do Baixão, situado na Comunidade de Olho d’Água, foi fundado em 23 de fevereiro de 2022 por Zélia Santana. Por motivos pessoais, Zélia precisou se afastar da coordenação do grupo. Posteriormente, Vera também assumiu a liderança ao lado de Érica. No entanto, ambas enfrentaram dificuldades pessoais e também precisaram se afastar.

Atualmente, quem está à frente do grupo é a senhora Telvina, que tem se destacado pelo entusiasmo e dedicação, sempre incentivando e animando as demais participantes.

O grupo começou com apenas quatro mulheres e, hoje, conta com a participação ativa de 25 pessoas, com idades variadas. Os encontros acontecem quatro vezes por semana — de segunda a quinta-feira, das 16h às 18h — na quadra poliesportiva do Baixão, que leva o nome de Jesuíno Benigno da Silveira.

Desde a fundação, muitos avanços têm sido observados. Algumas integrantes relatam que, no início, sofriam com dores no corpo, insônia, ansiedade, prisão de ventre e baixa autoestima. Hoje, celebram as melhorias significativas na saúde e qualidade de vida proporcionadas pela participação no grupo.

Nosso grupo já fez exibições em várias localidades, na semana passada estivemos dançando no evento realizado pela Igreja Católica do distrito de Alegre, foi muito bom, pois, participamos com outras comunidades vindas do município de Mortugaba, comunidade do Tamboril e do próprio Alegre.

As atividades são realizadas com o auxílio de materiais simples, como cabos de vassoura, garrafas e movimentos livres, acompanhando vídeos de exercícios disponíveis no YouTube.

“Nós nos organizamos com o que temos, mas o nosso grande sonho é contar com o apoio de um professor de educação física para nos orientar de forma mais adequada”, afirma a coordenadora Telvina.

Foi dado um passo importante para a fundação do Centro Cultural de Condeúba

Na ponta da mesa, Edu Viana mostrando o esboço do Projeto, para os demais participantes da reunião

Na manhã desta segunda-feira, 7 de julho de 2025, foi realizada uma importante reunião no Salão Paroquial de Condeúba, reunindo lideranças do poder executivo, legislativo e representantes da sociedade civil organizada.

O encontro teve como pauta principal a proposta de fundação do Centro Cultural de Condeúba. A ideia foi criada no III Encontro dos Condeubenses que em sua maioria, residem fora do município, a reunião foi convocada e conduzida por Eduardo Viana, conhecido popularmente como Edu Viana, que esteve acompanhado de sua esposa Eliana, dos filhos Eduardo Júnior e Renata Viana, além da nora Tati, que juntos ofereceram suporte à condução dos trabalhos.

Na abertura, Edu Viana agradeceu a presença de todos, deu as boas-vindas e apresentou um relato introdutório sobre o propósito da reunião. Destacou que o objetivo central é a criação do Centro Cultural de Condeúba, um espaço que pretende valorizar a cultura local, promover ações educativas e fortalecer os laços comunitários.

Após sua fala, Edu Viana abriu espaço para que os presentes pudessem se manifestar, dando início a um diálogo participativo e construtivo sobre os próximos passos para a concretização do projeto.

A professora Joandina foi a primeira a fazer uso da palavra. Destacou a importância daquela reunião, especialmente por tratar-se de um tema cultural. Relatou ainda estar esgotada de tanto lutar sem ver resultados compatíveis, mas manifestou esperança de que, dessa vez, seja possível retomar com mais força e, juntos, alavancar o desenvolvimento da tão sonhada cultura, “quando eu vencer”, afirmou.

Em seguida, o professor e poeta Antônio Santana, ex-diretor da Biblioteca Pública Municipal, considerou aquela uma grande oportunidade para a criação do Centro Cultural de Condeúba. Ele se colocou à disposição para colaborar no que for necessário e estiver ao seu alcance.

Já Elton Soares, historiador natural de Jacaraci e atualmente radicado em Guarulhos, São Paulo, sugeriu a criação de uma fundação composta por representantes do poder público e da sociedade civil. O objetivo, segundo ele, seria possibilitar a captação de recursos tanto da esfera pública quanto da iniciativa privada.

Thamires Duarte, representando o prefeito Micael Silveira, destacou a simpatia e o interesse do gestor em colaborar com a criação do Centro Cultural de Condeúba. Segundo ela, o prefeito não fará objeções em apoiar essa iniciativa e, inclusive, está promovendo uma reestruturação da Secretaria de Cultura — assim como de outras pastas — com o objetivo de dar mais ênfase às ações culturais no município.

O vereador Weberson Chaves, representando o Poder Legislativo de Condeúba, manifestou total apoio ao projeto e se comprometeu a cobrar dos poderes públicos — Executivo e Legislativo — o engajamento necessário para sua concretização.

Já o ex-prefeito Toinho Terêncio compartilhou sua experiência no processo de documentação para a criação do Centro Cultural de Condeúba e se colocou à disposição para colaborar com o que estiver ao seu alcance.

O ex-prefeito Guto manifestou, com muita propriedade, seu genuíno interesse pela cultura. Durante sua gestão, teve a importante iniciativa de criar a Secretaria Municipal de Cultura, demonstrando seu compromisso com o setor. Ainda que a estruturação tenha ocorrido nos últimos meses de seu mandato, foi um período em que a cultura teve avanços significativos, sob a condução do então secretário Oclides da Silveira.

Guto ressaltou que, com o apoio da sociedade civil e do poder público, é plenamente possível fazer a cultura avançar. Ele destacou, ainda, que a história de Condeúba é riquíssima e merece ser valorizada e preservada.

De minha parte, reafirmo meu compromisso em contribuir com o fortalecimento da cultura em nossa cidade. Estou pronto para somar esforços e ajudar a fazer com que esse setor volte a ter o destaque que merece.

Manoel Neto, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS), afirmou: “Estou apostando na atual gestão. Precisamos promover o diálogo sobre políticas públicas entre o poder público e a sociedade civil, para que possamos atender quem mais precisa”, concluiu o presidente.

Oclides da Silveira, que fez uso da palavra, ratificando a importância da parceria entre a sociedade civil e o poder público. Oclides apresentou exemplos de ações que deram certo e trouxeram bons resultados para a comunidade.

Estiveram presentes nesta reunião os ex-prefeitos Toninho Terêncio, Guto e Mara Rúbia; Lucas Juan, presidente do Legislativo, condeubense; o vereador Weberson Chaves; Thamires Duarte, representando o prefeito Micael Silveira; Maria Neuza e Luciana, representando a ADCC; os professores Loudes de Adriano, Políbio César e Wilson Meira, da cidade de Salvador; os escritores Antônio Santana, Aguinério Evangelista e Joandina Maria de Carvalho; Manoel Neto, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS); e Edu Vianna, que presidiu o encontro, acompanhado de sua esposa Eliana, dos filhos Eduardo Júnior e Renata Viana, e de sua nora Tati. Também esteve presente Oclides da Silveira, representando a imprensa local.

Durante a reunião, foi criada a Comissão Provisória, composta por:

Edu Vianna (presidente da comissão),

Toninho Terêncio Advogado,

Tamires Duarte, representando o Poder Executivo,

Weberson Chaves, representando o Legislativo,

Manoel Neto, representando a Sociedade Civil,

Oclides da Silveira, representando a Imprensa Local.

Fotos: Oclides/JFC

Mal-estar faz cantor Guilherme Silva ser atendido às pressas em Bom Jesus da Lapa

Mal-estar faz cantor Guilherme Silva ser atendido às pressas em Bom Jesus da Lapa
O cantor Guilherme Silva

O cantor Guilherme Silva precisou interromper sua agenda de shows após passar mal na última sexta-feira (27), enquanto estava em Bom Jesus da Lapa, na região oeste da Bahia. O artista se preparava para uma apresentação em Buritinópolis, no interior de Goiás, mas foi surpreendido por um quadro de forte desconforto abdominal.

Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe do cantor informou que ele foi levado imediatamente para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Após avaliação médica, foi recomendado repouso absoluto, o que resultou no cancelamento de todos os compromissos previstos para aquele dia.

A decisão foi tomada em conjunto pelas produtoras Soares Produções e Chandon Produções, responsáveis pela agenda de Guilherme, que priorizaram a recuperação do artista. “Foi orientado repouso imediato para evitar complicações no quadro clínico”, destacou um trecho da nota oficial assinada pelo próprio cantor.

Após o atendimento emergencial, Guilherme Silva foi transferido para Brasília, onde recebeu cuidados médicos adicionais e se recuperou bem. Neste domingo (29), às 22h, o artista estará de volta aos palcos, cumprindo a agenda e se apresentando na cidade de Guajeru.

Caetité: MP-BA firma acordo para preservação do patrimônio cultural

Caetité: MP-BA firma acordo para preservação do patrimônio cultural

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o prefeito de Caetité, Valtécio Neves Aguiar (PDT), para garantia da preservação do patrimônio cultural durante as festividades de 2 de julho e as celebrações religiosas em louvor à Senhora Santana e da Romaria em Bom Jesus da Lapa, as quais ocorrem em agosto e setembro.

O acordo, proposto pelo promotor de Justiça regional do meio ambiente, Jaílson Trindade Neves, foi assinado no último dia 17. Ele prevê que as estruturas utilizadas nos festejos ofereçam segurança às pessoas e aos espaços tombados e protegidos pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). O TAC também alcança a festividade do Carnaval.

Entre os compromissos assumidos pelo Município estão a adoção de medidas para evitar qualquer tipo de dano ou intervenção aos espaços tombados; a proibição da instalação de barracas e ambulantes em frente à Catedral de Senhora Santana; e conservação das vias públicas, especialmente os espaços próximos aos bens tombados. A fiscalização do cumprimento do compromisso será realizada pela equipe técnica do Ipac, Corpo de Bombeiros e pelas Polícia Militar e Civil.

MANIFESTO DE REPÚDIO À POLÍTICA CULTURAL DA SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DA BAHIA

Ver Petição Apoie esta Petição. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.

Gostaríamos de pedir a todas as pessoas da classe artística, grupos associações, e redes que assinem. Quem concordar e puder assinar, por favor assine e compartilhe.

MANIFESTO DE REPÚDIO À POLÍTICA CULTURAL DA SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DA BAHIA

Nós, profissionais da cultura da Bahia — artistas, produtores, técnicos, mestres da cultura popular, gestores, pesquisadores, educadores e agentes dos diversos segmentos que compõem o fazer cultural do nosso Estado — tornamos público nosso mais profundo repúdio à política pública cultural conduzida pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
É lamentável que um estado como a Bahia — matriz da cultura brasileira, berço de uma das mais vigorosas expressões artísticas da América Latina — não disponha de dotação orçamentária própria e estruturada para seu campo cultural. A atual gestão tem se apoiado quase exclusivamente em recursos de editais vinculados a leis emergenciais, criadas com o objetivo de mitigar os impactos da pandemia e não para substituir uma política cultural de Estado.
A produção artística não pode estar subordinada à lógica fragmentada e imediatista de interesses partidários na gestão pública. Qual o projeto cultural do Estado da Bahia? A cultura exige continuidade, investimento constante, planejamento, escuta ativa e compromisso com a diversidade da produção cultural baiana.
A insatisfação com a descontinuidade das ações culturais se manifesta em todos os segmentos do fazer artístico. Nos últimos dez anos, segundo dados do Observatório de Economia Criativa da Bahia (OBEC), o Estado reduziu sistematicamente seu investimento no setor. Trata-se de um desmonte progressivo que compromete não apenas a realização de projetos, mas a própria sustentabilidade econômica da cultura baiana.
Reivindicamos uma Secretaria de Cultura que compreenda a complexidade e a amplitude da cultura na Bahia, que conheça de fato a dinâmica de suas linguagens, territórios e tradições. Precisamos de uma escuta institucionalizada, continuada e comprometida com todos os profissionais da área — sem distinção ou favorecimentos.
A sistemática negação de diálogo, a falta de transparência e a ausência de critérios claros nos processos seletivos revelam o desinteresse da atual gestão em construir uma política pública séria, estável e sustentável para o setor. Esse contexto de exclusão e apagamento jamais promoverá o desenvolvimento de uma economia criativa sólida ou justa para a Bahia.
Demandamos:
• Uma política pública de Estado para a cultura, com linhas de apoio para os diferentes segmentos culturais;
• A previsão de recursos próprios no orçamento estadual para as diversas linhas;

• Publicação de parâmetros claros, transparentes e democráticos para a inscrição e seleção dos projetos;

• A realização periódica e calendarizada dos processos seletivos;
• Garantia de continuidade para os projetos culturais como princípio fundamental de qualquer política pública.
• A lei Nº 13193 DE 13/11/2014, publicado no DOE – BA em 14 novembro de 2014, na gestão do Governador Wagner e do Secretário de Cultura, Albino Rubin que cria o Plano Estadual de Cultura da Bahia está até hoje à espera de regularização. A existência de uma lei que sirva de eixo tanto para os fazedores de cultura como para os gestores públicos é fundamental, demandamos sua regularização.
• A escolha de cargos são prerrogativas do governo, contudo se faz necessário que a escolha dos gestores públicos seja fundamentada no conhecimento, experiência, credibilidade na área e representativos de diferentes perspectivas e backgrounds.
• A arte é sempre uma expressão de um tempo. Cabe ao poder público criar as condições para que as expressões culturais se desenvolvam, registrem o momento histórico e criem memória.
O papel da Secretaria de Cultura da Bahia — estado fundador da nação — é o de reunir, estimular e promover as múltiplas manifestações culturais da nossa rica e múltipla identidade nacional.
Nosso papel, como fazedores da cultura, é demandar uma política pública de Estado para a cultura e resistir à lógica excludente, fragmentada e binária que insiste em tratar a cultura como evento, e não como o legitimo direito de expressar a complexa diversidade de perspectivas que constitui a cultura da Bahia.
Seguiremos mobilizados, vigilantes e ativos, exigindo respeito, transparência e compromisso com a cultura baiana.
Salvador, 27 de junho de 2025.

[Assinaturas de coletivos, fóruns, entidades, grupos e profissionais da cultura]

José Walter Lima – cineasta e artista visual
Edyala Yglesias – cineasta
Antonio Olavo – cineasta
José Umberto Dias – cineasta
Albenísio Fonseca – poeta / compositor /jornalista
Zivé Guidice – artista visual
Almandrade – artista visual
Dicinho – artista visual
Jackson Costa – ator
Vitor Rocha – cineasta / produtor
Tuzé de Abreu – cantor / compositor
Bernard Attal – cineasta /produtor
Dimitri Ganzelevitch – produtor cultural
Lula Oliveira – cineasta
Henrique Dantas – cineasta
Julio Góes – ator / cineasta
Guache Marques – artista visual
Raimundo Bujão – produtor cultural
Bertrand Duarte – ator / produtor cultural
Sofia Federico – cineasta
Joel de Almeida – cineasta
Pedro Semanovsky – diretor de fotografia
Marcello Benedictis – produtor / técnico de som
José Carlos Torres – diretor de fotografia
Roberto Torres – escritor / roteirista
Maurício Xavier – produtor
Eduardo Ayrosa – produtor / sound designer
Yara Espinheira – produtora
Daniela Floquet – produtora cultural

ASSINAR Petição

Esta petição foi criada em 27 junho 2025

A actual petição encontra-se alojada no site Petição Publica que disponibiliza um serviço público gratuito para todos os Portugueses apoiarem as causas em que acreditam e criarem petições online. Caso tenha alguma questão ou sugestão para o autor da Petição poderá fazê-lo através do seguinte link Contactar Autor

Guanambi: São João do Gurutuba supera expectativa de público e de vendas no comércio

Guanambi: São João do Gurutuba supera expectativa de público e de vendas no comércio
O prefeito de Guanambi Nal Azevedo (Avante) – Foto: WhatsApp

O tradicional São João do Gurutuba chegou ao fim na noite deste domingo (22), após cinco dias de festa emGuanambi. Com recorde de público, o evento superou as expectativas em todos os sentidos.

Em entrevista, o prefeito Nal Azevedo (Avante) destacou que o fomento econômico em decorrência da mobilização em torno da festa é muito grande.

“O comércio todo é aquecido: restaurantes, lojas de roupas, mototaxistas, carros de aplicativo, taxistas, postos de gasolina, hotelaria, casas de materiais de construção. Fomenta praticamente todas as atividades econômicas da cidade”, ressaltou.

Para o gestor, é muito importante promover a cultura é, aliado a isso, aquecer a economia local como um todo, principalmente nesse período junino, que é tão típico no Nordeste.

Pessoas intersexo lutam por reconhecimento e direitos

ENTREVISTA: Pessoas intersexo lutam por reconhecimento e direitos. Grupo que representa quase 2% da população enfrenta invisibilidade e insuficiência da legislação.

Por Andrea DiP, Ricardo Terto, Stela Diogo, Rafaela de Oliveira
GÊNERO E DIVERSIDADE SOCIEDADE
desigualdade direitos humanos LGBTQI+ política violência

Carolina Iara é primeira mulher trans intersexo a exercer um cargo de covereadora pela Bancada Feminista do PSOL, em São Paulo

Desde 1969, o dia 28 de junho é marcado pela celebração do Orgulho LGBTQIAPN+, sigla que foi se transformando ao longo dos anos para refletir melhor a diversidade de identidades e orientações sexuais. A data remete à Revolta de Stonewall, uma série de protestos em resposta a uma ação policial violenta no bar Stonewall Inn, em Nova York, contra pessoas transgêneras e drag queens. O episódio se tornou um marco histórico na luta pelo direito à dignidade e ao respeito, independentemente de gênero ou orientação sexual.

No Brasil, 12% da população adulta se identifica como pessoas assexuais, lésbicas, gays, bissexuais e transgênero, de acordo com o levantamento da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) feito em 2022. Mesmo com alguns avanços, a comunidade segue enfrentando retrocessos, agravados por desigualdades estruturais, especialmente quando se trata de identidade de gênero.

A invisibilidade e a violência sistemática enfrentada por pessoas intersexo, grupo que representa cerca de 1,7% da população mundial, segundo a ONU, é o tema do Pauta Pública, que irá ao ar na sexta-feira, 27 de junho. A conversa é com Carolina Iara, primeira mulher trans intersexo a exercer um cargo de covereadora pela Bancada Feminista do Psol, em São Paulo. Ela compartilha sua experiência na linha de frente da política institucional e fala sobre os desafios das lutas LGBTQIAPN+ no Brasil.

“Fui uma criança intersexo submetida a tortura, a cirurgias precoces e violentas”, afirma. “Essas intervenções continuam acontecendo. Ainda há ambulatórios, inclusive os chamados de referência, que seguem praticando as mesmas mutilações genitais sob o pretexto de ‘normalizar’ corpos intersexo”, diz.

Carolina Iara é primeira mulher trans intersexo a exercer um cargo de covereadora pela Bancada Feminista do PSOL, em São Paulo.
Como você enxerga o atual momento político e social para a população LGBTQIAPN+ no Brasil?

Estamos em um momento difícil, de avanço e de dificuldade. Um momento muito contraditório. Eu vejo que a extrema direita e o fundamentalismo religioso, no mundo, elegeram a gente [pessoas LGBTQIAPN+] como o inimigo. Mas tem sido também um momento em que conseguimos avanços. Desde que eu comecei a minha militância há 16 anos, muita coisa avançou pra mim e pra minha comunidade. No Brasil, já conseguimos ter a retificação de nome nos documentos. No entanto, a reação a qualquer um desses avanços ainda é brutal.

Por exemplo, a Câmara Municipal de São Luiz [Projeto de Lei nº 201/2023] e a Câmara Municipal de Petrópolis [Projeto de Lei 3363/2024] proibiram as pessoas trans de irem ao banheiro. Quando você fala que as pessoas trans têm que ir ao banheiro de acordo com o sexo do nascimento, na verdade, você está proibindo essas pessoas de irem ao banheiro, porque não tem como eu entrar no banheiro masculino e não sair de lá ou agredida, estuprada ou qualquer outra coisa. Ao total, são 77 leis anti-LGBTs aprovadas no Brasil.

Somos o país que mais tem transvestidos e pessoas trans eleitas, mas somos o país que mais mata também. Então, a gente está em uma situação muito delicada, mas tem muita luta. O movimento LGBTQIAPN+ é um dos que têm tido mais dinamismo, assim, junto com o movimento negro e o movimento feminista também. São esses os movimentos que têm feito a resistência e a luta. Não são mais os movimentos sindicais, nós estamos num outro momento de luta.

Como o país e a própria comunidade LGBTQIAPN+ lida com pessoas intersexo?

Eu fui uma criança intersexo submetida a violência, tortura, cirurgias precoces muito violentas. Essa realidade ainda existe por um desconhecimento social, é uma realidade que faz com que famílias sejam impelidas, sejam convencidas a fazer cirurgias em seus bebês que são 2% da população, para esconder literalmente a intersexualidade, a genitália ambígua ou a hormonização diferenciada que a criança tem, que adolescente tem.

Existe uma grande comoção de setores da sociedade, que vai desde o [deputado federal] Marco Feliciano, Eduardo Bolsonaro [deputado federal] até a PGR [Procuradoria Geral da República], de proteger as crianças. Com discursos de que tem que proteger a criança dos LGBT e proibir de fazer bloqueio hormonal aos 12. Aí eu sempre faço a clássica pergunta da minha vida: onde eles estavam quando eu passei por essas cirurgias na infância contra a minha vontade? Não estavam lá, pelo contrário estavam incentivando esse poder médico a fazer tudo isso.

Não tem defesa nenhuma de 2% da população que é intersexo. O que falta hoje é uma vontade política, uma legislação ou algo que seja semelhante para proibir as cirurgias precoces desnecessárias pra encobrir a intersexualidade. Precisa proibir hormonização forçada em crianças e adolescentes que indiscriminadamente são hormonizados para esconder a intersexualidade, e, enquanto isso, estão enchendo o saco das pessoas trans que querem as modificações corporais ou evitar as modificações corporais.

A gente conseguiu sinalizações boas nesse sentido. O Conselho Nacional de Saúde, a partir de uma iniciativa da ABRAI (Associação Brasileira Intersexo), conseguiu uma recomendação pelo fim da mutilação genital, pelo fim das cirurgias. E conseguimos também por outra entidade, a Intersexo Brasil, um grupo de trabalho no Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Esse grupo de trabalho tem a pretensão de criar um plano de erradicação dessas violências para tratar a questão como uma agenda de direitos humanos. Então estamos nesse caminho, mas ainda não teve um avanço específico.

Em relação à comunidade LGBTQIAPN+, eu acho que já melhorou também. Tem até um espacinho ali para a letra I. Eu tenho dito que, aqui no Brasil, as principais aliadas do movimento intersexo tem sido as travestis e transexuais, a letra T e o movimento feminista. Não sei como é em outros países, mas aqui são esses dois movimentos que tem pegado mesmo a pauta e levado, não sem contradições, mas é o que tem sido a tônica nos últimos anos. 

Eu sou uma travesti negra e intersexo. Não à toa no movimento trans a gente debate algumas coisas sobre pessoas intersexo, não à toa são as mães de intersexo também que se organizam e viram ativistas. Eu acho que o principal esforço é pegar esses assuntos, digamos impopulares, esses assuntos mais delicados, e tentar não tirá-los do debate público.

Tem coisas que eu faço junto com a bancada feminista que tem grande repercussão, como a questão de ter lutado ativamente pelas cotas trans na Universidade de Campinas. Isso teve uma repercussão muito grande pro bem e pro mal, mas ao mesmo tempo tem coisas que não ganham essa repercussão. O Dia Contra Mutilação Genital [26 de setembro], por exemplo, não está na boca das pessoas. Então, é um desafio diário tentar trazer esses debates todos para fazer um orgulho verdadeiro LGBTQIAPN+, um orgulho que inclua todas essas letras, essas intersecções e também não perca o sentido emancipatório da coisa, o sentido antissistêmico da coisa.

Por que o Dia do Orgulho, em 28 de junho, além de todas as lutas, também precisa ser um dia de celebração?

A minha avó Altina falava um ditado assim: “as pessoas querem você bem mas não melhor que elas.” Um ditado que resume um pouco a nossa estrutura social hierárquica. Como, normalmente, as coisas vão se estruturando de cima para baixo em cadeias, em muitas pessoas se manifesta um pensamento de que está arraigado na sociedade: “eu não quero ver a felicidade daqueles que de algum modo são inferiores a mim” e isso também diz respeito à felicidade. A felicidade incomoda.

Por que querem proibir festas ou paradas LGBTQIAPN+? Porque incomoda ver milhares de pessoas marchando, festejando, se beijando, sendo alegres. Então isso incomoda demais. Eu vejo pelo lugar que eu ocupo também. Tem pessoas que ficam particularmente inconformadas de ver uma travesti que não está na prostituição. Eu já fui na prostituição, não tenho vergonha nenhuma. Mas assim tem pessoas que se incomodam falando “como assim essa travesti está aqui andando nos corredores da Assembleia de nariz em pé? Não, ela é arrogante”. Aí já começa: “será que ela não está fazendo alguma coisa de errado? Investiga mais”. Existe um incômodo. 

Mulheres trans são mortas por seus parceiros sexuais. A pessoa tem uma relação com uma mulher trans e de repente ele toma tudo dela e a mata. Isso é muito comum. O antídoto disso é a gente, mesmo no meio de tanta desgraça, a gente poder ser feliz. Poder celebrar, festejar, amar e ir [para as ruas] com os nossos afetos, poder esbanjar a nossa felicidade e o nosso brilho. Eu acho que é muito importante celebrar, sou uma grande defensora do mecanismo do orgulho. É uma coisa formidável que a gente criou enquanto movimento. É formidável porque o orgulho é o contrário do que esses setores querem, que é a gente se esconder e ter vergonha de si e que a gente viva na clandestinidade.

É aquela coisa: “ri, mas ri baixo”. Não, a gente quer rir alto, a gente quer gargalhar, bater leque, fazer barulho. Então, o Dia do Orgulho pra mim é essencial. Vamos fazer uso dele, muitas pessoas lutaram para que a gente possa festejar. Temos que botar o nosso corpinho pra jogo e festejar sim.

Edição: Mariama Correia

Banda Magníficos não se apresenta no São João do Gurutuba em Guanambi

Banda Magníficos não se apresenta no São João do Gurutuba em Guanambi

O público que aguardava pela apresentação da banda Magníficos na madrugada desta sexta-feira (20), durante os festejos do São João do Gurutuba, em Guanambi, saiu frustrado. O grupo, uma das atrações mais esperadas da noite, não apareceu no palco e nem apresentou justificativa formal à organização do evento.

Segundo o apresentador oficial da festa, o radialista Clóvis Júnior, a ausência da banda gerou tensão e incerteza durante toda a madrugada. De acordo com ele, a produção tentou insistentemente contato com os responsáveis pelo grupo, que alegavam ainda estar “na estrada”.

No entanto, com o passar das horas, nenhuma previsão concreta foi apresentada. Sem retorno até às 4h da manhã, a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Guanambi foi obrigada a antecipar a próxima atração da grade para não deixar o palco principal vazio e evitar a dispersão do público que lotava a praça.

A Prefeitura de Guanambi informou que vai acionar judicialmente a banda Magníficos para reaver os valores pagos pelo show não realizado. De acordo com a gestão municipal, houve descumprimento de cláusulas contratuais, uma vez que a banda não se apresentou conforme acordado.

🎉 São João de Condeúba 2025 – Tradição e Alegria que Contagia! 🌽🔥

A cidade de Condeúba se prepara para viver mais uma edição inesquecível do seu tradicional São João, um dos eventos mais aguardados do calendário cultural da região! Com muita música, dança, comidas típicas e o calor humano do nosso povo, a festa promete emocionar moradores e visitantes.

Este ano, o São João de Condeúba conta com o importante apoio de convênios estaduais, reforçando o compromisso com a valorização da cultura nordestina e o fortalecimento das festas populares da Bahia.

Entre as atrações confirmadas, dois grandes nomes se destacam:
🌟 Naiara Azevedo, com todo seu carisma e hits que arrastam multidões, vai agitar o público com um show vibrante e cheio de emoção!
🌟 Allana Macedo, revelação do sertanejo, também sobe ao palco para encantar a todos com sua voz marcante e repertório envolvente.

Venha celebrar conosco esse momento especial! Traga sua família, seus amigos e sua alegria para vivermos juntos mais um São João de muita tradição, música boa e forró no coração!

📍Local: Praça do Forró – Condeúba – BA
📢 Realização: Prefeitura de Condeúba
🤝 Apoio: Governo do Estado da Bahia – Convênios Estaduais

São João de Condeúba 2025 – Aqui o forró é mais quente e a tradição mais viva do que nunca!